Blog do Walison - Em Tempo Real

Bolsa cai 1,19%, e dólar fecha estável com tensão no Oriente Médio

O dólar fechou praticamente estável, e a bolsa brasileira encerrou em queda nesta segunda-feira (11), em um pregão marcado pela cautela dos investidores diante do agravamento das tensões entre Estados Unidos e Irã. A moeda estadunidense resistiu e manteve-se abaixo de R$ 4,90, mas o Ibovespa foi pressionado pelo avanço do petróleo e pelo aumento das preocupações com inflação e juros.

O índice Ibovespa, da B3, caiu 1,19%, aos 181.908 pontos, registrando o menor fechamento desde 27 de março. O índice foi pressionado principalmente por ações sensíveis aos juros, diante do temor de que a alta do petróleo possa dificultar cortes na taxa Selic.

O mercado também acompanhou a temporada de balanços corporativos, mas nem resultados considerados robustos impediram perdas em papéis de grandes empresas. Investidores seguem atentos à saída de recursos estrangeiros da bolsa brasileira nos primeiros pregões de maio.

A piora nas perspectivas inflacionárias reduziu o otimismo com o mercado acionário local. A continuidade da guerra no Oriente Médio e a possibilidade de manutenção de juros elevados nos Estados Unidos também contribuíram para o movimento de aversão ao risco.

Câmbio cauteloso

O dólar à vista encerrou o dia cotado a R$ 4,891, com leve baixa de 0,10%, no menor valor desde 15 janeiro de 2024. Apesar da estabilidade no mercado doméstico, a moeda estadunidense sustentou ganhos frente a outras divisas emergentes no exterior após os Estados Unidos rejeitarem a proposta iraniana para encerrar a guerra no Oriente Médio.

Durante a sessão, o câmbio oscilou em faixa estreita. A moeda chegou à máxima de R$ 4,9059 pela manhã e à mínima de R$ 4,8858 antes de voltar para perto da estabilidade. O dólar futuro para junho fechou praticamente estável na B3.

A reação moderada do mercado brasileiro foi atribuída ao diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos, que continua favorecendo a entrada de capital estrangeiro. O Boletim Focus , pesquisa semanal do Banco Central com instituições financeiras, mostrou redução da projeção para o dólar no fim do ano, de R$ 5,25 para R$ 5,20.

Analistas também destacaram a baixa liquidez do pregão e a ausência de apostas mais fortes em meio à incerteza geopolítica. No exterior, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de moedas fortes, operou próximo da estabilidade.

Petróleo sobe

Com o impasse diplomático, o petróleo voltou a subir no mercado internacional. O barril do Brent, referência para a Petrobras, avançou 2,88% e fechou cotado a US$ 104,21. O WTI, do Texas, subiu 2,78%, para US$ 98,07.

A valorização do petróleo reforçou a percepção de pressão inflacionária global e ampliou as dúvidas sobre o ritmo de cortes de juros em diversos países, incluindo o Brasil.

Guerra no radar

As tensões internacionais voltaram ao centro das atenções após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificar como “totalmente inaceitável” a proposta apresentada pelo Irã para encerrar o conflito.

Trump afirmou ainda que o cessar-fogo está “respirando por aparelhos”, enquanto autoridades iranianas disseram que o país está preparado para responder a novos ataques.

O cenário aumentou as preocupações com inflação global e possíveis impactos sobre a economia mundial.

* com informações da Reuters

Óleo diesel cai pela 4ª vez em cinco semanas e acumula recuo de 4,5%

O preço do óleo diesel no país registrou o quarto recuo em um período de cinco semanas. Nesse intervalo de tempo, o combustível usado majoritariamente por caminhões e ônibus acumula queda de 4,5%. 

No entanto, ainda está 18,9% acima do período pré-guerra no Irã, iniciada em 28 de fevereiro.

Os dados fazem parte do monitoramento de preços da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), órgão do governo que regula o setor no país.

De acordo com o painel de preços de revenda da agência, na semana de 3 a 9 de maio o litro do diesel S10 teve preço médio de revenda de R$ 7,24.

O preço do diesel é acompanhado com atenção por autoridades e pelo setor produtivo, pois, por ser o principal combustível da frota de caminhões, está diretamente ligado ao valor do frete, que se reflete no custo dos alimentos transportados.

Nas últimas cinco semanas, a ANP identificou uma semana sem variação e quatro com queda no preço médio.

O preço médio do diesel S10 em cada fim de semana de pesquisa:

  • 28/03: R$ 7,57
  • 04/04: R$ 7,58
  • 11/04: R$ 7,58
  • 18/04: R$ 7,51
  • 25/04: R$ 7,38
  • 02/05: R$ 7,28
  • 09/05: R$ 7,24

Pré-guerra

Apesar da trajetória recente de queda, o litro do diesel ainda reflete a escalada de preços provocada pelos ataques americanos e israelenses ao Irã. Na semana terminada em 28 de fevereiro, dia do primeiro ataque, o combustível era vendido por R$ 6,09, em média.

Desde então, foram cinco semanas até alcançar o pico de R$ 7,58 na semana terminada em 11 de abril.

Em relação ao diesel S500, a trajetória é semelhante ao S10 nas últimas cinco semanas, saindo de R$ 7,45 o litro para R$ 7,05, regressão de 5,37%. Na comparação com o pré-guerra, o aumento está em 17%.

A diferença entre o S10 e o S500 é o nível de emissão de poluentes. O S500 emite 10 partes por milhão (ppm) de enxofre, 50 vezes mais que o S10.

O S10 é o mais utilizado no país, respondendo por cerca de 70% do consumo nacional, de acordo com a ANP. Os veículos leves e pesados produzidos a partir de 2012 foram preparados para rodar com o S10.

Guerra e preço

A guerra no Irã teve reflexos como ataques a países vizinhos do Irã também produtores de petróleo e o fechamento do Estreito de Ormuz, no sul do Irã, que liga os golfos Pérsico e de Omã. Por lá, passavam antes da guerra cerca de 20% da produção mundial de petróleo e gás natural.

Com a cadeia logística em turbulência, a oferta do óleo cru e seus derivados diminuiu no mundo, levando à escalada dos preços. O barril do Brent, referência internacional de preços, saltou de US$ 70 para mais de US$ 100, atingindo picos ao redor de US$ 120.

O petróleo é uma commodity, isto é, mercadoria negociada a preços internacionais. Isso fez com que o encarecimento fosse sentido também no Brasil, mesmo sendo país produtor.

No caso do diesel, especificamente, o país não é autossuficiente, e precisa importar cerca de 30% do que consome.

Subvenção

A tendência de queda no preço do diesel nas últimas cinco semanas coincide com o início da subvenção do governo aos produtores e importadores de diesel. A medida é uma das ações para conter a alta de preço.

Desde 1º de abril, o governo passou a oferecer uma espécie de desembolso para produtores e importadores.

Com a subvenção, o diesel produzido no país pode receber até R$ 1,12/litro de subsídio. O importado, até R$ 1,52/litro. Os agentes econômicos só recebem o benefício se repassarem o desconto à cadeia de consumo.

Outra medida para segurar o preço na bomba foi a zeragem das alíquotas do PIS e da Cofins, os dois tributos federais que incidem sobre o óleo.

Motivos

O pesquisador Iago Montalvão, do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis Zé Eduardo Dutra (Ineep), explicou à Agência Brasil que as medidas do governo e a atuação da Petrobras estão por trás da trajetória de queda recente do diesel.

Ele avalia que, em um primeiro momento, com o choque de preços provocado pela guerra, houve uma tentativa de as empresas reajustarem seus balanços, aumentando preços para evitar uma perda na sua margem de lucro em função do aumento dos custos, nesse caso, o preço do petróleo.

A própria Petrobras reajustou o diesel em R$ 0,38 duas semanas após o início da guerra.

No entanto, ele assinala que a forte presença da Petrobras no mercado de derivados possibilitou que a estatal não aumentasse os preços na mesma proporção do choque do petróleo.

“Foi essencial para segurar o repasse dessa alta para os postos e forçar outras refinarias a não aumentarem tanto os preços também”, disse o pesquisador do Ineep, um centro de pesquisas ligado à Federação Única dos Petroleiros (FUP).

De acordo com a ANP, a participação da estatal como fornecedora do diesel combustível de 2023 a 2025 variou de 75,74% a 78,23%.

Outro ponto para o recuo no preço do combustível, acrescenta Montalvão, foram as desonerações de tributos e subvenções.

“Medidas fiscais [relativa a gastos do governo] ajudaram a conter a alta na etapa final, de distribuição e revenda”, constata.

“Essas medidas têm sido muito importantes para [conter] inflação como um todo na economia”, complementa.

Iago Montalvão lembra que o Brent ainda está em patamar “bem elevado” e que não há expectativa de final do conflito.

“Mas os agentes já conseguiram se ajustar a essa nova realidade, por isso os aumentos desaceleraram, e até em alguns casos o preço reduziu”, analisa Montalvão.

Na tarde desta segunda-feira (11), o barril estava sendo negociado na casa de US$ 104. Fonte: Agência Brasil Bruno de Freitas Moura – Repórter da Agência Brasil

Estações recém-inauguradas do Metrô de Teresina recebem viagens a partir desta segunda (11)

As estações de metrô Todos os Santos e Colorado, recém-inauguradas na Zona Sudeste de Teresina, começam a receber viagens nesta segunda-feira (11). Segundo a Companhia Ferroviária e de Logística do Piauí (CFLP), a operação vai acontecer inicialmente em horários especiais de pico.

De acordo com a CFLP, as viagens gratuitas serão feitas nesses horários para que as obras de modernização da linha férrea, que incluem troca de trilhos e dormentes, continuem sendo feitas.

“Ainda não temos como operar o dia todo, por causa das obras nas linhas férreas, mas vamos iniciar as viagens nos horários de pico, para maior comodidade da população”, afirmou o coordenador de operação do Metrô de Teresina, Augusto Ayres.

 

“Ao mesmo tempo, manteremos as obras no intervalo, para garantir o pleno andamento dos serviços dentro da programação”, completou o coordenador.

Confira os horários de operação:

 

Manhã (saída de Todos os Santos ➡️ Centro):

  • 1ª viagem: 6h50;
  • 2ª viagem: 8h.

 

Tarde/noite (retorno do Centro ➡️ Todos os Santos):

  • Viagens de encerramento saindo da Estação Alberto Silva: após as 17h10 (conforme fluxo de integração com o ramal Dirceu).

 

Ainda segundo a CFLP, o intervalo entre 9h e 17h permanece reservado para as equipes de engenharia e manutenção. A operação no ramal Dirceu segue mantida nos horários habituais de pico. Fonte: G1-PI

Homem é preso suspeito de atacar quatro mulheres com facão após elas recusarem sair com ele no MA

Na madrugada de sábado (9), um homem identificado como Mauro Vieira Guajajara, de 25 anos, atacou quatro mulheres com um facão após elas recusarem sair com ele, no município de Grajaú, na região sul do Maranhão. Segundo a polícia, o suspeito circulava de moto pelas ruas da cidade armado com o facão.

De acordo com a polícia, entre as vítimas estavam duas adolescentes. Uma das mulheres relatou que foi abordada por Mauro, que a convidou para sair. Após a recusa, ele a atacou com um golpe de facão na cabeça.

A vítima sofreu ferimentos graves e foi socorrida para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município, onde recebeu atendimento médico. Ela sobreviveu e segue em recuperação.

Outra vítima, uma adolescente, também foi atacada da mesma forma. Segundo relato dela à polícia, o suspeito tentou atingir sua cabeça, mas ela colocou as mãos na frente para se defender e sofreu ferimentos graves nas mãos. A jovem também foi encaminhada para a UPA.

Mauro Vieira Guajajara foi preso pela polícia. Na delegacia, ele afirmou que não se lembrava do que havia feito e apresentava sinais de embriaguez. O suspeito permanece à disposição da Justiça.

Fonte: G1-MA

Mãe e filha de 16 anos morrem em acidente entre moto e caminhonete no Dia das Mães, no Centro-Norte do Piauí

Uma mulher e a filha dela, de 16 anos, morreram em um acidente entre uma motocicleta e uma caminhonete na noite de domingo (10), Dia das Mães. A batida aconteceu na PI-236, em Hugo Napoleão, no Centro-Norte do Piauí, a cerca de 114 km de Teresina.

Segundo o Grupamento da Polícia Militar (GPM), Ana Cláudia Cardoso de Amorim, de 34 anos, estava na moto com a filha, Leonice Cardoso da Silva, e um homem no momento da colisão.

Com o impacto, mãe e filha morreram no local. O homem foi socorrido por equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levado ao hospital municipal de Água Branca. Até a última atualização desta reportagem, não havia informações sobre o estado de saúde dele.

De acordo com a polícia, o motorista da caminhonete e os ocupantes fugiram após o acidente e não foram localizados.

Os corpos das vítimas foram removidos pelo Instituto de Medicina Legal (IML) após a perícia no local.

A Polícia Civil do Piauí vai investigar as circunstâncias do acidente.

Fonte: G1-PI *Gabriely Corrêa, estagiária sob supervisão de Lucas Marreiros.

Cabedelo, Paraíba: destino turístico é tomado pelo crime e vigiado 24 horas por câmeras instaladas por bandidos

A cidade de Cabedelo, na Paraíba, passou a ser comandada à distância por uma facção criminosa instalada no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro — a mais de 2 mil quilômetros de distância.

A Polícia Federal e o Ministério Público já realizaram mais de dez operações para combater a corrupção e o crime organizado na cidade de mais de 60 mil habitantes, identificando que o Comando Vermelho se infiltrou em pontos estratégicos da prefeitura do município.

Criminosos ditam regras e interferem na rotina dos moradores. Cabedelo cresceu entre o mar e o rio, e tudo é muito perto. A praia colorida é uma atração para os turistas, mas quem mergulha dentro da cidade encontra uma outra Cabedelo, cheia de ausências. Há falta de coleta de lixo, falta de asfalto e vielas vazias onde o silêncio não é de paz.

Nesse cenário, as pessoas têm medo de gravar entrevistas ou falar sobre o assunto. João Marcos Gomes Cruz Silva, delegado regional de Polícia Judiciária da PF na Paraíba, afirma que “a cidade de Cabedelo, infelizmente, ela vive um colapso institucional”.

Leonardo Quintans, procurador-geral de Justiça do MP-PB, complementa: “A sociedade fica refém, a sociedade perde sua liberdade, a sociedade passa a ser comandada por esse poder paralelo”.

Segundo as investigações, integrantes do Comando Vermelho monitoram a rotina de Cabedelo a partir do Rio de Janeiro. De lá, alguém vê tudo.

Áudios obtidos mostram a organização do monitoramento: “Tem 30 câmeras geral”. Um integrante, ao mostrar o monitoramento de câmeras por vídeo, diz: “Oi, família. Minha visão de cria aqui. Só paz e tranquilidade”. Para a polícia, trata-se de um “home office do crime organizado”.

 

Liderança a distância

 

O Complexo do Alemão reúne 13 favelas na Zona Norte do Rio e, nas investigações, um nome aparece com frequência: Flávio de Lima Monteiro, o Fatoka.

Aos 43 anos, ele começou na facção Nova Okaida, na Paraíba, e depois fundou a Tropa do Amigão, um dos braços do Comando Vermelho no Nordeste.

Contra ele, há 13 mandados de prisão por tráfico, homicídios e organização criminosa. Fatoka chegou a ficar preso no Presídio de Segurança Máxima da Paraíba, mas fugiu em setembro de 2018 em uma fuga em massa de 92 detentos que usaram explosivos.

Capturado novamente, conseguiu uma medida judicial para liberdade com tornozeleira eletrônica em 2022. No mesmo dia em que o dispositivo foi instalado, ele o rompeu e fugiu para o Rio de Janeiro.

Mesmo longe, Fatoka continua ditando ordens. Áudios revelam planos de expansão para o bairro do Bessa, em João Pessoa: “O que está faltando de nós é ponteamento no Bessa. Aquele quadrado todinho”.

 

O termo “ponteamento” significa mapear território e eliminar rivais. Com isso, ele consegue operar as práticas criminosas com tranquilidade e segurança, diz o procurador-geral Leonardo Quintans.

Moradores viram reféns

 

Nas ruas de Cabedelo, pichações com a abreviatura do nome de Fatoka e do Comando Vermelho marcam o domínio territorial.

Moradores vivem reféns; imagens mostram grupos de 13 homens armados atravessando ruas e efetuando disparos para o alto em áreas residenciais. Um criminoso afirma em vídeo: “Tropa do amigão tá na pista, viu? A minha aqui tá tão pesada que não consigo levantar a mão direito”.

 

As câmeras clandestinas, chamadas de “besouros”, são os olhos do chefe sobre o território. Quando um rival aparece, a ordem é direta: “Aço nele, demorou”.

Em setembro de 2024, um morador gravou um vídeo após o carro de sua esposa ser atingido por tiros: “Tá aqui ó, marca da bala, tá vendo? A gente nunca passou por isso. Só peço, pelo amor de Deus, cara, tem cuidado com os inocentes”.

O apelo chegou a Fatoka, que respondeu por áudio: “Os caras sabem que a gente tá numa guerra, um carro igual ao dos ‘alemão’, aí, fica andando pra lá e pra cá, uma hora daquela. Deixar de ser otário”.

Monitoramento por câmeras

 

O tenente-coronel Luiz Antônio, comandante de batalhão da PM-PB, explica que os criminosos disfarçam câmeras com fita isolante em meio aos fios dos postes ou até dentro de canos metálicos pintados. A Polícia Militar realiza operações para localizar esses equipamentos.

Maurício Ferraz, ao acompanhar a operação, relatou que as câmeras ficam em postes, árvores e casas: “Neste momento, em algum lugar, algum criminoso tá vendo essa movimentação nossa aqui”.

O controle da facção interfere até na escolha de líderes comunitários. Vídeos mostram criminosos monitorando reuniões de moradores e dando avisos:

“Durante a madrugada, caso vocês escutem zoada nos seus quintal, passando na frente das suas casas, somos nós que estamos andando por dentro da favela, certo? Estamos numa guerra. Estamos presentes toda noite, toda madrugada, em prol de defender as nossas vidas e as vidas de vocês”.

 

Posteriormente, um comparsa comentou a reação dos moradores com Fatoka, rindo. A facção também planejava usar drones para realizar explosões de impacto.

Infiltração na Prefeitura

 

A investigação aponta que o crime passou das ruas para os gabinetes, infiltrando-se na Prefeitura de Cabedelo como um braço logístico e financeiro.

Os últimos quatro prefeitos da cidade são investigados: Leto Viana renunciou ao cargo enquanto estava preso; André Coutinho teve o mandato cassado pelo TRE; Edvaldo Neto foi afastado 48 horas após a eleição; e Vitor Hugo tornou-se inelegível.

As defesas de André Coutinho, Edvaldo Neto e Vitor Hugo declararam que eles são inocentes e negam envolvimento com o crime organizado. A defesa de Leto Viana não respondeu.

O esquema envolveria o loteamento de cargos, “rachadinhas” e o uso da empresa Lemon Terceirização e Serviços Ltda. para desviar dinheiro público. O prejuízo estimado à prefeitura é de R$ 270 milhões.

Por meio da empresa, a facção infiltrava parentes e amigos na prefeitura e na Câmara de Vereadores, além de manter funcionários fantasmas cujos salários eram revertidos para atividades ilícitas.

Ariadna Cordeiro Barbosa, gerente financeira da facção, afirmou em depoimento que as contratações eram garantidas: “Assim que você chegava lá, dizia quem era a indicação, ela botava na folha. Indicação FTK [Fatoka]. Todas as vezes [a pessoa era admitida]”. Em contrapartida, a facção garantia a segurança de gestores em áreas conflagradas e vetava a entrada de opositores.

Enquanto o dinheiro era desviado, equipamentos públicos como quadras de esportes e prédios de saúde ficaram abandonados ou subutilizados.

Em um prédio público onde apenas o raio-X funciona três vezes por semana, o vigilante é funcionário da Lemon.

Na atual gestão, o site da prefeitura sequer exibia o nome do prefeito em exercício. José Pereira, presidente da Câmara, assumiu o posto e afirmou: “Não é fácil, nós entendemos todas as situações da população”.

 

O procurador do município, Leonardo Nóbrega, informou que o contrato com a Lemon será anulado, mas com modulação para não interromper serviços essenciais prestados por mais de 600 funcionários.

Em nota, a empresa Lemon informou que emprega mais de 700 pessoas em Cabedelo e que exige certidões criminais negativas desde 2024. Afirmou que as denúncias de folha paralela atingem centenas de trabalhadores e que segue colaborando com as investigações.

Foragido

 

No Rio de Janeiro, Fatoka considera a favela o local mais seguro, inclusive para quem usa tornozeleira: “Tem uns parceiros aí também que saíram com tornozeleira, tá por aí, pô. Aí é o canto mais seguro. Pra ir pra dentro de favela, esses caras não vão não, pô. ”.

O secretário Victor dos Santos analisa isso como uma inversão de valores que reflete a ausência histórica do Estado nesses territórios.

O número de foragidos de outros estados presos no Rio subiu de 677 em 2022 para 1.105 em 2025. No Rio, esses bandidos precisam cumprir tarefas para a cúpula do Comando Vermelho, como segurança em áreas de mata.

 

Um comparsa disse a Fatoka: “Cinco cabeças representando o estado da Paraíba… pra nóis ficar forte com a rapaziada”. Em uma operação em outubro passado no Complexo da Penha, dos 117 criminosos mortos, 62 eram de outros estados.

A defesa de Fatoka afirma que não há elementos probatórios que o vinculem aos fatos narrados. Segundo a polícia, ele permanece foragido no Complexo do Alemão, monitorando Cabedelo: “Vou ser bem sincero pra tu: lá nas áreas, só cai uma folha se eu disser que sim”.

Em nota, a defesa do ex-prefeito Vitor Hugo repudia qualquer tentativa de vinculação do seu nome com organizações criminosas. E afirma que não há provas de participação, favorecimento ou conhecimento de prática ilícita envolvendo Vitor Hugo.

Os advogados do ex-prefeito Edvaldo Neto reafirmam sua tranquilidade quanto à apuração dos fatos e esclarecem que não há qualquer prova concreta de participação dele em organização criminosa ou em supostas fraudes investigadas.

A defesa de André Coutinho diz que o ex-prefeito é inocente e não tem participação nos atos investigados. E que seu afastamento da prefeitura não se justifica. O ex-prefeito Leto Viana não respondeu aos nossos contatos. Fonte: G1-PB

Homem morre e motociclista fica em estado grave após acidente com três veículos no Sertão

Um homem morreu e outro ficou ferido em um acidente envolvendo um carro, uma moto e um caminhão, na noite deste domingo (10), entre as cidades de Patos e São José do Bonfim, no Sertão.

A vítima fatal foi identificada como Irandilson Flávio Cirne, de 57 anos. Segundo informações do Batalhão de Trânsito da Polícia Militar de Patos, o homem dirigia um carro e seguia em alta velocidade quando bateu em uma moto, invadiu a contramão e colidiu com o caminhão.

Com o impacto, o homem morreu no local. O condutor da moto ficou ferido e foi socorrido para o Hospital Regional de Patos. Segundo informações da unidade de saúde, o estado de saúde dele é grave.

O motorista do caminhão permaneceu no local até a chegada da polícia. Fonte: G1-PB

PM retira estudantes da reitoria da USP

A Polícia Militar (PM) fez, na madrugada deste domingo (10), a desocupação do saguão da Reitoria da Universidade de São Paulo (USP), ocupado por aproximadamente 150 pessoas desde a última quinta-feira (7). Cerca de 50 policiais participaram da ação. Segundo a PM, não houve feridos.

O Diretório Central dos Estudantes (DCE) da USP informou que houve seis feridos levados para a UPA Rio Pequeno. Dois já foram liberados e quatro continuam internados, sendo que um deles teve o nariz fraturado. Segundo o DCE, os policiais usaram bombas de efeito moral, gás lacrimogênio e cassetetes que feriram os estudantes.

A PM disse que quatro pessoas foram levadas ao 7º Distrito Policial, onde foi registrado boletim de ocorrência por dano ao patrimônio público e alteração de limites. Após a qualificação, elas foram liberadas.

Após a desocupação, uma vistoria no espaço constatou os danos ao patrimônio público, entre eles a derrubada do portão de acesso, portas de vidro quebradas, carteiras escolares danificadas, mesas avariadas e danos à catraca de entrada, afirmou a corporação.

Ainda segundo a PM, no local, também foram apreendidos entorpecentes, armas brancas e objetos contundentes, como facas, canivetes, estiletes, bastões e porretes.

A Polícia Militar ressalta que eventuais denúncias de excesso serão rigorosamente apuradas. O policiamento segue no local para garantir a ordem pública e a integridade do patrimônio público.

Os estudantes fizeram a paralisação para reivindicar aumento no valor pago pelo Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil, melhorias nas moradias estudantis e também nos restaurantes universitários, conhecidos como bandejões.

Nota

Em nota, a USP lamentou os acontecimentos durante o processo de reintegração de posse do prédio da Reitoria e disse que não foi informada previamente da desocupação do espaço pela PM.

“Importante ressaltar que, ao longo de todo esse período, a Reitoria manteve a disposição permanente para o diálogo e para o acompanhamento dos encaminhamentos acordados nas negociações com o movimento estudantil”, diz a nota.

A USP acrescentou que as negociações, no entanto, chegaram a um limite diante:

  •     Do atendimento de diversos itens da pauta por parte da Reitoria;
  •     Da constituição de 7 grupos de trabalho para estudo de viabilidade de outros pontos da pauta;
  •     Da insistência em reivindicações que não podem ser atendidas; e
  •     De itens de pauta fora do âmbito de atuação da Universidade e a presença de pessoas externas à comunidade acadêmica.

A universidade afirmou que continua aberta a um novo ciclo de diálogo com a finalidade de consolidar o que já foi encaminhado nas reuniões com a representação estudantil, “o que pressupõe a manutenção do direito de ir e vir em todos os espaços”.Fonte: Agência Brasil