A Secretaria Estadual de Cultura do Maranhão informou, na quarta-feira (29), que a pasta abriu prazo de credenciamento para as atrações culturais interessadas em participar do São João 2023.
O processo ocorrerá no período compreendido entre os dias 10 a 20 de abril.
De acordo com o presidente licenciado da Câmara Municipal de São Luís e secretário estadual de Cultura, Paulo Victor, o festejo junino terá início em maio e só será encerrado no mês de julho.
“Demos início aos trabalhos para o maior São João do mundo! Vocês podem contar com muita valorização da nossa cultura, geração de renda e alegria. Vai ser gigante”, disse o secretário.Por: João Lopes
Aulas na escola foram suspensas; polícia investiga o caso.
Após um adolescente de 16 anos invadir uma escola da rede municipal da zona rural de Caxias, a 366 km de São Luís, e efetuar disparos de arma de fogo, funcionários que trabalham na secretaria da unidade integrada Antônio Rosa de Lima afirmam que se esconderam em um banheiro para se proteger dos tiros. O caso aconteceu na terça-feira (28) e é investigado pela Polícia Civil do Maranhão (PC-MA). Não houve feridos e ainda não há informação de quem era a arma utilizada pelo jovem.
Em depoimento à polícia, ainda na terça, a diretora da escola informou que constantes brigas entre o adolescente e um ex-colega de turma, pode ter desencadeado a situação. Segundo ela, no ano passado, o adolescente agrediu fisicamente um outro estudante e, por isso, acabou sendo transferido de turno pela diretora.
Ainda em depoimento, a diretora relatou que não estava na escola no momento em que o estudante invadiu a unidade integrada, pois tinha ido até a sede da Secretaria de Educação de Caxias resolver pendências da escola e, em seguida, foi a um velório na área urbana da cidade.
Também durante depoimento, a diretora contou que após invadir a escola gritando pelo nome dela, o adolescente quebrou carteiras, janelas de vidro e azulejos e em seguida desmaiou. Uma terceira pessoa teria socorrido o adolescente, que acabou se ferindo na ação.
A arma usada pelo adolescente foi recolhida pelo motorista da coordenação da escola, que também foi ameaçado por ele durante o ataque. A espingarda foi guardada pelo motorista até a chegada dos policiais.
Por conta do ataque, as aulas na escola foram suspensas. Até o momento, não há informações de quando as aulas na unidade integrada serão retomadas.
Uma das professoras, Elisabete Tenreiro, de 71 anos, teve uma parada cardíaca e morreu no Hospital Universitário da USP. O agressor, um aluno de 13 anos do oitavo ano na escola, foi desarmado por professoras, apreendido por policiais e levado para o 34° DP, onde o caso foi registrado.
Um menor de cerca 15 anos foi apreendido por PMs na terça-feira (28) na Escola Municipal Manoel Cícero, na Gávea, Zona Sul do Rio, após tentar esfaquear colegas. Ele foi contido por outros alunos e funcionários.
Bombeiros afirmam que foram acionados às 14h35 para o caso de “agressão por arma branca”. Segundo a PM, só o próprio agressor ficou ferido ao ser imobilizado. Ele teve um corte no supercílio e foi levado pelos policiais para o Hospital Miguel Couto, que fica a cerca de 200 metros do local.Fonte: G1-MA
Os animais são da espécie tartaruga-de-pente (ou tartaruga-verdadeira), que é bastante ameaçada de extinção devido à caça indiscriminada e à poluição. 121 ninhos de tartarugas marinhas são monitorados no litoral do Piauí.
Os biólogos do Instituto Tartarugas do Delta registraram o nascimento de um grupo de 131 tartaruguinhas na Praia do Arrombado, em Luís Correia. Os filhotes eclodiram nessa terça-feira (28), 59 dias depois que o ninho foi feito.
Os animais são da espécie tartaruga-de-pente (ou tartaruga-verdadeira), que é bastante ameaçada de extinção devido à caça indiscriminada e à poluição.
Ainda segundo o instituto, 121 ninhos de tartarugas marinhas foram feitos no litoral do Piauí, e estão sendo monitorados pelos biólogos. Os trabalhos são realizados com o apoio da APA Delta do Parnaíba, Eólica Pedra do Sal e Sesc Piauí.
Em cada ninho, as mães tartarugas põem em média 120 ovos. O período de incubação dura entre 45 e 70 dias. Ao nascer, as tartaruguinhas enfrentam logo o primeiro desafio de entrar no mar e começam a luta pela sobrevivência.
O Instituto Tartarugas do Delta disponibiliza um telefone de socorro caso alguma tartaruga ou outro animal na orla das praias do litoral piauiense: (86) 99968 0197
Segundo Werlanne Mendes, do Instituto Tartarugas do Delta, os biólogos se preocupam com a movimentação de veículos na praia e com a iluminação artificial noturna na orla, que pode prejudicar a desova.
“As tartarugas são atraídas pela luz, logo, a fotopoluição desorienta as fêmeas e os filhotes impedindo que eles consigam retornar para o mar”, comentou Werlanne.
Segundo a Polícia Militar, a vítima tinha perfurações e lesões na cabeça. O caso será investigado pelo Departamento de Homicídio e de Proteção à Pessoa (DHPP).
Um homem, ainda não identificado, foi encontrado morto na tarde desta quarta-feira (29) com os pés e mãos amarrados em uma draga no Rio Parnaíba, no Povoado São Domingos, Zona Rural Norte de Teresina.
De acordo com a Polícia Militar, um pescador acionou o 13º Batalhão para informar de um corpo em estado de decomposição no rio. Por se tratar de um local de difícil acesso, o Corpo de Bombeiros também esteve no local e removeu a vítima.
“O corpo tinha perfurações e lesões na cabeça, estava com os pés, mãos e pescoço amarrados com cordas”, informou a PM.
A vítima foi encaminhada para o Instituto Médico Legal (IML). O caso será investigado pelo Departamento de Homicídio e de Proteção à Pessoa (DHPP).Fonte: G1-PI
Terminam nesta quinta-feira (30) as inscrições em 536 vagas remanescentes do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) 2022.2, oferecidas pela Universidade Federal de Campina Grande (UFCG). Os interessados podem se inscrever no site da instituição.
Há oportunidades para cursos de graduação nos campi de Campina Grande, Cajazeiras, Cuité, Patos e Pombal.
Podem participar candidatos inscritos na edição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) a partir de 2019 com pontuação igual ou maior a 400 e que não tenham zerado a prova de redação.
O início das aulas é imediato, já que o período letivo 2022.2 começou no último dia 13 de março.
No dia 3 de abril, será publicada no site da Comissão de Processos Vestibulares (Comprov) uma chamada única com os nomes dos candidatos classificados.
Os convocados deverão encaminhar a documentação para cadastramento a partir do dia 3 de abril até 12h do dia 4 de abril via formulário eletrônico. Também nos dias 3 e 4, as coordenações de curso analisarão a documentação enviada pelos candidatos e efetuarão o cadastramento e matrícula em disciplinas.
No caso de documentação irregular, a coordenação do curso informará ao candidato, via e-mail, para que ele possa regularizar a situação.
Se o candidato não fizer o cadastramento, perderá o direito à vaga.Fonte: G1-PB
Operação começa em junho pela Azul, que vai ampliar também o número de voos para Campina Grande, dentro de uma estratégia de interiorização da empresa.
O município paraibano de Cajazeiras vai ganhar três voos semanais da Azul Linhas Aéreas, todos com destino para Recife, capital de Pernambuco. Assim, vai se tornar a segunda cidade do Sertão da Paraíba a ser contemplada com um voo regular da aviação comercial, já que desde agosto de 2021 Patos tem um voo diário para a mesma capital pernambucana, rota essa que também é comandada pela Azul.
A assessoria de imprensa da companhia área explicou que o voo para Cajazeiras, de ida e volta, vai acontecer três vezes por semana, e que esses devem ser iniciados no início de junho, mas ainda não foi informado em quais dias sairão os voos e a data exata do início da operação.
De toda forma, a nova rota faz parte de uma política de interiorização da empresa:
“A decisão de investir em conexões regulares faz parte de um projeto maior da Azul, cujo objetivo é contribuir para o desenvolvimento regional, conectando áreas estratégicas para o país”, afirma Vitor Silva, gerente geral de Malha e Planejamento Estratégico da Azul.
As negociações para o novo voo se deram entre a Azul e o Governo da Paraíba e esse foi anunciado após tratativas de diretores da companhia com o governador João Azevêdo.
Além do voo para Cajazeiras, foi ampliado ainda o número de voos para Campina Grande, que passará a ter seis voos para seis cidades do país.
São voos diários para Salvador e Recife. E ainda voos com dias específicos da semana para Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Fortaleza e Natal.Fonte: G1-PB
Neste ano, a lista de produtos que compõem a cesta da Páscoa está 14,8% mais cara do que a do ano passado, revelou hoje (29) a Associação Paulista de Supermercados (Apas).
Um dos produtos que contribuíram para o aumento no preço da cesta foi o bacalhau, cujo preço subiu 7,4% no acumulado dos últimos 12 meses, mas a cebola liderou a alta, com 36,2% de aumento no período.
Também ficaram mais caros no acumulado entre a Páscoa do ano passado e a deste ano as cervejas, que subiram 10,9%, o refrigerante (15,7%), a batata (11,7%), o arroz (14,7%), o bombom (11,15%) e o chocolate (10,2%). O único produto da cesta que ficou mais barato nessa comparação foi a corvina, que caiu 7%.
Segundo o diretor-geral da Apas, Carlos Correa, o ideal é o consumidor pesquisar os preços antes de fazer as compras para a Páscoa. “Cada supermercado tem uma negociação diferente com a indústria. É vital que o consumidor faça a sua lista de compras e pesquise os preços no maior número de lojas possível, aproveitando ao máximo as promoções típicas da época”, disse Correa, em nota.
A Páscoa é a segunda data de maior venda para o setor supermercadista do Brasil, perdendo apenas para o Natal.
Neste ano, a Apas estima crescimento de 4,5% nas vendas de Páscoa. A entidade atribui essa possível expansão do setor à desaceleração no preço dos alimentos, aliada ao aumento da renda da população.
A professora Elisabeth Tenreiro, 71 anos, que morreu após um aluno de 13 anos ter promovido um ataque a uma escola na Vila Sônia, foi homenageada na tarde desta quarta-feira (29) na Praça da República, no centro da capital paulista. O ato ocorreu em frente a sede da Secretaria Estadual da Educação e foi convocado pelo Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp).
Com músicas e palavras de protesto e segurando rosas e balões brancos, os professores da rede estadual de ensino aproveitaram a homenagem à professora Elisabeth e demais vítimas de violência nas escolas para cobrar a secretaria estadual da educação de São Paulo por melhores condições de trabalho e mais segurança nas salas de aula. Estampando no peito a mensagem “Livros Sim, Armas Não”, os professores presentes ao ato destacaram que a proposta de aumentar o policiamento nas escolas não vai resolver o problema de violência crescente que eles vêm enfrentando nas salas de aula.
Presente ao ato, a professora Letícia da Silva Martinez, de 31 anos, que dá aula de Biologia em uma escola de Osasco (SP), disse que o ocorrido nesta semana na escola da Vila Sônia foi “uma tragédia anunciada”. Segundo ela, episódios de violência são comuns nas escolas de São Paulo. “Já presenciei aluno batendo em professor, professor sendo impedido de reclamar sobre a agressão. E também somos agredidos verbalmente e não podemos fazer nada”, reclamou. “A violência na escola está associada a vários problemas sociais: uma família que não é estruturada, uma criança que não foi assistida, uma comunicação totalmente violenta que a criança teve durante toda a vida dela. Vai estourar em algum ponto. E onde ela estoura? Na escola”.
Isso se agrava, segundo ela, porque falta estrutura e profissionais no ambiente escolar. “Esse é um cenário geral da educação: não tem inspetor, não tem equipes, os alunos e professores não têm respaldo. O que aconteceu com a professora [Elisabeth] foi o reflexo de um cenário que está todos os dias na realidade escolar”.
Para Letícia, a proposta feita pelo governo de São Paulo de ampliar o número de policiais nas escolas até pode ajudar, mas não resolve o problema. “Ele [policial] pode auxiliar em algumas questões, como em uma situação de emergência. Mas o policial na escola não resolve o problema porque a raiz é outra”, disse.
Segundo ela, a solução para esse problema precisa passar por mais investimento na área. “Temos que ter também um cuidado com essas famílias e com esses alunos. Também é preciso ter um psicólogo e um assistente social na escola, além de toda uma equipe qualificada [multidisciplinar]”. Ela reclamou que, atualmente, esses papéis têm sido acumulados pelos professores.
A também professora Cláudia Martinho, 62 anos, concorda. Para ela, que leciona há 37 anos e atualmente trabalha em uma escola em Interlagos, na zona sul da capital paulista, a violência é provocada principalmente pelo descaso do governo. “Na grande maioria das escolas, faltam funcionários. Em escolas com mais de dois mil alunos, há apenas dois funcionários para limpar a escola. Não tem funcionário para abrir a escola ou para ficar no pátio. Tem muita gente que fala para se colocar policiais [nas escolas]. Mas não é a polícia que vai dar educação. É preciso dar estrutura para as escolas para garantir um mínimo de coisas”, disse ela. “Temos que fazer da escola um ambiente atrativo, um ambiente respeitável. Não é polícia contra ladrão”, acrescentou.
Para Maria Izabel Azevedo Noronha, a Bebel, presidente da Apeoesp e deputada estadual de São Paulo, os professores hoje em dia têm medo da violência diária. “Estamos inseguros. A escola é insegura. Não estou falando do prédio, mas do ambiente escolar em si. Não queremos policiamento, mas queremos a presença de psicólogos e equipes multidisciplinares”, disse ela. “Precisamos de várias frentes na busca por respostas para a gente entender porque a violência, ano a ano, tem piorado. O que leva a isso? Sem medo de errar, tenho dito que o Estado tem sido omisso”, falou ela à Agência Brasil.
Para o também deputado estadual Eduardo Suplicy, outro ponto que precisa voltar a ser discutido na sociedade diz respeito à política de desarmamento. “No meu entender, isso que aconteceu [o ataque à escola] tem muito a ver com essa proclamação de que seria bom distribuir mais armas ao povo brasileiro”, disse ele. “Isso foi uma verdadeira tragédia. Precisamos aprender lições para evitar que novas tragédias como essa venham a acontecer”, falou ele, em entrevista à Agência Brasil.
“Temos que pensar a respeito e acredito mais em medidas educadoras e construtivas do que em medidas de policiais”, acrescentou ele.
Outro lado
Procurada pela Agência Brasil, a Secretaria Estadual da Educação de São Paulo informou que possui um programa de mediação de conflitos ativo e atuante, chamado Programa de Melhoria da Convivência e Proteção Escolar (Conviva SP). Segundo a secretaria, o programa “foi criado com a proposta de que toda escola seja um ambiente de aprendizagem solidário, colaborativo, acolhedor e seguro, na busca da melhoria da aprendizagem” e que ele visa “identificar vulnerabilidades de cada unidade escolar para a implementar ações proativas de segurança”.
A secretaria informou ainda que vai intensificar o programa, aumentando para 5 mil a quantidade de profissionais dedicados à aplicação das políticas de prevenção à violência nas unidades, o que significaria que cada escola da rede estadual de ensino teria um desses profissionais para prevenir a violência.
“Os novos educadores do programa receberão treinamento para identificar vulnerabilidades de cada unidade, além de colocar em prática nas escolas as ações do Conviva”, disse a secretaria, em nota. Nesta semana, o secretário de educação, Renato Feder, já havia dito que ampliaria de 500 para 5 mil o número de profissionais dedicados ao Conviva.
A pasta informou também que está em andamento a contratação de 150 mil horas de atendimento profissional no programa Psicólogos na Educação, que oferece suporte psicológico para orientar as equipes escolares e estudantes. O serviço, que já era oferecido na rede estadual, passará a ser presencial, disse a secretaria.
A secretaria disse ainda que vai atualizar e tornar mais ágil a plataforma do Conviva, chamada Placon, que é utilizada para registrar ocorrências de violência nas escolas.
A Caixa Econômica Federal paga nesta quinta-feira (30) a parcela do novo Bolsa Família aos beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 9. Essa é a primeira parcela com o adicional de R$ 150 a famílias com crianças de até 6 anos.
O valor mínimo corresponde a R$ 600, mas com o novo adicional o valor médio do benefício sobe para R$ 669,93. Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, neste mês o programa de transferência de renda do governo federal alcançará 21,1 milhões de famílias, com gasto de R$ 14 bilhões.
Com a revisão do cadastro, que eliminou principalmente famílias constituídas de uma única pessoa, 1,48 milhão de beneficiários foram excluídos do Bolsa Família e 694,2 mil famílias foram incluídas, das quais 335,7 mil com crianças de até 6 anos.
Desde o início do ano, o programa social voltou a se chamar Bolsa Família. O valor mínimo de R$ 600 foi garantido após a aprovação da Emenda Constitucional da Transição, que permitiu a utilização de até R$ 145 bilhões fora do teto de gastos neste ano, dos quais R$ 70 bilhões destinados a custear o benefício.
O pagamento do adicional de R$ 150 só começou neste mês, após o governo fazer um pente-fino no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), a fim de eliminar fraudes. Em junho, começará o pagamento do adicional de R$ 50 por gestante, por criança de 7 a 12 anos e por adolescente de 12 a 18 anos.
No modelo tradicional do Bolsa Família, o pagamento ocorre nos últimos dez dias úteis de cada mês. O beneficiário poderá consultar informações sobre as datas de pagamento, o valor do benefício e a composição das parcelas no aplicativo Caixa Tem, usado para acompanhar as contas poupança digitais do banco.
Calendário do Bolsa Família – Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome
Auxílio Gás
Neste mês não haverá o pagamento do Auxílio Gás, que beneficia famílias inscritas no CadÚnico. Como o benefício só é concedido a cada dois meses, o pagamento voltará em abril.
Só pode receber o Auxílio Gás quem está incluído no CadÚnico e tenha pelo menos um membro da família que receba o Benefício de Prestação Continuada (BPC). A lei que criou o programa definiu que a mulher responsável pela família terá preferência, assim como mulheres vítimas de violência doméstica.
A ministra da Saúde, Nísia Trindade, anunciou nesta quarta-feira (29) que o número de vagas do Programa Mais Médicos para o Brasil, cuja retomada foi anunciada na última semana, será ampliado em mais mil postos abertos ainda no primeiro edital. Em debate na 24ª Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, a ministra destacou o Movimento Nacional pela Vacinação e investimentos importantes que o governo federal pretende colocar na atenção primária à saúde e no cuidado integral, reduzindo as hospitalizações de longo prazo.
“Nós pactuamos na Comissão Tripartite o Mais Médicos com todas as inovações que pudemos associar pela avaliação e experiência. Infelizmente, nós tínhamos brasileiros fora dessa cobertura no país, o que ocasionou retrocessos importantes nesse programa. E com o relançamento, nós vamos abrir seis mil vagas. Anunciamos [na semana passada] cinco mil, mas vai ser possível, neste momento, ampliar para seis mil vagas”, detalhou.
Ao todo, 16 mil vagas serão abertas até o final deste ano para profissionais que serão responsáveis pela atenção primária em milhares de cidades brasileiras, especialmente nas áreas de extrema pobreza. As outras 10 mil oportunidades serão oferecidas em formato de contrapartida dos municípios e que garante às prefeituras menor custo, viabilização das contratações, maior agilidade na reposição do profissional e permanência nessas localidades.
Marcha
A retomada do diálogo com os entes federativos, das políticas públicas sociais, como o Mais Médicos, de obras importantes e a reabertura das portas dos ministérios do governo federal para os municípios estiveram entre os principais pontos destacados pelos representantes do Poder Executivo), durante a Marcha, ocorrida em Brasília (DF).
Organizada pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM), o evento reuniu hoje quatro ministros da Área Social do governo para o painel “Debate com Ministros”. Eles elencaram os principais programas de interesse dos prefeitos e se comprometeram com pautas importantes para os municípios.
Educação
O ministro da Educação, Camilo Santana, afirmou que o governo está retomando políticas importantes do país como o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae). Ele lembrou que o Pnae foi uma importante política que auxiliou o Brasil a sair do Mapa da Fome da Organização das Nações Unidas (ONU), em 2014, e que não era reajustado há pelo menos cinco anos.
Camilo Santana elencou outros reajustes que serão anunciados no repasse de valores, como o programa de apoio ao transporte escolar, o Programa Dinheiro Direto na Escola e as medições de obras pactuadas com o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). “A determinação do presidente Lula é que nenhuma obra mais seja paralisada por falta de pagamento do FNDE”, enfatizou o ministro. “Nos municípios com contratos encerrados, vamos reativá-los para garantir que todas as obras de creches e escolas sejam concluída”, anunciou.
“Queremos abrir as portas do MEC para os municípios e os estados brasileiros, construir todas as políticas a partir do diálogo e da parceria e fortalecer o regime de colaboração entre os entes federados. É nos unirmos num processo de reconstrução do nosso país e de valorização e reconhecimento da educação pública, com equidade e qualidade para população brasileira”, defendeu Camilo Santana.
Pacto federativo
Já o ministro das Cidades, Jader Filho, ressaltou a importância do diálogo e da recomposição do pacto federativo com os entes federativos. Ele colocou o ministério à disposição dos prefeitos, apresentou a estrutura de cada uma das secretarias e fez um diagnóstico da situação encontrada pelo governo federal nessa área em janeiro de 2023.
“O Minha Casa, Minha Vida [MCMV] tinha 186,7 mil unidades habitacionais não concluídas. São 186 mil famílias que não estão sendo atendidas. É prioridade que a gente tire essas obras do status de paralisadas ou lentas”, declarou.
Segundo ele, das 82 mil construções de residências que estavam completamente paradas, seis mil foram retomadas. Dentre as novidades da Faixa 1 do MCMV – dedicada às famílias mais pobres, com renda mensal de até R$ 2,6 mil -, está a localização das unidades. “Não será mais permitida a escolha de territórios distantes dos centros das cidades. Nós queremos terrenos mais próximos”, disse Jader Filho, acrescentando que, apesar de continuar comprando terrenos, o governo dará prioridade aos municípios que puderem doar algumas áreas para o programa, o que fará que os recursos sejam investidos em mais residências.
No mesmo painel, o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, anunciou a liberação de R$ 400 milhões em repasse aos municípios para serem utilizados na Busca Ativa do Cadastro Único (CadUnico).