Blog do Walison - Em Tempo Real

Crianças se arriscam ao atravessar ponte deteriorada para chegar à escola no interior do MA

Imagens feitas por moradores mostram estudantes caminhando sobre tábuas frágeis na travessia do rio Maravilha. A Prefeitura de Balsas afirma que uma nova passarela será entregue em até 90 dias.

Alunos do povoado Rio Coco, na zona rural de Balsas, precisam atravessar uma ponte de madeira em condições precárias para ir e voltar da escola. A estrutura fica sobre o rio Maravilha e preocupa moradores devido ao risco de queda, especialmente agora no período chuvoso.

Imagens feitas por moradores mostram estudantes caminhando sobre tábuas deterioradas, parte do que restou da antiga ponte (veja acima). Para atravessar, os alunos se apoiam em uma corda. A correnteza do rio é forte e os estudantes fazem a travessia descalços. Segundo os moradores, a madeira está escorregadia e frágil.

“Olha aqui a situação dessas crianças indo pra escola. Aqui é no município de Balsas, esse rio aqui é o Maravilha, aqui é a nossa bela ponte. Olha a situação”, disse uma moradora no vídeo.

A passagem improvisada foi construída por moradores há mais de dez anos e, segundo relatos, nunca recebeu manutenção adequada.

Em entrevista à TV Mirante, o secretário municipal de Comunicação da Prefeitura de Balsas, Diego Costa, afirmou que o município tomou conhecimento da situação e que o prefeito Alan da Marisol (PRD) autorizou a construção de uma nova passarela no local.

Segundo o secretário, a obra deve ser concluída em até 90 dias. Ele informou ainda que a Secretaria Municipal de Educação está disponibilizando professores para atender os alunos na própria comunidade, evitando a travessia durante o período de risco.

A Prefeitura de Balsas orientou que moradores evitem utilizar a estrutura atual até a entrega da nova ponte.Fonte: G1-MA

Homem mata esposa e tira a própria vida em seguida no interior do MA; filho de 13 anos tentou intervir

Uma mulher foi morta a facadas pelo companheiro na noite de sábado (28), no bairro Coqueiral, em Itinga do Maranhão. O filho do casal, de 13 anos, presenciou as agressões. Após o crime, o suspeito tirou a própria vida.

Segundo a Polícia Militar, a vítima foi identificada como Auriane Silva Castro, e o agressor como Charles Bezerra da Silva.

De acordo com informações repassadas à polícia, Auriene havia saído de casa para encontrar amigos e retornou por volta de 22h. Depois de tomar banho, ela se deitou para dormir e foi surpreendida pelo companheiro, que a atacou com golpes de faca dentro da residência.

Ainda segundo a polícia, Auriane reagiu, correu para a rua e pediu ajuda. O filho do casal tentou intervir, mas foi empurrado pelo pai. Mesmo após a vítima sair da casa, o agressor manteve as agressões do lado de fora e fugiu.

Minutos depois, Charles se jogou na frente de um caminhão e morreu no local.

Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionadas, mas Auriane já estava sem vida quando o socorro chegou.Fonte: G1-MA

Presos suspeitos de participar da morte de comerciante; vítima foi morta dentro da própria loja em Bacabal

Três homens foram presos pelo 15º Batalhão da Polícia Militar (15º BPM) por suspeita de participação no suposto latrocínio de um comerciante em Bacabal. A vítima, identificada como Raimundo e conhecida como “Raimundo da Estil”, foi morta a tiros na tarde de sexta-feira (27) dentro do próprio estabelecimento, no Centro da cidade.

A principal linha de investigação da Polícia Civil do Maranhão é de roubo seguido de morte, mas há possibilidade de a vítima ter sido executada. O caso ainda está sendo investigado.

De acordo o 15º BPM, dois suspeitos foram presos nesse sábado (28) e o terceiro se entregou na delegacia na manhã deste domingo (1º).

Foram capturados no sábado: Sérgio, apontado como piloto da motocicleta usada na ação e um dos suspeitos de ter atirado contra a vítima; e Lucas Felipe, conhecido como Luquinhas, suspeito de ter emprestado a motocicleta utilizada no crime. Já neste domingo, Raislanderson, apontado como participante direto dos disparos, se apresentou na delegacia acompanhado de um advogado.

Durante a operação realizada no sábado para prender os suspeitos, em bairros como Vila da Paz, Vila Jurandir, Vila Graciete e na região da Avenida João Alberto, outras pessoas também foram conduzidas por envolvimento com tráfico de drogas. No entanto, apenas dois homens foram presos por participação direta no latrocínio.

A investigação continua sendo feita pela Polícia Civil do Maranhão, que está colhendo depoimentos e analisando imagens de câmeras de segurança para apurar a dinâmica do crime.

O crime

 

A vítima, identificada como Raimundo  e conhecida como “Raimundo da Estil”,  foi morta a tiros na tarde de sexta-feira (27) dentro do próprio estabelecimento, no Centro da cidade. — Foto: Reprodução/Redes sociais

A vítima, identificada como Raimundo e conhecida como “Raimundo da Estil”, foi morta a tiros na tarde de sexta-feira (27) dentro do próprio estabelecimento, no Centro da cidade. — Foto: Reprodução/Redes sociais

Raimundo foi morto a tiros na tarde de sexta-feira (27) dentro do próprio estabelecimento comercial, localizado na Travessa da Mangueira, nas proximidades do Terminal Rodoviário de Bacabal, na região central da cidade. Dois homens armados invadiram o comércio e atiraram contra a vítima, que morreu no local.

Segundo informações da polícia, os criminosos estavam com capacetes e roupas que cobriam o rosto, semelhantes a bala-clava. Eles entraram no comércio com armas em punho e foram direto até o comerciante. Raimundo ainda tentou se proteger, mas foi alcançado.

De acordo com relatos, um dos criminosos arrancou um cordão de ouro do pescoço da vítima. Em seguida, os dois atiraram. Após os disparos, deixaram o local rapidamente.

A principal linha de investigação é de latrocínio (roubo seguido de morte), mas há possibilidade de a vítima ter sido executada, pois teria cerca de R$ 15 mil estavam espalhados no chão do comércio e não foram levados pelos criminosos.Fonte: G1-MA

Menor suspeito de estupro coletivo teria perguntado à vítima se a mãe dela a vê sem roupa por causa das marcas das agressões

O menor que teria participado do estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos na Zona Sul do Rio perguntou, segundo a vítima, se a mãe dela costuma vê-la sem roupa. O motivo, segundo a polícia, seria a preocupação com as marcas que as agressões deixaram na vítima, além do sangramento.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro faz buscas pelos suspeitos do estupro que, segundo as investigações, ocorreu em Copacabana, na noite de 31 de janeiro, em um imóvel na Rua Ministro Viveiros de Castro.

De acordo com o relatório final do inquérito produzido pela 12ª DP (Copacabana), obtido neste sábado (28) pela TV Globo, quatro homens foram indiciados pelo crime de estupro com concurso de pessoas. São eles: Bruno Felipe dos Santos Allegretti, Vitor Hugo Oliveira Simonin, Mattheus Verissimo Zoel Martins e João Gabriel Xavier Bertho.

A defesa de João Gabriel nega o crime (veja a íntegra da nota ao final da reportagem). O g1 e a TV tentam contato com a defesa dos outros jovens.

A conduta do adolescente foi desmembrada para a Vara da Infância e Juventude. Ele não terá a identidade revelada.

O delegado Ângelo Lajes, responsável pela investigação, afirmou neste sábado (28) que o crime foi uma “emboscada planejada” e que os envolvidos podem ser condenados a quase 20 anos de prisão.

Segundo a polícia, foram cumpridos mandados de busca e apreensão e tentativas de prisão dos investigados maiores de idade. Nenhum deles foi encontrado nos endereços informados.

O que disse a vítima

 

Em depoimento prestado na delegacia, na presença da avó, a adolescente relatou que foi convidada pelo adolescente, que era um colega de escola, para ir ao apartamento de um amigo dele. Ele teria pedido que ela levasse uma amiga, mas, como não conseguiu, foi sozinha.

Segundo a jovem, ela já havia tido um relacionamento com o rapaz entre 2023 e 2024, mas não se encontravam desde então.

Ao chegar ao prédio, ela encontrou com o jovem na portaria e subiu ao apartamento. No elevador, o rapaz teria avisado que dois amigos estariam no local e insinuado que fariam “algo diferente”, o que ela diz ter recusado.

No apartamento, ela afirmou ter sido levada para um quarto. Enquanto mantinha relação sexual com o jovem, outros três rapazes teriam entrado no cômodo, feito comentários e, segundo o relato, um deles passou a tocá-la sem consentimento.

A jovem contou que, após insistência do adolescente, concordou apenas que os amigos permanecessem no quarto, com a condição de que não a tocassem. No entanto, segundo ela, os jovens teriam tirado a roupa, passado a beijá-la e apalpá-la.

A vítima afirmou que foi forçada a praticar sexo oral e que sofreu penetração por parte dos quatro jovens. Disse ainda que levou tapas, socos e um chute na região abdominal. Em determinado momento, ela disse ter tentado sair do quarto, mas, segundo o depoimento, foi impedida.

Ela relatou ainda que, ao deixar o apartamento, enviou um áudio ao irmão dizendo que acreditava ter sido estuprada. Depois, contou o que havia ocorrido à avó e procurou a delegacia para registrar o caso.

Imagens do prédio

 

A investigação teve acesso às imagens das câmeras de segurança do prédio. Os registros mostram a chegada dos jovens ao apartamento e, posteriormente, a entrada da adolescente acompanhada pelo menor suspeito.

Polícia apura estupro coletivo contra adolescente em Copacabana e buscas por 4 homens e 1 menor — Foto: Reprodução

Polícia apura estupro coletivo contra adolescente em Copacabana e buscas por 4 homens e 1 menor — Foto: Reprodução

As imagens também registram o momento em que a vítima deixa o imóvel e segue em direção ao elevador. Segundo o relatório, após acompanhá-la até a saída do prédio, o jovem retorna ao apartamento e faz gestos que os investigadores descrevem como de “comemoração”.

Há ainda registros da saída dos investigados do edifício em horários próximos ao fato.

Troca de mensagens

 

Prints de conversas por WhatsApp entre a adolescente e o menor foram incluídos no inquérito. Nas mensagens, ele a convida para ir ao endereço e pergunta se ela poderia chamar uma amiga.

A jovem responde que não teria quem convidar, e ele afirma que não haveria problema em ir sozinha. As conversas mostram ainda a combinação do encontro na portaria do prédio e os horários em que ela informa que está chegando.

Laudo indica relação sexual

 

O laudo de exame de corpo de delito aponta a existência de lesões compatíveis com violência física.

Segundo a perícia, foram identificados infiltrado hemorrágico (acúmulo de sangue) e escoriação na região genital, além de sangue no canal vaginal. O exame descreve ainda três grupos de equimoses nas regiões dorsal e glúteas.

Testes rápidos também apresentaram resultado positivo. Materiais foram coletados para exames genéticos e análise de DNA.

O que dizem os citados

 

A defesa de João Gabriel se pronunciou com a seguinte nota:

“A defesa de João Gabriel Bertho nega com veemência a ocorrência de estupro. Duas decisões judiciais já haviam negado o pedido de prisão preventiva feitos anteriormente. Há nos autos do processo, mensagens de texto, trocadas entre a jovem e seu amigo, ambos com 17 anos, sobre a presença prévia de outros rapazes na casa em que eles se encontrariam, como de fato ocorreu. A jovem afirma, em seu depoimento à polícia, ter permitido a presença dos rapazes no quarto enquanto ela e o amigo estavam tendo um encontro íntimo. No mesmo depoimento, ela relata ter tido outros pedidos atendidos. A defesa contesta o fato de João Gabriel, estudante e atleta profissional, sem nenhum histórico de violência, não ter tido oportunidade sequer de ser ouvido pela polícia para se defender. Contesta ainda que a imagem da jovem ao fim do encontro, se despedindo do amigo com um sorriso e um abraço, não tenha sido objeto da investigação”.

Fonte: G1

EUA negam que mísseis do Irã atingiram porta-aviões Abraham Lincoln

Os Estados Unidos negaram neste domingo (1°) que o porta-aviões USS Abraham Lincoln tenha sido atingido por mísseis do Irã. O navio foi enviado para a costa do Oriente Médio, para reforçar os ataques contra o país persa, iniciados no último sábado (28). Os bombardeios seguem na região

Segundo o Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC) do Irã, quatro mísseis balísticos foram lançados contra a embarcação neste domingo e teriam atingido o porta-aviões.

Responsável por operações militares na Ásia Central e no Oriente Médio, o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) publicou imagens de caças decolando do navio em suas redes sociais e afirmou que os mísseis “não chegaram nem perto”.

“O Lincoln continua lançando aeronaves em apoio à campanha incansável do Centcom para defender o povo americano, eliminando ameaças do regime iraniano”, diz texto divulgado nas redes sociais.

O Centcom também informou que três militares do país morreram e cinco tiveram ferimentos graves durante os ataques ao Irã. “Vários outros” se feriram sem gravidade e devem retornar ao conflito.

Guerra

Estados Unidos e Israel bombardearam diversos alvos em território iraniano, causando centenas de mortes, incluindo autoridades do país. Entre os mortos está o líder supremo do país, aiatolá Ali Khamenei.

Também neste domingo (1º), foi anunciada a formação de um órgão colegiado para substituir Khamenei. Segundo informou o jornal estatal Tehran Times, o conselho é composto pelos chefes do Executivo, presidente Masoud Pezeshkian; do Judiciário, Gholam Hossein Mohseni Ejeie; e do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf. Fonte: Agência Brasil

 

Papa pede diplomacia e fim da espiral de violência no Oriente Médio

Em declaração, neste domingo (1º), o Papa Leão XIV pediu paz e diálogo diante do novo conflito armado no Oriente Médio iniciado por ataques de Estados Unidos e Israel ao Irã no último sábado (28)

“Perante a possibilidade de uma tragédia de enormes proporções, dirijo às partes envolvidas um veemente apelo para que assumam a responsabilidade moral de pôr um fim à espiral de violência antes que se torne um abismo irreparável!”

Os bombardeios ao Irã deixaram centenas de feridos e mortos, incluindo autoridades do país, como o secretário do Conselho de Defesa, contra-almirante Ali Shamkhani, e o comandante em chefe do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica, o major-general Mohammad Pakpour.

Também foi confirmada mídia oficial iraniana na noite desse sábado (28) a morte do aiatolá Ali Khamenei, que ocupava o cargo vitalício de líder supremo do país há 36 anos.

O pontífice clamou que “a diplomacia recupere o seu papel, e que seja promovido o bem dos povos, que anseiam por uma convivência pacífica, baseada na justiça”.

“Acompanho com profunda preocupação o que está a acontecer no Oriente Médio e no Irã nestas horas dramáticas. A estabilidade e a paz não se constroem com ameaças mútuas, nem com armas, que semeiam destruição, dor e morte, mas somente através de um diálogo razoável, autêntico e responsável”.

Chuvas em Minas Gerais

Na mensagem publicada na rede social X, o Leão XIV também se solidarizou com a população atingida pelas chuvas na Zona da Mata de Minas Gerais.

“Estou próximo da população do estado brasileiro de Minas Gerais, atingida por violentas inundações. Rezo pelas vítimas, pelas famílias que perderam as suas casas e por todos aqueles que estão a trabalhar nas operações de socorro”.

O último balanço da Polícia Civil de Minas Gerais atualizou que o número de mortes causadas pela chuva chegou a 72, sendo 65 em Juiz de Fora e sete em Ubá, cidade onde uma pessoa continua desaparecida. Fonte: Agência Brasil

Com morte de Khamenei, Irã forma conselho de governo com aiatolá Arafi

O líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, foi assassinado durante a agressão militar dos Estados Unidos (EUA) e Israel contra o país persa. A informação foi confirmada pela mídia oficial iraniana na noite desse sábado (28), no horário de Brasília, já madrugada em Teerã.

Nas primeiras horas do dia, milhares de pessoas foram às ruas em cidades do país para protestar contra o assassinato de Khamenei e lamentar sua morte, conforme mostram imagens aéreas dos veículos estatais iranianos. Foram decretados 40 dias de luto pela morte de Khamenei. 

Também neste domingo (1º), foi anunciada a formação de um órgão colegiado para substituir Khamenei. Ele é composto pelos chefes do Executivo, presidente Masoud Pezeshkian, do Judiciário, Gholam Hossein Mohseni Ejeie, e do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, segundo informou o jornal estatal Terah Times.

Além desses, foi nomeado o aiatolá Alireza Arafi para representar no colegiado o Conselho dos Guardiões, órgão que era chefiado por Ali Khamenei, informou a agência iraniana Isna News.

Portanto, o aiatolá Arafi não é o novo líder supremo, que precisa ainda ser eleito pela Assembleia dos Especialistas, ou dos Peritos. O chamado Conselho de Liderança interina assume as funções e poderes de Khamenei até a escolha do novo líder.

Martírio de Khamenei

A residência do chefe de Estado do Irã, Ali Khamenei, há 36 anos no cargo, teria sido bombardeada durante a agressão dos EUA e Israel, matando ainda parte da família do líder político e religioso, incluindo a filha, o genro, a nora e o neto. A informação é do jornal Tehral Times.

As autoridades iranianas ainda informaram o assassinato de outras importantes lideranças do país, como o secretário do Conselho de Defesa, contra-almirante Ali Shamkhani; e o comandante em chefe do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica, o major-general Mohammad Pakpour.

As Forças Armadas do Irã advertiram, em nota, que farão com que os EUA e Israel se arrependam.

“Faremos com que os inimigos desta nação, especialmente os Estados Unidos criminosos e o regime sionista maligno, se arrependam com a força, a firmeza e o apoio do povo honrado, e continuaremos o caminho desse líder sábio e poderoso até a última gota de sangue e a rendição dos inimigos”, reiteraram os chefes do Estado-Maior Conjunto do Irã, em nota.

Líder supremo

No cargo de líder supremo há 36 anos, Khamenei estava no topo da estrutura de Poder da República Islâmica do Irã que, além do Executivo, do Parlamento e do Judiciário, conta com o Conselho dos Guardiões, formado por seis indicados do próprio Aiatolá Khamenei e seis indicados pelo Parlamento. 

Outro órgão político típico da República Islâmica é a Assembleia dos Especialistas, ou dos Peritos, formada por 86 religiosos eleitos pelo voto popular. Essa assembleia é responsável por eleger o aiatolá que será o líder supremo do Irã. Apesar de o cargo ser vitalício, a Assembleia dos Especialistas pode destituí-lo.Fonte: Agência Brasil Lucas Pordeus León – Repórter da Agência Brasil

Bombardeios seguem neste domingo no Oriente Médio

Em resposta ao assassinato do aiatolá Ali Khamenei, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) anunciou o lançamento de um ataque contra o território israelense e pelo menos 27 bases americanas na região do Oriente Médio.

“As Forças Armadas darão uma vingança diferente e decisiva”, escreveu a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC). “A sexta onda da Operação Verdadeira Promessa 4 foi executada de forma decisiva por meio de extensos ataques com mísseis e drones da IRGC contra os territórios ocupados e as bases militares americanas na região”, acrescentou.

Segundo as forças iranianas, os alvos do ataque incluíam o quartel-general do Exército israelense em Hakirya, Tel Aviv, um complexo industrial de defesa na mesma cidade e uma base aérea na capital israelense.

Após o anúncio da IRGC, o Exército israelense pediu à população que permanecesse em locais seguros até novo aviso, sem fornecer mais detalhes.

Do Catar, o Ministério da Defesa anunciou que havia “impedido com sucesso” o impacto de aproximadamente 18 mísseis que tinham como alvo diversas áreas do país.

Também neste domingo (1º), Israel afirmou ter lançado uma ampla onda de ataques no centro de Teerã e estar buscando dominar os céus sobre a capital, depois que sua força aérea matou o líder supremo do Irã em um ataque em grande escala que aumentou os temores de crescente instabilidade no Oriente Médio.

Ao longo do dia, a Força Aérea de Israel realizou ataques para abrir o “caminho para Teerã”, e os militares israelenses afirmaram que a maioria dos sistemas de defesa aérea no oeste e centro do Irã havia sido desmantelada.

Ataques

A ofensiva militar dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, desencadeada neste sábado (28), deixou ao menos 201 pessoas mortas e 747 feridas

O líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, foi assassinado durante a agressão militar. A informação foi confirmada pela mídia oficial iraniana na noite desse sábado (28), no horário de Brasília, já madrugada em Teerã.

Nas primeiras horas do dia, milhares de pessoas foram às ruas em cidades do país para protestar contra o assassinato de Khamenei e lamentar sua morte.

Também neste domingo (1º), foi anunciada a formação de um órgão colegiado para substituir Khamenei. Ele é composto pelos chefes do Executivo, presidente Masoud Pezeshkian, do Judiciário, Gholam Hossein Mohseni Ejeie, e do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, segundo informou o jornal estatal Terah Times.

*Com informações são da Telesur e Agência Reuters 

Irã promete retaliar mais; Trump ameaça com força “nunca antes vista”

Após confirmado o assassinato do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, as autoridades do país persa prometeram uma retaliação ainda maior, com ataques a bases dos Estados Unidos (EUA) no Oriente Médio e a Israel.

Em resposta, o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaça usar força “nunca antes vista” caso o Irã aumente o nível dos ataques. Por sua vez, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, pediu ao “povo do Irã” que vá às ruas para “derrubar o regime” dos aiatolás.

As autoridades do Irã anunciaram a formação de um Conselho de Liderança interino para conduzir o país até a escolha do novo líder supremo.

O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Ali Larijani, destacou que os EUA e Israel não poderão “dobrar a nação iraniana” e que o país seguirá firme após a morte de Khamenei.

“Ontem, o Irã lançou mísseis contra os Estados Unidos e Israel, e eles causaram danos. Hoje, nós os atingiremos com uma força que eles jamais experimentaram”, informou a autoridade iraniana em rede social.

A ameaça de novas retaliações foi respondida pelo presidente dos EUA, Donald Trump, que sugeriu que o país não retalie as agressões sofridas.

“É melhor que não façam isso, porque se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca antes vista”, disse o mandatário estadunidense.

Por sua vez, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, foi à TV pedir ao “povo do Irã” que vá às ruas protestar para derrubar o governo iraniano, uma vez que atacará “milhares” de alvos nos próximos dias.

“Chegou a hora de vocês irem às ruas, irem às ruas aos milhões, para terminar o trabalho, para derrubar o regime de terror que tornou suas vidas miseráveis”, disse o chefe de governo de Tel Aviv.

Em nota, o Ministério das Relações Exteriores do Irã destacou que a agressão de Israel e dos EUA é um risco para todo o mundo, violando o direito internacional.

“Sem dúvida, a indiferença e a inação diante dos crimes organizados e da opressão dos Estados Unidos e do regime sionista encorajarão os agressores e colocarão o mundo e as futuras gerações sob a sombra de graves consequências”, disse o comunicado da chancelaria iraniana.

Entenda

Pela segunda vez em oito meses, Israel e os EUA lançam uma agressão contra o Irã em meio às negociações sobre o programa nuclear e balístico do país persa.

Ainda no primeiro governo Trump, os EUA abandonaram o acordo firmado em 2015, sob o governo de Barack Obama, para inspeção internacional do programa nuclear iraniano. Israel e EUA sempre acusaram Teera de buscar armas nuclearas.

Os iranianos, por sua vez, defendem que o programa é para fins pacíficos e se colocavam à disposição para inspeções internacionais.

Por outro lado, Israel, mesmo acusado de ter bombas atômicas, nunca permitiu qualquer inspeção internacional do seu programa nuclear. 

Ao assumir seu segundo mandato em 2025, Trump iniciou nova ofensiva contra Teerã exigindo, além do desmantelamento do programa nuclear, o fim do programa de mísseis balíscos de longo alcance e o fim do apoio a grupos de resistência a Israel como o Hamas, na Palestina, e Hezbollah, no Líbano.Fonte: Agência Brasil Lucas Pordeus León – Repórter da Agência Brasil

Cinco pessoas são mortas em Itabaiana por disputa de facções criminosas

Cinco pessoas foram mortas dentro de uma casa na zona rural da cidade de Itabaiana, no Agreste da Paraíba, na madrugada deste domingo (1º). De acordo com a Polícia Civil, as mortes são oriundas de uma disputa entre duas facções criminosas na cidade, que se insensificou nas últimas semanas.

De acordo com a delegada Maíram Moura, quatro mortos foram encontrados dentro de um quarto da residência, todos empilhados. Um desses corpos no local estava sem orelha. Um quinto corpo foi encontrado na frente da casa.

A Polícia Civil informou também que outros dois possíveis mortos dessa chacina estão sendo investigados e as equipes estão em uma região de mata para tentar encontrá-los.

Ninguém foi preso pelas mortes até a última atualização desta reportagem e a identificação dos corpos também ainda não havia sido feita.

Três homens foram presos suspeitos de integrar uma facção criminosa na cidade de Itabaiana, na última semana. Essas prisões são desdobramentos do aumento de ações da Polícia Civil e Polícia Militar em Itabaiana por conta da disputa criminosa na cidade, que teve início com a morte de um homem na cidade.

Conforme a delegada Maíram Moura à época da operação, mesmo com as prisões, as investigações seguem para identificar outros suspeitos de participarem de ações criminosas na disputa dessas organizações na região. Fonte: G1-PB