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Férias chegam e trazem um dilema: viajar ou não com os pets?

Brasilia - DF 23.12.2024  Pets nas férias. Foto: Tina CoêlhoArquivo pessoal.

Viajar de férias é bom. Cercado de pessoas amadas, é ainda melhor. Mas o que fazer quando, entre os amados, há um ser de quatro patas? Levar um pet na viagem pode ser uma experiência incrível, a ponto de se tornar rotina para uns. Mas quem vive essa experiência alerta: cuidados são necessários, antes e durante a viagem, para evitar que esse sonho, de ter a companhia do amigão nos dias de curtição, não vire um pesadelo.

São também necessários cuidados nos casos em que os pets não podem ser levados. Soluções não faltam. Amigos de confiança, profissionais e hospedagens especializadas em animais de estimação podem ajudar, mas é importante estar sempre atento para evitar riscos maiores a esses entes tão queridos da família.

Companheiros de férias

Fotojornalista e antropóloga, Tina Coêlho costuma levar seus “bichús” – termo que usa ao se referir aos muitos amigos caninos – em quase todas as férias. Principalmente quando tem, como destino, praias como Ponta do Corumbau, na Bahia, onde trabalha, também, como instrutora de mergulho.

Tina costuma viajar com seus cinco cachorros por outras rotas. Foram várias idas e vindas entre Brasília e Belo Horizonte. Ela, no entanto, alerta: para esse tipo de aventura, é fundamental que os pets estejam “educados para viajar de carro”, até mesmo para, dependendo da situação, usar cinto de segurança. O aprendizado, explica, é repassado, inclusive, dos cachorros mais velhos para os filhotes.

Em geral, a viagem é feita em veículos espaçosos, como caminhonetes. Nesse caso, os pets de maior porte, como os dois dogs alemães que ela tem, vão na caçamba, com as coleiras amarradas. “Mas já tive situações de levar os cinco em um gol”, disse ela ao lembrar que um dos cachorros, o dog alemão Mano, tem mais de 2 metros de comprimento (do nariz à ponta da cauda) e 1m30 de altura.

“Mano ficou amarrado no porta-malas. E os outros ficaram afivelados no cinto. As malas colocadas no piso tornaram o espaço mais confortável para eles”, acrescentou ao reiterar que isso só foi possível porque todos pets são habituados a longas viagens por rodovias.

Desde sempre Tina foi muito ligada a animais de estimação, motivo pelo qual sentia saudades quando viaja sem eles. “Meus cachorros são membros da família. Então por que não trazê-los, se eles também merecem desfrutar de uma viagem de férias? A meu ver, eles merecem essa consideração. Claro que, para isso, é necessário todo um preparo para curtirmos, juntos, os bons momentos da vida”, acrescentou.

Cuidados específicos

De acordo com o médico veterinário Thiago Richard Massunaga, há motivos que vão além do lazer, para levar os pets nas férias. “Há casos de animais que são muito ligados e dependentes dos donos, ainda que, em geral, muitos não sintam tanta falta da família, desde que mantenham uma rotina com outras pessoas de seu convívio”, disse à Agência Brasil.

“Mas há também o caso de pets que precisam de algum cuidado específico, como medicações de uso contínuo”, acrescentou referindo-se a situações em que há maiores dificuldades para a delegação dessa responsabilidade a terceiros.

O veterinário acrescenta que, no caso de viagens de carro, é preciso que se organize em relação às paradas, de forma a diminuir ou evitar o estresse do animal. “O ideal é encontrar locais onde os eles possam sair do carro a cada 2 horas, pelo menos”.

Com relação às hospedagens, a dica é buscar, antecipadamente, locais que aceitam animais de estimação, os chamados pet friendly.

“Ah… eles são mansinhos”

O tamanho dos dogs alemães de Tina Coêlho costumam render situações inusitadas até mesmo nas hospedagens pet friendly. “A gente sabe que nossos cachorros são muito tranquilos e não representam perigo. Nunca nos causaram problemas. Mas nem todo hotel sabe disso”.

“Por isso adotamos a estratégia de não deixar que os vejam antes de fazermos o check in. Quando perguntam o tamanho dos cachorros, respondemos apenas com um ‘ah… eles são mansinhos’. Depois, esperamos a hora certa e entramos com eles discretamente, o que é muito difícil de fazer quando se trata de dog alemão, porque todos querem vê-los de perto”, diz a fotojornalista.

Segundo Massunaga, as dificuldades de viagens em carros podem ser maiores, dependendo do porte do animal. “E se for por meio aéreo, é importante que veja antes, com as companhias aéreas, suas limitações, bem como as regras para o transporte”. Na maioria dos casos, é indicado o uso de medicamentos para evitar maiores estresses dos bichos, durante a viagem.

 

Brasília (DF) - 26/12/2024 - 100 fotos melhores de 2024, retrospectiva - Foto feita em 28/04/2024 Tutores de pets fazem protesto no Aeroporto Juscelino Kubitschek de Brasília cobrando justiça pela morte do Golden Retriever Joca, durante viagem aérea. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Tutores de pets fazem protesto no Aeroporto Juscelino Kubitschek de Brasília cobrando justiça pela morte do Golden Retriever Joca, durante viagem aérea  Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Cão Joca

O medo de embarcar o melhor amigo ficou maior após o caso do cão Joca, morto durante uma viagem de avião em abril, quando embarcou de Guarulhos (SP), com destino a Sinop (MT). Um erro da companhia aérea acabou colocando ele em outro voo, com destino a Fortaleza.

Ao constatar o erro, a companhia enviou o cachorro de volta a Guarulhos. Todo o procedimento levou cerca de 8 horas, tempo muito maior do que as duas horas e meia, inicialmente previstas. Joca foi encontrado morto ao chegar em Guarulhos.

Pet hotel

Pet hotéis são uma alternativa para os animais que não podem ser levados com seus donos durante as férias. Segundo o veterinário, esta pode ser uma solução para esses casos. “Os animais ficam na companhia de outros animais e sempre têm atividades para fazer e se divertir. Muitos, quando voltam para casa, sentem falta das atividades”, diz Massunaga.

Ele, no entanto, ressalta que, antes de deixar os pets nessas hospedagens, é importante ouvir a opinião de pessoas que já contrataram o serviço; e que a estadia seja planejada, uma vez que o número de vagas disponíveis costuma ser menor durante o período de férias.

“Vale procurar locais que coloquem os pets em companhia de outros animais de mesmo porte, ou com animais com quem eles já estejam acostumados”, acrescenta Massunaga.

Outra possibilidade é a de contratar cuidadores, que vão à residência diariamente para dar os cuidados necessários aos bichinhos. “Os cuidadores costumam ser atentos e cuidam muito bem dos animais, conhecem a família e sabem como cada um age. Se a escolha for por um profissional, é melhor que ela seja feita por indicação de alguém que já usou do serviço. E que seja uma pessoa que goste de animais”, sugere o veterinário.

Cuidadores

É o caso da pet sitter (cuidadora de animais de estimação) Bianca Bianchi. “Sabe aquela pessoa que, no encontro de amigos, fica isolada, deitada no chão brincando com cachorros, enquanto os outros estão na piscina ou na churrasqueira? Sou eu”, apresenta-se Bianca.

Brasilia - DF 23.12.2024  Pets nas férias. Foto Arquivo pessoal.
Pets nas férias. Foto Arquivo pessoal.

“No começo, eu cuidava como uma forma de complementar a renda, mas a coisa acabou crescendo por causa das indicações feitas pelos meus clientes. Nunca mais parei”, disse à Agência Brasil.

Bianca recebe em casa os cachorros de outras pessoas quando viajam. No caso de gatos, ela prefere não tirá-los do ambiente com o qual já estão acostumados. “É fundamental que o ambiente esteja todo telado, para evitar o acesso do gato à rua, e que tenha caixinhas de areia para ele fazer suas necessidades”, ressalta a cuidadora.

Ela tem, como principal fonte de renda o jornalismo, mas a paixão pelos bichos acabou por dar a ela uma renda extra, como cuidadora. “Hoje, nem tanto pela questão financeira. Faço mais pelo amor mesmo. É mais como uma terapia, porque eu adoro os bichos”, explica a cuidadora, residente em Campo Grande (MS).

A cuidadora diz que há demanda pelo seu serviço durante o ano inteiro. “Não só para quem viaja de férias. Há também situações de pessoas que vão receber parentes em casa, que, por algum motivo, não podem ter contato com animais. Uns pela idade; outros por alergia; e outros por estarem se recuperando de uma cirurgia. São diversas as situações”.

Dicas de viagem

Durante dez anos, Tina foi casada com um veterinário, o que possibilitou, a ela, aprofundar os conhecimentos sobre a saúde de pets e, também, sobre diversos animais de fazendas, em especial, cavalos e bodes.

Ela diz que é sempre bom levar uma maleta com os itens básicos de primeiros socorros, quando se viaja com animais de estimação. “É bom incluir também algumas medicações específicas para pets. No caso dos cachorros, vale levar vermífugo contra o chamado verme do coração [dirofilariose]. Ele tem de ser dado periodicamente. Em geral, uma vez por mês para que não haja contaminação”, explica.

O médico veterinário Thiago Massunaga diz que, viajando ou não com os pets, é fundamental manter sempre as vacinas, os vermífugos e anti-parasitário externo deles em dia.

Praia

Se a viagem for para a praia, é bom levar o shampoo e outros itens de banho do bichinho. “Nunca deixe ele com água salgada no corpo ao final do dia, porque faz mal à pele e ao pelo. Se não tiver shampoo, dê um bom banho de água doce para tirar o sal. Isso já ajuda bastante. É também aconselhável usar um secador de cabelo para finalizar a secagem, porque a umidade pode dar fungo”, ressalta Tina Coêlho.

O mar alivia muito o calor dos cachorros. No entanto, requer cuidados especiais com os ouvidos, para evitar otites caninas. “Em geral, eles têm proficiência para não deixar entrar água do mar. Mas é sempre bom ficar de olho também. Faz parte do kit de primeiros socorros ter alguma coisa para o ouvido”.

É também indicado levar cortador de unha e a ração com a qual eles já estejam habituados, uma vez que há riscos de não encontrá-la em outros locais. Levar um brinquedinho pode ajudar a distrair “tanto o cachorro como o seu dono”, brinca a fotojornalista.

Outra dica importante é a de levar a guia, para evitar confusão com outros cachorros e porque muitas pessoas têm medo de cachorro, e acabam ficando constrangidas quando se deparam com um animal solto.

Gatos

Thiago Massunga explica que viajar com gatos é algo mais complicado, devido aos hábitos noturnos e ao instinto caçador e explorador dos felinos.

“Como eles gostam de perambular à noite, não é muito aconselhável levá-los a lugares com os quais não estão habituados. Há inclusive o risco de eles sumirem nos momentos finais da viagem”, disse o veterinário.

Nesses casos, o mais indicado é deixar o bichano em casa, aos cuidados de algum amigo ou buscar ajuda profissional, seja com cuidadores ou lugares especializados em hospedar pets. O importante, segundo ele, é que seja alguém de confiança para alimentar, colocar água e dar medicação, quando necessário.

“Em geral, deixar em casa é muito seguro e tranquilo. No entanto, alguns animais podem sentir falta do proprietário e deixar de se alimentar normalmente, mas logo recupera. Se a família tiver mais de um animal, melhor. Principalmente se forem gatos”.

Cuidados

A cuidadora de pets Bianca Bianchi presta seus serviços tanto na casa do cliente como na própria casa. “Há situações em que recebo eles aqui. Tenho espaço suficiente para isso. Nesse caso, são necessários alguns cuidados extras. Principalmente no caso de eles não serem castrados”, disse.

Outro cuidado é o de checar se a carteirinha de vacinação está em dia, de forma a garantir um contato seguro entre os pets. “Peço que usem coleirinha repelente ou que deixem repelente para o animal, por conta da nossa região aqui, que é uma região endêmica para a leishmaniose”, disse a moradora de Campo Grande.

Para hospedá-los em casa, ela pede que os animais sejam entregues medicados preventivamente contra carrapato, pulga, vermes e sarnas, de forma a evitar tais riscos. “Mantenho, com eles, uma rotina de passeio duas vezes por dia. Então eles acabam indo para a rua e para o mato”.

É também dada preferência a animais que estejam acostumados a socializar com seus semelhantes. “Pets que convivem apenas com humanos, sem contato com outros cachorros e sem o hábito de passear, costumam ter problemas para interagir com outros animais. É difícil ensiná-los em pouco tempo. Podem ocorrer problemas”.

Situações inusitadas.

Mesmo com todos cuidados sendo adotados, problemas podem ocorrer durante a prestação dos serviços de pet sitter.

“Faço sempre uma visita inicial, de forma a ter uma noção sobre o histórico de comportamento do animal, eu me previno de muitas situações. É ali que tenho noções sobre como animal se comporta; sobre o temperamento dele; sobre seu histórico; como reage a fogos de artifício; e uma coisa muito importante: sobre se há risco de estar ou de entrar no cio”.

Mesmo assim, há sempre o risco de algo imponderável acontecer. “Recentemente passei por uma situação muito inusitada. Tenho um hóspede que fica aqui durante o dia, enquanto sua dona está no trabalho. Um cachorro muito bonzinho que não me dá trabalho”.

“Veio uma outra cliente pedindo para eu ficar com uma cachorrinha já bem senhorinha, com seus 14 anos, que, segundo a dona, já havia passado pelo cio, o que me levou a abrir uma exceção e deixá-los juntos, uma vez que estavam se dando bem e nada indicava, no comportamento, qualquer interesse decorrente do cio. Passamos o dia inteiro aqui, levei eles para passear e nada”.

“Aí, à noite, fui tomar um banho. Quando terminei, vi os dois cruzando na sala. Estranhei porque isso só acontece no cio. Como já não adiantava separar, isso os machucaria, esperei eles se soltarem. Falei para a dona o que tinha acontecido. Ela estranhou porque o cio já tinha passado. Descobrimos que havia ali alguma desregulação hormonal. No caso, uma piometra [infecção uterina grave, comum em fêmeas não castradas]”, explicou Bianca.

Outros animais

Apesar de a absoluta maioria da demanda ser para cuidar de cães e gatos, Bianca diz que já foi contratada para cuidar de outros animais, como peixinhos e hamsters. Nesses casos, é importante que as orientações sejam anotadas de forma detalhada, em especial sobre hábitos e sobre quantidade e frequência recomendadas para a alimentação.

“Uma coisa importante sobre peixes é a de ter aquelas bombinhas de oxigenação da água. Inclusive por uma questão de limpeza, para não acumular sujeira no vidro do aquário”, sugere.

“E, no caso dos hamsters, não tem muitos segredos. Além da quantidade de comida recomendada e a disponibilidade de água fresca, porque eles bebem bastante água, você tem de fazer ele gastar energia. Estimular ele a brincar; a girar na rodinha; a subir as escadas. E é bom dar sempre coisas para eles roerem, como cenoura e outras coisas durinhas. Afinal, são roedores, além de manter a serragem da casinha sempre limpinha”, acrescentou. Fonte: Pedro Peduzzi – Repórter da Agência Brasil

Exposição ao som excessivo pode causar perda auditiva

Reveillon 2024 Copacabana - Foto Fernando Maia/Riotur

O barulho excessivo provocado pelas comemorações e festas de fim de ano preocupa especialistas que investigam os impactos dos ruídos na saúde. Segundo eles, mesmo a exposição eventual pode causar danos, especialmente ao sistema auditivo, causando zumbidos ou perda auditiva.

À Agência Brasil, a professora do curso de fonoaudiologia da Universidade Federal Fluminense (UFF), Karla Vasconcelos, explica que a poluição sonora é resultado dos níveis elevados de intensidade sonora em diferentes ambientes, como academias de ginástica, trânsito, fábricas, bares, indústrias e shows. Conforme a pesquisadora, mesmo a exposição eventual pode causar danos.

“As pessoas, principalmente nesta época do ano, associam diversão à música alta, e não se dão conta de que, além de perturbar o sossego alheio, podem prejudicar sua própria saúde, principalmente a auditiva. É comum que o zumbido, mais frequentemente percebido após um período de exposição, permaneça. O convívio com a percepção de um barulho constante não é agradável e pode interferir na rotina profissional e social, causando outras demandas como as relacionadas à saúde mental”.

Vasconcelos argumenta que a poluição sonora precisa ser compreendida como questão de saúde pública por causar prejuízos que vão além das perdas auditivas, como irritabilidade, distúrbios do sono, doenças metabólicas, cardiovasculares e digestivas. “O estresse causado pela exposição à intensidade de som elevado perturba o sossego e é um importante sintoma dessa exposição. É comum ouvirmos notícias trágicas causadas pelo transtorno provocado pelo excesso de intensidade sonora”, acrescenta.

Para o coordenador do Comitê de Acústica Ambiental da Associação Brasileira para a Qualidade Acústica (ProAcústica), Rafael Andrade, a poluição sonora pode ser compreendida como “emissões sonoras que causam desequilíbrio ambiental e oferecem riscos à saúde e ao bem-estar”. “Quando tratamos da poluição sonora, temos um poluente que não deixa marcas visíveis no ambiente, o que faz com que o tema seja colocado em lugar secundário, visto como menos urgente e grave”, ressalta. “Essa negligência em relação à poluição sonora reflete a falta de consciência sobre o assunto, por não considerar diversas consequências da exposição prolongada ao ruído”.

Impactos

“Usualmente, relacionamos os danos à saúde gerados pelo ruído com perdas auditivas, mas é importante destacar que muito antes de essas perdas acontecerem, já observamos diversas consequências negativas da exposição prolongada ao ruído, que tem impactos tanto fisiológicos quanto psicológicos”, destaca Andrade. A dificuldade de ouvir em razão do excesso de barulho é conhecida como Perda Auditiva Induzida por Níveis de Pressão Sonora Elevados (PAINPSE).

“A exposição ao ruído gera a elevação dos níveis de estresse, resultando na liberação de hormônios como cortisol. A partir daí, pode ser observada uma reação em cadeia, uma vez que os níveis elevados de cortisol no organismo podem acarretar aumento da pressão arterial e do risco de desenvolvimento de outros problemas cardiovasculares, como arritmias e infartos”, diz o coordenador.

Do ponto de vista psicológico, Andrade lembra que essa situação leva ao aumento da irritabilidade e a distúrbios de ansiedade, além de prejuízos à memória e à concentração. A exposição ao ruído intenso é danosa principalmente para crianças em fase escolar, por comprometer o aprendizado e o desenvolvimento cognitivo. Há ainda impactos à saúde do sono, com fragmentação do período de descanso e sensação de fadiga.

Níveis de ruído

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que níveis de ruído acima de 75 decibéis (dB) são prejudiciais à audição humana. Já a legislação brasileira determina que o nível máximo de barulho a que um trabalhador pode ficar exposto ao longo de uma jornada de 8 horas é de 80 decibéis. O nível de exposição ao ruído máximo varia de acordo com o tempo de exposição, sendo que quanto maior a intensidade sonora, menor deve ser a exposição.

Tabela divulgada pela Universidade de São Paulo (USP) recomenda que para um nível de ruído de 85 decibéis, a exposição máxima permitida é de 8 horas diárias. Para uma exposição de 90 decibéis, 4 horas; para 95 decibéis, 2 horas; para 100 decibéis, 1 hora; para 105 decibéis, 30 minutos e para 110 decibéis, 15 minutos. “Os fogos de artifícios e as festas ou shows costumam ultrapassar os 120 dB”, alerta a professora da UFF.

“Especialmente, durante o final do ano, as comemorações e fogos de artifício são as principais fontes de exposição ao ruído ambiental. Qualquer som de intensidade elevada pode causar danos às estruturas responsáveis pela decodificação da energia mecânica em estímulo elétrico que fazem parte do sistema auditivo, as células ciliadas. Uma vez danificadas não se regeneram e assim o dano, mesmo que mínimo, será permanente”, diz Vasconcelos.

No Brasil, 17,3 milhões de pessoas com 2 anos ou mais (8,4% dessa população) têm alguma das deficiências avaliadas pela Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) de 2019. Elaborada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o estudo identificou que 6,9 milhões (3,4%) têm deficiência visual, 2,5 milhões (1,2%) deficiência mental e 2,3 milhões (1,1%) deficiência auditiva.

Segundo o estudo, a deficiência auditiva ocorre quando uma pessoa apresenta grande dificuldade ou não consegue de modo algum ouvir. Essa condição pode ser provocada por diversos fatores, sendo um deles a exposição repetidas vezes e por longos períodos a sons a partir de 85 decibéis.

Recomendações

Para preservar a saúde auditiva, o coordenador do Comitê de Acústica Ambiental da ProAcústica sugere reduzir o volume dos fones de ouvido e utilizar protetores auriculares ao frequentar lugares ruidosos, como festas com música alta. Os protetores, ou tampões, reduzem os níveis sonoros que chegam ao sistema auditivo.

“Existem disponíveis no mercado protetores para ambientes de música, que mantêm a qualidade sonora, uma opção interessante para quem gosta de ir a shows. Se você está dando uma festa em casa, evite o som alto, a música alta resulta em maior esforço para conversar, o que pode causar danos à voz, além de aumento no ruído gerado, levando a indisposições com a vizinhança. Evite dormir com televisão ou música, esses ruídos constantes prejudicam também a qualidade do sono, o que pode aumentar a sensação de cansaço e a irritabilidade”.

Andrade também chama a atenção para a própria poluição sonora urbana e para os ruídos gerados por veículos. O coordenador recomenda a instalação de janelas antirruídos em casas e apartamentos. “No entanto, essas soluções não são acessíveis à maior parte da população. Devemos sempre cobrar o poder público para realizar a gestão do tráfego nas cidades visando à melhoria do espaço acústico urbano”, defende.

O que diz a lei

No âmbito federal, o artigo 42 da Lei de Contravenções Penais, de 1941, diz que perturbar alguém enquanto exerce o seu trabalho ou o “sossego alheio” com “gritaria ou algazarra; exercendo profissão incômoda ou ruidosa, em desacordo com as prescrições legais; abusando de instrumentos sonoros ou sinais acústicos; provocando ou não procurando impedir barulho produzido por animal de que tem a guarda” pode passar de 15 dias a três meses preso.

Também na esfera federal, a Lei de Crimes Ambientais garante punição de um a quatro anos a quem “causar poluição de qualquer natureza” em níveis que possam prejudicar a saúde humana. “Para reduzir os impactos da exposição sonora, o principal é que a população seja educada e conscientizada sobre o assunto. Assim, será possível que as regulamentações sejam respeitadas”, afirma Vasconcelos.

Ministério da Saúde

Em nota, o Ministério da Saúde alerta que ouvir sons altos por longos períodos de tempo pode resultar em perda auditiva temporária, permanente ou sensação de zumbido no ouvido. Segundo a pasta, dados divulgados pela OMS indicam que mais de 1 bilhão de pessoas, com idades entre 12 e 35 anos, correm o risco de perder a audição devido à exposição prolongada e excessiva à  música alta e a outros sons recreativos.

De acordo com o ministério, o padrão global para audição segura em locais e eventos destaca seis recomendações: nível sonoro máximo de 100 decibéis; monitoramento e registro de níveis de som usando equipamento calibrado por pessoal designado; otimizar acústica do local e os sistemas de som para garantir uma qualidade agradável e uma audição segura; disponibilizar proteção auditiva individual para o público, incluindo instruções de uso; acesso a zonas de silêncio para as pessoas descansarem os ouvidos e diminuírem o risco de danos auditivos e formação e informação para os trabalhadores.

O ministério também informa que o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece o cuidado em saúde auditiva de forma integral e gratuita, com ações que vão desde promoção à saúde e prevenção de perdas de audição, passando por identificação precoce por meio do teste da orelhinha, até o diagnóstico em serviços especializados e reabilitação auditiva (próteses auditivas e terapias especializadas).

Fonte: Agência Brasil *Estagiária sob supervisão de Mariana Tokarnia

Apostadores falam sobre sonho de embolsar os R$ 600 milhões da Mega

Brasília (DF) 28/12/2024 – Jogo da mega sena da virada com estimativa de 600 milhões de reais.
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Largar o emprego para viajar, juntar toda família em uma “humilde mansão” e até mesmo comprar um time de futebol para competir pela sua cidade. São muitos os sonhos daqueles que vão às lotéricas, na esperança de acertar os seis números da Mega-Sena da Virada, que promete um prêmio de pelo menos R$ 600 milhões.

Dono de uma lanchonete na área central de Brasília, Enock Góes, de 70 anos, diz nunca ter ouvido a música Money, da banda inglesa Pink Floyd. Mas, com o dinheiro do prêmio nas mãos, faria o mesmo que é descrito, de forma irônica, na letra da música. “Meu sonho é comprar um time de futebol, para jogar pela minha cidade”, disse o candidato a cartola.

Enock é natural da cidade baiana de Conde, localizada perto da divisa com Sergipe. “Sou torcedor do Bahia, mas a minha vontade é a de montar um time para competir contra o time do meu coração”, acrescenta.

Brasília (DF) 28/12/2024 – Jogo da mega sena da virada com estimativa de 600 milhões de reais, Enock José Alves Góes 70 , disse que `compraria um time de futebol em sua terra natal`
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
O baiano Enock Góes sonha em comprar um time de futebol em sua terra natal – Joédson Alves/Agência Brasil

Ele diz conhecer toda a região de sua cidade natal. Em especial, os torneios com muitos jogadores amadores bastante habilidosos. “Já vi muitos talentos não aproveitados, por falta de alguém para investir. É o que quero fazer com o dinheiro do prêmio”, acrescentou o ex-jogador de futebol amador que, por ser ambidestro e campeão de 100 metros rasos, se destacava jogando pelas duas pontas do campo.

O baiano estima que a montagem desse time sairia por cerca de R$ 10 milhões. O restante seria investido na compra de imóveis, de forma a garantir renda para ele, a esposa e os três filhos.

Além de vitórias em campo, Enock já ganhou, também, nos jogos da loteria. “Jogo sempre, tanto em bolões como individualmente. Inclusive já ganhei duas quadras e oito ternos na Quina”, conta. Com o valor recebido, investiu em uma distribuidora de charutos e em um restaurante.

“Desta vez, a primeira coisa que farei será levar a patroa à Costa do Sauípe e enchê-la de pulseiras e brincos de ouro. Ela adora isso. É minha companheira há mais de 40 anos. Somos da mesma cidade, e é para lá que voltaremos”, complementou.

“Humilde mansão”

Brasília (DF) 28/12/2024 – Jogo da mega sena da virada com estimativa de 600 milhões de reais, Salomão Carvalhido Barros 57 anos, disse que `ajudaria toda família e que doaria seu negócio`
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
Com o prêmio, Salomão Barros pretende ajudar toda família e doar a amigos a revistaria que tem na área central de Brasília – Joédson Alves/Agência Brasil

Salomão Barros, de 57 anos, também já teve sorte no jogo. Chegou a ganhar uma quadra e a fazer vários ternos. O último prêmio recebido chegou a R$ 4 mil. “Como estou sempre jogando, obviamente já gastei mais do que recebi”, disse o comerciante, que costuma gastar entre R$ 70 e R$ 80 a cada sorteio.

Ele diz que, apesar de jogar na sorte, não é muito supersticioso com números. “A escolha é sempre pelo computador da lotérica mesmo”. Caso tenha a grande sorte, pretende aplicar o dinheiro para viver de renda, e diz que doará a amigos a revistaria que tem, também na área central de Brasília.

A renda a ser obtida com os investimentos será repartida com seus seis filhos. Ele diz que comprará, também, uma “humilde mansão” onde caibam não apenas os filhos, mas também sua atual e as ex-esposas. “Somos todos amigos. Não haverá problema. É que eu não quero deixar ninguém de fora”, justifica.

O advogado Waldisley da Silva, de 34 anos, conta que também tem sorte nas apostas de loteria, mesmo não jogando de forma rotineira. “Jogo apenas vez por outra, mas já ganhei uma quina na Mega da Virada, em 2013. Recebi cerca de R$ 20 mil.”

Brasília (DF) 28/12/2024 – Jogo da mega sena da virada com estimativa de 600 milhões de reais, Waldisley da Silva 34 anos, disse que `pararia de trabalhar e iria curtia a vida`
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
Para o advogado Valdisley da Silva, que tem 34 anos e sonha com uma humilde mansão, “o céu é o limite” – Joédson Alves/Agência Brasil

Ele diz que teria até dificuldades para decidir o que fazer, caso ganhe os R$ 600 milhões do prêmio a ser sorteado no dia 31 de dezembro de 2024. “Ave Maria… com esse dinheiro dá para fazer coisas demais. O céu é o limite. Para começar, vou viajar para muitos países e curtir a vida com meu casal de filhos e com minha esposa.”

“Isso é dinheiro suficiente para comprar minha tranquilidade e fazer o que bem entender”, acrescentou. Waldisley pretende, também, reformar a casa e largar a advocacia. “Nunca mais vou querer ver trabalho pela minha frente”. Fonte: Pedro Peduzzi – Repórter da Agência Brasil

Lira e Lula se reúnem no Alvorada em meio a bloqueio de emendas

Brasília (DF) 09/02/2024 – O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), e o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em cerimônia no Palácio do Planalto.
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), na tarde desta quinta-feira (26), no Palácio da Alvorada, residência oficial. O encontro ocorreu por volta das 15h30 e durou cerca de uma hora. 

Segundo atualização da agenda oficial de Lula, o ministro da Secretaria de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, e o líder do governo na Câmara dos Deputados, José Guimarães (PT-CE), também estiveram no Alvorada por volta do mesmo horário.

A pauta da reunião não foi informada pelas assessorias, mas ocorreu dias após uma decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspender o pagamento de cerca de R$ 4,2 bilhões em emendas de comissão que não teriam cumprido critérios de transparência para sua execução. A decisão judicial foi publicada na segunda-feira (23), antevéspera do feriado de Natal.

No despacho, Dino também determinou a instauração de inquérito pela Polícia Federal (PF), após pedido do PSOL, que teve, por base, suspeitas de irregularidades na destinação dos recursos de emendas das comissões permanentes do Legislativo. Recentemente, a decisão de Dino, definindo critérios de transparência e rastreabilidade para a liberação de emendas, foi referendada por unanimidade pelo STF.

Por causa do encontro com Lula, o presidente da Câmara adiou uma reunião por videoconferência que ocorreria com líderes partidários, para tratar das eleições para a Mesa Diretora da Câmara, marcadas para fevereiro do próximo ano. O principal candidato à sucessão de Lira, que conta com apoio do próprio presidente em fim de mandato, é o deputado federal Hugo Motta (Republicanos-PB), cuja candidatura já recebeu a adesão formal de 17 partidos. A composição dos demais cargos para a Mesa Diretora ainda está em negociação entre as bancadas. Fonte: Pedro Rafael Vilela – Repórter da Agência Brasil

Moraes diz que Daniel Silveira foi a shopping e pede explicações

Dep. Daniel Silveira (PSL - RJ)

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes pediu nesta quinta-feira (26) explicações ao ex-deputado federal Daniel Silveira sobre novas acusações de violação das medidas cautelares durante o cumprimento do livramento condicional.

Na decisão, Moraes deu prazo de 48 horas para o ex-parlamentar explicar porque ficou fora de casa por cerca de 10 horas e ainda foi a um shopping de Petrópolis (RJ), no último domingo (22). Além disso, Silveira deverá informar quem esteve com ele.

Na terça-feira (24), o ex-deputado foi preso pela Polícia Federal (PF) após descumprir a regra que estabelecia o horário das 22h para recolhimento noturno. A medida foi estabelecida no livramento condicional, benefício que foi revogado por Moraes após o episódio. Segundo o ministro, no último fim de semana, Daniel Silveira deu entrada em um hospital, sem autorização judicial.

Na nova decisão proferida hoje, Moraes quer explicações sobre a estada de Daniel Silveira em outros locais que foram descobertos após a Secretaria de Administração Penitenciária do Rio de Janeiro enviar ao ministro dados sobre o monitoramento da tornozeleira eletrônica.

Segundo Moraes, Daniel Silveira não poderia passar o dia fora de sua residência. No entendimento do ministro, o comportamento demonstra que Silveira “ignorou” as condições do livramento condicional.

“Entre outros inúmeros endereços visitados, o sentenciado passou mais de uma hora no Shopping (ocorrência 14, data: 22/12/2024, chegada: 13:12, saída: 14:16), reforçando a inexistência de qualquer problema sério de saúde, como alegado falsamente por sua defesa”, escreveu o ministro.

Após a decisão da suspensão da condicional, a defesa de Daniel disse que ele precisou ser levado ao Hospital Santa Tereza, em Petrópolis (RJ), no sábado (21), com fortes dores lombares e juntou exames e um atestado para comprovar que ele recebeu atendimento médico.

Em 2023, Silveira foi condenado pelo STF a oito anos e nove meses de prisão pelos crimes de tentativa de impedir o livre exercício dos poderes e coação no curso do processo ao proferir ofensas e ameaças contra os ministros da Corte.

Na semana passada, Moraes autorizou o livramento condicional da pena, mas o benefício foi revogado após o descumprimento das medidas cautelares.  Fonte: Agência Brasil André Richter – Repórter da Agência Brasil

Corpo de adolescente que desapareceu após ser levado por correnteza em praia é encontrado em São Luís

Adolescente desaparece ao ser levado por correnteza na Praia de São Marcos, em SL — Foto: Reprodução

O corpo do jovem foi encontrado, próximo ao Batalhão de Bombeiros Marítimo, pela Guarda Municipal de São Luís após quase 24 horas de buscas pelo jovem. Ainda na quarta-feira, pela noite, o Corpo de Bombeiros precisou suspender as buscas por mar devido à baixa visibilidade.

João Gabriel estava acompanhado dos parentes na praia. De acordo com o comandante do CBMMA, Célio Roberto, ele estava junto de outro adolescente dentro do mar. Um deles conseguiu sair do mar ao ver a corrente de água surgindo, enquanto a menina ficou no local e foi levada.

“Infelizmente estamos com um adolescente desaparecido. Um conseguiu sair, deve ter caído uma corrente de retorno, mas o outro não e nós estamos na busca”, afirma o comandante. Fonte: G1-MA

Menina de 12 anos denuncia primo por estupro após assistir palestra na escola e suspeito é preso

Polícia Civil da Paraíba — Foto: TV Paraíba/Reprodução

Um homem foi preso nesta quinta-feira (26), em Campina Grande, suspeito de estuprar uma menina de 12 anos. De acordo com a Polícia Civil, a vítima denunciou o crime após assistir a uma palestra sobre abuso contra crianças e adolescentes na escola onde estuda.

A polícia afirma que a menina assistiu à palestra educativa e relatou o crime aos professores, que incentivaram a vítima a denunciar o estupro. A criança é prima do suspeito.

A menina foi ouvida em uma sala especializada da Polícia Civil e contou aos investigadores sobre os abusos que sofreu. Com a denúncia, a polícia solicitou à justiça a prisão preventiva do suspeito, que foi deferida pelo Poder Judiciário.

A prisão do suspeito foi realizada por policiais da Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Infância e Juventude, que investiga o caso. O homem foi levado para a Central de Polícia de Campina Grande e aguarda audiência de custódia. Fonte: G1-PB

Irmãos se esfaqueiam e um deles morre durante festa na noite de natal, no Sul do Piauí

Irmãos se esfaqueiam durante festa na noite de natal, no Sul do Piauí — Foto: Reprodução

Um homem chamado José Martinho, de 30 anos, morreu depois de ser esfaqueado pelo irmão, Denis Pereira, de 35 anos. Os dois trocaram facadas durante uma festa em família na noite de natal, na casa da mãe dos dois, na cidade de Guadalupe, a cerca de 350 km de Teresina.

A Polícia Militar do Piauí (PM-PI) informou que os irmãos estavam bebendo juntos na casa da mãe quando começaram a discutir. José pegou sua faca e golpeou Denis na axila. Em seguida, Denis retirou a faca que ficou cravada na sua axila e atacou o irmão com um golpe também na axila.

“José, esfaqueou seu irmão Denis na Axila. Logo em seguida, o irmão retira a faca de seu corpo e revida o ataque a José, na mesma região. O caso aconteceu na casa da mãe dos indivíduos e ela acionou o SAMU, que nos acionou”, relatou Tenente Moraes.

José morreu ainda no local. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi acionado, e socorreu Denis, que foi encaminhado para o Hospital Regional Tibério Nunes, em Floriano, e está em estado grave. Ele está sendo custodiado pela Polícia Civil que investigará o caso. Fonte: G1-PI