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Pai é preso após assassinar o próprio filho com um tiro, na cidade de Viana, na baixada maranhense

Joaquim Roque Aires (à esquerda) e Francisco das Chagas (à direita). — Foto: Divulgação

Um homem, identificado como Joaquim Roque Aires, de 56 anos, foi preso suspeito de matar a tiros o próprio filho, Francisco das Chagas Alves Galvão, de 38 anos. O crime aconteceu no fim da tarde dessa sexta-feira (23), no povoado Bacurizeiro, na cidade de Viana, na baixada maranhense.

Segundo informações da Polícia Civil, por volta das 17 horas houve uma discussão entre pai e filho. No momento da confusão, Joaquim pegou uma arma de fogo, tipo garrucha, e deu um tiro em Francisco das Chagas.

A vítima ainda foi socorrida e levada para o Hospital Regional de Viana, mas morreu logo após dar entrada na unidade de saúde.

A Polícia Militar foi acionada e prendeu Joaquim Roque em flagrante delito, além de apreender a arma de fogo usada no crime.

Pai é preso após assassinar o próprio filho com um tiro, na cidade de Viana, na baixada maranhense — Foto: Divulgação

Pai é preso após assassinar o próprio filho com um tiro, na cidade de Viana, na baixada maranhense — Foto: Divulgação

Na Delegacia Regional de Viana, Joaquim confessou que matou o filho, pois Francisco era usuário de drogas e fazia constantes ameaças contra ele. Joaquim disse, ainda, que horas antes do crime, ele teve que sair de casa para não ser morto pelo filho.

Joaquim Roque foi autuado em flagrante pelo crime de homicídio e está à disposição da Justiça.

Segundo a Polícia Civil, Luiz Felipe Silva dos Santos, de 43 anos, foi morto após levar uma sequência de pauladas do segurança Carlos Alberto Rocaigues do Rosário Junior, que trabalha na Praça Mauá, no Centro. Polícia prendeu suspeito. Fonte: G1-MA

 

Radioagência Nacional lança o podcast Crianças Sabidas Eleições 2024

Brasília (DF), 21.08.2024 - Arte para a matéria Crianças Sabidas - Eleições 2024. Arte/Agência Brasil

Radioagência Nacional lança a segunda temporada do podcast Crianças Sabidas. Com jornalismo voltado para o público infantil, o tema agora é eleição. Em três episódios, a jornalista Akemi Nitahara aborda questões sobre política e as eleições municipais de 2024, mostrando que o pleito também é assunto para criança. Isso porque as decisões podem impactar o dia a dia dos mais jovens imediatamente ou no futuro. Afinal, a cidade tem que ser  pensada e planejada para todas as pessoas, independentemente da idade. 

No primeiro episódio, que já está no ar, a conversa é sobre a importância e como funcionam as eleições. No segundo, a votação de outubro deste ano é o tema principal. E no último episódio, os pequenos vão entender o que fazem os vereadores e vereadoras e os prefeitos ou prefeitas.

A especialista convidada para contribuir é Corina Castro, servidora pública federal e coordenadora da equipe de educação para a democracia da Escola da Câmara dos Deputados – Cefor. Ela é responsável pelo projeto Plenarinho.

” O Plenarinho ensina crianças e adolescentes sobre política, democracia, tudo isso de um jeito divertido, fácil de entender. Lá você pode encontrar jogos, histórias em quadrinhos, vídeos, atividades, que mostram como é que as leis são feitas e como é que funciona o governo.”

A Corina conta que, mesmo sem votar, as crianças podem participar aprendendo, conversando, ajudando na comunidade, apoiando os pais, praticando cidadania, trabalhos voluntários.

“A gente acha que isso cria uma base forte para as crianças serem cidadãs ativas, informadas, no futuro e hoje mesmo. Pode não importar hoje quem é esse candidato, qual é o trabalho que ele faz, mas vamos dizer que essa criança daqui a 10 anos vai saber o que esse candidato lá no passado estava prometendo. Será que ele fez? Então é uma forma de acompanhar sim, com certeza.”

O podcast também fala de democracia, República e sobre o papel dos três poderes – Executivo, Legislativo e Judiciário. Para Corina Castro, as eleições também podem ser importantes para aprendermos a conviver com visões diferentes, conversar sobre isso e prestar atenção em como elaboramos nossas opiniões.

Com produção, roteiro e narração da jornalista da Agência Brasil Akemi Nitahara, que é autora da série de livros infantis Naomi e Anita, o podcast tem também a participação da Maria Eduarda Arcoverde, de 9 anos e do Caetano Farias de 11.

Crianças Sabidas Eleições 2024 conta com três episódios, lançados sempre às sextas-feiras. Clique e ouça. Você também pode ouvir nas principais plataformas de áudio, e com interpretação em libras no Youtube.

Confira também os outros podcasts da Radioagência Nacional, como o Golpe de 1964: Perdas e Danos e o Grandes Invisíveis.

 

Fonte: Agência Brasil Edição: Juliana Cezar Nunes

Olimpíada Internacional de Astronomia tem sustentabilidade como foco

Brasília (DF) 23/08/2024 - Alinhada com movimentos globais, competição internacional sediada no Brasil alerta para a importância da preservação do planeta Foto: Nasa/Divulgação

Poderia ser só mais uma competição de estudantes do Ensino Médio com questões práticas e teóricas sobre astronomia e astrofísica, valendo medalhas de ouro, prata, prêmios e menções honrosas. No entanto, vai além. Jovens de 53 países estão reunidos no Brasil para uma imersão nas ciências espaciais, mas especialmente para a urgência de valorização do planeta Terra diante das mudanças climáticas.  É a 17ª Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica (IOAA), que entra na reta final e segue até o próximo dia 27 nas cidades de Vassouras e Barra do Piraí, no estado do Rio. Como tema central do encontro, que pela segunda vez é sediado no Brasil, figura a sustentabilidade. 

Mais de 300 estudantes e 130 professores de quase todos os continentes, com exceção da África, participam da competição organizada pelo Observatório Nacional, vinculado ao Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação.

Mas, por que não aproveitar um momento como este só para os avanços astronômicos e da astrofísica e observar o céu do Vale do Café, em Vassouras (RJ), por exemplo? A resposta vem no embalo: alinhada com movimentos globais que saem em defesa do planeta, a competição quer engajar a pauta ambiental entre os jovens e futuros cientistas.

Para Ricardo Ogando, vice-coordenador do evento e astrônomo do Observatório Nacional, a imersão é uma oportunidade para tratar do negacionismo climático e da importância da união pela Terra.

“A astronomia tem papel fundamental em situar as mudanças climáticas, um dos maiores desafios atuais da humanidade, em um contexto cósmico. Entender, por exemplo, que não há planeta B – ou plano B – e que o planeta Terra é um oásis de vida no universo. Precisamos cuidar dele”, alerta.

Defesa do planeta

Josina Nascimento, coordenadora do comitê brasileiro da IOAA 2024 e astrônoma do Observatório Nacional, diz que a ideia é mostrar aos estudantes que ações em defesa do planeta precisam ser colocadas em prática. Para exemplificar, ela destaca que, além de iniciativas como uso de materiais recicláveis e o não uso de descartáveis, a olimpíada conquistou o Evento Selo Neutro, uma demonstração de preocupação e empenho em neutralizar as emissões de carbono durante o encontro, iniciado no último dia 17.

Assim como na IOAA 2024, a sustentabilidade também é a pauta do movimento internacional Astronomers for Planet Earth (Astrônomos pelo Planeta Terra, em tradução livre), que reúne cerca de dois mil voluntários de 76 países, entre astrônomos, astrônomos amadores, educadores e estudantes. Todos unidos para tentar reduzir os avanços exponenciais da degradação do planeta e reafirmar que a Terra é a única chance para a humanidade.

“Junto com o negacionismo climático vemos ideias como a de conquistar outros planetas, mas é muito mais fácil, barato e, acima de tudo, viável, preservar o planeta Terra”, assegura o astrônomo Ricardo Ogando que integra a rede internacional, também conhecida como A4E.

A organização – criada em 2019 – destaca a validade de todas as descobertas astronômicas, impulsionadas por telescópios e missões espaciais que já ocorreram e que ainda estão previstas para viabilizar a conexão interplanetária. Mas, acentua que a Terra é a única opção viável para a raça humana. Isso porque os exoplanetas descobertos em zonas habitáveis, especialmente pela possibilidade de água em estado líquido e a distância segura das estrelas que orbitam, ficam a milhares de anos daqui, com as tecnologias existentes hoje.

Os “Astrônomos pela Terra” ainda alertam para os riscos à saúde humana em colonizações, mesmo em planetas vizinhos como Marte. Assim, destaca que é mais fácil, justo e economicamente viável cuidar do planeta Terra.

Esta é a preocupação também da Organização das Nações Unidas (ONU), que tem chamado a atenção para os esforços em equalizar os prejuízos causados por eventos climáticos extremos, como os temporais ocorridos recentemente no Rio Grande do Sul e que afetaram 298 dos 497 municípios gaúchos.

Populações mais vulneráveis

Para a ONU, é chegada a hora de as nações mais ricas se comprometerem a financiar políticas de proteção aos países em desenvolvimento e às populações mais vulneráveis do globo.

O Escritório das Nações Unidas para Assuntos do Espaço Exterior (UNOOSA) tem na agenda do segundo semestre encontros internacionais para debater a viabilidade da Terra na perspectiva astronômica.

De 3 a 5 de dezembro será promovido o Fórum Espacial Mundial das Nações Unidas, “Espaço Sustentável para a Sustentabilidade na Terra”, que será realizado pela ONU em Bonn, na Alemanha, em parceria com os Emirados Árabes e com o Peru.

O objetivo é entender como as tecnologias espaciais e todo o desenvolvimento impulsionado na última década podem ser revertidos em favor das questões ambientais e sociais do planeta. A iniciativa reunirá especialistas, organizações privadas e entidades não governamentais para reafirmar os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, agenda da ONU com objetivos e metas a serem atingidos até 2030.

Além da IOAA, Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica, que finaliza as competições até a próxima terça-feira (27), o Brasil está na agenda central do tema pelos próximos 18 meses, pelo menos.

O país se prepara para receber a 30ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, em novembro de 2025. A COP30 reunirá, além de especialistas, governos  em defesa do clima e do meio ambiente e dos desafios imperativos como justiça climática, economia sustentável e o uso de tecnologias e da inteligência artificial a serviço do planeta.

Fonte: Agência Brasil Edição: Kleber Sampaio

Brasil precisa avançar na proteção à saúde em casos de poluição do ar

Conferência das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima – COP28. – Meio Ambiente; mudanças climáticas; poluição do ar; fumaça fábricas; chaminés; CO2. Foto: Ralf Vetterle/Pixabay

O Brasil avançou pouco na adoção de padrões de qualidade do ar e na proteção à saúde da população em episódios críticos de poluição, segundo o estudo Qualidade do ar em alerta. Realizado pelo Instituto Alana e o Instituto Ar, a pesquisa fez uma análise sobre casos de poluição no Brasil e a adoção de planos de ação para emergência em mais oito países: Chile, Colômbia e Equador (América do Sul); Estados Unidos e México (América do Norte) e Espanha, França e Inglaterra (Europa).

De acordo com a pesquisadora do Instituto Ar, Evangelina Araújo, cada país é responsável por formular as regras a serem adotadas em episódios críticos, ou seja, quando há emissão de gases poluentes muito acima do que foi determinado como padrão de qualidade. Quando esses níveis são atingidos, é necessário que haja um plano de ação. “O Brasil tem como determinação para padrões de qualidade uma norma de 1990, então tem aí uma desatualização de 34 anos, vamos dizer.”

A partir da comparação com os outros países, o estudo concluiu que o Brasil tem vivenciado, junto com o Equador, os episódios mais críticos de poluição do ar. “Em novembro do ano passado, o material particulado em Manaus, pelas queimadas, chegou a 400 microgramas por metro cúbico (µg/m3), quando a Organização Mundial de Saúde preconiza que o nível não ultrapasse 45 microgramas por metro cúbico”, conta.

A pesquisa também apontou que os níveis estabelecidos como padrão de qualidade são muito permissivos e que unidades federativas e o próprio país não possuem planos de ação para preservar a saúde da população e o meio ambiente. “Em Paris, por exemplo, se um nível de episódio crítico é deflagrado, os carros não circulam mais na área de grande tráfego no centro da cidade, proíbem a circulação de carro. Eles dão gratuidade de metrô para que as pessoas peguem o metrô e deixem de pegar ônibus e de utilizar seus carros. Eles pedem para as crianças não irem à escola, ficarem em casa, tudo para proteger a saúde delas”, explica.

Segundo Evangelina, essas medidas fazem parte de um protocolo que prevê iniciativas para cada momento em que há uma alteração nos índices de poluição do ar, separados por níveis de atenção, alerta e emergência. Essas medidas vão desde um aviso quando há um índice alterado, até protocolos mais severos como a interrupção na produção de fábricas, caso o nível ultrapasse o que foi estabelecido como padrão de qualidade para emergência.

Segundo a pesquisadora, embora a Organização Mundial da Saúde (OMS) não estabeleça um padrão para as medidas emergenciais, a instituição considera como níveis aceitáveis de concentrações do poluente, por exemplo, até 45 µg/m3 de material particulado no ar em 24 horas, e até 15 µg/m3 na média anual. No Brasil, são aceitos níveis até três vezes maiores que o recomendado, seguindo normas estabelecidas em 1990.

De acordo com o estudo, leis nacionais no Chile, Colômbia, Equador, Espanha e França definem os níveis críticos de poluição. México e Estados Unidos estabeleceram regras regionais.

Já no Brasil, o tema foi tratado por meio de um dispositivo infralegal, com menos força que uma lei. A resolução 506/2024 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) atualizou os padrões nacionais de qualidade do ar e estabeleceu diretrizes para a aplicação, visando à proteção da saúde e do meio ambiente.

Avanços

A nova regra começa a alinhar os padrões nacionais aos da OMS em dezembro deste ano, com ajustes graduais estabelecidos até 2044, para alcançar os padrões recomendados. Para o gerente de natureza do Instituto Alana, JP Amaral, o estabelecimento de prazos foi muito positivo, mas ainda é necessário percorrer um processo longo. “A gente tem um percurso de uns 20 anos para alcançar esse padrão, que seria o ideal hoje para a nossa qualidade do ar.”

Amaral diz que o estudo foi pensado para subsidiar esse debate e a construção das políticas públicas em atenção ao problema, como a regulamentação da Política Nacional de Qualidade do Ar, criada em maio deste ano. “Uma parte será feita pelo Conama – estabelecer esses níveis de episódios críticos e também as medidas que os estados e municípios vão ter que fazer para ter esse plano de ação, porque esse plano deve ser feito em todas as esferas, mas é uma questão que é muito territorializada”, explica.

O estudo mostra essa diversidade nas diferentes ações adotadas como estratégia de proteção da população referente a cada poluente atmosférico, em cada tipo de ambiente. “Como se responde a um pico de poluição do ar por queimadas na Amazônia, em Manaus, por exemplo, é diferente de como a gente responde a um pico de poluição por conta da emissão veicular em São Paulo e outras grandes cidades”, exemplifica.

De acordo com o gestor, outro anúncio recebido na entrega da pesquisa aos gestores públicos federais, foi que o Ministério do Ambiente e Mudança do Clima está fazendo um guia técnico de planos de ação em episódios críticos, para auxiliar estados e municípios.

Orientações

Amaral destaca que tão importante quanto avançar nas políticas públicas e na regulamentação das regras que tratam da qualidade do ar é compreender que já não é mais possível conter os efeitos da emissão de gases poluentes, como a própria mudança climática. Para ele, a adaptação é necessária em várias frentes, como a busca por soluções amplas nas gestões municipais, estaduais e federal, mas também nas práticas individuais.

“São aquelas práticas que a gente já conhece. Em dias muito intensos com neblina de fumaça, o uso da máscara é recomendado. Aquela velha técnica da avó de usar toalha molhada ou balde para umidificar nossos ambientes. Em alguns momentos vai ser necessário até mesmo isolar essa poluição para fora fechando janelas. E o mais importante ainda, falando especificamente de crianças, é que a melhor solução para isso é sempre dar mais natureza. Levar as crianças para um ambiente mais florestado e apartado dos centros urbanos, que ela possa ter um pouco desse respiro sem poluição”, conclui.

Fonte: Agência Brasil Edição: Valéria Aguiar

Chuvas reduzem focos de incêndio e fumaça em São Paulo

O Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE) de São Paulo divulgou boletim na manhã deste domingo (25) com informações sobre frente fria e chuvas no estado. Nesse sábado, o governo de SP chegou a registrar mais de 40 focos de incêndio e fumaça intensa em várias regiões. A atuação das equipes de combate ao fogo e as chuvas alteraram a situação e ainda à noite os focos já tinham caído pela metade.

A previsão para hoje é de céu encoberto com chuva intermitente e sensação de frio. A temperatura mínima fica em 10°C e a máxima não supera os 14°C. Os índices de umidade do ar se mantêm elevados com os menores valores acima dos 75%, indicando melhora na qualidade do ar.

Segundo a equipe de meteorologia do CGE da Prefeitura de São Paulo, o ar gelado de origem polar derruba literalmente as temperaturas, principalmente entre o domingo e a próxima quinta-feira (29). A Defesa Civil Municipal decretou estado de alerta para baixas temperaturas a partir da madrugada de domingo (25).

Fonte: Agência Brasil Edição: Juliana Cézar Nunes

Ação conjunta entre delegacias de Timon e Caxias e CTA prende quatro pessoas por tráfico de drogas em Matões

Quatro suspeitos foram presos em flagrante, por tráfico de drogas, nessa sexta-feira (23). As prisões foram efetuadas durante uma operação da Polícia Civil do Maranhão (PC-MA) no município de Matões.

A investigação que resultou na operação foi realizada pela Delegacia de Repressão ao Narcotráfico (Denarc) de Timon e Delegacia de Matões e culminou na expedição dos mandados pelo Poder Judiciário da comarca de Matões. A ação deflagrada nesta sexta contou com a participação das Delegacias Regionais de Timon e Caxias e da Denarc de Caxias, além do Centro Tático Aéreo (CTA).

Durante a operação, os policiais apreenderam maconha, crack e cocaína, além de uma série de materiais utilizados no tráfico, como uma balança de precisão e invólucros plásticos. Também foram encontrados dois aparelhos celulares, munições de calibre .38, dinheiro em espécie, incluindo uma grande quantidade de moedas, e anotações que podem estar ligadas ao controle das atividades criminosas.

Esses itens foram localizados nos endereços onde seis mandados de busca e apreensão foram cumpridos.

Os quatro detidos foram levados à Denarc de Timon, onde foram autuados em flagrante por tráfico de drogas. Posteriormente, eles serão encaminhados ao sistema prisional, onde permanecerão à disposição da Justiça. Fonte: Imirante.com

 

Novas pegadas de dinossauros são descobertas por cientistas no Sertão da Paraíba

Zarah Gomes, uma das autoras da pesquisa, junto às pegadas — Foto: Aline Ghilardi

Um novo conjunto de pegadas de dinossauros foi descoberto às margens da BR-405, no município de São João do Rio do Peixe, no Sertão da Paraíba. As pegadas foram deixadas por dinossauros de pescoço e cauda longa, conhecidos popularmente como “pescoçudos”, e que viveram na região há mais de 125 milhões de anos. A descoberta foi publicada no dia 11 de agosto na revista científica internacional Historical Biology.

As novas pistas de pegadas foram encontradas em 2022, durante uma atividade de mapeamento geológico de alunos da graduação em Geologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Os alunos enviaram fotos para a professora Aline Ghilardi, que estuda há mais de uma década a região, e ela notou que era um sítio ainda não descoberto.

O conjunto de pegadas foi nomeado em homenagem a Robson Araújo Marques, falecido em 2021, e conhecido na região de Sousa como “o velho do rio” e “Guardião do Vale dos Dinossauros”. Ele foi um dos primeiros a encontrar pegadas no Vale dos Dinossauros, em Sousa, e ajudou diversos paleontólogos nos estudos dos animais pré-históricos.

São sete pegadas, com cerca de 70 cm de diâmetro, incluindo impressões das “mãos” e “pés” de um dinossauro pescoçudo do grupo dos Titanosauriformes, caracterizado por ter um corpo gigantesco. O tamanho estimado para o animal é de aproximadamente 3,3 metros na altura do quadril e entre 12 e 15 metros de comprimento.

Pegadas do dinossauro "pescoçudo" registrada pelos pesquisadores na Paraíba — Foto: Aline Ghilardi

Pegadas do dinossauro “pescoçudo” registrada pelos pesquisadores na Paraíba — Foto: Aline Ghilardi

O conjunto de pegadas dos pescoçudos foi digitalizado em 2023, e estudado ao longo de um ano. O grupo de pesquisadores, formado pela mestranda Zarah Gomes, a professora Aline Ghilardi, o professor Tito Aureliano (URCA) e a pós-graduanda Rebecca Erickson, concluíram que se tratava de uma nova pista de pegadas.

Os pesquisadores afirmam que o conjunto contribui para os estudos sobre a evolução da forma, postura e locomoção dos pescoçudos, e ampliam o número de sítios com pegadas conhecidas na região do Vale dos Dinossauros.

Equipe de pesquisadores ao lado das pegadas — Foto: Divulgação

Equipe de pesquisadores ao lado das pegadas — Foto: Divulgação

Além do conjunto de pegadas do dinossauro pescoçudo, os pesquisadores também encontraram outras cinco pistas de animais pré-históricos, incluindo pegadas de dinossauros carnívoros de médio a grande porte e outros animais indeterminados.

O município de São João do Rio do Peixe fica localizado a 38 quilômetros de Sousa, onde está localizado o Monumento Natural Vale dos Dinossauros, que abriga um dos maiores conjuntos de pegadas de dinossauros da América do Sul.

A homenagem ao Guardião do Vale dos Dinossauros

Robson Marques era conhecido como o Guardião do Vale dos Dinossauros, em Sousa, no Sertão paraibano — Foto: TV Paraíba/Reprodução

Robson Marques era conhecido como o Guardião do Vale dos Dinossauros, em Sousa, no Sertão paraibano — Foto: TV Paraíba/Reprodução

No estudo de pegadas fossilizadas, os conjuntos são nomeados de acordo com as suas características.

O novo conjunto de pegadas foi nomeado de Sousatitanosauripus robsoni. O nome faz referência a três características da descoberta: primeiro, à Sub-Bacia de Sousa, local onde as pegadas foram encontradas, em seguida, ao saurópode Titanosauriformes, enquanto o sufixo “pus”, significa pés.

Já o robsoni foi adicionado em homenagem à memória do “Guardião do Vale dos Dinossauros”, que se chamava Robson Araújo Marques.

Robson Araújo foi um dos primeiros a descobrir as pegadas de dinossauros no sítio que pertencia à sua família. Após a descoberta, se apaixonou ainda mais pelo Vale dos Dinossauros, e dedicou parte da sua vida a cuidar e divulgar o local.

O Guardião do Vale dos Dinossauros acompanhou em campo, por diversas vezes, os professores Aline Ghilardi e Tito Aureliano, além de outros paleontólogos e estudantes que visitaram a região.

Robson, o Guardião do Vale dos Dinossauros, com pesquisadores — Foto: Divulgação

Robson, o Guardião do Vale dos Dinossauros, com pesquisadores — Foto: Divulgação

Robson Araújo morreu aos 77 anos, vítima de uma parada cardíaca, no dia 12 de julho de 2021, em um Hospital do município de Mossoró, no Rio Grande do Norte. Fonte: G1-PB

Vereador de Bom Princípio do PI investigado por estupro de vulnerável contra garota de 13 anos é preso por posse de arma

Vereador de Bom Princípio do PI investigado por estupro de vulnerável é preso por posse de arma — Foto: Divulgação

O vereador Zé do Chico Bento (DC), de Bom Princípio do Piauí, Norte do Estado, foi preso neste sábado (24) por posse ilegal de arma de fogo. Ele é investigado por estupro de vulnerável e, por isso, a polícia cumpriu mandado de busca e apreensão em sua residência. A defesa do parlamentar alega inocência e diz que isso será provado no decorrer da investigação (leia mais ao fim da reportagem).

O parlamentar, que é candidato à reeleição, teria cometido o crime de estupro contra uma garota de 13 anos, moradora de Bom Princípio do Piauí, em 2023. A menina, segundo a polícia, está grávida. O crime está sendo investigado pela delegacia de Buriti dos Lopes, que tem como titular o delegado Herbster Santos.

O mandado foi cumprido pela Polícia Civil do Piauí em conjunto com a Primeira Promotoria de Justiça e apoio do GPM de Buriti dos Lopes.

“Durante o cumprimento do mandado foi apreendido um revólver calibre 32 municiado e o aparelho celular do investigado, o que irá subsidiar as investigações, e resultou na prisão em flagrante do nacional J. de A.L.A. [José de Arimatéia Lima de Albuquerque, o vereador Zé do Chico Bento] pelo crime de posse ilegal de arma de fogo de uso permitido”, informou a polícia em nota.

Ele foi conduzido para a Delegacia, onde foi lavrado um Auto de Prisão em Flagrante. A polícia informou ainda que foram aplicadas as medidas cautelares em desfavor do vereador, que são:

  • proibição de ausentar-se da Comarca de Buriti dos Lopes- Pl enquanto perdurar a investigação criminal sem autorização judicial;
  • suspensão do cargo político de vereador da cidade de Bom Princípio
Pl, pelo prazo 06 (seis) meses, sem prejuízo de nova prorrogação,
  • proibição de acesso ao prédio da Câmara de vereadores e exercício de qualquer função parlamentar;
  • uso de tornozeleira eletrônica.

 

O que diz a defesa

 

Márcio Mourão, advogado do vereador, disse que há uma acusação contra ele, mas ficará provado que não houve estupro.

“À medida que avança [a investigação], ficará provado. O juiz decidiu pela não prisão, ele foi detido por posse de arma de fogo e vai ficar provada a inocência dele por envolvimento com essa moça em Bom Princípio. Vai ficar esclarecido que ele não tem envolvimento, vamos provar no processo. Também compreendemos papel do Ministério Público e Justiça de apurar com cautela”, informou.

A arma ele já tinha há muito tempo, pessoas que moram em comunidade rural normalmente têm e foi trazido à Central de Flagrantes para isso. Fonte: G1-PI

Bom Lugar e Pastos Bons terão apenas um candidato à prefeitura nas eleições de 2024

Urna eletrônica — Foto: Reprodução/TRE-RN

Nas eleições de 2024, no Maranhão, dois municípios terão apenas um candidato na corrida pelo comando da prefeitura: Bom Lugar e Pastos Bons.

Em Bom Lugar, Marlene Miranda é a única candidata a prefeita, pelo União Brasil. Já em Pastos Bons, Enoque Mota, do MDB, é o candidato único à prefeitura.

No Brasil

Ao todo, em todo o Brasil, serão 214 municípios em que há apenas um candidato a prefeito com registro na Justiça Eleitoral para concorrer nas eleições municipais em outubro, segundo um estudo da Confederação Nacional dos Municípios (CNM).

Segundo a CNM, este é o maior número de candidaturas únicas na disputa municipal desde 2000, quando a confederação iniciou os estudos sobre as eleições.

🔎Pela Lei de Eleições, é eleito para o Executivo municipal “o candidato que obtiver a maioria dos votos, não computados os em branco e os nulos”. Então, na prática, dizem os especialistas em Direito Eleitoral, um candidato nestas condições pode ser eleito com o voto dele mesmo.

De acordo com a CNM, as candidaturas únicas de prefeito em 2020, nas últimas eleições municipais, chegaram a 107.

O aumento do número de candidatos únicos ao comando das prefeituras ocorre em meio à diminuição da quantidade de candidaturas para este cargo em todo o país: em 2020, foram 19.379 postulantes às vagas, nos mais de 5,5 mil municípios do país.

Em 2024, este número chegou a 15.441, uma redução de 20,3%.

Perfil das cidades com um único candidato

 

As cidades com um único candidato à prefeitura em outubro têm uma média de 6,7 mil habitantes.

Borá — o menor colégio eleitoral do país, com 1.094 eleitores — terá candidato único ao Executivo municipal.

👉🏼A maior parte dos municípios nesta situação está no Rio Grande do Sul (43). As outras cidades estão em Minas Gerais (41), São Paulo (26) e Goiás (20).

Quem são os candidatos

 

Segundo a CNM, o perfil dos candidatos únicos é predominantemente de homens brancos e casados, com idade média de 49 anos.

A maior parte, 64%, pertencem a quatro siglas: MDB, PSD, PP e União Brasil. E estão em busca de reeleição este ano. Fonte: G1-MA

Sociedade civil prepara propostas sobre transição energética para G20

Rio de Janeiro (RJ), 20/08/2024 - O presidente da CUFA-RJ, Preto Zezé, fala durante o Encontro preparatório da Cúpula Social do G20, na Fundição Progresso, Lapa, região central do Rio de Janeiro. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Transição energética e justiça climática são duas preocupações centrais de entidades da sociedade civil que se reuniram durante a semana no Rio de Janeiro, durante o Encontro Preparatório da Cúpula Social do G20. As primeiras propostas do documento, que vai ser entregue aos países do G20 em novembro, destacam a importância de um Plano Nacional de Mudança Climática focado na adaptação e construção de resiliência para os grupos mais vulneráveis.

Entre as entidades que se engajaram no tema, estão o Conselho Nacional das Populações Extrativistas (CNS), Instituto Clima e Sociedade, Sindipetro-RS, Grupo Carta de Belém, Central Única dos Trabalhadores (CUT), Associação Brasileira de Organizações Não-Governamentais (Abong), Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Central Única das Favelas (Cufa) e Federação Única dos Petroleiros (FUP).

O presidente da Central Única das Favelas (Cufa) no Rio de Janeiro, Preto Zezé (foto), ressaltou a importância da participação popular no G20 Social, citando que 20 milhões de pessoas moram em comunidades.

“É fundamental que as pessoas que vivem os dilemas e os desafios do Brasil, da desigualdade, dos direitos humanos, da questão ambiental possam participar, ser ouvidas, e as suas ideias chegarem até as mãos dos gestores.”

As propostas da sociedade civil estarão na plataforma Brasil Participativo. A partir desse texto base, qualquer pessoa do mundo que se registrar pode fazer sugestões. O documento final será encaminhado à Cúpula Social do G20 (fórum internacional de cooperação econômica que reúne 19 países e a União Europeia), marcada para os dias 14 a 16 de novembro.

As sugestões do grupo refletem uma visão de sustentabilidade que integra justiça social, proteção ambiental e a participação ativa das comunidades locais, buscando influenciar a agenda global do G20 para uma governança mais inclusiva e resiliente. Também foi enfatizada a necessidade de integrar as questões sociais e ambientais nas políticas de descarbonização da economia.

Propostas iniciais

“Financiamento Climático. O grupo defendeu que a natureza não deve ser financeirizada, mas tratada como um bem comum. Propuseram que os países do G20 liderem um processo para aumentar compromissos de financiamento climático, com recursos novos e adicionais, direcionados especialmente para os países em desenvolvimento mais vulneráveis às mudanças climáticas.

Inteligência Artificial e Dados. Sugerem a criação de um sistema nacional de dados ambientais, com dados públicos e privados, que dialogue entre os níveis nacional e local, promovendo a geração cidadã de dados reconhecida pelo estado.

Transição Energética Justa. Propuseram que o G20 promova o acesso universal e equitativo à energia limpa, com geração descentralizada e distribuída. Recomendaram salvaguardas para proteger ecossistemas e comunidades locais, incluindo uma moratória global para petróleo e gás.

Proteção da Biodiversidade Costeira. Propuseram uma transição energética justa para o setor pesqueiro artesanal, com bloqueio de usinas eólicas offshore que impactam a biodiversidade e as comunidades tradicionais.

Participação Social. Defendem uma transição justa com ampla participação social, incluindo sindicatos e associações, garantindo negociações coletivas e trabalho decente, com especial atenção às crianças e adolescentes.

Agroecologia e Proteção Florestal: Recomendam uma transição agroecológica, com desinvestimento em atividades que destroem a floresta e redirecionamento de investimentos para alternativas que garantam a proteção florestal e a demarcação de territórios indígenas”.

Fonte: Agência Brasil Edição: Valéria Aguiar