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Após cinco anos de vacinação, covid recua, mas ainda preocupa

A vacinação contra a covid-19, iniciada há 5 anos no Brasil, levou ao fim da pandemia – mas a doença ainda persiste, mesmo que em patamares muito menores. Por isso, especialistas alertam que é essencial manter a imunização entre aqueles que não foram vacinados antes ou que têm risco maior de desenvolver quadros graves da doença.

A cobertura, no entanto, está longe do ideal: em 2025, de cada 10 doses distribuídas pelo Ministério da Saúde aos estados e municípios, menos de 4 foram utilizadas. Foram, ao todo, 21,9 milhões de vacinas, e apenas 8 milhões aplicadas.

Dados da plataforma Infogripe da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que monitora a ocorrência da chamada síndrome respiratória aguda grave (SRAG), mostram as consequências dessa baixa cobertura. Em 2025, pelo menos 10.410 pessoas adoeceram com gravidade após a infecção pelo coronavírus, com cerca de 1,7 mil mortes. Os números se referem apenas aos casos confirmados com teste laboratorial e, como alguns registros são inseridos tardiamente no sistema de vigilância do Ministério da Saúde, os dados de 2025 ainda podem aumentar.

O coordenador do Infogripe Leonardo Bastos reforça que o coronavírus continua sendo um dos vírus respiratórios mais ameaçadores para a saúde.

“A covid não foi embora. De tempos em tempos a gente tem surtos e avalia constantemente se esses surtos crescem, se eles podem se transformar em uma epidemia. O que a gente vê hoje de número de casos e mortes ainda é algo absurdo. Mas, como a gente passou por um período surreal na pandemia, o que seria considerado alto, acaba sendo normalizado”, diz.

A pesquisadora da plataforma,Tatiana Portella complementa que o vírus ainda não demonstrou ter uma sazonalidade, como a influenza, por exemplo, que costuma apresentar aumento de casos no inverno.

“A gente pode ter uma nova onda a qualquer momento com o surgimento de uma nova variante, que pode ser mais transmissível, infecciosa, e não tem como prever quando que vai surgir essa nova variante. Por isso que é importante que a população sempre esteja em dia com a vacinação”, recomenda.

Crianças

Brasília (DF) 15/04/2025 A Secretaria de Saúde do DF promove um dia de vacinação infantil  na Creche Sempre Viva, na cidade satélite de Ceilândia, DF  Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
A Secretaria de Saúde do DF promoveu dia de vacinação infantil na Creche Sempre Viva, na cidade satélite de Ceilândia – Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Desde 2024, a vacina contra a covid-19 foi incluída no calendário básico de vacinação de três grupos: crianças, idosos e gestantes. Além disso, pessoas que fazem parte de grupos especiais (confira as informações completas abaixo) devem reforçar a imunização periodicamente. No entanto, cumprir esse calendário tem sido um desafio no Brasil. De acordo com o Ministério da Saúde, 2 milhões de doses foram aplicadas no público infantil em 2025, mas a pasta não especificou qual o índice de cobertura atingido com esse total.

O painel público de vacinação indica que apenas 3,49% do público-alvo menor de 1 ano foi vacinado em 2025. Em nota, o Ministério informou que “os dados atuais subestimam a cobertura real: o painel apresenta apenas a aplicação em crianças menores de um ano, enquanto o público-alvo inclui crianças menores de cinco anos, gestantes e pessoas com 60 anos ou mais” e que “está desenvolvendo a consolidação dos dados por coorte etária”

Mesmo enquanto o status de emergência sanitária estava em vigor, a cobertura ideal de 90% ficou longe de ser atingida. A vacinação infantil começou em 2022, e até fevereiro de 2024, apenas 55,9% das crianças na faixa etária de 5 a 11 anos, e 23% das que tinham 3 e 4 anos tinham sido vacinadas.

Para a diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações, Isabela Ballalai, a principal causa disso é a baixa percepção de risco.

“O ser humano é movido pela percepção de risco. O Brasil foi um dos primeiros países que atingiram uma cobertura maior de 80% para toda a população adulta. Mas quando a vacina chegou para as crianças, o cenário era outro, com menos casos, menos mortes e a percepção de risco tinha diminuído. Aí o antivacinismo começa a fazer efeito. Porque as fake news contra a vacina só dão certo quando as pessoas não estão vendo o risco”, argumenta.

Mas o risco da covid existe e é alto. As crianças com menos de 2 anos são o segundo grupo mais vulnerável às complicações pela covid-19, atrás apenas dos idosos. Segundo dados da plataforma Infogripe, de 2020 a 2025, quase 20,5 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave foram registrados nessa faixa etária, com 801 mortes. Mesmo no ano passado, em que a doença estava teoricamente controlada, foram 55 mortes e 2.440 internações.

As crianças também podem desenvolver uma complicação rara associada à covid-19 chamada de Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica (SIM-P), que provoca a morte em cerca de 7% dos casos. De 2020 a 2023, o Brasil registrou cerca de 2,1 mil casos de SIM-P, com 142 óbitos. Além disso, um estudo com quase 14 milhões de crianças e adolescentes na Inglaterra mostrou também maior incidência de doenças cardiovasculares como miocardite e tromboembolismo após a infecção pela Covid-19.

Por outro lado, a eficiência da vacina também foi comprovada. O acompanhamento de 640 crianças e adolescentes vacinados com a coronavac em São Paulo, mostrou que apenas 56 delas foram infectadas pela covid depois da vacinação e nenhuma com gravidade. As vacinas infantis também já se provaram seguras. Em 2022 e 2023, o Brasil aplicou mais de 6 milhões de doses da vacina contra a covid-19 em crianças, com poucas notificações de eventos adversos e a grande maioria leves, segundo o monitoramento do Ministério da Saúde.

A diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações ressalta a importância dos profissionais de saúde para aumentar as coberturas vacinais. Isabela Ballalai defende que é preciso melhorar a formação médica, e que os profissionais já atuantes devem se manter atualizados conforme as melhores evidências da ciência, e recomendar a vacinação às famílias.

“Infelizmente nós temos médicos renomados, que sempre defenderam as vacinas, agora dizendo que nem todas as vacinas. Por trás disso há muitos interesses, políticos, financeiros, de vários tipos. E entre um médico que você já conhece e alguém que você ainda não conhece, em quem você vai confiar? Mas nós que defendemos as vacinas temos todas as evidências científicas pra provar o que a gente diz”

Quem deve se vacinar contra a covid-19?

Bebês:

– 1ª dose aos 6 meses

– 2ª dose aos 7 meses

– 3ª dose aos 9 meses, apenas para as crianças que tiverem recebido a vacina da Pfizer

Crianças imunocomprometidas:

– 1ª dose aos 6 meses

– 2ª dose aos 7 meses

– 3ª dose aos 9 meses, independente do imunizante

– Dose de reforço a cada 6 meses

Crianças indígenas, ribeirinhas, quilombolas ou com comorbidades:

– Esquema básico semelhante ao das crianças em geral

– Dose de reforço anual

Crianças com menos de 5 anos que ainda não foram vacinadas ou que não receberam todas as doses devem completar o esquema básico

Gestantes:

– Uma dose a cada gravidez

Puérperas (até 45 dias após o parto):

– Uma dose, caso não tenham tomado durante a gravidez

Idosos, a partir dos 60 anos:

– Uma dose a cada 6 meses

Pessoas imunocomprometidas:

– Uma dose a cada 6 meses

Pessoas vivendo em instituições de longa permanência, indígenas que vivem ou não em terra indígena, ribeirinhos, quilombolas, trabalhadores da saúde, pessoas com deficiência permanente, pessoas com comorbidades, pessoas privadas de liberdade, funcionários do sistema de privação de liberdade, pessoas em situação de rua e trabalhadores dos Correios:

– Uma dose por ano

Pessoas entre 5 e 59 anos, que não se encaixam nos grupos prioritários mas nunca foram vacinadas contra a covid-19:

– Uma dose Fonte: Agência Brasil

Corpo de bebê é encontrado dentro de lata de lixo, em João Pessoa

Um corpo de um bebê foi encontrado dentro de uma lata de lixo, no bairro do Muçumagro, em João Pessoa, na noite da sexta-feira (24), em uma área residencial. As informações foram confirmadas pela Polícia Civil.

De acordo com o delegado Douglas García, responsável pelas investigações preliminares do caso, o corpo do bebê estava dentro de uma caixa de papelão em uma lata de lixo. Como a área em que o corpo foi encontrado é residencial, moradores encontraram o bebê e denunciaram o caso para a polícia.

Conforme o delegado, a hipótese inicial mais forte é de que o caso tenha sido de aborto, mas somente uma perícia realizada pelo Instituto de Polícia Científica (IPC) vai poder dizer com certeza a natureza do aborto, se foi espontâneo ou induzido. Não há prazo para a divulgação deste resultado.

Imagens de câmeras de segurança da área residencial foram colhidas pela Polícia Civil para análise. Segundo Douglas García, as imagens já estão sendo analisadas para saber a identidade de quem descartou o corpo do bebê e para apurar possíveis responsáveis criminalmente.

O delegado informou também que não foram encontradas marcas de agressões na perícia inicial realizada. Fonte: G1-PB

Cantor João Lima é investigado por violência doméstica contra a esposa

A Polícia Civil investiga o cantor paraibano João Lima por violência doméstica contra a esposa, após vídeos divulgados em redes sociais mostrarem agressões. A vítima registrou Boletim de Ocorrência neste sábado (24) na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher de João Pessoa, e solicitou à Justiça medidas protetivas contra o artista.

Cantor João Lima — Foto: Reprodução / Instagram

O depoimento da esposa foi colhido pela delegada Marcela Gonçalves, da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher de João Pessoa (Deam-JP), na Central de Polícia Civil.

g1 entrou em contato com a assessoria de imprensa do cantor João Lima, mas até a última atualização desta reportagem não obteve retorno.

Segundo a advogada da vítima, Dayane Carvalho, as agressões começaram durante a lua de mel do casal, que se casou em novembro de 2025. A defesa afirma que, antes do casamento, não houve episódios de violência durante os dois anos de namoro. Câmeras internas da casa do casal registraram algumas agressões.

A advogada informou que, em um dos episódios registrados, o casal estava separado, após a vítima pedir um tempo no relacionamento. Nesse período, ela voltou a morar com os pais e ainda não havia contado sobre as agressões.

A Polícia Civil confirmou que as investigações estão em andamento, mas afirmou que não pode fornecer mais detalhes sobre o caso, pois as diligências ainda estão em curso.

João Lima é neto do forrozeiro paraibano Pinto do Acordeon, que morreu aos 72 anos, vítima de um câncer, em 2020.Fonte: G1-PB

Mulher é presa após tentar matar ex-companheiro a golpes de faca em Imperatriz

Uma mulher foi presa após tentar matar o ex-companheiro com golpes de faca durante uma discussão em um bar, no bairro de Santa Rita em Imperatriz. O crime aconteceu na noite dessa sexta-feira (23).

Segundo a polícia, a suspeita, que não teve a identidade divulgada, desferiu ao menos três golpes de faca no braço da vítima.

De acordo com as investigações, o crime teria sido motivado pelo fato de a mulher não aceitar o fim do relacionamento. Após a agressão, ela permaneceu no bar e foi presa em flagrante por policiais militares.

A vítima recebeu atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e foi encaminhada para um hospital da cidade. O estado de saúde do homem não foi informado. Fonte: G1-MA

Justiça do Maranhão determina mudança de nome do Hospital Nina Rodrigues por associação ao racismo científico

A Justiça do Maranhão determinou que seja feita, em até 180 dias, a mudança no nome do Hospital Psiquiátrico Nina Rodrigues para Hospital Juliano Moreira, localizado em São Luís. A decisão considerou que o nome da unidade hospitalar que homenageia o médico maranhense Nina Rodrigues configura como racismo científico.

➡️ A ação popular que contou com atuação da Defensoria Pública da União (DPU) alega que o médico maranhense seria defensor de teorias de Eugenia e racismo científico no Brasil. Ou seja, defendia a existência de raças superiores e inferiores e, a criação de códigos penais distintos para brancos e negros.

A questão foi debatida em audiências públicas realizadas em 2024 e 2025 com a participação de especialistas, historiadores, juristas, e representantes de secretarias de Estado, da Defensoria Pública da União, da Ordem dos Advogados do Brasil (MA), de movimentos sociais e de parentes de Nina Rodrigues.

No processo, o Estado do Maranhão alegou que a mudança de nome, mais de 80 anos após o ato de nomeação na década de 1940, causaria impacto na identidade institucional, confusão à população, custos administrativos e operacionais para atualizar documentos, sinalizações e sistemas, além de possível resistência por parte dos profissionais e da própria sociedade.

Entenda a decisão

A decisão foi do juiz Douglas de Melo Martins, da Vara de Interesses Difusos e Coletivos de São Luís. Com isso, o Estado do Maranhão deve realizar a retirada do nome do hospital, atualizar placas, documentos oficiais, registros administrativos e sistemas de informações.

O juiz recomendou que o hospital passe a se chamar “Hospital Juliano Moreira”, homenagem ao médico baiano que é considerado o “Pai da Psiquiatria do Brasil”. Entretanto, a escolha será do Governo do Estado.

Na decisão, o juiz sustentou que o Supremo Tribunal Federal tem reconhecido o racismo estrutural e a necessidade de políticas que promovam a igualdade como reconhecimento. Com isso, a remoção de símbolos que celebram a opressão racial é parte integrante desse processo de reparação histórica.

“Nesse contexto, impõe-se reconhecer a legalidade, relevância, adequação e razoabilidade da retirada de denominações de locais públicos que façam alusão a pessoas vinculadas a doutrinas e discursos escravistas, racistas ou eugenistas”, diz o juiz na decisão.

 

No documento, o juiz Douglas Martins sustentou a decisão em tratados internacionais como a Convenção Interamericana contra o Racismo, a Discriminação Racial e Formas Correlatas de Intolerância (Decreto nº 10.932/2022), e na Convenção Internacional sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial (Decreto nº 65.810/1969).

Essas convenções internacionais, adotadas pelo Brasil, têm o peso de norma constitucional e se constituem em marcos legais fundamentais para o reconhecimento global da urgência de combater o racismo e promover a igualdade.

Quem foi Nina Rodrigues?

 

Nina Rodrigues (de jaleco branco) em um laboratório da Faculdade de Medicina da Bahia — Foto: Arquivo Nacional

Nina Rodrigues (de jaleco branco) em um laboratório da Faculdade de Medicina da Bahia — Foto: Arquivo Nacional

O médico maranhense Raimundo Nina Rodrigues é considerado por estudiosos, que constam no processo sobre o caso, como um dos pioneiros da medicina no Brasil e fundador da antropologia criminal brasileira, fundamentou sua produção intelectual em teses hoje reconhecidas como racismo científico.

Com base em estudos do psiquiatra brasileiro Cesare Lombroso, Nina Rodrigues desenvolveu teses que apontavam que “raças inferiores”, como a negra e a indígena, eram dotadas de uma impulsividade primitiva, o que explicaria a suposta maior incidência de atos violentos e antissociais nesse grupo e associava a miscigenação a um processo degenerativo.

O discurso serviu de base para a Teoria do Etiquetamento (Labelling Approach), pela qual a criminalidade deixa de ser uma qualidade de um ato e passa a ser uma etiqueta, uma condição atribuída a determinadas pessoas por meio de processos de definição e seleção.

Quem foi Juliano Moreira?

 

Juliano Moreira foi um médico psiquiatra baiano, sendo considerado como o Pai da Psiquiatria no Brasil e pioneiro na luta contra o racismo científico e na humanização do tratamento de doenças mentais. Ele foi aluno do médico maranhense Raimundo Nina Rodrigues e, depois, seu colega de docência.

Juliano teria sido responsável por transformar o modelo de atendimento psiquiátrico com enfoque mais humanista. Entre 1895 a 1902, realizou cursos e estágios sobre doenças mentais, em asilos na Alemanha, França, Inglaterra, Escócia, Bélgica, Holanda, Itália e Suíça, onde teve contato com os principais profissionais e teorias da época.

Pela experiência e estudos nessa área, as degenerações nervosas e mentais, teriam como causas o alcoolismo, a sífilis, as verminoses, as condições sanitárias e educacionais adversas. Sua tese de formatura propôs novas abordagens sobre a sífilis e ganhou repercussão internacional.

Juliano Moreira foi crítico das teses do seu antigo professor Nina Rodrigues, para quem a mestiçagem seria a causa das doenças mentais, teoria que passou a ser questionada na década de 50, dez anos após o hospital maranhense ter recebido o seu nome.Fonte: G1-MA

Homem é assassinado com mais de 20 facadas em Imperatriz; polícia investiga o caso

Um corpo de um homem, que não teve o nome divulgado, foi encontrado na manhã deste sábado (24) na Avenida da Liberdade, no bairro Morada do Sol, em Imperatriz a 629 km de São Luís. A Polícia Civil investiga o caso.

De acordo com peritos do Instituto de Criminalística (ICRIM) o corpo do homem tinha cerca de 25 perfurações de faca, principalmente, na região do pescoço. Ele estava calçado e vestido e a faca usada no crime foi encontrada no crime.

Após o achado do corpo, equipes da Guarda Municipal foram acionadas e isolaram a área para a realização da perícia e retirada do cadáver. Câmeras de segurança da Prefeitura de Imperatriz que são usadas para monitorar a área devem ser usadas para tentar entender a dinâmica do crime.

Este foi o segundo homicídio registrado em Imperatriz em menos de 24 horas. Na noite de sexta-feira (23), um homem foi assassinado no Parque Sanharol e o caso está sendo investigado. A

Em nota, a Secretaria Municipal de Segurança Pública Integrada informou que as equipes da Guarda Municipal permaneceram no local até a remoção completa do corpo realizada pela polícia. Fonte: G1-MA

Justiça suspende exigência de biometria facial em terapias para pessoas com deficiência no MA

A Justiça do Maranhão terminou a suspensão da exigência de biometria facial a cada 30 minutos durante sessões de terapia para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e outras deficiências. A decisão é da Vara de Interesses Difusos e Coletivos de São Luís, após ação do Procon-MA e denúncias de irregularidades.

Para a Justiça, a medida provocava interrupções indevidas durante os atendimentos, comprometendo o tratamento dos pacientes. A exigência havia sido criada pelo plano de saúde Humana Assistência Médica e determinava a realização de biometrias faciais a cada 30 minutos ao longo das sessões terapêuticas.

De acordo com as denúncias, em alguns casos as interrupções chegaram a provocar a suspensão de atendimentos, principalmente em clínicas localizadas no interior do estado. Após análise, a prática foi considerada abusiva.

A decisão vale para todo o Maranhão e determina que as operadoras adotem outros mecanismos de controle para evitar fraudes, como assinatura em guia física ou digital, uso de token por sessão ou QR Code, sem comprometer a continuidade da assistência aos pacientes. A empresa que descumprir a determinação poderá ser multada em R$ 1 mil por dia. Fonte: G1-MA

Parada de ônibus é destruída após colisão de carro na avenida Jerônimo de Albuquerque, em São Luís

No fim da madrugada deste sábado (24), um carro de passeio colidiu contra uma parada de ônibus na avenida Jerônimo de Albuquerque, no bairro Bequimão.

O acidente aconteceu por volta das 4h e, com o impacto, um pedaço do veículo ficou preso à estrutura que foi destruída.

Não há informações sobre a dinâmica do acidente e nem se houve feridos.

Por volta das 8h, a parada danificada foi retirada do local. Ainda não há informações sobre quando será colocada outra no local. Fonte: G1-MA

Rodoviários da empresa 1001 paralisam atividades por atraso de pagamentos em São Luís

Rodoviários da empresa 1001 paralisaram as atividades na noite dessa sexta-feira (23), em São Luís, em protesto contra o atraso no pagamento de salários e benefícios. Com a paralisação, os ônibus não voltaram a circular na manhã deste sábado (24), prejudicando moradores de vários bairros da cidade.

Segundo a categoria, a paralisação ocorre devido à falta de pagamento do décimo terceiro salário, do tíquete-alimentação referente ao mês de dezembro e do adiantamento salarial de janeiro, que deveria ter sido depositado no último dia 20.

Até o momento, não há previsão para a normalização do serviço. A empresa 1001 ainda não se pronunciou oficialmente sobre os pagamentos pendentes. O presidente do Sindicato dos Rodoviários do Maranhão, Marcelo Brito, informou que participa de uma reunião na manhã deste sábado para tratar do assunto.

Bairros afetados pela paralisação da 1001

  1. Ribeira
  2. Viola Kiola
  3. Vila Itamar
  4. Tibiri
  5. Cohatrac
  6. Parque Jair
  7. Parque Vitória
  8. Alto do Turu
  9. Vila Lobão
  10. Vila Isabel Cafeteira
  11. Vila Esperança
  12. Pedra Caída
  13. Recanto Verde
  14. Forquilha
  15. Ipem Turu

 

Outras paralisações da 1001

 

Protesto é motivado pelo atraso de salários e outros benefícios. — Foto: Foto: Juvêncio Martins/TV Mirante

Protesto é motivado pelo atraso de salários e outros benefícios. — Foto: Foto: Juvêncio Martins/TV Mirante

Nos últimos dois meses, esta é a terceira paralisação dos rodoviários da 1001, por conta dos salários atrasados.

A primeira greve foi iniciada em 14 de novembro do ano passado, na época a categoria protestou contra o atraso de salários e pela falta de pagamento do plano de saúde, tíquete-alimentação e outros benefícios. Com isso, moradores de aproximadamente 15 bairros enfrentaram dificuldades para se deslocar.

Essa primeira greve terminou em 26 de novembro, depois de 12 dias. Os rodoviários voltaram a trabalhar após a regularização dos salários, que aconteceu por meio de uma determinação do Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região (TRT-MA), que obrigou a Prefeitura de São Luís a realizar o pagamento integral de um subsídio que é pago às empresas de transporte para que seja realizado o serviço de transporte público.

O impasse acontecia porque a prefeitura alegou que os subsídios não são diretamente repassados aos motoristas para pagamento de salários, conforme acordo anterior, de modo que não deveria haver greve na categoria. Por isso, não estava pagando 100% do subsídio, mas apenas 80%, pois a prefeitura também alega que os empresários estão colocando apenas 80% dos ônibus para circular.

Apesar das alegações, o desembargador Luiz Cosmo da Silva Júnior rejeitou a proposta do município de realizar depósito dos subsídios a uma conta na Justiça, para garantir o repasse fosse direto aos trabalhadores.

O magistrado decidiu que o repasse deve seguir os termos do Acordo Judicial firmado entre a Prefeitura e o SET em 2024, que indica o pagamento diretamente ao Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de São Luís (SET).

A segunda paralisação aconteceu em 24 de dezembro, véspera do Natal. A categoria afirmou que não havia recebido o 13º salário, o adiantamento salarial e o ticket alimentação. Ao todo, 162 veículos deixaram de rodar.

Os ônibus voltaram a circular só no dia 28 de dezembro, após ser firmado um acordo entre a categoria e o SET. Ficou definido ainda que não haveria descontos nos salários nem nos tíquetes-alimentação referentes aos dias parados, na folha de pagamento de dezembro.

Negociações com as empresas

 

Em novembro de 2025, o Sindicato dos Rodoviários do Maranhão encaminhou ao Sindicato das Empresas de Transporte (SET) uma proposta de Convenção Coletiva de Trabalho para o ano de 2026. Desde o início do ano, as entidades realizam reuniões, mas, segundo o Sindicato dos Trabalhadores, nenhuma contraproposta que atenda às reivindicações da categoria foi apresentada.

De acordo com o presidente do sindicato, Marcelo Brito, não houve avanços nas negociações. Ele afirma que a única proposta apresentada pela patronal foi a criação de convenções coletivas distintas para os trabalhadores do sistema urbano e do semiurbano, o que foi rejeitado pelo Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários no Estado do Maranhão (STTREMA).

Ainda segundo Marcelo Brito, o prazo para o fechamento da nova convenção coletiva está se encerrando. Caso não haja acordo, os rodoviários avaliam que a paralisação de todo o sistema de transporte público da Grande São Luís pode ser adotada.Fonte: G1-MA