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Adolescente sofre acidente de moto ao bater em carro na principal avenida de João Pessoa

Adolescente sofre acidente de moto ao bater em carro na principal avenida de João Pessoa — Foto: Reprodução/TV Cabo Branco

Por g1 PB

 

Adolescente sofre acidente de moto ao bater em carro na principal avenida de João Pessoa — Foto: Reprodução/TV Cabo Branco

Adolescente sofre acidente de moto ao bater em carro na principal avenida de João Pessoa — Foto: Reprodução/TV Cabo Branco

Um adolescente de 17 anos sofreu um acidente na tarde desta terça-feira (20) ao pilotar uma moto e colidir na traseira de um carro na Avenida Epitácio Pessoa, em João Pessoa.

Por volta das 15h, o adolescente seguia pela avenida no sentido centro-praia quando bateu na traseira de um carro que estava parado no sinal vermelho.

Segundo informações da TV Cabo Branco, o pai do jovem afirmou que o adolescente pegou a moto e saiu de casa transtornado após uma confusão.

O jovem foi socorrido pela equipe do Samu e levado para o Hospital de Emergência e Trauma. De acordo com a unidade de saúde, ele está em estado grave e passou por procedimentos médicos de emergência, permanecendo sob observação da cirurgia geral e neurocirurgia. Fonte: G1-PB

MPPB ajuíza ação para garantir retorno de aulas presenciais em escolas estaduais

Sede do Ministério Público da Paraíba (MPPB), em João Pessoa — Foto: Ascom/MPPB

Sede do Ministério Público da Paraíba (MPPB), em João Pessoa — Foto: Ascom/MPPB

O Ministério Público da Paraíba (MPPB) ajuizou uma ação civil pública contra o Estado da Paraíba e a Secretaria Estadual de Educação (SEE) para exigir o retorno integral, no prazo de 30 dias, do ensino presencial nas escolas estaduais que estão adotando o ensino remoto ou híbrido. De acordo com o órgão, essa situação não tem previsão legal e compromete o direito à educação de qualidade dos alunos. A ação foi divulgada nesta terça-feira (20).

A ação também pede a apresentação de uma lista com todas as escolas estaduais da Paraíba que se encontram em formato online ou híbrido. Além de requerer que os gestores sejam obrigados a apresentarem um planejamento das atividades de reforma das escolas estaduais, de forma que não prejudiquem a rotina acadêmica.

Ainda segundo o MPPB, a ação visa também reparar danos morais coletivos, sendo requerida a condenação do Estado da Paraíba ao pagamento de R$ 500 mil. Também foi pedida a aplicação de multa pessoal no valor de R$ 10 mil ao governador, João Azevedo, e ao secretário de Educação, Wilson Santiago Filho.

Em nota, a Secretaria de Educação disse que a pasta ainda não foi notificada oficialmente da ação judicial. No entanto, afirmou que o jurídico já foi acionado para tomar as medidas cabíveis.

A Secretaria também afirmou que as recomendações do MPPB estão sendo seguidas com a máxima celeridade possível. “Estamos tomando medidas concretas para atender a essas recomendações, com ações já bem encaminhadas para garantir que tudo seja cumprido de forma adequada”, afirmou a Educação estadual.

Por que as escolas adotaram o ensino remoto ou híbrido?

 

Segundo a promotora Ana Raquel Beltrão, por meio do acompanhamento e apuração, foi possível perceber uma “normalização” do uso do sistema de aulas remotas na rede pública, por parte da Secretaria de Educação. Os motivos são diversos, e vão desde a precariedade na merenda escolar à falta de professores e realização de reformas estruturais, que estão sendo executadas durante o período letivo.

De acordo uma lista encaminhada à Promotoria de Justiça pela secretaria , 80 escolas estaduais estão em reforma, um dos motivos que levou muitas delas a funcionarem no sistema remoto ou híbrido.

O retorno integral das aulas presenciais foi determinado em abril de 2022, após a pandemia de Covid-19.

“Há mais de dois anos, há escolas que estão funcionando em formato contrário à legislação, fugindo da situação de excepcionalidade causada pela pandemia do coronavírus”, criticou a promotora.

Na ação, a promotora Ana Raquel Beltrão também afirma que há prejuízos nos ensinos remoto e híbrido, principalmente para alunos que apresentam dificuldades de aprendizagem ou que têm deficiência e necessitam de maior acompanhamento dos professores. Ela destaca ainda que uma das maiores limitações dessa modalidade de ensino é a desigualdade de acesso à tecnologia.

“No ensino presencial, os professores têm a capacidade de identificar, em tempo real, as dificuldades dos alunos e intervir de maneira imediata e adequada. Isso é especialmente importante para alunos com necessidades educacionais especiais, que podem precisar de atenção e adaptações específicas que são muito mais difíceis de serem implementadas no formato remoto”, afirmou.

A atuação do Ministério Público

 

A ação é um desdobramento de um procedimento administrativo, instaurado na Promotoria de Justiça para apurar a decisão da SEE em suspender, por tempo indeterminado, as aulas presenciais na Escola Cidadã Integral (ECI) Tenente Lucena, localizada em João Pessoa.

Segundo o MPPB, uma recomendação também foi expedida no último mês de maio com objetivo de resolver a situação das escolas, mas os gestores não cumpriram as providências.

“Diante da inércia do poder público estadual, que insiste em dificultar a instrução do procedimento administrativo, tornou-se necessária a interposição da ação como forma de resguardar o direito à educação de qualidade para crianças e adolescentes das escolas da rede pública estadual”, disse Ana Raquel. Fonte: G1-PB

Homem é assassinado com cinco tiros dentro de seu local de trabalho, em Cabedelo

Jhonny tinha 23 anos e nenhum tipo de histórico criminal — Foto: TV Cabo Branco/Reprodução

Jhonny tinha 23 anos e nenhum tipo de histórico criminal — Foto: TV Cabo Branco/Reprodução

Um homem foi morto na noite dessa terça-feira (20) no município de Cabedelo, na Grande João Pessoa. Ele era funcionário de uma pizzaria da cidade, localizada no bairro de Camalaú, há pelo menos três anos, e foi morto com cinco tiros de revólver dentro de seu local de trabalho.

A vítima, que foi identificada como sendo Erick Rodrigues, mas que era conhecido por Jhonny, tinha 23 anos e nenhum tipo de histórico criminal.

A delegada Flávia Assad, que investiga o caso, disse que a Polícia Civil isolou a área e realizou uma perícia. O próximo passo é colher os depoimentos dos presentes e principalmente dos familiares da vítima.

Isso porque, como ele não tinha passagens pela polícia, o objetivo é descobrir se ele possuía alguma inimizade ou se vinha sendo ameaçado. Para a delegada, é fundamental traçar possíveis motivações para o crime.

A delegada informou ainda que a vítima apresenta lesões de defesa, mas ponderou que ainda não há suspeitos para o crime. Fonte: G1-PB

Mulher é achada morta em rede dentro de casa em Campo Maior; companheiro é preso suspeito de estrangulamento

Viatura da Polícia Civil do Piauí — Foto: Andrê Nascimento/ g1 Piauí

Uma mulher chamada Anastácia Lustosa Lima foi encontrada morta na manhã da segunda-feira (19), em uma casa no município de Campo Maior, a 83 km de Teresina. O companheiro dela, identificado apenas como Wagno, foi preso como principal suspeito do crime.

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Segundo o tenente Cunha, do 15º Batalhão da Polícia Militar, a vítima foi encontrada sem vida pelo sogro, que foi até a residência visitar o filho. Inicialmente, a equipe achava que se tratava de uma morte natural.

“O pai dele acionou a PM relatando que foi visitar o filho e encontrou a companheira dele morta, deitada em uma rede. A equipe foi até a casa e encontrou ela, mas a princípio não foi possível constatar a causa da morte, pois ela não apresentava lesões aparentes”, contou o tenente.

Ainda segundo a polícia, o corpo da mulher foi encaminhado para o Instituto de Medicina Legal (IML) de Teresina, que após exames, constatou que a vítima havia sido estrangulada até a morte.

O tenente destacou ainda que, conforme vizinhos, outras pessoas não entraram na residência entre a noite do domingo (18) e manhã da segunda-feira (19). Investigações preliminares da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher e aos Grupos Vulneráveis de Campo Maior apontaram Wagno, companheiro de Anastácia, como principal suspeito do crime.

O suspeito foi localizado e preso na noite da segunda-feira. Ele está à disposição da Justiça.

Fonte: G1-PI *Estagiária sob a supervisão de Maria Romero

Motorista é preso suspeito de estuprar menina de 11 anos no Sul do Piauí

Motorista é preso suspeito de estuprar menina de 11 anos no Sul do Piauí — Foto: Divulgação/SSP-PI

Um motorista de 45 anos, que não teve seu nome informado pela polícia, foi preso, nesta terça-feira (20), suspeito de estuprar uma menina de 11 anos no Sul do Piauí. Segundo a Polícia Civil (PCPI), o homem realiza viagens diárias entre as cidades de Colônia do Piauí e Oeiras, a 280 km de Teresina.

O crime, ainda segundo a PCPI, aconteceu na segunda-feira (19), durante uma dessas viagens. ”Em certo momento o investigado teria utilizado meios para ficar sozinho com a menor no veículo e assim praticar relação sexual com ela, sem o consentimento da vítima”, informou o delegado Welder Melo.

A vítima relatou o crime à família, que denunciou à polícia e as diligências começaram ainda na segunda. Os testemunhos foram colhidos e o exame sexológico foi realizado nesta sexta, para não prejudicar a investigação.

Com isso, a Justiça expediu o mandado de prisão preventiva pelo crime de estupro de vulnerável, que foi cumprido na tarde desta terça. “Agora, o homem permanece preso e à disposição do Poder Judiciário”, afirmou o delegado. Fonte: G1-PI

Patrimônio dos candidatos à Prefeitura de Raposa vai de R$ 300 mil a R$ 2 milhões

Candidatos a Prefeitura de Raposa nas eleições 2024 — Foto: Montagem/g1

O patrimônio dos candidatos à Prefeitura de Raposa varia entre R$ 300 mil a R$ 2 milhões, segundo o Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA). O município localizado na Região Metropolitana de São Luís conta com três candidatos a prefeito.

As informações foram declaradas, pelos candidatos, ao Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA). A declaração de bens é obrigatória para quem disputa as eleições no país e valida a candidatura pela Justiça Eleitoral.

Podem ser declarados pelos candidatos imóveis, automóveis, motocicletas, além de investimentos bancários, participações em sociedades, dinheiro em contas bancárias e em espécie.

O candidato Junior Passinho (Republicanos) é o que possui o maior patrimônio, com bens estimados em R$ 2.077.000,00. Ele possui imóveis, veículos e participações em sociedades empresariais.

Em seguida, aparece o candidato Eudes Barros (PL), com bens estimados em R$ 690 mil. Segundo a Justiça Eleitoral, ele possui uma casa, uma sala comercial e um veículo registrado em seu nome.

Confira abaixo, por ordem alfabética, o patrimônio declarado por cada candidato a prefeito de Raposa:

Eudes Barros (PL) – R$ 690.000,00

 

  • 🏠 Imóveis: uma casa e uma sala comercial (R$ 440 mil)
  • 🚗 Veículos: um carro (R$ 250 mil)

 

Junior Passinho (Republicanos) – R$ 2.077.000,00

 

  • 🏠 Imóveis: uma casa e dois terrenos (R$ 920 mil)
  • 🚗 Veículos: três carros (R$ 382 mil)
  • 💹 Investimentos: dinheiro em espécie, saldo em contas e aplicações – (R$ 175 mil)

 

Laci (PSB) – R$ 350 mil

 

 🏠 Imóveis: uma casa (R$ 300 mil) Fonte: G1-MA

Carro com R$ 1 milhão: irmão do prefeito de São Luís é preso durante operação de busca e apreensão

Médico Antônio Braide sendo conduzido para Seic — Foto: Divulgação/ PC-MA

O médico Antônio Braide, irmão do prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), foi preso nesta terça-feira (20) por posse supostamente ilegal de carregador de pistola. O flagrante aconteceu durante uma operação da Polícia Civil que investiga a participação do médico no caso do carro encontrado abandonado com mais de R$ 1 milhão em dinheiro vivoem São Luís.

Carro foi apreendido com porta-malas cheio de dinheiro em São Luís — Foto: Divulgação/Polícia Militar

Carro foi apreendido com porta-malas cheio de dinheiro em São Luís — Foto: Divulgação/Polícia Militar

Os policiais cumpriam um mandado de busca e apreensão no apartamento do médico quando flagraram o carregador de pistola. Durante a operação, realizada pela Superintendência de Investigações Criminais (SEIC), foram apreendidos documentos e celulares.

Procurada pelo g1, a defesa do médico Antônio Braide não se manifestou sobre o assunto. Já o prefeito Eduardo Braide, em nota, “reafirma que espera que as investigações sejam conduzidas com celeridade e imparcialidade. E, se houver qualquer irregularidade, que os culpados sejam punidos com o rigor da lei”.

Ainda de acordo com a Polícia Civil, o médico foi conduzido para a sede da SEIC para prestar depoimento. Os documentos também foram levados para a sede da superintendência. Até as 20h30 desta terça, Antônio Braide continuava preso, podendo ser solto apenas após o pagamento de fiança.

A Polícia Civil do Maranhão (PC-MA) realizou, nesta terça-feira (20), uma operação de busca e apreensão na residência do médico Antônio Braide — Foto: Regina Souza/ Grupo Mirante

A Polícia Civil do Maranhão (PC-MA) realizou, nesta terça-feira (20), uma operação de busca e apreensão na residência do médico Antônio Braide — Foto: Regina Souza/ Grupo Mirante.

Prefeito de São Luís lamenta ter o nome da mãe envolvido no caso

 

No dia em que o carro Renault Clio vermelho foi encontrado com o dinheiro, um funcionário da prefeitura, Carlos Augusto Diniz da Costa, apareceu dizendo ser dono do veículo. Contudo, quem dirigia o veículo era Guilherme Ferreira Teixeira, é ex-assessor do deputado estadual Fernando Braide (PSC), outro irmão do prefeito (entenda o caso mais abaixo).

Após abandonar o veículo vermelho, Guilherme Teixeira pegou carona em um Fit preto. Esse segundo carro é que está no nome da mãe do prefeito Eduardo Braide, falecida em outubro de 2010.

O prefeito de São Luís se manifestou no dia 7 agosto sobre o caso. Ele lamentou ter tido o nome da mãe dele, Antônia Maria Martins Braide, envolvido no caso e cobrou investigações para que o caso seja esclarcido.

Por meio de um vídeo publicado nas redes sociais, o prefeito disse que o carro era usado pelo irmão dele, o médico Antônio Carlos Salim Braide, com quem não mantém nenhum tipo de relacionamento, que a polícia deveria aprofundar as investigações e que, “em caso de qualquer irregularidade, puna os culpados, doa a quem doer”.

Suspeitos ficam calados em depoimento

 

Os dois suspeitos envolvidos no abandono do carro que tinha mais de R$ 1 milhão no porta-malas, em dinheiro vivo, no bairro Renascença, em São Luís ficaram calados ao prestarem depoimento sobre o caso na Superintendência de Investigações Criminais (SEIC).

Guilherme Ferreira Teixeira — Foto: Reprodução/ TV Mirante

Guilherme Ferreira Teixeira — Foto: Reprodução/ TV Mirante

Durante os interrogatórios, os suspeitos, acompanhados dos seus advogados, permaneceram calados, sem responder a nenhuma pergunta do delegado. Logo depois, foram liberados.

Ao g1, a defesa de Carlos Augusto disse que irá analisar as acusações para marcar uma nova data para prestar depoimento. Já a defesa de Guilherme Ferreira aguarda o acesso as acusações. A defesa de ambos também não mencionou qual é o envolvimento dos suspeitos em relação ao abandono do carro que tinha mais de R$ 1 milhão no porta-malas.

Os dois são peças importantes nas investigações que apuram a origem do dinheiro encontrado no porta-malas do carro. De acordo com o delegado Plínio Napoleão, da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (SEIC), o fato de permanecerem calados não atrapalha o andamento das investigações.

Carlos Augusto Diniz da Costa — Foto: Reprodução/ TV Mirante

O que dizem os citados

 

Carlos Augusto enviou uma nota e disse que está colaborando com as investigações. Já Guilherme e a Prefeitura de São Luís, assim como o prefeito Eduardo Braide, não se manifestaram. Fonte: G1-MA

 

Pesquisa aponta 20,4 mil hectares de recifes de coral na costa do país

Brasília (DF) 20/08/2024 -  Imagem de um estudo de recife de corais.
Foto: Landsat 8 & 9/USGS/NASA

Um mapeamento inédito revelou 20,4 mil hectares de recifes de coral em águas rasas na costa leste do Brasil. Os ambientes marinhos formados por calcário de corais e algas foram detectados por meio de satélites com sensores óticos.

“A costa leste brasileira, sem grande descarga sedimentar de seus rios, possui águas claras, com grande penetrabilidade à luz. Este é um dos fatores que explicam a grande concentração de recifes de corais na região”, diz o pesquisador Cesar Diniz, da equipe de mapeamento da Zona Costeira do MapBiomas

O estudo integra a Coleção 9 de mapas anuais de cobertura e uso da terra do MapBiomas, lançada nesta quarta-feira (21), em Brasília.

Esse primeiro lançamento – ainda em um estudo preliminar – é sobre a extensão dos recifes de corais e servirá como base para um monitoramento completo capaz de acompanhar diversos fatores como temperatura da água, equilíbrio dos ecossistemas e impactos das mudanças climáticas nos serviços ecossistêmicos.

Mudanças climáticas

Segundo Diniz, o acompanhamento dos efeitos das mudanças climáticas sobre esse ecossistema tem se mostrado necessário em decorrência do aumento da temperatura média dos oceanos e consequente branqueamento e morte de corais.

“Estima-se que um quarto de toda vida marinha é dependente de corais em algum momento de sua vida. Logo, monitorar as condições coralíneas do país é absolutamente relevante a todos nós. Mesmo que não percebamos, todos estamos associados aos serviços ecossistêmicos prestados pelos recifes de corais”, enfatizou.

A maioria dos ecossistemas – 72% – foi identificada nas Unidades de Conservação Marinhas brasileiras. A principal unidade mapeada, que corresponde a 33% dos ecossistemas identificados, foi a Área de Proteção Ambiental (APA) Ponta da Baleia/ Abrolhos, na zona costeira dos municípios de Alcobaça e Caravelas, sul da Bahia.

Fonte: Agência Brasil Edição: Kleber Sampaio

Brasil já perdeu 33% das áreas naturais de seu território

Brasília (DF), 28/05/2024 - O coordenador geral do Mapbiomas, Tasso Azevedo, durante o lançamento do Relatório Anual do Desmatamento no Brasil 2023. O relatório traz um raio-x do desmatamento no Brasil em diferentes recortes territoriais e fundiários. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A cobertura e o uso da terra pela ação do homem no Brasil continuam a mudar aumentando os riscos climáticos, aponta um mapeamento divulgado, nesta quarta-feira (21), pela MapBiomas. De acordo com o estudo que analisa dados de 1985 a 2023, o país já acumula um saldo negativo de 33% das áreas naturais de seu território, que incluem a vegetação nativa dos biomas, superfície de água e áreas naturais não vegetadas, como praias e dunas.

“A perda da vegetação nativa nos biomas brasileiros tende a impactar negativamente a dinâmica do clima regional e diminui o efeito protetor durante eventos climáticos extremos”, explica o coordenador geral do MapBiomas, Tasso Azevedo.

Nos últimos 39 anos, o Brasil perdeu 110 milhões de hectares dessas áreas, o que equivale a 13% do território do país, os outros 20% já haviam sofrido mudança anteriormente. Esse resultado também leva em consideração o mapeamento de vegetação nativa recuperada a partir de 2008, quando Código Florestal foi regulamentado pelo Decreto nº 6.514 que estabeleceu mecanismos de sanção e compensação por danos ambientais.

Brasília (DF), 28/05/2024 - O coordenador geral do Mapbiomas, Tasso Azevedo, durante o lançamento do Relatório Anual do Desmatamento no Brasil 2023. O relatório traz um raio-x do desmatamento no Brasil em diferentes recortes territoriais e fundiários. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Brasília – O coordenador-geral do Mapbiomas, Tasso Azevedo, durante o lançamento do Relatório Anual do Desmatamento no Brasil 2023. O relatório traz um raio-x do desmatamento no Brasil em diferentes recortes territoriais e fundiários. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil – Marcelo Camargo/Agência Brasil

Municípios

Enquanto no território de 37% dos municípios brasileiros houve ganho de vegetação nativa, 45%, ou seja, quase metade dos 5.570 municípios do país tiveram saldo negativo na cobertura de área natural no período. Os outros 18% se mantiveram estáveis entre 2008 e 2023, ou seja, o saldo entre o ganho e perda das áreas naturais foram menores que 2% ao longo do período.

“A vegetação secundária já está classificada como floresta, incluída na área nativa em 2023. Então, ele pode ter sido desmatada ou teve uma queima severa e foi mapeada como pastagem, mas depois que ela recupera ela volta a ser considerada como floresta”, informou o coordenador técnico da Mapbiomas, Marcos Reis Rosa.

Os dados da Coleção 9 de mapas anuais de cobertura e uso da terra foram consolidados a partir do monitoramento de 29 mapas com análises, por exemplo, da cobertura do solo e uso da terra, a partir de diferentes recortes de território, como biomas, municípios, terras públicas e privadas. Na publicação, há novos mapas como o recorte de fitofisionomias, que são as características das vegetações regionalizadas, por exemplo.

Biomas

A partir desse volume de informação, os pesquisadores chegaram à conclusão de que o Brasil manteve até 2023 apenas 64,5% da vegetação nativa, além das superfícies de água e áreas naturais não vegetadas, como praias e dunas, que correspondem a 2,5% do seu território. Dos 110 milhões de hectares de vegetação nativa suprimida, 55 milhões de hectares foram na Amazônia, 38 milhões de hectares no Cerrado, a Caatinga perdeu 8,6 milhões de hectares e 3,3 milhões de hectares perdidos estão no Pampa.

Pampa Sul-Americano perdeu 20% de vegetação campestre, diz MapBiomas. Foto: MapBiomas.Org
Pampa Sul-Americano perdeu 20% de vegetação campestre, diz MapBiomas. Foto: MapBiomas.Org – MapBiomas.Org

No Pantanal houve uma perda significativa na superfície de água, que em 1985 representava 21% dos 15,1 milhões de hectares do bioma no Brasil. Em 2023, a água passou a representar apenas 4% do território pantaneiro. Já as áreas de vegetação herbácea e arbustiva aumentaram de 36% em 1985 para 50% do bioma em 2023

De acordo com o pesquisador Eduardo Vélez Martin, os dados disponibilizados na plataforma Mapbiomas permitem compreender a dinâmica territorial de maior ou menor aceleração da taxa de perda ao longo do tempo. “A gente vê por exemplo que o Cerrado e o Pampa têm uma perda proporcional muito alta, praticamente em torno de 27% e 28% do que tinha em 1985. Isso mostra uma tendência muito grande e acelerada de mudança nesses 39 anos, em contraste com outros biomas, por exemplo o Pantanal”, diz.

Florestas públicas

Alto Alegre (RR), 10/02/2023 - Áreas de garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami vistas em sobrevoo ao longo do rio Mucajaí. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Alto Alegre (Roraima),  Áreas de garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami vistas em sobrevoo ao longo do rio Mucajaí. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Pela primeira vez, foi realizado um recorte na perda de cobertura vegetal das florestas públicas não destinadas, ou seja, aquelas em que a União ainda não definiu o uso da terra, como Unidades de Conservação, Terras Indígenas e concessões florestais e que representam 13% da Amazônia Legal. Atualmente, essas florestas ainda mantêm 92% de sua área coberta por vegetação nativa.

Já nas florestas públicas destinadas, as Terras Indígenas são as áreas mais preservadas no país, onde a perda de vegetação nativa foi equivalente a menos de 1% em 39 anos. Elas correspondem a 13% de todo o território nacional.

Áreas privadas

As áreas naturais sofreram maior impacto em propriedades privadas, onde a perda foi de 28% em 39 anos. No total de 281 milhões de hectares convertidos pela ação do homem até 2023, 60% está em propriedades privadas. Houve uma expansão de 228% das áreas que foram convertidas em agricultura e 76% nas que passaram a ser pastagem, depois de 1985.

Quando o relevo é analisado, foi observada uma diferença entre a zona rural e áreas urbanas. Terras mais planas foram mais afetadas no campo, onde regiões com inclinação de 0 a 3% perderam 20% de sua cobertura nativa. Já nas zonas urbanas, as áreas de encostas, com inclinação superior a 30%, foram as que sofreram redução da vegetação nativa, uma média de 3,3% ao ano.

“Essa informação sobre a declividade pode ser um dos fatores para entendimento de outros processos como os erosivos, deslizamentos, infiltração da água no solo. Então, quando a gente pensa em risco climático, o tipo de terreno também é fundamental para pensar em zoneamento e áreas destinadas à conservação”, conclui a pesquisadora do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia e da Mapbiomas, Bárbara Costa.

Fonte: Agência Brasil Edição: Aécio Amado

Voepass deixará de operar voos para 9 destinos até outubro

Guarulhos (SP) 13/08/2024 - São Paulo (SP) 13/08/2024 Avião da empresa VOEPASS decolando no aeroporto de Guarulhos Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

A empresa aérea Voepass informou nesta terça-feira (20) que irá deixar de operar voos diários para nove destinos até o dia 26 de outubro. Em nota, a companhia disse que a medida é uma readequação das operações após a queda do turboélice ATR 72-500, que fazia o voo 2283 e que caiu em Vinhedo (SP), no último dia 9 deste mês. O acidente matou as 62 pessoas a bordo.

Mais cedo, a Agência Brasil havia noticiado que a empresa iria suspender a venda de passagens para alguns destinos.

Segundo a Voepass, desde o dia 9, já foram interrompidos os voos com destino a Fortaleza, Belo Horizonte e Porto Seguro (BA). A partir do dia 26 de agosto, deixarão de operar as rotas para Salvador, Natal e Mossoró (RN), e em 2 de setembro, para São José do Rio Preto (SP), Cascavel (PR) e Rio Verde (GO).

“Com uma aeronave a menos em sua frota, a Voepass Linhas Aéreas informa que foi necessário realizar uma readequação em sua malha. A medida objetiva garantir uma melhora significativa na experiência dos passageiros, minimizando eventuais atrasos e cancelamentos”, informa a nota divulgada pela Voepass.

De acordo com a empresa, os passageiros que compraram bilhetes dos voos cancelados serão “tratados conforme a base a Resolução 400 da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac)”, que trata das condições para transporte de passageiros.

Em caso de atrasos, cancelamentos e interrupção do serviço de transporte aéreo, a Anac orienta os passageiros afetados a contatarem a companhia aérea responsável pelo voo. A empresa aérea deve cumprir os dispositivos previstos na Resolução nº 400, de 13 de dezembro de 2016.

Segundo a resolução, em caso de interrupção do serviço, a companhia deve oferecer “as alternativas de reacomodação, reembolso e execução do serviço por outra modalidade de transporte, devendo a escolha ser do passageiro”.

Fonte: Agência Brasil Edição: Carolina Pimentel