Blog do Walison - Em Tempo Real

Garimpo ilegal em Terra Indígena Yanomami é destruidor, diz ministra

Entrevista coletiva da ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, com lideranças ao voltar da visita a Terra Indígena Yanomami, no Distrito Sanitário Especial Indígena Yanomami.

Sonia Guajajara visitou território e sobrevoou áreas de garimpo

A ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, descreveu como destruidora a presença do garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami. Ela passou a noite de domingo (5) no polo base de Surucucu, que fica próximo à fronteira com a Venezuela, na parte oeste do território. Nesta segunda-feira (6), ela voltou a Boa Vista e concedeu uma entrevista coletiva para contar o que viu.  

“O que está sendo noticiado ainda está longe de mostrar a realidade ali, com essa presença tão forte de garimpeiros, com uma grande destruição no território. É muito garimpo, garimpo infinito, o território está todo tomado por garimpeiros, por destruição, por contaminação na água. Os yanomami não têm como beber água, não têm água limpa para beber”, afirmou.

A ministra fez sobrevoos nas regiões de Homoxi e Xitei, que são duas das áreas com maior presença de garimpeiros, e disse que não conseguiu pousar em comunidades mais isoladas por falta de segurança. Segundo ela, os garimpeiros estão concentrados nas vilas maiores como forma de proteção.

“Tentamos pousar em dois lugares e não conseguimos, por conta de insegurança. Muitos garimpeiros, ali dentro, já estão sabendo que está tendo essa determinação para retirada deles. E eles estão fugindo de garimpo menores e se concentrando em garimpos maiores, estão ficando todos juntos”, afirmou.

A ministra disse que, em alguns locais, já não é mais possível “discernir o que é a comunidade indígena do que é o garimpo”. 

Comunidades isoladas

Segundo lideranças locais, como Júnior Júnior Hekurari Yanomami, presidente do Conselho Distrital de Saúde Indígena Yanomami e Ye’Kuana (Codisi-YY), há cerca de 180 comunidades isoladas que até agora não conseguiram receber assistência médica nem social e não se sabe ainda o estado de saúde dessas pessoas. A estimativa é que essa população seja de aproximadamente 15 mil pessoas. São localidades que estendem até mesmo ao Amazonas, onde parte da Terra Indígena Yanomami está inserida. 

“São 180 comunidades [com] prioridade, que estamos precisando atender. Essas 180 comunidades estão sem atendimento, que fazem parte também do Amazonas, principalmente Barcelos”. 

A ministra também falou sobre a morte de um bebê indígena, que não pôde ser removido para Boa Vista por causa do mau tempo, e do assassinato de três indígenas por garimpeiros. Pelo menos um corpo foi entregue à família e dois ainda precisam ser resgatados. Um deles foi morto na região do Homoxi e os outros dois na região de Parima. A Polícia Federal (PF) cumpre diligências no território para investigar os crimes.

Medidas

Sonia Guajajara disse que, em até três semanas, a reforma na pista do aeródromo de Surucucu deverá ficar pronta, o que permitirá o pouso de aeronaves maiores. A medida vai viabilizar a estruturação de um hospital de campanha para atender casos mais complexos sem necessidade de remoção de todos os pacientes para Boa Vista. Segundo o coordenador local do Centro de Operações de Emergência (COE), Ernani Santos, a demanda de atendimento deve aumentar nas próximas demandas e a construção de um novo hospital vai desafogar a rede da capital.  

“A gente está entendendo que a demanda vai aumentar. A intenção nossa é que esse hospital possa dar esse suporte, até porque, hoje, um terço das internações aqui no Hospital da Criança, no município [Boa Vista], são de yanomami. E a Casai [Casa de Saúde Indígena] está no seu limite”.

No balanço desta segunda-feira, o COE informou que há 598 indígenas na Casai, entre pacientes e acompanhantes. No Hospital da Criança de Boa Vista, há 50 indígenas internados, sendo quatro deles na Unidade de Terapia Intensiva. A previsão do governo é que nos próximos dias mais nove equipes da Força Nacional do SUS desembarquem no território. O total de equipes deve chegar a 25 até o fim de semana. 

Alimentos

Lançamento aéreo de suprimentos de ajuda humanitária às aldeias indígenas Yanomami na região do Surucucu, na Terra Indígena Yanomami, Oeste de Roraima, a partir de paraquedas do cargueiro KC-390 da Força Aérea Brasileira.
Lançamento aéreo de suprimentos de ajuda humanitária às aldeias indígenas Yanomami na região do Surucucu, na Terra Indígena Yanomami – Fernando Frazão/Agência Brasil

O governo federal também está reavaliando a distribuição de cestas básicas de alimentos aos indígenas yanomami. Os alimentos enviados não são os que fazem parte da dieta tradicional dos indígenas e estão sendo buscados também por garimpeiros que, impedidos de sair por via aérea do território, estão ficando também sem mantimentos. De acordo com Lucia Alberta Andrade, diretora de Promoção ao Desenvolvimento Sustentável da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), os yanomami querem retomar sua produção urgente.

“Vamos começar um apoio para que algumas aldeias, que estão um pouco mais tranquilas, comecem a produzir suas roças. Eles não querem mais consumir as cestas que estamos enviando. Querem produzir, plantar sua mandioca, sua banana. E isso foi solicitado”, explicou.

O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome também deve atuar na perfuração de poços artesianos e construção de cisternas na Terra Indígena Yanomami para garantir abastecimento de água potável, uma vez que a contaminação dos rios por mercúrio, usado no garimpo, tem inviabilizado o consumo de água pelos indígenas, além de ser fonte de doenças.

Edição: Fábio Massalli

FAB reabre espaço aéreo em RR para saída espontânea de garimpeiros

Rios contaminados têm coloração e margem afetados pela atuação de garimpo ilegal na região do Surucucu, dentro da Terra Indígena Yanomami, Oeste de Roraima, avistados em sobrevoo da Força Aéra Brasileira para lançamendo de suprimentos.

Objetivo é facilitar saída de invasores de Terra Indígena

A Força Aérea Brasileira (FAB) anunciou a reabertura parcial do espaço aéreo sobre a Terra Indígena Yanomami, em Roraima, para permitir a saída coordenada e espontânea de garimpeiros que atuam ilegalmente na região. A medida começou a vigorar nesta segunda-feira (6) e vai durar uma semana, seguindo até a próxima segunda-feira (13). Segundo a FAB, foram criados três corredores aéreos. As aeronaves terão autorização de voo desde que se mantenham dentro dos limites laterais e verticais estabelecidos.

As novas regras foram normatizadas pela FAB por meio de Notam, sigla em inglês para Notice to Air Missions, que informa a comunidade aeronáutica sobre a operação.

“A alteração na Zona de Identificação de Defesa Aérea (ZIDA) acrescenta, ainda, que as aeronaves que decolarem de localidades distantes desses corredores devem voar perpendicularmente até ingresso em um deles, para após prosseguirem em seu voo. Os corredores são de seis milhas náuticas (NM) de largura, o que equivale a cerca de 11 quilômetros”, informou a FAB.

Setores de inteligência do governo federal e o próprio movimento indígena identificaram a fuga de garimpeiros da terra indígena nos últimos dias por terra e por via fluvial. Como a principal forma de acesso ao território é por via aérea, a reabertura para os voos deve acelerar a saída dos invasores. 

As aeronaves que descumprirem as regras estabelecidas nas áreas determinadas pela Força Aérea estarão sujeitas às Medidas de Policiamento do Espaço Aéreo (MPEA), que vão desde a identificação da aeronave, pedidos de mudança de rota e pouso obrigatório até tiros de advertência e os chamados tiros de detenção, que são disparos com a finalidade de provocar danos e impedir o prosseguimento do voo da aeronave transgressora. 

bloqueio do espaço aéreo sobre a terra indígena começou a vigorar no início da semana passada, após a edição de um decreto presidencial. 

Garimpeiros

Representantes dos garimpeiros comemoraram a medida, que vai facilitar uma resolução da crise com menor possibilidade de conflitos. A reabertura do espaço aéreo na área Yanomami era uma demanda do segmento.

“Entendemos que o governo está sendo sensível à crise. É um momento de pânico para milhares de garimpeiros que pretendem, voluntariamente, deixar a área. Pedimos, fizemos a mobilização da forma que se poderia fazer para ajudar, para que não houvesse conflitos”, afirmou o coordenador de articulação política do Movimento Garimpo é Legal, Jailson Mesquita. 

Segundo Mesquita, também é preciso manter as vias fluviais abertas para que os garimpeiros que estão de canoa e outras embarcações possam também deixar o território. “Quem ficou para trás foram os menos favorecidos, quem não tinha dinheiro, quem não tinha condição. Agora, vamos ver essa retirada aí, mas já é um passo, um importante passo”, disse.

*Com informações de Alex Oliveira – Repórter da Agência Brasil.

Edição: Fábio Massalli

Reconstrução e fortalecimento marcam Dia da Luta dos Povos Indígenas

Entrevista coletiva da ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, com lideranças ao voltar da visita a Terra Indígena Yanomami, no Distrito Sanitário Especial Indígena Yanomami.

A criação do Ministério dos Povos Originários e a condução da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) por uma mulher marcam o Dia Nacional da Luta dos Povos Indígenas, comemorado nesta terça-feira (7). A data foi criada em 2008 como forma de dar visibilidade aos debates sobre pautas importantes desses povos.

Para a ministra dos Povos Originários, Sônia Guajajara, há uma crise humanitária no Brasil. Ela citou como causas as invasões de territórios, o desmatamento, o garimpo ilegal, a falta de assistência adequada em saúde e saneamento, entre outros.

“Não é mais possível convivermos com povos indígenas submetidos a toda sorte de males, como desnutrição infantil e de idosos, malária, violação de mulheres e meninas e altos índices de suicídio. Presidente Lula, arrisco dizer, sem exagero, que muitos povos indígenas vivem verdadeira crise humanitária em nosso país e agora estou aqui para trabalharmos juntos, para acabar com a normalização deste estado inconstitucional que se agravou nestes últimos anos”, disse Guajajara, a primeira indígena a ocupar um cargo de ministra, no dia de sua posse.

Ela tem acompanhado as ações interministeriais que tentam conter a crise humanitária envolvendo o povo Yanomami. Afetados pela presença do garimpo ilegal em suas terras, os indígenas enfrentam casos de desnutrição e doenças como malária e pneumonia, situação histórica que piorou nos últimos quatro anos.

Segundo Guajajara, setores de inteligência do governo federal e o movimento indígena identificaram a fuga de garimpeiros da Terra Indígena Yanomami, em Roraima.

“Temos essa informação de que muitos garimpeiros estão saindo. Mas é bom que saiam mesmo, porque assim a gente até diminui a operação que precisa ser feita para retirar 20 mil garimpeiros, [o que] demora um tempinho”, disse a ministra, em entrevista. “Importante dizer que, para que a gente consiga sair dessa situação de emergência em saúde, é preciso combater a raiz, que é o garimpo ilegal. Não é possível que 30 mil yanomami sigam convivendo com 20 mil garimpeiros dentro do seu território”, destacou.

Atualmente, a Casa de Saúde Indígena (Casai), em Boa Vista, tem 601 yanomami, entre pacientes e seus acompanhantes. Além disso, 50 indígenas estão internados no Hospital Geral de Roraima (HGR) e no Hospital da Criança Santo Antonio (HCSA), ambos em Boa Vista. Há duas equipes compostas por profissionais da Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS), uma em Auaris e outra no Surucucu, onde são feitos, em média, de 60 a 70 atendimentos diários.

Reconstrução

Ao tomar posse na presidência da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), Joenia Wapichana prometeu reconstruir o órgão e elogiou o fato de a Funai estar pela primeira vez sob o comando de indígenas. 

“Esse é o primeiro passo que a gente tem de dar. Reorganizar a Funai. Fortalecer, buscar orçamento”, afirmou. A presidenta também citou a falta de servidores públicos e o estoque de ações judiciais acumuladas nos últimos anos como desafios para o órgão.

“Todo esse caminho que percorremos até hoje para chegar aqui foi longo e muito sofrido. Muitas vidas se perderam no caminho e ainda estão se perdendo. Passamos anos de desmonte, de sucateamento, de desvalorização dos servidores públicos”, declarou Wapichana.

Ambivalência

Para o coordenador jurídico da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil, Maurício Terena, a data é “ambivalente” pois esses povos vivem momento significativo em relação às políticas  brasileiras para a área.

“Digo que ela carrega um sentimento de ambivalência porque, ao passo que estamos felizes com [as novas interlocuções para os povos indígenas], também temos assistido a situação dos yanomami, que sofrem uma crise humanitária desde 2020. Acho importantíssimo salientar a articulação dos povos indígenas, que já vinha denunciando a invasão garimpeira dentro do Território Yanomami”, afirmou.

Segundo Terena, a gestão de Jair Bolsonaro promoveu “uma desestruturação dos órgãos responsáveis pelos povos indígenas”. Entre os pontos destacados pelo coordenador, como sucateamento de políticas públicas, está o enfraquecimento da Funai e a queda no orçamento destinado à área.

Sepé Tiaraju

O Dia Nacional de Luta dos Povos Indígenas é celebrado desde 2008. A data escolhida é uma homenagem ao guarani Sepé Tiaraju, guerreiro morto em 7 de fevereiro de 1756 durante a histórica Batalha de Caiboaté, em São Gabriel (RS).

O motivo do conflito foi o Tratado de Madrid, que estabelecia novas fronteiras entre as colônias da Espanha e de Portugal e, consequentemente, determinou a evacuação da população que vivia na República Guarani, na região das Missões, abrangendo o que é hoje o oeste do Rio Grande do Sul, o Norte da Argentina e o Paraguai. Assim como Sepé, cerca de 1.500 indígenas foram mortos na batalha. Contudo, o corpo dele não foi encontrado e, assim, nasceu o mito de que o herói teria subido aos céus, tornando-se um santo.

Em 2017, o Vaticano autorizou o início do processo de canonização do guarani para se tornar, oficialmente, santo. Atualmente, a canonização está na fase de beatificação e pode demorar alguns anos para ser concluída.

*Com informações da Agência Senado

Edição: Graça Adjuto

UEMA Campus Caxias completará 55 anos

Programação comemorativa está prevista para ser realizada no dia 23 de fevereiro, às 17h.

No próximo dia 23 de fevereiro, a UEMA Campus Caxias completará 55 anos. Quando foi criada, em 1968, era chamada de Faculdade de Formação de Professores do Ensino Médio de Caxias (FFPEM), com a finalidade de formar professores para a Educação Básica. Sua instalação ocorreu em 1970. Depois ocorreu a incorporação à Federação das Escolas Superiores do Maranhão (FESM). A etapa seguinte foi sua transformação em Unidade de Estudos de Educação de Caxias e Centro de Estudos Superiores de Caxias da Universidade Estadual do Maranhão (CESC).  Hoje é Campus Caxias.

As atividades da instituição obedecem um calendário acadêmico. Os setores de protocolo, escolaridade e outros estão à disposição da comunidade acadêmica. Cursos de férias estão sendo ministrados atualmente e houve a realização de um Conselho de Centro no início de fevereiro, neste mês.

Os cursos oferecidos pelo Campus Caxias são: Letras Inglês; Letras Literatura; Pedagogia; Matemática; Física; Química; Geografia; História; Ciências Biológicas; Ciências Naturais; Ciências Sociais; Medicina e Enfermagem.  Também são ofertados quatro cursos EAD (Ensino à Distância): Geografia; Física; Gastronomia e Segurança no Trabalho.

Na instituição é possível ainda fazer um Mestrado. Trata-se do Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade, Ambiente e Saúde (PPGBAS).

Uma programação comemorativa está prevista para ser realizada no dia 23 de fevereiro, às 17h, em alusão ao aniversário de 55 anos.

O início das aulas do primeiro semestre de 2023 está marcado para 13 de março.

A direção do Campus é ocupada atualmente pela Profa. Dra. Valéria Cristina Pinheiro, que ficará no cargo até 2026. A assessora de direção é a Profa. Maria de Fátima Alencar Rios.Por: Ascom/ UEMA

Governo lança programa para reduzir filas no sistema de saúde

HRT inicia força-tarefa para zerar lista de espera por cirurgia de catarata

Iniciativa envolve cirurgia eletiva, exames e consultas especializadas

O governo federal lançará, nesta segunda-feira (6), um programa elaborado para diminuir as filas do Sistema Único de Saúde (SUS) para cirurgias eletivas, exames complementares e consultas especializadas. A cerimônia de lançamento será no Rio de Janeiro, a partir das 15h, e contará com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da ministra da Saúde, Nísia Trindade.

Segundo o Ministério da Saúde, o Programa Nacional de Redução de Filas terá orçamento inicial de R$ 600 milhões, conforme previsto na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Transição – valores que serão repassados a estados e municípios. 

Entre os objetivos do programa, está o de “assegurar apoio técnico e financeiro a estados e municípios para responder ao problema crônico das filas de cirurgias eletivas, exames e consultas na atenção especializada”. Na avaliação da pasta, essas filas têm crescido em decorrência do envelhecimento da população; do aumento de doenças crônicas não transmissíveis; e, também, devido a sequelas da covid-19.

Dimensões e fases

O programa terá duas dimensões: uma emergencial, focada no “aumento imediato” da oferta de cirurgias, exames e consultas; e uma estruturante, dedicada à “melhoria dos processos de gestão das filas e do fluxo de atendimento dos usuários (sistema de regulação) e qualificação da atenção básica”.

A qualificação da atenção básica ajudará, segundo o ministério, a reduzir demandas para a atenção especializada. Dessa forma, possibilitará um número maior de médicos disponíveis nas equipes de atenção básica, bem como investimento em capacitação e uso mais intenso de tecnologias como telessaúde.

De acordo com o ministério, a primeira fase do programa vai até junho de 2023. Dos R$ 600 milhões previstos para o ano, R$ 200 milhões serão repassados “imediatamente” para apoio na execução de planos locais que incentivem a organização de mutirões em todo país, de forma a  “desafogar a demanda represada”; e R$ 400 milhões serão repassados a depender da quantidade de cirurgias realizadas, principalmente as abdominais, as ortopédicas e as oftalmológicas.

“A ação prevê estratégias para garantir equipes cirúrgicas completas e melhorar o fluxo de atendimento em todo o Brasil. Cada estado poderá estabelecer as cirurgias prioritárias, de acordo com a realidade local”, informou o ministério. A segunda fase, entre abril e junho, inclui exames diagnósticos e consultas especializadas, com foco em tratamentos oncológicos.

Critérios

Em nota, o Ministério da Saúde informa que “critérios e detalhes” para o repasse dos valores aos fundos dos estados e municipais de saúde serão publicados em portaria. “Cada unidade federativa terá que entregar um diagnóstico com a real demanda local por cirurgias, assim como um planejamento para executar o programa de redução das filas, para que seja estipulada a liberação de recursos. Estados e municípios devem apresentar o quantitativo de procedimentos realizados e dimensionar a redução”, diz a nota.

O programa conta com a participação de seis hospitais federais e de três institutos nacionais (câncer, cardiologia e traumato-ortopedia), na cidade do Rio de Janeiro, além de 41 hospitais universitários.

criação do Programa Nacional de Redução de Filas foi aprovada no dia 26 de janeiro durante a primeira reunião anual ordinária da Comissão Intergestores Tripartite (CTI), formada por Ministério da Saúde, Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems).

Fonte: Agência Brasil Edição: Kelly Oliveira

EM COROATÁ, JUSTIÇA REALIZA MEGA AUDIÊNCIA COM 34 RÉUS

A 1ª Vara de Coroatá realizou, no dia 2 de fevereiro, uma audiência de instrução criminal de processo em que apura a ação de uma organização criminosa de tráfico de drogas na cidade de Coroatá, que mobilizou um aparato jurídico e de segurança nunca visto no Fórum da comarca, que foi isolado por medida de segurança.

A audiência reuniu 34 presos provisórios deslocados de unidades prisionais de Coroatá, São Luís, Pedreiras, Grajaú e Porto Franco, 10 advogados, e mais três testemunhas, que moram fora da cidade. Todos foram ouvidos durante a audiência, ao longo de toda a quinta-feira, no auditório do fórum.

A juíza titular da 1ª Vara de Coroatá, Anelise Nogueira Reginato, presidiu a audiência, em que atuaram a promotora de Justiça Aline Albuquerque Bastos (1ª Promotoria de Justiça), autora da denúncia e na defesa, a defensora pública Isabella Carminatti, além de dez advogados dos réus.

INQUÉRITOS POLICIAIS E DENÚNCIA

O caso foi denunciado à Justiça no dia 10 de março de 2021, pela 1ª Promotoria de Justiça de Coroatá. O inquérito policial foi iniciado em 2019, sendo realizados mais de dois meses de interceptações telefônicas. Na denúncia, consta que a investigação policial teve início com uma diligência após chegarem informações à Delegacia de Polícia local sobre a venda de entorpecentes e possíveis bocas de fumo na cidade.

O Relatório Final da polícia constatou o crime de tráfico de drogas por meio dos autos de apresentação e apreensão existente em vários processos, que indicavam que as substâncias apreendidas se tratavam de drogas (maconha, crack e cocaína), caracterizando uma associação criminosa para o tráfico de entorpecentes, conforme foi apurado em 10 inquéritos, que acompanham o inquérito principal.

Conforme a denúncia, a participação de cada denunciado se deu por meio da “aquisição, transporte, guarda, venda e mantendo em estoque o material ilícito”, destacando que apenas alguns dos investigados cometeram tráfico de drogas sem associação.

APRESENTAÇÃO DE PROVAS, DEPOIMENTOS DOS RÉUS E ESCUTA DE TESTEMUNHAS

A juíza explicou que, em um dia de audiências, foi iniciada e finalizada a fase de instrução processual, com a apresentação de provas e tomada de depoimentos de réus e escuta de testemunhas. Na sequência, será feito o julgamento do processo. “Acabou a instrução. Como diligência, um advogado pediu perícia da voz da sua cliente. Depois disso, abrirá prazo para as alegações finais e será emitida a sentença”, disse a juíza, satisfeita com o saldo dos trabalhos.

A atuação dos profissionais da Justiça foi apoiada por uma operação policial executada sob a orientação do comandante do 24º Batalhão da Polícia Militar, tenente coronel Jadiel Rezende, do Diretor de Segurança da Polícia Penal da UPR de Coroatá, Diego Cavalcante, e do comandante da Guarda Municipal, Davi Silva. “Sem o apoio das forças policiais, teria sido impossível”, observou a juíza.

Representaram a defesa dos réus os advogados: Andre Farias Pereira, Antonio Raimundo Andrelino, Arnor Criston Cunha Serra, Carlos Dantas Ribeiro, Fabio Marcelo Maritan  Abbondanza, Francisco Carlos Mouzinho do Lago, Lauro Lima de Vasconcelos, Matheus Reis Aragão, Maykon Veiga Vieira Dos Santos e Pedro Bezerra de Castro.

FONTE: ASSCOM CORREGEDORIA GERAL DA JUSTIÇA – MA

Crise humanitária: mais uma criança yanomami morre em Roraima

Ela foi vítima de desnutrição grave e desidratação.

Uma criança de apenas um ano e cinco meses de idade morreu, nesse domingo (5), na Terra Indígena Yanomami, em Roraima, vítima de desnutrição grave e desidratação. A informação foi repassada por Júnior Hekurari, presidente do Conselho Distrital de Saúde Indígena Yanomami e Ye’Kuana (Codisi-YY), uma das principais lideranças da região de Surucucu, no extremo Oeste do estado e próxima à fronteira com a Venezuela.  

De acordo com o relato, a criança estava em estado grave desde sábado (4) e as equipes de saúde pediram sua remoção imediata para Boa Vista, mas o mau tempo impediu a decolagem. Ela era da região Haxiu, que fica a cerca de 15 minutos de helicóptero do polo base de Surucucu, onde há um aeródromo e um pelotão de fronteira do Exército Brasileiro. 

Afetados pela presença do garimpo ilegal em suas terras, os indígenas yanomami têm sofrido com casos de desnutrição e doenças como malária e pneumonia. Nos últimos quatro anos, foram registradas 570 mortes de crianças no território. 

Base Aérea

Em visita a Roraima, a ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, afirmou que a base aérea no Surucucu vai ser reestruturada para que possa receber aviões de maior porte. A medida vai possibilitar levar ainda a infraestrutura para montar um hospital de campanha na região. Ela não estipulou prazo para a efetivação dessas medidas. A pista de Surucucu não opera por instrumentos e só permite voo visual, o que limita o acesso em horário noturno ou com mau tempo.   

Remoção de pacientes

De acordo com o Centro de Operações Emergenciais (COE), colegiado interministerial criado pelo governo federal, em janeiro, foram removidos 223 pacientes da terra indígena para a capital do estado. No balanço mais recente, o COE informou também que a Casa de Saúde Indígena (Casai), em Boa Vista, abriga, no momento, 601 yanomami, entre pacientes e seus acompanhantes. Além disso, há 50 indígenas internados, no Hospital Geral de Roraima (HGR) e no Hospital da Criança Santo Antônio (HCSA), ambos na capital.Por: Agência Brasil 

Rayssa Leal é campeã mundial de skate street

Fadinha do skate venceu o Mundial de Skate Street que aconteceu em Sharjah nos Emirados Árabes; Com a conquista, Rayssa é campeã da Liga Mundial e do Campeonato Mundial.

Rayssa Leal é a campeã mundial de skate street! A brasileira venceu o Mundial de Sharjah nos Emirados Árabes neste domingo. Aos 15 anos de idade, Rayssa garante 80 mil pontos no ranking rumo a Paris 2024. Vale lembrar que antes das quartas de final ela machucou o pulso e correu o risco de não disputar o campeonato.

Completaram o pódio a australiana Chloe Covell e a japonesa Momiji Nishiya. As duas fizeram excelentes provas e elevaram o patamar disputa. Enquanto Rayssa fechou com a pontuação de 255,58, Chloe ficou com a prata com 253,51 e Momiji com o bronze com 253,30.

Rayssa Leal é a campeã mundial de skate street! A brasileira venceu o Mundial de Sharjah nos Emirados Árabes neste domingo. Aos 15 anos de idade, Rayssa garante 80 mil pontos no ranking rumo a Paris 2024. Vale lembrar que antes das quartas de final ela machucou o pulso e correu o risco de não disputar o campeonato.

Completaram o pódio a australiana Chloe Covell e a japonesa Momiji Nishiya. As duas fizeram excelentes provas e elevaram o patamar disputa. Enquanto Rayssa fechou com a pontuação de 255,58, Chloe ficou com a prata com 253,51 e Momiji com o bronze com 253,30.

Além de Rayssa, outras duas brasileiras competiram na final: Gabi Mazetto ficou na 6ª colocação e Pâmela na 8ª. Destaque para a prova de Gabi Mazetto, que fez manobras muito técnicas.

A prova das brasileiras

Nas voltas, Rayssa acabou ficando com sua primeira nota um 83,32. Apesar de ter ficado entre as três melhores notas, a brasileira optou pela segurança apostando nas manobras. Logo em sua primeira manobra, Rayssa lançou a assinatura do flip rockslide de front e garantiu um 85,04. Seu segundo acerto garantiu um 87,22 indo para a primeira colocação até então. Depois de garantir uma excelente nota, ela tentou manobras mais ousadas e acabou errando. Ela ficou com uma pontuação de 255,58 e foi a Campeã Mundial!

Gabi teve uma boa primeira volta ficando com 58,64. Em nenhuma de suas voltas Gabi conseguiu fazê-las de forma limpas, sem erros. Seu primeiro de acerto de manobra foi explorando o hubba e ficou com um 79,35. Gabi somou dois erros seguidos ao tentar mais uma manobra no hubba. Em sua última manobra ela conseguiu um 83,46. Gabi terminou com 221,45 o que garantiu a 6ª colocação.

Já Pâmela Rosa não foi bem nas voltas, sua melhor nota foi um 43,38. Com muitos erros em suas voltas, ela não conseguiu entregar um bom resultado. Em seu primeiro acerto de manobra, Pâmela explorou o gap da pista e tirou um 83,14. Pâmela cometeu três erros seguidos e acabou somando um deles. Pâmela ficou com a 8ª colocação somando 126,52.

Aurelien Giraud é o campeão masculino e Kelvin fica em 4º

O francês Aurelien Giraud é o campeão mundial masculino de skate street. Com uma somatória de 269,33, ele vence o evento apostando em manobras de explosão. Completando o pódio ficaram o português Gustavo Ribeiro com 267,38 e o japonês, de apenas 12 anos, Ginwoo Onodera com 263,04.

O brasileiro Kelvin Hoefler ficou com a quarta colocação, mesmo com uma lesão no braço. Kelvin teve uma somatória de 248,59, tendo todas as suas notas acima dos 80 pontos na competição. Hoefler foi o único brasileiro a chegar até a final do Mundial de Sharjah.

Veja a pontuação final das provas

Feminino

1- Rayssa Leal (Brasil) – 255,58

2- Chloe Covell (Austrália) – 253,51

3- Momiji Nishiya (Japão) – 253,30

4- Rizu Akama (Japão) – 251,91

5- Funa Nakayama (Japão) – 240,79

6- Gabriela Mazetto (Brasil) – 221,45

7- Paige Hayn (EUA) – 211,71

8 – Pâmela Rosa (Brasil) – 126,52

Masculino

1- Aurelien Giraud (França) – 269,33

2- Gustavo Ribeiro (Portugal) – 267,38

3- Ginwoo Onodera (Japão) – 263,04

4- Kelvin Hoefler (Brasil) – 248,59

5- Richard Tury (Eslováquia) – 245,42

6- Jagger Eaton (EUA) – 179,15

7- Chris Joslin ( EUA) – 179,08

8- Sora Shirai (Japão) – 155,78Por: Por Redação do ge

Procon notifica empresa por falta de segurança e estrutura em show do cantor Wesley Safadão, em São Luís

Parte da estrutura do camarote cedeu durante o show.

O Instituto de Promoção e Defesa do Cidadão e Consumidor do Maranhão (Procon-MA) informou que vai notificar a empresa responsável pela produção local do show do cantor Wesley Safadão, realizado no sábado (4), em São Luís. O comunicado foi feito pela presidente do órgão, Karen Barros, por meio das redes sociais, nesse domingo (5).

De acordo com o Procon-MA, a notificação foi motivada pela falta de segurança e estrutura oferecidas aos consumidores durante o show.

“Com base no art. 932 do Código Civil e art. 6º, I do Código de Defesa do Consumidor estamos notificando a Alegria Produções pela falta de segurança e estrutura aos consumidores presentes no show do Wesley Safadão, na noite de ontem.

Vídeos publicados nas redes sociais mostram parte da estrutura do camarote – que teve um dos ingressos mais caros – afundando. Após o incidente, a área foi isolada por bombeiros civis e por seguranças do próprio evento.

“Pagamos por um camarote que nem usamos!”, disse um dos presentes no show.

Ao g1, a Alegria Produções, empresa responsável pela produção local do ‘Bloco Vai Safadão’, realizado no sábado, em São Luís, informou que foram tomadas todas as providências para receber o público, tanto de segurança quanto de estrutura, e irá apresentar toda a documentação ao Procon-MA, em obediência ao recomendado.Por: G1 MA

Cidade cearense tem novas eleições após morte do prefeito e vice

Prefeito e vice-prefeito de Palhano, no Ceará, morreram em 2020 e 2022, respectivamente, e cidade terá nova eleição — Foto: TV Verdes Mares/Reprodução

Prefeito eleito em 2020 morreu de Covid-19 em 2020, e o vice faleceu após sofreu um AVC no ano passado.

Eleitores de Palhano voltam às urnas neste domingo (5) para eleger prefeito e vice. A eleição suplementar ocorre devido à morte do gestor e do vice, em 2020 e 2022, respectivamente. Disputam as eleições na cidade José do Lalá (PT) e Batista da Mariana (PSD).

Dinho Nunes, eleito prefeito em 2020, morreu com Covid-19 no mesmo ano da campanha eleitoral. A gestão da cidade foi assumida pelo vice, Francisco Erisson Ferreira, que faleceu em dezembro de 2022 de Acidente Vascular Cerebral (AVC).

Segundo o Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE) a cidade tem 8.872 eleitores aptos a votar.

Na seção eleitoral, será necessário apresentar documento de identificação com foto, que pode ser:

  • carteira de identidade (RG)
  • passaporte
  • carteira de categoria profissional reconhecida por lei
  • certificado de reservista
  • carteira de trabalho ou carteira nacional de habilitação.

Caso já tenha cadastro biométrico, pode ser apresentado o e-Título como documento de identificação.

e-Título

O TRE-CE orienta que é necessário fazer com antecedência o download do aplicativo para garantir que tenham uma melhor experiência no dia 5/2. O app oferece diversas facilidades, como verificar local de votação; consultar a situação eleitoral; identificar-se na seção (se tiver feito biometria) e justificar a ausência à votação.

Para fazer o download gratuito do app, basta acessá-lo nas lojas on-line Google Play e App Store no seu smartphone ou tablet. Já para validar o aplicativo, é importante preencher os dados corretamente. Caso haja preenchimento de alguma informação em discordância com o cadastro eleitoral, o sistema não aprovará a solicitação de emissão, e, consequentemente, o eleitor não poderá utilizar o app.

Biometria

Assim como nas Eleições Gerais deste ano, haverá a identificação biométrica no dia da votação.

Disque Eleitor – 148

O eleitorado pode esclarecer suas dúvidas pelo Disque Eleitor, no número148. O serviço funciona, de segunda a sexta, em dias úteis, das 7h às 14h. Por esse canal de atendimento, o cidadão pode informar-se sobre título, local de votação, seção eleitoral e situação eleitoral.

O 148 abrange todo o Estado e a ligação tem o preço de uma chamada local, não sendo possível utilizar bônus da operadora.

Justificativa de ausência às urnas

No dia da eleição: No dia da eleição suplementar, 5/2, o eleitorado de Palhano que estiver fora do seu domicílio eleitoral deve justificar a ausência por meio do aplicativo e-Título.

Após a eleição: Para fazer a justificativa depois do dia da eleição suplementar, o(a) eleitor(a) deverá apresentar documento comprobatório do motivo da ausência (comprovação de viagem, por exemplo). Para o eleitor(a) que está no Brasil, a justificativa pode ser realizada em até 60 dias após o pleito. Já o eleitor(a) que estiver no exterior terá até 30 dias após o retorno ao Brasil para se justificar. Essa justificativa pode ser feita pelo e-Título ou pelo site do TRE. Fonte: G1-CE