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Jovem desaparecido é encontrado morto dentro de saco com pés e mãos amarrados em riacho no Norte do Piauí

Jovem desaparecido é encontrado morto dentro de saco com pés e mãos amarrados em riacho no Norte do Piauí — Foto: Reprodução

Francisco Oliveira Vaz, de 23 anos, foi encontrado morto nesse domingo (6) à noite em Porto, a 170 km de Teresina. Segundo a Polícia Militar (PM), o jovem estava com os pés e mãos amarrados, dentro de um saco, no riacho Contendas, próximo à PI-112, na Zona Rural do município. Ele estava desaparecido desde a sexta-feira (4).

Ao g1, o capitão Morais, comandante da 2ª Companhia do 30º Batalhão da Polícia Militar (2ªCIA-30ºBPM), informou que a ocorrência foi registrada como homicídio. Mas devido ao estado avançado de decomposição do corpo, não foi possível identificar se Francisco tinha marcas de violência, tiros ou arma branca.

A PM também confirmou que a vítima havia saído do sistema penitenciário há um mês. O jovem tem passagens pela polícia por furto, roubo e ameaça.

O Instituto de Medicina Legal (IML) fez a remoção do corpo e a Polícia Civil do Piauí investiga o caso. Fonte: G1-PI

‘Ela não aguentava mais o relacionamento abusivo’, diz pai de mulher morta com golpes de canivete em Teresina; ex está preso pelo crime

Gisele Maria Pinheiro Pereira, de 33 anos, foi morta com golpes de canivete em Teresina — Foto: Reprodução

“Ela não aguentava mais o relacionamento abusivo, por isso foi morar sozinha”, foi o que disse Antônio de Sousa Pereira, pai de Gisele Maria Pinheiro Pereira, assassinada com golpes de canivete, no último sábado (5), dentro do próprio apartamento em um condomínio no residencial Tancredo Neves, Zona Sudeste de Teresina. O ex-companheiro da vítima, Pedro Rocha Pereira, está preso pelo crime.

Segundo Antônio, a filha e o suspeito se conheceram há cerca de três anos, iniciaram um namoro e logo foram morar juntos no apartamento de Pedro. O pai da vítima relatou que o relacionamento entre o casal sempre foi conflituoso.

“Minha filha tinha problemas psicológicos. Ela vinha sofrendo abusos e ameaças e isso afetou ainda mais o psicológico dela. Como ela gostava muito dele, ele abusava dessa fragilidade que ela tinha [por gostar dele]”, iniciou o pai.

O pai da vítima destacou ainda que Gisele decidiu morar sozinha após não suportar mais as ameaças e agressões do então companheiro.

“Ela insistiu no relacionamento, mas chegou um momento em que ela não tinha mais condições e decidiu se afastar, pois não aguentava mais o relacionamento abusivo. Aí ela alugou um apartamento e foi morar sozinha”, contou Antônio.

Ainda segundo Antônio, os familiares não aprovavam o comportamento de Pedro e pediam para Gisele tomar cuidado. O homem declarou que Pedro chegou a ameaçá-la e agredi-la na residência onde ele e a esposa vivem.

“A gente presenciava na nossa própria residência agressões morais, psicológicas e físicas”, completou o pai da vítima.

Suspeito e vítima haviam discutido na data do crime

 

Segundo a delegada Camila Macedo, plantonista da Central de Flagrantes de Teresina, Gisele Maria Pinheiro Pereira e Pedro Rocha Pereira estavam separados há 15 dias. Ele dormiu no apartamento da vítima na noite de sexta-feira (4) e, no sábado (5), viu algumas mensagens no celular dela.

“Eles tiveram uma discussão pela manhã, por conta de ciúmes, e foram trabalhar. Ele retornou à casa dela, por volta das 12h30, a pretexto de buscar alguns pertences, mas chegou com um canivete. A gente acredita em um crime premeditado”, afirmou a delegada.

O corpo de Gisele foi encontrado pela perícia criminal com cerca de 20 perfurações no tórax, no pescoço e nas costas. A arma do crime, um canivete, estava embaixo de um sofá do apartamento.

TV Clube apurou que o suspeito, após matar a vítima, ligou para um familiar, sargento da Polícia Militar do Piauí (PMPI), e confessou o crime.

Uma equipe do 8º Batalhão da Polícia Militar (BPM) chegou ao local, prendeu o homem e o levou à Central de Flagrantes de Teresina, onde ele prestou depoimento à delegada de plantão. Fonte: G1-PI

Suspeito de atropelar e matar pai de santo é preso em São Luís

Clemílson Pereira dos Santos morreu após ser atropelado — Foto: Divulgação/Polícia Civil

Foi preso nessa segunda-feira (7), no bairro Vila Riod, o principal suspeito de atropelar e matar o pai de santo Clemílson Pereira dos Santos. Segundo a Polícia Civil do Maranhão, ele já havia sido identificado em março e agora responderá por homicídio qualificado.

O crime ocorreu na noite de 23 de fevereiro, no bairro Madre Deus. Clemílson estava com um amigo e, ao tentar entrar no carro, foi atingido por um veículo prata, cujo motorista fugiu sem prestar socorro.

O pai de santo foi atropelado por carro prata. — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Clemílson ficou internado por 14 dias no Socorrão 2, mas não resistiu. A vítima era pai de santo de uma casa de mina no Quilombo de Santana, em São José de Ribamar. O caso segue sob investigação do 1º Distrito Policial do Centro.

Leia a nota da PC-MA na íntegra:

 

“A Polícia Civil do Maranhão (PC-MA), por meio do 1° Distrito Policial do Centro, informa a prisão, na manhã desta segunda-feira (7), do principal suspeito de cometer o atropelamento que vitimou Clemílson Pereira dos Santos, fato ocorrido no dia 23 de fevereiro deste ano, em São Luís.

O investigado, que foi preso no bairro Vila Riod, foi apresentado no 1º DP para prestar mais esclarecimentos sobre o caso. O mesmo deve responder pelo crime de homicídio qualificado”. Fonte: G1-MA

Governo quer contratar 3 milhões de unidades habitacionais até 2026

brasília (DF) 18/09/2024 O ministro das Cidades, Jader Filho,  participa do programa Bom Dia, Ministro  Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

A nova linha do programa Minha Casa, Minha Vida para quem ganha entre R$ 8 mil e R$ 12 mil foi destaque da entrevista do ministro das Cidades, Jader Filho, ao programa A Voz do Brasil nessa segunda-feira (7). Ele disse que a meta do governo federal é alcançar 3 milhões de novas unidades habitacionais contratadas até 2026.

A ampliação do programa para atender a famílias da classe média prevê a possibilidade de financiamento de imóveis novos ou usados de até R$ 500 mil, em até 420 parcelas, com taxa de juros de 10,5 % ao ano.

Jader Filho explicou que, normalmente, quem financiava os imóveis para essa faixa de rendimento, era a poupança, mas esse tipo de investimento perdeu espaço para outras aplicações, o que levou o governo a usar recursos do Fundo Social para estimular os novos financiamentos pelo Minha Casa, Minha Vida.

“A gente tem visto muito dinheiro sair da poupança para outros tipos de aplicação. Com isso, está faltando dinheiro para financiar a habitação no Brasil por parte da poupança. Então, o governo federal colocou esse recurso que vem do Fundo Social, que vem lá do pré-sal, com uma parte também da poupança, mais da LCI [Letra do Crédito Imobiliário], e estamos conseguindo R$ 30 bilhões para financiar as famílias de R$ 8 mil até R$ 12 mil. Então, acreditamos que, neste ano, vamos financiar 120 mil famílias para realizar o sonho da casa própria”.

Jader Filho ressaltou que a maioria dos financiamentos do Minha Casa, Minha Vida tem atendido as famílias de rendas mais baixas, ou seja, aquelas que antes não conseguiam acesso ao financiamento imobiliário.

“Hoje, a maioria dos financiamentos que temos feito do Minha Casa, Minha Vida tem sido para a Faixa 1, até R$ 2,8 mil. Com isso, o que está se alcançando com todas essas alterações? Aumentamos o subsídio, que passou para R$ 55 mil. Reduzimos a taxa de juros, é a menor da história de todos os programas habitacionais do Brasil. Com isso, estamos conseguindo fazer justiça social”.

A Faixa 1 do programa atende famílias com renda mensal de até R$ 2,8 mil; a Faixa 2, famílias entre R$ 2,8 mil e R$ 4,7 mil; a 3 é para aqueles que têm renda familiar entre R$ 4,8 mil e R$ 8 mil; e a Faixa 4, para os de R$ 8 mil a R$ 12 mil. Fonte: Daniella Longuinho – Repórter da Rádio Nacional

China diz que vai transformar “tarifaço” dos EUA em “oportunidade”

Presidente da China, Xi Jinping, em Pequim

Em editorial publicado nesse domingo (6), o jornal porta-voz do Partido Comunista Chinês (PCCh) – o Diário do Povo – disse que a China está preparada para a guerra de tarifas de Donald Trump e que o “céu não cairá” por causa das novas barreiras comerciais

“Devemos transformar pressão em motivação e encarar a resposta ao impacto dos EUA como uma oportunidade estratégica para acelerar a construção de um novo padrão de desenvolvimento”, afirmou o editorial do principal jornal do PCCh.

Diário do Povo citou ainda a frase do presidente da China, Xi Jinping, sobre a resiliência do mercado chinês, que pode suportar ventos fortes e tempestades.

“A economia chinesa é um oceano, não um pequeno lago. Tempestades podem virar um pequeno lago, mas não podem virar o oceano”, disse o mandatário chinês citado pelo jornal.

Nessa segunda-feira (7), Trump ameaçou a China com tarifas adicionais de 50% caso Pequim não recue da decisão de impor tarifas recíprocas à Washington.

Resistência

O jornal reconhece que as tarifas anunciadas pelos Estados Unidos contra a China vão prejudicar o comércio entre as duas maiores potências do planeta.

“Terá inevitavelmente um impacto negativo nas exportações da China no curto prazo e aumentará a pressão sobre a economia”, disse.

Por outro lado, o Diário do Povo argumenta que a China tem capacidade de resistir a essa pressão, que o país tem reduzido a dependência em relação à economia dos EUA e aumentado o controle sobre tecnologias chaves.

“Construímos ativamente um mercado diversificado e nossa dependência do mercado dos EUA vem diminuindo. As exportações da China para os EUA como parcela do total de exportações caíram de 19,2% em 2018 para 14,7% em 2024”, destacou o jornal.

Diário do Povo lembra que a guerra comercial com os EUA começou em 2017. “Não importa o quanto os EUA lutaram e nos pressionaram, sempre mantivemos o desenvolvimento e o progresso, demonstrando nossa resiliência de ‘quanto mais pressão enfrentamos, mais fortes nos tornamos’”, acrescentou o editorial.

O jornal do Partido Comunista Chinês acredita que a pressão de Trump forçará o país a acelerar e concretizar “avanços tecnológicos essenciais em áreas-chave”. Além disso, lembra que organizações de todo o mundo confiam na estabilidade da economia chinesa.

“Muitas instituições financeiras de Wall Street aumentaram suas previsões para o crescimento econômico do nosso país, estão otimistas sobre o mercado de capitais da China e consideram a ‘certeza’ da China como um porto seguro para se proteger contra a ‘incerteza’ dos EUA”, completou.

Preparados

O editorial do jornal chinês destacou ainda que o Comitê Central do PCCh já previa que os EUA implementariam novas e crescentes rodadas de medidas para contenção econômica da China.

“Sabemos o que estamos fazendo e temos estratégias em mãos. Estamos travando uma guerra comercial com os EUA há oito anos e acumulamos uma rica experiência nessa luta. Os planos de resposta também são preparados com antecedência”, disse o periódico.

Mercado interno

A jornal diz que a China se apoiará no seu imenso mercado interno para se contrapor às tarifas dos EUA. Segundo dados oficiais, 85% das empresas que exportam têm negócios no mercado interno. Além disso, o total de vendas no mercado interno representa 75% do total dos negócios.

“Devemos adotar a expansão da demanda interna como uma estratégia de longo prazo, nos esforçar para fazer do consumo a principal força motriz e lastro para o crescimento econômico e aproveitar ao máximo as vantagens do nosso mercado de escala supergrande”, afirmou.

Parceiros comerciais

O editorial lembra ainda que os EUA não podem prescindir da China para muitos produtos, tanto de consumo, como de investimentos e intermediários.

“A taxa de dependência de diversas categorias ultrapassa 50%, e será difícil encontrar fontes alternativas no mercado internacional no curto prazo”, destacou.

Ao mesmo tempo, o Diário do Povo citou que a China é o principal parceiro comercial para mais de 150 países, o que inclui o Brasil e a maioria dos países da América do Sul.

“A cooperação econômica e comercial em mercados emergentes tem enorme potencial e está se tornando cada vez mais uma base importante para estabilizar nosso comércio exterior. Injetaremos mais estabilidade no desenvolvimento econômico global por meio do nosso próprio desenvolvimento estável”, completou o editorial.    Fonte: Lucas Pordeus León – Repórter da Agência Brasil

Trump ameaça China com tarifas adicionais de 50% após Pequim retaliar

U.S. President Donald Trump gestures, ahead of delivering remarks on tariffs, in the Rose Garden at the White House in Washington, D.C., U.S., April 2, 2025. REUTERS/Leah Millis     TPX IMAGES OF THE DAY

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, ameaçou a China nesta segunda-feira (7) com tarifas adicionais de 50% sobre todas as importações do país caso Pequim não recue da decisão de impor tarifas recíprocas contra Washington.

“Se a China não retirar seu aumento de 34% acima de seus abusos comerciais de longo prazo até amanhã, 8 de abril de 2025, os Estados Unidos imporão Tarifas ADICIONAIS à China de 50%, com efeito em 9 de abril”, anunciou o presidente estadunidense em uma rede social.

Caso cumpra o prometido, os EUA terão elevado em 84% o valor de todos os produtos chineses que entram no país norte-americano em uma semana. Trump acrescentou que todas as negociações com a China estão encerradas. “As negociações com outros países, que também solicitaram reuniões, começarão a ocorrer imediatamente”, completou Trump.

No último dia 2 abril, os EUA iniciaram uma guerra de tarifas contra todos os parceiros comerciais, com taxação adicional de 34% sobre todos os produtos chineses que entram no país norte-americano.

Em resposta, a China decidiu retaliar com tarifas de 34% sobre todos os produtos estadunidenses que entram no país asiático, além de estabelecer restrições para exportação de minerais raros, chamados terras raras, e proibir o comércio com 16 empresas dos EUA.

A guerra de tarifas tem derrubado as bolsas em todo o mundo e elevado as incertezas sobre o futuro do comércio mundial enquanto Trump promete manter sua nova política comercial.

O céu não cairá

O jornal que serve de porta-voz do Partido Comunista Chinês (PCC) –  o Diário do Povo –  publicou nesse domingo (6) longo editorial pedindo calma e argumentando que o “céu não cairá” com as tarifas de Donald Trump.

“Diante do impacto da intimidação tarifária dos EUA, temos grande capacidade de suportar a pressão. Nos últimos anos, construímos ativamente um mercado diversificado e nossa dependência do mercado dos EUA vem diminuindo. As exportações da China para os Estados Unidos como parcela do total de exportações caíram de 19,2% em 2018 para 14,7% em 2024”, afirmou o diário chinês. Fonte: Lucas Pordeus León – Repórter da Agência Brasil

Dólar sobe para R$ 5,91 com novas ameaças de Trump à China

Funcionário de casa de câmbio do Cairo conta notas de dólar
20/03/2019
REUTERS/Mohamed Abd El Ghany

Em mais um dia turbulento no mercado internacional, o dólar fechou acima de R$ 5,90 e voltou aos valores de fevereiro. A bolsa de valores caiu pela terceira vez seguida e chegou ao menor nível em quase um mês, após as novas ameaças de Donald Trump à China.

O dólar comercial encerrou esta segunda-feira (7) vendido a R$ 5,911, com alta de R$ 0,075 (+1,29%). A cotação chegou a cair perto do fim da manhã, quando surgiu uma fake news (notícia falsa) de que o governo de Donald Trump suspenderia por 90 dias a elevação de tarifas comerciais. No entanto, a moeda voltou a subir assim que a Casa Branca desmentiu a notícia.

A moeda norte-americana está no maior valor desde 28 de fevereiro, quando tinha fechado em R$ 5,916. O anúncio de Trump de que pretende impor uma tarifa adicional de 50% aos produtos chineses, caso o país asiático não reverta a sobretaxação de 34%, afetou o mercado global.

O mercado de ações também teve mais um dia de instabilidade. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 125.588 pontos, com queda de 1,31%. Por alguns minutos, o indicador subiu, motivado pela fake news do adiamento do tarifaço pelos Estados Unidos, mas caiu assim que a notícia foi oficialmente desmentida.

A bolsa brasileira está no menor nível desde 12 de março. O indicador acompanhou as bolsas norte-americanas, que também caíram, mas em menor intensidade que nas últimas sessões.

O índice Dow Jones (das empresas industriais) caiu 0,91%. O S&P 500 (das 500 maiores empresas) perdeu 0,23%. O índice Nasdaq (das empresas de tecnologia), o que mais recuou na semana passada, avançou 0,10%.

As bolsas norte-americanas tiveram desempenho melhor que as asiáticas e as europeias. Nesta segunda-feira, a bolsa de Hong Kong caiu 13,22%, e a de Tóquio, 7,83%. Na Europa, a bolsa de Frankfurt perdeu 4,13%, e a de Londres caiu 4,38%.

Fonte: Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil**Com informações da Reuters

Brasil tem reservas para enfrentar decisões de Trump, diz Lula

Cajamar (SP), 07/04/2025- Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, visita o setor de distribuição do Mercado Livre. 
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Brasil tem reservas internacionais suficientes para enfrentar as decisões do governo Donald Trump, disse nesta segunda-feira (7) o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Durante anúncio de investimentos do setor de logística em Cajamar (SP), Lula reiterou que a economia voltará a crescer mais que o previsto em 2025.

“Nós pagamos a dívida externa brasileira. Nós, pela primeira vez, fizemos uma reserva [internacional] de US$ 370 bilhões, o que segura este país contra qualquer crise. Mesmo o presidente Trump falando o que ele quer falar, o Brasil está seguro porque temos um colchão de US$ 350 bilhões, que dá ao Brasil e ao ministro da [Fazenda] Fernando Haddad uma certa tranquilidade”, disse Lula, em evento promovido pela empresa de comércio eletrônico Mercado Livre.

Segundo os dados mais recentes do Banco Central (BC), as reservas internacionais estavam em US$ 338,6 bilhões na última sexta-feira (7). No entanto, se contar os cerca de US$ 17 bilhões leiloados pelo BC desde o ano passado com compromisso de serem recomprados ao longo deste ano, o total sobe para US$ 355,6 bilhões.

Crescimento da economia

Durante o evento, o Mercado Livre anunciou investimentos de R$ 34 bilhões no Brasil apenas neste ano. Para o presidente, as apostas da empresa no país são justificadas porque a economia brasileira continuará a crescer acima do previsto neste ano, por causa de medidas recentes do governo para estimular o crédito e o consumo.

“Agora, as pessoas dizem: ‘A economia vai desacelerar, ela vai crescer menos’. E eu quero dizer para vocês, na frente dos trabalhadores do Mercado Livre, que a economia brasileira vai surpreender. Porque essa gente que fica discutindo o chamado mercado, essa gente que fica discutindo a economia não conhece o microcrédito funcionando, e o dinheiro chegando na mão de milhares e milhões de pessoas”, declarou Lula.

Segundo o presidente, a melhoria na economia já vem sendo percebida nos últimos anos, ao citar, como exemplo, que categorias profissionais tiveram reajuste salarial acima da inflação. “O salário mínimo já aumentou acima da inflação por dois anos consecutivos. O emprego voltou a crescer todo o ano. E o crédito está acontecendo com muita força nesse país, muita força”, destacou.

Desde que Donald Trump anunciou a aplicação de tarifas a produtos de outros países, chamado tarifaço, bolsas de valores de diversos país tiveram quedas. Para o presidente, o crescimento no Brasil não vai depender de outros países.

“Não depende de ninguém, não depende dos Estados Unidos, não depende da China, não depende da África, só depende de nós brasileiros”, disse.

“É isso que nós queremos: não queremos nada demais. Nós só queremos ser tratados com respeito, com dignidade, porque nós temos esse direito porque quem produz a riqueza desse país são vocês”, afirmou

Mercado Livre

Ao visitar o Centro de Logística do Mercado Livre, Lula abraçou funcionários da empresa e até colocou um pacote na esteira para ser encaminhado para entrega.

Ele esteve acompanhado de Fernando Yunes, vice-presidente sênior do Mercado Livre no Brasil, que explicou como será utilizado o aporte de R$ 34 bilhões neste ano. “É um aporte para conseguirmos avançar na nossa logística. Esse valor vai ser aportado tanto no Mercado Livre quanto no Mercado Pago e no marketing”, disse Yunes durante o evento.

Yunes também anunciou que a empresa vai contratar neste ano mais 14 mil pessoas, somando 50 mil funcionários no Brasil até o final deste ano.

Estavam na comitiva os ministros da Fazenda, Fernando Haddad; do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho; e do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte do Brasil, Márcio França, além do prefeito de Cajamar, Kauãn Berto.

Fundado em 1999, o Mercado Livre é a companhia líder em e-commerce e serviços financeiros na América Latina, com operações em 18 países e mais de 84 mil funcionários diretos. A operação no Brasil representa 54% do total do negócio da empresa. Fonte: Elaine Patricia Cruz e Wellton Máximo – repórteres da Agência Brasil

Idosa é encontrada morta e com sinais de violência em Chapadinha, no MA

Dona Indacy foi assassinada em Chapadinha — Foto: Divulgação/Polícia Civil

A Polícia Civil está investigando o caso de uma idosa que foi encontrada morta e com sinais de violência na Zona Rural de Chapadinha, a cerca de 247 km de São Luís.

Segundo as investigações, a idosa era conhecida como ‘Dona Indacy’ e era muito querida na comunidade em que morava, no Povoado Buritizinho. Atualmente, ela era aposentada e morava sozinha, mas tinha muitos parentes.

Nos últimos dias, amigos de Indacy desconfiaram do sumiço da idosa, até que foram até a residência onde ela morava, manhã desta segunda-feira (7). No local, segundo a polícia, Indacy estava morta, sem roupas e com as vísceras expostas.

Peritos do Instituto Médico Legal (IML) foram até a região e a Polícia Civil aguarda o resultado do exame cadavérico para constatar a causa da morte, assim como a possibilidade de abuso sexual. Fonte: G1-MA

Livro de memórias de Ney Matogrosso será tema do Clube do Livro CCBB

Ney Matogrosso

Mais uma vez, a coerência pontua a vida do cantor Ney Matogrosso, contada no livro Ney Matogrosso – Vira-lata de raça – memórias. A publicação surgiu em um momento em que o cantor pensava em reunir todas as matérias publicadas sobre ele, para ver se era coerente em seu pensamento. “Foi assim que começou a história do livro”, contou em entrevista à Agência Brasil.

Embora seja um livro de memórias de passagens marcantes da sua trajetória pessoal e profissional, Ney revelou que, durante o trabalho com o organizador do livro, o escritor Ramon Nunes Mello, não teve a questão de reviver o passado, porque tudo já está muito distante no tempo.

“Então, não tem, assim, movimento emocional. Não existe isso. É uma coisa que sai conversando, e eu dou total liberdade de perguntar o que quiser. Não tem problema”, afirmou, explicando que foi fácil trabalhar com Ramon, de quem é amigo desde 2011. “Ele me conhecia”.

Clube de Leitura

Todas essas histórias serão divididas com o público que estará presente no segundo Clube de Leitura do Centro Cultural Banco do Brasil em 2025, no dia 9. Os encontros organizados pelo CCBB, sempre na segunda quarta-feira de cada mês, são realizados no Salão de Leitura da Biblioteca Banco do Brasil, no quinto andar do CCBB-Rio. Com entrada gratuita, a retirada dos ingressos é na bilheteria do CCBB ou pelo site.

“Vamos lá sentar e conversar. Não sei nem qual é o formato da coisa. Sei que a gente vai sentar em uma mesa e começar a conversar sobre o livro. Quer dizer, o assunto é o livro, mas é de uma maneira mais geral, não é restrito a ele”, explicou Ney, disposto a conversar sobre qualquer assunto da sua trajetória.

Para o artista, a elaboração do Ney Matogrosso – Vira-lata de raça – memórias, foi bem diferente da que viveu com o primeiro livro publicado sobre ele. O Um cara meio estranho, escrito pela jornalista Denise Pires Vaz, causou um certo impacto nele.

“Nunca tinha falado sobre a minha vida tão claramente para um livro. Um cara meio estranho, da escritora chamada Denise, uma jornalista na verdade, me deixou meio inseguro de estar expondo tanta coisa da minha vida, mas eu também não achava outra forma de falar que não fosse a verdade. Eu fiquei meio inseguro. Já com o Ramon, não. Não tive insegurança em nenhum momento. No primeiro, eu não sabia qual seria a reação àquilo. Nesse, eu já estava mais firme, mais maduro da cabeça”, comparou.

Parte dessa sensação de mais conforto vem da amizade que ele e Ramon têm há 14 anos. “O fato de ser uma pessoa com que eu tinha proximidade mudou tudo. A primeira, não. Eu não conhecia a moça. Ela, um dia, chegou para mim e disse que queria fazer um livro. Eu fiz uma entrevista para uma revista com ela e, logo em seguida, passado um tempo, ela veio com essa história de livro. Eu falei: ‘Não quero livro. Não quero falar da minha vida’, mas ela foi insistente. Nós tivemos várias brigas durante o percurso todo do livro”, comentou, concordando que a insistência de Denise foi meio Ney, em ser firme no que quer fazer. “Sim, e aí fui concedendo para ela, mas irritado. Ela queria ir muito”, disse sorrindo.

Ramon destacou que ele não se coloca como autor e, sim, organizador do livro, com um trabalho de escuta de quem é o personagem da publicação. “A minha assinatura não está na capa, está na parte interna do livro. É como se o Ney tivesse contando aquela história, em um livro de memórias. Não me proponho a fazer uma biografia. Não é uma biografia. É um livro de memórias, com fragmentos de vida importantes para o Ney”, explicou.

Rio de Janeiro – 04/04/2025  Ney com o Ramon Nunes Mello. Foto Isa Pessoa.
Ney Matogrosso com o Ramon Nunes Mello. Divulgação/Isa Pessoa.

Saída de casa

Entre as memórias que estão no livro, estão as divergências que tinha com o pai, que tentou impor sua autoridade e moldar o seu comportamento. Foi, por não concordar com isso, que saiu de casa.

“Sabe o que eu acho disso? Dessa história minha de ter saído de casa aos 17 anos? Foi a melhor coisa que eu fiz na vida. Eu ousaria dizer que todos os adolescentes deveriam fazer isso. Sai de casa, vai viver sua vida. Você estuda o suficiente, sai de casa e vai viver sua vida. É uma experiência muito boa. No final da sua juventude, você vai crescendo mais seguro de si, dono da sua história, dono da sua vida. Tudo que meu pai me proibiu, depois que eu saí de casa, eu me aproximei de tudo, teatro, música, pintura. De tudo, tudo, eu me aproximei”, relatou, dizendo que, assim, teve oportunidade de expandir o seu horizonte. “Sim, porque só me interessava a arte mesmo. Era só isso”.

Ney contou que este momento só reforçou a sua necessidade de viver em liberdade. “Acho que a única forma boa de viver é com liberdade total, absoluta. Claro que, na vida, a gente vai mudando. Há momentos em que você quer mais liberdade, e, outros, em que você necessita de menos, mas é isso. A liberdade sempre em primeiro lugar para mim, sempre, desde criança, dentro e fora de casa”, pontuou.

Mediadores

A mediação deste Clube de Leitura será da curadora Suzana Vargas e do Ramon Nunes Mello, com o microfone aberto para o público presente nos 30 minutos finais do encontro. Já no quarto ano de existência, o clube começou no fim da pandemia e tem mantido um público fiel. Segundo Suzana Vargas, um dos objetivos do clube é tratar a leitura de uma forma mais plural.

“O Ney é uma grande personalidade da cultura brasileira e é um grande leitor. Esse é um traço que as pessoas desconhecem, veem o Ney no palco e não levam em conta o homem de cultura que ele é. A gente vai conversar também sobre os livros na vida dele. O público vai ter oportunidade de se informar sobre o Ney”, afirmou à Agência Brasil.

“O Ney é um bicho livre, só faz o que deseja, não tem nenhum tipo de censura ou autocensura para absolutamente nada. Aqui no livro, ele se desnuda, o envolvimento dele com drogas, ele nomeia e dá nome aos bois e também a tudo que contribuiu para ele ser a pessoa que é hoje. Um dos artistas que mais admiro no sentido da postura existencial dele”, completou, adiantando que, durante a conversa, Ney vai ler um trecho do livro, que estará à venda na entrada da Biblioteca.

“Pra mim o Ney é o símbolo da liberdade. Se você pensa na liberdade no Brasil, você pensa no Ney, esse ser que defende a livre manifestação artística, a manifestação do ser e vem com essa bandeira desde que estreou. Então, ele tem uma coerência muito grande no pensamento dele, no que acredita, no que defende, e isso no auge dos 83 anos”, afirmou Ramon, acrescentando que Ney é um multiartista, cantor, compositor, dançarino, ator de cinema, iluminador e diretor de teatro e shows, além de ativista do meio ambiente e da defesa de animais.

Filme

O Clube de Leitura com o livro do Ney Matogrosso – Vira-lata de raça – memórias ocorre pouco antes da estreia, no dia 1º de maio, de outra obra: o filme Homem com H, que conta momentos da vida do artista que quebrou preconceitos e sempre se destacou pela verdade com que conduz o seu caminho. O longa é dirigido pelo diretor Esmir Filho.

A coincidência entre os dois lançamentos é que o livro foi uma das fontes para o filme. “Eles juntaram [esse livro] com o livro do Júlio Maria [Ney Matogrosso: A biografia]. Juntaram as informações desses dois livros e fizeram o filme”, contou o cantor.

Ney já assistiu ao filme mais de uma vez e gostou de ter participado diretamente durante a produção. “Eu tinha uma única coisa que pedia ao diretor: ‘não pode ter mentira’. O filme tem que prezar somente a verdade, e trabalhamos assim, com muita liberdade. Eu li 12 roteiros do filme”.

O personagem principal gostou do que viu. “Eu vi o filme e confesso que na primeira vez, fiquei bastante emocionado, porque era muita coisa crua jogada na minha cara, mas eu gosto do filme, gosto muito do resultado. Os atores estão maravilhosos, todos. O diretor é muito bom”, elogiou, brincando com a diferença de linguagens entre as duas obras. “É, em um livro você imagina, no cinema você vê”, concluiu. Fonte: Agência Brasil, Cristina Índio do Brasil – repórter da Agência Brasil