Blog do Walison - Em Tempo Real

Exército faz seleção para alistamento militar de homens e mulheres

O Exército Brasileiro realiza na próxima quarta-feira (4) às 9h, no Setor Militar Urbano (SMU), em Brasília, a Seleção Complementar do Alistamento Militar Inicial — etapa decisiva do processo de incorporação de jovens às fileiras da força terrestre.

Pela primeira vez, mulheres participam da seleção complementar, ampliando a presença feminina no processo de ingresso e refletindo o fortalecimento de políticas institucionais voltadas à inclusão, à diversidade e à valorização do potencial das mulheres no âmbito da defesa nacional.

Em todo o território nacional, mais de 33 mil jovens se alistaram em 2025. Para a fase de seleção complementar, mais de 260 mil candidatos, homens e mulheres, foram convocados. Somente em Brasília, mais de 900 jovens do sexo feminino foram chamados a participar dessa fase.

Durante a atividade, as candidatas passarão por revisão médica e odontológica, exames e avaliações de habilidades específicas, além de entrevista individual, conforme os critérios previstos na legislação vigente, assim como os candidatos do sexo masculino. Os jovens considerados aptos serão incorporados em março, quando terão início as atividades de formação militar.

O serviço militar aproxima os jovens da Instituição e evidencia valores como cidadania, disciplina e patriotismo, além de simbolizar novas oportunidades para homens e mulheres que desejam servir ao país com dedicação, competência e espírito cívico. Por todo o Brasil, serão incorporadas 1.010 mulheres no Exército Brasileiro, sendo 182 na capital federal.Fonte: Agência Brasil

Pela primeira vez, indígenas e quilombolas terão vagas no Itamaraty

Em uma seleção inédita na história do Ministério das Relações Exteriores (MRE), pessoas indígenas e quilombolas passam a ter vagas reservadas no concurso público de admissão à carreira de diplomata. O Instituto Rio Branco, a academia de formação diplomática vinculada ao Palácio do Itamaraty, divulgou nesta quinta-feira (29) o edital do concurso, com a oferta total de 60 vagas. O salário inicial é de R$ 22.558.

Este é o primeiro concurso para a carreira diplomática sob a vigência da nova lei de cotas, sancionada no ano passado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Do total de vagas, 39 são destinadas à ampla concorrência, três a pessoas com deficiência (PCDs), 15 a pessoas negras (pretas e pardas), duas a pessoas indígenas e uma a pessoas quilombolas.

O período de inscrição vai de 4 a 25 de fevereiro, na página do Cebraspe, banca organizadora da seleção pública. A taxa de inscrição é de R$ 229, com possibilidade de isenção para pessoas de baixa renda inscritas no Cadastro Único de Programas Sociais (CadÚnico).

Pelas regras do edital, que refletem os parâmetros definidos na legislação, pessoa indígena é aquela que se identifica como parte de uma coletividade indígena e é reconhecida por seus membros como tal, independentemente de viver ou não em território indígena, nos termos da Constituição Federal, da Convenção nº 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e da Declaração da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre os Direitos dos Povos Indígenas.

No caso de candidato quilombola, a definição é de pessoa pertencente a grupo étnico-racial, segundo critérios de autoatribuição, com trajetória histórica própria, dotado de relações territoriais específicas, com presunção de ancestralidade preta ou parda, conforme previsto no Decreto nº 4.887/2003.

O edital do concurso prevê um procedimento de verificação documental complementar para candidatos indígenas e quilombolas, a ser realizado por comissão constituída por pessoas de notório saber na área, composta majoritariamente membros das respectivas comunidades tradicionais.

Sonho coletivo

A ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, celebrou o marco histórico da reserva de vagas na seleção que vai definir os novos diplomatas brasileiros. 

“A garantia de vagas para indígenas no concurso do Itamaraty é a concretização de um sonho coletivo, de assegurar que os nossos povos estejam inseridos nos diferentes espaços de decisão, levando adiante nossos conhecimentos, que são tão ricos”, afirmou à Agência Brasil.

Guajajara observou que a novidade também reflete um empoderamento maior de lideranças indígenas em cargos decisórios do estado.

“É fruto da presença dos indígenas em posições estratégicas, com a criação do primeiro Ministério dos Povos Indígenas da história. Estamos aldeando o Estado, levando nossa voz adiante e fazendo com que ela ecoe Brasil adentro e mundo afora. E o  governo brasileiro vem dando importantes passos nesse sentido”, pontuou.

No ano passado, lembrou a ministra, jovens lideranças indígenas já viveram uma experiência de representação diplomática durante as negociações da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), em Belém, em um esforço de colocar comunidades tradicionais no centro das decisões.

Objeto de muita disputa no Brasil, as ações afirmativas são políticas públicas que alteram o quadro histórico de uma sociedade, opina Ronaldo dos Santos, secretário de Políticas para Quilombolas, Povos e Comunidades Tradicionais de Matriz Africana, Povos de Terreiros e Ciganos, do Ministério da Igualdade Racial (MIR). Segundo ele, essa reserva de vagas é a grande novidade da nova lei de cotas e agora começa a ser devidamente percebida.

“O reconhecimento de indígenas e quilombolas como sujeitos de direitos na lei de cotas é um grande avanço e aponta uma nova realidade no serviço público no país. Nada melhor mais emblemático do que uma carreira do Itamaraty para a sociedade perceber o impacto e a relevância disso. Será uma nova representatividade na ocupação desses cargos estratégicos do Estado”, observa.

Bolsa de estudos

O candidato que optar por concorrer às vagas reservadas às pessoas indígenas, durante o período de solicitação de inscrição, poderá optar por concorrer à bolsa-prêmio da edição deste ano do Programa de Ação Afirmativa do Instituto Rio Branco para Indígenas (PAA/IRBr Indígenas). A iniciativa seleciona candidatos para receber financiamento nos estudos preparatórios para o concurso do Itamaraty, que é considerado uma das seleções públicas mais difíceis e concorridas do país. 

O Instituto Rio Branco também oferece a bolsa-prêmio para candidatos que concorrerem como pessoas negras, e a opção de disputar o benefício estará disponível na página de inscrição do concurso.Fonte: Agência Brasil

Caixa paga Bolsa Família a beneficiários com NIS de final 9

A Caixa Econômica Federal paga nesta quinta-feira (29) a parcela de janeiro do Bolsa Família aos beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 9.

O valor mínimo corresponde a R$ 600, mas com adicionais o valor médio do benefício sobe para R$ 697,77. Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, neste mês o programa de transferência de renda do Governo Federal alcançará 18,77 milhões de famílias, com gasto de R$ 13,1 bilhões.

Além do benefício mínimo, há o pagamento dos seguinte adicionais:

  • Benefício Variável Familiar Nutriz, que paga seis parcelas de R$ 50 a mães de bebês de até seis meses de idade, para garantir a alimentação da criança
  • Acréscimo de R$ 50 a gestantes e nutrizes (mães que amamentam)
  • Adicional de R$ 150, a cada criança de até 6 anos.
  • Adicional de R$ 50 a cada filho de 7 a 18 anos

No modelo tradicional do Bolsa Família, o pagamento ocorre nos últimos dez dias úteis de cada mês. O beneficiário poderá consultar informações sobre as datas de pagamento, o valor do benefício e a composição das parcelas no aplicativo Caixa Tem, usado para acompanhar as contas poupança digitais do banco.

Pagamento unificado

Os beneficiários de 176 cidades de nove estados receberam o pagamento no último dia 19, independentemente do NIS. A medida beneficiou os moradores de 120 municípios do Rio Grande do Norte, que sofrem com a seca. Também foram beneficiadas cidades nos seguintes estados: Bahia (29), Sergipe (10), Roraima (6), Paraná (4), Amazonas (3), Piauí (2), Rio Grande do Sul (1) e Santa Catarina (1).

Essas localidades foram afetadas por chuvas ou por estiagens ou têm povos indígenas em situação de vulnerabilidade. A lista dos municípios com pagamento antecipado está disponível na página do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social.

Desde 2024, os beneficiários do Bolsa Família não têm mais o desconto do Seguro Defeso. A mudança foi estabelecida pela Lei 14.601/2023, que resgatou o Programa Bolsa Família (PBF). O Seguro Defeso é pago a pessoas que sobrevivem exclusivamente da pesca artesanal e que não podem exercer a atividade durante o período da piracema (reprodução dos peixes).

Regra de proteção

Cerca de 2,44 milhões de famílias estão na regra de proteção em janeiro. Essa regra permite que famílias cujos membros consigam emprego e melhorem a renda recebam 50% do benefício a que teriam direito por até dois anos, desde que cada integrante receba o equivalente a até meio salário mínimo.

No ano passado, o tempo de permanência na regra de proteção foi reduzido de dois para um ano. No entanto, a mudança só abrange as famílias que entraram na fase de transição a partir de junho de 2025. Quem se enquadrou na regra até maio de 2025 continuará a receber metade do benefício por dois anos.

Auxílio Gás

Neste mês não haverá o pagamento do Auxílio Gás, que beneficia famílias cadastradas no CadÚnico. Como o benefício só é pago a cada dois meses, o pagamento voltará em fevereiro.

Só pode receber o Auxílio Gás quem está incluído no CadÚnico e tenha pelo menos um membro da família que receba o Benefício de Prestação Continuada (BPC). A lei que criou o programa definiu que a mulher responsável pela família terá preferência, assim como mulheres vítimas de violência doméstica.

Calendário do Bolsa Família de 2026
Calendário do Bolsa Família de 2026 – Arte EBCFonte: Agência Brasil

Trabalho escravo: só 4% dos réus recebem penas sobre todos os crimes

Entre 2000 e 2025, de 4.321 pessoas que responderam por violar os direitos de trabalhadoras e trabalhadores, 1.578 foram absolvidas (37%) e apenas 191 (4%) foram condenadas por todos os crimes atribuídos a elas. Neste 28 de janeiro, Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, um núcleo da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), integrado por advogados e estudantes de direito, divulga levantamento mostrando a durabilidade da lógica escravista nas relações profissionais.

De acordo com a Clínica de Trabalho Escravo e Tráfico de Pessoas da instituição, também corresponderam a 4% (178) os réus com condenação parcial. Outra constatação foi relacionada ao tempo que as ações penais levam para conclusão – chegar ao estado de transitado em julgado – na Justiça Federal: 2.636 dias, o equivalente a mais de sete anos.

No período, o total de vítimas é de 19.947 – a maioria, 3.936, do gênero masculino, contra 385 mulheres.

Os dados, retirados do Jusbrasil, são públicos e revelam ainda a dificuldade que as vítimas têm para comprovar o crime. A clínica da UFMG observou uma exigência, presente em diversas decisões judiciais analisadas, de demonstrarem que os patrões os impediu de ir e vir livremente – na lei, isso é colocado como restrição direta da liberdade de locomoção.

Os integrantes da clínica pretendem disponibilizar os dados em um painel interativo, alimentado pelo Jusbrasil, com inteligência artificial. A ferramenta permitirá a visualização de indicadores como duração dos processos, decisões judiciais, regiões do país, tipos de provas e desfechos das ações.

Desalinhamento entre poderes

À frente da Clínica, o juiz federal Carlos Borlido Haddad culpa o Poder Judiciário pelos decepcionantes resultados das ações movidas.

“A legislação é magnífica. O problema é a aplicação”, resumiu Haddad, em entrevista à Agência Brasil. “A nossa atuação fica um pouco limitada diante do sistema.”

Uma década atrás, completa o coordenador, o tráfico de pessoas era visto, na maioria das vezes, junto com a exploração sexual das vítimas, perspectiva desmontada ao longo dos anos. Para Haddad, os atendimentos de quem chega à clínica são parecidos com os dos Estados Unidos e do México.

A observação sobre a similaridade é pertinente pela história da equipe. A clínica integra uma rede internacional, com outras de mesma missão, como uma da Universidade de Michigan, inspiração para o Instituto Tecnológico Autónomo de México, na capital mexicana

Haddad entende que no tratamento inicial, os atendimentos não diferem entre si, mas sim nas etapas posteriores à comunicação dos fatos às equipes das clínicas. No caso dos Estados Unidos, exemplifica, o pragmatismo que lhe é característico agiliza a tramitação.  

O domínio do funcionamento da Justiça é fundamental nessa avaliação. Segundo Haddad, a clínica que coordena ajuda muito as vítimas, lidando com suas denúncias individualmente, esforço complementar ao do Ministério Público do Trabalho (MPT), sempre empenhado com foco nos interesses coletivos das ocorrências.

Um episódio bastante repercutido, que não acabou em arquivamento, foi o da Volkswagen. Na fase de recurso após condenação da montadora, a ação civil pública de quatro funcionários submetidos ao trabalho escravo contemporâneo durante a ditadura derivou de uma denúncia do órgão. Nela, as vítimas pedem R$ 165 milhões por danos morais coletivos, retratação pública e a ativação de ferramentas como um protocolo aplicável a incidentes semelhantes, um canal de denúncias e a realização de ações de fiscalização.

Desumanização

Haddad usa o exemplo de um homem idoso, explorado gravemente por várias gerações de sua própria família, em um caso que caracterizou trabalho escravo contemporâneo.

Olho

 “Ganhou uma indenização de R$ 350 mil. Ele, em uma simplicidade muito grande, porque queria um tênis, uma TV e uma ditadura. E o pior de tudo: não tinha com quem deixar esse dinheiro para ser gerido. As únicas pessoas que ele tinha eram os familiares, que foram condenados”, relata o advogado.

“É raro chegar alguém, bater na nossa porta e falar assim: sou escravo, me ajudem. Porque, em primeiro lugar, as pessoas não se enxergam nessa condição, na maioria das vezes. Tivemos um ou dois casos em que fomos procurados, de chegar uma pessoa e bater na nossa porta”, afirma.

Em um dos casos acompanhado pela clínica da UFMG, verifica-se a naturalização da violência, que é o trabalho análogo à escravidão de trabalhadores do Pará. Os trabalhadores viviam em alojamentos precários, sem instalações sanitárias adequadas e com acesso restrito à água potável, mas o réu foi considerado inocente. O pretexto foi que as condições oferecidas a eles refletiam a “rusticidade do trabalho rural” e os costumes locais. As autoridades de fiscalização se depararam com ocorrência semelhante no Maranhão.

O levantamento foi financiado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública e contou com apoio da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados Ministro Sálvio de Figueiredo Teixeira (Enfam). 

Trabalho escravo contemporâneo

A legislação brasileira atual classifica como trabalho análogo à escravidão toda atividade forçada – quando a pessoa é impedida de deixar seu local de trabalho – desenvolvida sob condições degradantes ou em jornadas exaustivas. Casos em que o funcionário é vigiado constantemente, de forma ostensiva, pelo patrão também são considerados trabalho semelhante ao escravo.

De acordo com a Coordenadoria Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo (Conaete), a jornada exaustiva é todo expediente que, por circunstâncias de intensidade, frequência ou desgaste, cause prejuízos à saúde física ou mental do trabalhador, que, vulnerável, tem sua vontade anulada e sua dignidade atingida.

As condições degradantes de trabalho são aquelas em que o desprezo à dignidade da pessoa humana se instaura pela violação de direitos fundamentais do trabalhador, em especial os referentes à higiene, saúde, segurança, moradia, ao repouso, alimentação ou outros relacionados a direitos da personalidade.

Outra forma de escravidão contemporânea reconhecida no Brasil é a servidão por dívida, que ocorre quando o funcionário tem seu deslocamento restrito pelo empregador sob alegação de que deve pagar determinada quantia de dinheiro.

Como denunciar

A Comissão Pastoral da Terra (CPT) desenvolve, desde 1997, a campanha De Olho Aberto para não Virar Escravo, que distribui vídeos explicativos e lembra os principais setores econômicos em que esse tipo de crime é praticado, como a agropecuária em geral. A criação de bovinos, por exemplo, responde por 17.040 casos (27,1%), enquanto o cultivo da cana-de-açúcar está ligado a 8.373 casos (13,3%), conforme dados da organização.

O principal canal para se fazer uma denúncia é o Sistema Ipê, do governo federal. As denúncias podem ser apresentadas de forma anônima, isto é, sem necessidade de o denunciante se identificar.

Outra possibilidade é o aplicativo Laudelina, desenvolvido pela Themis – Gênero, Justiça e Direitos Humanos e a Federação Nacional das Trabalhadoras Domésticas (Fenatrad). A ferramenta pode ser baixada no celular ou acessada por computador, sendo que sua tecnologia permite que as usuárias consigam utilizá-la independentemente de uma conexão de internet de alta velocidade.Fonte: Agência Brasil

Receita desmente novo imposto para todos os aluguéis por temporada

A Receita Federal desmentiu na noite desta quarta-feira (28) a informação de que todos os proprietários que alugam imóveis por temporada passarão a pagar um novo imposto a partir de 2026. Segundo o órgão, a afirmação é falsa e generaliza regras da reforma tributária que não se aplicam à maioria das pessoas físicas.

A mudança na tributação dos aluguéis está prevista na Lei Complementar (LC) 214/2025, que cria o novo sistema de impostos sobre consumo, o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), no modelo de Imposto sobre Valor Adicionado (IVA) dual.

Segundo a Receita, a LC 227/2026, sancionada há duas semanas e que conclui a regulamentação da reforma tributária, não trata de cobrança imediata de impostos sobre aluguéis, como chegou a ser divulgado.

Pelas regras aprovadas, a locação por temporada, de contratos de até 90 dias, só pode ser equiparada à hotelaria quando o locador for contribuinte regular do IBS/CBS. No caso de pessoas físicas, isso só ocorre se dois critérios forem atendidos simultaneamente: possuir mais de três imóveis alugados e ter receita anual com aluguéis superior a R$ 240 mil, valor que será corrigido anualmente pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Quem não se enquadrar nesses critérios continuará sujeito apenas ao Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF), sem incidência dos novos tributos sobre consumo. A Receita afirma que a regra foi desenhada justamente para evitar a tributação de pequenos proprietários e reduzir o risco de cobrança indevida.

Transição

Outro ponto destacado é que a reforma prevê um período de transição. Embora 2026 marque o início do novo sistema, a cobrança efetiva e plena do IBS e da CBS será escalonada de 2027 a 2033. Dessa forma, os efeitos financeiros não serão imediatos para todos os contribuintes.

No caso dos aluguéis residenciais tradicionais, a carga do IBS/CBS terá redução de 70%, resultando em uma alíquota efetiva estimada em 8%, além do IR. Já na locação por temporada equiparada à hospedagem, o benefício é menor, mas, segundo a Receita, não chega aos percentuais elevados que vêm sendo divulgados.

Para grandes proprietários, aqueles com muitos imóveis e alta renda, a tributação também será amenizada por mecanismos como alíquota reduzida, cobrança apenas sobre valores acima de R$ 600 por imóvel, possibilidade de abatimento de custos com manutenção e reforma, além de cashback (devolução de impostos) para inquilinos de baixa renda.

Ajustes

A Receita ressalta ainda que ajustes posteriores à lei original trouxeram mais segurança jurídica, diminuindo as hipóteses de enquadramento como contribuinte e tornando as regras mais favoráveis às pessoas físicas que alugam imóveis por temporada.

A LC 227/2026, esclareceu o Fisco, favoreceu as pessoas físicas que alugam imóveis, diminuindo as hipóteses em que elas são enquadradas como contribuintes da CBS e do IBS. A lei complementar também tornou mais clara a aplicação do redutor social para contribuintes de baixa renda, especificando que o benefício será aplicado mensalmente e não reduzirá direitos.

Segundo o Fisco, a reforma busca simplificar o sistema, reduzir distorções e diminuir a carga sobre aluguéis de menor valor. “A ideia de aumento generalizado de impostos ou de aluguéis não se sustenta nos dados nem na legislação aprovada”, destaca a nota.Fonte: Agência Brasil

Homem é preso suspeito de manter mulher e filho em cárcere privado no Agreste da Paraíba

Um homem foi preso suspeito de manter uma mulher, que se relacionava com ele, e o filho dela, em cárcere privado na cidade de Areial, no Agreste da Paraíba, nesta quarta-feira (28). As informações foram confirmadas pela Polícia Civil.

De acordo com o delegado Danilo Orengo, responsável pelas investigações, o homem mantinha a mulher em cárcere privado desde 2005, e ela sofria violências físicas caso tentasse manter contato com alguém de fora da casa onde morava com o suspeito de forma recorrente. O filho também passava por situações semelhantes.

O caso foi denunciado para a polícia, após uma pessoa com quem a mulher conseguia manter contato denunciar o caso na delegacia. Após isso, os policias colheram o depoimento da vítima e foram até a cidade de Esperança, também no Agreste, no local em que o homem trabalhava, e o prenderam em flagrante.

Ele foi autuado por cárcere privado, lesão corporal e ameaça. Medidas protetivas foram solicitadas para manter o homem longe da vítima.Fonte: G1-PB

Filho suspeito de matar pai a facadas é preso após três dias de buscas em Teresina

Victor Gomes de Carvalho, de 25 anos, suspeito de matar o próprio pai a facadas, foi preso na madrugada desta quinta-feira (29) em Teresina.

Segundo o Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), a vítima foi morta na segunda-feira (26) após se negar a dar dinheiro para que o filho comprasse drogas.

Após cometer o crime, o suspeito fugiu para uma região de mata fechada conhecida como Sapucarana, na zona rural de Teresina. Durante as buscas, uma equipe do 29º Batalhão da Polícia Militar avistou Victor pilotando uma moto e conseguiu abordá-lo em um trecho da BR-343.

Ele caiu do veículo e voltou a fugir, se escondendo novamente na mata. Uma força-tarefa integrada da Polícia Militar e Polícia Rodoviária Federal foi formada e o capturou na madrugada desta quinta no bairro Santa Bárbara, na Zona Leste da capital.

Victor foi levado pelos policiais à sede do DHPP, onde ele será ouvido pelo delegado responsável por investigar o caso.

Como foi o crime

 

O pai do suspeito é Sebastião da Cruz de Oliveira Gomes, de 44 anos, que foi encontrado morto pelos policiais dentro da própria casa. Testemunhas informaram que ele se desentendeu com o filho antes do crime.

De acordo com o delegado Francisco Costa, o Barêtta, o suspeito morava com a mãe anteriormente, mas se mudou para a casa de Sebastião após desentendimentos com ela. A mulher relatou aos policiais que o filho já tentou atear fogo na casa dela.

“Tentou atear fogo na casa da mãe e ela mandou ele morar com o pai. Na data do crime, ele se desentendeu com o pai porque queria dinheiro para comprar drogas e desferiu diversas facadas, principalmente no rosto”, detalhou o coordenador do DHPP ao g1.

 

Sebastião trabalhava como terceirizado no Centro de Ciências Agrárias (CCA) da Universidade Federal do Piauí (UFPI), que lamentou a morte em nota de pesar.Fonte: G1-PI

Raimundos abrirá show do Guns N’ Roses em São Luís

A banda Raimundos está confirmada como atração de abertura do aguardado show do Guns N’ Roses em São Luís, no feriado de 21 de abril, no Estádio Castelão. O evento integra a turnê mundial “Because What You Want and What You Get Are Two Completely Different Things”, que traz ao Brasil a formação clássica com Axl Rose, Slash e Duff McKagan.

Símbolo da explosão do rock nacional nos anos 1990, o Raimundos construiu uma identidade única ao misturar hardcore, rock pesado e referências nordestinas, com letras irreverentes e uma energia de palco que atravessa gerações. Para o público maranhense, a banda promete um setlist repleto de clássicos como “Mulher de Fases”, “Eu Quero Ver o Oco”, “Puteiro em João Pessoa”, além do single mais recente, “Maria Bonita”, preparando o terreno para uma das maiores apresentações internacionais já realizadas no estado.

Na sequência, o Guns N’ Roses, uma das maiores e mais influentes bandas da história do rock, sobe ao palco em São Luís com um espetáculo grandioso e ingressos próximos da lotação máxima. Após o sucesso estrondoso de sua última passagem pelo Brasil, o grupo americano retorna com uma série de shows inéditos no país, incluindo participação no Monsters of Rock e uma apresentação emblemática na capital maranhense.

Com um repertório que atravessa décadas e marcou a cultura pop mundial, o público poderá reviver hinos como “Sweet Child O’ Mine”, “Welcome to the Jungle”, “Paradise City” e “November Rain”, em uma performance que promete intensidade, potência sonora e conexão direta com os fãs brasileiros.

Segundo a produção local, o evento consolida São Luís como destino de grandes espetáculos internacionais.

“Trazer um show da dimensão do Guns N’ Roses para São Luís é a realização de um sonho e um divisor de águas para o entretenimento no Maranhão. Esse evento coloca definitivamente nossa cidade na rota dos grandes shows mundiais”, destaca Marcelo Aragão, sócio-diretor da 4Mãos Entretenimento.

Fonte: O Imparcial

Fim do casamento de Amanda Gentil expõe disputa por bens e amplia crise política familiar

Crise em cima de crise. Dezenas de imóveis e empresas supostamente adquiridos pela família Gentil aparecem em nome do agora ex-marido da deputada Amanda Gentil, que diz que ficará com tudo.

O núcleo político da família Gentil, tradicionalmente influente na cidade de Caxias (MA). O que começou como divergências sobre a destinação de emendas parlamentares entre a deputada federal Amanda Gentil e seu pai, o prefeito Fábio Gentil, agora incorpora uma batalha familiar que envolve imóveis e empresas — e rumores de disputa pelo patrimônio após o término de um casamento.

Divórcio e bens sob suspeita de disputa

Fontes políticas e relatos nos bastidores apontam que Amanda Gentil estaria em processo de divórcio com o empresário Murilo Alencar, com quem teria compartilhado parte de sua vida conjugal. Segundo essas mesmas fontes, dezenas de imóveis e empresas, supostamente vinculados ao grupo Gentil, teriam sido formalmente registrados em nome de Alencar durante o matrimônio, levando agora a uma disputa pelo controle desses bens. As versões que circulam nos meios políticos sugerem que o ex-marido pretende ficar com grande parte do patrimônio. Não há, contudo, confirmação oficial sobre a titularidade ou origem desses bens.

O pano de fundo político

A turbulência familiar se soma à crise política que já vinha sendo noticiada em torno da relação entre Amanda e seu pai, o prefeito Fábio Gentil. A parlamentar, eleita deputada federal pelo Maranhão, tem sido alvo de comentários acerca do direcionamento e uso de emendas parlamentares, especialmente aquelas destinadas ao município de Caxias, administrado pelo pai.

Parte dos analistas políticos questiona se tais recursos fortalecem a administração municipal ou se representam a tentativa de Amanda de consolidar uma base de apoio própria, em um movimento visto por alguns aliados como um passo em direção a maior autonomia política.

Fonte: Maranhão de Verdade