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Renovação de matrículas escolares da rede municipal de Teresina iniciam nesta terça-feira (2)

Escola municipal na zona Sul de Teresina — Foto: Divulgação/Prefeitura de Teresina

Renovação de matrículas deve ser feita de forma presencial. Novas matrículas, em algumas unidades de ensino, poderão ser feitas online.

A Secretaria Municipal de Educação (Semec) de Teresina inicia nesta terça-feira (2) a renovação de matrículas de forma presencial para estudantes das unidades de ensino da rede pública da capital, que seguirá até 8 de janeiro. Confira abaixo o edital referente ao ano letivo de 2024.

Na primeira semana de 2024, a renovação irá contemplar todas as modalidades de ensino da rede: educação infantil, ensino fundamental regular e Educação de Jovens e Adultos (EJA).

Já a partir de 15 de janeiro terá início ao processo de matrículas para novos estudantes, cerca de 155 instituições deverão aderir à modalidade online para as matrículase serão ofertadas mais de 23 mil vagas.

O processo de matrículas novas online deve ser feito na plataforma Sigma Online em duas etapas: a pré-matrícula, realizada por pais de alunos, e a confirmação de matrícula, realizada pela gestão da escola no sistema.

O que levar?

A renovação deve ser realizada pelos responsáveis legais dos estudantes junto a unidade de ensino onde o aluno será matriculado. Deverão ser apresentados no ato de renovação e de matrícula nova presencial os seguintes documentos:

  • certidão de nascimento,
  • Cadastro de Pessoa Física (CPF),
  • Número de Identificação Social (NIS) de beneficiário do Bolsa Família,
  • CPF do responsável legal,
  • comprovante de endereço com Código de Endereçamento Postal (CEP),
  • foto 3×4 atualizada,
  • cartão de vacina atualizado e laudo comprobatório para estudante com deficiência física. Fonte: G1-PI

Após reparo em bomba de estação, transformador de energia queima e deixa cidade de Pedro II sem água

Torneira com gota de água — Foto: Igor Jácome/g1

A Agespisa informou que a queima do transformador foi ocasionada por uma forte chuva com raios e que a empresa atualmente está trabalhando na substituição do transformador para restaurar a distribuição de água.

A população de Pedro II, Norte do Piauí, vem sofrendo com a falta de fornecimento de água há quase três dias. O problema, que se iniciou no último sábado (30), continuou, mesmo após o reparo da bomba de água na Estação de Tratamento de Água (ETA) do Açude Joana. No domingo (31),um transformador de energia, da mesma ETA, queimou, antes mesmo que o serviço pudesse ser normalizado.

A Águas e Esgotos do Piauí (Agespisa), responsável pelo abastecimento na localidade, informou que a queima do transformador foi ocasionada por uma forte chuva com raios e que a empresa atualmente está trabalhando na substituição do transformador para restaurar a distribuição de água.

A empresa confirmou que vai providenciar a troca do transformador para retomar a distribuição de água o mais breve possível.

Confira a nota da Agespisa na íntegra:

A Agespisa informa que, após forte chuva e raios neste domingo (31), foi constatada a queima de um transformador de energia elétrica da Estação de Tratamento de Água de Pedro II, o que tem provocado desabastecimento.

No mesmo dia, havia sido substituída a bomba queimada do sistema de captação de água no Açude Joana, mas o novo ocorrido na ETA prejudicou a normalização do fornecimento.

A empresa está providenciando a troca do transformador para retomar a distribuição de água o mais breve possível. Fonte: G1-PI

Inmet emite alerta de chuvas intensas no Centro-Sul do MA; veja as cidades afetadas

Inmet emite alerta de chuvas intensas no Centro-Sul do MA — Foto: Paulo Soares/Grupo Mirante

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu, nessa segunda-feira (1º), um alerta laranja de chuvas intensas para o Centro-Sul do estado do Maranhão. O aviso é válido até às 10h desta terça-feira (2).

O alerta compreende 121 cidades maranhenses (veja a lista de cidades ao final do texto). Nessas áreas pode chover entre 30 e 60 mm/h ou 50 e 100 mm/dia e ventos intensos (60-100 km/h). Existe risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e de descargas elétricas.

Cuidados

O Inmet alerta que em caso de rajadas de vento, a população não deve se abrigar debaixo de árvores, devido ao risco de queda e descargas elétricas. Além disso, o órgão também recomenda:

  • Não estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda;
  • Evite usar aparelhos eletrônicos ligados à tomada;
  • Em caso de alto risco, buscar mais informações junto à Defesa Civil (199) e Corpo de Bombeiros (193).

Confira os municípios com alerta laranja de chuvas

  1. Açailândia
  2. Altamira do Maranhão
  3. Alto Alegre do Maranhão
  4. Alto Alegre do Pindaré
  5. Alto Parnaíba
  6. Amarante do Maranhão
  7. Araguanã
  8. Arame
  9. Arari
  10. Bacabal
  11. Balsas
  12. Barão de Grajaú
  13. Barra do Corda
  14. Bela Vista do Maranhão
  15. Benedito Leite
  16. Bernardo do Mearim
  17. Bom Jardim
  18. Bom Jesus das Selvas
  19. Bom Lugar
  20. Brejo de Areia
  21. Buriti Bravo
  22. Buriticupu
  23. Cajari
  24. Cantanhede
  25. Capinzal do Norte
  26. Carolina
  27. Caxias
  28. Centro Novo do Maranhão
  29. Codó
  30. Colinas
  31. Conceição do Lago-Açu
  32. Coroatá
  33. Dom Pedro
  34. Esperantinópolis
  35. Estreito
  36. Feira Nova do Maranhão
  37. Fernando Falcão
  38. Formosa da Serra Negra
  39. Fortaleza dos Nogueiras
  40. Fortuna
  41. Gonçalves Dias
  42. Governador Archer
  43. Governador Eugênio Barros
  44. Governador Luiz Rocha
  45. Governador Newton Bello
  46. Graça Aranha
  47. Grajaú
  48. Igarapé do Meio
  49. Igarapé Grande
  50. Itaipava do Grajaú
  51. Itinga do Maranhão
  52. Jatobá
  53. Jenipapo dos Vieiras
  54. Joselândia
  55. Lagoa do Mato
  56. Lagoa Grande do Maranhão
  57. Lago da Pedra
  58. Lago do Junco
  59. Lago dos Rodrigues
  60. Lago Verde
  61. Lajeado Novo
  62. Lima Campos
  63. Loreto
  64. Marajá do Sena
  65. Matões
  66. Matões do Norte
  67. Mirador
  68. Miranda do Norte
  69. Monção
  70. Nova Colinas
  71. Nova Iorque
  72. Nova Olinda do Maranhão
  73. Olho d’Água das Cunhãs
  74. Paraibano
  75. Parnarama
  76. Passagem Franca
  77. Pastos Bons
  78. Paulo Ramos
  79. Pedreiras
  80. Pedro do Rosário
  81. Penalva
  82. Peritoró
  83. Pindaré-Mirim
  84. Pio XII
  85. Pirapemas
  86. Poção de Pedras
  87. Presidente Dutra
  88. Riachão
  89. Sambaíba
  90. Santa Filomena do Maranhão
  91. Santa Inês
  92. Santa Luzia
  93. Santo Antônio dos Lopes
  94. São Domingos do Azeitão
  95. São Domingos do Maranhão
  96. São Félix de Balsas
  97. São Francisco do Maranhão
  98. São João do Carú
  99. São João do Paraíso
  100. São João do Soter
  101. São João dos Patos
  102. São José dos Basílios
  103. São Luís Gonzaga do Maranhão
  104. São Mateus do Maranhão
  105. São Pedro dos Crentes
  106. São Raimundo das Mangabeiras
  107. São Raimundo do Doca Bezerra
  108. São Roberto
  109. Satubinha
  110. Senador Alexandre Costa
  111. Sítio Novo
  112. Sucupira do Norte
  113. Sucupira do Riachão
  114. Tasso Fragoso
  115. Timbiras
  116. Trizidela do Vale
  117. Tufilândia
  118. Tuntum
  119. Vitória do Mearim
  120. Vitorino Freire
  121. Zé Doca Fonte: G1-MA

João Pessoa é a cidade da Paraíba onde mais choveu em 2023; veja ranking

Moradores ficam ilhados após casas alagarem durante as chuvas em João Pessoa. — Foto: Reprodução/TV Cabo Branco

João Pessoa foi a cidade da Paraíba onde mais choveu durante todo o ano de 2023 (veja na tabela abaixo o ranking dos 10 municípios com mais chuvas). Os dados são da Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa) e indicam que, entre os meses de janeiro e dezembro, as chuvas no município somaram cerca de 2.164 milímetros, sendo 469 milímetros a menos do que em 2022.

No início do ano, em janeiro, as chuvas na capital paraibana causaram um acidente e deixaram ruas alagadas. Os alagamentos ainda se repetiram em outros meses. Em abril, por exemplo, o período chuvoso deixou a Defesa Civil em estado de alerta. Já no dia 7 de julho, João Pessoa se destacou por ser a cidade do Nordeste com o maior volume de chuvas.

Pitimbu é a segunda cidade que soma os maiores índices pluviométricos do ano, com 2.073 milímetros de chuvas em 2023. A terceira é Alhandra, com 2.046,4 milímetros.

Ranking de chuvas na Paraíba em 2023

CidadesQuantidade de chuvas por milímetros
João Pessoa2.164
Pitimbu2.073
Alhandra2.046,4
Cabedelo2.012
Lucena1.808,2
Caaporã1.728,7
Serraria1.615,9
Marcação1.576,1
Conde1.518,7
Mataraca1.502,2

Fonte: Aesa/PB

Campina Grande tem quase um terço a menos de chuvas e volume três vezes menor do que João Pessoa

O volume anual de chuvas em Campina Grande foi de 835,6 milímetros, quase um terço a menos do que foi registrado em 2022, de 1.092,3 milímetros.

A quantidade de chuvas registradas no município, situado no Agreste da Paraíba, é três vezes menor do que a notificada em João Pessoa.https://9449281a52b6eb2a753dfbc34aeacc0e.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-40/html/container.html

No fim de junho, a cidade registrou vários pontos de alagamentos e quedas de árvores após fortes chuvas.

Campina Grande registra alagamentos após fortes chuvas  — Foto: Divulgação/Defesa Civil

Campina Grande registra alagamentos após fortes chuvas — Foto: Divulgação/Defesa Civil

Sertão teve chuva de granizo e incêndio atingiu a caatinga

As cidades do Sertão paraibano também registram fortes chuvas em alguns períodos do ano. Em janeiro, uma chuva de granizo atingiu o município de Santana dos Garrotes.

Por outro lado, resultado das mudanças climáticas e também e facilitado pelo relevo da região, um incêndio no entorno do Parque Estadual da Serra da Santa Catarina durou 15 dias.

Não houve registro de pessoas, animais de rebanho e silvestres machucados ou mortos. Porém, perto do local atingido, foram vistos bandos de macacos e cobras.https://9449281a52b6eb2a753dfbc34aeacc0e.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-40/html/container.html

As chamas também não avançaram para dentro dos limites territoriais do Parque.

Entre os 270 hectares totalmente ou parcialmente atingidos, estavam 21 propriedades, sendo 12 no município de São José de Piranhas e 9 em Nazarezinho.

Incêndio atinge área de caatinga em três municípios do Sertão da Paraíba — Foto: Corpo de Bombeiros do Sertão da Paraíba

Incêndio atinge área de caatinga em três municípios do Sertão da Paraíba — Foto: Corpo de Bombeiros do Sertão da Paraíba

Veja a previsão de chuvas para primeiro trimestre de 2023

No primeiro trimestre de 2024, as chuvas na Paraíba devem variar entre dentro da normalidade para o período e acima da média histórica em algumas localidades. A previsão também é da Aesa. A tendência é de os índices tenham uma em até 25% para mais ou para menos em relação à média.

No Alto Sertão a média do trimestre é 480,3 milímetros, e a quantidade esperada pode ficar entre 360,2 e 600,4 milímetros. Já no Sertão a climatologia do período é de 385 milímetros, podendo ficar entre 360,2 e 600,4 milímetros. A previsão para o Cariri/Curimataú no período de janeiro a março do próximo ano é de 204 milímetros, podendo ficar entre 153 e 255.Fonte: G

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Prédio desaba e mata três pessoas em Aracaju

Matéria Aracaju - Ascom Emsurb (Empresa Municipal de Serviços Urbanos). Foto: Ascom Emsurb/Divulgação

O Corpo de Bombeiros Militares de Sergipe prossegue as buscas por mais vítimas em escombros de prédio residencial que desabou matando três pessoas em Aracaju, no estado de Sergipe, nesse domingo (31). Os bombeiros estão há mais 34 horas trabalhando nos escombros de parte de um edifício, situado no bairro de Santo Antônio.  

Os trabalhos continuam porque o Corpo de Bombeiros acredita na possibilidade de mais pessoas estarem presas aos escombros. “Segundo o levantamento que fizemos, existe a possibilidade de três pessoas estarem desaparecidas e seguimos em busca dessas vítimas”, informou o coronel do Corpo de Bombeiros, Fábio Cardoso.  

A apuração preliminar dos militares aponta que parte do edifício veio abaixo após uma explosão provocada por um vazamento em um botijão de gás. Além dos três óbitos confirmados, 14 pessoas ficaram feridas.  

Ainda segundo os bombeiros, o prédio estava irregular. “Era uma unidade multifamiliar, que se assemelha a um condomínio, e deveria ter passado por uma aprovação e uma vistoria para receber o atestado de regularidade”, destacou.

Matéria Aracaju - Ascom Emsurb (Empresa Municipal de Serviços Urbanos). Foto: Ascom Emsurb/Divulgação

Segurança

Hoje, a prefeitura de Aracaju informou que está dando apoio às vítimas. “Ao longo da noite, as equipes atuaram para garantir a segurança do local, que possui estrutura instável com risco de desabamento. As buscas foram mantidas pela manhã com cães farejadores, assim como daremos continuidade à retirada de escombros e suporte assistencial às famílias”, explicou Silvio Prado, secretário municipal de Defesa Social e da Cidadania. 

Três famílias foram deslocadas para um abrigo público e a prefeitura diz que realiza levantamento para garantir o pagamento de aluguel social para quem precisar, além de fornecer veículos para transporte de pessoas e pertences.  

*Com informações da prefeitura de Aracaju (SE).  

Fonte: Agência Brasil Edição: Kleber Sampaio

Entenda como funciona a terapia celular CAR-T Cell contra o câncer

São Paulo (SP) - Com a terapia celular CAR-T Cell, o paciente Paulo Peregrino, 61 anos, teve remissão completa de um linfoma em apenas um mês. Foto: Arquivo pessoal

A terapia celular CAR-T Cell tem obtido resultado importante no tratamento de alguns tipos de câncer, por meio da reprogramação das células de defesa do corpo. A tecnologia celular CAR-T é um tipo de imunoterapia que utiliza linfócitos T, células do sistema imunológico responsáveis por combater agentes patogênicos e células infectadas.

O tratamento consiste em retirar e isolar os linfócitos T do paciente, ativá-los, programá-los para conseguirem identificar e combater o câncer e, depois, inseri-los de volta no organismo do indivíduo. Todo o processo pode durar cerca de dois meses. A terapia é feita por meio de infusão intravenosa.

O termo CAR é um acrônimo em inglês para chimeric antigen receptor (em português, receptor quimérico de antígeno). O T é referente ao linfócito T. A célula CAR-T é um linfócito T que passou por modificação genética.

Atualmente, de acordo com o Hospital A.C. Camargo, centro de referência no tratamento de câncer, as indicações já aprovadas e com uso vigente no Brasil são para pacientes com linfoma difuso de grandes células B (tipo de linfoma não Hodgkin) e leucemia linfoblástica aguda, ambas no cenário recidivado ou refratário da doença. Na saúde pública, a terapia celular ainda está em fase de desenvolvimento no país. 

São Paulo (SP) - Com a terapia celular CAR-T Cell, o paciente Paulo Peregrino, 61 anos, teve remissão completa de um linfoma em apenas um mês. Foto: Arquivo pessoal

Com a terapia celular CAR-T Cell, o paciente Paulo Peregrino, 61 anos, teve remissão completa de um linfoma em apenas um mês. Foto: Arquivo pessoal

Como efeito colateral, pode haver uma reação inflamatória, com possibilidade de febre, queda da pressão arterial e necessidade de internação em unidade de terapia intensiva (UTI).Segundo especialista ouvido pela Agência Brasil, os efeitos colaterais podem levar pacientes à morte. 

Ainda segundo informações do A.C. Camargo, nas primeiras semanas após infusão das células CAR-T, o paciente pode apresentar alguns sintomas neurológicos, que vão desde um quadro mais leve de confusão mental até a presença de crises convulsivas.

Diferença entre tratamentos

A quimioterapia consiste na aplicação de medicamentos para destruir as células que formam os tumores, atuando em diversas etapas do metabolismo celular, explica o A.C. Camargo. A imunoterapia é uma forma de tratamento que estimula o sistema imunológico do paciente para que ataque as células do câncer.

Já o tratamento com as células CAR-T é uma modalidade da imunoterapia, mas que utiliza células de defesa que passaram por modificação genética e foram reprogramadas em laboratório para atingir os tumores.

Fonte: Agência Brasil Edição: Graça Adjuto

IRPF: 10% dos contribuintes concentram 51% da renda no país

Um relatório publicado pelo Ministério da Fazenda, no último dia 29 de dezembro, detalha a desigualdade na distribuição da renda e da riqueza da população brasileira. O estudo analisou dados do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) de 2021 e 2022.

Pelo levantamento, 10% dos declarantes de Imposto de Renda concentram 51% da renda total do país em 2022. Pouco mais da metade das pessoas que declararam o imposto têm menor renda e concentram 14% do total de ganhos. Em 2022, cerca de 38,4 milhões de contribuintes apresentaram declaração do Imposto de Renda, o que corresponde a 35,6% da População Economicamente Ativa (PEA) do Brasil.

A declaração de IRPF é obrigatória para todas as pessoas residentes no Brasil que tenham recebido ao menos R$ 28.559,70 de rendimentos tributáveis, R$142.798,50 em receita bruta da atividade rural ou R$ 40 mil em rendimentos, inclusive não tributados ou tributado na fonte. Também devem declarar aqueles que têm mais de R$ 300 mil em bens e direitos, quem obteve ganhos de capital na alienação de bens ou direitos ou optou pela isenção sobre a venda de imóveis seguido da aquisição de outro em até 180 dias, além de pessoas que realizaram operações em bolsa de valores.

Riqueza

Em relação à riqueza, que soma bens e direitos declarados no IR, a concentração é ainda maior. Os 10% mais ricos concentram 58% da riqueza nacional.

A pesquisa mostra que a maior isenção de Imposto de Renda é sobre lucros e dividendos, que é a remuneração dos acionistas de empresas, que chega a 35% do total. Essa questão inclusive está em debate no Congresso Nacional. A segunda maior isenção é de pequenas e microempresas optantes do Simples.

Outro dado mostrado no estudo é que quanto maior a renda, maiores são as despesas dedutíveis apresentadas, como médicas, de dependentes e previdência. As deduções se concentram em despesas médicas, 38% do total, e da Previdência Social, 32%. Os 10% mais ricos concentram 41% do valor de todas as despesas dedutíveis no IR.

O Distrito Federal é a unidade federativa com a maior renda média do país, equivalendo a mais de R$ 14 mil por mês, seguido por São Paulo e o Rio de Janeiro. Já o Maranhão tem a menor renda média, com metade do valor, pouco mais de R$ 7 mil por mês.

O estudo sobre o IR mostra também a desigualdade de gênero na concentração da renda. Sendo as mulheres 51% da população em idade ativa no país, 43% delas declararam o imposto. Do total das pessoas que declararam renda, apenas 37% são mulheres e quase 63% são homens.

*Colaborou Pedro Rafael Vilela

Fonte: Agência Brasil Edição: Graça Adjuto

Quebradeiras de babaçu melhoram produção, mas convivem com ameaças

Tocantins 27/12/2023 Quebradeiras de babaçu no TO melhoram produção, mas convivem com ameaças.  Quebradeira, Maria do Socorro. Fotos Ingrid Barros.

Às 5h30, a lida começa. Cesta na cabeça, machado e facão nas mãos. É preciso disposição para entrar em meio à floresta em busca das palmeiras do coco babaçu.

Na rotina de pelo menos 500 mulheres, em 25 núcleos, que vivem na região do Bico do Papagaio, no norte do Tocantins, a busca pelo fruto, que garante o sustento das famílias,conta com caminhadas conjuntas, mutirão, cantos e tradição. Elas precisaram melhorar a organização no dia a dia diante do receio de violências, desmatamento, agrotóxicos e, também, de mudanças climáticas.

Tocantins 27/12/2023 Quebradeiras de babaçu no TO melhoram produção, mas convivem com ameaças.  Quebradeira, Maria do Socorro. Fotos Ingrid Barros.

Produtos têm rótulo da Associação Regional das Trabalhadoras Rurais do Bico do Papagaio. Fotos: Ingrid Barros.

Um símbolo da reorganização foi o funcionamento, a partir deste mês, de um entreposto na cidade de São Miguel do Tocantins (TO) para beneficiamento de produtos do babaçu, fruto da agricultura familiar. No local, o  mesocarpo do fruto é triturado e transformado em farinha. As trabalhadoras levam o coco também para transformar em óleo e em azeite. O produto é produzido e vendido em comércios como vendas e feiras, pelas próprias trabalhadoras. 

“Quebro coco o dia todo”

Os produtos recebem o rótulo da Associação Regional das Mulheres Trabalhadoras Rurais do Bico do Papagaio, entidade ao qual estão vinculadas. As trabalhadoras dividem o lucro desses produtos. “Quebro coco o dia todinho. Torro, tiro o azeite, faço o sabão. O entreposto melhora nossa vida. Além de processar nosso produto, de processar, empacotar, embalar, comercializar, fornecer nossa renda familiar”, afirma a coordenadora da associação, a agricultora Maria do Socorro Teixeira Lima, de 72 anos, moradora do município de Praia Norte (TO).

Tocantins 27/12/2023 Quebradeiras de babaçu no TO melhoram produção, mas convivem com ameaças.  Quebradeira, Maria do Socorro. Fotos Ingrid Barros.

Maria do Socorro fala sobre dificuldades que enfrentam na região. Fotos: Ingrid Barros.

 “Quebro coco desde os sete anos de idade. São muitos anos de macetadas”. Hoje, garante, as crianças não vão para a floresta. Têm que se preocupar em estudar e brincar.

Ela espera que as trabalhadoras contem com políticas como o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) para poder vender o produto para as escolas da região e transformar esse alimento regional em merenda para as crianças. “Esse é o nosso sonho. Nosso entreposto vai ser muito importante para isso”. 

“Morrendo em pé”

Maria do Socorro entende que, entre os problemas que as trabalhadoras testemunham, está o uso de agrotóxicos por parte de latifundiários da região. “As palmeiras estão morrendo em pé. Outro problema é que, com a devastação da floresta, as árvores estão ficando cada vez mais distantes”, explica. 

Uma conquista que as trabalhadoras comemoram é a Lei do Babaçu Livre ( Lei n° 9.159/2008) que, em 2023, completou 15 anos.

A legislação prevê a proteção às palmeiras no estado do Tocantins. Piauí, Maranhão e Mato Grosso têm regras similares. “Do babaçu, nós tiramos o carvão que cozinhamos a nossa comida e nós vendemos para comprar as outras coisas. Tiramos o óleo que faz o sabão, que lavamos a roupa e que temperamos a nossa comida. A gente tira o floco do babaçu para a farinha. A gente tira o leite também que tempera nossas comidas. Nós precisamos dar as mãos e continuar lutando para que o nosso babaçu permaneça em pé”. 

A agricultora Raimunda Gomes, que morreu em 2018, ganhou atenção internacional ao buscar visibilidade para as trabalhadoras e foi uma das principais responsáveis pela aprovação da lei que protege as trabalhadoras e as palmeiras. Leia mais,

Recursos

Para o entreposto funcionar, houve investimentos de entidades como  o Centro de Agricultura Alternativa do Norte de Minas Gerais (CAA), DGM Brasil, Alternativa para a Pequena Agricultura no Tocantins (Apa-TO), Fundo Amazônia, Banco Mundial, Climate Investment Funds (CIF) e CERES Projeto Cerrado Resiliente. A revitalização do espaço e a compra de maquinário tiveram um investimento de mais de R$ 250 mil.

“Ao terem acesso a um local regularizado junto à vigilância sanitária, elas não apenas garantem a qualidade e segurança dos produtos, mas também abrem portas para novos mercados”, explicou Selma Yuki Ishii, diretora da Alternativa para a Pequena Agricultura no Tocantins (APA-TO).

Para a quebradeira de coco Rozeny Batista Alexandre, de 46 anos, de Axixá do Tocantins (TO), o entreposto foi um sonho concretizado porque passa a receber maior aval para comércio. “Foi com o coco que a gente criou e formou nossos filhos. Trabalhamos para colocar uma alimentação saudável na mesa”. 

Tocantins 27/12/2023 Quebradeiras de babaçu no TO melhoram produção, mas convivem com ameaças.  Quebradeira, Maria do Socorro. Fotos Ingrid Barros.

Mudanças no clima alteram a produção no cerrado. Fotos: Ingrid Barros.

Ela, que trabalha com o produto desde criança, contextualiza que a maioria das trabalhadoras não tem terra própria. “A gente faz uso dos cocos na terra alheia. Isso quando o dono permite. Porque já aconteceu de muitos de nós sofrerem agressões. Mas a lei nos protege para extrair o coco.” 

Entressafra

Quando criança, Rozeny recorda, o babaçu era somente para consumo em casa. “Quebrava durante o dia, ia na quitanda à noite e trocava por aluguel. Naquela época, era só o coco e o carvão. Usava palha para fazer a esteira e cobrir a casa. Hoje a gente tem outros derivados do babaçu.”

As mudanças climáticas alteram a produção no cerrado. Mas, normalmente, deste final de dezembro até abril ocorre a entressafra. “Começa a cair de maio a outubro. A gente coleta o coco no mato”. As trabalhadoras lavam o fruto, tiram a casca e a massa. O produto é seco e triturado. “A gente chama a palmeira de mãe. Ela tem um tempo de vida, de 50 a 80 anos. A partir dos 30, o cacho começa a diminuir. Por isso, precisamos tratá-la bem”. A trabalhadora se vangloria que os produtos caíram no gosto das pessoas veganas. “Tem muita fibra, é diurético e afrodisíaco. Só faz bem”.

A agricultora diz que é cultural da região o fato da maioria das pessoas que trabalham com o coco babaçu ser mulher. “É uma tradição o marido ir para a roça e a mulher para o babaçu. “A gente sofreu na infância quebrando coco. Mas eu falava que não queria que meu filho passasse pelo que eu passei”. 

Como integrante da associação, Rozeny explica que o trabalho em mutirão faz com que haja uma colaboração coletiva e ninguém se sinta sozinha na floresta. “É muito difícil quebrar sozinha. A gente senta em roda e canta enquanto quebra o coco com o machado. A gente sonha em conseguir comprar uma máquina para melhorar isso”.

Tocantins 27/12/2023 Quebradeiras de babaçu no TO melhoram produção, mas convivem com ameaças.  Quebradeira, Maria do Socorro. Fotos Ingrid Barros.

TTrabalho em mutirão faz com que haja colaboração e não se sintam sozinhas na floresta. Fotos Ingrid Barros.

Outro sonho, da aposentadoria, ganhou realidade no trabalho cooperativo. As trabalhadoras são orientadas a pagar INSS. Quando era mais jovem, queria estudar e falar na Rádio Nacional da Amazônia, que a acompanhava enquanto andava na floresta.

“Eu queria ter sido jornalista. Escrever sobre minha comunidade. Mas meus pais foram escravizados. Trabalhavam apenas para comer. Hoje eu sou técnica em contabilidade e tenho vários cursos, inclusive de estudos de raízes.”  A situação melhorou e descobriu que a raiz do trabalho era do tamanho da palmeira de babaçu.

Fonte: Agência Brasil Edição: Maria Claudia

Wanderson Ícaro é o primeiro bebê a nascer na rede estadual de saúde do Maranhão em 2024

O pequeno nasceu às 6h16 desta segunda-feira (1º), na Maternidade Benedito Leite, no bairro da Cohab, em São Luís.

Wanderson Ícaro Pereira Soeiro foi o primeiro bebê a nascer em 2024 na rede estadual de saúde do Maranhão. O pequeno nasceu às 6h16 desta segunda-feira (1º), na Maternidade Benedito Leite, no bairro da Cohab, em São Luís.

O chorinho do bebê Wanderson foi melhor do que qualquer som de festa para Elza e uma dupla comemoração neste primeiro dia do ano novo. Só que a mamãe não esperava que o filho já fosse chegar assim, logo no primeiro dia do ano.

“Eu comecei a sentir as dores e falei assim, tá vindo. Eu fiquei esperando aumentar as contrações e vim (para a maternidade) e nasceu”, conta Elza Maria da Silva Soeiro.

Wanderson Ícaro nasceu saudável com 3,654 kg, 50 cm e de parto normal.

Na maternidade, a equipe preparou toquinha especial e berço enfeitado em um cantinho decorado para receber o bebê com muita fofura.

“A gente fica bem eufórico com esse momento, porque é o nascimento do primeiro bebê. É bem esperado tanto pra equipe quanto, perincipalmente, pra a família. E aquele momento vai ficar registrado pra sempre no olhar e no coração daquela mulher”, destaca Simone Lima, que é supervisora administrativa da Maternidade Benedito Leite.

Todo ano é assim, enquanto tem gente que passa a virada do ano na praia ou na festa, tem gente que passa na maternidade. Mas o que não muda são os desejos para o novo ciclo, que Elza divide agora com o novo membro da família.

“Que ele tenha muita saúde, que a gente possa ser muito feliz e o resto Deus vai dando”, deseja Elza Maria.Por: G1 MA

Salário mínimo de R$ 1.412 entra em vigor nesta segunda-feira

A partir desta segunda-feira (1º), o salário mínimo oficial será de R$ 1.412. O valor, que será pago a partir de fevereiro referente à folha de janeiro, é 6,97% maior que o salário de R$ 1.320, que vigorou de maio a dezembro de 2023.

Aprovado no Orçamento Geral da União de 2024, o valor de R$ 1.412 corresponde à inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado nos 12 meses terminados em novembro, que totalizou 3,85%, mais o crescimento de 3% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2022. Enviada pelo governo em maio, a medida provisória com a nova política de valorização do salário mínimo foi aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado em agosto.

Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o reajuste do salário mínimo beneficiará 59,3 milhões de trabalhadores e resultará em um incremento da renda anual no montante de R$ 69,9 bilhões. A entidade estima que o governo – União, estados e municípios – arrecadará R$ 37,7 bilhões a mais por causa do aumento do consumo atrelado ao salário mínimo maior.

Ganho real

Ao descontar a inflação pelo INPC, o salário mínimo terá ganho real de 5,77% em relação a maio de 2023, quando passou a vigorar o mínimo de R$ 1.320. Se considerar o salário mínimo de R$ 1.302, que vigorou de janeiro a abril, o ganho seria menor, de 4,69%. Isso porque o INPC, índice que mede a inflação das famílias de menor renda (até cinco salários mínimos), estava mais alto no início de 2023.

De 2007 a 2019, vigorava a política semelhante à atual, em que o salário mínimo era corrigido pelo INPC do ano anterior mais o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes. Caso o PIB encolha, havia a reposição apenas pela inflação. De 2020 a 2022, o salário mínimo passou a ser corrigido apenas pelo INPC, sem ganhos reais.

o ano passado, houve dois aumentos. De janeiro a maio, o salário mínimo foi reajustado para R$ 1.302, com ganho real de 1,41%. A partir de maio, quando o governo editou a medida provisória retomando a política salarial anterior, o salário passou para R$ 1.320, com valorização real de 2,8% em relação ao mínimo de 2022.

Orçamento

O projeto de lei do Orçamento de 2024 estimava salário mínimo de R$ 1.421. No entanto, com a queda do INPC ao longo do segundo semestre, o valor final ficou em R$ 1.412, conforme a lei orçamentária aprovada pelo Congresso Nacional em 22 de dezembro.

Por causa dos benefícios da Previdência Social atrelados ao salário mínimo, o novo valor, de R$ 1.412, aumentará os gastos da União em R$ 35 bilhões neste ano. Segundo a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), cada R$ 1 a mais no salário mínimo eleva as despesas do governo em R$ 389 milhões. Os cálculos, no entanto, não consideram os ganhos de arrecadação decorrentes do aumento do consumo.Por: Agência Brasil