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Polícia prende nove pessoas durante operação contra crimes ambientais em três cidades do MA

A Polícia Civil do Maranhão (PC-MA) prendeu, nessa segunda-feira (13), nove pessoas suspeitas de cometerem crimes ambientais contra a fauna e a flora — Foto: Divulgação/Polícia Civil do Maranhão

De acordo com a Polícia Civil, as prisões da Operação Protetores do Bioma ocorreram nos municípios de Mirador, São Domingos do Azeitão e Pastos Bons.

A Polícia Civil do Maranhão (PC-MA) prendeu, nessa segunda-feira (13), nove pessoas suspeitas de cometerem crimes ambientais contra a fauna e a flora nas cidades que compõem o Parque Estadual de Mirador, a 485 km de São Luís. De acordo com a Polícia Civil, as prisões da Operação Protetores do Bioma ocorreram nos municípios de Mirador, São Domingos do Azeitão e Pastos Bons.

Na cidade de Mirador, a Polícia Civil prendeu quatro pessoas por desmatamento ilegal de uma área de três hectares de mata nativa. Já em São Domingos do Azeitão, três pessoas foram presas por crime contra a flora, enquanto um quarto suspeito foi detido por porte ilegal de arma, pois estava com um revólver e uma espingarda calibre .36 no momento da abordagem policial.

Com os suspeitos detidos em São Domingos do Azeitão, a Polícia Civil encontrou nove pássaros silvestres e um macaco-prego em cativeiro. Os animais foram entregues ao Batalhão Ambiental da Polícia Militar e, em seguida, reintegrados ao Parque Estadual de Mirador.

Por fim, um homem foi preso em Pastos Bons, por descarte de lixo em uma área não legalizada. O suspeito foi flagrado despejando de um caminhão cerca de uma tonelada de resíduo sólido doméstico em um lixão clandestino.

Durante as investigações, a Polícia Civil descobriu que o lixo é recolhido diariamente das residências da cidade de Sucupira do Norte e dispensado em uma área de mata nativa de Pastos Bons. De acordo com levantamento prévio, mais de 25 mil toneladas de lixo doméstico já teriam sido despejadas no local. Fonte: G1-MA.

Fazenda era usada para a reprodução sistemática de pessoas escravizadas, em Remígio, na PB

Fazenda foi usada para a reprodução sistemática de pessoas escravizadas, em Remígio, no interior da Paraíba — Foto: TV Cabo Branco/Reprodução

História é contada nesta segunda-feira, 13 de maio, para lembrar o fim oficial da escravidão no Brasil.

A Zona Rural do município de Remígio, no Brejo da Paraíba, foi cenário de um dos episódios mais graves e brutais do período de escravidão no Brasil. Numa das propriedades da região, num território que na época ainda pertencia ao município de Areia, um comerciante português chamado Francisco Jorge Torres se especializou na reprodução sistemática e na comercialização de pessoas escravizadas.

Essa história é contada neste 13 de maio, data que marca o fim oficial da escravidão no país em 1889, para relembrar essa história. Um tempo no Século 19 em que o comerciante português tratava as pessoas escravizadas como rebanho.

“Ele se especializou e se destacou no comércio de pessoas escravizadas”, destaca o pesquisador Raimundo Melo.

O pesquisador mostra um pouco da propriedade, hoje em ruínas, e destaca que o passado, ainda que doloroso, precisa ser relembrado. E pondera que aquelas ruínas guardam histórias de muita dor. Por exemplo, ele aponta um dos prédios, ainda parcialmente em pé, que no passado serviu de calabouço e de solitária para as pessoas escravizadas que tentavam fugir.

Estrutura de fazenda, ainda parcialmente de pé, serviu de calabouço e de solitária para as pessoas escravizadas que tentavam fugir, em Remígio, na Paraíba — Foto: TV Cabo Branco/Reprodução

Homens eram ‘reprodutores’, e crianças eram vendidas como produtos

 

Naquela época, o comerciante Francisco Jorge Torres separava as pessoas escravizadas que ele mantinha encarcerado em diferentes “funções”. Alguns homens eram tratados como “reprodutores” e algumas mulheres eram submetidas a serem engravidadas para gerar crianças que seriam vendidas como produto no futuro.

“É um dos aspectos mais sombrios do período da escravidão”, comenta Laurentino Gomes, escritor autor de três livros sobre o tema e que na época de sua pesquisa visitou a fazenda localizada em Remígio.

Recorrendo mais uma vez à fala da professora Rilma Suely de Sousa, o país foi construído em meio a toda essa violência. Mas, também, aquelas ruínas eram testemunhas de todo o processo de resistência que se viveu. “Os modos de se fazer brasileiro também passa por aqui”, conclui.

Professora de Remígio leva estudantes do município para conhecer fazenda que foi usada para a reprodução sistemática de pessoas escravizadas — Foto: TV Cabo Branco/Reprodução

A professora Rilma Suely de Sousa, que é coordenadora de Ensino Fundamental de Remígio, comenta que periodicamente leva estudantes do município para conhecer o local. Ela é outra que defende a necessidade de contar toda essa história às novas gerações.

“É muito importante que esses alunos percebam que o nosso país tem uma identidade negra, tem uma identidade preta que se construiu a partir de povos escravizados. Esse espaço aqui é um espaço de memória, de identidades”, destacou.

Ela comenta também que essa é uma forma mais didática de demonstrar questões muito graves que fazem parte da história brasileira e paraibana. “Eles saem dos livros, saem da internet, para observar in loco todas as marcas da escravidão”.Fonte: G1-PB.

Agricultor é preso por engano no PI no lugar de condenado por estupro de vulnerável; três dias detido

Agricultor preso por engano é solto após 3 dias; foi confundido com condenado por estupro de vulnerável — Foto: Arquivo pessoal

O agricultor tem o mesmo nome de um homem condenado por estupro pela Justiça de Mauá, em São Paulo. Além disso, o nome das mães dos dois é o mesmo. Outra coincidência é o estado onde os dois nasceram, o Ceará.

agricultor Raimundo Alves de Almeida, de 59 anos, foi preso por engano na última quinta-feira (9) na cidade de Sussuapara, no Sul do Piauí. Ele foi confundido com um homem condenado pela Justiça de São Paulo pelo crime de estupro de vulnerável. Ele foi solto após três dias na carceragem da Delegacia de Picos.

Procurada pelo g1, a Secretaria de Segurança do Piauí (SSP-PI) disse que não vai se manifestar sobre o caso. Já o Tribunal de Justiça do Piauí (TJ-PI) confirmou o erro no cumprimento do mandado de prisão e a devida correção por parte da Justiça de São Paulo (leia o posicionamento na íntegra ao fim da reportagem).

Raimundo Alves de Almeida tem o mesmo nome de um homem condenado por estupro pela Justiça de Mauá, em São Paulo. Além disso, o nome das mães dos dois é o mesmo. Outra coincidência é o estado onde os dois nasceram, o Ceará.

Mas as semelhanças acabam aí. O agricultor nasceu na cidade de Canindé (CE), enquanto o homem condenado por estupro, em Cascavel (CE). E, como são pessoas distintas, os números de CPF e RG deles são diferentes.

O homem condenado tem 72 anos, e endereço registado em Mauá (SP). Ele foi condenado a 16 anos de prisão por estupro de vulnerável, e é considerado foragido. O processo contra ele corre em segredo de justiça.

Prisão por engano

 

Raimundo foi preso na noite de quinta-feira (9). Segundo Aline Isidoro, advogada de Raimundo, ele foi preso mesmo depois que foi demonstrado que os documentos eram diferentes. Na manhã seguinte, o agricultor passou por uma audiência de custódia, e os documentos foram apresentados novamente. Mesmo assim, a prisão dele foi mantida.Fonte: G1-PI

Caso Ana Caroline: MP denuncia suspeito do assassinato pelo crime de feminicídio; pedido foi aceito pela Justiça

Segundo a Polícia Militar do Maranhão, a vítima teve a pele do rosto, couro cabeludo, olhos e orelhas arrancados. — Foto: Arquivo pessoal/Polícia Civil

Ana Caroline tinha 21 anos e foi encontrada morta com a pele do rosto, couro cabeludo e olhos arrancados no Bairro Novo, em Maranhãozinho. Elizeu Carvalho de Castro é acusado de ter cometido o crime.

O Ministério Público do Maranhão (MP-MA), denunciou à Justiça Elizeu Carvalho de Castro, conhecido como “Bahia” ou “Baiano”, de 32 anos, pelo feminicídio da jovem lésbica Ana Caroline Sousa Campelo, que foi encontrada morta, no dia 10 de dezembro de 2023, com requintes de crueldade no Bairro Novo, em Maranhãozinho, cidade a 232 km de São Luís.

Ana tinha 21 anos e, meses antes do crime, morava na cidade de Centro do Guilherme, mas se mudou para Maranhãozinho para morar com a namorada.

A denúncia foi oferecida no dia 2 de maio, pela Promotoria de Justiça de Governador Nunes Freire, e aceita pelo juiz João Paulo de Sousa Oliveira na última sexta-feira (10).

De acordo com a Denúncia, assinada pelo promotor de justiça Felipe Boghosian Soares da Rocha, Ana Caroline teria sido morta com emprego de asfixia e meio cruel, mediante recurso que dificultou a defesa dela. A motivação para o crime, segundo o MP-MA, seria por “razões ligadas à condição de sexo feminino da vítima”.

O Ministério Pública apontou na denúncia que no inquérito policial consta que, na madrugada de 10 de dezembro de 2023, Ana Caroline Campelo deixou seu local de trabalho por volta de 1h, retornando para sua casa. No caminho, a jovem passou a ser perseguida por um homem em uma motocicleta, que foi identificado como sendo Elizeu de Castro.

A uma esquina da casa da vítima, em local deserto, Elizeu teria obrigado Ana Caroline a subir na moto dele e a levou para uma estrada vicinal, em direção ao Povoado Cachimbo. Nesse povoado, o homem teria matado a jovem por asfixia.

Ainda de acordo com a Denúncia, o crime foi praticado de forma cruel, pois Baiano teria arrancado a pele do rosto da vítima, olhos, orelhas e parte do couro cabeludo.

Após o crime, Elizeu teria abandonado o corpo no local, que foi encontrado na manhã do mesmo dia.

Após ser identificado pela Polícia Civil como autor do crime, Elizeu de Castro foi preso em 31 de janeiro de 2024, em uma fazenda no município de Maranhãozinho. Elizeu negou a participação no assassinato e ficou calado nos interrogatórios. O denunciado encontra-se preso na Unidade Prisional São Luís I à disposição da Justiça. Fonte: G1-MA.

Duas apostas faturam juntas mais de R$ 115 mil na quina da Mega-Sena no Maranhão

Duas apostas feitas em São Luís e em Estreito, cidade ao sul do Maranhão, faturaram juntas, R$ 115.900,20 após acertarem cinco números no sorteio da Mega-Sena, realizado no sábado (11), em São Paulo.

Um bolão feito no Espirito Santo acertou os seis números da Mega-Sena e levou o prêmio principal, de R$ 46.726.380,41. Os números sorteados foram 06 – 12 – 19 – 28 – 50 – 60.

Em São Luís, a aposta vencedora foi feita de forma simples por meio de canais eletrônicos. O sortudo apostou seis números e faturou o prêmio de R$38.633,40.

Já em Estreito, cidade a mais de 730 km de São Luís, o prêmio foi de R$77.266,80. A aposta foi feita no formato simples, em uma casa lotérica da cidade e sete números foram apostados.

Para apostar na Mega-Sena

As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site da Caixa Econômica Federal – acessível por celular, computador ou outros dispositivos.

É necessário fazer um cadastro, ser maior de idade (18 anos ou mais) e preencher o número do cartão de crédito.

Probabilidades
A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para a aposta simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 5, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.Por: G1 MA

 

Com retorno de chuva forte no RS, população deve buscar áreas seguras

Com as chuvas intensas que voltaram a cair em diversos municípios do Rio Grande do Sul na noite de sábado (11), inclusive na capital, Porto Alegre, a Defesa Civil gaúcha emite novos alertas para que a população busque por áreas seguras.

Entre as regiões com “risco de inundação severa” estão os vales do Taquari e do Caí, de acordo com os alertas mais recentes da Defesa Civil. “Quem mora em regiões próximas, ou em áreas com histórico de alagamentos ou inundações deve sair com antecedência, de forma ordenada, buscando um local seguro para permanecer”, orienta o órgão.

Na noite de sábado, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, alertou que os rios Taquari, Jacuí, dos Sinos e Caí devem voltar a ter elevação de nível, após leve recuo nos últimos dias. “Espalhem essa informação”, pediu Eduardo Leite em vídeo publicado nas contas oficiais do governo nas redes sociais.

Na região metropolitana de Porto Alegre, o prefeito de Canoas, Jairo Jorge, também fez um apelo, nesse domingo (12), para que quem voltou para casa após o recuo das águas volte a deixar os locais suscetíveis a alagamentos. “Saia imediatamente porque as águas voltarão, e a pessoa provavelmente terá que ser resgatada [se ficar]”, disse ele em vídeo publicado na conta da prefeitura no Instagram.

Segundo o balanço mais recente do governo estadual, até o momento 76.399 pessoas foram resgatadas depois de ficarem ilhadas em diferentes pontos de alagamento, em algum dos 446 municípios afetados. Foram salvos também 10.555 animais.

Na capital gaúcha, o Lago Guaíba voltou a apresentar elevação de nível neste domingo (12), com expectativa de superar marcas acima de 5 metros, 2 acima da cota de inundação, conforme a chegada da vazão pelos rios contribuintes e a atuação dos ventos.

A Laguna dos Patos, ao sul, encontra-se também em níveis bem elevados e com tendência de aumento significativo nos pontos monitorados das regiões costeiras. A informação é da Sala de Situação do Rio Grande do Sul.

A Defesa Civil alerta as pessoas afetadas pelas cheias a não atravessar áreas alagadas a pé ou de carro. “Procure informações com a Defesa Civil de sua cidade. Em caso de emergência, ligue 193/190”, recomenda o órgão.

Pelos dados oficiais, foram registradas até o momento 143 mortes causadas pelo mau tempo, com enchentes e enxurradas no Rio Grande do Sul, desde o fim de abril. Há 131 pessoas desaparecidas, e 537.380 ficaram desalojadas. Ao todo, 81.285 encontram-se em mais de 700 abrigos temporários espalhados pelo estado.Por: Agência Brasil

Semana Nacional de Registro Civil começa hoje (13)

O poder judiciário abre nesta segunda-feira (13) a Semana Nacional do Registro Civil, no Maranhão. A ação, instituída pela Corregedoria Nacional de Justiça (CNJ), objetiva promover direitos e garantias fundamentais e o pleno exercício da cidadania.

Em Caxias a ação acontece por meio da Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (SMADS), em parceria com a Defensoria Pública do Estado do Maranhão e o Cartório do 3° Oficio Extrajudicial.

O esforço é concentrado e visa erradicar o sub-registro civil de nascimento no país e ampliar o acesso à documentação civil básica a todos os brasileiros e a todas as brasileiras, especialmente para a população socialmente vulnerável.

O Mutirão de Cadastro será realizado no auditório da Prefeitura, dos dias 13 a 17 de maio, no horário de 8h às 12h.Por: Noca, com informações da Ascom

Pedestre morre atropelado por carro na BR-010, em Açailândia

Um pedestre morreu atropelado, na noite desse domingo (12), no km 310 da BR-010, em Açailândia, na região tocantina do Estado. A vítima ainda não foi identificada.

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o acidente aconteceu por volta das 18h40. O pedestre caminhava sobre a via quando foi atingido por uma carro de passeio, de cor prata e placas do município de Açailândia.

A vítima não resistiu aos ferimentos e morreu no local. Já o estado de saúde do condutor do veículo não foi revelado. Por: Imirante.com, com informações da PRF-MA

 

Eletronuclear: combustível usado não é rejeito e pode ser reciclado

22/09/2023, Parada da usina Angra 2 para reabastecimento de combustível. Foto: Eletronuclear/Divulgação

O presidente da Eletronuclear, Raul Lycurgo, disse que é necessário desmistificar a questão dos rejeitos nucleares e dos combustíveis nucleares usados. “O combustível nuclear usado não é rejeito. Ele é guardado pela Eletronuclear dentro da Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto (CNAAA) porque, no futuro, pode ser reciclado. Na reciclagem, o que vai sobrar é em torno de 5% do volume, ou seja, muito pouco”.

Nos Estados Unidos, que têm quase 100 usinas nucleares, o combustível nuclear utilizado em cerca de 80 anos ocupa um campo de 50 por 100 metros, a uma altura de dez metros. “Tão pouco que é”, afirmou Lycurgo à Agência Brasil. Assim como o Brasil, os Estados Unidos não reciclam combustível nuclear. Guardam para reciclar no futuro próximo. Alguns países, entre eles o Japão e a França, já fazem isso.

Com relação aos rejeitos, eles são guardados na própria Central Nuclear, dentro de prédios, de maneira protegida. Lycurgo destacou que o projeto Centena, de responsabilidade da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), visa a projetar, construir e comissionar um centro tecnológico que, além de armazenar definitivamente os rejeitos radioativos, vai contar com edificações de apoio operacional e instalações para pesquisa e desenvolvimento tecnológico.

Ele lembrou que a Eletronuclear produz rejeitos, bem como hospitais e clínicas radiológicas. “A própria Indústrias Nucleares do Brasil (INB) também produz. Por isso, a obrigação é da CNEN, que vai criar um repositório definitivo para esses rejeitos. A comissão ainda está definindo o local dessas instalações. Enquanto isso não ocorre, todos os rejeitos nucleares produzidos, bem como o combustível nuclear usado são mantidos na central, totalmente controlados, com monitoramento 24 horas por dia, enviando informações inclusive para órgãos externos, como a Agência Internacional de Energia Nuclear (IAEA, a sigla em inglês)”.

Transferência

No último dia 6, a Eletronuclear iniciou a segunda campanha de transferência de elementos combustíveis utilizados por Angra 1 e 2 para a Unidade de Armazenamento Complementar a Seco de Combustível Irradiado (UAS), localizada dentro da Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto (CNAAA).

Na primeira fase, que começou em 26 de abril e deverá terminar em 30 de setembro, serão transferidos apenas os elementos de Angra 2. A movimentação dos combustíveis de Angra 1 para a UAS ocorrerá em 2025 e em 2026, na segunda fase, quando será concluída a atual campanha. De acordo com a estatal, os trabalhos não afetam o funcionamento da unidade, que segue operando com capacidade máxima e conectada ao Sistema Interligado Nacional (SIN).

Atualmente, os combustíveis nucleares usados pelas usinas ocupam 15 tonéis gigantes de três metros por seis metros de altura. Raul Lycurgo explicou que cada três tonéis produzem um ano de energia da iluminação pública no país, se os combustíveis forem reciclados. Com a reciclagem, os combustíveis podem ser reutilizados.

Substituição

Lycurgo afirmou ainda que usinas nucleares têm espaço para aumentar no Brasil, substituindo usinas térmicas que usam carvão e são extremamente poluidoras. Isso, entretanto, é para o futuro. Destacou que a descarbonização da indústria vai nesse sentido, envolvendo, em especial, as siderúrgicas, que teriam seus próprios reatores modulares pequenos (SMR, a sigla em inglês), de 300 megawatts (MW) de potência, equivalente à metade da usina Angra 1, cuja capacidade de geração é de 640 MW.

Segundo o presidente da Eletronuclear, a janela de oportunidades para a energia nuclear está aberta. “A gente não pode deixar passar, porque o mundo não produz energia como o Brasil”. Para ele, é preciso reverberar para o mundo que o Brasil tem a matriz elétrica mais limpa do mundo, com energia hidrelétrica, fotovoltaica e eólica muito pujantes. “O mundo não tem isso; tem carvão, diesel, que são fontes poluidoras. E chegou à conclusão que já poluiu demais a atmosfera”.

Caso esse cenário continue, com a produção de energia elétrica à base de carvão principalmente, o mundo vai chegar a 2050 sem que a meta de emissão de gases de efeito estufa seja atingida. “É tudo muito insuficiente para atingir a meta”. Raul Lycurgo disse que o Brasil já fez a parte dele. “Só que poluição, gás carbônico, monóxido de carbono não têm passaporte. Por isso, acrescentou, todos os países têm que fazer a tarefa juntos.

Na Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2023, realizada em Dubai, nos Emirados Árabes, foi decidido que os investimentos em energia nuclear serão triplicados, para substituir a geração de energia a carvão e a óleo diesel.

Sem perigo

Lycurgo desmistificou que energia nuclear é poluente e perigosa. “Muito pelo contrário. A nuclear não gera gases de efeito estufa, é segura e não é poluente”. Após a reciclagem, a quantidade que fica de rejeitos e de combustível nuclear é muito pequena e pode ser acondicionada de maneira segura pela eternidade, garantiu. Na França, quase 80% da energia são de origem nuclear.

Ressaltou que as usinas nucleares que serão construídas no mundo precisarão de urânio e o Brasil tem uma das maiores reservas conhecidas. Comentou, por outro lado, que a análise do solo, que ainda não foi feita, pode aumentar muito as reservas brasileiras. De acordo com o Serviço Geológico do Brasil (antigo CPRM), o país detém a oitava maior reserva de urânio do mundo, com cerca de 280 mil toneladas. No entanto, existe potencial para estar entre as cinco maiores reservas globais, assegurou Lycurgo, porque não foram feitas pesquisas ainda em profundidade.

Com o mundo migrando para essa modalidade de energia, vai ser necessário combustível nuclear que o Brasil possui e de cujo processo de enriquecimento tem conhecimento, junto com um seleto grupo de países. “Nós podemos ser o fornecedor de combustível nuclear do mundo, gerando trabalho, riqueza e renda para os brasileiros, Não podemos deixar passar uma oportunidade como essa. O urânio está no nosso solo. Basta escavar para encontrar urânio lá. Após ser enriquecido, ele se torna um combustível nuclear”.

Rio de Janeiro (RJ), 08/05/2024 – O presidente da Eletronuclear, Raul Lycurgo durante entrevista à Agência Brasil, na sede da empresa, no centro do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Rio de Janeiro – O presidente da Eletronuclear, Raul Lycurgo, em  entrevista à Agência Brasil – Foto Tomaz Silva/Agência Brasil

Segundo o presidente da Eletronuclear, chega de o Brasil ser exportador de commodities (produtos agrícolas e minerais comercializados no exterior) brutas. O país pode passar a exportar conhecimento, tecnologia e combustível nuclear, com alto valor agregado. Lycurgo destacou que no ambiente de energia nuclear, as oportunidades passam de maneira muito rápida, porque o mundo está caminhando para essa realidade. “Estamos falando em dez ou 15 anos de investimento forte. Se você não tiver a sua base industrial pronta, alguém vai aprontar e, aí, o Brasil pode perder espaço”, alertou.

Fonte: Agência Brasil Edição: Graça Adjuto

Preso suspeito de matar homem no MA; vítima teria oferecido trabalho para namorada do suspeito em troca de romance

Preso suspeito de matar homem no MA; vítima teria oferecido trabalho para namorada do suspeito em troca de romance — Foto: Reprodução

Um homem, identificado como Lucas Barros, foi preso, na noite dessa quarta-feira (7), apontado como principal suspeito de cometer um homicídio na cidade de Grajaú, que teve como vítima Robson Miguel de Sousa, conhecido como “Japonês da Geladeira”. O crime foi praticado na madrugada do último domingo (5).

Segundo informações do delegado Brito Júnior, que é titular da Delegacia de Polícia de Grajaú, as investigações apontam que Robson Miguel teria tentado contratar a namorada de Lucas para trabalhar em sua loja, exigindo em troca do emprego que a mulher mantivesse um relacionamento amoroso com ele.

O namorado da mulher, ao saber da proposta, teria ficado com ciúmes e matado Robson Miguel com requintes de crueldade, utilizando uma faca e uma peça de motor de uma máquina de lavar roupas.

De acordo com as investigações, no momento do crime, o suspeito teria aumentado o volume de um aparelho de som para evitar que os gemidos e pedidos de socorro da vítima fossem ouvidos.

A vítima do crime foi Robson Miguel de Sousa, conhecido como “Japonês da Geladeira”. — Foto: Divulgação

A vítima do crime foi Robson Miguel de Sousa, conhecido como “Japonês da Geladeira”. — Foto: Divulgação

Robson Miguel foi morto a facadas dentro de uma residência. Segundo a polícia, o crime foi presenciado por duas testemunhas, que foram ameaçadas de morte pelo autor do homicídio caso ele foi denunciado

Durante as buscas pelo suspeito, que fugiu após o crime, a polícia recebeu informações de que ele estaria escondido na casa de uma tia. No local os policiais encontraram um lençol coberto de sangue e a faca que teria sido usada no homicídio.

Depois, o suspeito teria seguido para o povoado Gato Preto, na zona rural de Grajaú, onde moram a avó e um primo dele.

Após várias buscas, as equipes policiais receberam denúncias anônimas informando que o investigado planejava fugir para o estado de Goiás. De posse dessa informação, a equipe resolveu montar campana nas proximidades de um ponto clandestino de embarque, onde conseguiu prender o investigado, na companhia de sua namorada.

O preso foi levado à Delegacia de Grajaú para ser submetido aos processos legais, sendo posteriormente encaminhado para uma unidade prisional da região. Fonte: G1-MA