Blog do Walison - Em Tempo Real

Grupo percorre 24 km e refaz rota de tropas portuguesas após Batalha do Jenipapo

Um grupo de historiadores, professores, militares e trilheiros se prepara para percorrer 24 quilômetros no próximo dia 14 de março, no município de União. A caminhada refaz o trajeto feito pelas tropas portuguesas comandadas por João José da Cunha Fidié após a Batalha do Jenipapo, reconhecida por ser o único conflito armado na busca pela Independência do Brasil.

O percurso começa na localidade Jenipapeiro, no ponto conhecido como Riacho do Comandante, e segue até o Centro de União, antigo Estanhado, passando por áreas rurais de José de Freitas e União, refazendo simbolicamente a marcha realizada em 13 de março de 1823, após o confronto ocorrido em Campo Maior.

“Esse evento é muito importante para a valorização da história da Independência do Brasil e de todo esse processo colocando o estanhado, hoje cidade de União, dentro desse contexto. Então é um evento que impulsiona a pesquisa e a valorização do nosso patrimônio histórico cultural”, comentou Danilo Reis, historiador e fundador do projeto.

 

O organizador Thiago Inácio informou ao g1 que restam cinco vagas para o evento e que a inscrição custa R$ 50. O valor será usado para a camisa oficial, um kit básico de mantimentos — com capa de chuva e barras de suplemento — e para as despesas do carro de apoio. A atividade é aberta a historiadores, professores, militares, trilheiros e qualquer pessoa fisicamente apta.

A iniciativa é organizada pelo grupo Piquete Explorador do Estanhado, em parceria com o Lagoa Alegre Memórias e apoio da Academia de História dos Municípios Oriundos de Campo Maior. A travessia está na segunda edição.

Grupo faz trilha de 24 km e refaz rota das tropas de Fidié entre Jenipapeiro e União — Foto: Reprodução

Grupo faz trilha de 24 km e refaz rota das tropas de Fidié entre Jenipapeiro e União — Foto: Reprodução

Grupo faz trilha de 24 km e refaz rota das tropas de Fidié entre Jenipapeiro e União — Foto: Reprodução

Grupo faz trilha de 24 km e refaz rota das tropas de Fidié entre Jenipapeiro e União — Foto: Reprodução

O que foi a Batalha do Jenipapo?

 

A Batalha do Jenipapo foi iniciada no dia 13 de março de 1823, e reuniu cerca de 3,6 mil combatentes às margens do rio de mesmo nome, no município de Campo Maior, que ainda não existia no período.

A batalha violenta começou a ser idealizada no dia 8 de agosto de 1822, um mês antes do Grito do Ipiranga. Na data, chegava a Oeiras, capital da província até então, o major português João José Da Cunha Fidié, que havia sido nomeado ao cargo de governador das armas por D. João 6º. Historiadores apontam que ele veio ao sertão piauiense com o intuito de impedir a emancipação do Brasil.

Após ocupações por parte do exército independentista, comandado pelo capitão Luís Rodrigues Chaves, Fidié tomou uma postura mais dura e retomou o poder em Oeiras, intensificando a tensão entre os dois lados.

Apesar da junção entre os estados, apenas 500 homens faziam parte da tropa a favor da independência. Com a solicitação de voluntários, cerca de 1,5 mil civis se apresentaram. Sem experiência militar, muitos eram vaqueiros, roceiros, escravizados, libertos e indígenas, armados somente com machados, foices, facões e enxadas.

Do lado português, cerca de 1,6 mil soldados profissionais, com treinamento adequado para grandes batalhas foram solicitados, trazendo ainda 11 canhões potentes que poderiam valer por mais de dois combatentes.

No dia 13 de março, a batalha foi iniciada com as tropas portuguesas chegando ao rio, sendo atacadas pelos brasileiros. O massacre teve seu começo em uma tentativa desesperada de Chaves, que tentou conter a invasão dos soldados de Fidié. O comandante, sem alternativas, exigiu que os soldados da independência atacassem os portugueses por todos os lados, como uma forma de batalha suicida.

A batalha foi vencida pelos portugueses e deixou vários independentes mortos. Por isso, várias cruzes foram cravadas no chão em homenagem aos que deram o sangue para tornar o Piauí independente, pois muitos corpos ficaram espalhados pelo campo de batalha.

Apesar de Fidié vencer a batalha, ele não conseguiu retornar a Oeiras e ainda perdeu parte de seus suprimentos de guerra. O comandante das forças portuguesas no Piauí foi então para Caxias, no Maranhão, onde foi sitiado e e acabou por se render. Fidié foi mandado para São Luís, de onde partiu para Lisboa. Desde então, oficialmente, o Piauí se tornou independente de Portugal.Fonte: G1-PI

Homem de 57 anos é achado morto em poço no Piauí; polícia aponta possível queda após consumo de álcool

Edmilson Costa Ferreira, de 57 anos, foi encontrado morto dentro de um poço na manhã desta segunda-feira (2), na cidade de Barras, no Norte do estado, a cerca de 120 km de Teresina. A informação foi confirmada ao g1 pela Polícia Civil.

Segundo o delegado Welder Melo, até o momento não há indícios de crime. De acordo com o delegado, a principal hipótese é de que a vítima tenha sofrido uma queda após consumo excessivo de bebida alcoólica.

De acordo com a 30º Batalhão da Polícia Militar (30º BPM), um morador relatou ter encontrado o corpo ao se dirigir ao local para pegar água. Segundo ele, a tampa do poço estava quebrada.

O Corpo de Bombeiros de Piripiri realizou a retirada do corpo. O Departamento de Polícia Científica do Piauí também esteve no local para os procedimentos periciais.

A Polícia Civil aguarda o resultado do exame para confirmar a causa da morte e concluir a investigação.Fonte: G1-PI

Idosa morre em acidente de carro na BR-230, em Campina Grande

Uma idosa de 83 anos, que não teve a identificação divulgada, morreu em um acidente de carro na BR-230, no distrito de Galante, em Campina Grande, na segunda-feira (2). O veículo saiu da pista e capotou. A vítima foi arremessada para fora do carro e morreu no local.

Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), no veículo estavam três pessoas. Além da idosa, outras duas vítimas ficaram feridas e foram socorridas para o Hospital de Trauma de Campina Grande. De acordo com a unidade, elas não tiveram ferimentos graves.

As circunstâncias da saída de pista e do capotamento ainda não foram esclarecidas. As causas do acidente serão investigadas.Fonte: G1-PB

Homem é preso após arrombar e roubar objetos de um CAPS, na Paraíba

Um homem foi preso em flagrante, na segunda-feira (2), após arrombar o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) de Picuí, no interior da Paraíba. Ele entrou pelo teto da unidade, quebrou uma porta interna e furtou uma televisão e dois botijões de gás, segundo a Polícia Civil.

O caso foi registrado no último domingo (1º), quando um funcionário do CAPS percebeu o desaparecimento de uma televisão e dois botijões de gás e procurou a delegacia para comunicar o furto.

A investigação apontou que o suspeito escalou o prédio, acessou o interior da unidade pelo teto, danificou o forro de gesso e arrombou uma porta. Imagens do circuito interno de segurança do CAPS registraram toda a movimentação. O material foi analisado pela equipe policial e permitiu a identificação do possível autor.

Na segunda-feira, por volta das 10h, os policiais localizaram o suspeito na residência dele. A abordagem ocorreu sem resistência.

Durante a ação, o próprio investigado admitiu o furto e indicou onde estavam os objetos. No imóvel, foram encontrados uma televisão e dois botijões de gás — um cheio e outro vazio — confirmados como pertencentes ao CAPS. Todo o material foi apreendido e posteriormente restituído à instituição.

O homem foi encaminhado à unidade policial, onde foi lavrado o auto de prisão em flagrante. Ele permanece à disposição da Justiça, aguardando a audiência de custódia.Fonte: G1-PB

Polícia investiga homem e mulher que incendiaram loja em São Luís

Uma loja foi incendiada por um homem e uma mulher na madrugada desta segunda-feira (2), em São Luís. O crime foi registrado por câmeras de segurança. A proprietária do estabelecimento procurou a polícia e registrou boletim de ocorrência. A suspeita é de que o incêndio tenha sido criminoso.

De acordo com as imagens, o homem e a mulher estavam em frente à loja pouco antes do fogo começar. Eles carregavam um galão com líquido inflamável. Nas gravações, é possível ver o homem arrombando o portão do estabelecimento.

Após a entrada dos dois no imóvel, passam-se alguns minutos. Em seguida, ocorre uma explosão. A loja foi completamente consumida pelas chamas.

A área foi isolada para a realização de perícia. A dona da loja informou à polícia que suspeita de uma pessoa, mas não deu detalhes. A Polícia Civil deve investigar o caso e apurar a motivação do crime.O caso segue sob investigação.

Fonte: G1-MA

Foragido da Justiça faz família refém, atira contra PM e é preso após 6h de negociação na baixada maranhense

Um homem, identificado como como Markus Vinícios Soares do Nascimento, de 24 anos, conhecido como “Marquinhos Miau”, foi preso após invadir a casa de uma advogada, fazer três pessoas reféns e trocar tiros com a polícia.

O crime aconteceu na madrugada desse domingo (1º), no bairro Enseada, em Pinheiro, na baixada maranhense. Imagens feitas pela Polícia Militar do Maranhão (PM-MA) mostram o momento em que o homem é capturado dentro da casa da vítima (veja o vídeo acima).

Invasão e cárcere privado

Segundo a Polícia Militar do Maranhão (PM-MA), por volta de 0h20, ao perceber que alguém tentava arrombar uma das portas de sua casa, uma mulher ligou para a polícia. Uma guarnição do 10º Batalhão da Polícia Militar (10º BPM) foi até o local, mas não conseguiu contato com a moradora. Diante da suspeita de crime em andamento, os policiais forçaram o portão e entraram na residência.

Dentro do imóvel, os militares encontraram Markus Vinícios, que já havia rendido a dona da casa. Ao receber voz de prisão, o homem subiu para o andar superior da casa e atirou contra os policiais.

Em seguida, Markus Vinícios entrou no quarto principal, onde estavam a dona da casa, o filho dela (de 4 anos) e a babá da criança e se trancou no closet da suíte com as vítimas.

A polícia iniciou negociação e pediu reforço. O Comando de Policiamento do Interior (CPI) e o Grupo de Operações Especiais (GOE) foram acionados. Por volta de 1h, a equipe do GOE entrou na residência, e o comandante do 10º BPM, major Wellington Veras, assumiu o gerenciamento da ocorrência.

Durante a negociação, o suspeito se apresentou como “Bento” e disse que só se renderia com a presença da imprensa e de familiares. Um radialista da região foi até o local e informou ao homem que acompanharia a rendição.

A mãe do invasor também esteve na residência e confirmou a identidade do filho. Mesmo com a presença da genitora e da imprensa, o homem continuou resistindo e passou a exigir a presença de um advogado.

Por volta das 6h, após a chegada do advogado e depois de danificar dois celulares — que foram jogados na privada da suíte —, Markus se rendeu. Ele entregou a arma e libertou as vítimas, que não ficaram feridas.

Com o suspeito, a polícia apreendeu uma pistola Taurus .40, modelo PT 840, com um carregador e cinco munições intactas, além de cinco estojos deflagrados. Também foram recolhidos restos de dois celulares destruídos, um capacete e uma motocicleta Honda CB 300F Twister azul, localizada nas proximidades da casa.

Material apreendido com Markus Vinícios Soares do Nascimento. — Foto: Divulgação/Polícia Militar do Maranhão

Material apreendido com Markus Vinícios Soares do Nascimento. — Foto: Divulgação/Polícia Militar do Maranhão

Markus Vinícios Soares do Nascimento foi levado para a 5ª Delegacia Regional de Polícia Civil (5ª DRPC) de Pinheiro, acompanhado do advogado e da mãe, onde foram adotadas as medidas cabíveis.

Segundo relato da dona da casa invadida, Markus exigia dinheiro e joias. Ela afirmou ainda que o homem demonstrava ter informações sobre sua vida pessoal, pois a chamava pelo nome, e manteve contato com outras pessoas por celular durante toda a ação.

O caso está sendo investigado pela Polícia Civil do Maranhão, que apura o envolvimento de outras pessoas no crime.

Homem era fugitivo do sistema prisional

 

Contra Markus Vinícios havia um mandado de prisão em aberto em maio de 2025 referente a condenação por roubo. — Foto: Divulgação/Redes sociais

Contra Markus Vinícios havia um mandado de prisão em aberto em maio de 2025 referente a condenação por roubo. — Foto: Divulgação/Redes sociais

Após consulta ao Banco Nacional de Mandados de Prisão, foi constatado que havia contra Markus Vinícios um mandado de prisão em aberto em maio de 2025, expedido pela 1ª Vara de Execuções Penais de São Luís, referente a condenação por roubo. Ele ainda tinha 28 anos, 10 meses e 12 dias de pena a cumprir em regime, inicialmente, fechado.

De acordo com o documento da Justiça, Marcus não teria retornado ao presídio após benefício de saída temporária, passando automaticamente à condição de foragido e sendo expedido mandado de recaptura contra ele.Fonte: G1-MA

Cast do de Sá Bate Recorde de audiência em entrevista com o vereador Marcelo Pires

O respeitado Cast do de Sá que apresenta todas as segundas feiras entrevistas com figuras públicas de todo o estado do Maranhão, entrevistou na noite de hoje o vereador da cidade de Timbiras Marcelo Pires.

A entrevista marcada por um bate papo descontraído e por revelações bombásticas feitas pelo vereador Marcelo Pires a respeito da atual conjuntura política em Timbiras, teve uma audiência estrondosa, com a participação marcante de centenas de timbirenses, que na oportunidade fizeram uma série de questionamentos ao vereador bem como parabenizaram o mesmo pela atuação parlamentar jamais vista em toda a história política da cidade de Timbiras.

Os números obtidos no que diz respeito a grande audiência na entrevista de hoje, apenas revelam o quanto o parlamentar é querido e respeitado por boa parte da sociedade timbirense, um jovem político cheio de sonhos e ideais que tem lutado desde o primeiro dia do mandato em prol do bem comum de todos, fazendo política séria e compromissada com o social, enfrentando juntamente com os menos favorecidos problemas crônicos que se arrastam a décadas e que ninguém aguenta mais.

Marcelo Pires em meio ao todo, inevitavelmente passar já a ser apontado como um futuro prefeitável nas eleições de 2028, daqui para lá muita água ainda correrá por esse ribeirão mais a forma como o mesmo tem agido poderá sim, mudar os rumos da política em Timbiras – MA.

 

Número de vítimas de feminicídio supera em 38% registros oficiais

O Brasil registrou 6.904 vítimas de casos consumados e tentados de feminicídio em 2025, o que representa um aumento de 34% em relação ao ano de 2024, quando houve 5.150 vítimas. Foram 4.755 tentativas e 2.149 assassinatos, totalizando quase seis (5,89) mulheres mortas por dia no país.

Os dados são do Relatório Anual de Feminicídios no Brasil 2025, elaborado pelo Laboratório de Estudos de Feminicídios da Universidade Estadual de Londrina (Lesfem/UEL), que trás também o perfil das vítimas e dos agressores.

O levantamento supera em 38,8%, ou seja, em mais de 600, o número de vítimas de feminicídio divulgados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp). Os dados que constam no sistema são informados pelos estados. Segundo a última atualização, no mês passado, foram 1.548 mulheres mortas por feminicídio em 2025.

A pesquisadora do Lesfem, Daiane Bertasso, integrante da equipe que elabora o relatório, explicou que a subnotificação dos casos de violência contra a mulher se reflete nessa diferença entre os dados. Tanto a ausência de denúncias quanto a falta de tipificação dos crimes no momento do registro contribuem para essa subnotificação.

“Mesmo os nossos dados sendo acima dos dados da segurança pública [Sinesp], a gente acredita que há ainda subnotificação. Porque nem todo o crime de feminicídio é noticiado, divulgado nas mídias. Pelas nossas experiências e pesquisas, a gente acredita que esse registro ainda é inferior à realidade, infelizmente”, disse Daiane.

Na metodologia adotada para o relatório, há a produção de contradados a partir do Monitor de Feminicídios no Brasil (MFB), do próprio Lesfem, responsável pelo monitoramento diário de fontes não estatais que tratam sobre as mortes violentas intencionais de mulheres, como sites de notícias. Além do tratamento quantitativo e qualitativo desses dados, há cotejamento com os registros oficiais.

“As pesquisadoras que fazem esses registros sobre os casos, que leem nas notícias, elas têm um olhar mais acurado para identificar quando é uma tentativa de feminicídio. Já em relação aos registros da segurança pública, por exemplo, nem todos os municípios e estados têm um investimento numa formação específica dos profissionais para identificar esse tipo de crime”, disse a pesquisadora.

A análise do Lesfem aponta que, entre os quase 7 mil casos consumados e tentados de feminicídio, predomina o crime no âmbito íntimo (75%), que são os casos em que o agressor faz ou fez parte de seu círculo de intimidade, como companheiros, ex-companheiros ou a pessoa com quem a vítima tem filhos. A maioria das mulheres foi morta ou agredida na própria casa (38%) ou na residência do casal (21%).

A maior parte das vítimas (30%) estava na faixa etária dos 25 a 34 anos, com uma mediana de 33 anos. Ao menos 22% das mulheres, no total, realizaram denúncias contra os agressores anteriormente ao feminicídio.

A parcela de 69% das vítimas, com dados conhecidos, tinha filhos ou dependentes. Segundo o levantamento, 101 vítimas estavam grávidas no momento da violência, e 1.653 crianças foram deixadas órfãs pela ação dos criminosos.

Em relação ao perfil do agressor, a idade média é 36 anos. A maioria agiu individualmente, com 94% dos feminicídios cometidos por uma única pessoa, ante 5% praticados por múltiplas. Sobre o meio utilizado, quase metade (48%) dos crimes foi cometida com arma branca, como faca, foice ou canivete.

Foi registrada a morte do suspeito após o feminicídio em 7,91% dos casos com dados conhecidos, sendo que a maioria decorreu de suicídio. A prisão do suspeito foi confirmada em ao menos 67% das ocorrências com informações conhecidas.

Violência negligenciada

Segundo a pesquisadora, diversas são as situações que fazem com que o ciclo de violência sofrido por mulheres seja negligenciado e, então, o crime de feminicídio aconteça.

“O feminicídio não é um crime inesperado. É um crime que resulta de relações familiares e íntimas. E ele se dá depois de um ciclo de violências de vários tipos”, disse.

Ela acrescenta que o machismo, a misoginia e uma sociedade voltada para os valores masculinos contribuem para que as pessoas ignorem os sinais de violência que precedem os feminicídios. Casos recentes de feminicídio que tiveram destaque na imprensa recentemente demonstram que, mesmo mulheres com medida protetiva contra seus agressores, não receberam efetivamente a proteção do estado e acabaram mortas por eles.

A masculinidade tóxica é mais um elemento que gera violência contra as mulheres no país. Segundo Daiane, pesquisadora do Lesfem/UEL que estuda a chamada machosfera têm percebido que tais redes têm fortalecido ideais machistas e misóginos, inclusive influenciando jovens e crianças.Fonte: Agência Brasil Camila Boehm – Repórter da Agência Brasil

Mulher do líder Ali Khamenei está morta, afirma Reuters

Mansoureh Khojasteh, mulher do aiatolá Ali Khamenei, morto no sábado (28), também está morta. Ela foi atingida no mesmo ataque dos Estados Unidos e Israel que vitimou o líder iraniano e não resistiu aos ferimentos, segundo informações da Reuters. De acordo com a agência, autoridades iranianas confirmaram a morte da Mansoureh.

A ofensiva norte-americana e israelense teve início na madrugada do último sábado. O ataque, segundo o presidente Donald Trump acontece para conter o programa nuclear iraniano. Em resposta, o Irã disparou mísseis contra várias bases dos EUA em diferentes países do Oriente Médio, incluindo Israel. O país liderado por Benjamin Netanyahu afirma ter interceptado os projeteis iranianos.

Nesta segunda (2), o chefe de Segurança do Irã, Ali Larijani, escreveu na rede social X que “não haverá negociação com os Estados Unidos”, desmentindo Trump, que afirmou que a nova liderança iraniana estaria disposta a conversar.

Larijani disse também que o presidente norte-americano “puxou toda a região para uma guerra desnecessária.”

Trump declarou hoje que os ataques ao Irã devem durar cerca de quatro semanas.Fonte: Agência Brasil 

Nenhum brasileiro pediu ajuda para deixar o Irã, diz embaixador

O embaixador do Brasil em Teerã, André Veras Guimarães, disse que nenhum brasileiro solicitou auxílio para deixar o Irã, país no Oriente Médio alvo de ataques dos Estados Unidos e aliados no fim de semana. 

De acordo com Guimarães, a comunidade brasileira no país é pequena, cerca de 200 pessoas, de famílias constituídas de mulheres brasileiras que se casaram com iranianos.

“Não temos nenhuma notícia de brasileiros que tenham sido vítimas de um ataque”, disse, nesta segunda-feira (2), em entrevista ao programa Alô Alô Brasil, da Rádio Nacional.

“Temos um grupo de WhatsApp que funciona intermitentemente, segundo a liberação ou não da internet aqui. Mas eles já teriam se comunicado com a gente se fosse necessária alguma assistência”, acrescentou.

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O único caso de brasileiro que já deixou o Irã é de um treinador de futebol que saiu, por meios próprios, pela fronteira com a Turquia.

O embaixador explicou que a orientação do governo brasileiro é dar assistência aos seus cidadãos, proteger a equipe da embaixada e informar tudo que está acontecendo para que as avaliações sejam feitas. Segundo Guimarães, ainda é “muito cedo” para pensar em retirar toda a equipe do país.

“A cada momento, na verdade, a gente tem que avaliar e sentir se há condições de permanência. Até agora, os objetivos [dos ataques] são militares, governamentais. Não há falta de energia, de água, os mercados ainda estão abastecidos, pouquíssimas pessoas nas ruas. Então, ainda é possível [permanecer em Teerã], mas existe sempre o risco do efeito colateral”, relatou.

Ainda assim, segundo o embaixador, o momento é “de muita apreensão, muita tensão e uma certa ansiedade”.

“Os ataques são diários. Agora mesmo estão atacando, atacaram há 1 hora, sempre com ataques muito violentos, bombas muito potentes”.

O objetivo dos ataques, conta o embaixador, é atingir estruturas do exército, da Guarda Revolucionária, do Estado iraniano”,  “mas nunca fica certo qual prédio tem relação com qualquer um desses objetivos”, explicou.

Na avaliação de André Veras Guimarães, é muito difícil acreditar que esses ataques consigam tirar o atual regime iraniano do poder, como quer o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

“O sistema ele é muito bem estabelecido, muito enraizado e não me parece, estando aqui e observando, seguindo a política deles, que isso fará o regime cair”, disse.

O embaixador relembra que é um sistema construído ao longo de quatro décadas, “com mecanismos que constam da Constituição para substituição de autoridades e isto vai ser empregado agora”.

O líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, foi assassinado durante a agressão militar dos Estados Unidos e Israel contra o país persa, no último sábado (28). No domingo (1º), foi anunciada a formação de um órgão colegiado para substituir Khamenei. Fonte: Agência Brasil Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil