Walyson Costa da Silva teria planejado um assalto a um comércio no município de Porto Franco, em setembro de 2022. O crime acabou resultando na morte de Luís Rodrigues da Silva, dono do estabelecimento.
O Tribunal do Júri de Porto Franco, cidade a 701 km de São Luís, condenou Walyson Costa da Silva a seis anos e três meses de prisão pelo assassinato do comerciante Luís Rodrigues da Silva, durante um assalto a um comércio ao qual a vítima era dona, em setembro de 2022.
O julgamento, que foi presidido pela juíza Alessandra Lima Silva, titular da 2ª Vara da Comarca, aconteceu no dia 19 de março. Segundo as denúncias, Walyson Costa da Silva e Gustavo Vitor Rodrigues de Moura Galeno, que teria sido o responsável pelo disparo que causou a morte do comerciante, teriam planejado a execução de um assalto no Comercial União para roubar uma bolsa de dinheiro do estabelecimento.
De acordo com o depoimento de Walyson, Luís teria reagido ao assalto e tentado atacar os assaltantes com um pedaço de pau, o que, segundo ele, teria motivado o disparo contra a vítima. Ao efetuar os disparos, os criminosos fugiram às pressas do local, deixando uma motocicleta que foi usada para chegar no estabelecimento.
Após o crime, no cumprimento do mandado de prisão, Gustavo Vitor teria recebido a polícia a tiros quando chegaram no local da apreensão. Durante a operação, Gustavo acabou sendo alvejado pela polícia e morreu. No local, ainda estava Rones Dias dos Santos, suspeito de ter furtado a motocicleta que a dupla usou no dia do crime. Ele conseguiu fugir antes de ser detido.
No dia do julgamento, a defesa de Walyson Costa alegou que ele teria de ser indiciado por homicídio simples, com causa de diminuição de pena da participação de menor importância, bem como exclusão de todas as qualificadoras.
A pena ficou fixada a seis anos e três meses de reclusão em regime fechado por Gustavo não apresentar antecedentes criminais. Fonte: G1-MA.
O Senado Federal completa 200 anos nesta segunda-feira (25), com predominância de parlamentares homens e herdeiros políticos. Desde a redemocratização até a última eleição, cerca de dois em cada três senadores eleitos vieram de famílias políticas. Além disso, nove de cada dez eleitos são homens. Apenas quatro mulheres negras foram eleitas para o Senado entre 1986 e 2022.
Dos 407 mandatos disputados nesse período, 274 deles, o equivalente a 67% dos cargos, foram ocupados por pessoas com vínculos familiares com políticos já eleitos. Com isso, os senadores acabam herdando o capital político da família e se elegem apoiados pelo sobrenome. Esse levantamento é parte da pesquisa do cientista político Robson Carvalho, doutorando da Universidade de Brasília (UnB).
“O que a gente tem na prática é que, muitas vezes, a condução das instituições públicas é tratada como se fossem capitanias hereditárias, distribuídas e loteadas para quem apoia aqueles grupos político-familiares e também tratam os gabinetes como se fossem a cozinha de suas casas”, destacou o especialista.
Além disso, das 407 vagas disputadas, 363 foram ocupadas por homens, o que representa 89% dos mandatos disputados nas urnas. Apenas 44 vagas foram ocupadas por mulheres. Já as mulheres negras foram apenas quatro: Marina Silva, eleita duas vezes pelo PT do Acre, Benedita da Silva (PT-RJ), Eliziane Gama (PSD-MA) e Fátima Cleide (PT/RO).
“São resultados indicativos da reprodução das desigualdades políticas e prejuízos ao recrutamento institucional, à igualdade de disputa, à representação de gênero e raça; à edificação de uma democracia plural”, conclui o artigo do especialista, que foi apresentado no 21º Congresso Brasileiro de Sociologia, em julho de 2023.
Para Robson Carvalho, a pesquisa mostra que o Senado é majoritariamente ocupado por famílias poderosas. “Parecem suceder a si mesmas, como numa monarquia, onde o poder é transmitido por hereditariedade e consanguinidade”. Segundo o analista, isso traz prejuízos à representação democrática do povo brasileiro.
“Grupos que lá também poderiam estar representados: mulheres, negros, quilombolas, indígenas, indivíduos de origem popular, de movimentos sociais, dentre outros. Isto ocorre em detrimento do acesso, quase que exclusivo, de homens brancos, empresários, originários de estratos superiores da pirâmide econômico-social e de famílias políticas”, afirma o artigo.
Segundo o cientista político Robson Carvalho, o fenômeno do familismo “está presente nos mais diversos partidos de todos o espectro político, da direita à esquerda”, mas nem por isso deve ser naturalizado.
Entre os políticos que estiveram no Senado entre 1986 e 2022 com ajuda da herança política estão Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro; Lobão Filho (MDB-MA), filho do ex-senador Edison Lobão; Renan Filho (MDB-AL), filho do atual senador Renan Calheiros; Ronaldo Caiado (União-GO), neto de Antônio Totó Ramos Caiado, ex-senador por Goiás na década de 1920; e Rogério Marinho (PL-RN), neto do ex-deputado federal Djalma Marinho.
Outros parlamentares que entraram Senado no período e são de famílias de políticos eleitos são Flávio Dino (PSB-MA), Roberto Requião (MDB-PR), Flávio Arns (PSB-PR), Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), Romeu Tuma (PL-SP), Espiridião Amim (PP-SC), Jorginho Mello (PL-SC), Marcelo Crivella (Republicanos-RJ), Otto Alencar (PSD-BA) e Davi Alcolumbre (União-AP).
Todas as regiões
A pesquisa destaca que a herança política é uma realidade de todos os estados e de todas as regiões do país. “Não é uma característica só do Nordeste, como muita gente acha, ligada ao coronelismo lá na região”, destacou o doutorando.
No estado de São Paulo, por exemplo, dos 15 mandatos disputados para o Senado entre 1986 até 2022, nove foram de pessoas identificadas como de famílias-políticas. Mesmo número do Rio de Janeiro, o que representa 60% do total de mandatos disputados na urna.
No Paraná, 13 dos 15 senadores eleitos no período são de famílias políticas. O Rio Grande do Sul tem o menor percentual de eleitos com ajuda do capital político da família. Apenas 4 dos 15 mandatos foram ocupados com a ajuda da herança política das famílias no estado gaúcho, o que representa 26% do total. Dois estados aparecem com 100% de eleitos com vínculos político-familiares: Paraíba e Piauí.
Robson Carvalho destacou ainda que o fato de nascer em famílias com grande capital político já constitui uma vantagem, “tendo em vista a herança simbólica, o acesso a diversos capitais, que vão sendo construídos desde a infância, no espaço em que o agente se encontra posicionado”.
Mulheres
Outro recorte da pesquisa é o de gênero, que mostra que o Senado foi, e ainda é, dominado por homens, que ocuparam 89% dos cargos disputados entre 1986 e 2022. Os estados do Amapá e Piauí, por exemplo, nunca elegeram uma senadora. Quem mais elegeu mulheres foram Mato Grosso do Sul (MS), com quatro mandatos: Marisa Serrano (PSDB), Simone Tebet (MDB), Tereza Cristina (PP) e Soraya Thronicke (Podemos), sendo que apenas a última não possui vínculos político-familiares, de acordo com a pesquisa.
Os estados de Sergipe (SE) e do Rio Grande do Norte (RN) elegeram mulheres três vezes. No caso de Sergipe, foram três vezes a mesma mulher: Maria do Carmo Alves (DEM), marcada pela presença de capital político-familiar.
O Rio Grande do Norte elegeu três mulheres, duas com capital político-familiar, Rosalba Ciarlini (DEM) e Zenaide Maia (PROS) “respectivamente membro de longevas e entrelaçadas famílias políticas (Rosado e Maia) e Fátima Bezerra do PT, professora, de origem popular e sem conexões com famílias políticas”.
“Considerando os dados por região, o Nordeste elegeu mais mulheres por mandato, chegando a 13, seguido das regiões: Norte, com 12; Centro-Oeste, com 10; Sudeste com 5; e, por último, a região Sul, elegendo apenas quatro mulheres”, acrescenta o estudo.
Robson Carvalho conclui que essa realidade enfraquece a democracia brasileira. “Como é possível pensar em República sem representação de negros e mulheres que são a maioria da população, de índios que são os povos originários da nação e de cidadãos de origem popular que são a grande maioria dos brasileiros?”, questiona.
Candidatos foram detidos em escolas diferentes, tentando entrar no local de prova com equipamentos eletrônicos escondidos. Celular, ponto eletrônico e fone de ouvido foram apreendidos.
As três ocorrências aconteceram na tarde deste domingo, durante uma inspeção nos candidatos, antes do início da aplicação das provas, com detectores de metal.
A primeira ocorrência foi na escola Papa Paulo VI, em Cruz das Armas. Um dos candidatos estava portando um telefone celular escondido dentro da roupa íntima. Na escola Presidente João Goulart, no Castelo Branco, outro candidato foi pego com um fone de ouvido que funcionaria como ponto eletrônico.
Já na escola João Pereira Gomes Filho, no Portal do Sol, um candidato foi detido portando um ponto eletrônico. Uma mulher também foi flagrada com o celular na calcinha e foi para a delegacia. O local de prova dessa última prisão não foi divulgado.
Segundo o Idecan, assim que os equipamentos detectaram as irregularidades, os funcionários acionaram a PMPB, que levou os suspeitos para a Central de Flagrantes, na sede da Polícia Civil. Os aparelhos encontrados foram apreendidos pela polícia.
Ainda conforme a banca, vários candidatos, quando notaram que precisariam passar por detector de metais e biometria digital e facial desistiram de fazer a prova e foram embora dos locais.
O concurso da Semob-JP oferece 100 vagas para o cargo de agente de mobilidade urbana. Os salários são de R$ 3,2 mil. O último concurso realizado para a Semob foi há 21 anos, em 2003. As provas seguem até às 18h deste domingo, para 22.732 candidatos. Fonte: G1-PB
Detentos mortos na Casa de Custódia são Iwalks da Silva Santos e Alessandro Krysttyan da Silva Santos Passos. — Foto: Divulgação/Sejus
Dois detentos foram encontrados mortos na antiga Casa de Custódia de Teresina. Neste domingo (24), a Secretaria de Justiça informou sobre a autuação dos envolvidos nos crimes ocorridos dentro da unidade.
Doze presos da Penitenciária Prof. José de Ribamar Leite, antiga Casa de Custódia de Teresina, foram autuados por homicídio qualificado e fraude processual, pelas mortes de dois detentos, ocorridas no sábado (23), informou a Secretaria da Justiça do Piauí (Sejus-PI) neste domingo (24).
As vítimas são Iwalks da Silva Santos e Alessandro Krysttyan da Silva Santos Passos. Eles teriam sido assassinados por colegas de cela, mas a motivação dos crimes ainda não foi informada pela Sejus.
Com os casos deste sábado (23), somam-se três mortes na penitenciária em três meses e quatro, no total, no sistema prisional piauiense. Veja detalhes.
A apuração inicial, conforme a Secretaria de Justiça, constatou que as vítimas deste sábado foram assassinadas por enforcamento. Os autores seriam os detentos das celas onde estavam os presos. Os dois estavam em celas separadas, 11 e 12, do pavilhão G da penitenciária.
Em média, cada cela tem cerca de sete presos. O presídio, que tem pouco mais de 330 vagas, abriga hoje mais de 1070 detentos. Em todo o sistema prisional piauiense, há 6.573 presos e 994 em Monitoramento Eletrônico. Os dados são do Sindicato dos Policiais Penais do Estado.
“O pavilhão e a cela onde aconteceu o fato encontram-se isolados para os trabalhos de perícia e o caso será investigado. A Sejus informa que o Serviço Social está dando todo o apoio às famílias”, informou a Sejus em nota.
O caso será investigado pelo Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa, que foi ao local por volta das 8h. O Instituto de Medicina Legal também foi acionado e chegou à unidade prisional por volta das 9h. As mortes teriam ocorrido às 5h.
Beneficiados serão liberados a partir das 9h, de quarta-feira (27) e devem retornar as unidades prisionais em 02 de abril (terça-feira).
A Justiça do Maranhão autorizou a saída temporária de 811 presos, do regime semiaberto da Grande Ilha (São Luís, São José de Ribamar, Paço do Lumiar e Raposa), durante a Semana Santa e o feriado da Páscoa.
Os beneficiados serão liberados a partir das 9h, de quarta-feira (27) e devem retornar as unidades prisionais em 02 de abril (terça-feira).
A decisão é do juiz titular da 1ª Vara de Execuções Penais da Comarca da Ilha de São Luís, Rommel Cruz Viégas. O documento que comunica a saída foi enviado para a a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (SEAP).
As unidades prisionais devem comunicar à Vara de Execuções Penais (VEP), até o meio-dia de 5 de abril (quinta-feira), a lista com os nomes dos presos que não retornaram.
Saída temporária
A saída temporária está prevista na Lei de Execuções Penais (Lei 7.210/84), do artigo 122 ao artigo 125, e podendo ser concedida a condenados que cumprem pena em regime semiaberto, que destina-se para condenações entre quatro e oito anos, não sendo casos de reincidência.
No regime semiaberto, a lei garante ao recuperando o direito de trabalhar e fazer cursos fora da prisão durante o dia, devendo retornar à unidade penitenciária à noite.
De acordo com o artigo 123 da lei, a autorização será concedida por ato motivado do juiz da execução, ouvidos o Ministério Público e a administração penitenciária. Para ter esse direito, o apenado deve:
Ter comportamento adequado;
Ter cumprido o mínimo de um sexto da pena, se o condenado for primário, e um quarto, se reincidente;
Ter compatibilidade do benefício com os objetivos da pena;
Os beneficiados devem cumprir as restrições como recolhimento à residência visitada, no período noturno, não frequentar festas, bares e similares e, outras determinações. Fonte: G1-MA.
Estudo integra o projeto “Evolução e biogeografia da herpetofauna: padrões, processos e implicações para a conservação em cenário de mudanças ambientais e climáticas”.
Um estudo liderado por pesquisadores brasileiros revela uma realidade alarmante para os répteis que habitam solos arenosos em regiões áridas. Contrariando suposições anteriores, o aumento das temperaturas previsto para as próximas décadas pode representar uma ameaça significativa para essas espécies, colocando algumas delas à beira da extinção.
Publicado recentemente no Journal of Arid Environments, o estudo ganhou destaque na comunidade científica e foi destacado na Revista da FAPESP. A pesquisa, conduzida por Júlia Oliveira durante seu mestrado na Universidade Estadual do Maranhão (Uema), sob a orientação da pesquisadora Thaís Guedes, aborda a biogeografia e a conservação de répteis adaptados a solos arenosos.
O estudo integra o projeto “Evolução e biogeografia da herpetofauna: padrões, processos e implicações para a conservação em cenário de mudanças ambientais e climáticas”, coordenado por Thaís Guedes, pesquisadora sênior do Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade, Ambiente e Saúde da Universidade Estadual do Maranhão (Uema) Campus Caxias, professora do Instituto de Biologia da Universidade Estadual de Campinas (IB-Unicamp) e orientadora de Júlia Oliveira.
Contrariando a crença anterior de que essas espécies se beneficiariam com o aumento das temperaturas, a pesquisa aponta que as mudanças climáticas representam uma ameaça significativa para sua sobrevivência. Com base em dados de ocorrência de dez espécies de lagartos e serpentes adaptadas a esses ambientes, o estudo revela que o aumento das temperaturas pode levar à extinção de algumas espécies e à redução ou deslocamento de áreas adequadas para outras.
“Observamos que as mudanças climáticas vão alterar a distribuição geográfica dos répteis e provocar a extinção de algumas espécies, o oposto do que se pensava”, resume Júlia Oliveira.
As espécies estudadas possuem adaptações específicas para sobreviver em solos arenosos, como patas reduzidas ou ausentes e olhos reduzidos. Portanto, a disponibilidade de áreas adequadas para sua sobrevivência depende não apenas das condições climáticas, mas também das características do solo.
Para os pesquisadores, os resultados são preocupantes, especialmente porque a ameaça representada pelas mudanças climáticas tem sido negligenciada para os répteis que vivem enterrados em solo arenoso.
Diante desse cenário, os pesquisadores defendem a ampliação de unidades de conservação de proteção integral adequadas a esse grupo de animais e ressaltam a importância de ações urgentes para mitigar os impactos das mudanças climáticas sobre a biodiversidade.
Um dos indivíduos presos durante a operação também é suspeito de ter cometido cerca de 20 homicídios.
As polícias Civil e Militar do Maranhão prenderam em flagrante, no município de Senador La Rocque, quatro indivíduos suspeitos pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e posse de arma de fogo de uso restrito. As prisões foram efetuadas durante a execução de um mandado de busca na última sexta-feira (23).
Segundo o titular da 10º Delegacia Regional, delegado Alex Andrade Coelho, um dos indivíduos presos durante a operação é suspeito, ainda, de ter cometido cerca de 20 homicídios ocorridos na cidade. “Ele (suspeito) e os outros três presos, sendo duas mulheres, foram encontrados na residência alvo da operação”, destacou.
De acordo ainda com as investigações, a residência havia sido apontada em denúncia pelo grande fluxo de pessoas que visitavam o local, que funcionava como uma pizzaria, no entanto, apenas no formato delivery.
No local, os policiais localizaram e apreenderam, sob a posse dos indivíduos, quantidade de drogas prontas para comercialização, arma de uso restrito, munições, dinheiro, rádio, celulares, apetrechos utilizados na embalagem de entorpecentes e quatro motocicletas que estariam sendo utilizadas para o tráfico de drogas e, também, para o cometimento dos homicídios.
Os indivíduos foram levados ao Plantão Central da Polícia Civil em Imperatriz, onde passaram pelos procedimentos legais. Em seguida, os detidos foram encaminhados a uma unidade prisional, onde permanecerão à disposição da justiça.
As prisões foram efetuadas pelos policiais da 10ª Delegacia Regional de Imperatriz, por meio do Grupo de Pronto Emprego (GPE) e policiais do 14º Batalhão de Polícia Militar, no âmbito de uma operação deflagrada pelo Sistema de Segurança Pública em Imperatriz e região, para combater a onda de violência.
Reforço policial
Na última semana, o secretário de Estado da Segurança Pública (SSP), Maurício Martins, esteve em Imperatriz e anunciou reforço policial na Região Tocantina. Por tempo indeterminado, policiais civis e militares, da região e de São Luís, estarão atuando em conjunto, tanto ostensivamente quanto com investigação intensificada, para conter os crimes violentos.
A operação desencadeada em Imperatriz e região conta com várias modalidades de policiamento: a pé, motorizada; policiamento aéreo, com o apoio do CTA; cavalaria; entre outros.Por: Imirante.com
A Polícia Federal realiza neste domingo (24) a Operação Murder Inc que apura os assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, além da tentativa de homicídio da assessora Fernanda Chaves. A ação conta com a participação da Procuradoria-Geral da República e do Ministério Público do Rio de Janeiro.
De acordo com a nota da PF, estão sendo cumpridos três mandados de prisão preventiva e 12 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, todos na cidade do Rio de Janeiro/RJ.
Também apoiam ação a Secretaria de Estado de Polícia Civil do Rio de Janeiro e da Secretaria Nacional de Políticas Penais, do Ministério da Justiça e Segurança Pública. De acordo com os investigadores, a operação tem como alvos os autores intelectuais das execuções. São apurados ainda os crimes de organização criminosa e obstrução de justiça.
Nas redes sociais, a irmã de Marielle e ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, agradeceu o empenho da PF, governo federal, Ministério Público e ministro do STF Alexandre de Moraes. “Estamos mais perto da Justiça”, considera Anielle. “Só deus sabe o quanto sonhamos com esse dia! Hoje é mais um grande passo para conseguirmos as respostas que tanto nos perguntamos nos últimos anos: quem mandou matar a Mari e por quê?”
Também nas redes sociais, o ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Paulo Pimenta, destacou que medidas tomadas desde o início do mandato do presidente Lula foram decisiva para o esclarecimento do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. “O Governo Federal seguirá cumprindo o seu papel para combater essas quadrilhas violentas que cometem graves crimes contra as famílias brasileiras. A continuidade das investigações vai com certeza esclarecer vários outros crimes”, afirmou Pimenta. Fonte: Agência Brasil Edição: Juliana Cézar Nunes
A Petrobras realizou, nos últimos dias, dois eventos para defender a exploração de petróleo e gás na margem equatorial brasileira. Considerado um possível “novo pré-sal”, a região abrange uma área que vai da costa marítima do Rio Grande do Norte à do Amapá, se estendendo da foz do rio Oiapoque ao litoral norte do Rio Grande do Norte, abrangendo as bacias hidrográficas da foz do rio Amazonas.
A exploração da região, que inclui áreas marítimas localizadas a cerca de 550 quilômetros da foz do rio Amazonas, sofre forte oposição de grupos ambientalistas, midiáticos e internacionais que questionam a expansão da exploração de hidrocarbonetos, apontados como os principais responsáveis pelo aquecimento da terra.
Cientes da oposição que enfrentam para explorar a região, a petroleira promoveu encontros sobre o tema nos últimos: um em São Luís, no Maranhão, com governadores do Norte e Nordeste, e outro nessa quinta-feira (21), em Brasília, com representantes do Legislativo, Executivo, da imprensa e da sociedade civil.
Em Brasília, o gerente executivo de exploração da Petrobras, Jonilton Pessoa, defendeu que é preciso mostrar à sociedade que ainda não é possível abandonar a produção de petróleo, e que o objetivo deve ser o de diversificar as fontes renováveis de energia. Ele destacou que é o petróleo que vai financiar a transição energética para fontes menos poluentes.
“Temos que comunicar que é necessário, para sobreviver no futuro, ter uma diversidade de fontes de energia, não acabando com uma determinada fonte. Isso é fato. Não tem como você acabar hoje com o petróleo com a dependência que ainda temos dele em todas as indústrias”, argumentou.
Além disso, afirmou, se o Brasil não descobrir novos campos, precisará aumentar a importação de óleo a partir de 2028. “O pré-sal é pujante. É uma grande descoberta, mas ele é finito. Se a gente não fizer essa descoberta agora, daqui a sete ou dez anos poderemos ter que importar hidrocarboneto”, afirmou.
Brasília (DF), 21/03/2024 – O Deputado Federal Rubens Pereira Júnior, durante o evento “Diálogos Petrobras com o Poder Público”, com o tema “Novas Fronteiras de produção: Margem Equatorial Brasileira”. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O encontro da Petrobras, em Brasília, contou com a participação da Confederação Nacional da Indústria (CNI), que defendeu os possíveis ganhos para o setor, que a exploração da margem equatorial pode trazer.
Para o superintendente do Observatório Nacional da Indústria, da CNI, Márcio Guerra, o debate contra e a favor da exploração na margem equatorial é uma batalha de comunicação. “Este é um desafio que, geralmente, quem faz tem dificuldade de comunicar. E esse é o desafio não só da Petrobras, é o desafio da indústria como um todo.”
Energia sem petróleo
Entre as entidades que criticam a expansão da exploração de petróleo na margem equatorial está a WWF Brasil, organização não governamental focada na preservação ambiental. O especialista em conservação do grupo, Ricardo Fujii, contradiz os argumentos da empresa e defende que o Brasil está bem servido de reservas de petróleo.
“A demanda mundial por petróleo pode ser atendida pelos campos já existentes e projetos aprovados, conforme cenário da Agência Internacional de Energia para atendimento do Acordo de Paris”, destacou.
Ricardo Fujii acrescentou que há recursos para transição energética sem precisar de mais poços de óleo e gás. “À medida em que investidores, empresas e governos alocam recursos financeiros na busca e desenvolvimento de reservas de petróleo, diminui a capacidade de investimento em projetos de fontes renováveis de energia”, disse à Agência Brasil.
Questão ambiental
Outra crítica de ambientalistas é para os riscos de um derramamento de óleo na costa brasileira do Norte e Nordeste. Em maio de 2023, a Petrobras teve o pedido para pesquisar próximo à costa do Amapá rejeitado pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que pediu mais dados sobre os possíveis impactos ambientais de um desastre naquela região.
Em agosto de 2023, a Advocacia-Geral da União (AGU) afirmou que um dos principais estudos solicitados – o da Avaliação Ambiental de Área Sedimentar (AAAS) – não precisa ser feito, uma vez que a área já foi leiloada.
A gerente de licenciamento e meio ambiente da Petrobras, Daniele Lomba, defendeu que a empresa tem condições de proteger a fauna e a flora da região e que é preciso investir em comunicação para fazer esse debate com a sociedade.
“Temos que realmente investir na comunicação, investir nos esclarecimentos, em eventos como esse, e nos aproximar da imprensa”, destacou Lomba, acrescentando que é preciso demonstrar para a sociedade “nossa capacidade de fazer [a exploração] com segurança e com sustentabilidade.”
Para o gerente de exploração da estatal, Jonilton Pessoa, o histórico da empresa comprova que ela opera com a máxima segurança. “Somos referência mundial em águas profundas e ultra profundas. Operando com foco intensivo na segurança, já perfuramos mais de 3 mil poços em águas profundas, sem acidentes com pessoas ou dando ao meio ambiente.”
A margem equatorial brasileira é uma região geográfica que se estende da foz do rio Oiapoque ao litoral norte do Rio Grande do Norte, abrangendo as bacias hidrográficas da foz do rio Amazonas
O técnico Dorival Júnior fez sua estreia na Seleção Brasileira de futebol masculino e obteve um resultado de gala. Neste sábado (23), o Brasil venceu a Inglaterra por 1 a 0, em amistoso no estádio de Wembley, em Londres. O autor do gol da vitória foi o atacante Endrick, que entrou no segundo tempo e marcou aos 35 minutos. Foi o primeiro gol dele pela seleção adulta do Brasil.
Diante de mais de 80 mil pessoas, Brasil e Inglaterra levaram escalações com bastantes desfalques a campo. Pelo lado da seleção canarinho (que vestiu azul), também eram vários estreantes. Na defesa eram quatro: o goleiro Bento, os zagueiros Lucas Beraldo e Fabrício Bruno e o lateral Wendell.
A pouca experiência – e entrosamento – fez a defesa brasileira sofrer por diversas vezes com as jogadas aéreas do time inglês. As bolas paradas, cobradas diretamente para o gol ou levantadas para algum cabeceio, foram a grande dor de cabeça para a equipe de Dorival Júnior. Aos quatro minutos, Foden cobrou falta pela direita e assustou Bento.
No entanto, mesmo tendo menos volume que a equipe da casa, o Brasil foi mais perigoso. A primeira chance veio quando Lucas Paquetá encontrou lançamento primoroso para Vini Jr. O atacante tocou na saída de Pickford, mas o chute saiu fraco e foi interceptado por Walker.
Foram outras duas grandes chances para o Brasil numa primeira etapa movimentada. Lucas Paquetá acertou a trave após jogada trabalhada e Raphinha chutou para fora, na cara do gol, após bola mal dominada por Maguire.
A Inglaterra preocupou – mas nem tanto -, primeiro em uma jogada em que Watkins foi lançado dentro da área e chutou prensado por Fabrício Bruno, e depois com bola levantada pela direita que Gordon finalizou para desvio de Danilo.
Segunda etapa menos intensa
Depois de 45 minutos de bom futebol e competitividade, a segunda etapa teve ritmo menos intenso. A Inglaterra chegou novamente em jogada aérea. Gordon completou cruzamento da direita para o meio da área e Bento afastou.
O Brasil se aproximou do gol em bela combinação entre Bruno Guimarães e Lucas Paquetá. O meia do West Ham finalizou com classe, de primeira, mas a bola foi para fora.
Aos 24 minutos, Dorival Júnior fez duas mexidas que acabaram por definir o jogo para o Brasil. Andreas Pereira e Endrick entraram, saindo Lucas Paquetá e Rodrygo, respectivamente, e foram decisivos no gol da vitória.
Onze minutos depois, Andreas Pereira colocou Vini Jr na cara do gol com ótimo passe. O atacante finalizou e parou em Pickford, mas no rebote, bem posicionado, Endrick completou para as redes. Foi o primeiro gol do jovem atacante do Palmeiras, já negociado com o Real Madrid, pela Seleção Brasileira – a principal.
O jogador de 17 anos ainda poderia ter tornado a noite em Londres mais especial. No último lance da partida, em contra-ataque fulminante, ele recebeu na cara do gol, sem marcação, mas chutou em cima de Pickford.
Vitória confirmada e fim da sequência negativa da seleção, que vinha de quatro jogos sem vencer nos últimos compromissos sob o comando de Fernando Diniz. O Brasil agora tem outro amistoso com uma seleção campeã do mundo: na terça-feira (26), encara a Espanha, às 17h30, no estádio Santiago Bernabéu, em Madri.
Futebol feminino
O Cruzeiro assumiu, provisoriamente, a liderança do Campeonato Brasileiro Feminino de futebol. Neste sábado (23), as Cabulosas derrotaram o Internacional por 3 a 1, no Estádio Castor Cifuentes, em Nova Lima (MG), pela terceira rodada da competição.
As mineiras foram a sete pontos e ultrapassaram o Corinthians, que iniciou a rodada na ponta, com seis pontos.
As alvinegras vão a campo apenas na segunda-feira (25), às 20h (horário de Brasília), diante do Flamengo, no Estádio Luso-Brasileiro, no Rio de Janeiro. As celestes ainda podem ser superadas na tabela por Fluminense, Santos e Palmeiras, que jogam no domingo (24).