Blog do Walison - Em Tempo Real

Criminosos invadem velório de jovem, atiram e incendeiam caixão em Teresina

Criminosos invadiram um velório, atiraram contra o jovem que estava sendo velado e incendiaram o caixão dele, na madrugada deste sábado (24). O caso foi registrado na região do bairro Água Mineral, na Zona Norte de Teresina.

De acordo com o tenente Pereira, do 9º Batalhão da Polícia Militar (9º BPM), o rapaz, identificado como Adão Rodrigues dos Santos Júnior, de 27 anos, integrava uma facção criminosa e havia se mudado para o Maranhão após sofrer ameaças de uma organização rival. Lá, foi diagnosticado com uma doença autoimune.

O jovem foi hospitalizado após complicações da doença, mas não resistiu e morreu na tarde da sexta-feira (23). Ainda segundo o tenente, familiares realizavam o velório dele em Teresina, local onde moram, quando dois homens encapuzados invadiram a casa, por volta das 2h, ordenaram que todos saíssem, dispararam contra o cadáver e, em seguida, atearam fogo no caixão.

Após o crime, a dupla fugiu e não foi localizada até a última atualização desta reportagem.

A perícia foi ao local e realizou os procedimentos necessários. O rapaz será sepultado na tarde deste sábado.Fonte: G1-PI

Padrasto é morto a tiros na porta de casa em Teresina; enteado é suspeito do crime

Lucas André Ribeiro Nunes foi morto a tiros na noite de sábado (24) na porta de casa no bairro Parque Piauí, Zona Sul de Teresina. O suspeito do crime é o enteado da vítima, segundo a Polícia Militar.

De acordo com o 6º Batalhão da Polícia Militar, a equipe de policiais foi avisada por moradores de que tiros foram ouvidos no local. Ao chegar à residência, o corpo da vítima já estava caído no chão.

A tia da vítima contou à polícia que o suspeito atirou contra Lucas no olho esquerdo e no tórax. Ele ainda não foi encontrado.

A perícia criminal esteve no local e, após apurar a dinâmica da morte, acionou o Instituto de Medicina Legal, que recolheu o corpo de Lucas.

Segundo a PM, o padrasto tinha antecedentes criminais. O caso será investigado pelo Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa.

Fonte: G1-PI

Concurso Polícia Civil do Piauí: prova acontece neste domingo (25); salários de até R$ 20 mil

A prova objetiva do concurso da Polícia Civil do Piauí acontece neste domingo (25), das 8h às 13h30. A banca organizadora é a Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Ao todo, são 200 vagas imediatas: 30 para delegado, 150 para investigador e 20 para perito. Também há 216 vagas para cadastro de reserva. Os salários variam de R$ 7,2 mil a R$ 20,6 mil.

A primeira fase também inclui prova discursiva, teste físico, avaliação psicológica, exame de saúde, análise de títulos, investigação social e prova oral (exclusiva para delegado).

Na segunda fase, os aprovados passarão por curso de formação, que tem caráter eliminatório.

Veja os cargos, número de vagas e salários:

 

Concurso da Polícia Civil do Piauí

Cargos Vagas imediatas Cadastro de reserva Salário
Delegado 30 30 R$ 20.601,38
Oficial investigador 150 150 R$ 7.210,48
Perito criminal 10 22 R$ 12.360,80
Perito médico legista 9 13 R$ 12.360,80
Perito odontolegista 1 1 R$ 12.360,80

A validade do concurso é de dois anos, contados a partir da homologação no Diário Oficial do Estado do Piauí. O prazo pode ser prorrogado por mais dois anos.

Polícia Civil do Piauí — Foto: Laura Moura/g1

Polícia Civil do Piauí — Foto: Laura Moura/g1 Fonte: G1-PI

Pequenos negócios têm até dia 30 para renegociar dívidas com a União

Microempreendedores individuais (MEI), microempresas e empresas de pequeno porte têm até 30 de janeiro para aderir às condições especiais de renegociação de débitos inscritos na dívida ativa da União. No ano passado, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) prorrogou o Edital nº 11/2025, que trata da transação tributária e cujo prazo de adesão acabaria em 30 de setembro.

A iniciativa permite regularizar pendências fiscais com descontos que podem chegar a 100% sobre juros, multas e encargos legais, além de prazos ampliados para parcelamento. As condições variam conforme a situação da dívida e a capacidade de pagamento do contribuinte.

Quem pode aderir

  • Microempreendedores individuais (MEI);
  • Microempresas;
  • Empresas de pequeno porte.

Modalidades disponíveis

O edital prevê diferentes formas de transação, entre elas:

  • Transação conforme a capacidade de pagamento do contribuinte;
  • Débitos considerados irrecuperáveis;
  • Transação de pequeno valor, para dívidas de até 60 salários mínimos, com regras específicas para MEI.
  • Débitos garantidos por seguro garantia ou carta fiança.

Como aderir

A consulta às pendências e a formalização da adesão devem ser feitas pelos canais oficiais da PGFN. A prorrogação do prazo amplia o alcance da medida e busca estimular a regularização fiscal como forma de apoiar a recuperação dos pequenos negócios.

A PGFN reforça que a renegociação de dívidas não se confunde com o pedido de reenquadramento no Simples Nacional, que ocorre no início de cada ano. Cada procedimento tem regras próprias e deve ser feito separadamente.

Atenção aos prazos

  • 30 de janeiro: prazo exclusivo para aderir às modalidades de renegociação da dívida ativa da União;
  • 31 de janeiro: prazo distinto para pedir retorno ao Simples Nacional por MEIs desenquadrados do regime.Fonte: Agência Brasil

Mega-Sena acumula e prêmio principal vai para R$ 92 milhões

Nenhum apostador acertou as seis dezenas do concurso 2.964 da Mega-Sena, realizado neste sábado (24). O prêmio acumulou e está estimado em R$ 92 milhões para o próximo sorteio.

Os números sorteados foram: 03 – 09 – 15 – 17 – 30 – 60

  • 121apostas acertaram cinco dezenas e irão receber R$ 22.818,11 cada
  • 7.163 apostas acertaram quatro dezenas e irão receber R$ 635,36 cada

Apostas

Para o próximo concurso, as apostas podem ser feitas até as 20h (horário de Brasília) de terça-feira (27), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site ou aplicativo da Caixa. Para o bolão, o sistema fica disponível até às 20h30 no portal Loterias Caixa e no aplicativo Loterias Caixa.

A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6.

Agentes do ICE matam homem durante protesto em Minneapolis, nos EUA

Um homem baleado por um agente do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) morreu neste sábado (24) em Minneapolis, após ser levado ao hospital. Segundo autoridades locais, a vítima tinha 37 anos, morava na cidade e seria cidadão norte-americano. O caso ocorre em meio a protestos contra operações federais de imigração no estado de Minnesota.

O governador Tim Walz classificou o episódio como “atroz” e afirmou ter cobrado da Casa Branca o fim imediato das ações federais no estado.

“Minnesota não aguenta mais. Isso é repugnante”, escreveu o governador nas redes sociais.

De acordo com o Departamento de Segurança Interna dos EUA, o homem estava armado com uma pistola semiautomática e dois carregadores e teria reagido de forma violenta durante uma “operação direcionada” para localizar um imigrante em situação irregular. Segundo o órgão, um agente atirou após temer pela própria vida.

Vídeos não confirmados que circulam nas redes sociais mostram agentes com coletes identificados como “Polícia” imobilizando uma pessoa no chão antes dos disparos. O chefe de polícia de Minneapolis, Brian O’Hara, informou que o caso foi comunicado à corporação por volta das 9h (horário local) e que a vítima possuía, ao que tudo indica, porte legal de arma, permitido pela legislação do estado.

Autoridades democratas e o prefeito da cidade, Jacob Frey, criticaram duramente a operação federal. Minneapolis vive clima de tensão desde o início do mês, quando outra ação do ICE resultou na morte de Renee Good, cidadã estadunidense de 37 anos, episódio que também provocou protestos e investigações em andamento.

Em postagens nas redes sociais, o presidente Donald Trump responsabilizou os policiais locais pelo tiroteio, elogiou agentes do ICE como “patriotas” e acusou o governador de Minnesota e o prefeito de Minneapolis de provocarem uma “insurreição”. Trump também compartilhou uma foto de uma arma atribuída ao homem morto e, em seguida, alegou que as autoridades estaduais estariam encobrindo os fatos para enganar o governo federal.

Nações Unidas

O alto comissário da Organização das Nações Unidas (ONU) para os Direitos Humanos, Volker Türk, pediu que o governo do presidente Donald Trump seja investigado por possíveis violações de direitos humanos no tratamento dado a imigrantes e refugiados. Segundo ele, políticas migratórias recentes têm resultado em “abusos rotineiros”, prisões arbitrárias e práticas que estariam “destruindo famílias”.

Em comunicado emitido na sexta-feira (23), Türk afirmou estar “estarrecido” com o que classificou como detenções violentas e ilegais realizadas por autoridades norte-americanas, muitas vezes baseadas apenas na suspeita de que indivíduos sejam imigrantes sem documentação. De acordo com o alto comissário, operações de fiscalização têm ocorrido em locais sensíveis, como hospitais, igrejas, escolas, tribunais e residências.

“Indivíduos estão sendo vigiados e detidos, às vezes de forma violenta, frequentemente apenas sob a mera suspeita de serem migrantes indocumentados”, declarou.

Ele também criticou o que chamou de representação “desumanizante” de migrantes e refugiados que, segundo a ONU, aumenta a exposição desse grupo à hostilidade xenofóbica e a abusos.

Um dos casos citados ocorreu na terça-feira (20), em Minneapolis, quando um menino de cinco anos foi detido junto com o pai por agentes de imigração. Segundo autoridades educacionais locais, a criança teria sido usada como “isca” para tentar localizar outros imigrantes em uma residência. Ambos foram levados para um centro de detenção no Texas, de acordo com o advogado da família.

Força desproporcional

Türk também manifestou preocupação com o uso do que considera força desnecessária ou desproporcional durante as operações. Ele ressaltou que, segundo o direito internacional, o uso intencional de força letal só é permitido como último recurso, quando há ameaça iminente à vida.

As ações do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas dos EUA (ICE) se intensificaram nos últimos meses e mobilizaram milhares de agentes federais para operações em grandes cidades. Minneapolis vive uma onda crescente de protestos desde a morte de Renee Good, baleada por um agente de imigração em janeiro, episódio que gerou protestos e críticas de autoridades locais.

 

A demonstrator holds a picture of Renee Nicole Good as people protest against the fatal shooting of Good by a U.S. Immigration and Customs Enforcement (ICE) agent, during a rally against increased immigration enforcement across the city outside the Whipple Building in Minneapolis, Minnesota, U.S., January 8, 2026. REUTERS/Tim Evans
Cartaz com a foto de  Renee Nicole Good empunhado durante protestos pergunta: “Qual de nós eles vão matar a seguir?”  – Reuters/Tim Evans/Proibida reprodução

Falta de assistência jurídica

Outro ponto destacado foi a falta de acesso oportuno à assistência jurídica por parte de pessoas detidas e a ausência de avaliações individualizadas nos processos de prisão e deportação. Segundo a ONU, muitas ações não consideram a preservação da unidade familiar, o que expõe especialmente crianças a riscos graves e duradouros.

O alto comissário pediu ainda uma investigação independente e transparente sobre o aumento no número de mortes sob custódia do ICE. De acordo com dados citados por ele, ao menos 30 mortes foram registradas em 2025 e outras seis neste ano.

“Os Estados Unidos têm o direito de definir suas políticas migratórias, mas isso deve ser feito em plena conformidade com o direito internacional e o devido processo legal”, afirmou Türk. Ele pediu que Washington encerre práticas que, segundo a ONU, violam direitos fundamentais e corroem a confiança pública.Fonte: Agência Brasil

MPF recomenda envio da Força Nacional após aumento da violência em terra indígena no Maranhão

O Governo Federal e o Estado do Maranhão acataram a recomendação do Ministério Público Federal (MPF) para avaliar o envio de equipes da Força Nacional de Segurança Pública para a Terra Indígena Governador, localizada em Amarante do Maranhão, a 683 km de São Luís, devido ao aumento da violência na região.

A recomendação do MPF foi enviada para o Governo do Estado, ao secretário de Segurança Pública do Maranhão, ao coordenador regional da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e aos secretários executivos dos Ministérios dos Povos Indígenas e da Justiça e Segurança Pública.

De acordo com o MPF, relatórios recentes apontam para o agravamento de conflitos entre indígenas e não indígenas, impulsionados pela extração ilícita de madeira dentro do território indígena. A situação tem causado muita tensão entre os residentes da área.

Entre os casos registrados, estão um homicídio ocorrido em 15 de julho de 2025, dentro da terra indígena, além de relatos de ameaças diretas, ataques com armas de fogo a veículos, vigilância e agressão física grave registrada em agosto do ano passado.

O MPF sugeriu as autoridades aproveitem a presença de efetivo da Força Nacional já que as equipes estão prestando auxílio em ações de desintrusão na Terra Indígena Araribóia. Fonte: G1-MA

Carro bate em poste, capota e causa transtornos em importante avenida de João Pessoa

Um carro capotou após bater em um poste, na manhã deste domingo (25), no sentido Centro-Manaíra da avenida Tancredo Neves, em Mandacaru, em João Pessoa. Apesar dos transtornos, nenhuma pessoa ficou ferida.

Conforme apuração da TV Cabo Branco, o motorista, um homem de 29 anos, disse que perdeu o controle do carro após uma aquaplanagem. Segundo ele, o carro deslizou na pista, bateu em um poste e capotou. O veículo ficou totalmente destruído, ocupando uma das faixas da avenida.

A Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana (Semob-JP) foi acionada para organizar o trânsito. O poste atingido caiu sobre a pista no sentido Manaíra centro da Tancredo Neves e o tráfego foi desviado pela calçada.

O motorista falou ainda que mora em Mandacaru e estava voltando para casa. O carro envolvido no acidente é de um primo dele, teve perda total, mas está coberto pelo seguro. O condutor não teve nenhum ferimento.

O veículo foi retirado por volta das 8h da manhã do domingo, mas o trânsito demorou mais tempo para ser normalizado. A Energisa trabalhou no local para retirar o poste.Fonte: G1-PB

Nubank assume 2ª posição entre bancos brasileiros

O Nubank superou o Bradesco e passou a ocupar a segunda posição entre as maiores instituições financeiras do Brasil em número de clientes. Os dados constam no ranking de reclamações referente ao quarto trimestre, divulgado pelo Banco Central, que também reúne informações sobre a base de usuários de bancos e fintechs.

De acordo com o levantamento, a fintech alcançou 112 milhões de clientes, ficando atrás apenas da Caixa Econômica Federal, que lidera o ranking com 158 milhões. Em seguida aparecem Bradesco, com 110,5 milhões, Itaú Unibanco, com 100,3 milhões, e Banco do Brasil, que soma 81,9 milhões de usuários, formando o grupo das cinco maiores instituições do país.

Em comunicado, o Nubank destacou que foi a empresa que apresentou o maior crescimento proporcional desde que passou a integrar o grupo das cinco maiores instituições financeiras, em 2022.

CNB

Ministério revisa diretrizes e custeio da rede de saúde mental do SUS

O Ministério da Saúde estuda revisar as diretrizes e as normas de financiamento da Rede de Atenção Psicossocial (Raps), que reúne os serviços públicos de todo o país destinados a pessoas em sofrimento psíquico ou que enfrentam problemas decorrentes do uso de álcool e outras drogas.

O exame inicial das duas portarias ministeriais que, desde setembro de 2017, estabelecem a forma como a Raps está organizada e é custeada está a cargo de um grupo de trabalho que contará com representantes das entidades que reúnem os secretários de saúde dos estados e do Distrito Federal (Conass) e municipais (Conasems).

O grupo de trabalho responsável por revisar e propor mudanças nas Portarias de Consolidação GM/MS nº 3 nº 6 foi criado por meio da Portaria nº 10, publicada no Diário Oficial da União do último dia 6, e será composto por seis representantes ministeriais; dois do Conass e dois do Conasems.

A portaria também prevê a possibilidade de especialistas e representantes de órgãos e entidades, públicos ou privados, participarem na condição de convidados especiais, sem direito a voto.

De acordo com o texto da portaria, o grupo de trabalho terá 180 dias para apresentar sua proposta de revisão das normas e diretrizes da Raps. Se necessário, o prazo inicial poderá ser prorrogado pelo mesmo período. Ao fim, as sugestões do grupo serão submetidas à avaliação da Comissão Intergestores Tripartites – foro de negociações e decisões composto pelo Ministério da Saúde, Conass e Conasems.

Em nota, o Ministério da Saúde informou que a iniciativa integra suas ações de fortalecimento da política pública de atenção psicossocial e busca aprimorar “a articulação entre os diferentes pontos de atenção [da Raps], a partir das necessidades dos territórios”.

“Com a instituição do grupo de trabalho, o ministério reafirma o compromisso com o fortalecimento do SUS e com a consolidação de uma política de saúde mental orientada pelos princípios da integralidade, da atenção em rede, do cuidado em liberdade e da gestão compartilhada entre os entes federativos,” informou a pasta.

Fragilidades

Já o Conass informou que considera a iniciativa “legítima e necessária”, desde que preservados os fundamentos da Lei nº 10.216/2001, principal marco legal da chamada Reforma Psiquiátrica brasileira, por dispor sobre a proteção e os direitos das pessoas portadoras de transtornos mentais e estabelecer um novo modelo assistencial em saúde mental.

De acordo com o conselho, há tempos as secretarias estaduais de saúde vem apontando “importantes fragilidades da Raps”, tais como a dificuldade de muitas prefeituras custearem assistência psicossocial aos munícipes; a falta de arranjos regionais que promovam e garantam este tipo de assistência e o subdimensionamento da saúde mental na atenção primária.

“Somam-se a isso novas demandas do pós-pandemia [como o crescente número de diagnósticos de autismo e outros transtornos mentais; de medicalização de crianças e adolescentes; uso de psicotrópicos pela população em geral; casos de violência nas escolas; jogos e apostas online e dos agravos enfrentados pela situação em população de rua] e impasses quanto ao papel das comunidades terapêuticas, frequentemente desvinculadas da rede de atenção psicossocial e alvo de denúncias de violações de direitos”, pontuou o conselho, acrescentando que, no grupo de trabalho, “continuará reiterando seu compromisso com o Sistema Único de Saúde (SUS), com a Reforma Psiquiátrica e com uma política de saúde mental baseada em evidências, direitos humanos e na realidade dos territórios.”

“O Conass defende atualizar normas e critérios de custeio para fortalecer a Raps e ampliar o acesso e qualificar o cuidado desde que preservados os fundamentos da Reforma Psiquiátrica, como o cuidado em liberdade, serviços comunitários e territoriais, defesa de direitos humanos e protagonismo de usuários e familiares – conquistas da sociedade brasileira”, finalizou o conselho.

Desafios

Segundo o Conasems, União, estados e municípios vêm debatendo os componentes da Raps e os desafios que os gestores públicos enfrentam para garantir a oferta de serviços qualificados de cuidado em saúde mental desde o ano passado. De acordo com a entidade, as demandas relacionadas a sofrimentos psíquicos são cada vez mais complexas, exigindo cada vez mais do Sistema Único de Saúde (SUS).

“O problema da saúde mental não se reduz a questões de financiamento ou à atuação dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), mas envolve a capacidade do sistema em integrar a rede de urgência e emergência, a atenção básica e a hospitalar, aliada à necessidade de profissionais qualificados, à articulação com outros setores e à redução do estigma na sociedade como um todo”, informou o Conasems à Agência Brasil.

Ainda de acordo com a entidade, frente a problemas como a insuficiência de profissionais capacitados e a dificuldade de atrair os existentes para regiões de difícil acesso, os integrantes do grupo de trabalho deverão discutir possíveis melhorias para a rede, considerando as diferenças e particularidades dos 5.570 municípios brasileiros.

“A proposta é que, no âmbito da governança tripartite do SUS, sejam debatidas possíveis melhorias, respeitando os preceitos da reforma psiquiátrica e contando com o apoio do controle social – incluindo usuários, familiares, profissionais e a sociedade em geral –, de modo a formalizar uma política nacional de saúde mental”, acrescentou o conselho de secretarias municipais de saúde.

Suporte

A Raps oferece atendimento integral desde a atenção básica, o que inclui Unidades Básicas de Saúde (UBS); equipes de Consultório na Rua e Centros de Convivência e Cultura (Ceco), até a atenção psicossocial especializada, centrada nas diferentes modalidades de Centros de Atenção Psicossocial (CAPS).

A rede também ainda dá suporte às crises por meio da Atenção de Urgência e Emergência (SAMU 192, UPAs e salas de estabilização) e a Atenção Hospitalar, com enfermarias especializadas em hospitais gerais. Complementam a estrutura as Estratégias de Desinstitucionalização, como os Serviços Residenciais Terapêuticos, a Atenção Residencial de Caráter Transitório (unidades de acolhimento e serviços residenciais) e as ações transversais de Reabilitação Psicossocial, que juntas visam promover a autonomia e a reintegração social dos usuários. Fonte: Agência Brasil