Uma aeronave KC-30 (Airbus A330 200) aguarda autorização para decolar da Base Aérea do Galeão, no Rio de Janeiro, para fazer a repatriação de mais brasileiros que estão na Faixa de Gaza. De acordo com a Força Aérea Brasileira (FAB), o avião só decolará rumo ao Egito quando os brasileiros tiverem permissão para cruzar a fronteira em Rafah.
Assim que receber o sinal verde, o KC-30 decolará rumo ao Aeroporto Internacional do Cairo, em uma viagem de 15 horas. A FAB ainda não divulgou o número de pessoas que serão repatriadas.
O avião também leva um carregamento de cerca de 11 toneladas de alimentos não perecíveis, fornecidos como assistência humanitária pelo governo brasileiro.
O primeiro voo de repatriação de brasileiros provenientes de Gaza só chegou ao Brasil no dia 15 de novembro, mais de um mês depois do início dos ataques de Israel ao território palestino, devido à demora na autorização para saída pelo posto de fronteira de Rafah, que liga Gaza ao Egito.
No total, 32 brasileiros, segundo a FAB, foram trazidos ao país nesse voo. Também foi realizado um voo de repatriação com 32 brasileiros que estavam na Cisjordânia, outro território palestino.
Antes deles, já haviam sido realizados oito voos de repatriação de 1.413 brasileiros que estavam em Israel.
Um menino autista de 3 anos, diagnosticado com hipoglicemia grave, foi abandonado pelo próprio pai, no Hospital Municipal de Imperatriz, na Região Tocantina. O caso está sendo investigado pelo Conselho Tutelar da cidade.
A criança, que tem família na cidade de Loreto, no sudeste do estado, está na unidade hospitalar há 21 dias sem o acompanhamento de nenhum familiar.
A equipe do hospital percebeu que o pai havia abandonado o filho 24 horas depois da internação e denunciou o caso ao Conselho Tutelar.
“22 dias atrás o pai saiu do hospital informando que iria sacar um benefício. Deixamos a criança com o pessoal do Serviço Social enquanto ele fosse sacar esse benefício. E até então o pai não retornou mais para o hospital, caracterizando, em 24h, o abandono de incapaz”, relatou Dirceu Castro, diretor do Hospital Municipal de Imperatriz.
Após ser abandonado, o menino, que também tem Síndrome de Down, passou a contar com o acompanhamento de cuidadoras.
“Ele requer bastante cuidado, atenção total, porque a glicemia dele baixa muito e gente tem que estar sempre alimentando, para não deixar baixar”, destacou a cuidadora Elenilde de Sousa.
Segundo o Conselho Tutelar, essa não é a primeira vez que o menino é deixado pelo pai.
“O avô passou uns dias no hospital com a criança lá na cidade de Loreto. Aí o pai necessitou ir a São Luís para receber o dinheiro da medicação, que é uma medicação bem cara. Ele recebeu esse dinheiro e não retornou mais ao hospital, deixando a criança lá sozinha também”, explicou a conselheira tutelar Camila Carneiro.
Por causa da condição de saúde da criança, o hospital pediu autorização para que ela possa receber a medicação que necessita em São Luís. Mas com a ausência de familiares, o tratamento pode estar comprometido. Fonte- G1-MA
A Polícia Federal realizou na manhã desta quinta-feira (6) uma operação para combater o abuso sexual infantil na internet, no Maranhão. A operação, chamada de “Conteúdo Proibido III”, cumpriu mandados de quebra de dados telemática e de busca e apreensão na casa de um suspeito de armazenar e compartilhar imagens e vídeos de crianças e adolescentes sendo explorados sexualmente. A ação ocorreu em Timon, na região Leste do estado.
As investigações foram conduzidas pela Delegacia de Polícia Federal em Caxias, que utilizou ferramentas tecnológicas avançadas para rastrear a atuação dos suspeitos na internet. Os equipamentos e mídias apreendidos serão periciados para a coleta de provas digitais, que ficam armazenadas nos dispositivos eletrônicos.
A PF afirmou que tem como prioridade o combate aos crimes relacionados ao abuso e à exploração sexual infantil, buscando identificar e prender os abusadores e proteger as crianças e os adolescentes vulneráveis.
O suspeito poderá responder pelos crimes de armazenamento e disponibilização de conteúdo pornográfico infantil, que podem resultar em até 10 anos de prisão, se somadas as penas. As investigações seguem em andamento. Fonte: G1-MA
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Alexandre de Moraes, assinou um acordo com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para combater a reprodução de desinformação produzida por inteligência artificial (IA).
De acordo com o TSE, as determinações do tribunal para retirada de conteúdos prejudiciais ao processo eleitoral deixarão de ser enviadas por oficial de Justiça. Elas passarão a ser comunicadas por um sistema eletrônico, com objetivo de acelerar o cumprimento do bloqueio de sites que divulguem fake news durante as eleições.
Na última segunda-feira (4), Moraes afirmou que a Justiça Eleitoral vai regulamentar o uso de inteligência artificial nas eleições municipais de 2024.
“Com a inteligência artificial é possível, por exemplo, modificar vídeos de candidatos adversários, fazendo-os dar declarações que nunca deram. Essa agressão, principalmente com a utilização da inteligência artificial, pode realmente mudar o resultado eleitoral, pode desvirtuar o resultado eleitoral em eleições polarizadas”, afirmou o ministro.
Segundo o TSE, a parceria entre os órgãos está justificada pelo Marco Civil da Internet, que responsabiliza usuários ilegais nas redes sociais. Fonte: Agência Brasil
Outros três mandados de prisão foram cumpridos em bairros da Região Metropolitana de São Luís, contra suspeitos de integrarem uma associação criminosa, que atua em roubos a residências.
A Polícia Civil do Maranhão cumpriu, nessa quarta-feira (6), seis mandados de prisão preventiva e três mandados de busca e apreensão contra suspeitos de integrarem uma associação criminosa que atua em roubos a residências na Região Metropolitana de São Luís.
A operação foi realizada pela Delegacia de Roubos e Furtos (DRF) e Delegacia de Roubos e Furtos de Veículos (DRFV), em conjunto com a Seccional Oeste.
Dos seis mandados de prisão, três foram cumpridos contra suspeitos que já se encontram custodiados no sistema penitenciário do Maranhão.
As investigações apontam que os três homens, que já estavam presos, comandavam, de dentro do presídio, as ações criminosas. Eles passavam informações para seus comparsas praticarem roubos à residência na Região Metropolitana de São Luís.
A Polícia Civil aponta que os integrantes do grupo tinham funções previamente definidas tais como: chaveiro, motorista (piloto) e os que efetivamente realizavam os roubos com emprego de armas de fogo.
Ainda de acordo com as investigações, o grupo criminoso seria responsável pelo roubo de uma motocicleta Honda Bros vermelha, no último mês de outubro, no bairro Rio Anil, além do roubo de um veículo Ecosport no dia 9 de novembro deste ano.
Os outros três mandados de prisão e de buscas e apreensão foram cumpridos nos bairros: Residencial João Alberto, Pirâmide, Vila Conceição e São Cristóvão. Na operação, os policiais conseguiram apreender uma motocicleta com chassi cortado.
Após os procedimentos legais prestados da delegacia, os suspeitos foram encaminhados para o Complexo Penitenciário e ficarão à disposição do Poder Judiciário.
Segundo a Superintendência de Polícia Civil da Capital (SPCC), os investigados possuem uma extensa ficha criminal por crimes de natureza patrimonial.Por: G1 MA
Um jovem de 29 anos morreu, nesta quarta-feira (6), após cair de uma moto aquática, na Lagoa de Jaçanaú, em Maracanaú, na Grande Fortaleza. Segundo o Corpo de Bombeiros, o jovem estava acompanhado de um amigo que pilotava a moto aquática, quando os dois caíram na água após uma manobra radical.
O amigo que pilotava a moto conseguiu se salvar e nadou até a margem da lagoa.
Testemunhas afirmaram para agentes do Corpo de Bombeiros que os jovens consumiam bebidas alcoólicas antes da queda que resultou na morte do jovem.
Agentes entraram na água e encontraram o corpo cerca de dois metros de profundidade.
O Corpo de Bombeiros afirmou que entre janeiro e novembro, 493 pessoas foram salvas de afogamento em diversas situações. Fonte: G1-CE
As medidas cautelares impostas ao ex-governador da Paraíba Ricardo Coutinho (PT) e a outros investigados na Operação Calvário, que apura um esquema criminoso no gerenciamento de hospitais do estado, foram revogadas pelo juiz Roberto D’Horn Moreira Franco Sobrinho, do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB).
A decisão foi tomada na terça-feira (5), após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) referendar, no último dia 30 de novembro, o entendimento que já havia sido tomado pelo Supremo Tribunal Federal (TSE) de que os processos derivados da Calvário devem ser analisados pela Justiça Eleitoral, e não pela Justiça comum.
No pedido de revogação das medidas, a defesa de Ricardo Coutinho argumentou que “a manutenção das cautelares fixadas, por tempo demasiadamente longo, causa prejuízo manifesto ao agravante, uma vez que ferem os princípios constitucionais da duração razoável do processo, da dignidade da pessoa humana e da presunção de inocência, de forma que a decisão agravada merece reforma”.
Além do ex-governador, também tiveram as medidas cautelares revogadas a ex-prefeita do Conde, Márcia Lucena (PT); o irmão de Ricardo, Coriolano Coutinho; e os investigados Waldson Dias de Sousa, José Arthur Viana Teixeira, Cláudia Luciana de Sousa Mascena Veras, Gilberto Carneiro da Gama e Francisco das Chagas Ferreira.
Com a nova decisão, estes investigados estão liberados de comparecer periodicamente em juízo; da proibição de manter contato com outros investigados; e de se afastarem de atividade de natureza econômica/financeira que exerciam com o Governo da Paraíba e da Prefeitura de João Pessoa.
Relembre a Operação Calvário
A primeira fase da Operação Calvário, foi deflagrada em dezembro de 2018. O principal objetivo da ação foi desarticular uma organização criminosa infiltrada na Cruz Vermelha Brasileira, filial do Rio Grande do Sul, além de outros órgãos governamentais, suspeita de desvio e lavagem de dinheiro.
A operação teve diversas fases, resultando na prisão de servidores e ex-servidores de alto escalão na estruturado governo da Paraíba, entre eles o ex-governador do estado, Ricardo Vieira Coutinho.
Ricardo Coutinho foi apontado pelo Ministério Público como chefe da suposta organização criminosa suspeita de desviar dinheiro público. O ex-governador era integrante do núcleo político da organização, que ainda se dividia em núcleos econômico, administrativo, financeiro e operacional.
Na época dos fatos, o ex-governador negou as acusações e disse que “jamais seria possível um Estado ser governado por uma associação criminosa e ter vivenciado os investimentos e avanços nas obras e políticas sociais nunca antes registrados”. Fonte: G1-PB
Uma idosa de 62 anos foi agredida e estuprada na noite dessa terça-feira (05), no município de Monte Alegre do Piauí, a 756 km de Teresina. Um jovem de 19 anos e um adolescente de 16 são suspeitos do crime.
Segundo o delegado Janilson Coutinho, responsável pela cidade, a idosa, o jovem e o adolescente estavam ingerindo bebida alcoólica na casa de um deles quando a senhora decidiu ir para casa.
Os suspeitos se ofereceram para levá-la em casa e durante o caminho a levaram para um matagal. “Eles mudaram o trajeto e levaram ela para um matagal, e aí enquanto um deles a segurava pelos braços, o outro estuprava”, contou o delegado.
“Eles se revezaram dessa forma. Ela foi abusada mais de uma vez pelos suspeitos e depois eles deixaram ela perto de casa”, completou o delegado.
Ainda conforme o delegado Janilson, o crime foi descoberto porque após o ato os dois envolvidos se desentenderam e o menor desferiu uma facada contra o comparsa, que foi encaminhado para o hospital.
O menor de idade foi localizado na quarta-feira (6) e passará por audiência que definirá sua internação. O suspeito de 19 anos segue internado.
Fonte: G1-PI*Estagiária sob a supervisão de Lucas Marreiros
A promotora de Justiça Maria José Lopes Correa, da 2ª Promotoria de Justiça de João Lisboa, sustentou as teses de feminicídio e homicídio qualificado, que foram acatadas pelo Tribunal do Júri. Ela argumentou que o assassinato foi motivado por futilidade, crueldade e impossibilidade de defesa da vítima.
Segundo o Ministério Público do Maranhão (MP-MA), Samuel não aceitava o fim do relacionamento com Patrícia, que terminou com ele em junho. Ele invadiu a casa dela, na Vila Emiliano, e a atacou com um ferro no peito e na barriga.
Depois de matá-la, ele saiu para comprar cerveja e voltou para beber e usar droga ao lado do corpo. Ele ainda escreveu frases na parede, inclusive para o filho de Patrícia, e enviou mensagens para outras pessoas. Fonte: G1-MA
De acordo com a polícia, uma mulher conhecida como “Isa”, de 38 anos, moradora da zona rural de Desterro, também na Paraíba, confessou o crime em interrogatório realizado na quarta-feira (29), mas só foi presa após mandado de prisão ser expedido pela Justiça. Ela era ex-companheira do atual marido da vítima.
Segundo a delegada Mairam Moura, que é uma das responsáveis pela investigação do caso, a mulher confessou no interrogatório que pagou R$ 20 mil a um homem conhecido como Bruno, que foi preso junto com duas outras pessoas na quarta, para que ele contratasse dois outros homens, que seriam responsáveis por matar Jaidete. O assassinato, segundo a investigação, foi motivado por ciúmes da possível mandante.
As investigações apontam que os homens contratados receberam, cada um, R$ 5 mil, e eram pernambucanos. Um dos critérios pedidos por Isa para Bruno, na hora da contração dos homens que executaram o crime, era justamente que eles fossem de uma região distante.
A suspeita foi ouvida na quarta, mas somente nesta quinta-feira foi presa, após a Justiça conceder mandado de prisão temporário, válido por 30 dias. Depois disso, a polícia foi em busca da mulher, que inicialmente não foi encontrada em sua própria casa e, sim, no município de Desterro, na residência da irmã. Por volta das 13h, ela foi presa.
Conforme informações da delegada Mairam Moura, a mulher pode responder pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, com associação criminosa.
Duas outras pessoas, que também teriam participado do crime, seguem foragidas da polícia. São elas um homem, que teria sido o responsável por puxar o gatilho da arma usada para atirar na cabeça de Jaidete, e uma outra mulher que recebeu cerca de R$ 250 para emprestar o celular a uma terceira, que já foi presa, com intuito de marcar uma consulta na clínica de depilação da vítima, para que o crime pudesse acontecer.
Três pessoas presas
Segundo o delegado Paulo Ênio, em uma entrevista coletiva um dos responsáveis pelo caso, já existe confirmação da atuação das três pessoas presas no crime na quarta-feira (29).
As investigações apontam que uma mulher, que foi presa, marcou uma sessão de depilação na clínica da vítima para o dia que ocorreu o crime e que ela fez isso após receber cerca de R$ 500 de um homem, que também foi preso nesta quarta, sabendo da finalidade de seu encontro com Jaidete, que seria morta. Ela teria dividido o valor recibido com outra mulher, que emprestou o celular para que ela pudesse fazer a ligação e marcar a sessão.
Este homem que pagou uma quantia em dinheiro para a mulher, que está entre os três presos, também ajudou na fuga dos dois homens que entraram na clínica de depilação para assassinar Jaidete. Segundo a polícia, ele dirigia um carro que deu suporte aos dois que chegaram de moto no local do crime, e os acolheu após queimarem a moto e abandoná-la.
Além disso, um dos suspeitos que estava dirigindo a moto no dia do crime também foi preso.
De acordo com o delegado Paulo Ênio, a suspeita de ser a mandante teria arquitetado o crime por conta de ciúmes do marido da vítima, Fabiano Mota, com quem ela teve um relacionamento anterior. Ela inicialmente foi ouvida pela polícia, após ser intimada, acompanhada de um advogado, e foi liberada para cumprir medidas cautelares.
O crime
A vítima, Jaidete, estava na clínica de estética que era proprietária, localizada na casa de sua própria mãe, quando dois homens em uma motocicleta chegaram no estabelecimento da vítima, bateram na porta e perguntaram pela Jaidete.
Ao confirmar a identidade de Jaidete, os homens informaram que estavam no local devido a uma solicitação para um serviço de manutenção na rede de internet. Contudo, a vítima afirmou que não havia solicitado nenhum serviço daquela natureza e, logo em seguida, um dos homens sacou uma arma de fogo, empurrou Jaidete para próximo a um banheiro do estabelecimento e disparou contra a cabeça da vítima.
A vítima foi socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) para o Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande, a 100 km de distância do local onde aconteceu o crime, ela recebeu atendimento, passou por procedimento cirúrgico, mas não resistiu e morreu.
“Ela era uma pessoa bem vista na cidade, era assistente social, trabalhava no Fórum de Taperoá, e o que me consta é que todo mundo gostava muito dela”, disse, após o crime, o marido de Jaidete, Fabiano Mota.
Jaidete trabalhava no Fórum da cidade de Taperoá, cidade onde também residia, e no turno da tarde atendia numa clínica estética que ficava localizada na residência da mãe, em Assunção