Blog do Walison - Em Tempo Real

Homem é preso no Maranhão com carregamento ilegal de canetas de Mounjaro avaliadas em R$ 400 mil

Carregamento foi apreendido em posse de um passageiro no Aeroporto de Imperatriz (MA) — Foto: Divulgação/Policia Federal

A Polícia Federal (PF) prendeu um homem com um carregamento de medicamentos importados ilegalmente no Aeroporto Prefeito Renato Moreira em Imperatriz, no sul do Maranhão. O suspeito estava em posse de 61 canetas de Mounjaro, medicamento usado para auxiliar o emagrecimento, avaliadas em cerca de R$ 400 mil.

De acordo com a Polícia Federal, o medicamento foi importado de Londres, na Inglaterra, e seria vendido para pessoas jurídicas no Maranhão. A venda do produto é restrita a pessoas físicas que apresentem a documentação exigida pela Anvisa para importação e uso próprio (RDC nº 81/2008 e a RDC nº 488/2021).

Além das canetas de Mounjaro, a PF apreendeu com o suspeito quatro aparelhos celulares sem nota fiscal. Devido as irregularidades, ele foi autuado pelos crimes de descaminho e contrabando.

O homem foi encaminhado às autoridades competentes para que fossem tomados os procedimentos cabíveis.  Fonte: G1-MA

Voo da Latam retorna ao Galeão após avião colidir com pássaro

Rio de Janeiro (RJ), 20/02/2025 - Avião da Latam Airlines que partiu do Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, com destino ao Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, precisou retornar após colidir com um pássaro. Foto: Latam/Divulgação

A companhia aérea Latam informou que a aeronave que realizava o voo LA3367 (Rio de Janeiro/Galeão-São Paulo/Guarulhos), que decolou às 10h35 desta quinta-feira (20), retornou ao aeroporto da capital fluminense após um bird strike (colisão com pássaro). O pouso ocorreu às 11h04, e o voo que iria para São Paulo foi cancelado. A parte da frente do avião ficou destruída.

“A Latam lamenta os transtornos causados e informa que está oferecendo a assistência necessária para todos os clientes impactados, que serão reacomodados em voos da companhia previstos para hoje e amanhã (20 e 21). Por fim, a Latam reitera que adota todas as medidas de segurança técnicas e operacionais para garantir uma viagem segura para todos”, diz nota divulgada pela empresa.

Em seu Linkedin, o diretor executivo da Latam, Jerome Cadier, comentou o incidente e disse podia apostar que a primeira ação na justiça contra a companhia aérea, pedindo indenização por dano moral por cancelamento do voo chegaria “amanhã mesmo”.

“Hoje um desabafo! Agora há pouco, mais uma colisão com pássaro (bird strike, na aviação). A aeronave voltou em segurança, mas obviamente o voo foi cancelado, atrapalhando a vida de todos os passageiros, e obviamente da cia [companhia] aérea também. Posso apostar com vocês que a primeira ação na justiça contra a cia aérea, pedindo indenização por dano moral por cancelamento deste voo vai chegar amanhã mesmo…e assim segue a aviação brasileira…a pergunta é: quem paga a conta?”, escreveu o executivo.

RIOgaleão

Segundo a concessionária RIOgaleão, o incidente foi registrado a uma altitude classificada como colisão fora do sítio aeroportuário de acordo com o Plano de Gerenciamento do Risco da Fauna da concessionária, aprovado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Os dados serão encaminhados à Anac e ao Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).

“O RIOgaleão reitera seu compromisso com a segurança operacional do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro. A concessionária realiza diariamente ações de manejo de fauna para reduzir os riscos de colisões entre aeronaves e aves dentro do sítio aeroportuário, como monitoramento e dispersão de aves, incluindo atividades de falcoaria”, diz nota da concessionária. Fonte: Agência Brasil

Moraes nega pedido de Bolsonaro para entregar defesa em 83 dias

Fachada do edifício sede do Supremo Tribunal Federal - STF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta quinta-feira (20), em Brasília, pedido feito pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro para apresentar defesa no prazo de 83 dias.

A solicitação foi feita após Moraes determinar a intimação dos advogados do ex-presidente para se manifestarem sobre a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) no inquérito da trama golpista. O prazo de 83 dias seria para compensar o mesmo período em que o processo ficou na procuradoria para a elaboração da denúncia.

Sem amparo legal

Na decisão, Moraes disse que o pedido não tem amparo legal. “Os requerimentos alternativos formulados para a concessão de 83 dias de prazo ou prazo em dobro [30 dias] carecem de qualquer previsão legal, pois a legislação prevê o prazo de 15 dias, nos termos do art. 4º da Lei 8.038/90 e no art. 233 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal”, justificou.

Mais cedo, a defesa de Bolsonaro alegou que a denúncia possui muitos documentos e o prazo de 15 dias – previsto em lei – não é suficiente para os advogados exercerem a defesa.  Fonte: André Richter – Repórter da Agência Brasil

Cid diz que Bolsonaro pressionou ministro a insinuar fraude nas urnas

Presidente Jair Bolsonaro e seu então ajudante de ordens, Mauro Cid
18/06/2019
REUTERS/Adriano Machado

O tenente-coronel Mauro Cid, que foi ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, afirmou que o então presidente pressionou o general Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa, para que este inserisse em um relatório que seria possível fraudar as urnas eletrônicas.

A declaração consta em um dos vídeos dos depoimentos de delação, que tiveram o sigilo liberado nesta terça-feira (20) pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Em novembro de 2022, o Ministério da Defesa enviou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um relatório no qual técnicos das Forças Armadas concluíram que não foram encontradas fraudes no pleito presidencial daquele ano. Contudo, o documento não excluiu a possibilidade da existência de fraude ou inconsistência nas urnas eletrônicas. Ao lado de representantes de outras entidades, os militares faziam parte da comissão de inspeção das urnas.

Segundo Cid, o general Paulo Sérgio Nogueira foi pressionado por Bolsonaro a insinuar que a fraude seria possível.

“Na verdade, ele [Bolsonaro] queria que escrevesse que tivesse [houve] fraude. Então, foi feita uma construção, uma discussão, e o que acabou saindo que não poderia comprovar porque não era possível auditar. Acabou sendo um meio termo do que o presidente queria e o que o general fez com o trabalho técnico”, afirmou.

O sigilo dos depoimentos foi retirado após o oferecimento da denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Bolsonaro e mais 33 investigados no chamado Inquérito do Golpe.

Defesa

Em nota divulgada após a denúncia, o advogado Paulo Cunha Bueno, representante de Bolsonaro, declarou que o ex-presidente “jamais compactuou com qualquer movimento que visasse a desconstrução do Estado Democrático de Direito ou das instituições que o pavimentam”. Fonte: André Richter – Repórter da Agência Brasil

Cid diz que juiz do TSE ajudou a espionar Alexandre de Moraes

Brasília (DF) 11/07/2023  Depoimento para CPMI do golpe do tenente-coronel Mauro César Barbosa Cid, ex-ajudante-de-ordens do então presidente Jair Bolsonaro.Foto Lula Marques/ Agência Brasil.

O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, disse, em depoimento de delação premiada, que o ministro Alexandre de Moraes foi monitorado por um juiz que atuava no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2022, época na qual o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) presidia a Justiça Eleitoral.

A confirmação está em um dos vídeos da delação, cujo sigilo foi retirado nesta quinta-feira (20) após a Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciar o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais 33 investigados no inquérito do golpe.

No início do depoimento, Moraes, que presidiu a delação, perguntou a Mauro Cid se ele tinha conhecimento das ações que foram realizadas para monitorá-lo.

Cid disse que cumpriu ordens de Bolsonaro e repassou a determinação para que fossem obtidas informações sobre Alexandre de Moraes.

“Solicitei ao coronel Câmara [um dos denunciados]. Não sei quem era o contato dele. Nunca perguntei. O que eu sei era aquele ministro, aquele elemento do TSE”, afirmou o tenente-coronel.

Após a confirmação, o próprio ministro pediu a palavra e afirmou que o juiz foi identificado. O nome ainda não foi divulgado.

“Não é um ministro, é um juiz que nós identificamos”, confirmou Moraes.

Nesta quarta-feira (19), a retirada do sigilo dos depoimentos escritos também confirmou que Moraes foi monitorado em outros momentos.

“Indagado sobre o motivo da determinação feita pelo então presidente Jair Bolsonaro para que fosse realizado o acompanhamento do ministro Alexandre de Moraes, respondeu que um dos motivos foi o fato de que o então presidente havia recebido uma informação de que o general Mourão estaria se encontrando com o ministro Alexandre de Moraes, em São Paulo.”

De acordo com a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), além do monitoramento de Moraes, Bolsonaro estava ciente e concordou com o planejamento e a execução de ações para assassinar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro do STF Alexandre de Moraes.

Segundo o procurador-geral da República, Paulo Gonet, o plano intitulado “Punhal Verde Amarelo” foi arquitetado e levado ao conhecimento do então presidente da República. Fonte: André Richter – Repórter da Agência Brasil

 

Greve do transporte público chega ao 4º dia em São Luís

Greve dos rodoviários chega ao quarto dia em São Luís (MA) — Foto: Divulgação

Sem acordo entre rodoviários e empresários, a greve deflagrada no sistema de transporte público de São Luís chegou ao 4º dia nesta quinta-feira (20). Até o momento, apenas os ônibus que atuam no sistema de semi urbano estão circulando devido a um acordo feito entre a categoria na quarta-feira (18).

Uma audiência de conciliação chegou a ser realizada na quarta-feira (19), na sede do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), entretanto as partes não chegaram a um acordo. Segundo o TRT, o processo será analisado pela Justiça que deve divulgar nas próximas 24 horas uma resposta sobre os rumos da greve. Até o momento, não há expectativa para uma nova rodada de negociações entre as partes.

Durante a audiência, a Prefeitura de São Luís não apresentou propostas. A Justiça determinou que a Prefeitura deve apresentar o valor atualizado da tarifa de remuneração dos trabalhadores, conforme o contrato de concessão e sua memória de cálculo. O objetivo é fornecer elementos para a análise da tutela de urgência solicitada pelo Ministério Público do Trabalho do Maranhão (MPT-MA).

A Justiça do Trabalho manteve a determinação de que o Sindicato dos Trabalhadores deve garantir o funcionamento de 80% da frota circulante. O descumprimento dessa determinação poderá resultar em uma multa diária de R$ 100 mil. Entretanto, os ônibus não saíram das garagens.

Cadastro para pagamentos de corridas por app

 

A Prefeitura de São Luís começou a cadastrar usuários do transporte público para o uso de corridas por aplicativo pagas pelo município enquanto durar a greve dos rodoviários. O anúncio foi feito pelo prefeito Eduardo Braide (PSD) na noite dessa quarta-feira (19).

Cada pessoa cadastrada terá direito a dois vouchers por dia, no valor de R$ 30 cada. Caso a corrida ultrapasse esse valor, o passageiro terá que pagar a diferença. A medida busca amenizar os impactos da paralisação dos ônibus, que começou na última segunda-feira (17).

As corridas devem ser liberadas a partir desta quinta-feira (20) e serão financiadas com o valor do subsídio que seria repassado para as empresas de transporte da capital. Entretanto, a Prefeitura ainda não explicou como isso será feito.

Para ter acesso ao benefício, o usuário deve preencher um cadastro no site da Prefeitura de São Luís, informando:

  • Nome completo;
  • CPF;
  • Número de celular cadastrado no aplicativo de transporte;
  • Código do cartão de transporte urbano.

 

Ônibus do sistema semiurbano voltam a circular

 

Os ônibus que operam as linhas do transporte semiurbano, que atendem São José de RibamarPaço do Lumiar e Raposavoltaram a circular nas primeiras horas desta quarta-feira (19), conforme ficou definido após a terceira audiência de conciliação realizada no prédio-sede do Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região (Maranhão), no bairro Areinha.

Após intensas discussões sobre o transporte semiurbano, que é regulado pela MOB, as partes chegaram a um entendimento: foi decidido um reajuste salarial de 7% para os trabalhadores e um aumento de 10% no valor do ticket alimentação.

De acordo com a última atualização divulgada pela MOB, em setembro de 2024, o sistema semiurbano de transporte público da Grande São Luís conta com 444 ônibus, entre ativos e reservas, operados por 19 empresas em 82 linhas.

Quanto ao transporte urbano, que é regulado pela prefeitura de São Luís, as negociações serão retomadas em uma nova audiência de conciliação marcada para esta quarta-feira (19), às 11 horas, na sede do TRT. Fonte: G1-MA

Adolescente morre após passar mal dentro de academia em São José de Ribamar

Adolescente passou mal e morreu dentro de academia em São José de Ribamar — Foto: Divulgação/Clube do Treino

Um adolescente morreu após passar mal em uma academia nesta quarta-feira (19) no bairro Parque Vitória, em São José de Ribamar, cidade na Região Metropolitana de São Luís. A informação foi confirmada ao g1 por Célio Roberto, coronel do Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão (CBMMA),

De acordo com informações preliminares, o adolescente foi ao banheiro da academia, onde passou mal. Funcionários perceberam a movimentação estranha, tentaram entrar no local e a porta estava trancada. Após conseguirem arrombar a porta, encontraram o jovem já desmaiado.

Ele chegou a ser socorrido por funcionários e uma equipe do Serviço Móvel de Urgência e Emergência (SAMU) foi acionada, mas a vítima não resistiu e morreu. A causa da morte não foi divulgada. O caso será investigado pela Polícia Civil. Fonte: G1-MA

Avião da Azul declara emergência por pouco combustível após mau tempo impedir pouso duas vezes; voo aterrissou em Parnaíba (PI)

Um Airbus A320 da Azul declarou emergência por pouco combustível na tarde desta quarta-feira (19) depois de tentar pousar em dois aeroportos diferentes e não conseguir —em razão do mau tempo.

O voo AD4781 havia decolado de Viracopos, em Campinas, às 13h23. A aeronave tentou pousar em São Luís (MA), depois em Teresina (PI), mas havia chuva com trovoadas e vento superior a 35 km/h nos dois lugares. Então, desviou para Parnaíba, onde aterrissou em segurança às 17h49.

“4871 informa mayday fuel”, declara o piloto, em áudio obtido pelo g1, ao controle de tráfego aéreo de Teresina. Mayday é a declaração de emergência; fuel, combustivel em inglês.

 

O piloto já havia sobrevoado e tentado aterrissar em São Luís e havia arremetido ao se aproximar da pista de Teresina. O controlador pergunta se o piloto irá para Parnaíba. “Preciso das condições de Parnaíba, São Luís ou se houve alguma melhora aí em Teresina”, diz o piloto. O controlador informa que as condições em Parnaíba são boas.

Pela regra da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a emergência é declarada quando o avião tem combustível para menos de 30 minutos de voo.

A agência estabelece que uma aeronave deve ter combustível suficiente para ir do ponto A (no caso do voo, Campinas) ao ponto B (São Luís), do ponto B para o C (Teresina), mais 30 minutos de voo.

Depois do pouso em Parnaíba, a aeronave foi reabastecida e prosseguiu para São Luís, destino original, onde os passageiros desembarcaram.

A Azul informou que a aeronave pousou em “total segurança”, atribuiu a situação às condições climáticas adversas e afirma que prestou toda a assistência aos passageiros. “A Azul ressalta que medidas como essas são necessárias para conferir a segurança de suas operações, valor primordial para a companhia”, diz trecho da nota (veja íntegra abaixo).

Trajeto do voo da Azul que declarou emergência por pouco combustível — Foto: FlightRadar24

Nota da Azul

 

“A Azul informa que, por questões climáticas adversas em São Luís (MA), o voo AD4871 (Viracopos-São Luís), precisou ser alternado para Teresina (PI), onde também não conseguiu pousar pelo mesmo motivo, precisando desviar novamente, para Parnaíba (PI), onde aterrisou em total segurança. Em seguida, a aeronave prosseguiu para a capital maranhense, onde clientes e tripulação desembarcaram.

Os clientes impactados estão recebendo toda assistência necessária, conforme prevê a Resolução 400 da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). A Azul ressalta que medidas como essas são necessárias para conferir a segurança de suas operações, valor primordial para a companhia.”

Fonte: G1-MA

Mangueira: enredo vai mostrar permanência da cultura Bantu no Rio

Rio de Janeiro (RJ) 03/02/2025 – Confecção de fantasias da Estação Primeira de Mangueira no barracão da escola, na Cidade do Samba, sobre o enredo

Muitas das palavras que o brasileiro fala e escreve não têm origem portuguesa, mas africana. Por exemplo: quiabo, angu, quilombo, samba, quitute e tantas outras são do idioma Bantu, que se refere a um grupo de línguas e culturas originários da região dos Grandes Lagos da África, onde atualmente se localizam países como Tanzânia, Quênia e Uganda, incluindo a África do Sul, Angola, Moçambique, Zimbábue e outros países.

No Brasil, quando os ex-escravos queriam se proteger iam para as chamadas Casas de Zungu. Elas representavam um pedaço da história e cultura afro-brasileira. Originalmente, os zungus eram locais onde os ex-escravos se reuniam para cozinhar e compartilhar comida, especialmente o angu, um prato à base de milho moído.

Os zungus também eram centros de resistência e cultura africana. Lugares onde os eles podiam se reunir, compartilhar histórias, cantar, dançar e praticar suas tradições. Eram verdadeiros quilombos dentro das cidades, onde os africanos e seus descendentes podiam se sentir em casa.

É essa história que o enredo da Mangueira, para o carnaval deste ano, vai dar visibilidade: a cultura dos povos Bantu no Rio de Janeiro. E a escolha começou quando o economista, pesquisador e professor, Sidnei França, foi convidado para ser carnavalesco da Verde e Rosa. A presidente da escola, Guanayra Firmino, não tinha um enredo pré-estabelecido e deu liberdade para ele escolher o que quisesse.

E assim foi feito, com base em muita pesquisa, Sidnei desenvolveu o enredo autoral em cima do tema À Flor da Terra – No Rio da Negritude Entre Dores e Paixões, que surgiu da leitura de uma dissertação de mestrado do professor de história da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Júlio César Medeiros, do livro A Flor da Terra no Cemitério dos Pretos Novos no Rio de Janeiro. A publicação fala da chegada dos pretos escravizados na diáspora que não tiveram, um olhar humano e sensível do colonizador.

Um dos maiores campeões do carnaval de São Paulo, em 2009, 2012, 2013 e 2014 pela Mocidade Alegre, onde filho de uma passista frequentava a escola desde menino; e um campeonato pela Águia de Ouro em 2020, Sidnei França está confiante que o enredo de 2025 da Estação Primeira tem condição de lutar pelo título no Grupo Especial, considerado a elite do carnaval do Rio.

“Aqui chegaram pretos enfermos outros até já mortos nos porões dos navios, os tumbeiros e eles eram jogados na região da Pequena África, próximo ao Cais do Valongo [região portuária do Rio].Ali era uma cova rasa, uma cova onde não havia identificação de corpos e não havia respeito”, disse à Agência Brasil, destacando um dos motivos para contar essa história que marca muito as características da sociedade carioca que mistura indígenas, colonizadores europeus e, principalmente, população preta que veio escravizada de África.

Rio de Janeiro (RJ) 03/02/2025 – Entrevista com o carnavalesco Sidnei França, da Estação Primeira de Mangueira, no barracão da escola, na Cidade do Samba, sobre o enredo
Rio de Janeiro (RJ) 03/02/2025 – Entrevista com o carnavalesco Sidnei França, da Estação Primeira de Mangueira, no barracão da escola, na Cidade do Samba, sobre o enredo “À Flor da Terra – No Rio da Negritude Entre Dores e Paixões”. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil – Fernando Frazão/Agência Brasil

“A morte para o povo preto no Rio de Janeiro não era a morte física, a ausência da vida. Era o rompimento com os laços ancestrais que o homem branco causava, que inclusive era uma ferramenta de colonização. Quando você rompe com a questão identitária, você mata duas vezes”, completou, dizendo que todos esses códigos estão presentes na escolha do tema para o carnaval 2025 da Mangueira, prontamente entendidos pela diretoria da escola e gerando imediato sentimento de identificação.

Segundo Sidnei, 80% dos negros desembarcados no Rio eram da cultura Bantu da África Central, que entre outros países compreende os dois Congos, Angola. A predominância levou à escolha de basear o enredo na cultura Bantu Nosso discurso é bantu até em respeito a essa predominância, essa maioria que tem nas estatísticas. A cultura Bantu entende essa travessia como uma força espiritual que vai muito além de um tráfico que o homem branco praticou.

“A ideia não é reforçar o viés de passividade, de conformismo e muito menos de vitimização jamais. Vamos mostrar da perspectiva preta o tempo inteiro”, revelou,

A identificação do Morro da Mangueira e de componentes da escola com o enredo foi automática. Adoram se reconhecer no tema que a escola apresenta na Sapucaí. Na visão do carnavalesco por ser uma escola tradicional, quilombada e a única do Grupo Especial do Rio, que tem a sua sede no Morro, na favela de fato, para a Mangueira esse discurso identitário, racial, étnico e até mesmo sociocultural é muito forte. Uma escola como a Mangueira levar para o seu desfile esse discurso da identidade preta essencialmente carioca é muito valoroso.

Enredo

Para contar tudo isso, o carnavalesco dividiu o enredo em setores. O desfile começa pela travessia de pretos escravizados da África para o Rio. Para tratar da religiosidade, segue com as práticas de sincretismo com a identificação de santos católicos com orixás do candomblé e da umbanda, como São Jorge e Ogum, e que ainda hoje são muito fortes e não é percebida como influência Bantu.

Rio de Janeiro (RJ) 03/02/2025 – Confecção de fantasias da Estação Primeira de Mangueira no barracão da escola, na Cidade do Samba, sobre o enredo
Rio de Janeiro (RJ) 03/02/2025 – Confecção de fantasias da Estação Primeira de Mangueira para o Carnaval 2025.. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil – Fernando Frazão/Agência Brasil

No terceiro setor, é que estão as Casas de Zungu. “Era muito comum os pretos que fugiam se esconderem em um primeiro momento nas Casas de Zungu para ganhar espaço de acolhida. As Casas de Zungu tinham panos brancos nas janelas para justamente como um sinal de Oxalá, ter proteção e assistencialismo de um preto para com o outro. Era Casa de Zungu, porque servia angu. As cozinheiras as pretas velhas, as matriarcas ofereciam pratos de angu para acolher aqueles pretos fugidos e até os escravizados trabalhadores que percorriam as ruas do Rio vendendo produtos dos seus senhores. Levando e trazendo roupa para lavar”, informou, acrescentando que esses locais tinham uma importância política e sócio cultural muito forte.

Segundo o carnavalesco, atualmente foram mapeadas mais de 50 Casas de Zungu no Rio e os imóveis onde eram erguidos hoje já substituídos por outras construções são identificados com placas. “Isso é comprovação, não é uma espécie de lenda urbana, um factoide, uma fábula romântica da negritude carioca. Isso é fato. Eram espécies de complexos habitacionais, uma espécie de cortiço. Apesar de se chamar Casa de Zungu, não eram como uma casa, era uma espécie de vilarejo, grandes centros de convivência preta do Rio antigo”, completou.

Durante as pesquisas chegou a informação de que esses locais sofriam perseguição da polícia. “Havia muitas tentativas de apagamento. Existem relatos de desmonte desses espaços. Então construíam uma Casa de Zungu aqui, depois de cinco meses aparecia uma outra”, disse mostrando a resistência dos pretos da época.

“Aí eles [policiais] tinham que conviver com tudo isso, porque imagina qual era o percentual de pretos no Rio de Janeiro. Se eles também fossem muito repressores, virava uma guerra civil, virava um levante. Quantos códigos e a presença Bantu nesse Rio das Casas de Zungu”, concluiu.

O setor seguinte vai caminhar para o século 20 e mostra as contribuições Bantu com o surgimento dos omolocôs que, segundo o carnavalesco se codifica em um sistema religioso e vira a umbanda “É nesse setor que vamos falar da importância do quiabo, que aliás é uma palavra bantu. Vamos mostrar a importância Bantu no idioma. O Idioma falado e posteriormente escrito por nós brasileiros transformou totalmente. Toda a característica do português praticado no Brasil, diferenciado do português de Portugal, foi firmemente afetado pela tradição Bantu. Então palavras como quitanda, quitute, carinho, dengo, xodó, quiabo, quilombo, samba, bunda é tudo Bantu. Olha quanto está no nosso linguajar presente e a gente não sabe de onde veio”, ressaltou.

A Mangueira vai mostrar também a prática do gurufim, “que durante muito tempo foi praticado no subúrbio carioca que é não chorar a morte, mas festejar, as festas para beber defunto. Isso é bantu. A cultura Bantu não entende que a morte é um fim. É a passagem para uma outra existência”, disse, acrescentando que o Rèveillon de Copacabana é de origem Bantu.

Rio de Janeiro (RJ) 03/02/2025 – Confecção de fantasias da Estação Primeira de Mangueira no barracão da escola, na Cidade do Samba, sobre o enredo
Rio de Janeiro (RJ) 03/02/2025 – Confecção de fantasias da Estação Primeira de Mangueira no barracão da escola, na Cidade do Samba. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil – Fernando Frazão/Agência Brasil

“Muitas pessoas vão para Copacabana todos os anos, se vestem de branco, pulam onda, estouram fogos no céu e não sabem que isso é Bantu. Ainda levam uma rosinha para Iemanjá e depois fala que é contra macumba”, observou.

Quase no encerramento, a escola vai trazer dois ritmos musicais que têm a ver com a cultura Bantu: o samba e o funk. “O samba é muito Bantu que vem do semba de Angola e o funk dos morros cariocas. Vai se percebendo o quanto a cultura Bantu foi sendo invisibilizada e o que a Mangueira quer é remexer nessa gaveta e trazer essa riqueza cultural. Vai se percebendo o quanto a cultura Bantu foi sendo invisibilizada, e o que a Mangueira quer é remexer nessa gaveta e trazer essa riqueza cultural”.

O último setor o enredo se relaciona com o tempo presente e transforma o desfile da Mangueira em um grande manifesto sociopolítico. “A Mangueira se veste como uma autoridade da cidade do Rio de Janeiro para debater algumas questões ligadas à marginalização, à invisibilização e traz para o centro do debate a figura do cria”, apontou.

“A figura do cria nos morros cariocas é o nosso amanhã e se o amanhã vai ser próspero e se vai ser iluminado para nos redimir de um presente caótico depende do como a gente vai tratar essas crias. Não adianta jogar essa responsabilidade para essas comunidades como se elas fossem verdadeiros celeiros de tráfico, de criminalidade, de maternidade precoce, de violência explícita com as chamadas balas perdidas “, acrescentou Sidnei.

Cria da Mangueira

Dowglas Diniz, 27 anos, é uma dessas pessoas que fazem parte do projeto da presidente Guanayra Firmino de botar crias da comunidade em funções importantes da escola. Nascido e criado no Morro da Mangueira, ele é um dos intérpretes da Estação Primeira. “Para mim saber o que os componentes vão sentir por estarem ouvindo a minha voz é motivo de orgulho e de muita honra por ser a voz da minha comunidade, onde nasci e fui criado. Todos os mangueirenses podem confiar em mim, que seremos um só. Sempre vou estar ali cantando e representando essa escola maravilhosa que me fez tornar tudo que sou hoje”, disse à Agência Brasil.

Para Dowglas, ser cria da Mangueira é estar no dia a dia da comunidade, da escola, é subir o morro descalço, ir para a quadra e para o samba. “Isso para mim é ser cria de verdade. Cria é meter a mão na massa em tudo que a escola precisar. É estar ao lado da escola tanto nos momentos bons, quanto ruins”, salientou.

Rio de Janeiro (RJ) 03/02/2025 – Confecção de fantasias da Estação Primeira de Mangueira no barracão da escola, na Cidade do Samba, sobre o enredo
Rio de Janeiro (RJ) 03/02/2025 – Confecção de fantasias da Estação Primeira de Mangueira no barracão da escola, na Cidade do Samba, sobre o enredo “À Flor da Terra – No Rio da Negritude Entre Dores e Paixões”. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil – Fernando Frazão/Agência Brasil

Como intérprete, Dowglas participa de um dos momentos mais emocionantes dos desfiles das escolas. Para começar a empolgar o público é hora de fazer o chamado “esquenta”, de frente para o setor 1, que são arquibancadas populares, geralmente, ocupadas por torcedores das agremiações, na Passarela do Samba. Os intérpretes costumam cantar sambas de quadra ou de enredo de anos anteriores. Ali também os componentes da bateria entram e fazem uma apresentação para esse público diferenciado porque é muito animado.

“Quando a bateria sobe ali no ‘esquenta’ do setor 1 é um mix de emoções, porque toda a nossa história está entrando na avenida, todo um trabalho de barracão, das pessoas que trabalham um ano inteiro para botar um carnaval na rua, de nós que ensaiamos semanalmente para mostrar tudo naquele dia de espetáculo. Pra mim é muito gratificante, muito emocionante. Ali é como se fosse uma guerra. A nação mangueirense vai com garra e quando a bateria sobe, no setor 1, é aquele aperto no coração e sempre buscando o ideal, sempre buscando o sucesso da Estação Primeira de Mangueira”, descreveu o sentimento.

Trabalho no barracão

O trabalho no barracão na Cidade do Samba para desenvolver tudo que o carnavalesco quer é árduo, mas segundo o costureiro Alisson Cardoso, 27 anos, que entre outras confeccionou fantasias da ala das crianças, é de muito prazer estar ali mais um ano fazendo parte do carnaval do Rio de Janeiro.

“A gente se sente realizado. São vários dias de trabalho, várias horas sem dormir e cada vez que vai chegando mais perto é mais trabalho ainda. No final a gente se sente muito gratificado porque foi muita correria, mas o trabalho ficou bonito e o melhor é saber que foi a gente que fez. Quando é campeão então… espero que este ano seja”, disse à Agência Brasil, completando que já desfilou algumas vezes. “Mas eu gosto mesmo é de ficar nos bastidores preparando as coisas”, disse Alisson.

Samba

O samba enredo deste ano é mais uma aposta da escola na busca pelo título e promete empolgar ainda mais os componentes que gostaram da composição. O carnavalesco está confiante também com o samba enredo, que para ele tem passagens muito fortes, como o verso que fala ‘o alvo que a bala insiste em achar/lamento informar…um sobrevivente’.

“Se tem uma prática sistêmica na cidade do Rio de colocar os corpos pretos como vulneráveis, cada um que sobrevive a cada dia, é um fracasso para o sistema e uma vitória para a negritude. É um samba muito potente no sentido de entregar a posição do discurso que a escola traz.

França destacou ainda outro momento do samba quando diz que ‘hoje no asfalto a moda é ser cria, quer imitar meu riscado, descolorir o cabelo, bater cabeça no meu terreiro’.

“Isso está falando diretamente de apropriação cultural, ou seja, você me critica tanto, mas também pinta o cabelo, também samba, também faz funk. Acha que está na moda dizer que é macumbeiro e bota uma guia no pescoço. É entregar identidade a quem realmente lhe pertence”, analisou.

“É por isso que o enredo se chama À Flor da Terra: no Rio da negritude entre dores e paixões, ou seja, um eterno duelo da negritude para equilibrar as suas dores e paixões e continuar firme na missão de representar a tradição Bantu que um dia chegou aqui forçadamente mas que hoje encontra no Rio de Janeiro o seu lugar”, concluiu Sidnei França.

Estreia

França se sente privilegiado em começar no carnaval carioca logo na Mangueira. Carnavalesco que até agora desenvolvia enredos em escolas de samba de São Paulo disse que “entrou na casa pela porta da frente”, por estar na Estação Primeira, uma escola tradicional e de muita história no carnaval carioca. O convite recebido por WhatsApp da presidente Guanayra Firmino é lembrado com detalhes. “Dia 17 de fevereiro de 2024, que foi quando recebi a mensagem, dia dos desfiles das campeãs do carnaval de 2024, 11h30 da manhã, olha como as coisas ficam firmes na memória”, destacou.

A felicidade de estar à frente da Estação Primeira vai além. “De estar a quase um ano, conhecer intimamente o Morro de Mangueira, as pessoas que fazem a Estação Primeira, andar no Buraco Quente e Chalé, enfim todos os locais [do Morro], e falar que por aqui andou Cartola, Nelson Sargento, Nelson Cavaquinho, Dona Zica, Dona Neuma, mais recentemente Beth Carvalho, Alcione, Delegado, Xangô da Mangueira, que inclusive é pai do nosso mestre-sala. É muito forte e muito simbólico. Mesmo com toda a responsabilidade a mim atribuída, manter um olho brilhando de um menino que se identifica com o samba e com o carnaval e estar na Mangueira é um grande presente na vida”, contou.

Rio de Janeiro (RJ) 03/02/2025 – Entrevista com o carnavalesco Sidnei França, da Estação Primeira de Mangueira, no barracão da escola, na Cidade do Samba, sobre o enredo
Rio de Janeiro (RJ) 03/02/2025 – Entrevista com o carnavalesco Sidnei França, da Estação Primeira de Mangueira, no barracão da escola, na Cidade do Samba. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil – Fernando Frazão/Agência Brasil

A história que a escola vai contar na avenida é de muita identificação com a sua representatividade. “É tudo muito potente e tudo muito autêntico. É um enredo que só a Mangueira podia levar, pela maneira como ele foi construído, quando você fala da única escola que tem a sua quadra, a sua vivência sambística dentro da sua comunidade, isso é muito forte. Tem discursos, que só a Mangueira pode levar e são eles, a voz do cria, a voz do Morro, a Mangueira fala com pertencimento. É muito verdadeiro. Isso está sendo potencializado pela atual gestão. Que as crianças do hoje entendam qual é a mensagem que a gente está passando e que eles vão ser no futuro”, finalizou França.

A Mangueira será a quarta escola a desfilar no primeiro dia dos desfiles do Grupo Especial, no domingo (2), na Passarela do Samba da Marquês de Sapucaí. Fonte: Cristina Indio do Brasil – Repórter da Agência Brasil

Caixa paga Bolsa Família a beneficiários com NIS de final 4

Erilene (27 anos), Mauro (05 anos) Elias (06 meses) - Família Beneficiária do Programa Bolsa Família - CRAS de Sobradinho 1 - Brasília (DF). Na foto eles seguram o cartão do programa Bolsa Família.
Fotos: Lyon Santos/ MDS

A Caixa Econômica Federal paga nesta quinta-feira (20) a parcela de fevereiro do novo Bolsa Família aos beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 4.

O valor mínimo corresponde a R$ 600, mas com o novo adicional o valor médio do benefício sobe para R$ 671,81. Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, neste mês o programa de transferência de renda do Governo Federal alcançará 20,55 milhões de famílias, com gasto de R$ 13,81 bilhões.

Além do benefício mínimo, há o pagamento de três adicionais. O Benefício Variável Familiar Nutriz paga seis parcelas de R$ 50 a mães de bebês de até seis meses de idade, para garantir a alimentação da criança. O Bolsa Família também paga um acréscimo de R$ 50 a famílias com gestantes e filhos de 7 a 18 anos e outro, de R$ 150, a famílias com crianças de até 6 anos.

No modelo tradicional do Bolsa Família, o pagamento ocorre nos últimos dez dias úteis de cada mês. O beneficiário poderá consultar informações sobre as datas de pagamento, o valor do benefício e a composição das parcelas no aplicativo Caixa Tem, usado para acompanhar as contas poupança digitais do banco.

Os beneficiários de 623 cidades receberam o pagamento na segunda (17), independentemente do NIS. A medida beneficiou moradores do Rio Grande do Sul, afetados por enchentes de abril a junho, e de mais seis estados, afetados por chuvas ou por estiagens. Além de todos os 497 municípios gaúchos e 62 do Amazonas, o pagamento unificado ocorreu em 16 cidades do Paraná, 14 do Sergipe, dez do Mato Grosso, nove de São Paulo, sete de Minas Gerais, seis da Bahia e duas do Piauí.

Desde o ano passado, os beneficiários do Bolsa Família não têm mais o desconto do Seguro Defeso. A mudança foi estabelecida pela Lei 14.601/2023, que resgatou o Programa Bolsa Família (PBF). O Seguro Defeso é pago a pessoas que sobrevivem exclusivamente da pesca artesanal e que não podem exercer a atividade durante o período da piracema (reprodução dos peixes).

Regra de proteção

Cerca de 2,92 milhões de famílias estão na regra de proteção em fevereiro. Em vigor desde junho de 2023, essa regra permite que famílias cujos membros consigam emprego e melhorem a renda recebam 50% do benefício a que teriam direito por até dois anos, desde que cada integrante receba o equivalente a até meio salário mínimo. Para essas famílias, o benefício médio ficou em R$ 367,63.

Cadastro

Desde julho de 2023, passa a valer a integração dos dados do Bolsa Família com o Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS). Com base no cruzamento de informações, cerca de 31 mil de famílias foram canceladas do programa neste mês por terem renda acima das regras estabelecidas pelo Bolsa Família. O CNIS conta com mais de 80 bilhões de registros administrativos referentes a renda, vínculos de emprego formal e benefícios previdenciários e assistenciais pagos pelo INSS.

Em compensação, outras 101 mil de famílias foram incluídas no programa em fevereiro. A inclusão foi possível por causa da política de busca ativa, baseada na reestruturação do Sistema Único de Assistência Social (Suas) e que se concentra nas pessoas mais vulneráveis que têm direito ao complemento de renda, mas não recebem o benefício.

Calendário Bolsa Família - fevereiro
Calendário Bolsa Família – fevereiro – Arte EBC

Auxílio Gás

O Auxílio Gás também será pago nesta quinta-feira às famílias cadastradas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), com NIS final 4. O valor subiu para R$ 106 neste mês.

Com duração prevista até o fim de 2026, o programa beneficia 5,42 milhões de famílias. Com a aprovação da Emenda Constitucional da Transição, no fim de 2022, o benefício foi mantido em 100% do preço médio do botijão de 13 kg.

Só pode receber o Auxílio Gás quem está incluído no CadÚnico e tenha pelo menos um membro da família que receba o Benefício de Prestação Continuada (BPC). A lei que criou o programa definiu que a mulher responsável pela família terá preferência, assim como mulheres vítimas de violência doméstica. Fonte|: Fonte: Agência Brasil