Blog do Walison - Em Tempo Real

Morre um dos feridos em princípio de incêndio no Rio Anil Shopping, em São Luís

Morreu no início da noite dessa terça-feira (18) um dos feridos no princípio de incêndio ocorrido no Rio Anil Shopping, no bairro Turu, em São LuísKazimier Okrot, técnico que trabalhava na manutenção da subestação no momento do acidenteestava internado há um mês no Hospital UDI devido às graves queimaduras.

O incêndio aconteceu no dia 18 de janeiro, quando uma equipe de eletricistas realizava manutenção na subestação de energia do shopping. Segundo o Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão (CBMMA), a falha provocou uma série de curtos-circuitos, gerando fumaça densa e deixando ao menos três trabalhadores feridos.

Kazimier Okrot sofreu queimaduras térmicas e elétricas e teve complicações durante a internação.

Em nota, o Rio Anil Shopping lamentou o falecimento e reforçou que o prestador de serviço, assim como a sua família, recebeu toda a assistência médica necessária durante o período de internação.

princípio de incêndio foi registrado no dia 18 de janeiro deste ano. Segundo informações do Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão (CBMMA), três técnicos que trabalhavam na manutenção da subestação ficaram feridos. Um deles teve queimaduras graves nas costas, outro precisou ser hospitalizado por inalar fumaça, e um terceiro também se feriu no incidente.

De acordo com o CBMMA, o princípio de incêndio foi causado por uma descarga elétrica na subestação de energia que abastece o shopping e fica na área do estacionamento, no térreo. No local, os bombeiros constataram não haver chamas, apenas a produção de fumaça. Logo após o incidente, o shopping foi evacuado.

Equipes do Corpo de Bombeiros foram ao estabelecimento fazer a varredura para identificar as causas do incidente. Segundo o CBMMA, o shopping ficou escuro, porque a eletricidade teve que ser desligada por questões de segurança, além disso, havia muita fumaça no local.

Segundo testemunhas, no momento do incidente o alarme de incêndio demorou a tocar, além disso, os clientes só foram avisados do princípio de incêndio por lojistas. Minutos depois, os seguranças começaram a mandar as pessoas saírem do local.

Por meio de nota, o Rio Anil Shopping informou que houve um problema na subestação de energia e que três técnicos que trabalhavam no local ficaram feridos. (veja, no final da matéria, a nota do Rio Anil Shopping na íntegra). Fonte: G1-MA

PRF apreende 2kg de cocaína dentro de bolsa de adolescente grávida no MA

PRF apreende 2kg de cocaína dentro de bolsa de adolescente grávida no MA — Foto: Reprodução

Dois quilos de cocaína foram apreendidos pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) durante uma fiscalização a um ônibus que vinha da cidade de Belém do Pará, sentido São Luís, na manhã desta quarta-feira (19).

A operação aconteceu por volta das 10h10 em frente à Unidade da PRF, no km 14 da BR-135.

A operação aconteceu nesta quarta-feira (19), durante uma fiscalização a um ônibus que vinha da cidade de Belém do Pará. — Foto: Reprodução

De acordo com a PRF, a droga estava sendo transportada por uma adolescente grávida, de 16 anos, dentro de uma mochila. Ela teria embarcado na cidade de Ananindeua (PA), rumo à capital maranhense. Fonte: G1-MA

MPPB investiga ação policial que terminou com cinco jovens mortos em João Pessoa

Sede do Ministério Público da Paraíba (MPPB), em João Pessoa — Foto: Ascom/MPPB

O Ministério Público da Paraíba (MPPB) instaurou um procedimento administrativo para acompanhar e fiscalizar a investigação policial sobre a ação da Polícia Militar que terminou com a morte de cinco jovens na noite de sábado (15), no bairro de Valentina, em João Pessoa. A informação foi confirmada pela próprio órgão.

A investigação será realizada pelo Núcleo de Controle Externo da Atividade Policial (Ncap), órgão do MPPB. Inicialmente, a ação quer verificar se todas as providências foram tomadas para investigar as condições nas quais se deram a ação policial.

A coordenadora do Ncap, Cláudia Bezerra, determinou o registro e a autuação da portaria. Ela também solicitará ao Comando do 5º Batalhão de Polícia Militar da Paraíba, que, no prazo de 24 horas, apresente informações sobre a ocorrência com a remessa do devido boletim (BOPM) e de qualquer outro documento relativo ao caso.

O Ncap também vai solicitar que, no prazo de 24 horas, a Delegacia de Crimes Contra a Pessoa de João Pessoa, apresente informações sobre a instauração de inquérito policial e o respectivo número no processo judicial eletrônico.

De acordo com Cláudia Bezerra, o procedimento tem o objetivo de fiscalizar a letalidade policial e garantir a adoção de medidas necessárias a garantir a eficácia das investigações policiais.

O secretário de Segurança Pública da Paraíba, Jean Nunes, afirmou nesta segunda-feira (17) que os policiais militares envolvidos na ação foram “recebidos a bala” pelos cinco homens e, portanto, “agiram no estrito cumprimento do dever legal”. O comentário foi feito ao se referir a um protesto de moradores que questionavam a operação.

Jean Nunes também ressaltou que um inquérito policial será conduzido para apurar as circunstâncias da ocorrência. De acordo com o superintendente da Polícia Civil em João Pessoa, Cristiano Santana, seis policiais militares envolvidos na ação devem prestar depoimento.

Entenda o caso

Segundo a Polícia Militar, cinco jovens se reuniram na noite deste sábado (15), no município do Conde, para vingar a morte da mãe de um deles, que foi vítima de um feminicídio. Durante a ação, o grupo acabou interceptado por policiais em viaturas do 5º Batalhão.

A PM alega que os homens estavam em dois carros e desobedeceram a ordem de parada das viaturas. Houve tiros e os cinco homens foram mortos.

Entre as vítimas mortas, um seria uma liderança criminosa da comunidade Vista Alegre, outro usava tornozeleira eletrônica e outro seria o filho da vítima de feminicídio.

O grupo estaria armado com espingarda, pistola e revólver, armas que foram apreendidas.

O suspeito de cometer o feminicídio é Gilmar Eloy Dionizio, que teria matado a amiga da ex-esposa por acreditar que ela teria incentivado sua ex a ir até delegacia conseguir uma medida protetiva contra ele. A vítima foi identificada como Ana Gabriela de Oliveira da Silva, de 36 anos.

Gilmar, segundo a Polícia Militar, seria o alvo do ataque do grupo que mais tarde foi interceptado pelos policiais.

De acordo com informações da TV Cabo Branco, os cinco jovens mortos durante a ação policial são:

  • Fábio Pereira da Silva Filho, de 26 anos
  • Emerson Almeida de Oliveira, de 25 anos
  • Alexandre Bernardo de Brito, de 17 anos
  • Cristiano Lucas, de 16 anos
  • Gabriel, de 16 anos (filho de Ana Gabriela, vítima do feminicídio) Fonte: G1-PB

Dois homens são executados no meio da rua em Nova Floresta, na Paraíba

Dois homens são executados no meio da rua em Nova Floresta - Foto: (TV Paraíba/Reprodução)

Dois homens foram mortos na noite dessa terça-feira (18) no município de Nova Floresta, no Curimataú da Paraíba. O crime aconteceu pouco antes da meia-noite e, segundo a Polícia Civil, tem características de execução.

As vítimas estavam em um carro, circulando pela cidade, quando foram perseguidos por homens armados, que já chegaram atirando.

O motorista do carro morreu ainda dentro do veículo. Já o passageiro ainda conseguiu sair do carro e tentou fugir. Mas foi perseguido e morto pouco depois.

Ambos tiveram suas mortes registradas ainda no local. Uma perícia foi realizada e foi identificado que os criminosos efeturaram pelo menos 15 disparos de arma de fogo.

Os investigadores tratam o caso como execução e como crime premeditado. Eles tentam agora identificar e prender os autores do crime.

Esse é o segundo crime cometido na cidade com características de execução em menos de uma semana. O primeiro aconteceu na última sexta-feira (14), quando Paulo Vitor dos Santos, de 29 anos, foi assassinado. A Polícia Civil ainda não sabe se os crimes estão relacionados. Fonte: G1-PB

Preso morre após sofrer descarga elétrica no Presídio Serrotão, em Campina Grande

Detento morre após descarga elétrica no Presídio do Serrotão, em Campina Grande — Foto: TV Paraíba/Reprodução

Um homem de 25 anos, que estava preso no Complexo Penitenciário do Serrotão, em Campina Grande, morreu após uma descarga elétrica. A informação foi confirmada pela direção da penitenciária à TV Paraíba.

O detento foi identificado como Jônata Lourenço Lima. Segundo informações de testemunhas, por volta das 19h desta terça-feira (18), ele, após tomar banho, foi mexer em uma fiação elétrica do pavilhão onde estava preso, quando sofreu uma descarga elétrica.

Ele foi levado para o Hospital de Trauma de Campina Grande, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

Ainda segundo a direção da penitenciária, Jônata Lourenço cumpria pena por latrocínio e estava preso há sete anos. Fonte: G1-PB

Dois homens são presos por estupro de vulnerável contra as próprias enteadas em Teresina

Homens são presos por estupro de vulnerável em Teresina — Foto: DEOP

A Diretoria Especializada em Operações Policiais (Deop) prendeu, na manhã desta quarta-feira (19), em TeresinaFrancisco Anderson de Sousa Lopes, vulgo Miau, de 38 anos, e Jonh Robert Lira Torres, de 39, por estupro de vulnerável. As vítimas são as enteadas menores de idade dos dois homens.

Conforme o delegado Tales Gomes, diretor da Deop, Francisco foi preso no bairro Taboca do Pau Ferrado, localizado na Zona Sudeste de Teresina.

Ele possui uma condenação em transitado em julgado (quando não há mais possibilidade de recursos contra uma decisão judicial), pelo crime de estupro de vulnerável, ocorrido no ano de 2019, contra uma enteada menor de idade. Ele foi condenado a 22 anos de prisão em regime fechado.

Já John Robert foi preso preventivamente no bairro Leonel Brizola, na Zona Norte de Teresina. O homem estava sendo investigado pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) pelo estupro de duas enteadas em 2024.

Ainda conforme o delegado Tales, na residência de Francisco a equipe encontrou drogas e uma balança de precisão, por isso, ele também foi autuado em flagrante por tráfico de drogas e receptação.

Os dois foram encaminhados para a Central de Flagrantes de Teresina para a realização dos procedimentos cabíveis e serão encaminhados para o sistema penal do estado.

Francisco Anderson iniciará o cumprimento da pena e John Robert ficará à disposição da Justiça enquanto responde pelos crimes. Fonte: G1-PI

Charles da Silveira pede exoneração da Fundação Municipal de Saúde de Teresina

Charles da Silveira já foi ex-secretário de Firmino Filho e Silvio Mendes — Foto: Divulgação/FMS

O advogado Charles da Silveira pediu exoneração do cargo de presidente da Fundação Municipal de Saúde (FMS) de Teresina, nesta quarta-feira (19), após um mês e meio de gestão. O odontólogo Francisco Pádua, que já foi presidente da FMS, deve assumir a pasta.

A informação foi confirmada pelo secretário municipal de comunicação, Ellyo Teixeira. Segundo ele, Charles deixou a gestão por uma “questão pessoal”.

Charles da Silveira é professor, advogado e ex-presidente da FMS, cargo que ocupou de 2018 a 2020, durante a gestão do ex-prefeito Firmino Filho. É graduado pela Faculdade de Direito do Distrito Federal e atuou como subchefe e chefe do Departamento de Ciências Jurídicas da Universidade Federal do Piauí (UFPI). Além disso, já foi vice-reitor e reitor da UFPI.Fonte: G1-PI

Câmara aprova reajuste salarial dos professores da rede municipal de Teresina em regime de urgência

Professores da rede municipal de Teresina decidem continuar greve — Foto: Eric Souza/g1

A Câmara Municipal de Teresina (CMT) aprovou, nesta quarta-feira (19), o reajuste salarial linear de 6,5% para os servidores da educação na capital. O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais da capital (Sindserm), reivindica um aumento de 22,07%. Na terça (18), os trabalhadores votaram pela continuidade da greve da categoria, deflagrada na segunda (17).

Por outro lado, o coordenador-geral do Sindserm, Sinésio Soares, argumenta que a prefeitura pode pagar o aumento de 22,07% devido ao repasse de R$ 85 milhões do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), feito em janeiro de 2025.

“É um recorde histórico, entrou R$ 14 milhões a mais que janeiro do ano passado. Já agora em fevereiro, nos dez primeiros dias, entrou R$ 28 milhões. Tem condição de pagar”, afirmou o coordenador-geral.

O secretário de Administração de Teresina, Marcos Elvas, declarou que o aumento proposto pela prefeitura terá uma repercussão anual de R$ 38 milhões na folha de pagamento da educação municipal, enquanto a convocação dos professores custará R$ 25 milhões.

Ao todo, o impacto financeiro será de R$ 63 milhões no ano. “Para quem recebeu a prefeitura da forma que recebeu, acho que é impossível fazer mais. Entendo a posição do sindicato, no regime democrático é possível ter várias visões. Mas tem que ter a capacidade de pagamento”, disse o secretário.Fonte: G1-PI

PGR: Bolsonaro estimulou acampamentos para justificar intervenção

Polícia e Exército se concentram na frente do QG do Exército para desmobilização de acampamento de bolsonaristas

O ex-presidente Jair Bolsonaro estimulou “deliberadamente” ações que possibilitassem a ruptura institucional – incluindo a permanência de acampamentos montados por apoiadores em frente a diversos quartéis-generais. O trecho consta na denúncia feita pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Bolsonaro e mais 33 pessoas por tentativa de golpe de Estado em 2022.

“O então presidente sempre dava esperanças de que algo fosse acontecer para convencer as Forças Armadas a concretizarem o golpe. O colaborador [tenente-coronel Mauro Cid], inclusive, afirma que esse foi um dos motivos pelos quais o então presidente Jair Bolsonaro não desmobilizou as pessoas que ficavam na frente dos quartéis”, destacou o documento, ao citar a delação de Cid à Polícia Federal (PF).

Outro trecho da denúncia cita que Bolsonaro “dava esperanças” de que algo fosse acontecer no intuito de convencer as Forças Armadas a concretizarem o golpe de Estado. “O colaborador, inclusive, afirma que esse foi um dos motivos pelos quais o então presidente não desmobilizou as pessoas que ficavam na frente dos quarteis”.

“Em relação a isso, o colaborador também se recorda de que os comandantes das três forças assinaram nota autorizando a manutenção da permanência das pessoas na frente dos quarteis por ordem do então presidente Jair Bolsonaro”, detalhou o documento. Segundo a PGR, o ex-ministro e general Braga Netto, também incitou a movimentação nos quarteis, mantendo contato direto com apoiadores do ex-presidente.

De acordo com a denúncia, Mauro Cid cita um vídeo em que o general conversa com manifestantes em frente a um quartel e pede que mantenham a esperança “porque ainda não havia terminado e algo iria acontecer”. “O colaborador reafirma que tanto o então presidente Jair Bolsonaro quanto o general Braga Netto esperavam que algo pudesse acontecer para convencer as Forças Armadas a darem o golpe e, por isso, incentivavam a manutenção das mobilizações em frente aos quartéis”.

Entenda

A PGR denunciou nesta terça-feira (18) o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais 33 pessoas ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelos crimes de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e organização criminosa. A acusação também envolve outros militares, entre eles o ex-ministro da Casa Civil e da Defesa Braga Netto e Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.

No documento, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, detalha a participação de Bolsonaro e dos demais acusados e afirma que o grupo agiu com violência e grave ameaça para impedir o funcionamento dos Poderes da República e para tentar depor o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Ainda de acordo com a denúncia, Bolsonaro contou com o auxílio de aliados, assessores e generais para “deflagrar o plano criminoso”, que teria ocorrido por meio de ataques às urnas eletrônicas, afronta às decisões do Supremo e incentivo ao plano golpista, entre outras acusações. Fonte: Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil

Bolsonaro sabia e concordou com plano de matar Lula, Alckmin e Moraes

Brasília  (DF) 05/02/2021 - Ministro Braga Netto e o presidente Jair Bolsonaro durante entrevista coletiva à imprensa. Foto: Marcos Corrêa/PR

A denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), apresentada na noite dessa terça-feira (18) ao Supremo Tribunal Federal (STF), evidencia que o ex-presidente Jair Bolsonaro estava ciente e concordou com o planejamento e a execução de ações para assassinar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice presidente Geraldo Alckmin e o ministro do STF Alexandre de Moraes. 

De acordo com procurador-geral da República, Paulo Gonet, o plano intitulado “Punhal Verde Amarelo” foi arquitetado e levado ao conhecimento do então presidente da República, “que a ele anuiu, ao tempo em que era divulgado relatório em que o Ministério da Defesa se via na contingência de reconhecer a inexistência de detecção de fraude nas eleições”.

“O plano se desdobrava em minuciosas atividades, requintadas nas suas virtualidades perniciosas. Tinha no Supremo Tribunal Federal o alvo a ser “neutralizado”. Cogitava o uso de armas bélicas contra o ministro Alexandre de Moraes e a morte por envenenamento de Luiz Inácio Lula da Silva”, destaca Gonet.

Além do ex-presidente, a denúncia da PGR inclui mais 33 pessoas pelos crimes de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e organização criminosa. As acusações envolvem militares, entre eles Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil e da Defesa, e Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.

A denúncia da PGR ressalta ainda que outros planos foram encontrados em posse dos denunciados. Um deles se encerrava com a frase: “Lula não sobe a rampa”.

A prova de que o plano não ficou apenas na fase de planejamento seria a execução inicial da Operação Copa 2022.

“Foram levadas a cabo ações de monitoramento dos alvos de neutralização, o ministro Alexandre de Moraes e o presidente eleito Lula da Silva. O plano contemplava a morte dos envolvidos, admitindo-se meios como explosivos, instrumentos bélicos ou envenenamento”, menciona o procurador-geral da República.

De acordo com a denúncia ao STF, no dia 15 de dezembro de 2022, os operadores do plano, com todos os preparativos completos, somente não ultimaram o combinado por não haverem conseguido, na última hora, cooptar o Comando do Exército.

O dia 9 de novembro de 2022 marcaria o início da fase mais violenta do plano de golpe de Estado. Foi quando o plano “Punhal Verde Amarelo” foi impresso dentro do Palácio do Planalto pelo e-assessor da Presidência da República e general do Exército Mário Fernandes, preso durante as investigações.

O documento foi levado por ele no mesmo dia ao Palácio da Alvorada. As investigações da Polícia Federal mostram registro de entrada de Fernandes no Alvorada à 17h48 do dia 9 de novembro.

“A ciência do plano pelo presidente da República e sua anuência a ele são evidenciadas por diálogos posteriores, comprobatórios de que Jair Bolsonaro acompanhou a evolução do esquema e a possível data de sua execução integral”, ressalta Gonet.

Um áudio de WhatsApp obtido por policiais federais mostra que Mário Fernandes relata a Mauro Cid que havia estado pessoalmente com Jair Bolsonaro e debatido o momento ideal de serem ultimadas as ações tramadas, conforme a seguinte descrição: “Durante a conversa que tive com o presidente, ele citou que o dia 12, pela diplomação do vagabundo, não seria uma restrição, que isso pode, que qualquer ação nossa pode acontecer até 31 de dezembro e tudo. Mas (…), ai na hora, eu disse, pô presidente, mas o quanto antes, a gente já perdeu tantas oportunidades.”

O procurador-geral da República ainda destaca em sua denúncia que o documento apresentado a Bolsonaro indicava a existência de ações de monitoramento já em curso, o que igualmente reforça a ciência prévia da alta cúpula da organização criminosa sobre a ideia que passou a ser operacionalizada segundo o plano “Punhal Verde Amarelo”. Fonte: Agência Brasil