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Recuperar vegetação degradada no RS ajuda a prevenir tragédias

Chuvas no RS: impactos na vida de quilombolas e pequenos agricultores. - Vista Alegre, estrada vicinal se transformou em rio. Infraestrutura de acesso e escoamento da produção camponesa totalmente destruída em 70%.  Foto: Comunicação MPA

O Rio Grande do Sul dispõe de 1,16 milhão de hectares de áreas degradadas de vegetação que podem ser recuperadas e usadas para aumentar a resiliência do estado a eventos climáticos extremos. A análise é do Instituto Escolhas que lançou o relatório Estratégias de recuperação da vegetação nativa em ampla escala para o Brasil.

A estimativa do relatório reúne áreas de preservação permanente e de reserva legal que foram destruídas no estado. A maior parte, 751,2 mil hectares, está no bioma do Pampa, enquanto 414 mil hectares são de regiões de Mata Atlântica. A recuperação dessa vegetação está, segundo o documento, prevista nos compromissos previstos na Contribuição Nacionalmente Determinada (INDC, em inglês).

A INDC faz parte das propostas apresentadas pelo Brasil na 21ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP21), que ocorreu em Paris, em 2015. Na ocasião, os países apresentaram propostas para reduzir as emissões de gases do efeito estufa, reduzindo o impacto das mudanças climáticas. No total, o Brasil propôs recuperar 12 milhões de hectares de vegetação em todos os biomas até 2030. De acordo com o relatório, no entanto, o país não tem avançado na meta.

“As iniciativas de restauração no país avançam a passos lentos e muito aquém do necessário para o alcance da meta”, enfatiza.

Para fazer o reflorestamento dessas áreas, o relatório prevê a necessidade de aporte de R$ 228 bilhões.

Recuperação florestal

“Um investimento mais que necessário para contribuir com a mitigação climática, como também com outros serviços ecossistêmicos essenciais à sustentabilidade dos agroecossistemas brasileiros, com a promoção da biodiversidade e a manutenção de recursos hídricos, do solo e dos processos ecológicos, que asseguram a estabilidade ambiental para o desenvolvimento das atividades produtivas no campo”, diz o documento.

O Instituto Escolhas aponta, entretanto, que as atividades relacionadas à recuperação florestal podem ajudar na reconstrução da economia do Rio Grande do Sul, devastado pela chuvas ao longo das últimas semanas.

“Os planos de reconstrução do Rio Grande do Sul precisam incorporar a recuperação da vegetação nativa, que é uma infraestrutura natural para prevenir a repetição de tragédias como essa”, diz o diretor-executivo do instituto, Sergio Leitão.

Apenas com a recuperação das áreas degradadas de reserva legal no Pampa, podem ser gerados, segundo o instituto, 80 mil empregos. “É importante pensar em frentes de trabalho de recuperação ambiental capazes de incorporar mão de obra de forma imediata”, acrescenta Leitão.

Fonte: Agência Brasil Edição: Carolina Pimentel

Especialistas analisam causas de inundações no Rio Grande do Sul

As fortes chuvas que castigam Canoas — e o Rio Grande do Sul — desde a semana passada resultaram em uma grande força-tarefa da Prefeitura para retirar famílias desalojadas ou desabrigadas de áreas de risco. Nas últimas horas, a mobilização se intensificou em bairros como Mathias Velho, Rio Branco, Cinco Colônias, Central Park, Fátima e Niterói. A ação conta com a Defesa Civil, as Forças Armadas, o Corpo de Bombeiros e voluntários. Foto: Pref. de Canoas/Divulgação

Em cenários de crise, é comum a busca por causas e responsabilidades. A tragédia das chuvas no Rio Grande do Sul, que provocaram a morte de quase 150 pessoas até agora, têm levantado diferentes reflexões. Trata-se de um evento natural excepcional, impossível de prever e evitar? Ou há um grau considerável de responsabilidade humana pela forma de ocupação do território, desenvolvimento urbano e uso do solo?

Agência Brasil conversou com especialistas em recursos hídricos, que pesquisam áreas como geologia, agronomia, engenharia civil e ambiental. Há consenso de que se trata de um evento extremo, sem precedentes, potencializado pelas mudanças climáticas no planeta. Mas quando o assunto é o papel desempenhado pelas atividades econômicas e a ocupação do território, surgem as discordâncias.

Ocupação e desenvolvimento urbano

O geólogo Rualdo Menegat, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), é crítico em relação às políticas de planejamento urbano e econômico no estado. O caso de Porto Alegre, para ele, é o mais emblemático de que há uma desorganização generalizada do território, causado por um conjunto de atividades econômicas. Por isso, defende que não se pode falar apenas em grande precipitação como causadora da tragédia, mas também de problemas graves de gestão que a potencializaram.

“Os planos diretores da cidade foram desestruturados para facilitar a especulação imobiliária. No caso de Porto Alegre, por exemplo, toda a área central que hoje está inundada no porto, foi oferecida para ser privatizada e ocupada por espigões. Houve um sucateamento do nosso sistema de proteção, como se nunca mais fosse haver inundações”, diz Rualdo.

O desmatamento de vegetação nativa para fins imobiliários também é considerado fator que dificulta o escoamento de água da chuva.

“Há uma ocupação intensiva do solo. Em Porto Alegre, em especial na margem do Guaíba, na zona sul, ainda temos um ecossistema mais perto do que foi no passado, com estrutura de zonas de banhado, matas e morros. Mas essas áreas estão sob pressão da especulação imobiliária. E por causa das políticas de uso intensivo do solo urbano, essas áreas estão sendo expostas, em detrimento da conservação dos últimos estoques ambientais, que ajudam a regular as vazões da água”, analisa Rualdo.

O professor de recursos hídricos da Coppe/UFRJ, Paulo Canedo, pondera que ainda é preciso analisar a situação com mais calma. Mas reforça que o desenvolvimento econômico e social, quando não acompanhado de medidas estruturais e preventivas, facilita inundações.

“Nós temos a convicção de que a chuva foi realmente extraordinária. Mas é claro que o progresso da região trouxe dificuldades de escoamento. Isso é a contrapartida do progresso. Criam-se as cidades, as atividades econômicas, novas moradias. Mas tem o ônus de impermeabilizar o solo e gerar mais vazão para a chuva”, avalia Paulo Canedo. “Muitas atividades econômicas podem ter sido desenvolvidas de forma não sustentável. Não criaram condições para lidar com esse aumento de impermeabilização. Isso é algo que devemos ter em mente quando formos reconstruir o Rio Grande do Sul”.

Agricultura

Outro ponto em discussão é se o investimento em determinadas atividades agrícolas, com consequentes alterações da vegetação nativa, ajudaram a fragilizar os solos e o processo de escoamento da água. Para o geólogo Rualdo Menegat, esse foi um dos elementos que aumentou o impacto das chuvas no estado.

“Grande parte do planalto meridional tem sido intensamente ocupada pelas plantações de soja no limite dos arroios, destruindo a mata auxiliar e os bosques. E também os banhados, que acumulam água e ajudam que ela não ganhe velocidade. O escoamento de água passa a ser muito mais violento e em maior quantidade, porque não há tempo para infiltração”, diz Rualdo.

O agrônomo Fernando Setembrino Meirelles discorda do peso dado à agricultura nas inundações recentes. Ele é professor de recursos hídricos na UFRGS e foi diretor do Departamento de Recursos Hídricos do Rio Grande do Sul entre 2015 e 2019. Meirelles defende que as atividades agrícolas não foram um fator de importância para a tragédia, que deve ser explicada pela magnitude das chuvas.

“Tivemos muitos deslizamentos em áreas de matas, que já estavam consolidadas. Na região mais alta e preservada do estado, temos milhares de cicatrizes de escorregamento. O solo derreteu, simplesmente perdeu capacidade de suporte por causa da chuva muito intensa. Na região do Vale do Taquari, a gente vê pilhas de árvores que foram arrancadas. Então, a relação da agricultura com esse evento é zero. Ela não é o motor dessa cheia”, diz Fernando Meirelles.

Doutor em recursos hídricos, o engenheiro civil e professor da Pontifícia Universidade Católica (PUC-RS), Jaime Federici Gomes, entende que, apesar do papel importante que a vegetação desempenha no escoamento de água, não acredita que as intervenções agrícolas tenham tido influência nas inundações.

“Os tipos de vegetação que estão no solo têm influência em uma das fases do ciclo hidrológico, que é a interceptação de água pelas raízes. Grandes plantas são um reservatório e jogam parte dessa água para atmosfera. As copas das árvores também podem interceptar a água antes de ela chegar ao solo. Mas dada a magnitude das chuvas, eu não sei como regiões mais florestadas poderiam ter diminuído o volume de escoamento. Em um evento desse, com muita água, pode não ter tido quase influência”, diz Jaime.

Sistemas de contenção

Depois de um histórico de enchentes no século 20, a cidade de Porto Alegre desenvolveu uma série de recursos estruturais para impedir enchentes. Nesse ponto, não há divergências: ficou claro que o sistema de contenção de águas apresentou falhas agora.

“Os sistemas de proteção foram projetados na década de 1970, por causa das cheias de 1941 e de 1967. Ele foi o mais economicamente viável. Tecnicamente é bastante adequado e eficiente. Em Porto Alegre, tem também vários diques compatíveis com a cheia de 1941. Mas, desta vez, na hora de fechar as comportas, quando a água ficou acima de quatro metros, elas começaram a vazar, tiveram problemas de vedação e acabaram abrindo. E as casas de bombas, que drenam as águas dentro da cidade, devem ter falhado”, analisa o engenheiro Jaime Federici.

“Os sistemas de proteção falharam aqui em Porto Alegre por falta de manutenção. Ele não foi superado pela água, já que ela entrou por baixo. Agora em outros sistemas, como os das cidades de São Leopoldo e de Canoas, houve uma passagem da água por cima deles. Ou seja, os critérios de projeto que foram utilizados considerando o passado, agora não têm mais validade. Eventos estão mostrando que, por causa das mudanças climáticas, devemos considerar outras métricas e estatísticas”, complementa o professor Fernando Meirelles.

Para Rualdo Menegat, a negligência política ajudou a enfraquecer a capacidade estrutural do estado de lidar com fenômenos climáticos mais intensos.

“Nas cidades e nos campos, a infraestrutura de energia elétrica, de água e de proteção contra as inundações estão sendo sucateadas nos últimos três governos estaduais. A companhia de energia elétrica e de abastecimento de água foram privatizadas. A Secretaria de Meio Ambiente foi incorporada a outra e assumiu papel secundário. O estado não desenvolveu capacidade de inteligência estratégica para diminuir os riscos e nos tornamos mais vulneráveis”, diz Rualdo.

Conhecimento e prevenção

Quando se fala em prevenção e redução de danos, os especialistas entendem que é possível ao menos minimizar as consequências dos fenômenos climáticos com treinamento adequado de profissionais e da população.

“Não temos uma Defesa Civil eficiente. O que vimos foi que ela está desestruturada, com dificuldades, mal aparelhada, sucateada. E sem mecanismos de alerta. Além disso, temos uma população que, por não haver programas estratégicos para ela, tem problemas de acesso às informações de prevenção”, diz Rualdo.

“As defesas civis de alguns municípios, principalmente desses que foram afetados, têm uma ou duas pessoas. Poucos têm uma Defesa Civil consolidada. E a população precisa de treinamento para saber se defender”, diz Jaime Federici. “Mas, economicamente, não vejo soluções definitivas para esse tipo de evento. Vamos imaginar o exemplo do Japão, que lida com furacões, terremotos e maremotos, e tem toda uma estrutura para conviver com esses eventos extremos. Isso é algo que temos que começar a estabelecer na cultura. Precisamos aprender a nos defender, lidar com essas situações e, aos poucos, fazer as adaptações estruturais”.

Fonte: Agência Brasil Edição: Graça Adjuto

PM do Pará é morto a tiros durante assalto a ônibus no Maranhão

A vítima foi identificada como o piauiense Mazoel da Silva Carvalho, 34 anos, que era lotado na Polícia Militar do Pará.

Na noite dessa segunda-feira (13) o policial militar Mazoel da Silva Carvalho, 34 anos, foi morto a tiros durante um assalto a um ônibus interestadual, na BR-316 em Santa Luzia do Paruá, interior do Maranhão.

Segundo a Polícia Civil do Maranhão (PC-MA), o PM era natural do Piauí mas era lotado na Polícia Militar do Pará (PM-PA) e seguia para cidade de Oeiras (PI), onde iria visitar a família.

Ainda de acordo com a polícia, cinco suspeitos estavam em um carro branco e conseguiram parar o ônibus, que seguia na BR-316 em direção ao Piauí. Após entrarem no veículo, os criminosos anunciaram o assalto.Durante a ação, o policial militar Mazoel da Silva reagiu ao assalto e houve troca de tiros. Ele foi atingido com um tiro no peito pelos criminosos. Em seguida, o grupo fugiu levando pertences dos passageiros.

Uma outra passageira identificada como Maria de Fátima Cardoso Lobato, 52 anos, também foi atingida durante o assalto. Ela foi socorrida e levada para um hospital da região, onde está em observação.

Mazoel da Silva Carvalho chegou a ser socorrido e levado para o Hospital Regional de Santa Luzia do Paruá, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

O caso está sendo investigado pela Polícia Civil, sendo inicialmente apurado como latrocínio. Por: Imirante.com

Veículo locado com restrição de roubo é apreendido em Caxias

Abordagem policial aconteceu na noite dessa segunda-feira (13).

Durante uma fiscalização de trânsito nas imediações do km 557 da BR-316, zona rural do município de Caxias, na noite dessa segunda-feira (13), a Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu um veículo com restrição de roubo.

Por volta das 19h30, uma equipe PRF em serviço abordou o veículo Jeep Renegade Longitude, cinza, com placas em desacordo com o estabelecido pelo CTB. Durante a fiscalização, os policiais observaram indícios de adulteração nos elementos identificadores do veículo, o que motivou eles a aprofundarem a verificação e, em último caso, possível crime relacionado à propriedade do veículo.

Durante a investigação no local da fiscalização, constatou-se que a proprietária do veículo é uma locadora de veículos, para o qual consta restrição de roubo/furto registrada no dia 5 do mês passado.

O condutor do veículo, devidamente qualificado, na condição de autor de receptação, conforme apurado, declarou à PRF que teria locado o veículo na cidade de Recife/PE, na data de 25 do mês passado, às 8h30, pelo prazo de 30 diárias e valor de R$ 2.500,00.

Segundo a PRF, o condutor do veículo e sua esposa, também devidamente qualificada, apresentaram versões conflitantes quanto a origem e destino da viagem, não sabendo ambos precisarem sequer o nome da cidade em que residem, o que levou a equipe policial a desconfiar que agissem com o intuito de dificultar a apuração do fato.

Diante das informações obtidas foi constatada, a princípio, ocorrência de receptação de veículo. Condutor e veículo foram apresentados à autoridade policial para providências legais. Por: João Lopes/Portal Noca

Homem é assassinado a tiros dentro da própria oficina em Castelo do Piauí

Homem é assassinado a tiros em Castelo do Piauí. — Foto: PM-PI

Antônio de Vasconcelos Aragão Neto, de 48 anos, foi assassinado com cinco tiros por dois homens que chegaram à oficina e o chamaram no portão.

Um homem chamado de Antônio de Vasconcelos Aragão Neto, conhecido como “Netão”, de 48 anos, foi assassinado a tiros no bairro Piçarra, em Castelo do Piauí, a 189 km de Teresina. O crime aconteceu na noite da segunda-feira (13).

Conforme a Polícia Militar do Piauí (PM-PI), Antônio estava em sua oficina quando foi surpreendido por dois homens em uma motocicleta. Testemunhas contaram que os criminosos chamaram Antônio no portão antes de o executarem com 5 tiros.

O homem não resistiu aos ferimentos e morreu no local. O Instituto de Medicina Legal (IML), foi acionado para remover o corpo da vítima.

Os dois homens que teriam cometido o crime não foram identificados, e não se sabe ainda qual a motivação do crime. A Polícia Civil irá investigar o caso. Fonte: G1-PI.

PF na Paraíba investiga homem suspeito de falsificar documentos da Cagepa para fraudes na Caixa

Polícia Federal na Paraíba — Foto: Polícia Federal/Divulgação

Um servidor público paraibano é alvo de uma operação da Polícia Federal, deflagrada nesta terça-feira (14), com o objetivo de combater possíveis crimes de falsidade ideológica e uso de documentos falsos praticados no município de Belém do Brejo do Cruz.

Durante as investigações, foram encontrados indícios de que esse homem estaria adulterando declarações de viabilidade técnica da Companhia de Água e Esgoto da Paraíba (Cagepa) e falsificando assinaturas de servidores do órgão público estadual com a intenção de conseguir liberação de recursos da Caixa Econômica Federal para pavimentação de vias urbanas municipais. Após o recebimento desses recursos, a suspeita é de que a verba era desviada.

g1 entrou em contato com as assessorias de imprensa da Cagepa e da Caixa e aguarda um posicionamento da companhia e do banco.

A 8ª Vara Federal de Sousa expediu um mandado de busca e apreensão que foi cumprido na residência do servidor investigado, que fica no bairro Manoel Forte, em Belém do Brejo do Cruz. Fonte: G1-PB.

Criança desaparecida em Imperatriz é encontrada em buraco e morre no hospital

Renzo Soares estava desaparecido, mas depois descobriu-se que ele tinha caído em um buraco — Foto: Reprodução/Redes sociais

Renzo Soares, de dois anos, era considerado desaparecido e havia a suspeita de sequestro.

O menino Renzo Soares, que era considerado desaparecido, foi encontrado dentro de um buraco no bairro Recanto Universitário, em Imperatriz, na Região Sudoeste do Maranhão.

Segundo a polícia, a criança foi achada por volta das 22h30 dessa segunda-feira (14), quase um dia após o desaparecimento, quando brincava próximo da casa da avó. Durante o período, moradores chegaram a suspeitar que Renzo teria sido sequestrado.

O menino foi encontrado por uma vizinha, de cabeça para baixo, dentro de um buraco de uma casa em reforma próxima à residência da família. O buraco foi aberto para que fossem colocadas as colunas de sustentação e o local estava com água por causa das chuvas.

Renzo, que tinha dois anos, ainda foi levado ao hospital porque foram encontrados sinais vitais no pulso da criança, mas ele morreu ao dar entrada na unidade de saúde.Por g1 MA — São Luís

Homem morre eletrocutado ao tentar fazer ligação irregular na rede elétrica de Caxias

O caso aconteceu no último sábado (11). De acordo com o Corpo de Bombeiros do Maranhão (CBMMA), a vítima teria subido no poste de energia elétrica para realizar os procedimentos, quando sofreu uma forte descarga elétrica.

Um homem identificado como Manoel Filomeno Bezerra, de 59 anos, morreu eletrocutado após tentar fazer ligações irregulares em um poste de transmissão de energia elétrica, no último sábado (11), na zona rural de Caxias.

De acordo com o Corpo de Bombeiros do Maranhão (CBMMA), a vítima teria subido no poste de energia elétrica para realizar os procedimentos, quando sofreu uma forte descarga elétrica. O homem morreu no local.

Os moradores ficaram apavorados e entraram em contato com os bombeiros, que fizeram a remoção do corpo de Manoel. Após a realização da perícia, o corpo da vítima foi liberado para a família.

Orientações

O Corpo de Bombeiros orienta que diante de uma necessidade de fazer reparos na rede elétrica, é necessário sempre solicitar o suporte de um profissional capacitado para realizar os procedimentos na residência ou em qualquer estabelecimento.

O que fazer em casos de choque elétrico?

Ao ver uma pessoa em situação de risco, é comum querer agir rapidamente para ajudar. Mas, em casos de choque elétrico, o ideal é não encostar na vítima no primeiro momento, porque a descarga pode ser simples, mas pode também ter consequências graves. Os profissionais também orientam as seguintes medidas:

1. Desligar a fonte de energia, sem encostar na vítima
2. Se a vítima, ao ser atingida, caiu no chão não é indicado tentar levantá-la
3. Afastar a vítima da fonte elétrica que estava provocando o choque, usando materiais não condutores e secos como a madeira, o plástico ou borracha
4. Retirar assessórios que apertem o corpo da vítima (se possível)
5. Chamar uma ambulância pelo telefone 192 Por: G1 MA

Uema: provas do Paes 2025 serão realizadas no dia 1º de dezembro

Os candidatos que desejam solicitar isenção da taxa de inscrição têm até o dia 24 de maio.

A Universidade Estadual do Maranhão (Uema) anunciou a data das provas do Processo Seletivo de Acesso à Educação Superior (Paes) 2025. Os exames estão programados para ocorrer no dia 1º de dezembro, oferecendo aos candidatos a oportunidade de se prepararem adequadamente.

O edital detalhado, contendo informações sobre as inscrições e outros procedimentos, será divulgado posteriormente por meio dos canais oficiais da instituição. No entanto, a lista das obras literárias obrigatórias para o processo seletivo já foi disponibilizada, visando auxiliar os estudantes em sua preparação. Entre os títulos indicados estão “Romanceiro da Inconfidência” de Cecília Meireles, “Casa de Pensão” de Aluísio Azevedo, e “Manuelzão e Miguilim” de Guimarães Rosa.

Os candidatos que desejam solicitar isenção da taxa de inscrição têm até o dia 24 de maio para fazê-lo. O processo de solicitação envolve o preenchimento eletrônico do formulário de isenção, juntamente com a apresentação da documentação necessária, conforme especificado no edital Nº 21/2024 – GR, disponível no site https://sigconcursos.uema.br/

No último processo seletivo, a Uema registrou mais de 50 mil inscrições para concorrer às 5.493 vagas ofertadas. Desse total, 4.713 vagas foram distribuídas entre os 20 campi da instituição, enquanto 780 vagas estavam disponíveis nos três campi da UemaSul.

Notavelmente, 88,88% das vagas foram preenchidas, resultando em 4.882 novos estudantes admitidos. Destaca-se que 76,61% dessas vagas foram ocupadas por candidatos provenientes de escolas públicas, demonstrando o compromisso da Uema com a inclusão social e a democratização do ensino superior.

Sobre o Paes

O Paes é um processo seletivo fundamental para ingresso na Universidade Estadual do Maranhão, oferecendo aos candidatos a oportunidade de competir por vagas em diversos cursos. Desde 2022, o processo é realizado em etapa única, onde os candidatos podem optar entre concorrência ampla e reserva de vagas, conforme suas características e necessidades individuais.Por: Imirante.com, com informações da Uema

Vítimas da tragédia em Brumadinho autorizam repasse de R$ 2,2 mi ao RS

Parte dos recursos pagos pela mineradora Vale a título de indenização pelo dano moral coletivo gerado na tragédia em Brumadinho será destinado ao Rio Grande do Sul. As vítimas do rompimento da barragem, ocorrido em janeiro de 2019, aprovaram a ajuda ao estado, que lida com inundações recordes decorrente de um grande volume de chuvas. Já foram confirmadas 147 mortes nas cidades gaúchas.

Ao todo, serão destinados R$ 2,2 milhões. A decisão foi anunciada nessa segunda-feira (13) nas redes sociais da Associação dos Familiares de Vítimas e Atingidos pelo Rompimento da Barragem da Mina Córrego do Feijão (Avabrum).

Do total, R$ 2 milhões serão repartidos entre o governo gaúcho e o Fundo de Reconstituição de Bens Lesados, sob gestão do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS). Os R$ 200 mil restantes serão doados para a Associação dos Familiares e Sobreviventes da Boate Kiss em Santa Maria (AVSTM), entidade que também está arrecadando fundos para ajudar as vítimas do desastre climático.

Os recursos são provenientes de fundo criado a partir de um acordo para indenizar parentes dos trabalhadores mortos na tragédia em Brumadinho. Foram perdidas 272 vidas, incluindo os bebês de duas mulheres que estavam grávidas. A maioria das vítimas era de empregados da Vale ou de empresas que prestavam serviço à mineradora.

O acordo que incluiu a criação do fundo também definiu os valores para as indenizações individuais aos pais, cônjuges ou companheiros e filhos do mortos. Com isso, foi encerrada uma ação movida pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) logo após a tragédia.

Para o fundo, a Vale precisou destinar R$ 400 milhões. A movimentação do dinheiro depende de aval de um conselho gestor, composto por representantes da Avabrum, do MPT, do Tribunal Regional do Trabalho (TRT-MG) e da Defensoria Pública da União.

Boa parte do valor teve destinação para projetos de preservação da vida, nas áreas de saúde e de segurança alimentar. Os recursos já beneficiaram, por exemplo, hospitais, casas de saúde e instituições de pesquisa com a realização de reformas, financiamento de estudos, ampliação de leitos e aquisição de equipamentos. Também já foram liberados montantes para ações de qualificação de trabalhadores e geração de emprego e renda; proteção de indígenas, idosos e crianças; educação e preservação da memória. Fonte: Agência Brasil