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Com Amor, Alcione: exposição em São Luís celebra carreira da Marrom

Brasília (DF) 13/02/2025 - Exposição 50 anos Alcione.
Frame Alcione/Instagram

Após ser reverenciada ao longo de 2024 em comemoração aos seus 50 anos de carreira, chegou a vez de a cantora Alcione ser homenageada na terra natal dela, São Luís. A exposição Com Amor, Alcione faz um grande passeio pela trajetória da “Dama do Samba”, “A Voz do Samba” ou simplesmente da “Marrom”, desde o início da carreira, no Grêmio Lítero Recreativo Português, em São Luís, passando pelo amor pela cultura maranhense, pelo samba carioca e mostrando também o amor dela pela escola de samba Mangueira.

A mostra, aberta na noite de quarta-feira (12), no Centro Cultural Vale Maranhão, no centro histórico, traz, entre outras coisas, registros de apresentações em mais de 30 países, do cotidiano, das parcerias e rende uma justa homenagem à obra de uma das maiores vozes brasileiras.

“Essa exposição é um luxo! Acho que artista nenhum merece morrer sem ter uma exposição desta. Não que eu possa morrer. Não! Sou muito feliz pelo trabalho dessa exposição, ainda mais por ter sido realizada em São Luís”, resumiu a cantora durante entrevista na abertura da exposição

A mostra permite que os fãs revivam a trajetória da carreira da artista, que eternizou músicas como Não deixe o samba morrer, Garoto maroto, Menino sem juízo, Cajueiro velho, Meu ébano, entre tantas.

Brasília (DF) 13/02/2025 - Exposição 50 anos Alcione.
Frame Alcione/Instagram

O roteiro mostra os passos da sambista nas ladeiras do Morro de Mangueira, a amizade com os mais diversos artistas, as viagens ao redor do mundo, a amante da cultura maranhense que gira ao som das matracas do bumba meu boi.

O visitante ainda poderá experimentar o som contagiante dos tambores maranhenses presentes no Tambor de Crioula e no Bumba Meu Boi, além das baterias de escola de samba, que fazem parte da sonoridade da artista.

Na exposição, são expostas mais de 300 fotos do acervo de Alcione, além de figurinos emblemáticos de várias fases da Rainha do Brilho, discos e objetos pessoais. Outro ponto de destaque é a religiosidade da cantora, na forma de um altar construído com base nos relatos sobre as crenças dela.

Além disso, também estão à mostra as dezenas de prêmios recebidos ao longo da rica trajetória da maranhense, que gravou 42 álbuns, ganhou 26 discos de ouro, 7 de platina e dois de platina duplos, além de DVDs. Um dos prêmios é o Grammy Latino, na categoria Melhor Álbum.

E o público também vai poder interagir com a obra da cantora, com uma jukebox na qual os visitantes podem escolher a trilha sonora da exposição e soltar a voz no karaokê.

A exposição tem a curadoria de Deyla Rabelo, Gabriel Gutierrez e Luciana Gondim e ficará aberta até o dia 30 de agosto. Fonte: Luciano Nascimento – Repórter da Agência Brasil

STF: Poder Público não é responsável direto por dívida de terceirizada

Brasília (DF), 03/11/2023, Catedral Metropolitana Nossa Senhora Aparecida - Catedral de Brasília e a Esplanada dos ministérios.  Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta-feira (13) que órgãos públicos não respondem automaticamente pelo pagamento de verbas trabalhistas de empresas terceirizadas que não pagaram seus funcionários. A decisão vale para empresas que prestam serviços para o governo.

Pela decisão, a responsabilidade deve ser provada e ocorrerá nos casos em que os órgãos tiverem conhecimento da falta de pagamento dos terceirizados e não tomarem providências.

A maioria dos ministros entendeu que cabe à parte autora da ação trabalhista o ônus da prova, ou seja, o trabalhador deve provar que o órgão público não fiscalizou o contrato de terceirização e seus os direitos deixaram de ser pagos.

O STF também fixou regras para a assinatura de contratos na administração pública.

Os órgãos deverão exigir da empresa contratada a comprovação de capital social integralizado compatível com o número de empregados e adotar medidas para comprovar que a terceirizada pagou os funcionários, como condicionar o pagamento do mês corrente à comprovação de quitação das obrigações trabalhistas do mês anterior.

O entendimento do Supremo foi firmado no julgamento de um processo no qual o estado de São Paulo requereu a derrubada de uma decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST) que determinou a responsabilização da administração estadual pelo pagamento de verbas trabalhistas devidas a uma trabalhadora terceirizada.  Fonte: André Richter – Repórter da Agência Brasil

Haddad diz que Brasil não precisa temer medidas de Trump

São Paulo (SP), 12/07/2024 - O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, participa do 19º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo na Escola Superior de Propaganda e Marketing -ESPM. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendeu nesta quinta-feira (13) cautela diante das medidas anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. 

Hoje, Trump anunciou a aplicação de tarifas de reciprocidade contra qualquer país que imponha impostos contra as importações norte-americanas, sendo a mais recente ofensiva tarifária contra aliados e inimigos do país e que, segundo a Casa Branca, vai fortalecer a segurança econômica e nacional norte-americana. Trump fez ainda ameaças ao Brics, grupo do qual o Brasil faz parte.

Em entrevista, Haddad disse que o Brasil não precisa temer as medidas do governo norte-americano, pois a balança comercial entre os dois países é superavitária para os Estados Unidos, nos setores de bens e serviços.

O ministro afirmou que o governo brasileiro não irá se manifestar “a qualquer sinalização”, vai aguardar para ver o “que é concreto, efetivo” e avaliar “como vai terminar essa história”.

“A balança é superavitária para os Estados Unidos, considerados bens e serviços. No caso de bens, ela é equilibrada, praticamente equilibrada. Não há nenhuma razão para nós temermos. Não há um parceiro que está importando muito do Brasil e exportando pouco, é ao contrário. Vamos com cautela avaliar o conjunto das medidas que podem ser anunciadas, enquanto isso a área econômica está fazendo um balanço das nossas relações comerciais para que a reciprocidade seja um princípio observado pelos dois países”, disse.

Tarifas

As tarifas não entrarão em vigor nesta quinta-feira, mas podem começar a ser impostas em semanas, enquanto a equipe comercial e econômica do governo americano estuda tarifas bilaterais e relações comerciais, informou uma autoridade da Casa Branca em uma teleconferência.

Howard Lutnick, escolhido por Trump para secretário do Comércio, disse que o governo vai analisar país a país. Segundo Lutnick, esses estudos serão concluídos até o dia 1º de abril.

Trump, que fez campanha prometendo reduzir os preços ao consumidor, afirmou que pode ocorrer uma alta no curto prazo, como resultado das medidas: “Tarifas são ótimas”, alegou. Fonte: Agência Brasil

Indústria de materiais de construção prevê crescimento de 2,8% em 2025

Construção de prédios residenciais e comerciais no Setor Noroeste em Brasília

Projeção da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat) prevê que o setor vai crescer em torno de 2,8% em 2025. “Sinaliza um ano de oportunidades para o crescimento sustentável da indústria de materiais de construção, impulsionado por investimentos, novas tecnologias e processos produtivos, além de estímulos a programas de Estado, como habitações de interesse social”, disse, em nota, Rodrigo Navarro, presidente da associação. 

Navarro destaca, porém,  que o setor precisa estar atento e trabalhar muito para enfrentar os desafios trazidos pela conjuntura econômica envolvendo taxas de juros, inflação e endividamento das famílias, que afeta o consumo e a demanda do mercado imobiliário.

Em janeiro, o faturamento das indústrias de materiais deve apresentar retração de 0,2% em comparação ao mês de dezembro, estima a pesquisa Índice, elaborada pela Fundação Getulio Vargas (FGV) com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Já em relação a janeiro de 2024, há expectativa de que deva ocorrer aumento de 0,6%. Fonte: Agência Brasil

Conab estima safra recorde de 325,7 milhões de toneladas

Fonte:

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que a produção da safra de grãos brasileira 2024/25 será a maior já produzida no país, ficando em 325,7 milhões de toneladas de grãos. O volume representa o crescimento de 9,4% acima da safra anterior. Os dados estão no 5º Levantamento da Safra de Grãos 2024/25, divulgado pela companhia nesta quinta-feira (13).

O desempenho é decorrente, principalmente, do aumento de 2,1% na área cultivada, estimada em 81,6 milhões de hectares, e da recuperação de 7,1% na produtividade média das lavouras, que deve chegar a 3.990 quilos por hectare.

Os dados apontam para aumento na produção total de milho, com expectativa de produção de 122 milhões de toneladas, alta de 5,5% sobre a colheita no ciclo anterior. A colheita da primeira safra do cereal já atinge 13,3% da área plantada.

“Nesta temporada, houve uma redução de 6,6% na área semeada para o milho 1ª safra. Mas a queda foi compensada pelo ganho da produtividade média, 9,9% maior do que na safra anterior. Com isso, a projeção é que sejam colhidas 23,6 milhões de toneladas apenas neste primeiro ciclo”, disse a Conab.

Em relação à segunda safra do milho, a Conab informou que a semeadura foi feita em 18,8% da área e que as condições climáticas são favoráveis. Em razão disso, a projeção é de crescimento de 2,4% para a área de plantio, com expectativa de uma produção de 96 milhões de toneladas, o que representa um crescimento de 6,4%.

A soja já está com 14,8% da área colhida. A expectativa é que a produção da oleaginosa chegue a 166 milhões de toneladas, ou seja, 18,3 milhões de toneladas acima do total produzido na safra anterior.

“O resultado reflete aumento na área destinada à cultura, combinada com a recuperação da produtividade média nas lavouras do país. As condições climáticas foram favoráveis, principalmente no Paraná, em Santa Catarina e na maioria dos estados do Centro-Oeste. As exceções ficam para Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul, que registraram restrição hídrica a partir de meados de dezembro”, informou a Conab.

A área destinada ao plantio de arroz deve atingir 1,7 milhão de hectares, volume 6,4% superior à área cultivada na safra anterior. Com a semeadura praticamente concluída, a Conab alerta que as altas temperaturas e a redução hídrica dos reservatórios em algumas regiões do Rio Grande do Sul, maior produtor do país, causam preocupações aos produtores, embora não indiquem redução da produtividade média.

A Conab estima que a produção chegue a 11,8 milhões de toneladas, alta de 11,4% quando comparada à colheita da safra passada.

Segundo o boletim divulgado pela Conab, é esperado um aumento na safra do feijão, com as três safras da leguminosa chegando a 3,3 milhões de toneladas. A primeira safra do produto já estava com 47% da área colhida em 10 de fevereiro. Houve aumento de produtividade, com a produção estimada em 1,1 milhão de toneladas.

Para a segunda safra de feijão, o plantio está em fase inicial e a expectativa é que a colheita chegue a 1,46 milhão de toneladas. Para a terceira safra, a projeção é que sejam colhidas 778,9 mil toneladas.

No caso do algodão, a área de plantio foi estimada em 2 milhões de hectares, com expectativa de crescimento de 4,8%.

“A semeadura da fibra já passa de 87% da área prevista e a perspectiva aponta para uma produção de pluma em 3,8 milhões de toneladas, um novo recorde para a cultura caso o resultado se confirme”, disse a companhia.

Já para as culturas de inverno, as primeiras estimativas, resultantes de modelos estatísticos, análise de mercado, previsões climáticas e informações preliminares, indicam a produção de trigo, principal produto cultivado, em 9,1 milhões de toneladas. O início do plantio no Paraná tem início a partir de meados de abril e no Rio Grande do Sul, em maio. Os estados representam 80% da produção tritícola do país. Fonte: Luciano Nascimento – Repórter da Agência Brasil

Fazenda prevê queda da inflação dos alimentos até o fim do ano

 O Mercado Municipal Rinaldo Rivetti mais conhecido como Mercado da Lapa.

A Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda apresentou nesta quinta-feira (13) projeções macroeconômicas para o país em 2025. De acordo com a pasta, a inflação da alimentação deverá ceder até o fim do ano e apresentar recuo principalmente em razão de um cenário climático melhor, de safras recordes, e do fim da reversão do ciclo do abate de bovinos.

“A gente está vendo que, por exemplo, uma safra muito favorável de soja, uma safra muito favorável de arroz e feijão, vai ajudar [a conter] os preços de cereais, leguminosas, derivados da soja. Estamos vendo também que, a partir de março, a projeção é de neutralidade climática, o que tende a ajudar o preço de frutas e hortaliças, entre outras”, destacou a subsecretária de Política Macroeconômica, Raquel Nadal.

Carne

O comportamento do preço da carne em 2025, de acordo com a subsecretária, terá um papel central no resultado da inflação da alimentação. O preço do produto deverá desacelerar em razão do fim da reversão do ciclo do abate  – período em que as vacas são destinadas ao abate, após a retenção delas para procriação e a entrada dos bezerros no mercado – que aumentará a oferta de animais para o mercado.

“O impacto maior da reversão do ciclo de abate na inflação se deu já em 2024. Então a tendência é de desaceleração desses preços [em 2025]. Se o preço da carne subiu cerca de 20% em 2024, esse ano, essa inflação deve desacelerar. Então nós estamos vendo tudo isso ajudando na [contenção da] inflação de alimentos”, acrescentou Raquel Nadal.

A subsecretária frisou que os preços do café e do leite subiram em 2024 impactados pelas estiagens e queimadas no segundo semestre do ano. Já a inflação no preço da laranja ocorreu, segundo ela, devido ao greening, doença que prejudica a produção de cítricos.

O maior choque nos preços de alimentos no ano passado, de acordo com a subsecretária, veio em razão da reversão do ciclo de abate de bovino, de agosto em diante. A queda no abate, somado ao forte crescimento das exportações em 2024, levou a uma alta de mais de 19% no preço das carnes bovinas.

“A alta foi tão relevante que, excluindo carnes bovinas do índice de inflação, teríamos uma inflação de alimentos em cerca de 6,2% em vez de 8,2% em 2024. Nesse cenário, a inflação cheia teria fechado 2024 dentro da meta, em 4,5%”, destacou Nadal.

Para 2025, a Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda projeta elevação de 4,8% no Índice Nacional de Preços aos Consumidor Amplo (IPCA), variação similar à observada em 2024. Fonte: Bruno Bocchni – Repórter da Agência Brasil

Sisu 2025: IFMA divulga cronograma de seleção para vagas não ocupadas na chamada regular

Instituto Federal do Maranhão (IFMA) — Foto: Divulgação/ IFMA

O Instituto Federal do Maranhão (IFMA) lançou o edital do processo seletivo para o preenchimento das vagas não ocupadas na chamada regular do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), referente à seleção de candidatos para acesso aos cursos presenciais de graduação no período letivo de 2025.1.

A lista de espera com os nomes dos candidatos que manifestaram interesse pelas vagas do IFMA oferecidas na edição do SISU 2025.1 está em anexo ao edital. O preenchimento das vagas não ocupadas na chamada regular da edição do SISU 2025.1 ocorrerá conforme cronograma definido e conforme os seguintes termos:

Será realizada a 1ª convocação para matrícula de candidatos da Lista de Espera até o limite das vagas remanescentes da chamada regular no dia 14 de fevereiro.

A matrícula dos candidatos da 1ª convocação da lista de espera e o procedimento de heteroidentificação para os candidatos autodeclarados pretos e pardos da 1ª convocação para matrícula da Lista de Espera ocorrem entre os dias 17 e 20 de fevereiro.

Após as matrículas dos candidatos desta primeira convocação da lista de espera, caso haja vagas remanescentes, será aplicada uma chamada oral nos termos do edital a ser publicado, pelo campus do referido curso, no dia 25 de fevereiro para matrícula em 27 de fevereiro. Fonte: G1-MA

Dia do Rádio: veículo é fundamental no combate às mudanças climáticas

Brasília (DF), 11/03/2024, - Cerimônia de celebração pelos 50 anos do Parque do Rodeador, um do maiores complexos de transmissão radiofônica do país, incluindo os transmissores em ondas curtas (OC) da Rádio Nacional da Amazônia. Na foto a radialista, Mara Régia. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O avanço das queimadas e do desmatamento percorre, por vezes, as florestas mais rapidamente do que as informações de conscientização sobre o cenário de destruição. Não à toa, entidades como a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) definiram que o Dia do Rádio deste ano, celebrado nesta quinta-feira (13), deve chamar atenção para o papel fundamental do veículo no combate às mudanças climáticas em todo o mundo.

No Brasil, pesquisadores consideram o rádio veículo estratégico para que as informações vençam eventuais limitações tecnológicas, como regiões sem sinal para internet ou para telefone celular. Ouvidos pela Agência Brasil, esses especialistas afirmam que um exemplo importante dessa atuação é na região amazônica, afetada, historicamente, tanto pela destruição da área nativa quanto pela dificuldade de comunicações.

Conforme explica o professor Marcos Sorrentino, de ciências florestais da Universidade de São Paulo (USP), as mudanças climáticas, assim como a conservação da biodiversidade, exigem mudanças comportamentais e de valores, que precisam ser divulgadas pelo rádio, o veículo que atravessa o país. “Precisamos dialogar com as pessoas para que elas repensem o seu modo de produção e de consumo. O rádio tem uma longa história que possibilita o estar mais próximo das pessoas”, argumentou.

Por isso, segundo Sorrentino, é necessário cumprir esse papel diariamente. Ele cita os programas da Rádio Nacional da Amazônia que, na sua opinião, prestam serviço prático. “Eu lembro que, certa vez, eu estava no interior de um município do estado do Pará e um agricultor estava ouvindo a Rádio Nacional, sintonizado nas mensagens e nos desafios (diante da erosão ambiental)”, afirma.

Mudanças de comportamentos

O professor diz que o rádio vem se reinventando para efetiva divulgação de conteúdo educativo, como tem ocorrido nos aprofundamentos criados por reportagens, entrevistas e podcasts. Para Sorrentino, o veículo proporciona oportunidades para que a sociedade mude comportamentos a fim de realizar o enfrentamento das mudanças do clima e da erosão da biodiversidade.

“É necessário o enfrentamento da alienação dos sujeitos, do distanciamento e da incompreensão”. Ele conta que presenciou, na cidade de Belterra (PA), a elaboração de programas de rádio por parte de professores e alunos. Inclusive, para o pesquisador, as campanhas de rádio têm dois públicos prioritários. “Inequivocamente, os jovens são os que mais sentirão os impactos das mudanças do clima. E o outro público é o de idosos, que podem trazer a história de vida para repercutir nas rádios do país”, argumenta.

Campanhas

Cientista sênior do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), o ecólogo Paulo Moutinho afirma que o rádio sempre foi fundamental para as pesquisas que a entidade realiza na região.

“O rádio permitiu, por exemplo, que fizéssemos campanhas de prevenção de incêndios na região e que preveniram perda econômica de pequenos a grandes agricultores. Também foi fundamental em ações de educação diante da mudança do clima”.

Rio de Janeiro (RJ), 12/09/2023 - Novo estúdio da Rádio Nacional durante transmissão do programa Revista Rio, apresentado por Dylan Araújo. Foto:Tânia Rêgo/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 12/09/2023 – Novo estúdio da Rádio Nacional durante transmissão do programa Revista Rio, apresentado por Dylan Araújo. Foto:Tânia Rêgo/Agência Brasil – Tânia Rêgo/Agência Brasil

Ele recorda que, desde a década de 1980, utiliza o veículo para educação ambiental na Amazônia, incluindo a prevenção de incêndios e o uso adequado de plantas medicinais. Depois, na atuação como pesquisador, ele se envolvia em pesquisas sobre prevenção de incêndio e de desmatamento ilegal. Ele trocava ideias, pelo rádio, com os ouvintes porque havia um fluxo de cartas para as emissoras com interações. “Tudo isso não é algo do passado. O rádio ainda é um instrumento de alta tecnologia de comunicação na Amazônia, pois é fácil de ser adquirido”.

“No coração das pessoas”

Para Moutinho, o rádio será ainda durante muito tempo um instrumento fundamental para a comunicação na Amazônia. “Há programas icônicos também em relação a isso. O Natureza Viva, da Rádio Nacional, por exemplo, tem alcance enorme”.

A profissional da Rádio Nacional da Amazônia Mara Régia di Perna, que apresenta o programa e é referência nacional em comunicação ambiental, concorda, em entrevista à Agência Brasil, concorda que o programa Natureza Viva tem sido um aliado da sociedade para prestar serviço de utilidade pública.

“O que faz do rádio uma poderosa ferramenta de mobilização social é a capacidade de ele chegar ao coração das pessoas com intimidade”, afirmou Mara Régia. Ela cita que as características do veículo fazem a diferença, com agilidade, acessibilidade, mobilidade, instantaneidade e linguagem simples.

Utilidade pública

Outro profissional que atua pela comunicação, o geógrafo e comunicador Marco Lopes, do Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, que tem sede em Tefé (AM), é responsável por um programa de rádio chamado “Ligado no Mamirauá”, que já tem mais de 30 anos de história. “Até hoje, difunde informações sobre manejo dos recursos naturais”.

O programa vai ao ar pela Rádio Rural de Tefé (93,9 FM). “A importância do veículo para conscientizar sobre as mudanças climáticas ocorre de diversas formas”. Ele exemplifica que, no ano passado, houve uma das piores secas da história do Amazonas e foi necessário aprofundar informações sobre o assunto. “Historicamente, o programa tem também um serviço de utilidade pública, de divulgar as informações do nível do rio. E essas informações são fundamentais”.

Contra a desinformação

Segundo Lopes, as informações são mais assimiladas por populações mesmo em situação de vulnerabilidade. O mote principal é lutar contra fake news e não utilizar alarmismo para tratar dos temas ambientais.

O combate à desinformação também é uma preocupação central, segundo a socioambientalista Muriel Saragossi. Para ela, rádio é o veículo de comunicação mais importante no interior da Amazônia. ao proporcionar informação de qualidade para populações distantes dos sinais de celular. “Na Amazônia, temos muitos jovens comunicadores, sejam indígenas, ribeirinhos ou quilombolas, que reproduzem conteúdos informativos dentro de suas comunidades e escolas rurais, o que permite formar uma nova geração de amazônidas com informações verdadeiras”. Fonte: Luiz Claudio Ferreira – Repórter da Agência Brasil

Governo realiza oficina de planejamento com gestores da Macrorregião Leste

No segundo dia do encontro destinado à elaboração do Plano de Ação do Planejamento Regional Integrado (PRI), a Secretaria de Estado da Saúde (SES) reuniu, nesta quarta-feira (12), gestores e técnicos da Macrorregião Leste do Maranhão, no auditório Palmeiras, no Rio Poty Hotel, em São Luís (MA).

A Macrorregional Leste é formada pelas regiões de saúde de Codó, Caxias, Timon, Pedreiras, Presidente Dutra e São João dos Patos, e reúne 61 municípios.  Na abertura da oficina, o secretário de Estado da Saúde, Tiago Fernandes, destacou que a cooperação, integração e o planejamento são essenciais na saúde.

“É com o espírito democrático que idealizamos esse momento com o objetivo final de facilitar o acesso ao serviço público para quem mais precisa. No ambiente do debate teremos ideias convergentes e divergentes, porém é preciso pensar no todo, no Maranhão completo. No atual governo nós temos uma base municipalista e o desejo é que territórios sejam fortes, que não sejam excludentes uns aos outros. Ninguém constrói o sistema público federativo pensando no individual, mas no coletivo e é esse o nosso desejo enquanto Governo do Estado”, afirmou o secretário de Tiago Fernandes.

O PRI consiste em ser um processo participativo que tem como objetivos o fortalecimento das Macrorregiões de Saúde por meio da Rede de Atenção à Saúde (RAS), visando também a construção de Planos Regionais, os quais servirão de base para a elaboração do Plano Estadual de Saúde.

Durante o encontro com os municípios da Macrorregião Leste, a SES fez a apresentação das Redes Temáticas pelos Grupos Condutores e seus respectivos Roteiros de Planos de Ação. Na ocasião, foi apresentada uma visão mais abrangente das Rede de Atenção às Urgências, Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência, Rede de Atenção à Saúde das Pessoas com Doenças Crônicas, a Rede de Atenção Psicossocial e a Rede Alyne, destinada ao cuidado integral à gestante e o bebê.

“O PRI almeja a autonomia de cada uma das macrorregiões, por isso temos buscado dar um olhar mais fino e particular a elas. Na Macro Leste, por exemplo, a peculiaridade se dá em relação a sua proximidade ou divisa dos municípios com o estado do Piauí. E, para que a gente possa fazer um planejamento sempre visando a oferta do serviço hierarquizado e regionalizado, destinamos o momento para chegarmos ao melhor modelo possível do Plano de Ação Regional”, afirmou o coordenador estadual do PRI e chefe da Assessoria Especial do Gabinete do secretário de Estado da Saúde, Allan Patrício.

A secretária de Saúde do município de Timon, Dávila Claudino, comentou que o PRI será o ponto de partida para uma melhor organização financeira e de gestão. “O município já se organizou bastante, porém ainda não tem o financiamento que necessitaria ter. A gente está há muito tempo esperando esse PRI para que realmente as redes possam facilitar o nosso trabalho”.

Gestora pela primeira vez, a secretária de Saúde de Passagem Franca, Geane Menezes, destacou que o evento foi um momento de aprendizado. “Esse é um momento muito importante, e como eu estou começando na gestão, tudo é um aprendizado. É na busca pelo planejamento, de novos recursos, que vamos implantar no nosso município que estamos realmente precisando”.

Presente na abertura dos trabalhos com os municípios da Macrorregião Leste, a titular da 2ª Promotoria de Justiça Especializada de Defesa da Saúde de São Luís, a promotora Maria da Glória Mafra, disse que o Ministério Público tem capilaridade em todos os municípios do estado. “O planejamento é o esqueleto do acesso, da assistência à saúde e dá ao nosso cidadão que está em um lugar mais distante desse estado as mesmas condições daqueles que estão na capital ou em outro grande município. Nesse trabalho, o Ministério Público é colaborador, ele busca exatamente uma ação preventiva, de forma a dar à sociedade maranhense esse produto que vai realmente garantir o acesso da saúde ao nosso cidadão”.

O ciclo de oficinas para a elaboração do Plano de Ação do Planejamento Regional Integrado PRI na área da Saúde terá continuidade nesta quinta (13) e sexta-feira (14) com os municípios da Macrorregião Norte. Devido a quantidade de municípios (113), o encontro foi dividido em dois dias. O primeiro para os municípios das Regiões de Bacabal, Chapadinha, Itapecuru e Viana, e no segundo, para os municípios das Regiões de Pinheiro, Rosário, Santa Inês, São Luís (Metropolitana) e Zé Doca. Por: Secom/ Governo do Maranhão

Mulher morre e homem fica ferido em acidente de trânsito no viaduto do Geisel, em João Pessoa

Acidente deixou uma mulher morta em João Pessoa — Foto: TV Cabo Branco/Reprodução

Uma mulher morreu e um homem ficou ferido em um grave acidente de trânsito registrado na manhã desta quinta-feira (13) em João Pessoa. O acidente envolveu um carro e uma moto no viaduto do Geisel, na BR-230, nas proximidades do Estádio Almeidão.

Segundo testemunhas, o motorista de um carro bateu com violência na moto. Ele não parou após a colisão e arrastou vítimas e moto por vários metros.

O veículo, inclusive, ficou parado cerca de cem metros depois de onde ficaram as vítimas caídas ao chão.

Unidades de resgate do Corpo de Bombeiros e da Polícia Rodoviária Federal foram ao local. Ao chegar, constataram que a mulher já estava morta.

Já o homem foi atendido e levado para o Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa. Ele estava consciente, mas o estado era considerado grave.

O motorista do carro fugiu sem prestar socorro. A PRF, responsável pelas investigações por se tratar de uma via federal, tenta identificar o responsável. Fonte: G1-PB