Imagens feitas via satélite mostram o Açude Velho, em Campina Grande, mudando de cor antes da retirada de 10 toneladas de peixes mortos no reservatório. As imagens foram feitas pelo Laboratório de Análise e Processamento de Imagens de Satélits (Lápís), vinculado a Universidade Federal de Alagoas, coordenado pelo professor Humberto Barbosa.
Ao g1, o coordenador explicou que essa mudança de coloração, entre novembro do ano passado e janeiro deste ano, indicam um sinal de sujeira entrando e se espalhando no reservatório, principalmente esgoto e, alguns momentos, uma a “explosão” de algas por causa dessa contaminação, o que contribuiu para a falta de oxigenação da água para os peixes.
Ele afirma que esse acompanhamento por meio de imagens e dados sugere que, apesar do processo de eutrofização, que é o aumento descontrolado de águas e plantas aquáticas que absorvem o oxigênio que seria utilizado pelos peixes, outros fatores são mais determinantes para explicar o que houve no Açude Velho. Entre esses fatores estão: o despejo irregular de esgoto e o aumento do volume das águas antes da mortandade.
O estudo foi entregue ao Ministério Público da Paraíba (MPPB), que investiga a morte dos peixes e também o despejo irregular de esgoto no reservatório. O laboratório já fez estudos de impactos ambientais semelhantes em casos reconhecidos no Brasil, como o aparecimento de manchas de óleo no litoral nordestino e também o desabamento de bairros por conta de atividade de mineração.
As imagens via satélite
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/G/G/DuYmCBRaOqujmqhyDvKw/imagem-1-acude.png)
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/F/g/dBmit4SvCPCcodOYBUpQ/imagem-2-acude.png)
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/G/A/EZfdWIR2ayjdIC9BE3lA/imagem-3-acude.png)
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/b/G/WwVvEuRCyI4KmCnOqpow/imagem-4-acude.png)