Blog do Walison - Em Tempo Real

Papagaio furtado do zoológico da Bica é encontrado em comunidade de João Pessoa

Papagaio é uma das duas aves levadas do parque no fim de junho, na Paraíba — Foto: Reprodução / Guarda Metropolitana de João Pessoa

papagaio que havia sido furtado do Parque Zoobotânico Arruda Câmara, a Bica, foi encontrado nesta segunda-feira (1º) na comunidade do “S”, no bairro do Roger, em João Pessoa. A ave foi localizada durante uma ação da Guarda Civil Metropolitana.

O animal pertence ao acervo do parque e é protegido por lei. Após o resgate, foi encaminhado ao Centro de Triagem de Animais Silvestres, em Cabedelo, onde recebe os cuidados necessários.

Segundo a Guarda Civil Metropolitana, o caso segue em investigação para identificar os responsáveis pelo furto.

O furto do papagaio e de uma arara-vermelha aconteceu na manhã do dia 29 de junho.

A arara-vermelha também já foi recuperada. Ela foi encontrada na sexta-feira (4), no bairro Engenho Velho, em João Pessoa. De acordo com a Polícia Ambiental, a ave estava em uma gaiola, dentro de uma área de mata, e foi localizada após uma denúncia anônima. A ação contou com o apoio do Batalhão de Policiamento de Trânsito (BPTran).

Entenda o caso

 

furto de dois animais do Parque Zoobotânico Arruda Câmara, conhecido como a Bica, foi registrado na manhã do domingo (29). Segundo o secretário do Meio Ambiente de João Pessoa, Wellison Silveira, as aves levadas foram um papagaio verdadeiro e uma arara-vermelha, que fazem parte do plantel do parque.

“A gente se deparou na manhã de domingo com essa informação de que duas aves do nosso plantel de animais haviam sido furtadas. Adotamos todas as medidas de segurança, fizemos boletim de ocorrência e nos reunimos com a Polícia Civil e com a Secretaria de Segurança do município”, afirmou o secretário em entrevista à rádio CBN João Pessoa, nesta segunda-feira (30).

 

Ele informou ainda que medidas estão sendo planejadas para reforçar a segurança do local. Entre elas, estão a instalação de câmeras de vigilância, o aumento do efetivo da guarda municipal e a continuidade das investigações para identificar os responsáveis.

Wellison também alertou sobre a prática ilegal de compra e venda de animais silvestres. Segundo ele, além de ser crime previsto na Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/98), com pena de até um ano de detenção e multa, essa atividade compromete a preservação das espécies.

O secretário destacou ainda que os animais mantidos no parque não são adquiridos por compra. “Nós não compramos animais. Nós recebemos animais que não podem retornar à natureza, que são exatamente frutos de tráfico, que sofreram algum tipo de mutilação e estão ali para um processo de reabilitação”, explicou. Nos casos em que a soltura não é possível, os animais permanecem sob cuidado no parque Fonte: G1-PB

Policiais militares à paisana são rendidos e roubados na Zona Sul de Teresina enquanto trabalhavam

Policiais militares à paisana são rendidos e roubados na Zona Sul de Teresina enquanto trabalhavam  — Foto: Reprodução

Dois policiais militares do Piauí, um sargento e um tenente, ambos à paisana, foram rendidos e roubados por dois criminosos armados no Parque Jacinta, na Zona Sul de Teresina. Segundo o registro de ocorrência do crime, as vítimas estavam trabalhando em um procedimento administrativo quando o crime ocorreu.

Procurada, a PM ainda não se manifestou sobre o caso, que ocorreu na sexta-feira (4).

Os dois policiais não estavam fardados, mas estavam trabalhando. Segundo registro de ocorrência, eles foram à casa de um adolescente colher depoimento para um procedimento administrativo. Foi quando os criminosos entraram na residência, portando, cada um, uma arma de fogo.

Conforme o relato dos policiais no registro de ocorrência, os homens armados mandaram as vítimas deitarem no chão. Os criminosos roubaram a arma e a carteira com documentos do tenente, e a aliança do sargento.

A PM também informou que dois suspeitos foram identificados, mas ainda não foram presos. A Polícia Civil investiga o caso. Fonte: G1-PI

Incêndio atinge centro de reciclagem em Imperatriz, no MA

ncêndio atinge centro de reciclagem em Imperatriz e assusta moradores do Parque Amazonas — Foto: Reprodução/ TV Mirante

Um incêndio de grandes proporções atingiu, na manhã desta segunda-feira (7), um centro de reciclagem localizado no bairro Parque Amazonas, em Imperatriz (MA). O fogo teve início por volta das 5h da manhã e mobilizou uma equipe do Corpo de Bombeiros, que controlou as chamas.

Segundo os bombeiros, quando a guarnição chegou ao local, a brigada da empresa já havia iniciado o combate ao incêndio utilizando os hidrantes instalados na edificação.

As causas do acidente serão investigadas e o laudo será finalizado daqui a 30 dias. Não houve feridos, apenas danos materiais.

Fonte: G1-MA

Parceria entre Brics aumenta capacidade de produção de medicamentos

Rio de Janeiro (RJ), 06/07/2025 – O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, fala com a TV Brasil durante a Cúpula de líderes do Brics. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

A Parceria para a Eliminação das Doenças Socialmente Determinadas, lançada nesta segunda-feira (7) pelos países que compõem o Brics, aumentará a capacidade de produção de medicamentos e vacinas no Sul Global, segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Os países estão reunidos no Rio de Janeiro, para a 17ª cúpula do grupo.

O ministro citou, por exemplo, as parcerias já feitas com a China e a Índia, para a produção de insulina humana e de medicamento contra a tuberculose.

“Isso garante a segurança e a soberania para os países do Brics, em especial o Brasil. O Brasil hoje voltou a produzir insulina humana. A gente tinha deixado de produzir”, disse Padilha.

Segundo ele, além de aumentar a capacidade de produção de insumos médicos e reduzir a dependência em relação a outros países, essa parceria é um posicionamento político do Brics, em relação a atitudes recentes de países como os Estados Unidos.

“Estamos vivendo um momento em que presidentes de países criticam a Organização Mundial de Saúde, reduzem o financiamento da OMS, fazem campanha contra a vacina, saem de grupos internacionais produtores de vacina. Os Brics estão fazendo um contraponto a isso. Eles estão dizendo aqui que saúde e a vida importam”, disse o ministro.

>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

Padilha afirmou também que o Brasil apresentou um projeto de R$ 1,5 bilhão ao Novo Banco de Desenvolvimento (NDB) ─ o banco do Brics ─ para a criação de um instituto tecnológico de medicina inteligente no país, através de uma parceria com a China. 

A previsão é construir um hospital com essa nova tecnologia e espalhar o conceito para unidades de tratamento intensivo em todo o país. Fonte: Vitor Abdala – repórter da Agência Brasil

Brics cobra US$ 1,3 trilhão em financiamento climático até a COP30

Rio de Janeiro (RJ), 07/07/2025 - O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva  e autoridades durante abertura da plenária Meio ambiente, COP 30 e saúde global, no BRICS, no Museu da Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM-RJ). Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Os países do Brics publicaram nesta segunda-feira (7) uma declaração conjunta em que cobram os países mais ricos a ampliarem a participação nas metas de financiamento climático. A iniciativa de captação de recursos, chamada Mapa do Caminho de Baku a Belém US$ 1,3 trilhão, destaca a importância de se chegar a esse valor até a COP30, em novembro.

“Expressamos séria preocupação com as lacunas de ambição e implementação nos esforços de mitigação dos países desenvolvidos no período anterior a 2020. Instamos esses países a suprir com urgência tais lacunas, a revisar e fortalecer as metas para 2030 em suas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) e a alcançar emissões líquidas zero de GEE [gases do efeito estufa] significativamente antes de 2050, preferencialmente até 2030, e emissões líquidas negativas imediatamente após”, diz um dos trechos do documento.

A defesa do multilateralismo foi uma das principais bandeiras do grupo, reunido na Cúpula de Líderes, no Rio de Janeiro. Nesse sentido, o Brics reforça o papel da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC) e o Acordo de Paris como principal canal de cooperação internacional para enfrentar a mudança do clima.

O entendimento é de que a mobilização de recursos é responsabilidade de países desenvolvidos para com países em desenvolvimento. O grupo reconhece que há interesses comuns globais, mas capacidades e responsabilidades diferenciadas entre os países.

>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

O texto aponta a existência de capital global suficiente para lidar com os desafios climáticos, mas que estão alocados de maneira desigual. Além disso, enfatiza que o financiamento dos países mais ricos deve se basear na transferência direta e não em contrapartidas que piorem a situação econômica dos beneficiados.

“Enfatizamos que o financiamento para adaptação deve ser primariamente concessional, baseado em doações e acessível às comunidades locais, não devendo aumentar substancialmente o endividamento das economias em desenvolvimento”, ressalta o documento.

Os recursos públicos providos por países desenvolvidos teriam como destino as entidades operacionais do Mecanismo Financeiro da UNFCCC, incluindo o Fundo Verde para o Clima (GCF), o Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF), o Fundo de Adaptação, o Fundo de Resposta a Perdas e Danos (FRLD), o Fundo para Países Menos Desenvolvidos e o Fundo Especial para Mudança do Clima.

Além do envolvimento de capital público, são defendidos investimentos privados no financiamento climático, de forma a proporcionar também o uso de financiamento misto.

“Destacamos que o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), proposta para lançamento na COP30, tem potencial de ser um instrumento promissor de finanças mistas, capaz de gerar fluxos de financiamento previsíveis e de longo prazo para a conservação de florestas em pé”, diz a declaração.

Mercado de carbono

Outros destaques da declaração foram a defesa dos dispositivos sobre mercado de carbono, vistos como forma de catalisar o engajamento do setor privado. O Brics se compromete a trocar experiências e atuar em cooperação para promover iniciativas na área.

Em outro trecho do documento, é mencionado o apoio ao planejamento nacional que fundamenta as Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs), vistas como “principal veículo para comunicar os esforços de nossos países no enfrentamento à mudança do clima”.

Há ainda espaço para condenação e rejeição às medidas protecionistas unilaterais, tidas como punitivas e discriminatórias, que usam como pretexto as preocupações ambientais. São citados como exemplo, mecanismos unilaterais e discriminatórios de ajuste de carbono nas fronteiras (CBAMs), requisitos de diligência prévia com efeitos negativos sobre os esforços globais para deter e reverter o desmatamento, impostos e outras medidas. Fonte: Rafael Cardoso – Repórter da Agência Brasil

Combustível: governo prevê queda de preço se petróleo mantiver cotação

Brasília - Combustíveis têm primeira variação de preço em 2018 (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou que “há uma real possibilidade” de queda no preço da gasolina e do diesel nas próximas semanas, caso o valor do petróleo no mercado internacional se mantenha. Ele participou, nesta segunda-feira (7), da reunião de cúpula do Brics, no Rio de Janeiro.

“Nós estávamos muito apreensivos, naturalmente, com essa guerra entre Israel e Irã. A tensão diminuiu. Esperamos que termine”, disse o ministro, em entrevista.

Afirmou, ainda, que o governo tem se mobilizado para evitar cobranças abusivas nos preços dos combustíveis.

“O presidente Lula vem cobrando isso de forma reiterada para que, na bomba de combustível, cheguem as reduções feitas pela Petrobras. E nós estamos trabalhando de forma fiscalizatória. Esse é o papel do governo para que a gente tenha realmente o resultado desse esforço que é feito nas políticas públicas para poder construir justiça tarifária no país”, acrescentou.

>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

Cúpula do Brics

Silveira afirmou que o Brics discutiu, nesta cúpula, a questão da sustentabilidade, de forma “muito vigorosa”. “[O Brics] é um fórum internacional fundamental, inclusive para poder articular financiamento para a transição energética através do Banco do Brics”, disse.

O ministro citou ainda que a extração de minerais críticos, dos quais o Brasil e outros países do Brics têm reservas importantes, é fundamental para a transição energética.

Mas, segundo ele, é preciso buscar um equilíbrio entre as atividades econômicas e a legislação. Fonte: Vitor Abdala – Repórter da Agência Brasil

Lula diz que ameaça de taxação de Trump não preocupa nações do Brics

Rio de Janeiro (RJ), 07/07/2025 - Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante pronunciamento ao final do Brics.
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

A ameaça do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de taxar em 10% países que se alinhem ao Brics, não causou preocupação durante a reunião de cúpula do bloco, segundo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O encontro de líderes dos 11 países-membros e dez nações parceiras, no Rio de Janeiro, terminou nesta segunda-feira (7).

“Na reunião do Brics ninguém tocou nesse assunto, ou seja, como se não tivesse ninguém falado. Não demos nenhuma importância a isso”, disse Lula, em entrevista ao fim do encontro de líderes.

O presidente avaliou que a declaração de Trump – feita em seu perfil em uma rede social – foi irresponsável.

“Sinceramente, eu nem acho que eu deveria comentar, porque eu não acho uma coisa muito responsável e séria o presidente da república de um país do tamanho dos Estados Unidos ficar ameaçando o mundo através da internet”, acrescentou.

>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

Defesa da soberania

Lula disse, ainda, que os países são soberanos e que, se os Estados Unidos impuserem tarifas, os outros têm o direito de fazer o mesmo.

“Existe a lei da reciprocidade”, destacou Lula. “Respeito é muito bom. A gente gosta de dar e gosta de receber. E é preciso que as pessoas leiam o significado da palavra soberania. Cada país é dono do seu nariz”.

O presidente Lula comentou ainda as declarações de Trump sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo o presidente dos EUA, Bolsonaro está sofrendo uma caça às bruxas e ele deve ser deixado em paz.

“Esse país [o Brasil] tem leis. Esse país tem regra. Esse país tem um dono chamado povo brasileiro. Portanto, deem palpite na sua vida e não na nossa”, finalizou. Fonte: Vitor Abdala – Repórter da Agência Brasil

Lixões de 3 capitais podem gerar desastre como o de GO, diz associação

Padre Bernardo (GO), 26/06/2025 - Lixão que desabou em Padre Bernardo. Área que lixo desabou em Padre Bernardo. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Pelo menos três lixões de capitais brasileiras – Goiânia (GO), Manaus (AM) e Teresina (PI) – podem gerar desastre ambiental, semelhante ao que ocorreu em junho na cidade de Padre Bernardo (GO), no Entorno do Distrito Federal. O alerta é do presidente da Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente (Abrema), Pedro Maranhão. 

Segundo ele, essas cidades precisam imediatamente transferir as atividades de receber resíduos sólidos para aterros sanitários. “Essas três cidades têm opções para isso”, garante. A Lei de Resíduos do Solo, que completa 15 anos, em 2 de agosto prevê, em geral, que as cidades eliminem lixões e passem a ter aterros que tratem dos materiais.

Desastre em GO

No dia 18, pelo menos 40 mil metros cúbicos de resíduos do aterro sanitário privado Ouro Verde desmoronaram em uma área de conservação ambiental do município, com chorume escorrendo pelo Córrego Santa Bárbara. Os reflexos para o meio ambiente ainda são mensurados. A Justiça interditou provisoriamente o local no dia 26, mas os efeitos para a comunidade ainda estão longe de acabar.

“Aquele lixão era a crônica de uma morte anunciada, uma situação que estava se perpetuando. Nós já tínhamos denunciado e encaminhado à Justiça”, afirma Pedro Maranhão. Para ele, não se tratou apenas de um grande desastre ambiental, mas também social e econômico que teria ocorrido com a conivência da prefeitura, na avaliação dele.

Na semana passada, o prefeito de Padre Bernardo, Joseleide Lázaro, disse à Agência Brasil que a gestão municipal estava de “mãos  amarradas” em função das liminares que os proprietários do aterro conseguiram na Justiça.

Riscos elevados

A 250 quilômetros de Pedro Bernardo, a capital Goiânia tem, no entender de Pedro Maranhão, um dos lixões com maior risco. 

“A prefeitura disse que não é lixão, mas sim um aterro controlado. Aterro que não trata chorume nem gaseificação nem drenagem e não tem uma preocupação com o aproveitamento do resíduo, é um lixão”, diz o presidente da Associação.

Para ele, a expressão aterro controlado é uma espécie de eufemismo para não identificar o local como “aterro controlado” sem ser um aterro sanitário.

Outra capital citada por Pedro Maranhão com situação crítica é o de Teresina (PI). Na cidade, o pesquisador cita que a prefeitura tem interesse de abrir uma licitação para criar aterros sanitários. Em Manaus, também de acordo com o presidente da Abrema, a prefeitura destina o resíduo para um lixão, havendo possibilidade de transferir as atividades para um aterro.

Pedro Maranhão explica que um aterro sanitário é uma obra de engenharia que segue padrões e tem fiscalização. Um espaço com impermeabilização, tratamento de chorume e dos gases. Capta metano para não ir pro ar e gerar efeito estufa.

“Em Porto Alegre (RS), há um exemplo positivo de aterro. Mesmo com a catástrofe das chuvas no ano passado, não houve impacto na estrutura do aterro por lá”.

Consciência

Pedro Maranhão defende que tanto o judiciário quanto a sociedade devam receber mais informações sobre instalação de lixões e os impactos que podem gerar para as comunidades. Como são espaços “escondidos” do público, existe uma sensibilização quando ocorre um impacto concreto.

“A pessoa põe o lixo na porta da sua casa e não quer saber o que acontece com ele. É necessário exigir do gestor público uma solução ambientalmente correta para o resíduo. Mas, acho que há mais informações hoje do que antes”.

Providências

A respeito das cidades citadas por Pedro Maranhão, há solicitações de entidades como o Ministério Público e governos para fechamento dos lixões.

Em Teresina, por exemplo, a população ficou comovida com o atropelamento e morte de um menino de 12 anos no lixão.

Nesse cenário, integrantes do Ministério Público do Trabalho (MPT), Ministério Público do Estado do Piauí (MP-PI) e Tribunal de Contas do Estado (TCE-PI) se reuniram no dia 2 de julho, com representantes da prefeitura de Teresina para pedir a eliminação do lixão. Procurador do MPT, Carlos Henrique Leite disse que o lixão será desativado e que os resíduos devem ser enviados para aterros privados.

Já a prefeitura de Goiânia recebeu estudo da Secretaria de Meio Ambiente do Estado de Goiás que constatou pelo menos “12 falhas gravíssimas” envolvendo o Aterro Sanitário Municipal de Goiânia. Segundo nota publicada pelo governo nesta sexta-feira (4), o local opera sem licença ambiental válida e em desacordo com normas técnicas legais.

“Por isso, é considerado um lixão. Duas ações de fiscalização foram realizadas lá, nos dias 1º de fevereiro e 24 de abril de 2025, e ajudaram a embasar o relatório”.

Entre as inadequações, o relatório aponta projetos de impermeabilização e drenagem ineficazes, sistema de monitoramento ambiental precário ou inexistente e risco real de deslizamentos e acidentes estruturais.

Segundo a Abrema, o aterro sanitário de Goiânia foi alvo de uma decisão judicial que determina seu fechamento gradual devido ao descumprimento de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado com o Ministério Público de Goiás (MPGO) e à falta de licença ambiental válida.

Por outro lado, a prefeitura de Goiânia divulgou também, nesta semana, que um estudo do instituto de planejamento local mostraria que o lixão de Goiânia pode ser viabilizado pelos próximos 30 anos.

Em Manaus, o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas defende que exista um aterro sanitário de fato.  Segundo a Abrema, estima-se que a cidade produz entre duas e três mil toneladas de lixo doméstico diariamente, o que mostra o tamanho do problema de um local.

Na cidade, haverá o Centro de Tratamento e Transformação de Resíduos (CTTR), a partir da iniciativa privada, que  vai aproveitar as emissões de gases do efeito estufa geradas na decomposição. Um terço das obras foi concluída. A nova infraestrutura pode começar a receber resíduos de todos os municípios localizados em um raio de 150 quilômetros da capital.

Agência Brasil buscou informações sobre providências da prefeitura local, mas não recebeu retorno até o fechamento desta reportagem.   Fonte: Agência Brasil

Caso Maria Ísis: laudo aponta que menina de 5 anos morreu após agressão no pescoço, no MA

O laudo do Instituto Médico Legal (IML) apontou que a causa da morte de Maria Ísis, de 5 anosfoi uma fratura na cervical provocada por ação contundente — ou seja, uma quebra na região do pescoço causada por um objeto duro ou pancada violenta. A menina morreu no dia do próprio aniversário, em Trizidela do Vale, no interior do Maranhão.

Segundo a Polícia Civil, o corpo da menina apresentava marcas de agressão por várias partes, além das lesões na cabeça. O caso é tratado como feminicídio com indícios de violência doméstica e maus-tratos.

O principal suspeito do crime é o padrasto da criança, José Jailson de Menezes Silva, de 26 anos, que está preso preventivamente, assim como a mãe da menina, Maria das Graças da Conceição Souzainvestigada por possível omissão. A polícia também suspeita que as agressões vinham acontecendo há pelo menos sete meses, período em que o homem convivia com a mãe da vítima. Ambos negam envolvimento no crime.

No dia do crime, o padrasto levou a criança até o hospital afirmando que a mãe logo chegaria, segundo a polícia. Depois disso, fugiu sem se identificar. Maria Ísis não resistiu aos ferimentos e morreu na unidade de saúde.

A polícia realizou perícia na residência da família em busca de evidências sobre qual objeto foi utilizado para agredir a criança. A investigação segue em andamento.

Suspeito de matar enteada de 5 anos é preso em Trizidela do Vale; mãe da criança também foi detida após admitir que presenciou as agressões. — Foto: Reprodução/TV Mirante

Mãe e padrasto negam acusações

 

José Jailson de Menezes Silva, 26 anos, e Maria das Graças da Conceição Souza, de 24 anos, passaram por audiência de custódia no dia 28 de junho e se declararam inocentes das acusações.

Durante a audiência, feita por videoconferência, José Jailson afirmou estar sendo acusado de um crime que não cometeu.

Já Maria das Graças alegou que havia saído de casa para comprar umas coisas e não viu a filha sendo agredida.

Porém, Maria confessou em depoimento à Polícia Civil, que presenciou as agressões cometidas pelo companheiro contra a filha. Além disso, a defensora pública Laynara Karoline Costa Holanda Silva, responsável pela defesa de Maria das Graças, disse na audiência de custódia que durante entrevista, a mãe da vítima afirmou ter tentado impedir que a filha fosse agredidamas acabou também sofrendo agressões do companheiro, além de ser ameaçada de morte.

No entanto, a juíza plantonista Barbara Silva de Oliveira Aneth, que presidiu a audiência, afirmou que o exame de corpo de delito não apontou qualquer lesão no corpo de Maria das Graças, refutando as alegações dela de que teria sido agredia pelo companheiro.

Quanto a José Jailson, a defensora pública Laynara Karoline declarou que ele afirmou, em entrevista pessoal, que quem matou Maria Ísis foi a própria mãe da menina.

Na audiência, José também relatou que já tinha passagem pela polícia, por agredir uma pessoa na cidade de Igarapé Grande. Segundo dados do Tribunal de Justiça do Maranhão, o caso aconteceu em 2021, quando José foi autuado por lesão corporal contra uma pessoa menor de idade e com deficiência física.

Maria das Graças da Conceição Souza foi presa na sexta-feira (27), após confessar em depoimento que presenciou as agressões cometidas pelo companheiro contra a filha. Já José Jailson de Menezes Silva foi preso no sábado (28), em Trizidela do Vale. Fonte: G1-MA

Homem é morto com mais de 30 tiros no Conde, na Região Metropolitana de João Pessoa

Local onde homem foi encontrado morto, na zona rural do Conde — Foto: Flávio Fernandes/TV Cabo Branco

Um homem foi morto com mais de 35 tiros na madrugada deste domingo (6), na zona rural do Conde, na Região Metropolitana de João Pessoa. A vítima foi identificada como José Francisco Santana Nascimento, de 22 anos.

Segundo a Polícia Civil, testemunhas informaram que o homem estava em casa com a família quando um grupo invadiu a residência e o levou à força para uma plantação. A perícia encontrou no corpo da vítima mais de 35 tiros. Pelo menos três armas diferentes foram utilizadas no crime.

José Francisco Santana Nascimento, de 22 anos, foi encontrado morto no Conde — Foto: Flávio Fernandes/TV Cabo Branco

Ainda não há informações sobre a quem são os suspeitos ou qual teria sido a motivação do crime. A Polícia Civil investiga o caso.Fonte: G1-PB