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Senadores dos EUA falam em “abuso de poder” de Trump contra o Brasil

A 3D-printed miniature model of U.S. President Donald Trump, the Brazil flag and the word

Um grupo de 11 senadores dos Estados Unidos, todos do Partido Democrata, que fazem oposição ao governo de Donald Trump, enviou nesta sexta-feira (25) uma carta ao presidente norte-americano para pedir o fim do tarifaço comercial contra produtos brasileiros. O documento foi uma iniciativa de Jeanne Shaheen, do estado Nova Hempshire, e de Tim Kaine, da Virgínia. Ambos fazem parte da Comissão de Relações Exteriores do Senado dos EUA.

“Escrevemos para expressar preocupações significativas sobre o claro abuso de poder presente em sua recente ameaça de lançar uma guerra comercial com o Brasil. Os Estados Unidos e o Brasil têm questões comerciais legítimas que devem ser discutidas e negociadas. No entanto, a ameaça de tarifas do seu governo claramente não tem esse objetivo”, escreveram os senadores na missiva.

As tarifas anunciadas por Trump preveem uma cobrança de 50% sobre todas as exportações brasileiras ao país e está prevista para entrar em vigor no próximo dia 1º de agosto.

Na avaliação desses senadores, essas ações vão aumentar os custos para famílias e empresas americanas. “Os EUA importam mais de US$ 40 bilhões por ano do Brasil, incluindo quase US$ 2 bilhões em café. O comércio EUA-Brasil sustenta quase 130 mil empregos nos Estados Unidos, que estão em risco devido à ameaça de tarifas elevadas. O Brasil também prometeu retaliar, e o senhor prometeu fazer o mesmo — o que significa que os exportadores americanos sofrerão e os impostos sobre importações para os americanos subirão além do nível de 50% ameaçado”, prossegue o texto.

A carta menciona também a influência crescente da China na América Latina para demover Trump de sanções. “Uma guerra comercial com o Brasil também aproximaria o país da República Popular da China (RPC), em um momento em que os EUA precisam combater de forma agressiva a influência chinesa na América Latina. Empresas estatais ou ligadas ao Estado chinês estão investindo fortemente no Brasil, incluindo múltiplos projetos portuários em andamento, e recentemente o grupo China State Railway assinou um Memorando de Entendimento para estudar um projeto de ferrovia transcontinental”, aponta a carta.

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Intervenção

Em outro ponto da carta, os senadores fazem duras críticas ao que consideram uma intervenção indevida do governo dos EUA ao forçar “o sistema judicial independente do Brasil” a interromper o processo contra o ex-presidente Jair Bolsonaro.

“Interferir no sistema jurídico de uma nação soberana estabelece um precedente perigoso, provoca uma guerra comercial desnecessária e coloca cidadãos e empresas americanas em risco de retaliação. O senhor Bolsonaro é cidadão brasileiro e está sendo processado nos tribunais brasileiros por supostos atos sob jurisdição local. Ele é acusado de tentar minar os resultados de uma eleição democrática no Brasil e planejar um golpe de Estado. Usar todo o peso da economia americana para interferir nesses processos em nome de um amigo é um grave abuso de poder, enfraquece a influência dos EUA no Brasil e pode prejudicar nossos interesses mais amplos na região”, destaca a carta.

 

Ainda na carta, os senadores repudiam as sanções contra autoridades do Supremo Tribunal Federal (STF), que tiveram vistos aos EUA cassados pelo governo Trump. “O anúncio do seu governo em 18 de julho de 2025, de sanções de visto contra autoridades do Judiciário brasileiro envolvidas no caso de Bolsonaro, demonstra — mais uma vez — a disposição de seu governo em priorizar sua agenda pessoal em detrimento dos interesses do povo americano”.

“Os objetivos centrais dos EUA na América Latina devem ser o fortalecimento de relações econômicas mutuamente benéficas, a promoção de eleições democráticas livres e justas e o enfrentamento da influência chinesa. Pedimos que reconsidere suas ações e priorize os interesses econômicos dos americanos, que desejam previsibilidade — e não outra guerra comercial”, conclui o texto.

Além de Kaine e Shaheen, a carta foi assinada pelos senadores Adam Schiff (California), Dick Durbin (Illinois), Kirsten Gillibrand (Nova York), Peter Welch (Vermont), Catherine Cortez Masto (Nevada), Mark R. Warner (Virgínia), Jacky Rosen (Nevada), Michael Bennet (Colorado) e Reverendo Raphael Warnock (Geórgia).Fonte: Pedro Rafael Vilela – Repórter da Agência Brasil

Lula diz que Bolsonaro agiu como o traidor de Tiradentes

Osasco (SP), 25/07/2025 - O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, participa de evento para anúncio do Novo Pac, projeto de urbanização de favelas para Rochdale, Jaguaribe e Favela do Limite. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva usou a história do herói nacional Tiradentes, durante a Inconfidência Mineira, para comparar a ação da família Bolsonaro em articulação com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que resultou no tarifaço de 50% sobre os produtos brasileiros. A declaração foi dada nesta sexta-feira (25), durante agenda sobre o Novo PAC, em Osasco, na Grande São Paulo 

“Vocês sabem por que Tiradentes foi traído? Silvério dos Reis sabia que Tiradentes estava querendo fazer um movimento para fazer a independência, naquela época era independência de Minas Gerais, no dia que o governador anunciasse aumento de imposto. Ele ia fazer o movimento de fazer independência. Apareceu um cara que parecia amigo dele, chamado Silvério dos Reis, e esse cara traiu Tiradentes”, apontou Lula, lembrando de dois personagens centrais daquele momento histórico, ocorrido a partir de 1789, quando o Brasil ainda era colônia de Portugal.

“Por conta dessa traição, Tiradentes foi preso e foi enforcado. Por isso ele é o mais importante herói nacional, porque ele morreu em defesa da independência desse país”, continuou o presidente.

Liderado por intelectuais, religiosos, militares e membros da elite local, a Inconfidência Mineira foi o movimento que pretendia romper com o domínio colonial português, pressionado principalmente pela cobrança da chamada “derrama”, medida fiscal que exigia o pagamento de tributos atrasados sobre o ouro em favor da Coroa europeia. O movimento, no entanto, acabou sendo delatado por Joaquim Silvério dos Reis. Tiradentes foi o único réu condenado à morte e executado em 21 de abril de 1792, no Rio de Janeiro, tornando-se mártir da luta pela independência do Brasil.

“Veja que absurdo. Esses mesmos cidadãos ou cidadãs, que utilizavam a camisa da seleção brasileira e a bandeira nacional, se dizendo patriotas, estão agora agarrados nas botas do presidente dos Estados Unidos, pedindo para ele fazer intervenção no Brasil, numa total falta de patriotismo. Junta a falta de patriotismo com sem-vergonhice, com traição. Estão pedindo para o presidente da República dos Estados Unidos aumentar a taxa das coisas que nós vendemos para eles para poder libertar o pai, ou seja, trocando o Brasil pelo pai”, prosseguiu Lula em seu discurso.

“Que patriota que é esse? Isso é pior do que Silvério dos Reis. Porque Silvério dos Reis traiu o Tiradentes, mas esse cara está traindo a nação, ele está traindo o povo brasileiro”, finalizou.

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A taxação contra os produtos brasileiros foi anunciada por Trump há pouco mais de duas semanas, em uma carta endereçada a Lula, mas publicada diretamente nas redes sociais. Essas tarifas estão previstas para entrar em vigor no próximo dia 1º de agosto, daqui a uma semana. Trump também justificou a medida citando o ex-presidente Jair Bolsonaro, que é réu no Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado. No documento, ele pede a anistia a Bolsonaro.

As sanções norte-americanas contra o Brasil contaram com articulação direta do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente, que chegou a se licenciar do mandato para morar nos Estados Unidos e tentar justamente obter apoio do governo do país na tentativa de barrar o julgamento do pai.

Em diferentes ocasiões desde o anúncio do tarifaço, o presidente Lula disse que o Brasil vai adotar medidas de reciprocidade contra as ações unilaterais dos Estados Unidos, caso elas se confirmem e se mantenham. Até o momento, no entanto, nenhuma decisão específica foi adotada. A expectativa é que qualquer anúncio só ocorra a partir da entrada em vigor das tarifas.Fonte: Pedro Rafael Vilela – Repórter da Agência Brasil

Impasse na coleta de lixo de Teresina: TRT autoriza prefeitura a fazer repasse diretamente para caminhoneiros; entenda

Bairros de Teresina estão sem coleta de lixo; caminhoneiros paralisam atividades — Foto: Eric Souza/g1

O desembargador-presidente do Tribunal Regional do Trabalho do Piauí (TRT-PI), Téssio da Silva Tôrres, emitiu, na noite desta quinta-feira (24/7), decisão que autoriza a Prefeitura de Teresina a realizar o pagamento direto aos trabalhadores que realizam a coleta de lixo urbano em nossa cidade, que estão com os salários atrasados.

A medida, de caráter excepcional, foi adotada diante do atual cenário e visa cumprir com acordo firmado pela administração pública municipal na noite de quarta-feira (23). O valor autorizado foi de R$ 2.297.963,12.

Na prática, isso deve resolver a situação dos serviços de coleta, capina e varrição que está afetado em alguns bairros da capital.

Antes mesmo da decisão, o presidente do Sindicato dos Empregados em Empresas de Asseio (Seeacep), Jônatas Miranda, afirmou que parte da operação já foi retomada.

“Como a Prefeitura já cumpriu outras vezes, decidimos confiar e a coleta de lixo, capina e varrição já voltaram. Os caminhões saíram da garagem [da empresa] ainda ontem [quarta] à noite, por volta das 19h”, disse.

 

Os caminhoneiros tinham paralisado as atividades na manhã da última terça-feira (22). Eles afirmam que estão sem receber salários há mais de três meses. Vários bairros de Teresina estavam sem coleta de lixo desde então.

Em nota, o Consórcio EcoTeresina acusou a Prefeitura de dever cerca de R$ 30 milhões às empresas que o compõem e declarou que os transtornos operacionais enfrentados pela população são consequência da inadimplência do município (veja o posicionamento ao fim da reportagem).

A Eturb nega a dívida e afirma que já tinha feito, para o consórcio, o repasse do dinheiro dos salários dos caminhoneiros.

Caminhoneiros que trabalham na limpeza de Teresina paralisam atividades — Foto: Eric Souza/g1

A chefe da assessoria jurídica da Eturb, Carolina Magalhães, afirmou que o Consórcio EcoTeresina desligou o sistema de GPS dos caminhões que atuam na coleta de lixo da capital. Conforme a assessora, o desligamento ocorreu há mais de dois meses.

“A Prefeitura não tem como saber, de forma a tentar solucionar o mais rápido possível, onde o lixo está acumulado, onde não está havendo a coleta desse lixo”, apontou Carolina.

 

Ela também disse que a Justiça determinou que o contrato com as empresas volte a vigorar. “Já tem uma licitação definitiva para evitar essas prorrogações e essas formalizações emergenciais. Esse processo está em fase interna”, pontuou.

Na terça, os caminhoneiros bloquearam a entrada do aterro sanitário de Teresina e da garagem de uma das empresas do consórcio em protesto contra os atrasos salariais. Entretanto, não houve acordo.

O caminhoneiro e ex-vereador Jonas dos Santos, o Joninha, explicou que um acordo feito entre a Prefeitura de Teresina, as empresas e o TRT-PI garantiu o pagamento dos salários aos trabalhadores. De acordo com ele, as empresas não cumpriram o acordado.

“O maior problema aqui é a gestão do pagamento do mês de maio. Tem gente aí também (sem pagamento) do mês de abril, março e até fevereiro.

Confira a nota do Consórcio EcoTeresina:

 

O Consórcio EcoTeresina, responsável pela coleta e limpeza urbana da cidade, vem, infelizmente mais uma vez a público esclarecer à população de Teresina que os transtornos operacionais enfrentados pela população são consequência direta da inadimplência da Prefeitura de Teresina, que já acumula mais de R$ 30 milhões em dívidas com o consórcio, bem como nos reiterados atos praticados pela ETURB, com vistas a inviabilizar uma boa prestação dos serviços pela empresa.

Mesmo com decisões judiciais determinando os pagamentos, a gestão municipal segue glosando valores do contrato de forma arbitrária, prejudicando gravemente a prestação dos serviços essenciais.

Abaixo, um resumo dos débitos da Prefeitura com o consórcio até a presente data: • Dezembro/2024: A Prefeitura pagou apenas parcialmente — Existe ainda um valor pendente, que está judicializado, e com determinação judicial para pagamento. Mesmo assim a Prefeitura ignora a determinação judicial.

• Janeiro a Junho/2025: descontos injustificados aplicados unilateralmente pela Prefeitura. Atualmente existe uma ação judicial determinando que a Prefeitura não pra que mais o pagamento a menor das medições do consórcio, e mesmo assim a ETURB simplesmente ignora a determinação judicial, com vistas a prejudicar a boa prestação dos serviços em Teresina.

• Junho/2025: valores não pagos, mesmo com ordem judicial de quitação. A ETURB celebrou acordo judicial para pagar e simplesmente não paga, com o intuito claro de prejudicar a prestação dos serviços e poder criar a narrativa de que a empresa não presta um bom serviço e que, portanto, deve ser substituída.

A operação do consórcio mobiliza mais de 3.000 trabalhadores diretos e indiretos, além de centenas de fornecedores, locadores de caminhões e empresas que fornecem insumos essenciais.

Sem os repasses devidos:

  • Salários de trabalhadores são afetados;
  • Fornecedores não recebem;
  • Faltam insumos básicos para a operação;
  • Regiões da cidade deixam de receber os serviços regularmente;

 

A paralisação parcial de hoje, causada pela interrupção de locações de equipamentos, é consequência direta dessa inadimplência da Prefeitura de Teresina.Fonte: G1=PI

Ex-namorado é indiciado por feminicídio de adolescente de 17 anos morta com tiro nas costas no Piauí

Sarah Denise, adolescente de 17 anos foi assassinada no domingo (13) em Beneditinos (PI) — Foto: Reprodução

A Polícia Civil do Piauí (PCPI) concluiu o inquérito que investiga a morte da adolescente Sarah Denise Alves dos Santos, de 17 anos, e indiciou o ex-namorado dela, Fábio Rodrigues Braga, de 35, pelo crime de feminicídio.

O crime aconteceu no dia 13 de julho, no povoado Buriti Alegre, localizado na zona rural de Beneditinos, a 96 km ao Sul de Teresina. A garota estava em um bar quando foi surpreendida e atingida com um tiro na região das costas.

Ao g1o delegado Paulo Roberto, responsável pelo caso, detalhou que Fábio Rodrigues foi indiciado por feminicídio e lesão corporal grave. Ele é apontado como autor do tiro que atravessou o peito da adolescente.

Sarah Denise estava em um bar com amigos, por volta das 14h30, quando foi surpreendida pelo ex-namorado. Ele atirou uma vez na região das costas de Sarah, que caiu imediatamente.

Segundo o delegado Odilo Sena, que atendeu o flagrante, o tiro atravessou o peito da adolescente e chegou a atingir a perna de outra pessoa que estava no estabelecimento.

“O tiro transfixou o corpo dela e atingiu a perna de uma outra pessoa que estava lá. Tinha muita gente no local na hora. Depois, ele apontou a arma pra cabeça e tentou atirar, mas a arma falhou”, disse o delegado.

 

Sarah Denise morreu ainda no local e a outra pessoa atingida pelo disparo foi socorrida e encaminhada para um hospital privado de Teresina.

Ainda segundo o delegado Paulo Roberto, após o crime, o homem foi para casa e tentou tirar a própria vida novamente, mas foi impedido. Ele foi socorrido e chegou a ficar na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

O delegado destacou ainda que a arma utilizada no crime é de posse de um sargento da Polícia Militar, irmão do suspeito. Após o crime, teria ligado para o familiar e informado que havia “feito uma besteira”. A Polícia Civil pediu a prisão preventiva do suspeito.Fonte: G1-PI

Operação da Polícia Militar cumpre pelo menos 20 mandados de prisão por tráfico, homicídio e outros crimes, na Paraíba

Operação Cidade Segura é realizada pela PM nesta sexta-feira (25) — Foto: Reprodução/TV Cabo Branco

A Polícia Militar cumpre nesta sexta-feira (25) pelo menos 20 mandados de prisão por roubo, tráfico e outros crimes. A operação Cidade Segura acontece em João PessoaBaía da TraiçãoAlhandra e Alagoa Grande.

Segundo a Polícia Militar, os presos são suspeitos de integrar grupos criminosos e de praticar vários crimes em João Pessoa e Região Metropolitana. No entanto, um deles fugiu para Alagoa Grande e a polícia foi até a cidade cumprir o mandado.

Em João Pessoa, os mandados foram cumpridos nos bairros de Cruz das Armas, Oitizeiro, Bairro das Indústrias, Torre, Cabo Branco e Rangel, Geisel, Planalto, Boa Esperança, Mangabeira, Gramame, Valentina e Cuiá.

Com os presos, a Polícia Militar apreendeu cadernos com anotações e celulares. O material será analisado nas investigações.Fonte: G1-PB

Traficantes expulsam moradores de condomínios para lucrar com aluguéis de imóveis em João Pessoa, diz polícia

Central de Polícia de João Pessoa — Foto: Divulgação/Polícia Civil

Uma operação da Polícia Civil foi realizada na manhã desta sexta-feira (25) em dois condomínios no Bairro das Indústrias, em João Pessoa. Segundo a polícia, a ação tem como objetivo combater a atuação de criminosos envolvidos com o tráfico de drogas, que estariam expulsando moradores de seus apartamentos para lucrar com o aluguel dos imóveis.

A operação ocorreu nos condomínios Canaã e São Rafael. De acordo com o delegado Alan Terruel, há uma infiltração de traficantes em condomínios da região metropolitana da capital, onde moradores estão sendo forçados a sair da próprias residências para que os imóveis sejam alugados ilegalmente.

O delegado explicou que, em muitos casos, os apartamentos são adquiridos por meio de financiamento bancário e, após a expulsão dos proprietários, são usados tanto para a comercialização de drogas quanto para a obtenção de lucro com aluguéis. Os locadores, muitas vezes, não sabem quem são os verdadeiros donos e alugam os imóveis por meio de intermediários, como corretores.

Ao todo, foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão nesta sexta-feira. As investigações continuam com o objetivo de identificar e responsabilizar todos os envolvidos nos crimes.Fonte: G1-PB

Rumble e Trump Media pedem Lei Magnitsky contra Moraes

A plataforma de vídeos Rumble e a empresa Trump Media & Technology Group, do presidente americano Donald Trump, apresentaram na terça, 22, um novo pedido para que a Justiça envie ao Departamento de Estado os autos do processo que contesta as decisões do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre indivíduos residentes nos Estados Unidos, segundo o Estadão.

As empresas solicitam que o governo Trump avalie a aplicação de sanções contra Moraes e outros ministros por violações de direitos humanos, com base na Lei Global Magnitsky, cuja legislação permite a punição de estrangeiros acusados de corrupção ou violações de direitos humanos.

Na petição, as plataformas afirmam que as ordens de Moraes para bloquear perfis em redes sociais de cidadãos residentes nos EUA violam garantias constitucionais e configuram abusos. Os advogados classificam as decisões do ministro como “arbitrárias, ilegais e ofensivas à consciência moral”.

“Os autores respeitosamente solicitam que o tribunal (…) encaminhe as evidências ao Departamento de Estado dos EUA para consideração de possíveis sanções contra Alexandre de Moraes e outros membros do STF”, diz trecho.

Na quarta, 16, as plataformas já tinham protocolado um outro pedido de responsabilização de Moraes por emitir uma ordem de bloqueio da conta de um ativista bolsonarista. Os advogados solicitaram que o tribunal americano declarasse a ordem do ministro “inexequível nos Estados Unidos por ser inconsistente com a legislação americana”.

Leia mais: Um novo capítulo da disputa entre Rumble e Moraes nos EUA

Lei Magnitsky
A possibilidade da aplicação da Lei Magnitsky contra Alexandre de Moraes foi confirmada, em maio, pelo secretário de Estado americano, Marco Rubio, durante uma audiência no Congresso.

“Isso [uso da Lei Magnistky] está sob análise neste momento e há uma grande possibilidade de que isso aconteça”, respondeu a um questionamento feito pelo deputado republicano Cory Mills.

A versão original da lei foi expandida para permitir sanções contra qualquer autoridade e indivíduo que viole direitos humanos no mundo ou participe de esquemas de corrupção.

O alvo mais conhecido é o ditador venezuelano Nicolás Maduro.

Na Hungria, o chefe de gabinete do primeiro ministro, Antal Rogán, também teve suas contas confiscadas.

Autoridades e indivíduos sancionados ficam proibidos de entrar nos Estados Unidos e têm os ativos financeiros congelados em instituições americanas.

Além disso, nenhuma entidade ou cidadão dos EUA podem negociar com os sancionados.

“Pessoas sancionadas de acordo com esta autoridade aparecem na Lista de Cidadãos Especialmente Designados e Pessoas Bloqueadas (Lista SDN) do Office of Foreign Assets Control (Ofac). Como resultado dessas ações, todas as propriedades e interesses em propriedades das pessoas sancionadas que estão nos Estados Unidos ou na posse ou controle de pessoas dos EUA são bloqueados e devem ser relatados ao Ofac”, diz trecho do site.

A Ofac publica uma lista de indivíduos e empresas sancionadas.

Alguns deles são terroristas e narcotraficantes.

Todos os sancionados são considerados uma ameaça à segurança dos Estados Unidos.

Disputa
A ofensiva das empresas é uma continuação da disputa iniciada em fevereiro de 2025, quando Moraes determinou a suspensão da Rumble no Brasil por descumprimento de ordens judiciais, incluindo a falta de um representante legal no país.

Na ocasião, o ministro impôs multa diária de 50 mil reais enquanto a plataforma não bloqueasse a conta do blogueiro bolsonarista Allan dos Santos, foragido da Justiça brasileira.

As empresas alegam que a ordem de bloqueio extrapola os limites territoriais ao exigir o banimento de Santos em todo o mundo.

Também afirmam que o ministro teria enviado ordens sigilosas por e-mail, sem passar pelos trâmites legais.

Uma tentativa anterior das plataformas de obter sanções contra Moraes foi negada pela Justiça americana por falhas formais, como a ausência de citação oficial do ministro.

O Antagonista

Lula sanciona lei que institui política nacional de combate ao HPV

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta terça-feira (23) a Lei 15.174, que institui a Política Nacional de Enfrentamento da Infecção por Papilomavírus Humano (HPV). A nova legislação reúne um conjunto de ações voltadas à prevenção, detecção e tratamento do vírus, que possui mais de 200 tipos e afeta pele e mucosas. A norma entrará em vigor em outubro, 90 dias após a sua publicação.

A lei prevê campanhas de conscientização, ampliação do acesso ao atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS), além do fortalecimento das notificações e dos estudos científicos sobre o vírus.

Durante a sanção, o presidente vetou o trecho que previa a realização de exame sorológico para o diagnóstico da infecção. Segundo o governo, esse tipo de exame “não faz parte do protocolo de diagnóstico para o HPV”. O argumento é que o teste sorológico não é indicado para essa finalidade. O texto lembra ainda que o SUS já disponibiliza outros exames mais eficazes, como biópsias, testes citológicos e testes moleculares — também contemplados no projeto.

Considerado a infecção sexualmente transmissível mais comum no mundo, o HPV pode causar desde verrugas genitais até tumores malignos, como o câncer de colo do útero, ânus, pênis, boca e garganta.

*Fonte: Agência Brasil

Uema abre inscrições para curso de extensão voltado a guitarristas experientes

A Universidade Estadual do Maranhão (Uema) está com inscrições abertas para o curso de extensão “Guitarra Criativa: composição, apreciação e performance”, voltado para guitarristas com experiência e idade a partir de 18 anos. A iniciativa é promovida pela Direção do Curso de Música da instituição e tem como objetivo proporcionar o aperfeiçoamento técnico e artístico dos participantes.

Com enfoque na prática criativa da guitarra, o curso trabalhará aspectos como performance musical, escuta qualificada e processos de composição. Ao todo, estão sendo ofertadas 22 vagas, que serão preenchidas por meio de processo seletivo com duas etapas: inscrição online e entrevista presencial.

As inscrições podem ser feitas até o dia 4 de agosto. Os candidatos selecionados para a segunda etapa participarão de entrevistas presenciais, agendadas para o dia 11 de agosto. O resultado final será divulgado em 18 de agosto, e as aulas terão início no dia 20 de agosto, às 17h, no prédio de Música da Uema, localizado em São Luís.

O curso é gratuito e representa uma oportunidade para músicos aprofundarem seus conhecimentos e desenvolverem novas abordagens no uso do instrumento.

Imirante

Haddad: governo tem plano para socorrer setores afetados por tarifaço

Brasília (DF), 11/06/2025  - O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, durante audiência pública conjunta,  promovida pelas comissões de Finanças e Tributação e de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados. Foto: Lula Marques/Agência Brasil

As áreas técnicas da equipe econômica e do Ministério das Relações Exteriores concluíram o desenho do plano de contingência para socorrer os setores da economia afetados pela imposição de tarifas de 50% pelos Estados Unidos, revelou nesta quarta-feira (23) o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. As medidas serão levadas na próxima semana ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“A área técnica dos três ministérios envolvidos [Fazenda, Indústria e Relações Exteriores] vão me apresentar amanhã os detalhes. Provavelmente semana que vem nós devemos levar para o presidente [Lula]”, afirmou o ministro, que não adiantou detalhes sobre nenhuma medida.

Elaborado com base nos parâmetros definidos por Haddad e pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, o plano de contingência ainda precisa ser avaliado pelos ministros das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e da Casa Civil, Rui Costa, antes de serem enviadas a Lula, que tomará a decisão final.

Dificuldades

Haddad reiterou que a prioridade do governo continua sendo a negociação com os Estados Unidos. O ministro, no entanto, admitiu que a Casa Branca está interditando qualquer debate.

“Nós [do Ministério da Fazenda] estamos falando com a equipe técnica da Secretaria do Tesouro [estadunidense], mas não com o secretário Scott Bessent”, disse Haddad. Alckmin tem conseguido falar com alguns secretários americanos, mas não tem recebido respostas da Casa Branca.

“A informação que chega é que o Brasil tem um ponto, o Brasil tem razão em querer sentar à mesa, mas que o tema está muito concentrado na assessoria da Casa Branca, daí a dificuldade de entender melhor qual vai ser o movimento [dos Estados Unidos]”, justificou Haddad.

Apesar das dificuldades, o ministro afirmou ainda ver espaço para negociações com o país, baseados nas experiências de acordos recentemente fechados com o Vietnã, o Japão, a Indonésia e as Filipinas. Haddad também citou avanços nas negociações entre os Estados Unidos e a União Europeia como fator que pode estimular o Brasil.

“Houve boas surpresas em relação a outros países nos últimos dias. Podemos chegar à data de 1º de agosto com algum aceno e alguma possibilidade de acordo, mas para haver acordo precisa haver duas partes sentadas à mesa para chegar a uma conclusão. Não dá para antecipar um movimento que não depende só de nós, mas o Brasil nunca saiu da mesa de negociação”, acrescentou Haddad.

Governadores

O ministro elogiou a iniciativa de governadores em oferecer ajuda aos setores dos respectivos estados afetados pelo tarifaço do governo Donald Trump. No entanto, disse que as medidas de ajuda locais têm pouco alcance diante do impacto sobre as exportações brasileiras.

“Toda ajuda é bem-vinda, mas são movimentos um pouco restritos, não tem um alcance, porque uma linha de R$ 200 milhões, você está falando de US$ 40 milhões, enquanto estamos falando de US$ 40 bilhões de exportação”, afirmou Haddad.

O ministro referiu-se a uma linha de crédito de R$ 200 milhões anunciada nesta quarta pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.

Apesar do alcance restrito, Haddad reconheceu o esforço dos governadores de se mobilizarem em torno das empresas e dos setores econômicos afetados.

“É bom saber que os governadores estão mobilizados e percebendo, finalmente, que é um problema do Estado brasileiro. É bom notar que eles estão mudando de posição, deixando de celebrar uma agressão estrangeira ao Brasil. Isso é importante: caírem na real e abandonarem o movimento inicial que fizeram de apoio ao tarifaço contra o Brasil”, comentou.Fonte: Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil