Blog do Walison - Em Tempo Real

Suspeito de matar ex-esposa em mercado é preso, no MA

Suspeito de matar ex-esposa em mercado é preso, no MA — Foto: Reprodução/TV Mirante

Um homem, identificado como Francisco das Chagas, de 24 anos, foi preso na zona rural de Pedreiras, a 283 km de São Luís, após matar a ex-esposa, Antonia Ranchi, de 36 anos, a golpes de faca.

De acordo com a Polícia Civil do Maranhão (PC-MA), o homicídio ocorreu na região do mercado central da cidade de Pedreiras, na região do Médio Mearim. A vítima, na ocasião, foi atingida com pelo menos dois golpes de faca e faleceu no local. O suspeito fugiu após o crime, mas decidiu se entregar, posteriormente.

Na delegacia, Francisco das Chagas afirmou que estava separado da vítima há um mês e que o relacionamento era conturbado. O suspeito também disse que havia ingerido bebida alcoólica no dia do crime e que a vítima teria o agredido com um tapa no rosto.

A Polícia Civil registrou o caso como feminicídio, o quadragésimo sexto registrado no estado do Maranhão, este ano. A região de Pedreiras, segundo informações da PC-MA, é uma das mais violentas do estado, ficando atrás apenas da regional de Balsas quando se refere aos casos de feminicídios. Fonte: G1-MA

Padre Egídio tem prisão mantida em audiência de custódia e é encaminhado para presídio, em João Pessoa

Padre Egídio foi preso na manhã desta sexta-feira, 17 de novembro, em João Pessoa, por suspeita de desvios de recursos do Hospital Padre Zé — Foto: Reprodução/TV Cabo Branco

Audiência de custódia de padre Egídio aconteceu na tarde desta sexta-feira (17), e ele foi encaminhado para a Penitenciária Especial do Valentina de Figueiredo.

Padre Egídio, ex-diretor do Hospital Padre Zé, que foi preso nesta sexta-feira (17) suspeito de desvio de verba contra a instituição na ordem de até R$ 140 milhões, passou por audiência de custódia e teve a prisão preventiva mantida pela Justiça, pelo juiz plantonista André Ricardo de Carvalho Costa, e foi encaminhado para a Penitenciária Especial do Valentina de Figueiredo, na zona sul de João Pessoa.

Egídio de Carvalho foi preso na segunda fase da Operação Indignus, deflagrada pelo Gaeco do Ministério Público da Paraíba, nesta sexta-feira (17). A prisão foi determinada pelo desembargador Ricardo Vital, do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), devido à “possibilidade de ocorrerem novas fraudes”.

A determinação das prisões foi do desembargador Ricardo Vital, do Tribunal de Justiça da Paraíba. O pedido inicialmente havia sido negado pelo juiz da 4ª Vara Criminal de João Pessoa, mas o Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) recorreu da decisão. O desembargador elenca a garantia da ordem pública, a conveniência da instrução criminal e o asseguramento da aplicação da lei penal para justificar as prisões.

g1 entrou em contato com a defesa de padre Egídio, mas não obteve retorno.

Ex-funcionárias também passaram por audiência de custódia

Egídio de Carvalho Neto, Amanda Duarte e Jannyne Dantas tiveram mandados de prisão expedidos — Foto: Reprodução

Além de Egídio de Carvalho, também foram decretadas a prisão de duas ex-funcionárias do Hospital Padre Zé: a ex-diretora administrativa, Jannyne Dantas, e a ex-tesoureira, Amanda Duarte, suspeitas de participar de um esquema de desvios de recursos públicos estimados em cerca de R$ 140 milhões, de 2013 a setembro deste ano.

Os mandados contra elas também foram cumpridos. Amanda vai cumprir prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica, por ter um filho de 4 meses em amamentação exclusiva, enquanto que Jannyne vai ficar no Presídio Júlia Maranhão.

O desembargador Ricardo Vital atendeu a um pedido da defesa de Amanda Duarte Silva Dantas e converteu o decreto de prisão preventiva dela em domiciliar. O pedido foi apresentado antes mesmo de ela se apresentar à Justiça devido ao fato dela estar com um filho de apenas 4 meses, ainda em fase de amamentação exclusiva.

O Gaeco, nos autos do pedido, deu parecer favorável à substituição da prisão preventiva pela modalidade domiciliar, mas impondo algumas cautelares, que foram determinadas pelo desembargador, tais como:

  • monitoramento eletrônico;
  • proibição de se ausentar da Comarca que reside sem autorização judicial;
  • obrigação de manter atualizados os endereços, contatos, telefones, e-mails e demais meios de comunicação;
  • obrigação de comparecer espontaneamente a todos os atos processuais;
  • proibição de manter contrato, tanto pessoal como virtualmente, inclusive por meio de terceiras pessoas, com os demais investigados e testemunhas já existentes nos autos da investigação e outras porventura a serem inseridas no contexto.
https://2095a49d41b8b68c34a104158c98f2ae.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-40/html/container.html

Procurada pelo g1, a defesa das duas mulheres afirmou que não há elemento probatório que confirme que elas tenham se beneficiado de verbas do Hospital Padre Zé.

“A defesa das investigadas Jannyne Dantas Miranda e Silva e Amanda Duarte da Silva Dantas, vem por meio desta nota reiterar, de modo veemente, que apesar da vastidão de documentos colecionados na operação Indignus, nenhum elemento probatório dá conta de que as mesmas de algum modo tenham locupletado-se pessoalmente ou por meio de terceiros, de verbas oriundas do Hospital Padre Zé, sendo certo que, tais afirmações podem ser percebidas desde já, mas contudo, serão devida e cabalmente comprovadas no curso processual”, afirmou.

Posicionamento da Arquidiocese da Paraíba

Em nota, a Arquidiocese da Paraíba afirmou que está consciente de sua responsabilidade e compromisso com a transparência e integridade. Informou que está colaborando integralmente com as investigações em curso, respeitando o segredo de justiça estabelecido pelas autoridades competentes.

Quanto ao processo Canônico do Cônego Egídio de Carvalho Neto, esclareceu que o procedimento foi instaurado em 27 de setembro de 2023 e está seguindo seus trâmites normais.

“Reforçamos nosso compromisso com a transparência e manifestamos total apoio às autoridades competentes, colaborando de forma irrestrita para que toda a verdade sobre os eventos em questão seja esclarecida”, afirmou.

Operação Indignus

Hospital Padre Zé, em João Pessoa — Foto: Hospital Padre Zé/Divulgação

A primeira fase da Operação Indignus foi deflagrada para investigar a suspeita de um esquema de desvio de verbas do Hospital Padre Zé, em João Pessoa, foi deflagrada em 5 de outubro deste ano. Inicialmente, investigava-se o desaparecimento de mais de 100 celulares que tinham sido doados à instituição para que o dinheiro da venda dos produtos se revertessem em benefícios ao hospital, mas depois descobriu-se um problema muito mais grave.

A investigação aponta uma ‘confusão’ entre os patrimônios da entidade e do padre. E apura, entre outras coisas, a aquisição de imóveis de alto padrão por parte do religioso, com recursos do hospital.

A operação ‘Indignus’ contou com a participação do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado do Ministério Público do Estado da Paraíba (Gaeco/MPPB), da Polícia Civil, da Secretaria de Estado da Segurança e da Defesa Social (SEDS), da Secretaria de Estado da Fazenda da Paraíba (Sefaz) e da Controladoria-Geral do Estado da Paraíba (CGE).

Nesta sexta (17), por volta de 9h, o Gaeco informou que as ações desta manhã correspondiam a Operação Indignus 2, que tem como o objetivo combater a corrupção. O órgão fala em um esquema de desvios de recursos públicos operacionalizados através do Instituto São José, responsável pelo Hospital Padre Zé, e da Ação Social Arquidiocesana. Os crimes teriam iniciado em 2013 e seguiu até setembro deste ano.

Os atos ilícitos teriam sido desviados de verbas destinadas a programas sociais essenciais como distribuição de refeições a moradores de rua, amparo a famílias refugiadas da Venezuela, apoio a pacientes em pós-alta hospitalar, realização de cursos profissionalizantes, preparação de alunos para o Exame Nacional de Ensino Médio, cuidados a pacientes com Aids, entre outros. Além disso, as operações ilícitas teriam afetado gravemente o Hospital Padre Zé, comprometendo o atendimento a populações carentes e necessitadas. Fonte: G1-PB

Vice-prefeito de Jurema é baleado após reagir a tentativa de assalto em sítio

Vice-prefeito de Jurema, Arilson Aparecido Romão (MDB) — Foto: Reprodução/Instagram

Arilson Aparecido Romão foi atendimento na unidade de saúde de Jurema, em seguida encaminhado para o Hospital de São Raimundo Nonato.

O vice-prefeito de Jurema, Arilson Aparecido Romão (MDB), foi baleado ao reagir a tentativa de assalto no seu sítio na localidade Nova Mira, zona rural da cidade. O caso ocorreu por volta das 20h dessa sexta-feira (17).

“Ele estava fechando a porteira do sítio, quando um homem de moto apareceu, colocou a arma nele e anunciou o assalto. O assaltante mandou o Arilson se ajoelhar e passar a carteira, mas ele saiu correndo”, informou a vereadora Milla Baterex.

O criminoso deu dois tiros, um deles acertou o quadril do vice-prefeito e o outro o carro. O assaltante fugiu em seguida sem levar nada.

Arilson foi atendimento na unidade de saúde de Jurema, em seguida encaminhado para o Hospital de São Raimundo Nonato.

“Ele passa bem, recebeu alta ainda durante a noite”, contou a vereadora. Fonte: G1-PI

Criança de oito anos morre carbonizada após quarto pegar fogo em Barra do Corda, no MA

Thabata tinha oito anos e morreu após a casa em que estava pegar fogo, em Barra do Corda — Foto: Arquivo pessoal

Bombeiros suspeitam que as chamas começaram quando o irmão mais novo resolveu brincar com fogo e incendiou o colchão onde a irmã dormia.

Uma menina de oito anos de idade, identificada como Thabata, morreu carbonizada após o quarto em que estava pegar fogo, no bairro Vila Mariano 2, em Barra do Corda, a 462 km de São Luís.

Segundo o Corpo de Bombeiros, o caso aconteceu na noite de sexta-feira (17), na residência onde ela morava. A principal hipótese é que o incêndio teria começado quando o irmão mais novo, de cinco anos, resolveu brincar com fogo e incendiou o colchão onde Thabata estava.

A menina estava dormindo quando o colchão pegou fogo e rapidamente as chamas se espalharam pela casa. O irmão não teve ferimentos, mas a mãe, que não estava em casa, ficou em estado de choque e precisou ser levada para um hospital.

Bombeiros estiveram no local, mas o fogo já tinha sido apagado com uma água que caiu de uma caixa d’água de fibra que derreteu com as chamas. A Polícia Civil informou que vai investigar o caso. Fonte: G1-MA

Argentinos vão às urnas nesse domingo para escolher novo presidente

Candidatos à Presidência da Argentina Sergio Massa e Javier Milei
23/10/2023 e 11/10/2023 REUTERS/Cristina Sille e Agustin Marcarian

A carta foi lida em audiência pública organizada pela Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão do Rio de Janeiro (PRDC/RJ) do Ministério Público Federal (MPF) e intitulada “Consciência negra e reparação da escravidão”, promovida neste sábado (18), no Grêmio Recreativo Escola de Samba Portela, na zona norte do Rio de Janeiro.

O objetivo da audiência foi promover a reflexão sobre o tema para garantir que crimes contra a humanidade como esse jamais se repitam, além de garantir mecanismos de reparação com um olhar voltado para o presente e o futuro, em uma discussão sobre memória, verdade e justiça.

A representante do Ministério da Igualdade Racial, Raquel Barros, disse que para a pasta o tema da reparação é muito fundamental porque se liga diretamente ao debate sobre promoção de políticas públicas. “O ministério tem se colocado de forma profundamente implicado com essa temática até porque ela se coloca como um dos nossos eixos de atuação de direito à vida, direito à memória e reparação, direito à educação e inclusão e direito à terra. A gente sabe que para combater as desigualdades sociais que são profundamente arraigadas no processo histórico de escravidão, a gente precisa debater essa questão porque a gente sabe que é uma reverberação que continua no presente”, afirmou Raquel.

O procurador Julio José Araujo Junior, que assina o inquérito civil com os procuradores Jaime Mitropoulos e Aline Caixeta, disse que o motivo da audiência pública é debater o tema com os diferentes setores da sociedade brasileira, sobretudo os movimentos negros. “O que a gente quer aqui é fortalecer uma agenda de direitos. Nada mais natural que a gente faça isso nessa instituição centenária. No mundo inteiro se discute reparação. É fundamental que a gente olhe para pessoas, famílias e instituições que de alguma forma se beneficiaram à custa da escravidão”, disse o procurador.

Tráfico de escravos

A PRDC/RJ deu início a um inquérito civil após uma manifestação apresentada por um grupo de professores e universitários, oriundos de diversas universidades brasileiras e estrangeiras, que realizaram uma pesquisa que aponta para a negação e o silêncio sobre a participação de instituições brasileiras na escravização de pessoas.

No caso do Banco do Brasil, os historiadores apontaram que havia uma relação de “mão dupla” da instituição financeira com a economia escravista da época, que se revelava no quadro de sócios e na diretoria do banco, formados em boa parte por pessoas ligadas à escravidão e ao comércio clandestino de africanos.

Edição: Aécio Amado

Líder quilombola pede debate sobre dívida do Estado com o povo negro

Rio de Janeiro (RJ), 18/11/2023 – O procurador federal, Júlio Araújo durante audiência pública Consciência negra e reparação da escravidão, na quadra da Escola de Samba Portela, em Oswaldo Cruz, zona norte do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Elias José Alfredo, do Movimento Nacional Quilombo Raça e Classe, classificou como um momento histórico de grande relevância para a militância do povo negro, o posicionamento do Banco do Brasil que, em carta aberta aos movimentos negros, pediu perdão pela participação da instituição financeira no processo de escravidão do povo negro no país. No entanto, para ele, o debate tem que ser em relação à divida do Estado brasileiro com o povo negro.

Rio de Janeiro (RJ), 18/11/2023 – O militante do quilombo Raça e Classe, do Rio de Janeiro, Elias José Alfredo durante audiência pública Consciência negra e reparação da escravidão, na quadra da Escola de Samba Portela, em Oswaldo Cruz, zona norte do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

“Discutir a reparação do Estado brasileiro é compreender a história do que nossos antepassados passaram e entender o presente e as consequências desta história. É entender a letalidade sofrida por negros e negras pela polícia brasileira. É perceber que ainda somos minoria no mundo acadêmico. Há uma dívida histórica do Estado brasileiro com descendentes de africanos. O Banco do Brasil é uma instituição. Mas nosso debate é em relação à dívida que o Estado brasileiro tem para conosco. Não se trata de favor”.

Em carta aberta aos movimentos negros, lida neste sábado (18) pelo gerente-executivo de Relações Institucionais do BB, André Machado, a instituição pediu perdão aos povos negros motivado pelo inquérito civil que investiga as responsabilidades e a participação do banco na escravidão e no tráfico de pessoas negras no século 19.

“Momentos como esse em que lideranças negras das mais diversas origens e campos sociais reúnem-se em torno do debate sobre temas ligados à escravidão e suas consequências demonstram quão urgente precisamos avançar no combate ao racismo estrutural da nossa sociedade”, afirmou.

Machado disse ainda que “as sequelas de um processo histórico perverso que atingiu as comunidades negras e seus descendentes ainda esperam novas medidas estruturais de todas as esferas sociais que tenham a capacidade de enfrentar e transformar esse triste cenário. Direta ou indiretamente, toda a sociedade brasileira deve pedir desculpa aos povos negros por aqueles momentos tristes da nossa história”.

O gerente-executivo de Relações Institucionais do BB ressaltou também que, nesse contexto, “o Banco do Brasil de hoje pede perdão aos povos negros pelas suas versões predecessoras e hoje trabalha intensamente para enfrentar o racismo estrutural no país. O Banco do Brasil não se furta a aprofundar o conhecimento e encarar a real história das versões anteriores da empresa,” afirmou.

A carta foi lida em audiência pública organizada pela Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão do Rio de Janeiro (PRDC/RJ) do Ministério Público Federal (MPF) e intitulada “Consciência negra e reparação da escravidão”, promovida neste sábado (18), no Grêmio Recreativo Escola de Samba Portela, na zona norte do Rio de Janeiro.

O objetivo da audiência foi promover a reflexão sobre o tema para garantir que crimes contra a humanidade como esse jamais se repitam, além de garantir mecanismos de reparação com um olhar voltado para o presente e o futuro, em uma discussão sobre memória, verdade e justiça.

A representante do Ministério da Igualdade Racial, Raquel Barros, disse que para a pasta o tema da reparação é muito fundamental porque se liga diretamente ao debate sobre promoção de políticas públicas. “O ministério tem se colocado de forma profundamente implicado com essa temática até porque ela se coloca como um dos nossos eixos de atuação de direito à vida, direito à memória e reparação, direito à educação e inclusão e direito à terra. A gente sabe que para combater as desigualdades sociais que são profundamente arraigadas no processo histórico de escravidão, a gente precisa debater essa questão porque a gente sabe que é uma reverberação que continua no presente”, afirmou Raquel.

O procurador Julio José Araujo Junior, que assina o inquérito civil com os procuradores Jaime Mitropoulos e Aline Caixeta, disse que o motivo da audiência pública é debater o tema com os diferentes setores da sociedade brasileira, sobretudo os movimentos negros. “O que a gente quer aqui é fortalecer uma agenda de direitos. Nada mais natural que a gente faça isso nessa instituição centenária. No mundo inteiro se discute reparação. É fundamental que a gente olhe para pessoas, famílias e instituições que de alguma forma se beneficiaram à custa da escravidão”, disse o procurador.

Tráfico de escravos

A PRDC/RJ deu início a um inquérito civil após uma manifestação apresentada por um grupo de professores e universitários, oriundos de diversas universidades brasileiras e estrangeiras, que realizaram uma pesquisa que aponta para a negação e o silêncio sobre a participação de instituições brasileiras na escravização de pessoas.

No caso do Banco do Brasil, os historiadores apontaram que havia uma relação de “mão dupla” da instituição financeira com a economia escravista da época, que se revelava no quadro de sócios e na diretoria do banco, formados em boa parte por pessoas ligadas à escravidão e ao comércio clandestino de africanos.

Fonte: Agência Brasil Edição: Aécio Amado

Rio de Janeiro (RJ), 18/11/2023 – O gerente executivo de relações institucionais do Banco do Brasil, André Castelo Branco durante audiência pública Consciência negra e reparação da escravidão, na quadra da Escola de Samba Portela, em Oswaldo Cruz, zona norte do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Banco do Brasil pede perdão ao povo negro por papel durante escravidão

Brasília (DF), 03/11/2023, Banco do Brasil no setor Bancário Sul. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O Banco do Brasil (BB) pediu, na manhã deste sábado (18), perdão ao povo negro pelas gestões anteriores da instituição por participação no processo de escravidão de pessoas negras, durante o século XIX, no país. O pedido de perdão da atual gestão foi divulgado, hoje, no site da empresa.

O banco fundado em 1808, tem, pela primeira vez, uma mulher negra em sua presidência, a funcionária de carreira Tarciana Medeiros. Na nota, a presidente do Banco do Brasil diz que “direta ou indiretamente, toda a sociedade brasileira deveria pedir desculpas ao povo negro por algum tipo de participação naquele momento triste da história [escravidão].” 

“Neste contexto, o Banco do Brasil de hoje pede perdão ao povo negro pelas suas versões predecessoras e trabalha intensamente para enfrentar o racismo estrutural no país. O BB não se furta a aprofundar o conhecimento e encarar a real história das versões anteriores da empresa” afirmou a presidente do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros.

Em setembro, o Ministério Público Federal instaurou inquérito para investigar a relação entre a instituição e o tráfico de pessoas negras escravizadas no século XIX. O órgão pediu, na ocasião, um posicionamento do banco a respeito do assunto.

Dados apontados por historiadores indicam que a instituição se valeu de recursos como a arrecadação de impostos sobre embarcações dedicadas ao tráfico de pessoas escravizadas e destacam que o capital para a formação do banco provinha da economia da época, que tinha na escravidão e no comércio negreiro um papel central.

Já em novembro, o Banco do Brasil recebeu um estudo que indicou envolvimento da empresa no comércio de negros escravizados durante o século XIX. O documento elaborado por 14 pesquisadores de universidades brasileiras e americanas faz parte do inquérito do Ministério Público.

Os pesquisadores apontaram haver “vínculos diretos entre traficantes e o capital diretamente investido em ações do Banco do Brasil”. Além disso, acrescentaram que “a instituição também se favoreceu da dinâmica de circulação de crédito lastreada na propriedade escrava que imperou ao longo de toda a primeira metade do século XIX”.

O pedido de perdão do Banco do Banco ocorre junto com o anúncio da adoção de um conjunto de novas medidas, que, de acordo com a instituição, tem o objetivo de promover a igualdade e a inclusão étnico-racial e de combater o racismo estrutural no país. O BB que espera que as novas medidas impactem positivamente na relação com clientes, funcionários, fornecedores, demais parceiros estratégicos da empresa e toda a sociedade.

A empresa considera que a diversidade em sua base e que a mesma tem elevado potencial de inclusão financeira e geração de trabalho e renda, também para pretos e pardos. “O simples fato de sermos uma instituição da atualidade nos move a realizar atividades voluntárias com o compromisso público e com metas concretas para combater a desigualdade étnico-racial e buscar por justiça social no âmbito de uma sociedade que guarda sequelas da escravidão, independentemente de existir ou não qualquer conexão, ainda que indireta, entre atividades de suas outras versões e escravizadores do século XIX”, enfatizou Tarciana Medeiros.

Para a presidente do Banco do Brasil, boas práticas podem ser construídas de forma articulada com diálogo aberto com movimentos negros e outras instituições públicas e privadas. “As sequelas da escravatura convocam todos os atores sociais contemporâneos a agir para a promoção da igualdade étnico-racial, a contribuir por meio de ações concretas, como as que o BB já desenvolve de modo pioneiro, voluntário e destacado.

O Banco do Brasil fez, faz a fará muito pela diversidade e desenvolvimento social e econômico em nossa sociedade. Para nós, Raça é prioridade, sim!”, enfatiza Tarciana

O Banco do Brasil, constituído na forma de sociedade de economia mista, conta com a participação acionária do governo federal em 50% desta sociedade anônima. Por isso, o BB é considerado um dos cinco bancos públicos federais, ao lado da Caixa Econômica Federal, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Banco da Amazônia (Basa) e o Banco do Nordeste (BNB).

Ações

Entre as ações anunciadas pelo Banco do Brasil para a promoção de inclusão racial e do combate ao racismo estrutural no país, estão:

– Fomento ao mercado de trabalho para o povo negro, com a inclusão de uma cláusula nos contratos com fornecedores do Banco do Brasil, a partir de novas licitações, que promova a diversidade, equidade e inclusão nos quadros de pessoal dessas empresas;

– O Banco do Brasil também fará parceria para encaminhar jovens que participaram do programa Menor Aprendiz do BB para o mercado de trabalho;

– Lançamento neste mês do edital de Empoderamento Socioeconômico de Mulheres Negras, do entre o BB e o Ministério da Igualdade Racial, para apoiar o fortalecimento institucional de organizações sociais e empreendimentos econômicos solidários urbanos e rurais de mulheres negras;

– Realização em dezembro próximo do “MBM Inovahack”, do Movimento Black Money, com a participação do Banco do Brasil, com o objetivo de promover a inclusão financeira e econômica da população negra, por meio de soluções tecnológicas consideradas inovadoras;

– Internamente, o programa “Raça é Prioridade” da empresa vai selecionar e desenvolver a carreira de até 150 funcionários pretos e pardos do Banco do Brasil, com potencial para atuar como líderes na empresa, mas, que atualmente ocupam outras funções;

– Realização de um workshop sobre a promoção da diversidade, equidade e inclusão com estatais e fornecedores do banco.

Para acompanhar as novas medidas anunciadas, o Banco do Brasil criou um site que trata da construção de um futuro mais diverso,  inclusivo, equitativo e justo, em todos os contextos e para todos. A página eletrônica trará atualizações de novas medidas que possam ser anunciadas pelo banco.

Fonte: Agência Brasil Edição: Aécio Amado

SpaceX lança foguete, mas propulsor explode após separar da Starship

9213WD-SPACE-EXPLORATION_STARSHIP__O_

A SpaceX lançou, na manhã deste sábado (18), por volta das 10h (horário de Brasília), o foguete Super Heavy levando a nave Starship para um voo suborbital de teste. Não havia tripulação embarcada. Aconteceu uma explosão do propulsor, logo após a separação da nave. Em seguida, o centro de controle de lançamento perdeu contato com a Starship.

“O propulsor sofreu uma rápida desmontagem não programada logo após a separação do estágio, enquanto os motores da nave estelar funcionavam por vários minutos em seu caminho para o espaço”, informou.

A empresa disponibilizou no microblog X (antigo Twitter) o link para acompanhamento ao vivo. Confira o momento da decolagem a partir do minuto 38´50”. Confira aqui o lançamento.

O lançamento foi considerado bem sucedido pela SpaceX. “A Starship decolou com sucesso sob a potência de todos os 33 motores”. A primeira tentativa foi em abril. O propulsor explodiu antes de atingir a órbita terrestre. Como desta vez, não havia tripulação.

A empresa considera que o teste vai ajudar a melhorar a confiabilidade da Starship em busca de “tornar a vida multiplanetária”.

A SpaceX escreveu, em nota, que vai analisar os dados do teste e que foi “emocionante”. A empresa considera que se trata de um teste. “O que fizemos fornecerá dados inestimáveis para continuar o rápido desenvolvimento da Starship”.

Fonte: Agência Brasil Edição: Aécio Amado

Jovem morre em show de Taylor Swift no Rio de Janeiro

A estudante Ana Clara Benevides Machado, de 23 anos, morreu na noite dessa sexta-feira (17) durante o show da cantora norte-americana Taylor Swift, no estádio do Engenhão, no Rio de Janeiro. As causas da morte ainda não foram esclarecidas. O show ocorreu em um período de forte calor em vários estados do país. Pela manhã, a sensação térmica se aproximou dos 60° na cidade do Rio.

O governador do estado, Cláudio Castro, informou que a Polícia Civil abriu inquérito para apurar o caso. Ele ainda determinou a instalação de bebedouros, com fornecimento gratuito de água, dentro do estádio do Engenhão. O local receberá outros dois shows da cantora, neste sábado (18) e no domingo (19).

“Determinei ao Procon do Estado a imediata apuração, junto à organização do evento, sobre os motivos da restrição da entrada com água no estádio Nilton Santos. Para os próximos dois dias de shows, o órgão oficiou a empresa organizadora para instalar mais bebedouros dentro do Engenhão e, principalmente, a permitir o acesso de garrafas de plástico vazias, sem tampa, para servir de refil”, afirmou Castro, em nota.

O governador também anunciou a distribuição de água mineral no entorno do estádio, a presença de mais ambulâncias para atender o público e a utilização de caminhões dos bombeiros para jogar água no público, no intuito de diminuir o calor.

Na internet, circulam vídeos em que a cantora Taylor Swift pausou o show e pediu que algumas pessoas tenham acesso à água. “Eles precisam de água, bem ali. Estão segurando um telefone pra dizer isso. Desculpem, mas está muito calor, então se estão dizendo que precisam de água, eles realmente precisam. Temos que fazer chegar até eles”.

Neste sábado, o ministro da Justiça, Flávio Dino, determinou que a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) adote medidas imediatas para exigir que os eventos garantam segurança à saúde dos consumidores, incluindo acesso à água. Na rede social X, antigo Twitter, Dino mencionou denúncias de “vedação ou ausência de disponibilidade de água”, e lembrou que o Brasil enfrenta uma “imensa onda de calor”.

Na mesma plataforma, a empresa organizadora do show, a Tickets For Fun, lamentou a morte da estudante e disse que ela foi atendida por brigadistas imediatamente após passar mal. Já o prefeito do Rio, Eduardo Paes, informou que a prefeitura determinou antecipação da entrada ao estádio em uma hora, além do aumento de pontos de distribuição de água, e também no número de brigadistas e ambulâncias.

Taylor Swift se manifestou sobre o ocorrido no Instagram. Ela se disse “devastada” com o ocorrido e afirmou que esta seria a última coisa que ela pensaria quando decidiu trazer a turnê ao Brasil. Fonte: Agência Brasil

Tio e sobrinho são mortos com tiros na cabeça em Davinópolis

Polícia acredita se tratar de um caso de execução.

Na madrugada deste sábado (18), tio e sobrinho foram mortos com tiros na cabeça em Davinópolis, na região tocantina do Maranhão.

O caso aconteceu no bairro Vila Santa Lúcia e as vítimas foram identificadas como Félix Filho Costa, de 40 anos, e o sobrinho Júlio de Oliveira, de 13 anos de idade.

Segundo as investigações, o crime tem características a de execução, já que Júlio tinha passagem pela polícia por ter cometido roubo, quando ainda era menor de idade.

Segundo a Polícia Militar do Maranhão (PMMA), o adolescente já havia sido apreendido no estado do Pará onde respondia por ato infracional correspondente há roubo.Por: G1 MA