Blog do Walison - Em Tempo Real

Jovem de 20 anos é morta a facadas em São Luís; suspeito morre após o crime

Uma jovem de 20 anos foi morta a facadas na manhã desta segunda-feira (16) no Residencial Piancó 3, na área da Vila Embratel, em São Luís. A vítima foi identificada como Rafaela Aureliano Ribeiro Moraes.

Segundo informações da Polícia Militar, o autor do crime foi identificado Wesley Rickelme Garcia Silva, de 23 anos, que era ex-namorado da vítima. Após o feminicídio, o jovem fugiu pulando a janela do prédio onde o casal estava e acabou morrendo. Tanto a vítima quanto o suspeito eram do Povoado Santa Maria, em Alcântara, na Região Metropolitana de São Luís.

O caso está sendo investigado pela Polícia Civil. Em nota, a Secretaria de Segurança Pública do Maranhão (SSP) informou que, após o crime, Wesley atentou contra a própria vida. Fonte: G1-MA

Carro derruba poste durante chuva na Avenida João Pessoa, em São Luís; motorista foi socorrido

Um carro derrubou um poste na manhã desta terça-feira (17) na Avenida João Pessoa, no bairro Anil, em São Luís. Segundo testemunhas, o motorista perdeu o controle do veículo por causa da chuva.

A batida aconteceu no sentido João Paulo. Com o impacto, o poste ficou pendurado pela fiação, o que gerou risco para quem passava pelo local.

O motorista foi socorrido, encaminhado a um hospital e liberado após atendimento médico. Apesar do susto, o trânsito seguiu normalmente durante a manhã.

Equipes da Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT) foram até a área para organizar o fluxo de veículos e garantir a segurança até a avaliação da estrutura. Fonte: G1-MA

Pobreza afeta desenvolvimento de bebês desde 6 meses, mostra pesquisa

Bebês em lares pobres têm prejuízos no desenvolvimento motor. A constatação é de estudo da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) que relacionou a variedade de movimentos dos pequenos com as condições de vida. O resultado foi publicado na revista cientifica Acta Psychologica, no início de fevereiro.

Ao companhar 88 bebês no interior de São Paulo, o estudo mostrou que, desde os seis meses, é possível observar atrasos naqueles que vivem na pobreza. Eles só conseguiam agarrar objetos, virar e sentar mais tarde do que os demais que viviam em melhores condições socioeconômicas.

“A principal constatação da pesquisa é que, esses bebês, aos seis meses, apresentam menor desenvolvimento motor, ou seja, têm um repertório menor de movimento”, explicou a autora, Caroline Fioroni Ribeiro da Silva.

Segundo ela, eles variam menos os movimentos na hora de sentar, de pegar um brinquedo, às vezes, nem conseguem. O trabalho de Caroline contou com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

A investigação acende uma alerta porque, segundo estudos já existentes, atrasos no desenvolvimento infantil podem produzir crianças que aprendem menos.

“A literatura indica que, pela falta de recursos e de estímulo aos bebês, podem ocorrer prejuízos na vida escolar, como déficit de atenção com hiperatividade [TDAH] e transtornos de coordenação”, disse Carolina, que é fisioterapeuta. Ela pondera, no entanto, que mais estudos são necessários para comprovar a relação.

Por outro lado, a pesquisa da UFSCar revelou que a reversão dos atrasos motores pode ocorrer rápido, com estímulos certos. Aos oito meses, bebês avaliados já não tinham problemas significativos. A melhora é atribuída, principalmente, ao engajamento das mães, que reproduziram exercícios simples, como colocar a criança de barriga para baixo (tummy time), usaram papel amassado como brinquedo, conversaram ou cantaram para o bebê.

“Quando conversamos com o bebê, ele tem a oportunidade de observar os movimentos que a gente faz; quando está de barriga para baixo, está livre para se movimentar e explorar movimento, assim como quando brinca com um papel de presente, que é chamativo  [pelo barulho e textura]”, explicou a fisioterapeuta. “Não são necessários brinquedos caros, apenas orientação”, completou.

Nas visitas às famílias, a pesquisadora conta que era estimulada a interação entre a mãe e bebê. “Falávamos muito para fazerem leitura de livros, cantar, conversar e colocar o bebê de barriga para baixo”, revelou . O chão é o espaço mais seguro para o bebê, porque não tem perigo de ele cair e pode explorar os movimentos, lembrou..

Rio de Janeiro (RJ), 16/02/2026 - Foto feita em 21/08/2023 – A família do bebê Murillo Luiz Martins, sua irmã Maria Helena Martins, os pais Patrick Rodrigues Viana e Danielly Martins durante atendimento para vacinação em residência, em Irajá, na zona norte da capital fluminense. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
A família do bebê Murillo Luiz Martins, sua irmã Maria Helena Martins, os pais Patrick Rodrigues Viana e Danielly Martins durante atendimento para vacinação em residência – Foto Tomaz Silva/Agência Brasil

Os momentos em que os bebês ficam de bruços sobre uma superfície segura, com supervisão, servem para fortalecer os músculos da cabeça, pescoço, ombros, costas e braços e prepará-los para movimentos mais complexos. Com esse exercício, é possível também desenvolver a coordenação, fazendo com o que ele possa rolar, sentar, engatinhar e ficar de pé no tempo certo.

A pesquisadora destacou que a maioria das mães expostas à pobreza era adolescente e não sabia estimular os filhos. Nesses casos, ajuda especializada, com visitas de agentes de saúde e fisioterapeutas, são determinantes, afirmou.

“Como não é possível eliminar a pobreza ou a gravidez na adolescência, eu recomendaria visitas de profissionais de saúde para orientar sobre os estímulos nessa fase da vida”.

Nas casas mais pobres, a pesquisa constatou que os bebês passavam mais tempo presos em carrinhos ou contidos e tinham menos oportunidades de explorar o ambiente. Isso ocorria, na maioria das vezes, por falta de espaço.

A presença de mais adultos no mesmo domicílio, em vez de estimular os bebês, também foi apontada como fator negativo. A pesquisa levantou a hipótese de esses lares serem mais “caóticos”, com menos espaços seguros ou  oportunidades para os bebês se movimentarem.

Brasília (DF), 16/02/2026 - Lorrane Paiva partcipa com seu bebê do mamaço”  em plena estação de metrô de Samambaia, como forma de superação ao que ainda resta de preconceito contra um gesto natural. O ato também servirá de abertura para a campanha Incentive a Vida.( Elza Fiuza/Agência Brasil)
 Lorrane Paiva participa, com seu bebê, do “mamaço” em plena estação de metrô de Samambaia, em Brasília – Foto Elza Fiuza/Agência Brasil

A presença de pais ou mães no mesmo endereço esteve associada a melhores resultados, ao lado da maior escolaridade materna.

“Os responsáveis solo acabam mais sobrecarregados e com menos tempo para brincar e estimular o bebê”, analisou Caroline. “Então, o fato de ter outra pessoa amparando ajuda muito no desenvolvimento”.

Entre outros fatores que contribuem para o desenvolvimento dos pequenos está o uso de brinquedos que estimulam a motricidade fina, mesmo aqueles improvisados e mais econômicos, como chocalhos – que podem ser confeccionados de grãos de arroz ou feijão e garrafas pet.

Cerca de 400 milhões de crianças vivem na pobreza em todo mundo, segundo o relatório “Situação Mundial das Crianças 2025: Erradicar a Pobreza Infantil – Nosso Dever Comum”, publicado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) em novembro de 2025. Eles estão submetidos a severas privações para saúde, desenvolvimento e bem-estar.

https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/direitos-humanos/audio/2025-11/mais-de-400-milhoes-de-criancas-do-mundo-estao-na-pobrezaFonte: Agência Brasil

Abono salarial começa a ser pago nesta segunda

Os trabalhadores nascidos em janeiro que ganharam até R$ 2.766 com carteira assinada em 2024 recebem nesta segunda-feira (16) o abono salarial . Neste primeiro lote, serão liberados R$ 2,5 bilhões para cerca de 2 milhões de beneficiários.

O valor do benefício varia de R$ 136 a R$ 1.621, conforme a quantidade de meses trabalhados em 2024. O calendário segue de forma escalonada ao longo de 2026, de acordo com o mês de nascimento.

Quem recebe neste lote

Do total de contemplados em fevereiro:

•     1,8 milhão são trabalhadores da iniciativa privada, inscritos no Programa de Integração Social (PIS), com pagamento feito pela Caixa Econômica Federal, somando R$ 2,29 bilhões;

•     217,2 mil são servidores públicos, inscritos no Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep), pagos pelo Banco do Brasil, no total de R$ 301,9 milhões.

Quem tem direito ao Abono Salarial

Tem direito ao benefício o trabalhador que:

•     está inscrito no Pis/Pasep há pelo menos cinco anos;

•     trabalhou com carteira assinada por no mínimo 30 dias em 2024;

•     recebeu remuneração média mensal de até R$ 2.766 no ano-base;

•     teve os dados corretamente informados pelo empregador no e-Social.

Instituído pela Lei nº 7.998/90, o abono salarial pode chegar até a um salário mínimo, proporcional ao período trabalhado. Os recursos vêm do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), com a habilitação feita pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

Como o pagamento é feito

Para trabalhadores da iniciativa privada (PIS)

•     a Caixa Econômica Federal realiza o pagamento prioritariamente por:

•     crédito em conta corrente ou poupança da Caixa;

•     depósito em Poupança Social Digital, movimentada pelo aplicativo Caixa Tem.

Quem não possui conta pode sacar:

•      com Cartão Social e senha em lotéricas, caixas eletrônicos e correspondentes CAIXA Aqui;

•      nas agências, com documento oficial com foto;

•      sem cartão, por meio de biometria cadastrada.

Para servidores públicos (Pasep)

O Banco do Brasil faz o pagamento por:

•      crédito em conta bancária;

•      transferência via TED ou Pix;

•      saque presencial nas agências, para quem não é correntista e não possui chave Pix.

Como consultar

Os trabalhadores podem verificar informações sobre valor, data e habilitação pelos seguintes canais:

•      aplicativo Carteira de Trabalho Digital;

•      portal Gov.br;

•      telefone 158 (Ministério do Trabalho);

•      aplicativos Caixa Tem e Benefícios Sociais Caixa;

•      atendimento Caixa ao Cidadão: 0800-726-0207.

A expectativa é que, em 2026, cerca de 22,2 milhões de trabalhadores recebam o abono salarial.Fonte: Agência Brasil

Aposta feita em Timon acerta cinco números e fatura mais de R$ 43 mil na quina da Mega-Sena

E a sorte está no ar no Maranhão. Uma aposta feita em Timon, cidade a 450 km de São Luís, acertou os cinco números da quina da Mega-Sena e faturou R$ 43.862,01. O sorteio do concurso 2973 foi realizado neste sábado (14), em São Paulo.

➡️ Confira os números sorteados: 16 – 24 – 46 – 45 – 27 – 31

A aposta vencedora foi realizada na modalidade simples. O ganhador apostou seis números por meio do canal de apostas eletrônicas da Caixa Econômica Federal.

  • 5 acertos – 63 apostas ganhadoras, R$ 43.862,01
  • 4 acertos – 4.259 apostas ganhadoras, R$ 1.069,47

 

prêmio principal acumulou e está estimado em R$ 72 milhões. O próximo sorteio da Mega será na quinta-feira (19).

As apostas podem ser realizadas até as 19h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos.

O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar.

Probabilidades

 

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada.

Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.Fonte: G1-MA

Sistema de reconhecimento facial ajuda a prender foragidos da Justiça no Carnaval do MA

Três foragidos da Justiça do Maranhão foram presos durante o Carnaval de São Luís, após serem identificados pelo sistema de reconhecimento facial da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP). As prisões aconteceram no circuito da Avenida Litorânea, em meio ao público que participava da festa.

As câmeras instaladas no circuito identificaram os suspeitos, que tinham mandados de prisão em aberto. Quando o sistema reconhece o rosto e confirma a informação no banco de dados, um alerta é enviado à Central de Videomonitoramento, montada no local. Em seguida, as equipes que atuam na área são acionadas para realizar a prisão.

Duas prisões ocorreram na sexta-feira (13), noite de abertura da festa. A primeira foi de um homem com mandado de prisão por débito de pensão alimentícia. No momento em que foi identificado pelas câmeras, ele transitava pelo circuito com amigos. Após o alerta, a equipe da base iniciou acompanhamento tático, com apoio de drone, até a chegada da guarnição de campo para realizar a abordagem. Ao perceber a presença dos policiais da Polícia Militar do Maranhão, o suspeito ainda tentou mudar o trajeto para sair do alcance, mas foi abordado e capturado.

Ainda na sexta-feira, foi preso um investigado por homicídio praticado em julho do ano passado, no bairro Floresta, no município de Turilândia. Na ocasião, a vítima, Marcos Vinícius Saraiva Costa, foi surpreendida por disparos de arma de fogo efetuados pelo suspeito e um comparsa.

Já no sábado (14), por volta das 15h, uma mulher condenada por roubo também foi identificada pelas câmeras de reconhecimento facial e presa. Contra ela havia mandado expedido pela 2ª Vara de Execuções Penais de São Luís, determinando a captura e imediata condução ao sistema prisional em razão do descumprimento das regras do regime semiaberto.

Após as prisões, os três foram conduzidos para a unidade da Polícia Civil do Maranhão instalada no circuito e colocados à disposição da Justiça.

Segurança no Carnaval

 

O uso de câmeras com reconhecimento facial no Carnaval de São Luís integra as ações da Secretaria de Estado da Segurança Pública do Maranhão para prevenir e coibir ações criminosas. Uma base avançada do Centro Integrado de Operações de Segurança (Ciops) foi instalada na Avenida Litorânea para garantir suporte em tempo real às ações em todos os circuitos oficiais da capital.

Somente na Avenida Litorânea, estão em operação 35 câmeras com reconhecimento facial, permitindo a identificação e prisão de suspeitos, além da prevenção e repressão de crimes. O monitoramento conta ainda com drones, inclusive com câmeras termais, e patrulhamento aéreo do Centro Tático Aéreo (CTA), ampliando o campo de visão e a capacidade de resposta a qualquer ocorrência.

A Operação Carnaval 2026 mobiliza mais de 8 mil agentes das forças estaduais de segurança pública em todo o Maranhão. A ação reúne efetivos da Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros Militar, Perícia Oficial, Inteligência, Força Estadual, CTA e Ciops.

Estão sendo empregadas cerca de 700 viaturas, entre carros e motocicletas, além de quatro aeronaves, distribuídas em quatro bases operacionais do CTA, que realizam sobrevoos contínuos para patrulhamento, monitoramento e apoio às equipes em terra, especialmente em áreas de grande concentração de público.

O planejamento inclui ainda forte aparato tecnológico, com câmeras de videomonitoramento com reconhecimento facial, drones e aeronaves, sem comprometer a rotina de policiamento nos bairros da Grande Ilha — que engloba São Luís, São José de Ribamar, Raposa e Paço do Lumiar — e nos municípios do interior do estado.

Na capital, o reforço conta com mais de 4 mil policiais e bombeiros atuando nos circuitos da Avenida Litorânea (Vem Pro Mar), Centro, Madre Deus, Passarela do Samba e Anel Viário, entre os dias 19 e 22 de fevereiro.

Na Avenida Litorânea, principal palco do Carnaval do Maranhão, há controle de acesso para evitar a entrada de armas, além de torres de observação da Polícia Militar distribuídas ao longo do circuito.

A Polícia Civil mantém base instalada no circuito Vem Pro Mar, com reforço de efetivo para atuação preventiva e policiais infiltrados na multidão para coibir ações de quadrilhas especializadas em furto de celulares.

Lei Seca

 

Durante todo o período do Carnaval, o Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRV) intensifica a fiscalização da Lei Seca. Barreiras fixas e volantes estão sendo montadas nas principais avenidas e rodovias da Grande Ilha, durante o dia e à noite, para coibir a condução sob efeito de álcool, o excesso de velocidade e prevenir acidentes.

Em caso de emergência, a população pode acionar o Ciops pelo 190, o Corpo de Bombeiros pelo 193 e o Disque-Denúncia Maranhão pelo 181. Casos de violência contra a mulher também podem ser comunicados pelo aplicativo Salve Maria Maranhão.Fonte: G1-MA

Caminhonete capota na BR‑316 e deixa dois homens mortos em Nova Olinda do Maranhão

Uma caminhonete saiu da pista e capotou na BR‑316, no povoado Boa Vista, zona rural de Nova Olinda do Maranhão, deixando dois homens mortos e outros dois feridos. Imagens feitas no local mostram o veículo capotando e atingindo o portão de uma fazenda (veja acima).

O acidente aconteceu por volta das 11h40 de sábado (14). Quando a polícia chegou, constatou que quatro homens estavam envolvidos na ocorrência. As vítimas que morreram foram identificadas apenas como Marlon e Jonathan.

Os outros dois ocupantes foram socorridos e levados ao Hospital Municipal de Nova Olinda do Maranhão. O estado de saúde deles não foi informado.

A Polícia Rodoviária Federal esteve no local e assumiu a ocorrência. As causas do acidente ainda serão investigadas. Segundo informações repassadas à polícia, os quatro trabalhavam na montagem de um galpão e retornavam para o Pará, onde moram. Fonte: G1-MA

Naufrágio no Amazonas deixa dois mortos e sete pessoas desaparecidas

Uma lancha naufragou na tarde dessa sexta-feira (13) próximo a Manaus, no Amazonas, deixando dois mortos e sete pessoas desaparecidas. O governo do Amazonas montou uma força-tarefa para o resgate das vítimas e a busca pelos desaparecidos segue neste sábado (14).

Os passageiros viajavam na lancha rápida Lima de Abreu XV, que saiu de Manaus com destino ao município de Nova Olinda do Norte. O naufrágio ocorreu na região do encontro dos rios Negro e Solimões e 71 pessoas foram resgatadas por outra embarcação que passava pelo local.

O Corpo de Bombeiros, a Defesa Civil, a Marinha e equipes de assistência social e segurança foram mobilizados nas buscas, no resgate e no apoio às vítimas. Mergulhadores iniciaram imediatamente as buscas na área do acidente.

Os dois mortos são uma mulher de 22 anos e uma criança do sexo feminino de aproximadamente três anos. A criança chegou a ser resgatada pelas equipes de salvamento e encaminhada para o Hospital e Pronto-Socorro da Criança, da zona leste de Manaus, mas deu entrada na unidade já sem vida. Os dois corpos foram encaminhados para o Instituto Médico-Legal (IML), para identificação e liberação às famílias.

As 71 pessoas resgatadas com vida também foram levadas para Manaus. Quatro adultos deram entrada em unidades da rede estadual de saúde. Dois pacientes fizeram exames e permanecem sob acompanhamento da equipe multidisciplinar, com quadros estáveis. Mais dois adultos receberam atendimento, passaram por avaliação clínica, exames e receberam alta hospitalar com orientações médicas.

O condutor da embarcação foi detido no início da noite e as investigações estão sendo feitas para apurar as causas do naufrágio.

STF forma maioria contra aposentadoria especial a vigilantes

O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria no plenário virtual contra a concessão de benefício para a aposentadoria especial de profissionais da vigilância. Por seis votos a quatro, os ministros votaram a favor do voto divergente, apresentado pelo ministro Alexandre de Moraes.

O relator da matéria – e voto vencido – foi o ministro Kássio Nunes, cujo posicionamento era favorável a conceder aos vigilantes carreira especial, o que concederia a eles aposentadoria especial do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Votaram contrários à aposentadoria especial para vigilantes os ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Luiz Fux, Dias Toffoli e André Mendonça, além de Gilmar Mendes.

Votaram a favor do benefício os ministros Kassio Nunes Marques (relator), Flávio Dino, Cármen Lúcia e Edson Fachin.

INSS

O plenário virtual da Corte julga recurso do INSS para derrubar uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), instância que reconheceu o benefício.

O instituto alega que o serviço de vigilância se enquadra como atividade perigosa, sem exposição aos agentes nocivos, e dá direito somente ao adicional de periculosidade.

Pelos cálculos da autarquia, o reconhecimento do benefício terá custo de R$ 154 bilhões em 35 anos.

O caso envolve a discussão sobre as mudanças promovidas pela reforma da previdência de 2019, que passou a prever que a aposentadoria especial vale nos casos de atividades com efetiva exposição a agentes químicos, físicos e biológicos prejudiciais à saúde.

Com a entrada em vigor da norma, a periculosidade deixou de ser adotada para concessão do benefício.

Em seu voto, o ministro Alexandre de Moraes alegou que a periculosidade não é inerente à atividade de vigilância, e que a aposentadoria especial por atividade de risco não pode ser estendida aos profissionais.

“A atividade de vigilante, com ou sem o uso de arma de fogo, não se caracteriza como especial”, disse o ministro.

O relator do caso, Nunes Marques, votou pelo reconhecimento da atividade especial dos vigilantes e entendeu que a atividade traz riscos à integridade física da categoria.

“É possível o reconhecimento da atividade de vigilante como especial, com ou sem o uso de arma de fogo, tendo em vista os prejuízos à saúde mental e os riscos à integridade física do trabalhador, tanto em período anterior quanto posterior à promulgação da Emenda Constitucional n. 103/2019”, afirmou o relator, que foi voto vencido.Fonte: Agência Brasil

Caso de Itumbiara acende alerta para violência vicária; entenda

Em meio aos mais diversos tipos de violência contra a mulher registrados todos os dias no Brasil, um caso no interior de Goiás trouxe à tona uma modalidade pouco conhecida ou, pelo menos, pouco comentada: a chamada violência vicária, que ocorre quando um homem machuca ou mata pessoas íntimas de uma mulher com o objetivo de puni-la ou de atingi-la psicologicamente.

Na última quarta-feira (11), o secretário de Governo da prefeitura de Itumbiara (GO), Thales Machado, atirou contra os dois filhos na residência onde morava e, em seguida, tirou a própria vida. Um dos meninos, de 12 anos, morreu antes que pudesse ser socorrido. O irmão mais novo, de 8 anos, foi levado ao hospital em estado gravíssimo, mas morreu horas depois.

Em entrevista à Agência Brasil, a secretária nacional de Enfrentamento à Violência contra Mulheres, Estela Bezerra, descreveu o conceito de violência vicária como uma situação em que o agressor ofende e cria situações de dor e até morte para atingir pessoas que têm relação de afeto com a vítima, principalmente filhos, mas também mães e mesmo animais de estimação.

“Na maioria das vezes, são utilizados crianças e adolescentes, filhos daquela mãe, porque são o maior vínculo afetivo que ela tem. Para poder penalizar a mãe – que foi exatamente o caso em Itumbiara, em que o pai matou os dois filhos para atingir a mãe. É como se ela recebesse a maior penalidade que uma pessoa pode receber, que é ter um filho executado”, explicou.

Estela lembrou que, no caso de Itumbiara e na grande maioria dos demais casos, o agressor constrói ainda uma narrativa em que se coloca como vítima e responsabiliza a companheira pelo ocorrido. Antes de atirar contra si mesmo, Thales Machado postou, nas redes socias, uma carta em que cita uma suposta traição por parte da esposa e uma crise conjugal.

“Ele executa os filhos e constrói, antes de morrer, por meio de narrativas, a responsabilização da esposa. E ainda coloca sobre ela a responsabilidade da morte, da execução que ele cometeu, porque estava sendo rejeitado e o relacionamento amoroso já não correspondia ao que ela desejava para a vida dela”, detalhou a secretária.

“O mais grave dessa situação é que há manipulação. O assassino e também suicida construiu uma narrativa para culpabilizar a vítima que, neste caso, é a mulher. Ela teve os filhos assassinados, teve a imagem dela e a história dela expostas e a responsabilidade, na tragédia, pela narrativa social e pelo machismo, sobrecai nela”, disse. “Esse tipo de violência tenta penalizar a mulher e responsabilizá-la pelo crime cometido. E o crime cometido é escolha de quem mata. Quem mata escolheu matar. Não é responsabilidade da mulher”, completou.

Brasília 14/02/2026  - secretária nacional de Enfrentamento à Violência contra Mulheres, Estela Bezerra.
Foto: Ministério das Mulheres
Secretária nacional de Enfrentamento à Violência contra Mulheres, Estela Bezerra, diz que na violência vicária agressor constrói ainda narrativa em que se coloca como vítima – Foto Ministério das Mulheres

Segundo Estela, casos de violência vicária são muito comuns no Brasil, mas pouco falados.

“Esse tipo de violência é sistemático, acontece no dia a dia. Vai de situações sutis até situações mais explícitas, como essa em que o homem executa os próprios filhos”.

Ela citou outro caso recente de violência vicária registrado no país, em que um servidor da Controladoria-Geral da União (CGU) agride o filho e a ex-companheira.

“Na cena em que vemos um servidor da CGU atacar uma criança e a mulher, ele ataca primeiro a criança. A mulher tenta proteger a criança e ele ataca também a mulher. Ele bate na criança e na mulher. Quando a mulher se livra, ele ataca a criança novamente. Então, atacar o filho, a mãe e até os animais domésticos ou maltratá-los é uma coisa cotidiana, que acontece em situações de violência doméstica.”

“Há uma cultura muito machista presente no Brasil e no mundo. Há uma assimetria de gênero muito forte, potencializada em várias áreas, na representação política, na economia, onde mulheres recebem menos do que homens, mesmo sendo mais qualificadas. E a maior expressão dessa assimetria se dá no instrumento de violência, um instrumento de manutenção da mulher num lugar de subalternidade, de medo, que não permite a liberdade”, completou.

Sociedade civil

Ao comentar o caso em Itumbiara, o Instituto Maria da Penha, organização não governamental (ONG) que atua no enfrentamento à violência doméstica e familiar contra mulheres, confirmou que casos de violência vicária não são exceção. “É uma forma de violência de gênero que atinge mulheres por meio de crianças e adolescentes. Quando filhos e filhas são usados como instrumentos de controle, punição ou chantagem”.

“Não estamos falando de conflito familiar. Estamos falando de violência. E de violação grave de direitos humanos. Por muito tempo, essa prática foi naturalizada, invisibilizada ou tratada como disputa privada. O resultado é o sofrimento silencioso de mulheres e o impacto profundo no desenvolvimento emocional de crianças e adolescentes.”

Para a ONG, avançar no debate é fundamental. “O Brasil reconheceu oficialmente [por meio de resolução conjunta do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente e do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher] a violência vicária como violência de gênero e estabeleceu diretrizes para a atuação do Sistema de Garantia de Direitos da Criança e do Adolescente, reforçando a necessidade de prevenção, proteção e resposta interinstitucional”.

“Nomear a violência é o primeiro passo para enfrentá-la. Informação de qualidade também é uma forma de proteção. O Instituto Maria da Penha atua para fortalecer políticas públicas, qualificar o debate e contribuir para que nenhuma forma de violência seja tratada como invisível. A informação precisa circular para proteger vínculos, infâncias e direitos.”

A entidade alerta para as seguintes formas em que a violência vicária pode se manifestar:

– ameaças envolvendo os filhos;

– afastamento forçado da convivência;

– manipulação emocional;

– falsas acusações;

– sequestro ou retenção ilegal de crianças.

Defensoria pública

Ao se posicionar sobre o caso em Itumbiara, a Defensoria Pública Estadual de Goiás (DPE-GO) publicou nota em que reforça que atos de abuso, violência e feminicídio são crimes e que a prática de ferir os filhos para atingir a mãe tem nome: violência vicária. “Ela não tem culpa. Ponto final”.

“Em novembro de 2024, a DPE-GO promoveu a campanha Ela Não tem Culpa – 21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher, em que buscou refletir sobre a constante culpabilização e julgamento das mulheres, mesmo quando elas são vítimas”, destacou o órgão.

“A DPE-GO reforça que a responsabilidade é sempre de quem comete a violência. Independentemente do comportamento, da roupa ou da voz de quem está do outro lado. E expor a mulher vítima de violência pode configurar crime. Refletir sobre a culpabilização da mulher é o primeiro passo para romper com desigualdades de gênero que perpetuam ciclos de violência.”Fonte: Agência Brasil