Evusheld teve queda de eficácia contra variantes do novo coronavírus.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu temporariamente a autorização de uso emergencial do medicamento Evusheld (Tixagevimabe + Cilgavimabe). O remédio é indicado para prevenção, pré-exposição e tratamento de casos leves a moderados da covid-19 e também de pacientes com alto risco de progressão e agravamento da doença.
“A Anvisa vem acompanhando a eficácia dos medicamentos aprovados contra as novas variantes do SARS-CoV-2 e, de acordo com os dados apresentados pela empresa, o medicamento Evusheld demonstrou queda significativa na atividade contra as variantes de preocupação do novo coronavírus em circulação no país”, justificou a agência em nota.
Atualmente, como a variante Ômicron e suas subvariantes predominam no Brasil, apresentando recentemente prevalência de 77% para a BQ.1 e de 15% para a BA.5, “após a avaliação dos dados, a diretoria colegiada da agência decidiu, por unanimidade, suspender temporariamente a autorização de uso emergencial do medicamento, até que sejam apresentados dados que comprovem sua eficácia contra as variantes do SARS-CoV-2 em circulação no país”, acrescentou a Anvisa.
Caso existam lotes do medicamento em território brasileiro, a empresa detentora da autorização deve comunicar aos profissionais de saúde dados sobre a ineficácia do produto contra as variantes em circulação do SARS-Cov-2, para que somente façam uso do remédio quando o paciente tiver sido infectado por alguma variante do SARS-CoV-2 suscetível a ele.Por: Agência Brasil
O governo federal deve anunciar, nos próximos dias, um reajuste nos valores do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), segundo informações da secretária nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, Lilian Rahal. O programa prevê repasses de recursos federais para estados e municípios, com base no número de alunos de cada rede.
Em janeiro deste ano, o ministro da Educação, Camilo Santana, disse que o governo estudava aumentar os valores, que, segundo ele, estão sem reajuste há seis anos.
Os detalhes sobre os novos valores, no entanto, ainda não foram divulgados. Atualmente, os recursos repassados pelo Pnae variam de R$ 0,32 por dia (para cada estudante da educação de jovens e adultos) até R$ 2 por dia (para o programa de fomento às escolas de ensino médio em tempo integral).
Recursos
Outros recursos do Pnae são: ensino fundamental e médio (R$ 0,36), pré-escola (R$ 0,53), atendimento educacional especializado no contraturno (R$ 0,53), escolas indígenas e quilombolas (R$ 0,64), creches (R$ 1,07) e ensino integral (R$ 1,07).
“A alimentação escolar é estratégica para que as crianças possam ter uma alimentação adequada. A gente tem mais de 40 milhões de crianças que se alimentam cotidianamente nas escolas. E essas crianças terem alimentação de verdade é importante para que a gente consiga ter uma segurança alimentar e menores índices de desnutrição”, afirmou Lilian Rahal.
O Pará realizou o primeiro transplante de fígado em hospital da rede pública estadual 100% pelo SUS (Sistema Único de Saúde). o anúncio foi feito em entrevista coletiva, nesta segunda-feira (6). Ana Gabriela Mesquita Alves, 42 anos, passou pelo procedimento no último dia 26 de fevereiro. O transplante foi viabilizado pela Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), por meio da Central Estadual de Transplantes (CET), e realizado na Santa Casa de Misericórdia do Pará, em Belém.
“Hoje é um dia muito importante, pois estamos realizando o anúncio desse transplante inédito e bem sucedido. Esse é um serviço de relevância, que desde 2009 está sendo trabalhado para ser implantando aqui na Santa Casa. Fizemos um investimento na capacidade do Hospital, e essa é uma parceria do Programa ProadSus com o Hospital Albert Einstein, de São, Paulo, que capacitou os nossos profissionais, e hoje nós temos a satisfação de colocar mais esse serviço à disposição da população”, disse o secretário de Estado de Saúde Pública, Rômulo Rodovalho, durante a coletiva.
A logística para trazer o fígado doado até o cirurgião que operou Ana Gabriela durou mais de 10 horas, e começou na noite de sábado (25), quando a equipe da CET foi acionada para confirmar a viabilidade do órgão para a paciente de Belém. Depois da confirmação da compatibilidade, a equipe entrou em ação, considerando que é responsabilidade exclusiva deste setor da Sespa entregar o órgão nas mãos da equipe autorizada para realizar o transplante.
A biomédica Ierecê Miranda, especialista em Doação, Captação e Transplante de órgãos pela Faculdade Israelita de Ciências da Saúde Albert Einstein, que há quatro anos está à frente da Coordenação Estadual de Transplantes do Pará, informou que “a partir do aceite do órgão e da confirmação do horário da captação, a equipe da CET começou uma verdadeira corrida contra o tempo, pois diferente do rim que tem até 36 horas para ser implantado no receptor após a sua retirada do doador, o tempo do fígado é de apenas 12 horas. Nós recebemos o órgão dos pilotos da FAB na Base Aérea as 10h10 do dia 26/02/23, e o entregamos às 10h33 para a equipe de transplante no bloco cirúrgico da Santa Casa, local onde a receptora já se encontrava preparada para receber o órgão”.
Hepatite autoimune
O fígado foi implantado na paciente, que tinha o diagnóstico de hepatite autoimune. Nos últimos cinco anos, Ana Gabriela desenvolveu cirrose hepática, doença incurável, e só um transplante poderia salvar sua vida. Ela estava inscrita na fila de transplante de fígado do Estado há três meses, e graças ao gesto solidário de um casal que autorizou a retirada dos órgãos da filha de 14 anos, que faleceu devido a um acidente vascular encefálico (AVE), agora Ana vai poder recuperar a saúde.
“Os primeiros dias depois do transplante na UTI foram difíceis, mas agora estou mais tranquila. Nasci de novo. Quero me restabelecer e seguir a minha vida, que foi interrompida. Me formei em Serviço Social, mas por conta da doença não pude trabalhar. Agora vou ter uma nova oportunidade de vida”, disse Ana Gabriela.
A paciente reforçou a importância da doação de órgãos. “Foram muitos anos doente, dentro de hospitais e UTIs. Até fui para Fortaleza (CE) tentar o transplante, mas não consegui e voltei para Belém. Hoje, agradeço muito a toda equipe que tornou esse transplante possível, e à família da doadora. Uma parte daquela pessoa vai ficar viva dentro de mim. Por isso, é muito importante falar sobre doação de órgãos e conscientizar todos sobre o assunto, para a família autorizar e salvar outras vidas”, frisou Ana Gabriela.Fonte: G1-PA
Estudo do Instituto de Nutrição da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) em parceria com o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) examinou o uso e a rotulagem de aditivos alimentares em diversos produtos disponíveis nos supermercados brasileiros. A pesquisa identificou falhas e inconformidades nas informações presentes nas listas de ingredientes.
No trabalho, foram analisados rótulos de 9.856 alimentos e bebidas, constatando que um quinto dos itens não continha qualquer aditivo alimentar, enquanto um quarto apresentava seis ou mais em sua formulação. Além disso, verificou-se a existência de agrupamentos de aditivos que se repetiam em diferentes grupos de alimentos, especialmente nos ultraprocessados. Mesmo em situação de regularidade, foi possível comprovar a insuficiência de informações sobre os ingredientes na embalagem.
Segundo a pesquisa, os aromatizantes, por exemplo, representam uma das categorias de aditivos nas quais se identificaram mais pontos falhos, tanto na sua descrição quanto na sua conformidade com a legislação.
De acordo com a norma brasileira, não é necessário declarar o nome de cada substância que compõe o aroma, sendo suficiente identificar sua classificação como “natural”, “idêntico ao natural” ou “artificial”. Porém, em diversos casos, encontrou-se apenas a menção a “aromatizantes” ou “aromas” na descrição do item, o que sugere que há nesses produtos uma mistura de aditivos não identificados nem tipificados.
A professora associada do Departamento de Nutrição Aplicada e do Programa de Pós-Graduação em Alimentação, Nutrição e Saúde do Instituto de Nutrição da Uerj, Daniela Canella, conta que alguns alimentos não contêm aditivos alimentares na lista de ingredientes, mas são compostos por alimentos que tipicamente os contêm.
“Ao ingerir esse produto, o indivíduo está exposto a uma combinação de aditivos sem saber. Isso acontece com frequência em refeições ou lanches prontos: pizza, lasanhas, massas recheadas, sanduíches e salgados, entre outros”, afirmou Daniela, orientadora do estudo.
“Do ponto de vista da informação ao consumidor, a embalagem não informa suficientemente para que as pessoas possam tomar decisões. O ideal seria que na lista de ingredientes da pizza congelada, quando aparece, por exemplo, o item presunto, abrir um parênteses para incluir todos os componentes do presunto”, acrescentou a professora.
Os aditivos são geralmente utilizados em alimentos e bebidas ultraprocessados e são adicionados intencionalmente durante a fabricação, processamento, preparação, tratamento, embalagem, armazenagem, transporte ou manipulação, sem o propósito de nutrir, mas visando a modificar as características físicas, químicas, biológicas ou sensoriais do produto.
“Os ultraprocessados são formulações industriais feitas com pouco ou nenhum alimento in natura ou minimamente processado. Eles precisam dos aditivos para que fiquem palatáveis e para durar nas prateleiras”, explicou a pesquisadora.
Regulação
No Brasil, o uso desses aditivos é regulado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que se fundamenta também em critérios apoiados por regulamentações regionais, como as do Mercosul, e em sugestões emitidas em âmbito mundial por comitês de especialistas da Organização Mundial de Saúde e da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura. Porém, segundo o estudo, apesar de diversos aditivos alimentares serem autorizados, seus efeitos sobre a saúde do consumidor vêm sendo questionados por especialistas.
“Questionar esses efeitos torna-se ainda mais importante quando se nota uma variação na condição de consumo dessas substâncias, pois, na prática, elas não são consumidas isoladamente, mas combinadas a outros aditivos, seja em um mesmo alimento ou em alimentos consumidos ao longo de um dia. Sendo assim, esse problema deve ser considerado crítico em um cenário de crescimento da ingestão de alimentos e bebidas ultraprocessados”, explicou a professora.
De acordo com a pesquisadora, os ultraprocessados estão relacionados a uma série de doenças crônicas, como obesidade, doença cardiovascular, diabetes, câncer, doença inflamatória intestinal.
“A minha recomendação é a mesma do Guia Alimentar para a População Brasileira do Ministério da Saúde: evite o consumo de ultraprocessados, prefira os alimentos in natura e minimamente processados e analise a lista de ingredientes”.
O artigo sobre a pesquisa foi publicado em fevereiro na Revista de Saúde Pública, periódico científico editado pela Universidade de São Paulo (USP). O trabalho foi iniciado no âmbito do doutorado da aluna de Nutrição da Uerj Vanessa Montera e, na sequência, surgiu a parceria com o Idec que estava conduzindo pesquisa sobre rotulagem de alimentos e construindo um banco de dados extenso com mais de 10 mil produtos encontrados em supermercados.
Com a possibilidade de verificação de valores de pessoas falecidas, o Sistema de Valores a Receber (SVR) reabre os saques nesta terça-feira (7) após 11 meses fechado. A partir das 10h, os usuários poderão agendar o recebimento dos recursos no siteValores a Receber, administrado pelo Banco Central (BC).
As consultas foram reabertas em 28 de fevereiro. Conforme o balanço mais recente do BC, até o último domingo (5), 19,7 milhões de consultas haviam sido feitas. Desse total, 5,5 milhões (28%) têm quantias a receber e 14,2 milhões (72%) não encontraram valores esquecidos.
Segundo o BC, cerca de 38 milhões de pessoas físicas e 2 milhões de pessoas jurídicas têm cerca de R$ 6 bilhões a receber. O sistema tem novidades importantes, como impressão de telas e de protocolos de solicitação para compartilhamento no Whatsapp e inclusão de todos os tipos de valores previstos na norma do SVR. Também há uma sala de espera virtual, que permite que todos os usuários façam a consulta no mesmo dia, sem a necessidade de cronograma por ano de nascimento ou de fundação da empresa.
Além dessas melhorias, há a possibilidade de consulta a valores de pessoa falecida, com acesso para herdeiro, testamentário, inventariante ou representante legal. Assim como nas consultas a pessoas vivas, o sistema informa a instituição responsável pelo valor e a faixa de valor. Também há mais transparência para quem tem conta conjunta. Se um dos titulares pede o resgate de um valor esquecido, o outro, ao entrar no sistema, consegue ver as informações: como valor, data e CPF de quem fez o pedido.
Fontes de recursos
A nova fase do SVR incluiu fontes de recursos esquecidos que não estavam nos lotes do ano passado. Foram acrescentadas contas de pagamento pré ou pós-paga encerradas, contas de registro mantidas por corretoras e distribuidoras encerradas e outros recursos disponíveis nas instituições para devolução.
Além dessas fontes, o SVR engloba os seguintes valores, já disponíveis para saques no ano passado: contas-corrente ou poupança encerradas; cotas de capital e rateio de sobras líquidas de ex-participantes de cooperativas de crédito; recursos não procurados de grupos de consórcio encerrados; tarifas cobradas indevidamente; e parcelas ou despesas de operações de crédito cobradas indevidamente.
Golpes
Nesta fase do programa, o Banco Central aconselha o correntista a ter cuidado com golpes de estelionatários que alegam fazer a intermediação para supostos resgates de valores esquecidos. O órgão esclarece que todos os serviços do Valores a Receber são totalmente gratuitos, que não envia links nem entra em contato para tratar sobre valores a receber ou para confirmar dados pessoais.
O BC também esclarece que apenas a instituição financeira que aparece na consulta do Sistema de Valores a Receber pode contactar o cidadão. O órgão também pede que nenhum cidadão forneça senhas e esclarece que ninguém está autorizado a fazer esse tipo de pedido.
Uma aposta simples feita em São Luís acertou as 15 dezenas da Lotofácil, no sorteio dessa segunda (6), e vai dividir o prêmio de R$ 1,5 milhão com outro ganhador de Curitiba, no Paraná. Os sortudos vão receber R$719.389,75 cada.
Outras 416 apostas acertaram 14 dezenas e levaram R$1.035,98. A estimativa de prêmio para o próximo concurso, a ser realizado nesta terça-feira (7), é de R$ 1,5 milhão.
Como apostar na Lotofácil
Os sorteios são realizados às segundas, terças, quartas, quintas, sextas-feiras e sábados, sempre às 20h. A aposta mínima, de 15 números, custa R$ 2,50. Para apostar na Lotofácil é preciso marcar entre 15 e 20 números, dentre os 25 disponíveis no volante, e fatura prêmio se acertar 11, 12, 13, 14 ou 15 números.
Pode ainda deixar que o sistema escolha os números para você por meio da Surpresinha, ou concorrer com a mesma aposta por 3, 6, 12, 18 ou 24 concursos consecutivos através da Teimosinha.
Probabilidades
A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para a aposta simples, com 15 dezenas, com preço de R$ 2,50, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 3.268.760, segundo a Caixa.
Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 38.760,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 211, ainda segundo a Caixa. Fonte: G1-MA
As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas até o dia 22 de março no portal do Centro de Integração Empresa-Escola – CIEE.
A Prefeitura Municipal de Juazeiro do Norte abriu, nesta segunda-feira (6), as inscrições para o processo seletivo de estágio. As vagas são destinadas para estudantes de nível médio e superior, nos seguintes cursos:
Técnico de Administração
Administração
Direito
Engenharia Civil
Economia, dentre outros.
O estagiário aprovado para o ensino médio, receberá uma bolsa-auxílio no valor de R$ 510 para seis horas diárias; já para o ensino superior, o valor é de R$ 830 para carga horária de seis horas diárias. O auxílio-transporte é de R$ 4,90 por dia estagiado.
Um homem de iniciais G.C.S foi preso, nesta segunda-feira (6), suspeito de tentativa de homicídio contra um empresário na Praia de Barra Grande, município de Cajueiro da Praia, Litoral do Piauí. Segundo a polícia, o homem também responde por apedrejar uma viatura da Polícia Militar.
Conforme a Polícia Civil de Luís Correia, a prisão ocorreu através de um mandado de prisão preventiva. Em depoimento, o suspeito alegou estar apaixonado pela esposa da vítima e por isso teria golpeado o empresário com um facão.
De acordo com a polícia, a vítima sofria ameaças dentro e fora de seu estabelecimento pelo suspeito do crime. O caso é investigado. Fonte: G1-PI
O salário das mulheres paraibanas é 10% menor quando comparado ao que recebem os trabalhores do sexo masculino, conforme pesquisa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (6) e mostram que as paraibanas ganham em média R$ 1.823, enquanto os homens recebem R$ 2.023.
Na Paraíba, 611 mil mulheres estão trabalhando e 96 mil estão desocupadas. A pesquisa também aponta que 956 mil mulheres estão fora da força de trabalho, o que significa que elas não estão procurando emprego.
As mulheres negras também recebem menos, representando 72,5% das pessoas que ganham até um salário mínimo. A porcentagem é superior à média geral do estado, sendo 67% das paraibanas pagas com a mesma quantia. Em comparação, o número de mulheres não negras e que recebem um salário mínimo é de 58,2%.
Em relação a informalidade, as mulheres paraibanas representando 60,3% e apenas metade das mulheres contribuem para a previdência social, sendo 51%.
Diferença salarial no Brasil é maior
A diferença salarial entre homens e mulheres brasileiras é ainda superior que a registrada na Paraíba. Segundo a pesquisa, homens recebem em média R$ 2.909 e mulheres R$ 2.305, representando uma diferença de 21% no plano nacional.
A pesquisa também afirma que 42,6 milhões das brasileiras estão ocupadas, 5,3 milhões são desocupadas e 41,8 milhões estão fora da força de trabalho. Outras 2,3 milhões estão desalentadas, ou seja, gostariam de trabalhar, mas desistiram de procurar porque acham que não vão encontrar.
Em todos os setores de trabalho as mulheres recebem menos do que os homens, com destaque para o serviço doméstico onde são 91% dos ocupados e ganham 20% menos. O setor de educação, saúde e serviços sociais também se destaca, com 75% dos ocupados do sexo feminino recebendo um salário 32% menor. Fonte: G1-PB
Começou nesta segunda-feira (06) e vai até sexta-feira (10), em todo o Maranhão, a Semana Nacional do Programa “Justiça pela Paz em Casa”, para julgar e agilizar processos que envolvam casos de violência doméstica e familiar contra as mulheres. Em São Luís, foram agendadas 120 audiências para o período, que serão realizadas simultaneamente em quatro salas no Fórum Des. Sarney Costa (Calhau). Além das audiências, ocorrerão também atividades educativas voltadas para a comunidade.
No Maranhão, a semana do programa é organizada e coordenada pela Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do Tribunal de Justiça (Cemulher/TJMA), que tem como presidente o desembargador Cleones Carvalho Cunha. Em São Luís, as audiências e atividades multidisciplinares de prevenção e enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher são realizadas pelas três varas especiais de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher da capital.
Quem compareceu ao primeiro dia do mutirão, nesta segunda-feira (06), para audiência concentrada, foi uma vigilante de 40 anos, agredida pelo ex-companheiro, quando tentava ver a filha que ficou morando com o pai após o casal se separar. Ela conta que a separação ocorreu porque o então marido a agredia fisicamente e ela, mesmo separada, precisou pedir medida protetiva de urgência. “É importante a mulher denunciar a violência. No meu caso, só acabou depois que denunciei. Hoje temos um relacionamento tranquilo como pais, mas cada um seguindo sua vida separadamente”, afirmou.
Vítima de violência cometida pelo ex-companheiro de sua sobrinha, uma dona de casa, de 49 anos, compareceu ao mutirão nesta segunda-feira (06). Ela disse que foi ameaçada de morte, por meio de mensagens no aplicativo de WhatsApp, e procurou a Delegacia da Mulher para registrar ocorrência. O processo agora tramita na 1ª Vara da Mulher. “Só depois disso as ameaças cessaram, mas tenho medo de que, a qualquer momento, ele faça algo contra mim ”, acrescentou.
A juíza Vanessa Clementino Sousa, auxiliar permanente da 1ª Vara da Mulher, explica que o principal objetivo do mutirão é agilizar o andamento dos processos que envolvem violência de gênero e dar maior visibilidade à “Lei Maria da Penha” (Lei n.º 11.340/2006). Durante as audiências e demais atividades da semana, são distribuídas cartilhas sobre direitos da mulher, tipos de violência, como ocorrem as agressões, como pedir ajuda, quais os órgãos de proteção, entre outras informações. Também estão sendo realizadas palestras que abordam o tema.
A magistrada destacou também atuação da equipe multidisciplinar da unidade judiciária, por meio do Espaço Acolher, para atendimento às mulheres que chegam para as audiências. “As vítimas chegam tensas, preocupadas, com medo, e são acolhidas e ouvidas antes da escuta judicial. Percebemos pela nossa experiência diária que era muito importante essa escuta prévia, porque as vítimas se sentem mais à vontade para falar sobre a violência sofrida”, explicou.
A 1ª e 3ª Varas da Mulher, localizadas no Fórum Des. Sarney Costa, estão realizando audiências de ações penais, envolvendo casos de violência doméstica e familiar contra as mulheres. Participam as juízas Samira Barros Heluy (titular da 3ª Vara) e Vanessa Clementino Sousa e os juízes Reginaldo de Jesus Cordeiro Júnior (titular da 1ª Vara), João Vinícius Aguiar dos Santos (Pindaré Mirim), João Paulo de Sousa Oliveira (Arari) e Gustavo Henrique Silva Medeiros (auxiliar de entrância final). A 2ª Vara, que tem como titular a magistrada Lúcia Helena Barros Heluy, também está participando da Semana “Justiça pela Paz em Casa”. A unidade, localizada na Casa da Mulher Brasileira, no bairro Jaracaty, tem a competência de analisar os pedidos de medidas protetivas de urgência (MPUs).
O “Justiça pela Paz em Casa” é realizado pelo Poder Judiciário, em parceria com as Promotorias de Justiça, Defensorias Públicas e demais operadores do Direito. O Programa Nacional integra a Política Judiciária Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres instituída pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), com três edições por ano (março, agosto e novembro).
INTERIOR
Além de São Luís, em Imperatriz a Vara Especial de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher agendou para o período 100 audiências que serão realizadas em quatro salas. Na cidade de São José de Ribamar, a Vara da Infância e Juventude e do Juizado Especial de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher, conta com três salas nas quais acontecerão 60 audiências, presididas pela juíza titular Gisele Ribeiro Rondon, a juíza Elaile Silva Carvalho (1ª Vara de Codó) e o juiz Júlio César Praseres (1ºJuizado Cível e Criminal de Ribamar), designados para auxiliarem no mutirão.
A abertura da semana “Justiça pela Paz em Casa”, no Termo Judiciário de São José de Ribamar, também ocorreu nesta segunda-feira (06), com o lançamento do projeto “A sua história importa”, desenvolvido pela equipe do Núcleo Psicossocial, em parceria com a Vara da Infância e Juventude e Juizado Especial de Violência contra a Mulher.