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Paraíba tem maior média de desigualdade econômica do país, aponta IBGE

PNAD Contínua registra que em 2022, 50% da população recebia valor médio mensal de de R$ 351. Já para 1% o valor era de R$ 23.132. — Foto: Joel Fotos para Pixabay

PNAD Contínua registra que em 2022, 50% da população recebia valor médio mensal de de R$ 351. Já para 1% o valor era de R$ 23.132.

A Paraíba registrou a maior desigualdade econômica do Brasil em 2022, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua.  O dado foi divulgado nesta quinta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Conforme a pesquisa, o rendimento médio mensal real domiciliar per capita paraibano era de R$ 1.086, em 2022, com um crescimento de 13,1% em relação ao verificado no ano anterior (R$ 960).

O estado registrou 0,558, ficando acima da média do Brasil (0,518) e do Nordeste (0,517) no índice gini, que mede a concentração de renda e a desigualdade econômica. Quanto mais próximo de zero o número, maior a igualdade de renda.

A pesquisa também utilizou outro indicador de desigualdade social e o estado registrou que 50% da população com os menores rendimentos recebia um valor médio mensal real domiciliar per capita de R$ 351. Já a população parte do 1% com os maiores rendimentos, o valor subia para R$ 23.132.

O grupo com maiores rendimentos era 65,9 vezes maior que o da metade da população com os menores rendimentos, a maior proporção da série histórica. O número é mais do que o dobro da observada na média brasileira, de 32,5 vezes.

Programas sociais

Em 2022, cerca de 35,5% dos domicílios paraibanos recebiam do Bolsa Família ou Auxílio Brasil, 4,8% do Benefício da Prestação Continuada (BPC-LOAS) e 3,3% de outros programas sociais.

Segundo a Pesquisa, a Paraíba ficou em 3º lugar no país na proporção de domicílios recebendo Bolsa Família ou Auxílio Brasil (35,5%), atrás somente das constatadas no Maranhão (40,7%) e no Piauí (40,3%). Também acima das médias regional (33,8%) e nacional (16,9%).

Rendimentos na Paraíba

O levantamento também registrou que cerca de 58,8% da população residente na Paraíba, em 2022, tinha algum tipo de rendimento. O percentual corresponde a, aproximadamente, 2,4 milhões de pessoas e é o 9º menor do país, inferior às médias do Brasil (62,6%) e do Nordeste (59%).

Do total, 35,1% da população possuía rendimento de todos os trabalhos e 29,9% tinham rendimento de outras fontes. Dentro do indicador “outras fontes de renda”, a maior participação populacional (14,5%) foi na categoria outros rendimentos, programas de transferência de renda e rentabilidade de aplicações financeiras. Fonte: G1-PB

Denúncias de racismo mostram aeroporto como ambiente hostil a negros

Movimento de passageiros no Aeroporto Santos Dumont no primeiro dia de greve dos aeronautas.

Subrepresentação e regras de “segurança” contribuem para discriminação

O ambiente com poucas pessoas negras e os sistemas de barreiras e controles dos aeroportos explicitam o racismo nesses locais, na avaliação dos especialistas ouvidos pela Agência Brasil. Nesta quarta-feira (10), o deputado estadual Renato Freitas (PT-PR) denunciou ter sido vítima de racismo durante abordagem policial no embarque de um voo para Foz do Iguaçu (PR). No fim do mês passado, também ganhou repercussão o caso da pesquisadora Samantha Vitena, retirada de um voo em Salvador em uma discussão sobre o despacho de uma mala.

“Essas questões de racismo acontecem na aviação desde sempre”, disse o cofundador do coletivo Quilombo Aéreo, Jivarlos da Cruz. O grupo, formado por trabalhadores do setor aéreo, atua para reduzir o racismo na aviação. “Ainda bem que agora está tendo essa visibilidade”, disse ao comentar a repercussão dos casos acontecidos recentemente.

Exclusão

A falta de pessoas negras trabalhando ou como usuárias do serviço acirra o racismo no setor aéreo, avalia Cruz. “A aviação, no geral, é um ambiente que não nos facilita, não nos deixa confortáveis em estar. Justamente pela gente [pessoas negras] não nos vermos lá, não nos sentirmos acolhidos, confortáveis, não nos sentirmos seguros mesmo, porque é um ambiente muito elitista”, disse.

Uma pesquisa feita pelo Quilombo Aéreo em parceria com a Universidade Federal de São Carlos, divulgada em março, apontou que não existe nenhuma mulher negra pilotando aviões no Brasil. Entre os pilotos, 97% são homens e apenas 2% são negros. Em relação aos comissários de bordo, 66% são mulheres, sendo que 5% são pessoas negras.

A visão sobre segurança é um dos pontos que, na avaliação de Cruz, torna o ambiente hostil a pessoas negras. “O que é seguro para eles?”, questiona. “Vem na discussão que a nossa cor, a nossa pele, a nossa identidade, pode ser um ponto que pode abalar a segurança deles. Em vez de nós nos sentirmos seguros, nós seremos a ameaça”, destaca.

Ele defende um trabalho de conscientização com todos os diretamente envolvidos nesse processo. “Esse diálogo que precisa ser feito, não só com a Polícia Federal, mas com o pessoal do raio X que nos inspeciona, com os atendentes”, acrescenta.

O racismo não atinge, segundo Cruz, somente os passageiros, mas também os trabalhadores do setor. “Tem o racismo velado, que a gente sofre diariamente. Mas tem os descarados, aquele que não quer ser atendido pela gente, pelo comissário preto. Tem gente que não atende bem”, revela.

O sociólogo Diego Francisco tem uma avaliação muito parecida sobre o ambiente dos aeroportos. “Se você está em um espaço que é mais negro, você vai ter menos essa sensação. À medida que esses espaços vão se tornando mais embranquecidos, eles também vão se tornando mais hostis para pessoas negras”.

Barreiras

As barreiras e controles de segurança são os pontos que, na visão do pesquisador, explicitam o racismo. “A situação dos aeroportos se assemelha com aquela situação que pessoas negras têm com as portas giratórias dos bancos”, compara. “Um caso que ficou muito conhecido foi o da atriz Solange Couto, que chegou a tirar toda a roupa para provar que não tinha nenhum metal e entrar na agência do banco, aqui no Rio de Janeiro”, exemplificou a respeito da situação acontecida em 2008.

Os chamados procedimentos aleatórios também tendem, segundo Francisco, a trazer um caráter racista, se não houver uma reflexão prévia sobre esses processos. “Em um voo internacional, quando você chega, o que determina quem tem que passar por um raio X, quando não declara bens, e quem não passa. Muitas vezes, é essa escolha aleatória. E, na maioria das vezes, quando é aleatória, o que prevalece é o viés racial. Na aleatoriedade o que prevalece é o viés racial”, enfatiza.

No caso do deputado Renato Freitas, ele foi retirado do avião por policiais federais sob a alegação de que deveria passar por uma inspeção aleatória de bagagem.

Debate e diversidade

Nesse contexto, ele considera que o crescimento do debate é bem-vindo. “O aprofundamento desse debate é muito importante e saudável para que a gente consiga construir uma relação um pouquinho menos desigual na experiência com o espaço público”, avalia.

Como forma de enfrentar o problema, Francisco defende que as empresas aumentem a diversidade e repensem seus processos. “Os espaços privados precisam investir, muito rapidamente e profundamente, na diversidade das pessoas que atuam nesses setores. Investir na diversidade, que não é só colocar pessoas negras dentro. Eles precisam discutir os seus vieses, os seus processos de escolha, precisam questionar processos que já se tornaram padrão”.

No início do mês, a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, informou que a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e o governo vão debater medidas de prevenção de casos de racismo e de mecanismos de regulação das companhias aéreas. A ação foi anunciada após o episódio envolvendo a professora negra Samantha Vitena.

Fonte: Agência Brasil Edição: Fernando Fraga

Lula: os ignorantes precisam saber que cultura não é gasto

Brasília (DF) 11/05/2023 - Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (e), acompanhado da ministra do planejamento, Simone Tebet (c) e o secretário, Márcio Macêdo, durante ato de lançamento das plenárias estaduais do Plano Plurianual (PPA) Participativo, e da plataforma digital Brasil Participativo.
Arena Fonte Nova, Salvador - BA.
Foto: Ricardo Stuckert/PR

Presidente assina liberação de R$ 3,8 bilhões para o setor cultural

A partir desta sexta-feira (12), estados e municípios já poderão apresentar os planos de ação para acessar o montante de R$ 3,8 bilhões, o maior valor da história destinado ao setor cultural no país. Os recursos são oriundos da Lei Paulo Gustavo (Lei Complementar 195/2022), aprovada no ano passado, mas que até hoje não haviam sido utilizados.

Esta lei foi pensada para socorrer os trabalhadores da cultura atingidos pela pandemia de covid-19, que obrigou a suspensão de uma série de atividades artísticas. No entanto, o projeto teve tramitação difícil e chegou a ser vetado pelo então presidente Jair Bolsonaro. O veto foi revertido no Congresso Nacional.

Um grande ato cultural, em Salvador, na noite desta quinta-feira (11), marcou a assinatura da regulamentação da lei, que detalha a forma como dinheiro será distribuído. O evento contou com as presenças do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, da ministra da Cultura Margareth Menezes, do governador Jerônimo Rodrigues, além de centenas de artistas.

“Os ignorantes desse país precisam aprender que cultura não é gasto, que cultura não é pornografia, que cultura não é uma coisa menor. Cultura é o jeito da gente falar, da gente comer, da gente dançar, da gente andar, da gente cantar, da gente pintar, da gente fazer aquilo que a gente sabe fazer. Cultura significa emprego, milhões de oportunidades para quem precisa comer, tomar café, jantar”, disse Lula em um discurso emocionado na Concha Acústica do Teatro Castro Alves, um dos principais espaços culturais da capital baiana.

Emoção

Instantes após iniciar seu discurso, Lula foi interrompido por uma mulher muito emocionada. A mulher subiu ao palco para entregar um documento e pedir ajuda ao presidente, dizendo que ela e sua comunidade passavam fome. Lula se emocionou e retomou o discurso falando do aumento da pobreza nos últimos anos no país e criticando a negligência do governo anterior em relação à pandemia. O presidente enfatizou que a injeção de recursos na área cultural também ajuda a combater a fome e a fomentar a geração de empregos.

“Esse país vai mudar e é por isso que eu estou aqui. A gente precisa entender que o assassinato que eles fizeram com a cultura, é que a cultura pode ajudar o povo a fazer a revolução que precisa fazer nesse país, para que o povo possa trabalhar, comer. A cultura pode fazer com que o povo exija o cumprimento da Constituição”.

Repasses

De acordo com o Ministério da Cultura (MinC), do valor a ser disponibilizado, R$ 2 bilhões serão destinados aos estados e R$ 1,8 bilhão aos municípios. Para acessar os recursos, os entes federados (estados, municípios e Distrito Federal) deverão utilizar o sistema da Plataforma TransfereGov a partir de 12 de maio e terão 60 dias, contados desde esta data, para registrarem os planos de ação, que serão analisados pelo MinC. Os valores serão liberados após a aprovação de cada proposta. Só para a Bahia, onde o ato foi realizado, estão previstos repasses de R$ 286 milhões.

“Vamos lutar pela execução da Lei Paulo Gustavo para que todas as cidades sejam contempladas. Vamos garantir a utilização desses recursos de forma plural”, destacou a ministra Margareth Menezes.

Áreas contempladas

A maior parte dos recursos, cerca de R$ 2,7 bilhões, vão para o setor audiovisual, já que na proposta original da elaboração da lei foi previsto que os recursos seriam provenientes do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA). Os beneficiários poderão investir em produções audiovisuais; apoio a reformas, restauros, manutenção e funcionamento de salas de cinema e cinemas itinerantes; capacitação, formação e qualificação no audiovisual; apoio a cineclubes, à realização de festivais e mostras de produções audiovisuais; memória, preservação e digitalização de obras ou acervos audiovisuais; pesquisas; suporte às microempresas e às pequenas empresas do setor audiovisual para vídeos por demanda; licenciamento de produções audiovisuais; exibição em redes de televisão públicas; e distribuição de produções audiovisuais.

Já o valor de R$ 1,065 bilhão, que na proposta original na elaboração da lei tinha como fonte de recursos o Fundo Nacional de Cultura (FNC), é destinado aos demais setores e áreas culturais e artísticas. Dentre eles o apoio a outras formas de financiamento, a agentes culturais, a iniciativas, a cursos ou produções ou a manifestações culturais; e desenvolvimento de espaços artísticos e culturais, de microempreendedores individuais, de microempresas e de pequenas empresas culturais, de cooperativas, de instituições e de organizações culturais comunitárias que tiveram as suas atividades interrompidas por força das medidas de isolamento social determinadas para o enfrentamento da pandemia de covid-19.

Editais

Os fazedores de cultura poderão acessar os recursos por meio de editais, chamamentos públicos, prêmios ou outras formas de seleção pública a serem definidas pelos estados e municípios. Além disso, os entes federados precisarão se comprometer a fortalecer os sistemas de cultura existentes ou, se inexistentes, implantá-los, com a instituição dos conselhos, dos planos e dos fundos estaduais e municipais de cultura.

Outra exigência da regulamentação da lei é que os projetos culturais contemplados deverão garantir formas de inclusão e democratização, com acessibilidade às pessoas com deficiência, medidas de democratização, desconcentração, descentralização e regionalização do investimento cultural, e a implementação de ações afirmativas, com mecanismos que estimulem a participação de mulheres, pessoas negras e indígenas, comunidades tradicionais, de terreiros e quilombolas, populações nômades e povos ciganos, pessoas LGBTQIA+, pessoas com deficiência e outras minorias.

“As ações afirmativas serão estabelecidas por meio de cotas, critérios diferenciados de pontuação, editais específicos ou qualquer outra modalidade, observada a realidade local. O decreto estabelece a obrigatoriedade dos chamamentos ofertarem um mínimo de 20% das vagas para pessoas negras e no mínimo 10% para pessoas indígenas”, diz o MinC.

Agenda

Lula cumpre agenda em dois estados do Nordeste no fim desta semana. Hoje, pela manhã, já em Salvador, ele já havia participado da abertura das plenárias estaduais do Plano Plurianual (PPA) Participativo. Trata-se de um processo em que a sociedade opina sobre as prioridades para investimentos de recursos e políticas públicas para os próximos quatro anos.

Nesta sexta-feira, o presidente embarca da capital da baiana para Fortaleza, onde participará da Cerimônia de Lançamento do Programa Escolas de Tempo Integral. À tarde, ainda no Ceará, ele vai a Juazeiro do Norte para assinar a Medida Provisória que institui o Pacto Nacional pela Retomada de Obras da Educação Básica. Em seguida, retorna para Brasília.

Fonte: Agência Brasil Edição: Marcelo Brandão

Moraes manda soltar Torres e determina uso de tornozeleira eletrônica

O ministro da Justiça, Anderson Torres, durante solenidade comemorativa dos 10 anos de atividades da Secretaria Nacional de Defesa do Consumidor (Senacon).

Ex-ministro é acusado de envolvimento em atos golpistas

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou soltar o ex-ministro da Justiça Anderson Torres. Pela decisão, em troca de prisão preventiva, Torres deverá usar tornozeleira eletrônica.

Moraes também determinou que o ex-ministro deverá cumprir recolhimento domiciliar no período noturno e aos finais de semana. No despacho, o magistrado também determinou que Torres está proibido de usar as redes sociais, além de ter cancelado seu porte de armas e proibido a sua comunicação com os demais investigados.

Torres está preso desde 14 de janeiro em função das investigações sobre os atos golpistas de 8 de janeiro. Na ocasião, ele estava à frente da Secretaria de Segurança do Distrito Federal. O inquérito no STF apura suposta omissão na contenção dos atos.

O pedido de soltura foi feito pelos advogados de Anderson Torres. Para os advogados, ele pode deixar a prisão por não oferecer riscos à apuração do inquérito sobre os atos de 8 de janeiro. No pedido de soltura, a defesa também citou a situação da família de Anderson Torres.

“Após a decretação da custódia cautelar do requerente, suas filhas, infelizmente, passaram a receber acompanhamento psicológico, com prejuízo de frequentarem regularmente a escola. Acresça-se a isso o fato de a genitora do requerente estar tratando um câncer. O postulante, de seu turno, ao passo que não vê as filhas desde a sua prisão preventiva, entrou em um estado de tristeza profunda, chora constantemente, mal se alimenta e já perdeu 12 quilos”, afirmaram os advogados.

Fonte: Agência Brasil Edição: Juliana Andrade

Governo editará medida provisória para regular apostas esportivas

Texto trata de apostas de quota fixa, conhecidas como bets.

O governo federal vai editar uma medida provisória para regulamentar o mercado de apostas esportivas no país, informou nesta quinta-feira (11), em Brasília, o Ministério da Fazenda. O texto foi encaminhado para os ministérios coautores: Planejamento, Gestão, Saúde, Turismo e Esportes. Após avaliação e assinatura, a proposta será encaminhada à Casa Civil, antes de ser submetida ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O texto se debruça especificamente sobre a regulamentação de apostas de quota fixa, conhecidas como mercado de bets. Segundo o Ministério da Fazenda, a partir desse processo, os ministérios terão a possibilidade de editar portarias com regras para criar mecanismos que evitem e coíbam os casos de manipulação de resultados.

Fonte de receita

A proposta também vai assegurar uma nova fonte de receita para o país. Pelo texto, as empresas serão taxadas em 16% sobre a receita obtida com todos os jogos feitos (chamado Gross Gaming Revenue (GGR), subtraídos os prêmios pagos aos apostadores. Sobre o prêmio recebido pelo jogador, serão tributados 30% de Imposto de Renda, respeitada a isenção de R$ 2.112,00.

A Medida Provisória prevê ainda a criação de uma secretaria dentro da estrutura do Ministério da Fazenda. Ela será responsável pela análise de documentos para aprovação ou não do credenciamento de empresas de apostas no país. Essa secretaria também acompanhará o volume de apostas e a arrecadação, garantindo maior controle sobre o mercado de apostas esportivas de quota fixa.

“A medida provisória estabelece que somente as empresas habilitadas poderão receber apostas relacionadas a eventos esportivos oficiais, organizados por federações, ligas e confederações. As empresas não habilitadas incorrerão em práticas ilegais e estarão proibidas de realizar qualquer tipo de publicidade, inclusive em meios digitais”, disse o Ministério da Fazenda. Fonte: Agência Brasil

Abertas inscrições para quase 400 vagas de professor da educação básica no Maranhão

Começaram nessa quarta (10) as inscrições para o seletivo destinado à contratação temporária de professores para atuarem na educação básica das modalidades Campo e Quilombola, no Maranhão. São ofertadas 398 vagas.

As inscrições seguem até o dia 19 de maio e devem ser realizadas exclusivamente via internet, no site. Não é necessário pagamento de taxa de inscrição.

O processo seletivo constará de avaliação curricular de títulos e experiência profissional docente, realizado em etapa única. Os aprovados terão uma jornada de trabalho de 20 horas semanais, com salário de R$ 2.210,28.

Confira o edital Por: G1 MA 

Avião monomotor cai após fazer pouso em Riachão; ninguém ficou ferido

Incidente aconteceu na tarde desta quinta-feira (11). Em um mês, este é o terceiro acidente envolvendo aviões de pequeno porte no Maranhão.

Um avião monomotor caiu, nesta quinta-feira (11), ao fazer um pouso em Riachão, cidade a 920 km de São Luís. Ninguém ficou ferido.

O acidente após um dos pneus da aeronave ter estourado, no momento em que o avião pousava em uma pista de aterrisagem da cidade.

Apesar do susto, o piloto e o dono do monomotor que estavam dentro da aeronave, não sofreram ferimentos.

Outros acidentes

Esta é a terceira vez, em menos de um mês, que incidentes envolvendo aeronaves de pequeno porte são registrados no Maranhão.

Um avião de pequeno fez um pouso forçado, na praia da Ponta Verde na Praia de Panaquatira, em São José de Ribamar, município da Região Metropolitana de São Luís. O caso aconteceu em 1º de maio.

O monomotor de prefixo PT-NKN fazia uma viagem da cidade de Barreirinhas para São Luís, quando sofreu uma pane e precisou fazer um pouso forçado na orla da praia. Após o pouso forçado, os quatro ocupantes foram resgatados com ferimentos leves e encaminhados para hospitais da região.

Em 27 de abril, duas pessoas ficaram feridas devido a queda um monomotor, na localidade Cumbique, zona rural do município de Raposa. A aeronave, de prefixo PP-DJG, caiu em uma área de horta. Após a queda, a cabine do monomotor ficou toda destruída. A polícia isolou o avião que deve passar por uma perícia. Fonte: G1-MA

Sobe para 21 o número de mortes por síndromes respiratórias na Paraíba

Paraíba tem ocupação de 98% dos leitos de UTI pediátrica, segundo SES — Foto: SES-PB/divulgação

Até então, o estado tinha notificado 18 mortes por SRAG. Além dos óbitos, mais de 98% dos leitos de UTIs pediátricas estão ocupados no estado.

A Secretaria de Estado da Paraíba (SES) confirmou 21 mortes por síndromes respiratórias (SRAG) no estado. Até então, estado tinha notificado 18 mortes por SRAG. Além das mortes, mais de 98% dos leitos de UTI destinados para crianças estão ocupados. Os dados atualizados, com três mortes, foram divulgados nesta quarta-feira (10).

De acordo com a secretaria, a Paraíba registrou até esta quarta (10) 186 casos de síndromes respiratórias, sendo 65 por influenza. Do total de casos, a maior parte (67) foi registrada em crianças menores de 1 ano; 55 em crianças de 1 a 4 anos; e 19 em crianças entre 5 e 9 anos.

Até a divulgação dos dados, o Estado notificou 21 mortes por síndromes respiratórias, sendo 11 mortes de crianças com até sete anos; três tinham entre 39 e 58 anos e sete eram maiores de 60 anos. Outras cinco mortes estão em investigação.

As mortes foram registradas em dez cidades paraibanas; são elas:

Ainda segundo o levantamento, 98% dos leitos de UTIs pediátricas estão ocupados, e nas enfermarias, 72% dos leitos estão ocupados. Nas últimas 24 horas que antecederam a divulgação dos dados, 14 crianças foram internadas com sintomas respiratórios.

Vacinação

A SES informou que a Paraíba tem apenas 38,72% de cobertura vacinal contra a Influenza. O imunizante está sendo oferecido a grupos prioritários até 31 de maio, e o público infantil, de crianças entre seis meses até seis anos, tem 30,19% de cobertura.

Dos 223 municípios paraibanos, 142 estão com porcentagem de cobertura abaixo de 50% no público infantil e 80 estão com cobertura entre 50 e 89%. Fonte: G1-PB

Oito trabalhadores em situação semelhante à de escravos são resgatados em Aldeias Altas, no MA

Trabalhadores foram encontrados em situação de insalubridade, segundo a Polícia Federal — Foto: Divulgação/Polícia Federal

Informação é da Polícia Federal. Trabalhadores estavam em uma fazenda de soja.

A Polícia Federal e a Superintendência Regional do Trabalho realizaram uma operação e resgataram oito trabalhadores em condições semelhantes à de escravo em uma fazenda de soja localizada em Aldeias Altas, na Região Leste do Maranhão.

O resgate aconteceu nesta terça-feira (9), quando auditores do trabalho e equipes da Polícia Federal foram até o local e constataram a veracidade de uma denúncia que havia sido encaminhada à Procuradoria do Trabalho.

Segundo a PF, encarregados pela fazenda, acompanhados de advogado, estão sendo ouvidos pelos auditores fiscais do trabalho na sede da Polícia Federal em Caxias. Fonte: G1-MA

Telegram apaga mensagem contra PL das Fake News

O Telegram Brasil apagou, na tarde desta quarta-feira (10), a mensagem enviada em massa, no dia anterior, aos usuários da plataforma digital no país. O texto da mensagem apagada era contrário à aprovação do Projeto de Lei 2.630, conhecido como PL das Fake News, que tramita no Congresso Nacional para propor medidas de enfrentamento à divulgação de conteúdos falsos e à violência digital. 

O aplicativo ainda enviou, às 15h41 desta quarta-feira, nova mensagem a todos os usuários com a comunicação de que o texto anterior continha ilicitudes que atentavam contra os poderes da República e a democracia e, ainda, instigava os seus usuários a coagir parlamentares.

“Recebemos uma ordem do Supremo Tribunal Federal (STF) do Brasil que obriga o Telegram a remover nossa mensagem anterior sobre o PL 2630/2020 e enviar uma nova mensagem aos usuários, que está incluída abaixo”, diz a mensagem enviada hoje. 

“Por determinação do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, a empresa Telegram comunica: A mensagem anterior do Telegram caracterizou FLAGRANTE e ILÍCITA DESINFORMAÇÃO atentatória ao Congresso Nacional, ao Poder Judiciário, ao Estado de Direito e à Democracia Brasileira, pois, fraudulentamente, distorceu a discussão e os debates sobre a regulação dos provedores de redes sociais e de serviços de mensageria privada (PL 2630), na tentativa de induzir e instigar os usuários a coagir os parlamentares”, continua o texto. 

As medidas foram adotadas após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinar que o Telegram apagasse a mensagem da terça-feira e enviasse novo texto com caráter corretivo, no prazo de 60 minutos.

Os representantes do Telegram no Brasil devem ser ouvidos pela Polícia Federal, no prazo de 48 horas, a partir da determinação judicial, pois, o disparo em massa da mensagem pode ser entendido como abuso de poder econômico e prática de desinformação por parte de milícias digitais nas redes sociais, segundo Moraes.

Acesse aqui a íntegra da decisão do ministro Alexandre de Moraes.

Repercussão 

Por meio de uma rede social, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, considerou importante a decisão do ministro da Suprema Corte, em relação ao que Dino classifica como “abusos do Telegram”.

Flávio Dino chama a atenção para a necessidade da fixação de marcos de regulação de empresas digitais. “O faroeste digital é incompatível com a Constituição”. Fonte: Agência Brasil