Blog do Walison - Em Tempo Real

Empresário é acusado de pagar R$ 4,5 mil por dados de ministros do STF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira (1°) a expedição de mandados de prisão e de busca a apreensão contra o empresário Marcelo Paes Fernandez Conde, acusado de financiar um esquema ilegal de acesso a dados financeiros de ministros da Corte, seus parentes e outras autoridades. 

As medidas foram determinadas na segunda fase da Operação Exfil, que investiga a venda dos dados. Até o momento, o empresário, que mora no Rio de Janeiro, não foi encontrado pelos agentes da Polícia Federal (PF).

De acordo com as investigações, Conde é acusado de financiar o esquema de extração ilícita de informações fiscais que, por serem protegidas por lei, são sigilosas.

Os investigadores da PF apontaram que Marcelo Conde teria fornecido listas de CPFs e realizado pagamento em espécie de R$ 4,5 mil para receber os dados, que eram acessados ilegalmente por servidores da Receita, funcionários terceirizados, despachantes e intermediários nos sistemas do Fisco e do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

Diante do material apurado pela PF, Alexandre de Moraes também determinou a quebra dos sigilos telemáticos de celulares e dados telemáticos em nuvem que pertencem ao acusado.

As medidas contaram com aval da PGR.

Sigilo

Os investigadores da PF também descobriram que, além de ministros do STF e seus parentes, também tiveram os dados fiscais acessados irregularmente o procurador-geral da República, Paulo Gonet, ministros do Tribunal de Contas da União (TCU), deputados federais, ex-senadores, dirigentes de agências reguladoras e um ex-governador.

No total, o esquema teria acessado os dados de 1.819 pessoas. 

Em nota, o advogado Nélio Machado informou que a defesa do empresário ainda não teve acesso à decisão do ministro que determinou as medidas.

“Tomamos conhecimento hoje das medidas decretadas contra nosso constituinte, mas ainda não tivemos acesso à decisão. De imediato, formulamos um requerimento para acessá-la e agora aguardamos o acolhimento do pedido para a adoção de providências”, declarou a defesa. Fonte: Agência Brasil

Cesta de produtos de Páscoa cai 5,73% este ano

A mesa de Páscoa vai pesar menos no bolso do brasileiro pelo segundo ano seguido. Uma cesta de produtos alimentícios, que inclui os tradicionais chocolates e o bacalhau, vai custar 5,73% a menos do que há 12 meses. Em 2025, o recuo nos preços foi de 6,77%.

A constatação é de levantamento do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV), divulgado às vésperas do domingo de Páscoa (5).

Para efeito de comparação, a inflação geral do consumidor, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor – Mensal (IPC-10) da FGV, marcou alta de 3,18% no período de abril de 2025 a março de 2026.

No entanto, olhando de forma isolada, alguns produtos sobem mais que a inflação geral:

  • Inflação geral: 3,18%
  • Bombons e chocolates: 16,71%
  • Bacalhau: 9,9%
  • Sardinha em conserva: 8,84%
  • Atum: 6,41%

Entre os itens que ajudaram a inflação da Páscoa ficar negativa figuram:

  • Arroz: -26,11%
  • Ovos de galinha: -14,56%
  • Azeite: -23,20%

Os pescados frescos subiram 1,74%; e os vinhos, 0,73%.

Nas últimas quatro Páscoa, duas foram de inflação positiva e duas de deflação (queda média de preços), quando comparadas ao ano anterior.

  • 2026: -5,73%
  • 2025: -6,77%
  • 2024: 16,73%
  • 2023: 13,16%

De acordo com o economista Matheus Dias, do Ibre/FGV, a variação acumulada dos preços de Páscoa nos últimos quatro anos foi de 15,37%. Essa alta ficou abaixo da inflação geral ao consumidor, calculada pelo IPC-10, que marcou 16,53% de abril de 2022 a março de 2026.

Nesse período, bombons e chocolates ficaram 49,26% mais caros. O bacalhau subiu 31,21%; o atum, 38,98%, e o azeite, 34,74%.

Viram o preço cair a batata inglesa (-16,02%) e a cebola (-15,44%).

Industrializados

Matheus Dias destaca que os repasses de quedas provenientes de melhoras na produção agrícola são mais complexos e apresentam defasagens mais longas em produtos industrializados.

Ele exemplifica com o chocolate. Mesmo com o cacau, principal matéria-prima, registrando quedas no mercado internacional desde outubro de 2025, chegando a recuar cerca de 60% em relação aos últimos 12 meses, os preços dos chocolates ao consumidor seguiram em alta de 16,71% no período.

“Em produtos mais industrializados, a queda da matéria-prima demora a chegar ao bolso do consumidor nos últimos anos”, explica.

Concentração

Na terça-feira (31), ao divulgar um estudo sobre a inflação de alimentos no Brasil, o economista Valter Palmieri Junior, doutor em Desenvolvimento Econômico pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), explicou que um dos fatores de alta consistente nos preços é a concentração, que tende a diminuir a concorrência entre empresas.

No levantamento, ele aponta que cinco marcas de bombons e chocolates de três empresas alcançam 83% do mercado.

Indústria

Procurada pela Agência Brasil para fazer comentários sobre o preço dos chocolates, a Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (Abicab) informou que o valor não é determinado apenas pelo cacau.

“Outros insumos como leite, açúcar, frete (uso de caminhões frigoríficos, já que se trata de carga perecível) e variação do dólar devem ser levados em conta”, ressalta a entidade.

A Abicab explica ainda que cada empresa tem a própria política de preço e que a indústria acompanha oscilações naturais do mercado e cria alternativas de venda de produtos “para todos os paladares e adaptadas às várias faixas de consumo”.

Este ano, de acordo com a associação, foram colocados 800 itens no mercado, com 134 lançamentos, contra 611 ano passado.

Os representantes da indústria detalham que, em 2024, o fenômeno El Niño (aquecimento anormal das águas da porção leste da região equatorial do Oceano Pacífico) devastou plantações.

Os países africanos Gana e Costa do Marfim, responsáveis por 60% da produção mundial de cacau, foram atingidos, e o mercado ficou com um déficit de 700 mil toneladas, segundo a Abicab.

A falta do produto levou o preço da tonelada, negociada na Bolsa de Nova York, a subir quatro vezes, para US$ 11 mil – equivalente hoje a cerca de R$ 56,7 mil.

De acordo com a Abicab, “apenas 10% desse impacto se refletiu no preço final”.

Hoje a cotação beira US$ 3,3 mil.

Empregos

A indústria de chocolates ressalta que “a expectativa para esta Páscoa é positiva porque vivemos estabilidade econômica, com a menor taxa histórica de desemprego”.

Na estimativa da Abicab, o número de empregos temporários é de 14,6 mil, 50% a mais que em 2025, frisando que as contratações costumam se iniciar em agosto do ano anterior. Desses, 20% acabam se tornando fixos, com carteira assinada, de acordo com a associação.

Uma pesquisa feita pelo Instituto Locomotiva revelou que 90% dos consumidores pretendem comprar produtos relacionados à Páscoa neste ano.   Fonte: Agência Brasil

Maranhense Paulo Henrique Cordeiro assume interinamente o Ministério do Esporte substituindo André Fufuca

O ministro André Fufuca indicou o maranhense Paulo Henrique Perna Cordeiro para assumir o comando interino do Ministério do Esporte. A movimentação ocorre em razão do afastamento de Fufuca, que retoma seu mandato na Câmara dos Deputados para concentrar esforços em sua pré-candidatura ao Senado Federal para o pleito de outubro de 2026.

Até então titular da Secretaria-Executiva de Esporte Amador, Educação, Lazer e Inclusão Social, Cordeiro já desempenhava um papel central na gestão das políticas públicas e na execução das ações da pasta.

A confirmação de seu nome para a interinidade é interpretada nos bastidores políticos como um reflexo da consolidada articulação entre André Fufuca e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Natural de Viana, município localizado na Baixada Maranhense, Paulo Henrique Cordeiro possui trajetória profissional como advogado e professor. Com a ascensão ao comando do ministério, ele assume a responsabilidade de dar continuidade aos projetos em curso na área esportiva durante o período eleitoral.

Fonte: O Imparcial

Circulação de trens é retomada após fortes chuvas diminuírem, em João Pessoa

A circulação de trens em João Pessoa foi retomada após um trabalho de limpeza realizado nas linhas dos trens, em meio à fortes chuvas registradas na manhã desta quarta-feira (1º). A informação foi confirmada pela Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU).

De acordo com a companhia, a interrupção aconteceu após o acúmulo de água, lixo e areia cobrir trechos da via férrea. A retomada do tráfego nos trilhos aconteceu exatamente às 13h37. Foram cerca de três horas com os serviços interrompidos.

A interrupção das viagens foi determinada pela área operacional às 10h50 e quatro viagens foram canceladas por falta de condições operacionais e de segurança no período.

Ainda segundo a CBTU, equipes foram distribuídas em diferentes frentes de trabalho para desobstruir os trilhos. Além do impacto no transporte ferroviário, as chuvas também causaram alagamentos em ruas e avenidas da capital, com reflexos no trânsito. Houve interdição parcial de trechos e atuação de agentes de mobilidade para reorganizar o fluxo de veículos.

A Defesa Civil informou que, até o momento, não há registro de ocorrências graves relacionadas às chuvas. O monitoramento segue nas áreas com maior volume de precipitação.

Criminoso armado invade comércio e atira no litoral do PI; criança estava no local

Um criminoso armado invadiu um comércio e efetuou disparos de arma de fogo dentro do estabelecimento na tarde da terça-feira (31), na zona rural de Parnaíba, litoral do Piauí. No momento da ação, havia clientes e uma criança no local.

De acordo com o 2º Batalhão da Polícia Militar, a ocorrência foi registrada por volta das 16h50. Os criminosos estariam buscando o dono do mercado.

Imagens de câmeras de segurança do estabelecimento mostra que um de dois homens que chegaram em uma moto desceu já armado, entrou no comércio e perguntou pelo dono do estabelecimento.

Funcionários informaram que ele não estava no local. Em seguida, o suspeito efetuou três disparos dentro do mercantil e fugiu com o comparsa.

No momento do crime, havia dois clientes e uma criança pequena no comércio.

No Piauí, esta foi a primeira ação identificada, que acabou frustrada após a instituição financeira acionar a polícia.

A Polícia Militar realizou diligências na região, mas até o momento, os suspeitos não foram localizados. O caso deve ser investigado pela Polícia Civil. Fonte: G1-PI

Operação da polícia prende 15 suspeitos na Baixada Maranhense

Quinze pessoas foram presas na manhã desta quarta-feira (1º) durante a “Operação Asfixia”, da Polícia Civil do Maranhão, nas cidades de Vitória do Mearim e Arari, na Baixada Maranhense. A ação teve como alvo integrantes de uma organização criminosa suspeita de atuar na região.

Segundo as investigações, o grupo é suspeito de praticar crimes como tráfico de drogas, roubos e homicídios. As ações vinham causando insegurança nas duas cidades e em áreas vizinhas.

Durante o cumprimento dos mandados de busca e prisão, os policiais apreenderam drogas, armas de fogo e celulares. Dos alvos, 12 foram presos em flagrante e três por mandados de prisão preventiva. De acordo com a polícia, o material apreendido deve ajudar no avanço das investigações.

Suspeito de liderar facção morre após confronto

 

Um dos alvos, apontado como líder de uma facção criminosa em Vitória do Mearim, reagiu à abordagem e tentou atacar um agente de segurança. Houve confronto, e o suspeito morreu no local.

A operação foi coordenada pelas delegacias de Vitória do Mearim e Arari, com apoio de equipes da regional de Viana, do Núcleo de Operações com Cães (NOC), da Polícia Militar do Maranhão (PMMA), da Guarda Municipal de Arari e da Força Estadual Integrada de Segurança Pública (Feisp).

As investigações continuam para identificar outros envolvidos e desarticular o grupo criminoso na Baixada Maranhense. Fonte: G1-MA

Justiça determina retomada do transporte público em São Luís

O Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) determinou a retomada imediata do transporte público de São Luís nas áreas afetadas pela paralisação de linhas e autorizou o bloqueio de cerca de R$ 3,2 milhões das contas da Prefeitura para garantir o funcionamento do sistema.

A decisão foi tomada durante audiência de conciliação realizada na última terça-feira (31), no âmbito de uma ação civil pública movida pelo Ministério Público do Estado (MPE), que trata da crise estrutural do transporte coletivo da capital.

Na decisão, o juiz Douglas de Melo Martins aponta que o problema não se limita à paralisação de linhas, mas envolve uma crise mais ampla no sistema, marcada por desequilíbrio econômico-financeiro das empresas, falhas na prestação do serviço e omissões na regulação por parte do poder público.

O magistrado destacou que o transporte público é um serviço essencial e não pode ser interrompido, sendo obrigação do poder público garantir sua continuidade. Durante a audiência, foi confirmado que o Consórcio Via SL suspendeu serviços que atendiam 16 bairros de São Luís.

A empresa informou que tem condições de retomar apenas parte das linhas, conseguindo atender cerca de metade das regiões afetadas, o que levou a Justiça a adotar medidas emergenciais para evitar que a população ficasse sem transporte.

Bloqueio de mais de R$ 3,2 milhões

 

Antes da decisão, houve tentativa de acordo entre as partes, mas não houve consenso. A Justiça determinou o bloqueio de mais de R$ 3,2 milhões das contas do município, valor correspondente a repasses e subsídios que haviam sido retidos pela Prefeitura.

Segundo o juiz, a retenção contribuiu para o agravamento da crise, ao estrangular financeiramente a empresa e impedir o pagamento de insumos essenciais, como combustível e salários, dificultando a retomada do serviço.

O magistrado também destacou que a norma utilizada para justificar a retenção está com a eficácia suspensa por decisão do Supremo Tribunal Federal. Os recursos bloqueados serão transferidos ao sindicato das empresas de transporte, mas a liberação está condicionada à comprovação efetiva da retomada do serviço.

A decisão estabelece que o pagamento só poderá ocorrer após comprovação irrefutável de que os ônibus voltaram a circular, com prioridade para o pagamento de salários dos rodoviários e a aquisição de combustível.

Reorganização emergencial das linhas

 

Como o Consórcio Via SL não consegue atender toda a demanda, a Justiça determinou que as demais empresas do sistema assumam, de forma emergencial, as linhas paralisadas.

A medida deve ser coordenada pela Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT) e pelo sindicato das empresas, com prazo inicial até o dia 27 de abril. A Via SL deverá informar quais linhas consegue operar e quais precisarão ser redistribuídas entre as demais concessionárias.

Caso a Via SL não consiga retomar integralmente os serviços, a decisão permite que as demais empresas assumam a operação completa do lote, inclusive com a utilização dos veículos da própria concessionária.

A Justiça também autorizou a possibilidade de requisição administrativa dos ônibus, caso necessário para garantir o atendimento à população.

Plano emergencial obrigatório

 

A Prefeitura deverá apresentar, no prazo de 15 dias úteis, um plano emergencial para reorganizar o sistema de transporte público de São Luís.

O documento deverá incluir diagnóstico da situação atual, número de veículos em operação, definição de frota mínima por linha, estratégias para horários de pico e plano de manobras operacionais.As empresas também deverão colaborar com informações e execução das medidas.

Suspensão de sanções e nova audiência

 

A decisão determina ainda que a SMTT suspenda eventuais sanções contra as empresas até que o sistema seja normalizado ou haja nova deliberação judicial.

Uma nova audiência foi marcada para o dia 27 de abril, quando será avaliado o cumprimento das medidas e a situação do transporte público na capital.

Entenda o caso

 

Na sexta-feira (27), as empresas Expresso Rei de França (antiga 1001) e Expresso Grapiúna, que integram o Consórcio Via SL, confirmaram a paralisação temporária dos ônibus em São Luís. As empresas alegam falta de repasses financeiros da Prefeitura de São Luís.

De acordo com a administração das empresas, a paralisação teve início na quarta-feira (25) porque os subsídios referentes aos meses de outubro, novembro e dezembro de 2025 não foram pagos integralmente.

Em nota, o Consórcio Via SL informou que a paralisação foi oficializada após uma reunião realizada na garagem das empresas. A medida, segundo o grupo, foi motivada pela incapacidade financeira de manter os serviços sem a regularização dos subsídios devidos pelo poder público municipal.

Ainda segundo o consórcio, o subsídio foi totalmente cancelado em outubro, enquanto os pagamentos de novembro e dezembro foram feitos apenas de forma parcial. As empresas alegam que o cenário comprometeu as condições mínimas de trabalho e impediu o cumprimento das obrigações com os funcionários, que enfrentam atrasos salariais.

Além disso, o Consórcio Via SL afirma também que o impacto financeiro foi agravado por descontos sobre valores de gratuidades e operações realizadas por aplicativo.

Diante da impossibilidade de manter as atividades, o consórcio informou que decidiu viabilizar o desligamento formal dos funcionários, com o objetivo de reduzir prejuízos sociais. Com a medida, motoristas e cobradores poderão acessar direitos como o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e o seguro-desemprego.

Justiça determina retomada do transporte público em São Luís — Foto: Reprodução/TV Mirante

Justiça determina retomada do transporte público em São Luís — Foto: Reprodução/TV Mirante Fonte: G1-MA

Veja o que foi apreendido pela PF nos endereços de alvos de operação contra venda de sentenças no Maranhão

A operação foi autorizada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) e correm sob segredo de Justiça. Veja abaixo quem são os magistrados citados na investigação.

Ex-assessor “ostentação”

 

Operação resultou no afastamento dos desembargadores Antônio Pacheco Guerreiro Júnior (à esquerda) e Luiz de França Belchior Silva (ao centro) e na prisão do ex-assessor do TJ-MA Lúcio Fernando Penha Ferreira (à direita), que ficou conhecido como o assessor ostentação. — Foto: Arte: g1

Operação resultou no afastamento dos desembargadores Antônio Pacheco Guerreiro Júnior (à esquerda) e Luiz de França Belchior Silva (ao centro) e na prisão do ex-assessor do TJ-MA Lúcio Fernando Penha Ferreira (à direita), que ficou conhecido como o assessor ostentação. — Foto: Arte: g1

Segundo informações da investigação, Lúcio Fernando circulava pela cidade dirigindo um carro de luxo avaliado em mais de meio milhão de reais, utilizava um relógio da marca Rolex, estimado em mais de R$ 100 mil, e adquiriu um apartamento de alto padrão por mais de R$ 4 milhões.

A Polícia Federal prendeu preventivamente o ex-assessor do TJ-MA, Lúcio Fernando Penha Ferreira. Ele ficou conhecido como “assessor ostentação” por exibir bens de alto valor.

Lúcio Fernando é apontado como um dos principais operadores do esquema. De acordo com as investigações, ele é suspeito de intermediar negociações para a suposta venda de decisões judiciais. Uma delação premiada indica que o ex-assessor participou diretamente de um acordo para a liberação de uma decisão favorável mediante o pagamento de R$ 250 mil.

Parte do valor, cerca de R$ 150 mil, teria sido entregue em dinheiro vivo, sendo que o próprio Lúcio teria ficado responsável por buscar a quantia. O restante do dinheiro, segundo a investigação, teria sido dividido entre outros envolvidos.

Lúcio Fernando já havia sido alvo da Operação 18 Minutos, em agosto de 2022, que investiga desvios de recursos públicos na construção do Fórum de Imperatriz, no sul do estado.

Desembargador Antônio Pacheco Guerreiro Júnior

 

Desembargador do Tribunal de Justiça do Maranhão, Antônio Pacheco Guerreiro Júnior já se encontrava afastado das funções quando a Operação Inauditus foi deflagrada. Ele também foi alvo da Operação 18 Minutos, apontado como envolvido nos supostos desvios de recursos públicos na construção do Fórum de Imperatriz.

O magistrado responde a processos que tramitam no STJ e, na investigação mais recente, aparece citado em delação premiada que aponta a negociação de decisão judicial, com intermediação do então assessor Lúcio Fernando Penha Ferreira.

Desembargador Luiz de França Belchior Silva

 

Também desembargador do TJMA, Luiz de França Belchior Silva teve o afastamento das funções decretado por decisão judicial no âmbito da Operação Inauditus. Ele foi localizado em Fortaleza (CE) durante o cumprimento dos mandados.

O magistrado é investigado por possível participação em decisões judiciais que teriam beneficiado partes envolvidas em processos de alto valor econômico.

Além deles, outros alvos da operação são:

  • Douglas Lima da Guia – juiz de Direito;
  • Tonny Carvalho Araújo Luz – juiz de Direito;
  • Ulisses César Martins de Sousa – advogado;
  • Eduardo Aires Castro – advogado;
  • Lúcio Fernando Penha Ferreira – ex-assessor do Tribunal de Justiça do Maranhão;
  • Sumaya Heluy Sancho Rios – ex-assessora;
  • Maria José Carvalho de Sousa Milhomem – assessora;
  • Eduardo Moura Sekeff Budaruiche – assessor;
  • Karine Pereira Mouchrek Castro – ex-assessora;
  • Francisco Adalberto Moraes da Silva – ex-servidor do TJMA;
  • Antônio Edinaldo de Luz Lucena – empresário;
  • Jorge Ivan Falcão Costa;
  • Manoel Nunes Ribeiro Filho – ex‑deputado estadual
  • Aline Feitosa Teixeira – endereços alvos de mandados;
  • Lucena Infraestrutura Ltda. – pessoa jurídica investigada.

 

O g1 tenta localizar a defesa dos alvos da PF.

A operação Inauditus investiga um esquema de venda de decisões judiciais no Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA). Ao todo, foram cumpridos 25 mandados de busca e apreensão. Segundo a PF, durante o cumprimento dos mandados foram apreendidos R$ 284,7 mil em espécie na casa de um ex-deputado estadual.

De acordo com a PF, o esquema consistia na negociação de decisões judiciais em processos de alto valor, com atuação articulada entre magistrados, ex-assessores, advogados e outros investigados. O objetivo era beneficiar interesses privados por meio do direcionamento de decisões e da tramitação acelerada de ações no TJMA.

A prática incluía a intermediação de decisões por assessores, que fariam contato entre as partes interessadas e integrantes do Judiciário.

A TV Globo apurou que, em um dos casos investigados, a negociação envolveu interesses do ex‑deputado estadual Manoel Ribeiro, que também foi alvo de mandados de busca e apreensão em propriedades ligadas a ele. Nos locais, foram encontradas armas e dinheiro em espécie.

Segundo a apuração, Manoel Ribeiro é proprietário de imóveis que estavam em disputa judicial. Após uma decisão inicial contrária aos interesses do negócio, uma nova decisão judicial teria sido negociada por R$ 250 mil, com pagamento realizado em duas etapas.

Parte do valor foi entregue em dinheiro, retirada pessoalmente por um ex-assessor. O restante teria sido repassado posteriormente por meio de transferências bancárias a outros envolvidos, depois que a decisão final do processo foi proferida.

Além das buscas, a Justiça determinou a prisão preventiva do principal operador do esquema, um ex-assessor do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA). Também foi decretado o afastamento de um desembargador, três assessores e uma servidora.

Entre as medidas cautelares impostas estão a proibição de acesso às dependências do TJMA, a restrição de contato entre os investigados e o monitoramento eletrônico de seis pessoas.

A decisão autorizou o sequestro e o bloqueio de bens, que podem somar até R$ 50 milhões, de forma solidária entre os principais investigados. Durante a apuração, também foram identificadas movimentações financeiras suspeitas, com indícios de ocultação da origem ilícita dos recursos.

Os mandados foram cumpridos em gabinetes, escritórios de advocacia e empresas, nas cidades de São Luís, São José de Ribamar, Arari, Balsas, Bacabal e Guimarães, no Maranhão. A operação também ocorre em Fortaleza (CE), São Paulo (SP) e Lagoa Seca (PB).

Somadas, as penas máximas previstas para os crimes investigados podem chegar a 42 anos de prisão. Fonte: G1-MA

Escolas têm até hoje para se inscrever em Olimpíada do Tesouro Direto

A Olimpíada do Tesouro Direto de Educação Financeira (Olitef) encerra nesta quarta-feira (1°) a primeira fase de inscrições para as atividades deste ano, para unidades de ensino públicas ou privadas que atendam do ensino fundamental II ao médio.

Além de garantir mais tempo de preparação aos professores e estudantes, a adesão nesta etapa tem como incentivo números extras para concorrer aos prêmios institucionais. As inscrições podem ser feitas no site www.olitef.com.br.

Cada instituição sorteada será premiada com um kit educacional no valor de R$ 100 mil, que pode ser de laboratório de informática, ciências ou robótica, entre outras opções.

Neste ano, serão sorteadas duas escolas públicas e uma privada por estado, com previsão de distribuir R$ 7,7 milhões em prêmios, contemplando escolas, gestores e professores.

A edição de 2026 já tem mais de 7 mil escolas inscritas. No ano passado, a iniciativa mobilizou quase 2 milhões de estudantes de mais de 13 mil escolas.

Construída em um formato que prevê atividades preparatórias adaptadas ao currículo de cada ano e avaliação por meio de provas, que podem ser presencialmente ou online, a Olitef é promovida pela B3 e pelo Tesouro Nacional, com o apoio do Ministério da Educação, Banco Central, Conselho Nacional de Secretários de Educação, Conselho Nacional de Secretários de Educação das Capitais e da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação. Fonte: Agência Brasil