Blog do Walison - Em Tempo Real

Homem que atropelou e matou mulher será julgado em Pinheiro

O juiz Carlos Alberto de Matos Brito, titular da 3ª vara da Comarca de Pinheiro, preside na próxima semana, sessões do Tribunal do Júri na unidade judicial. Em um dos julgamentos, marcado para o dia 20 de outubro, o réu será Josivaldo dos Santos Bandeira Rodrigues, conhecido na cidade como ‘Dedéu’. Ele será julgado por ter atropelado uma mulher e, segundo a denúncia, no momento do fato ele estava alcoolizado. A vítima Raimunda Rodrigues Costa, de 53 anos, não resistiu aos ferimentos e faleceu em decorrência do atropelamento.

Consta na denúncia que o acusado, em companhia de um homem identificado como sendo Gilson Mendes, pilotava uma motocicleta em alta velocidade. Eles teriam passado a noite anterior consumindo bebidas alcoólicas. A vítima Raimunda Costa estava molhando algumas plantas no canteiro central da avenida Castelo Branco, quando foi colhida violentamente pela moto. Relata, ainda, que Josivaldo estaria embriagado e sob efeito de drogas. Após o fato criminoso, os homens evadiram-se do local. O fato ocorreu em julho de 2007.

SEM HABILITAÇÃO

Em depoimento à autoridade policial, o Josivaldo Rodrigues disse que quem estava pilotando a motocicleta era Gilson Mendes. Para o Ministério Público, o acusado assumiu o risco de matar alguém, devido ao estado em que se encontrava e ainda foi pilotar uma motocicleta. Relata, também, que Josivaldo não possui habilitação. Por fim, destacou o MP que a autoria do crime está individualizada, bem como a materialidade, fatos atribuídos a Josivaldo.

Mais duas sessões estão marcadas pela unidade judicial. No dia 21, os réus são João Balbino Pereira, Manuel Domingos Pacheco, Raimundo Paulino Mendes e Raimundo Nonato Silva Cruz. Fechando a pauta do mês, dia 27 acontece o julgamento de Gleysom Carneiro dos Santos.


Assessoria de Comunicação
Corregedoria Geral da Justiça
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Judiciário de Barão de Grajaú oferece recursos para projetos sociais

Entidades públicas ou privadas podem participar do processo de seleção de projetos sociais, aberto pelo Poder Judiciário de Barão de Grajaú, para repasse de recursos financeiros arrecadados com as prestações de penas pecuniárias, suspensão condicional do processo ou transação penal.

As inscrições para a seleção podem ser feitas até o dia 25 de outubro, das 8h às 13h, de segunda a sexta-feira, no Fórum de Barão de Grajaú (Avenida Mário Bezerra, nº 613, Centro). Até o dia 29 de outubro, o resultado da escolha dos projetos selecionados será divulgado no Fórum, na página da Corregedoria Geral da Justiça no Portal do Poder Judiciário (www.tjma.jus.br) e no Diário da Justiça Eletrônico.

CONDIÇÕES

As entidades candidatas devem ser sediadas em Barão de Grajaú e desenvolver atividades nas áreas de educação escolar, artística ou esportiva; tratamento terapêutico de crianças e adolescentes; prevenção e recuperação de usuários de drogas ou assistência a apenados e presos provisórios.

Também são condições para participação, ser entidade pública ou privada com comprovada finalidade social e sem fins lucrativos; estar constituída e em funcionamento ao menos desde o dia 1°/10/2020 e ser dirigida por pessoas com reputação ilibada – os dirigentes não podem responder ou já ter sido condenado pela prática de atos de improbidade administrativa ou de crimes cujas penas máximas sejam maior que dois anos de privação da liberdade.

EDITAL

De acordo com o Edital do Processo Seletivo (Edital nº 05/2021), publicado pelo juiz David de Morais Menezes, titular da Comarca de Barão do Grajaú, mais de um projeto poderá ser beneficiado com os recursos oferecidos pelo Poder Judiciário. Nesse caso, os valores serão divididos igualmente entre todos os selecionados.

Os projetos selecionados deverão ter execução iniciada em 90 dias, sob pena de exclusão do certame e terão validade de dois anos, prorrogável por mais dois, desde que cumpridas as condições impostas.

DOCUMENTOS

Para a inscrição, as entidades devem apresentar os seguintes documentos: Projeto social;  Comprovação documental de preenchimento das condições exigidas; Certidões de antecedentes cíveis e criminais emitidas pelos órgãos da Justiça Estadual e Federal, das Comarcas de Barão de Grajaú e São Luís (MA), Floriano e Teresina (PI), bem como das Comarcas de origem ou moradia dos dirigentes; Certidões de quitação de tributos federais, estaduais e municipais; Certidão de quitação eleitoral relativamente aos respectivos dirigentes e Certidão de quitação militar dos dirigentes homens.

A documentação deverá ser entregue pessoalmente na Secretaria Judicial desta Comarca ou encaminhada pelo e-mail (vara1_bgra@tjma.jus.br), no prazo previsto no Edital.

As entidades que tiverem projetos selecionados deverão observar as normas estabelecidas pela Resolução n° 154/2012 do Conselho Nacional de Justiça e pelo Provimento n° 10/2012 da Corregedoria Geral de Justiça do Estado do Maranhão.

Assessoria de Comunicação
Corregedoria Geral da Justiça
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Mutirão emite documentação básica a estudantes de Pedro do Rosário

O Município de Pedro do Rosário, na Região da Baixada maranhense, sedia, até o dia 29 de outubro, o “II Mutirão Identidade Cidadã”, voltado ao acesso à documentação básica aos estudantes da rede estadual e municipal de ensino da cidade, que está entre os 30 municípios maranhenses com menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) – 0.516, e entre as vinte cidades com piores índices de sub-registro civil. 

O mutirão está sendo realizado desde a quarta-feira (14), na Secretaria Municipal de Educação, por meio de parceria institucional entre a Corregedoria Geral da Justiça do Maranhão (CGJ-MA), Governo do Estado (SEDIHPOP), Prefeitura Municipal (Secretarias de Educação, Saúde e Assistência Social); PROCON/VIVA e Perícia Oficial do Maranhão.

Durante o mutirão, os estudantes podem obter documentos como Registro Geral (RG), Cadastro de Pessoa Física (CPF), Cartão do Sistema único de Saúde (SUS), Certidão de Nascimento e Carteira de Trabalho. 

Um dos estudantes beneficiados pelo mutirão foi o menino Jadson Carlos Mendonça, 10 anos, que frequentava a escola como ouvinte, por não possuir registro civil. A Certidão de Nascimento foi entregue pela delegatária titular do Ofício Único de Pedro do Rosário, Alanna Santos Pimenta. Além do garoto, mais quatro adultos realizaram o Registro Civil tardio no primeiro dia do mutirão.

COMBATE AO SUB-REGISTRO

A Corregedoria Geral da Justiça do Maranhão participa do projeto por meio do Núcleo de Erradicação do Sub-Registro Civil, que realiza o monitoramento das ações de acesso à documentação básica. O diretor-geral da Corregedoria, Carlos Ferreira, e a coordenadora do setor das serventias, Jaciara Ribeiro, acompanharam a prestação dos serviços de registro civil e emissão das certidões de nascimento e participaram da entrega dos documentos aos estudantes e adultos.

O cartório de Registro Civil de Pessoas Naturais de Pedro do Rosário está à frente do serviço de emissão das certidões de nascimento, em razão das exigências de territorialidade previstas na Lei de Registro Civil de Pessoas Naturais. E a Corregedoria Geral da Justiça, como tem a missão de coordenar e fiscalizar a atuação dos cartórios, somou forças nesse mutirão da cidadania.

“Foi muito impactante perceber o valor que a documentação básica tem na vida das crianças e adolescentes atendidos. Atendemos crianças de diversas idades de uma mesma família. A importância dessa ação excede a mera obtenção de um documento. Esse papel abre as janelas para um mundo de oportunidades chamado dignidade: o direito humano à existência civil. Tudo isso advindo desse projeto de erradicação do sub-registro”, declarou o diretor da CGJ-MA.

De acordo com o cronograma desenvolvido pelo projeto, a próxima ação do mutirão da cidadania deverá ocorrer no Município de Genipapo dos Vieiras, em data a ser divulgada.

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Corregedoria Geral da Justiça
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16º Congresso Brasileiro de Clínica Médica: sucesso e polêmica

16º Congresso Brasileiro de Clínica Médica: sucesso e polêmica

          O 16º Congresso Brasileiro de Clínica Médica entra para a história da SBCM como uma das mais importantes ações de revisão científica dos primeiros 20 anos do século XXI.  Teve formato híbrido, algo inédito até então, com resposta excelente de especialistas de todo o país. Entre o presencial, no Royal Palm Hall, Campinas, interior de São Paulo, e o digital, mais de 2.700 especialistas assistiram as aulas e palestras, desde o momento inicial, e foram registrados picos de 5 mil em audiência, conforme relata o presidente da Sociedade, Antonio Carlos Lopes.

Sobre ataques contra médicos e pacientes 
 

           Se o nível da programação foi destaque da edição 2021, assim como a excelência dos professores, outro ponto digno de registro foi a polêmica em torno dos recorrentes ataques à CM por parte de algumas autoproclamadas “lideranças médicas e autoridades”. Durante a cerimônia de abertura, em seu discurso de saudação ao público e palestrantes, Antonio Carlos Lopes foi firme e contundente na defesa dos cerca de 20 mil clínicos médicos do país.

           “Há um grupo querendo mudar o nome de nossa SBCM, que honramos e tornamos um patrimônio dos pacientes e da Medicina nos trinta e um anos de existência. Esses senhores – e senhoras – querem que viremos medicina interna. Qual a lógica disso? Vocês conseguem imaginar um paciente contando a um próximo: ‘Hoje tenho consulta no internista’? Os cidadãos nos veem como os seus cínicos; uns nos chamam de clínicos geral. Nossa trajetória tem o realce do humanismo, do ter olhar prioritário ao doente e não à doença. Toda essa construção é patrimônio dos médicos que exercem a especialidade, do Sistema Único de Saúde e dos pacientes”.   

           Antonio Carlos Lopes pontua que a SBCM não cederá jamais aos detratores da Clínica Médica. A propósito, a Clínica Médica já tem o apoio da Associação Médica Brasileira, cujo presidente, César Eduardo Fernandes, fez questão de empenhar ainda na solenidade de abertura do 16º Congresso Brasileiro.

           “Os interesses não estão nada claros, mas a falta de transparência é o carimbo desse pequeno grupo, que inclusive busca, no paralelo, ampliar a residência médica da especialidade para três anos”, assevera Antonio Carlos Lopes”. Uma manobra bem ao feitio de burocratas sem visão das necessidades científica e de saúde dos brasileiros. O conteúdo de nossa RM é cumprido com tranquilidade e excelência dentro de um biênio. Nossos especialistas são referência em toda a Medicina”.

           Repercussão mostra acertos  

           O Congresso se estendeu de 8 até 11 de outubro, tanto para quem optou pelo digital quando para quem foi ao Royal Palm de Campinas. Simultaneamente ocorreu o 6º Congresso Internacional de Medicina de Urgência e Emergência.

           O time de professores teve 208 palestrantes, sendo 5 renomados e qualificados internacionais: Fausto J. Pinto, Diretor, Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa (FMUL), Portugal, João Mascarenhas, presidente da Comissão de Ética do Centro Académico de Medicina de Lisboa, Portugal, Kirsten Meisinger, presidente da equipe médica da Cambridge Health Alliance (CHA), Mauro Pellegrino Avanzi, vice presidente de pesquisa clinica na Neogene Therapeutics nos Estados Unidos e Renato Delascio Lopes, professor de Medicina da Divisão de Cardiologia da Duke University, Carolina do Norte (EUA).

            Ao todo 7 auditórios sediaram mesas redondas, conferências, simpósios satélites e rounds clínicos. Uma oportunidade para debater temas presentes no dia a dia da assistência.

Abrão José Cury Júnior, presidente do Congresso, discorre sobre as incertezas vividas pré-evento, pois a SBCM jamais adotara o formato híbrido e a pandemia do Covid ainda requer cuidados especiais.

         “Não tínhamos experiência em atender públicos distintos em modalidades tão diferentes e com expectativas próprias. Foi preocupante, porém recompensador. Deu muito certo, foi bem positivo”.

         O presidente do Congresso acredita que essa é uma tendência irreversível, pois deslocar o profissional por até 600 mil quilômetros para ministrar uma ou duas palestras é oneroso, desgantante e sem lógica. Afinal, as soluções tecnológicas venceram distâncias e estamos todos conectados no planeta inteiro.

Resultados animam para o próximo

           Carla Rosana, presidente executiva do Congresso, registra sua satisfação com a qualidade das palestras, aliás, que receberam elogios unânimes dos congressistas:

“Você percebe que as pessoas apreendem e apreenderam com o que ouviram, para mim, o balanço é espetacular, quando pensamos em desenvolvimento continuado da especialidade e do atendimento aos pacientes”.

Vale ressaltar, que todas as conferências foram previamente gravadas e ficarão disponíveis na plataforma de transmissão por até 3 meses. Assim, quem acompanhou pode rever a obra na íntegra ou somente as partes que mais lhe convier. Os que estão sentindo o amargo gostinho de “ops, perdi o melhor” ainda podem se inscrever e ver o Congresso do primeiro ao último minuto.

Aproveite, enquanto é tempo. Para mais informações acesse:  https://clinicamedica2021.com.br

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Agende sua Consulta com o Zelador Espiritual Pedro de Oxum


Pedro de Oxum é conhecido na atualidade como uma das principais referências e expoentes da umbanda codoense, do estado do Maranhão e de todo o Brasil, uma pessoa simples e de gestos nobres que por onde tem passado tem deixado sua marca registrada na arte de ajudar ao próximo, um homem que costumeiramente vivi fazendo o bem sem olhar a quem.

Atualmente o Zelador Espiritual Pedro de Oxum tem feito atendimentos e consultas em todo o Brasil e também em outros países como Espanha, Portugal, Suíça e outros países do continente europeu, fale com o Zelador Espiritual Pedro de Oxum e agende já sua consulta.

Contatos: ——- TIM (99)98154-3272

SINTSERM – DIA DO PROFESSOR EM CODÓ, ABSLUTAMENTE NADA A COMEMORAR

DIA DO PROFESSOR EM CODÓ, NADA À COMEMORAR!

Grande parte dos professores da rede pública municipal são contratados sem direitos básicos como: terço de férias, 13° salários e pasmem, com salários abaixo do piso salarial nacional do magistério entre outras violações, …

O ensino online é custeado pelo professor através de sua internet e equipamentos tecnológicos como: computadores, tablets, celulares e etc…

O desastroso e preciptado anúncio de retomada às aulas através do ensino híbrido por parte da semecti para o dia 18/10 é uma incógnita, já que ainda hoje a grande maioria das escolas encontram-se sucateadas e sem os reparos básicos necessários.

O pagamento do terço de férias dos professores efetivos ainda não foi regularizado apesar de haver decisão judicial favorável à classe.

Mesmo com os recursos do fundeb ampliados este ano em relação a 2020, ainda não houve o reajuste salarial e nem uma gratificação em forma de abono como vem fazendo alguns municípios vizinhos neste dia, o prefeito Zé Francisco não teve a sensatez de fazer o mesmo.

SINTSERM-CODÓ.

Covid-19: Brasil tem menor média móvel de vítimas desde abril de 2020

Com o avanço da imunização e um contingente de mais de 100 milhões de pessoas totalmente vacinadas contra a covid-19, o Brasil registrou ontem (13) a menor média móvel de vítimas da doença desde abril de 2020. O patamar é resultado de uma queda contínua registrada desde o fim do primeiro semestre deste ano. Em 1º de julho, a média móvel era de mais de 1,5 mil mortes por dia, indicador que chegou ontem a 316 por dia, segundo dados do painel Monitora Covid-19, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).  No pior dia da pandemia, em 12 de abril de 2021, o indicador chegou a 3.123 vítimas diárias.

Apesar do cenário de melhora, pesquisadores ouvidos pela Agência Brasil defendem que ainda é preciso avançar mais na vacinação e chegar a 70% da população com esquema completo de vacinação antes de flexibilizar as medidas de prevenção de forma mais contundente. 

O epidemiologista e pesquisador em saúde pública da Fiocruz Raphael Guimarães destaca que o progresso da cobertura vacinal é o principal responsável pela tendência consistente de queda nas internações e óbitos observada no segundo semestre deste ano, mas alerta que a circulação de pessoas nas ruas já retornou ao nível pré-pandemia. 

“Analisando os números de forma mais fria, diria que é um bom momento, talvez um dos melhores que a gente já atravessou”, disse, ressaltando porém que o alívio não prejudique as medidas de prevenção, como usar máscara, evitar aglomerações, higienizar as mãos e se vacinar. 

“Falar em um bom cenário traz sempre um pouco de esperança para as pessoas, mas é preciso que elas compreendam que um cenário melhor não significa que a pandemia está vencida. Elas podem se sentir um pouco mais aliviadas porque estamos vendo progressivamente a melhora na situação sanitária, mas não significa que é o momento de relaxar geral. É ter um alívio com responsabilidade”. 

Uma flexibilização mais segura das medidas restritivas requer uma cobertura vacinal que alcance ao menos 70% a 80% da população, na opinião do pesquisador da Fiocruz. 

Segundo o painel de dados da fundação, o Brasil tem hoje 47,2% de sua população totalmente vacinada e 70,31% que tomou ao menos a primeira dose. Diante disso, ele reforça a importância de completar o esquema vacinal com as duas doses e ainda a dose de reforço para os casos em que ela for prevista. O epidemiologista acrescenta que a recomendação da vacinação independe de a pessoa ter tido covid-19 previamente. “Não existe nenhum estudo que diga de forma contundente que ter covid-19 no passado garanta imunidade permanente. Tanto é que temos muitos e muitos casos de notificação de pessoas que tiveram covid-19 mais de uma vez”. 

Apesar de o principal impacto da vacinação ser nos óbitos e internações, o epidemiologista acrescenta que as vacinas estão retardando a circulação do vírus. A média móvel de novos casos de covid-19 também está em queda progressiva desde junho, o que Guimarães relaciona à vacinação dos mais jovens, que são a população que mais circula e contribui para a disseminação do vírus. 

Feriado

Guimarães acredita que, devido ao feriado prolongado de 12 de outubro, pode haver uma oscilação da média móvel para cima nos próximos dias, o que não compromete a avaliação de que a tendência é de queda. “Sempre que tem feriado, a gente acaba tendo um pouco de defasagem na notificação. A gente espera que na média móvel a gente possa ter um aumento discreto nos próximos dois dias, mas isso não vai impactar na tendência”.

O vice-presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia, Alberto Chebabo, concorda que o feriado pode ter contribuído para acentuar a queda de óbitos nos últimos dias. “Por causa do feriado, pode demorar a acontecer o registro de casos e dos óbitos, e isso pode impactar um pouco para baixo, mas seria um desvio padrão pequeno em relação ao que a gente está vendo na série toda”, minimiza, lembrando que o fim do inverno e o início da primavera também ajudam na redução de doenças de transmissão respiratória.

Chebabo disse não ter dúvidas de que o Brasil vive hoje o momento menos grave da pandemia da covid-19 desde que o vírus se espalhou e começou a causar um grande número de casos no país, em abril de 2020. Ele acrescenta que também não há dúvidas de que a vacinação é a principal explicação para a melhora.

“Se não fossem as vacinas, a gente ainda teria uma população suscetível muito grande no país podendo se infectar. A vacina que fez essa mudança de transformar grande parte dessas pessoas que eram suscetíveis em pessoas menos suscetíveis”, disse. Ele destaca que a proteção conferida pelos imunizantes é mais potente e duradoura que a da própria infecção natural, o que justifica a recomendação de que mesmo as pessoas que já tiveram covid-19 devem se vacinar. 

O infectologista reforça que o patamar de imunização necessário para medidas de flexibilização, como a liberação de máscara em alguns ambientes fechados, é de 70% a 80% da população totalmente vacinada. “Quando estamos falando de esquema completo, é a terceira dose do idoso também”, esclarece. “Aí a gente vai ter uma situação mais confortável e um menor risco de ter recaídas, mesmo que sejam pontuais em alguns estados e locais”. Por Agência Brasil

Dia do Professor: docentes contam como está sendo preparo para o Enem

Em todo o país, milhões de estudantes se preparam para fazer o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2021 nos dias 21 e 28 de novembro. As datas são importantes não apenas para eles, mas para todos os professores que estão diariamente preparando aulas, corrigindo redações, tentando tornar o conteúdo mais interessante para que os alunos aprendam o máximo possível. Hoje (15), no Dia do Professor, a Agência Brasil conversou com alguns desses profissionais.

Em Brasília, o professor de geografia e coordenador da Secretaria de Cursos do Colégio Sigma, Robson Lucas Caetano, junta todas as forças nessa reta final. “Está mais próximo de terminar do que de começar. A jornada está em um momento importante, mais para o fim do que para o começo”, reforça também para estimular os colegas professores.

O fôlego é necessário porque o Enem terá duas edições no mesmo ano. “No ano passado, a escola funcionou no auge da crise [de forma remota]. O Enem 2020 foi neste ano, na verdade. A preparação fez com que tivéssemos mudanças. Tivemos aulas em janeiro, com professores atuando na revisão”, diz.  

O Enem de 2020, após adiamento por causa da pandemia, acabou sendo realizado no início deste ano. Ao todo, foram três rodadas de exame, o Enem regular, em papel, realizado em janeiro, o Enem digital, aplicado pela primeira vez na história do exame, em janeiro e fevereiro. 

Houve ainda a reaplicação do Enem, em fevereiro. Essa aplicação ocorre todos os anos mas, nessa edição, ganhou outra dimensão devido ao agravamento da pandemia no estado do Amazonas e nas cidades Espigão D’Oeste e Rolim de Moura, ambos em Rondônia. Todos os estudantes dessas localidades tiveram as aplicações regulares canceladas e tiveram que prestar o exame na reaplicação.

No Sigma, as aulas presenciais foram retomadas recentemente, em um modelo híbrido, ainda mantendo aulas remotas e turmas reduzidas. Caetano diz que isso significa dar aulas, às vezes, para três grupos de uma mesma turma. 

“Nossos alunos estão em frangalhos. Os alunos que chegam ao terceiro ano foram ceifados do amadurecimento que é necessário. Esse aluno do terceiro é o que estava no primeiro ano [antes da pandemia] e, de repente, se viu no terceiro. Com o afastamento da escola, ele não teve o amadurecimento necessário”. 

A escola, que é particular, conta com ampla rede de apoio, que inclui ajuda na hora da escolha da carreira a ser seguida e até mesmo apoio emocional para os quais um grupo de professores recebeu formação específica. Apesar do impacto da pandemia, Caetano afirma que o rendimento dos estudantes nas provas do Enem manteve, no ano passado, o mesmo nível de anos anteriores. 

Sem pausa 

Em Goiânia, o professor universitário da Unialfa Augusto Narikawa também sente o cansaço do curso preparatório para duas edições do Enem em um mesmo ano.  

“Para nós professores, está bem complicado. A nossa carga horária aumentou muito. Vários professores tiveram que aprender coisas que não sabiam, novidades para eles, que não dominavam. A partir disso, tiveram que desenvolver novas metodologias e se organizar para que pudessem entregar uma educação com qualidade”.

Narikawa percebeu que muitos estudantes, principalmente de escolas públicas, não estavam tendo acesso à formação que precisavam para o Enem. Foi assim que nasceu, no ano passado, o Curso Preparatório Solidário do Enem da Unialfa, gratuito. O curso seguiu o preparatório para a edição de 2021. Para esses alunos, Narikawa leciona língua portuguesa.

O cursinho praticamente não parou. “Estamos todos muito esgotados, a pandemia trouxe esgotamento mental muito grande”, acrescenta: “Os professores são heróis porque não pararam em tempo nenhum. Continuamos tentando fazer com que a educação seja levada da melhor maneira possível. A educação é a base de qualquer país”.

A casa como sala de aula 

“Como professora, me sinto angustiada”, sintetiza a professora de língua portuguesa e redação da Escola Estadual Amélio de Carvalho Baís, de Campo Grande (MS), Letícia Cintra. Os alunos que estão agora no terceiro ano do ensino médio cursaram todo o ano passado remotamente. Neste ano, em agosto, a escola retomou as aulas presenciais, em um modelo híbrido, intercalando aulas presenciais com aulas remotas. 

“É muito difícil trabalhar com aluno nesse processo de ensino e aprendizagem [a distância] para o Enem, visto que, com o distanciamento, o professor não consegue acompanhar a dificuldade que esse aluno tem. Estou trabalhando agora, com aulas presenciais, individualmente, as dificuldades. Está sendo puxado. Estou fazendo a retomada, principalmente com redação”, afirma. 

A professora observa que os alunos estão inseguros. Por causa da pandemia, muitos sequer conseguiram fazer a prova de 2020, como treineiros, o que, de acordo com ela, os ajudaria a se preparar melhor e a conhecer o funcionamento do exame.

A edição de 2020 teve recorde de abstenções de estudantes. O Ministério da Educação disse, na época, que sabia que poderia ocorrer um número maior de faltas devido à pandemia e que decidiu manter as provas, para não atrasar ainda mais a formação dos estudantes, garantindo a continuidade dos estudos.  

Agora, o Enem volta ao calendário regular. A edição de 2021 será nos dias 21 e 28 de novembro. O Brasil está em um patamar diferente da pandemia, com vacinação em curso e redução no número de casos e de mortes em relação aos picos registrados este ano. O exame, no entanto, tem menos inscritos que em edições anteriores. Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), são mais de 3 milhões de inscritos confirmados. Em 2020, foram 5,8 milhões de inscritos.

Letícia vê menos estudantes se inscrevendo por se sentirem inseguros, por terem perdido aulas e não se sentirem prontos para as provas. Na reta final, ela conta que tem se esforçado muito. “Corrijo as redações, mostro quais são os erros, que não são os mesmos para todos os alunos. Esse trabalho é bem árduo”, diz. Apesar das dificuldades, neste ano, no entanto, ela nota maior participação das famílias dos estudantes, o que ajuda no ensino, além de maior familiaridade com conteúdos digitais, tanto entre professores, quanto entre alunos.

Para ela, ser professora é vocação e muito trabalho. “Nós fomos trabalhadores, guerreiros durante 2020 e 2021, frente à pandemia. Nós nos desdobramos. Creio que temos mostrado para o Brasil que realmente os professores precisam ser mais valorizados porque transformamos nossa casa em escola, nosso cantinho de descanso em sala de aula, de modo que nossos alunos não fossem prejudicados. Tenho muito orgulho de ser professora e fazer parte da rede pública”. 

Adiamentos 

Estudantes de todo o país sofreram impacto pelo adiamento do Enem 2020, que não pôde ser aplicado no ano passado devido à crise sanitária mundial. Alguns, no entanto, tiveram o exame adiado mais de uma vez. 

O professor de química do Cursinho Aprova Parintins Francisco Braga viu a prova ser cancelada em todo o estado do Amazonas e precisou juntar forças, junto com os estudantes, para mais um mês de preparo até a reaplicação. “Isso atrapalhou. Não por conta do conteúdo, mas pela parte psicológica. O Enem e outras avaliações externas dependem não só do conteúdo, mas do psicológico e isso atrapalhou”.

Na edição de 2021, ele diz que teve mais calma para preparar os alunos e que a volta ao ensino presencial também ajudou. O tempo no ensino remoto, porém, incorporou mudanças ao trabalho. “Eu acredito que mudei meu atendimento individual e a forma de compreender que sala de aula não dá para tirar todas as dúvidas. Ao mesmo tempo emque estávamos distantes fisicamente [nas aulas remotas], nos aproximamos mais, porque o aluno sentia mais liberdade, no momento de resolução da questão ou da revisão, de mandar mensagem no meu celular particular”, conta.

“Apesar de ter a questão de passar a não ter horário de trabalho, me aproximei mais dos alunos e eles se sentiram mais acolhidos e atendidos”, ressalta. 

Braga diz que o que o mantém no trabalho é acreditar que está mudando a vida de alguém. “A educação é um desafio. Seria muito mais fácil desistir, mas nós professores somos guerreiros e temos que motivar nossos alunos porque eles ainda vejam a gente como heróis, como símbolo de esperança, de mudança da atual situação em que se encontram. A educação traz isso. Devemos acreditar nisso, apesar de as circunstâncias apontarem que não, temos que acreditar que nosso trabalho pode fazer diferença na vida de alguém”. Por Agência Brasil

Presidente diz que determinará redução da bandeira tarifária na luz

O presidente Jair Bolsonaro afirmou na noite dessa quinta-feira (14) que determinará ao Ministério de Minas e Energia (MME) que altere a bandeira tarifária de energia elétrica para rebaixá-la a um valor menor a partir do mês que vem. A declaração foi feita durante discurso na Conferência Global Millenium, um evento que reúne igrejas evangélicas.  

“Estávamos na iminência de um colapso. Não podíamos transmitir pânico à sociedade. Dói a gente autorizar o ministro Bento [Albuquerque], das Minas e Energia, a decretar a bandeira vermelha. Dói no coração, sabemos da dificuldade da energia elétrica. Vou determinar que ele volte à bandeira normal a partir do mês que vem”, disse o presidente, sem entrar em detalhes sobre qual seria a redução pretendida.  

O país enfrenta a maior crise hídrica em 91 anos, o que tem afetado os reservatórios das usinas hidrelétricas. Neste cenário, o custo de energia aumenta porque é preciso acionar as usinas termoelétricas, que são mais caras. Em agosto, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou a criação de uma nova bandeira tarifária na conta de luz, chamada de bandeira de escassez hídrica. A taxa extra passou a ser de R$ 14,20 para cada 100 kilowatt-hora (KWh) consumidos e entrou em vigor a partir do dia 1º setembro, permanecendo vigente até abril do ano que vem.

Criada em 2015 pela Aneel, as bandeiras tarifárias refletem os custos variáveis da geração de energia elétrica e é dividida em níveis. Elas indicam quanto está custando para o Sistema Interligado Nacional (SIN) gerar a energia usada nas casas, em estabelecimentos comerciais e nas indústrias. Quando a conta de luz é calculada pela bandeira verde, significa que a conta não sofre nenhum acréscimo.

A bandeira amarela significa que as condições de geração de energia não estão favoráveis e a conta sofre acréscimo de R$ 1,874 por 100 kWh consumido. A bandeira vermelha mostra que está mais caro gerar energia naquele período. A bandeira vermelha é dividida em dois patamares. No primeiro patamar, o valor adicional cobrado passa a ser proporcional ao consumo na razão de R$ 3,971 por 100 kWh; o patamar 2 aplica a razão de R$ 9,492 por 100 kWh. Acima da bandeira vermelha, está a bandeira escassez hídrica, atualmente em vigor.

Mais cedo, o ministro Bento Albuquerque reiterou que o país não corre risco de racionamento de energia devido à grave crise hídrica. Segundo ele, desde o ano passado o governo tem monitorado a situação e tomado as medidas necessárias para garantir o abastecimento de energia. A declaração foi feita durante a abertura da 40ª edição do Encontro Nacional de Comércio Exterior (ENAEX) 2021, promovido pela Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB). Por Agência Brasil