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Duas apostas do Maranhão acertam a quina da Mega-Sena e levam juntas R$ 229 mil

Duas apostas feitas no Maranhão acertaram cinco números no concurso da Mega-Sena realizado nesse sábado (28) e garantiram, juntas, R$ 229.091,51 em prêmios. As apostas foram dois bolões realizados nas cidades de Carolina e Santa Filomena do Maranhão.

Em Carolina, um bolão com 15 cotas, registrado na Lotérica Boa Sorte, faturou R$ 152.727,75. Como o valor será dividido entre os participantes, cada apostador vai receber R$ 10.181,85.

Já em Santa Filomena do Maranhão, outro bolão, com 22 cotas, foi realizado na Lotérica Santa Filomena, pela Casa Lotérica Santa Filomena. O grupo ganhou R$ 76.363,76, e cada participante vai ficar com R$ 3.471,08.

Mega-sena acumulou

 

O sorteio do concurso 2.978 da Mega-Sena foi realizado na noite deste sábado (28), em São Paulo. Nenhuma aposta acertou as seis dezenase o prêmio para o próximo sorteio acumulou em R$ 160 milhões.

Veja os números sorteados: 06 – 09 – 13 – 20 – 42 – 50.

Ao todo, houve 129 apostas ganhadoras da Quina (5 acertos), ganhando R$ 38.181,97 cada uma. Na Quadra (4 acertos), 9.449 apostas ganharam R$ 859,23.

O próximo sorteio da Mega será na terça-feira (3).

Para apostar na Mega-Sena

 

As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos.

Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo.

O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar.

Probabilidades

 

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Fonte: G1-MA

Avião com mais de meia tonelada de cocaína é apreendido pela PM após pouso forçado no interior do MA

A Polícia Militar do Maranhão (PM-MA) apreendeu, na noite desse sábado (28), uma aeronave que transportava cerca de 515 quilos de cocaína após um pouso forçado em uma fazenda no povoado Jatobá, em João Lisboa, no sudoeste do estado.

Dois homens foram detidos e a droga, avaliada em aproximadamente R$ 26 milhões, foi apreendida. Os presos foram identificados como Leonardo Gadiel Vasquez Arias e José Jesus Ardaya Jimenez. A polícia investiga se eles são bolivianos ou de outra nacionalidade.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA), o avião de pequeno porte, prefixo PT-KRE, saiu da Bolívia e tinha como destino final São Luís.

Os suspeitos presos relataram à polícia que a aeronave decolou da cidade de Trinidad, no estado de Beni, na Bolívia. O plano inicial era pousar na região de Pinheiro, na baixada maranhense, e depois seguir com a droga para a capital maranhense.

No entanto, devido às fortes chuvas e à baixa visibilidade, o piloto teria sido obrigado a fazer um pouso de emergência em uma área de fazenda em João Lisboa. Ainda segundo os ocupantes, o combustível da aeronave estava abaixo do nível considerado seguro para continuar o voo.

A Polícia Militar foi acionada e, ao chegar ao local, encontrou a carga de entorpecente dentro do avião. Os dois homens e o material apreendido foram encaminhados para a sede da Polícia Federal, em Imperatriz, onde o caso será investigado.

Os presos foram identificados como Leonardo Gadiel Vasquez Arias e José Jesus Ardaya Jimenez. A polícia investiga se eles são bolivianos ou de outra nacionalidade. — Foto: Divulgação/SSP-MA

Os presos foram identificados como Leonardo Gadiel Vasquez Arias e José Jesus Ardaya Jimenez. A polícia investiga se eles são bolivianos ou de outra nacionalidade. — Foto: Divulgação/SSP-MA

Avião com mais de meia tonelada de cocaína é apreendido pela PM após pouso forçado no interior do MA — Foto: SSP-MA

Avião com mais de meia tonelada de cocaína é apreendido pela PM após pouso forçado no interior do MA — Foto: SSP-MA

Avião com mais de meia tonelada de cocaína é apreendido pela PM após pouso forçado no interior do MA — Foto: SSP-MA

Avião com mais de meia tonelada de cocaína é apreendido pela PM após pouso forçado no interior do MA — Foto: SSP-MA Fonte: G1-MA

Ataque ao Irã pode levar a aumento do petróleo, avaliam especialistas

ataque dos Estados Unidos e de Israel ao território do Irã, neste sábado (28), deve ter reflexo direto no preço do petróleo, provocando alta no mercado internacional.

O principal motivo que leva a essa avaliação é a localização estratégica do Estreito de Ormuz, no sul do Irã, por onde passam cerca de 20% da produção mundial de petróleo e gás.

Especialistas ouvidos pela Agência Brasil apontam ainda que a ofensiva americana e israelense desacredita a negociação entre Estados Unidos e Irã sobre os limites do programa nuclear do país do Oriente Médio.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que a principal justificativa para o ataque foi defender os americanos.

Ao comentar os desdobramentos da ação militar, o pesquisador Leonardo Paz Neves, do Núcleo de Inteligência Internacional da Fundação Getulio Vargas (FGV), considerou pouco efetivos os disparos de mísseis iranianos a países vizinhos que abrigam bases americanas.

“O Irã retaliou com algumas bombas na base do Catar, na base do Bahrein e em Israel, mas nada me parece que muito efetivo”, diz.

Gargalo no petróleo

Segundo ele, o principal reflexo mundial seria o fechamento do Estreito de Ormuz. “Vai criar um gargalo muito sério no abastecimento e no preço do petróleo internacional”, prevê.

O estreito fica no sul do Irã e liga os golfos Pérsico ou de Omã. O Irã já provocou o fechamento da passagem marítima em outras ocasiões, como forma de pressão internacional.

>> Entenda a preocupação mundial com possível fechamento de Ormuz

 

Mapa Estreito de Ormuz. Foto: Arte/EBC
Mapa Estreito de Ormuz – Arte/EBC

Na avaliação do professor titular aposentado da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) Williams Gonçalves, as consequências da ofensiva podem “desorganizar a economia global”, seja por envolvimento militar de vizinhos e gargalo no comércio internacional de petróleo.

Para ele, o fechamento do Estreito de Ormuz criará desequilíbrio na distribuição do petróleo e “rápida elevação de preços”. “Isso vai afetar países que estão muito distantes do teatro de guerra e que não têm nada a ver diretamente com o problema”, antecipa.

Negociação “no lixo”

O pesquisador do FGV Leonardo Paz Neves considera que o ataque militar em meio a negociações com o Irã joga a chance de um acordo “no lixo”.

Os dois países participam de rodadas de conversa em relação ao alcance do programa nuclear iraniano. O país do Oriente Médio alega que é para fins pacíficos. No entanto, Estados Unidos e alguns aliados, como Israel, temem que o regime iraniano desenvolva armas nucleares.

último encontro havia sido na quinta-feira (26), e o ministro das Relações Exteriores de Omã, Badr Albusaidi, que atua como mediador da conversa, havia informado publicamente que o processo estava avançando.

Neves lembra que havia uma reunião entre as partes marcada para a próxima semana.

“Os Estados Unidos vão lá e atacam no meio do caminho, atacam de surpresa. Então, obviamente, jogam o acordo no lixo”, diz o pesquisador.

“Qual é o incentivo que os iranianos têm agora de acreditar em qualquer coisa que os americanos façam?”, indaga.

Para Neves, o governo do presidente americano Donald Trump estava usando a negociação como “engodo”, enquanto conseguia tempo para posicionar equipamentos e armamento militares próximos ao Irã.

O professor Feliciano de Sá Guimarães, do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de São Paulo (USP), disse à Agência Brasil que as demandas americanas nas negociações eram muito altas e exigentes. “Dificilmente os iranianos aceitariam”, acredita.

“As negociações me pareceram mais uma estratégia para inglês ver ─ window dressing, como se chama em inglês. Simplesmente para fazer a preparação estratégica e logística de pressão dos Estados Unidos”, completa.

Mudança de regime

Neves considera também que o objetivo declarado de Trump de mudança de regime politico no Irã não será algo fácil de se conseguir.

“Não me parece que vai ser algo trivial”, diz. Na visão dele, o Irã tem se preparado para um ataque, e as principais autoridades, como o líder supremo Ali Khamenei, encontram-se protegidas.

“Acho que não vai ter essas missões espetaculares, como teve na Venezuela”, aponta o pesquisador da FGV, se referindo ao sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro, em 3 de janeiro.

O professor da USP Feliciano de Sá Guimarães elenca fatores que dificultam os esforços dos Estados Unidos para a troca de poder no Irã.

“É uma situação de escalada militar e quem estuda escalada sabe que o vitorioso é sempre aquele que está disposto a subir mais riscos. Ao que parece, o Irã, neste momento, ao contrário do ano passado, está disposto a subir mais riscos”, sustenta.

Na visão de Guimarães, o Irã é um país muito grande e muito difícil de ser vencido estrategicamente. “Os americanos conseguem vitórias táticas e não vitórias estratégicas contra o Irã”, diz.

Williams Gonçalves considera que o Irã é uma nação organizada, tem história e capacidade de reação. O professor da Uerj enfatiza que o país tem importantes aliados no cenário internacional.

“O Irã não é um Estado qualquer, [não é] um Estado isolado. O Irã tem uma vizinhança instável, como todo o Oriente Médio, mas também tem vizinhos fortes, que o prestigiam, que o protegem. Portanto, a situação é muito delicada, imprevisível.” Fonte: Agência Brasil Bruno de Freitas Moura – Repórter da Agência Brasil

Doenças raras: conheça ações focadas em acolhimento e tecnologia

O dia mais raro do calendário, 29 de fevereiro, também é lembrado como o Dia Mundial das Doenças Raras. Mesmo quando o ano não é bissexto, como este ano, a mobilização continua sendo lembrada no último dia do mês de fevereiro.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as doenças raras são aquelas que afetam até 65 indivíduos a cada 100 mil pessoas, pouco mais de 1 em cada 2 mil. Estimativa do Ministério da Saúde aponta que cerca de 13 milhões de brasileiros convivem com alguma das quase 8 mil doenças raras já identificadas pelo mundo.

Os diagnósticos em geral são demorados e precisam de atenção especializada. Grande parte das doenças têm origem genética e a maioria não tem cura. Mas com o tratamento certo, a qualidade de vida melhora.

Brasília (DF),  27/02/2026 -  Dia Mundial das Doenças Raras -  Padre Marlon Múcio na instituição que ajudou a fundar, a Casa de Saúde Nossa Senhora dos Raros.
Foto: Casa de Saúde Nossa Senhora dos Raros/Arquivo
Padre Marlon Múcio na instituição que ajudou a fundar, a Casa de Saúde Nossa Senhora dos Raros – Foto: Casa de Saúde Nossa Senhora dos Raros/Arquivo

Foi por conhecer de perto essa realidade que o Padre Marlon Múcio decidiu fazer a diferença. Por anos, batalhou para descobrir o que significavam os sintomas que sentia desde a infância: surdez, fraqueza muscular, dificuldade para mastigar. Até que foi diagnosticado com Deficiência do Transportador de Riboflavina (RTD), condição genética que afeta a absorção da vitamina B2 pelas células.

Padre Marlon é um dos 15 brasileiros identificados com a síndrome; o mais velho com a doença entre os 350 pacientes no mundo inteiro. Ele não é somente raro, é ultrarraro. E abraçou a missão de ajudar outros como ele.

Em dezembro de 2023, o padre participou da fundação da Casa de Saúde Nossa Senhora dos Raros, em Taubaté, São Paulo. A proposta de criar um hospital exclusivo e gratuito para pessoas com doenças raras já era um sonho antigo do Instituto Vidas Raras. A concretização ganhou força depois que o próprio padre recebeu o diagnóstico, em consulta com geneticista indicada pelo instituto. É o que conta Rosely Cizotti, diretora de comunicação do Instituto Vidas Raras.

27/02/2026 - Dia Mundial das Doenças Raras - Rosely Cizotti, diretora de comunicação do Instituto Vidas Raras. Foto: Casa de Saúde Nossa Senhora dos Raros
Rosely Cizotti, diretora de Comunicação do Instituto Vidas Raras – Foto: Casa de Saúde Nossa Senhora dos Raros

“Na primeira consulta ele teve o diagnóstico. Ele ficou tão grato e tão surpreso que disse ‘não podemos deixar outros raros passarem pelo que eu passei’. Ele ficou ainda mais comovido em saber que a trajetória que ele traçou era a mesma jornada de todos os outros pacientes com doenças raras. Ou seja, era muito comum ficar anos e anos e anos recebendo diagnósticos errôneos, sendo desacreditado, desvalorizado, até chegar num diagnóstico quando você já estava exausto de tudo”, lembra Rosely

A instituição filantrópica se apresenta como sendo a primeira totalmente focada no atendimento às pessoas com doenças raras e recebe pacientes de diversos lugares do Brasil e do mundo. Os atendimentos são ambulatoriais e acontecem tanto em parceria com a prefeitura quanto por demanda espontânea, a partir de cadastro e triagem. Sempre de graça.

Podem procurar a casa tanto pessoas já diagnosticadas quanto aquelas que tenham suspeita de doença rara, especialmente após passarem por vários especialistas sem chegar a um veredito. O acesso começa com o preenchimento de um formulário online, em que o paciente relata a própria história clínica e anexa um documento médico para triagem.

A geneticista Manuella Galvão foi residente na equipe que diagnosticou o Padre Marlon, e hoje é diretora médica da Casa de Saúde. O hospital já atendeu mais de 3 mil pessoas, com uma média entre 170 e 200 pacientes por mês, disse a geneticista.

“As pessoas com doenças raras são especiais, né? Do ponto de vista de que elas necessitam de um cuidado especial, especializado. E quando se tem um centro especializado, você acaba virando referência. Por mais que a gente não seja um ambiente hospitalar, de internação e etc, a gente vira um local de referência que as pessoas com doenças raras podem contar. A gente tem um acompanhamento multidisciplinar, completo, e que acolhe nas necessidades com igualdade e equidade, porque não basta ter igualdade, tem que ter equidade também. As duas coisas têm que andar juntas”, explica.

Brasília (DF),  27/02/2026 -  Dia Mundial das Doenças Raras -  Laboratório do projeto Genomas Raros, realizado em parceria do Einstein Hospital Israelita com o Ministério da Saúde
Foto: Divulgação/ Einstein
 Laboratório do projeto Genomas Raros, realizado em parceria do Einstein Hospital Israelita com o Ministério da Saúde – Foto: Egberto Nogueira/Ímãfoto

É justamente na busca pela equidade que entra o projeto Genomas Raros. A iniciativa nasceu em 2019, apoiada pelo Einstein Hospital Israelita em parceria com o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS), e aposta no sequenciamento genético para pacientes com doenças raras e risco hereditário de câncer como ferramenta para facilitar o diagnóstico.

O projeto recebe exclusivamente pacientes do SUS, que precisam ser avaliados por médicos da rede pública e encaminhados formalmente para o programa. Após a indicação, é realizado o sequenciamento genético, exame de alta complexidade que nem sempre está disponível na rotina assistencial. Cerca de 10 mil pessoas já fizeram o sequenciamento molecular pelo projeto. Muitas delas confirmando ou descobrindo diagnósticos que levariam anos sem a tecnologia.

A gerente médica do laboratório clínico e pesquisadora principal do Genoma Raros no Einstein, Tatiana Almeida, conta que um dos objetivos do projeto é testar a viabilidade desses testes, que têm custo elevado, dentro da realidade do SUS.

“Nosso objetivo é o diagnóstico, sem dúvida alguma, mas também entender o quanto esse diagnóstico diminui a jornada do paciente e coloca terapias mais efetivas”, disse a médica.

“O outro cenário é já saber o diagnóstico clinicamente, mas conhecer a variação molecular para aconselhar a família ou mesmo para lançar mão de terapias gênicas. Isso diminui o uso de outros recursos diagnósticos. Então, em vez de mandar a pessoa para ressonância, ou fazer um monte de exames de sangue, faz o sequenciamento, reduz esse tempo, e esse uso de outros recursos diagnósticos.  Se a gente conseguir pegar no começo mesmo, e quando aparecer a primeira hipótese já fazer, vamos talvez conseguir um custo-efetividade maior”, explica.

O coordenador-geral de Ações Estratégicas em Pesquisa do Ministério da Saúde, Evandro Lupatini, reforça que, além da estratégia de diagnóstico, o sequenciamento ajuda a entender a realidade das doenças raras no Brasil.

27/02/2026 - Dia Mundial das Doenças Raras - Evandro Lupatini, coordenador-geral de Ações Estratégicas em Pesquisa do Ministério da Saúde. Foto: Ministério da Saúde/Divulgação
Evandro Lupatini, coordenador-geral de Ações Estratégicas em Pesquisa do Ministério da Saúde – Foto: Ministério da Saúde/Divulgação

“Nossa população é única do ponto de vista de miscigenação. A gente tem uma série de misturas de etnias e isso faz com que a gente seja muito diverso, mas ainda somos um único povo. No momento em que a gente investiga a relação do processo saúde-doença, investiga o nosso DNA, aquilo está dando autonomia e trazendo inovações e descobertas que estão relacionadas só ao nosso povo. Quando a gente pega, por exemplo, bancos de dados genéticos de iniciativas já consolidadas fora do Brasil, esses bancos, eles são de populações muito homogêneas, populações do norte europeu ou da América do Norte. Não tem representação nossa ali, do ponto de vista estatístico e epidemiológico. Por isso é muito necessário que tenhamos nossas pesquisas com o nosso sequenciamento genético para desenvolver ou até aperfeiçoar elementos da política pública, e direcionar tratamentos para serem mais efetivos.”

Desde 2014, o Brasil conta com a Política Nacional de Atenção Integral às Pessoas com Doenças Raras no Sistema Único de Saúde, que prevê a organização da rede de atendimento e a ampliação do diagnóstico.

A criação de centros especializados e o investimento em exames genéticos são apontados por especialistas como caminhos para reduzir o tempo até a confirmação da doença e garantir acompanhamento adequado.

No Dia Mundial das Doenças Raras, iniciativas como o Instituto Vidas Raras, a Casa de Saúde Nossa Senhora dos Raros e o projeto Genomas Raros reforçam a importância de ampliar o acesso à informação, ao diagnóstico e ao cuidado especializado. Fonte: Agência Brasil

Conselho de Segurança faz reunião de emergência após ataques ao Irã

O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) realiza reunião de emergência, neste sábado (28), sobre os ataques no Oriente Médio. Na pauta na reunião estão os ataques realizados por Estados Unidos e Israel ao Irã. A reunião está sendo transmitida ao vivo.

O Conselho de Segurança, composto por 15 membros, cada um com direito a um voto, é responsável por manter a paz e a segurança internacionais.

O grupo assume a liderança na determinação da existência de uma ameaça à paz ou de um ato de agressão. Ele insta as partes em disputa a resolvê-la por meios pacíficos e recomenda métodos de ajuste ou termos de acordo. O conselho pode recorrer à imposição de sanções ou mesmo autorizar o uso da força para manter ou restaurar a paz e a segurança internacionais.

De acordo com a Carta das Nações Unidas, todos os Estados-Membros são obrigados a cumprir as decisões do conselho.

Além dos cinco membros permanentes – China, França, Federação Russa, Reino Unido e Estados Unidos –, fazem parte do Conselho de Segurança: Bahrein, Colômbia, República Democrática do Congo, Dinamarca, Grécia, Letônia, Libéria, Paquistão, Panamá, Somália. Cada um deles, com mandatos de dois anos. Fonte: Agência Brasil

Ataques ao Irã deixam ao menos 201 mortos e cerca de 750 feridos

ofensiva militar dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, desencadeada neste sábado (28), deixou ao menos 201 pessoas mortas e 747 feridas.

A informação é atribuída a um porta-voz da Sociedade Crescente Vermelho, organização civil humanitária, e foi reportada por agências de notícias, como a árabe Al Jazeera.

Ainda segundo a Crescente Vermelho, 24 das 31 províncias iranianas foram alvo de ataques. Províncias são organizações territoriais administrativas, equivalentes aos estados aqui no Brasil.

De acordo com a Agência de Notícias da República Islâmica (Irna, na sigla em inglês), um dos ataques foi em uma escola de meninas, em Minab, sul do Irã, deixando ao menos 85 alunos mortos e 60 feridos. Cerca de 50 pessoas ainda estavam sob escombros.

Ofensiva e reações

Os ataques dos Estados Unidos e de Israel aconteceram dois dias depois de uma rodada de negociações entre os americanos e os iranianos a respeito dos limites do programa nuclear do Irã. O país alega que a tecnologia nuclear tem fins pacíficos. No entanto, os Estados Unidos e alguns aliados, especialmente Israel, não aceitam o desenvolvimento nuclear iraniano.

Diversos países, entre eles o Brasil, condenaram a ofensiva deste sábado. A Organização das Nações Unidas (ONU) pediu um cessar-fogo na região.

Ao justificar os ataques, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse defender os americanos.

Em retaliação, o Irã atacou países vizinhos que abrigam bases militares americanas. De acordo com o vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Hamid Ghanbari, o país tem o direito de se defender.  Fonte: Agência Brasil Bruno de Freitas Moura – Repórter da Agência Brasil

Falso vendedor de consórcios suspeito de aplicar golpes no PI e em outros estados é preso no DF

Um empresário suspeito de aplicar golpes no Piauí, Amapá, Maranhão, Roraima e Goiás foi preso no Distrito Federal na sexta-feira (27). Ele é investigado em um esquema de fraudes na comercialização de financiamentos e consórcios de carros, através de uma empresa.

A investigação é da 6ª Delegacia Seccional de Teresina, que já prendeu outros dois suspeitos crime na quarta-feira (25). A Polícia Federal prestou apoio.

De acordo com o delegado Walter Cunha, os suspeitos ofereciam veículos com condições facilitadas e promessas de entrega rápida em anúncios nas redes sociais.

“Após o pagamento de valores iniciais, as vítimas eram induzidas a assinar contratos de consórcio que divergiam da proposta originalmente apresentada. Ademais, os veículos não eram entregues e os valores pagos não eram devolvidos”, detalhou o delegado.

 

O delegado destacou ainda que a empresa não possuía autorização do Banco Central do Brasil para operar atividades voltadas para consórcios.

A investigação apurou que dezenas de pessoas foram lesadas pelo grupo em diferentes pontos do Brasil.

Entre as determinações judiciais estão a suspensão das atividades comerciais das empresas investigadas, cumprimento de mandados de busca e apreensão, bloqueio judicial de valores em contas vinculadas aos investigados. O objetivo é possibilitar o eventual ressarcimento às vítimas.

A investigação ainda está em andamento para identificar outros envolvidos e o número de vítimas. Fonte: G1-PI

Idosa morre após sofrer choque elétrico no quintal de casa em Itaueira, no Sul do Piauí

A idosa Marina de Sousa Máximo, de 78 anos, morreu na sexta-feira (27) após sofrer um choque elétrico no quintal de casa, em Itaueira, no Sul do Piauí. Segundo familiares, ela tocou em um cabo de alta tensão enquanto colhia frutas e morreu no local.

Ao g1, a perícia criminal do Departamento de Polícia Científica (DEPOC), da Polícia Civil do Piauí (PC-PI), informou que constatou situação compatível com eletrocussão, causada por um fio caído em terreno arenoso e molhado.

“A vítima caminhava pelo terreno e pisou no fio energizado, vindo a óbito no local. Verificou-se que os fios apresentavam pequenas falhas no revestimento isolante, transmitindo energia para um fio adjacente que estava com uma extremidade tocando o solo”, informou a nota.

 

Familiares relataram que Marina morava sozinha e, por volta das 8h, recebeu a visita de um dos filhos, que tomou café com ela e saiu em seguida. Depois disso, a idosa foi ao fundo do quintal, onde havia pés de manga e umbu, para colher frutas.

Ao voltar para a cozinha, Marina passou por um trecho onde costumava atravessar um muro com a ajuda de uma pequena rampa. Ela teria escorregado e segurado em uma fiação que levava energia da casa para o bar de um dos filhos, ao lado do imóvel.

Segundo o relato da família, havia um cabo de alta tensão sustentando fios antigos e ressecados. Ao tocá-lo, a idosa recebeu a descarga elétrica, caiu e morreu na hora.

Um sobrinho encontrou Marina caída no quintal e chamou outro parente que mora perto. O corpo foi coberto até a chegada do Instituto Médico Legal (IML), que recolheu o corpo e o encaminhou para perícia em Floriano.

A morte causou comoção em Itaueira, onde Marina era bastante conhecida. Até a publicação desta reportagem, o enterro aguardava melhora no clima, já que chovia forte na cidade.Fonte: G1-PI

TCE-PB identifica irregularidades em contas públicas de fundação que administra Hospital Metropolitano, na Grande João Pessoa

O Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB) identificou uma série de irregularidades na análise das contas de 2024 da Fundação PB Saúde, que administra o Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires, na Grande João Pessoa. Um relatório elaborado por auditores aponta problemas na execução orçamentária e levanta a hipótese de possível descontrole nos gastos da instituição ao longo do ano.

De acordo com o parecer, a fundação recebeu R$ 498 milhões da Secretaria de Estado da Saúde da Paraíba (SES-PB) em 2024. Após a análise das defesas apresentadas pelos gestores, os auditores apontaram pontos considerados críticos na prestação de contas.

Braiscompany: dois anos após prisão, casal condenado por golpe de mais de R$ 1 bilhão segue sem previsão de extradição

Dois anos após a prisão de Antônio Ais e Fabrícia Farias, sócios da empresa de criptoativos Braiscompany, o casal segue em prisão domiciliar na Argentina sem previsão de extradição para o Brasil. Os dois já foram condenados pela Justiça a penas de até 88 anos de prisão por crimes contra o sistema financeiro, após uma investigação da Polícia Federal que apontou desvio de R$ 1,11 bilhão de cerca de 20 mil clientes.

A prisão do “casal Braiscompany” aconteceu em 29 de fevereiro de 2024. Depois da Operação Halving, deflagrada em fevereiro de 2023 para combater os crimes atribuídos à atuação da Braiscompany, Antônio Neto e Fabrícia Farias passaram mais de um ano foragidos e foram encontrados em um condomínio de luxo na Argentina. Desde então, o casal segue em solo argentino, em prisão domiciliar.

A extradição de Antônio AIs e Fabrícia Farias da Argentina para o Brasil já foi autorizada. De acordo com a Justiça Federal da Paraíba, a decisão que autorizou a extradição do casal foi proferida em 26 de novembro pelo Tribunal Nacional Criminal e Correcional Federal da Argentina. O tribunal argentino também registrou que período de detenção de Antonio Neto Ais deverá ser computado no processo brasileiro.

No entanto, a defesa do casal afirmou ao g1 que entrou com um recurso junto à Justiça da Argentina contra a autorização da extradição. Os advogados explicaram que os procedimentos para o retorno de Antônio Neto e Fabrícia tiveram início em março de 2024, mas que não existe uma ordem de extradição decretada. Ainda de acordo com a defesa, portanto, não há nenhuma data prevista para o retorno do casal ao Brasil.

A embaixada brasileira em Buenos Aires informou que “o processo continua em andamento sem previsão para emissão de sentença definitiva por parte da Justiça local”. A embaixada também afirmou não ter outras informações sobre o assunto.

A Justiça da Argentina não divulgou atualizações e a Justiça Federal do Brasil informou que o processo tramita em segredo de justiça.

No começo de fevereiro, a Justiça da Paraíba decretou oficialmente a falência da Braiscompany.

Caso Braiscompany

 

A Braiscompany foi alvo de uma operação da Polícia Federal no dia 16 de fevereiro de 2023, que teve como objetivo combater crimes contra o sistema financeiro e o mercado de capitais. As ações da PF aconteceram na sede da empresa e em um condomínio fechado, em Campina Grande, e em João Pessoa e em São Paulo.

Antônio Neto Ais, condenado por crimes financeiros com a Braiscompany — Foto: Camila Ferreira/Braiscompany

Antônio Neto Ais, condenado por crimes financeiros com a Braiscompany — Foto: Camila Ferreira/Braiscompany

A empresa, idealizada pelo casal Antônio Ais e Fabrícia Ais, era especializada em gestão de ativos digitais e soluções em tecnologia blockchain. Os investidores convertiam seu dinheiro em ativos digitais, que eram “alugados” para a companhia e ficavam sob a gestão dela pelo período de um ano. Os rendimentos dos clientes representavam o pagamento pela locação dessas criptomoedas.

De acordo com a PF, o casal desviou cerca de R$ 1,11 bilhão e fez mais de 20 mil clientes como vítimas na captação de investimentos para a Braiscompany.

Condenação do ‘casal Braiscompany’ e demais acusados

 

No dia 13 de fevereiro de 2024, o juiz da 4ª Vara Federal em Campina Grande, Vinícius Costa Vidor, publicou sentenças do processo que apura o esquema de fraudes na Braiscompany.

Foram condenados o ‘casal Braiscompany’, Antônio Inácio da Silva Neto (88 anos e 7 meses) e Fabrícia Farias (61 anos e 11 meses), além de outros 9 réus e um montante a ser reparado de R$ 277 milhões em danos patrimoniais e R$ 100 milhões em dano coletivo.

Fonte: G1-PB *Sob supervisão de Dani Fechine