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IFMA Caxias: inscrições para processo de seleção externa para curso FIC terminam nesta sexta

O Campus IFMA Caxias está com inscrições gratuitas e abertas até esta sexta-feira (11) para o processo de seleção externa de profissionais para atuar como professores do curso de Agente de Desenvolvimento Cooperativista, ofertado na modalidade formação inicial e continuada (FIC) pela linha de fomento Aquicultura no município de Colinas.

Com oferta de uma vaga no módulo da formação específica, e carga horária de 10 horas/aula, a seleção busca profissional qualificado para lecionar o componente curricular “Ética e Profissionalismo do Agente em Desenvolvimento Cooperativista”, com graduação em Administração, Gestão Pública, Processos Gerenciais, Gestão Comercial ou Gestão Rural. É também requisito para o desempenho da função, além da formação, experiência mínima de um ano seja no magistério (ensino básico, técnico ou superior), ou na área do componente curricular.

Acesse o Edital Nº 33/2025

Servidores do quadro permanente do IFMA não poderão participar da seleção, a menos que atuem na situação de professores substitutos e temporários. O profissional selecionado atuará durante a oferta da turma do curso, podendo renovar sua atuação no período de validade do processo seletivo – um ano, a partir da publicação do resultado final, prorrogável por igual período. No entanto, o professor aprovado não poderá acumular bolsas ou benefícios de programas governamentais das três esferas administrativas: federal, estadual e municipal, salvo em situações previstas no edital. As etapas da seleção envolvem análise de documentos que comprovem experiência profissional, e avaliação de títulos.

A previsão para a divulgação do resultado final, conforme o cronograma do processo seletivo, é 29 de abril. Fonte: Por: Ascom/ IFMA

Nova faixa de isenção do IR beneficia mais de 238 mil maranhenses, diz Receita Federal

O projeto de lei que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda tem potencial de impactar diretamente mais de 238 mil contribuintes no Maranhão. Segundo informações da Receita Federal referentes a 2023, cerca de 159 mil maranhenses com renda de até R$ 5 mil mensais ficariam 100% isentos. Outro grupo, estimado em 79 mil pessoas no estado, teria descontos progressivos, por estar na faixa de R$ 5 mil a R$ 7 mil.

O texto, um compromisso de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi enviado para apreciação do Legislativo em 18 de março. Ao todo, um público estimado em 10 milhões de brasileiros será beneficiado com 100% de isenção. A compensação virá com uma taxa de até 10% para pessoas com alta renda (a partir de R$ 600 mil por ano) que atualmente não contribuem com o Imposto de Renda, um grupo de 141 mil pessoas.

“O que estamos fazendo é apenas uma reparação. Estamos falando que 141 mil pessoas que ganham acima de 600 mil, acima de um milhão de reais por ano, vão contribuir para que 10 milhões de pessoas não paguem Imposto de Renda. É simples assim”, afirmou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no evento que marcou o envio do PL ao Congresso.

Somando essas 10 milhões de pessoas que serão beneficiadas com o PL a outras 10 milhões já contempladas por mudanças feitas anteriormente em 2023 e 2024, serão 20 milhões que deixam de pagar Imposto de Renda desde o início da atual gestão.

Segundo informações da Receita Federal, 90% dos brasileiros que pagam Imposto de Renda (cerca de 90 milhões de cidadãos) estarão na faixa da isenção total ou parcial e 65% dos declarantes do IRPF (mais de 26 milhões) serão totalmente isentos. Trata-se da maior alteração na tabela do Imposto de Renda da história recente do Brasil. Fonte: Por: Imirante.com, com informações da Secom

Dólar sobe para R$ 5,89 após EUA confirmarem tarifa de 145% à China

dólar Reuters/Mike Segar/Proibida reprodução

A continuidade da guerra comercial entre os Estados Unidos e a China interrompeu a trégua no mercado financeiro. O dólar subiu e voltou a aproximar-se de R$ 5,90. A bolsa de valores recuou mais de 1%.

O dólar comercial encerrou esta quinta-feira (10) vendido a R$ 5,899, com alta de R$ 0,053 (+0,92%). Em linha com o exterior, a cotação chegou a subir para R$ 5,95, por volta das 13h30, mas desacelerou durante o restante da tarde.

A moeda norte-americana acumula alta de 3,37% em abril. Em 2025, a divisa cai 4,55%.

O mercado de ações também teve um dia tenso. Após subir 3,12% na quarta, o índice Ibovespa, da B3, fechou aos 126.355 pontos, com queda de 1,13%.

O dólar havia iniciado o dia em alta e a bolsa em baixa num movimento de realização de lucros, quando investidores aproveitam a cotação baixa da moeda norte-americana para comprar dólares e a alta das ações para vender papéis. No entanto, após a Casa Branca esclarecer que as sobretaxas comerciais dos Estados Unidos para a China ficaram em 145%, não em 125%, a turbulência no mercado global amplificou-se.

Nesta quinta, o presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou a disposição de chegar a um acordo com a China. No entanto, a possibilidade de uma recessão global por causa do tarifaço entre os dois países voltou a pesar no mercado financeiro, punindo principalmente países exportadores de commodities (bens primários com cotação internacional).

*com informações da Reuters Fonte: Agência Brasil Wellton Máximo* – Repórter da Agência Brasil

Itaipu registra saldo positivo de US$ 680 milhões em 2024

Foz do Iguaçu (PR), 02/01/2025 – Vista da hidrelétrica de Itaipu Binacional, a hidrelétrica foi criada em 26 de abril de 1973 e regida em igualdade entre Brasil e Paraguai.
A usina está localizada no Rio Paraná, no trecho de fronteira entre o Brasil e o Paraguai, 14 km ao Norte da Ponte da Amizade, nos municípios de Foz do Iguaçu, no Brasil, e Hernandarias, no Paraguai. 
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

A Itaipu Binacional fechou o ano de 2024 com saldo positivo de US$ 680,3 milhões. O resultado considera despesas como a operação e manutenção da usina, administração, pagamento de royalties e investimentos em ações socioambientais.

A hidrelétrica também registrou um resultado contábil positivo de US$ 443 milhões no período. Os números incluem o aporte de US$ 301 milhões na Conta de Comercialização de Itaipu, mantendo, segundo a empresa, a tarifa de repasse da usina nos valores atuais, evitando, desta forma, aumentos na conta de luz e beneficiando diretamente o consumidor.

Foz do Iguaçu (PR), 10/04/2025 - Enio Verri, diretor-geral da Usina de Itaipu. Demonstrações Contábeis Anuais de Itaipu. Foto: Sara Cheida/Itaipu Binacional
Diretor-geral brasileiro de Itaipu, Enio Verri diz que balanço mostra que empresa é bem administrada e saudável financeiramente – Foto:Sara Cheida/Itaipu Binacional

Os dados foram analisados e aprovados nesta quinta-feira (10) pelo Conselho de Administração, em reunião extraordinária. “Os números comprovam, mais uma vez, que a Itaipu é uma empresa bem administrada, saudável financeiramente, e comprometida com sua missão institucional: gerar energia limpa, acessível e de qualidade, com responsabilidade socioambiental, contribuindo para o desenvolvimento do Brasil e do Paraguai”, analisou o diretor-geral brasileiro da usina, Enio Verri.

Os demonstrativos anuais seguem as práticas contábeis brasileiras e paraguaias e as diretrizes do Tratado de Itaipu e seus anexos. “O parecer emitido pelos auditores para o período não apresenta ressalvas, ratificando a confiabilidade das práticas contábeis da Itaipu”, informou em nota a hidrelétrica.

O diretor financeiro executivo da Itaipu, André Pepitone da Nóbrega, disse que, devido à ampliação dos investimentos em programas socioambientais, a hidrelétrica optou pela abertura da divulgação dos seus gastos, detalhando os investimentos no setor. “Essa iniciativa visa proporcionar maior transparência ao usuário, reforçando o compromisso da empresa com elevados padrões de governança corporativa”, destacou.

Os dados estão disponíveis para consulta na página da empresa na internet. Fonte: Agência Brasil Douglas Corrêa – Repórter da Agência Brasil

Lula sanciona Orçamento de 2025 com dois pequenos vetos

Palácio do Planalto

Com dois pequenos vetos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou o Orçamento Geral da União de 2025. Aprovada pelo Congresso Nacional em 20 de março, a lei orçamentária tinha até o próximo dia 15 para ser sancionada. O texto foi publicado em edição extraordinária do Diário Oficial da União.

No valor de R$ 40,2 milhões, o primeiro veto recaiu sobre novas programações orçamentárias com localizações específicas em gastos discricionários (não obrigatórios) do Poder Executivo, classificadas na categoria RP 2. Segundo o governo, a prática é vedada pela Lei Complementar 210, de 2024, que disciplina a execução de emendas parlamentares.

O segundo veto abrange R$ 2,97 bilhões em despesas financeiras (não originadas de impostos) do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), que seriam destinadas a financiamentos com retorno. De acordo com o governo, o veto foi necessário porque as despesas superam o teto para gastos atrelados a receitas, após a renovação da Desvinculação de Receitas da União (DRU) até 2032.

Parâmetros

A Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2025 estima um superávit primário de R$ 14,5 bilhões, após compensações permitidas pelo arcabouço fiscal, como gastos de R$ 44,1 bilhões com precatórios (dívidas com sentença definitiva da Justiça). Sem a compensação, haverá déficit primário de R$ 29,6 bilhões. O resultado primário representa o déficit ou superávit nas contas do governo sem os juros da dívida pública.

Aprovado com três meses de atraso, o Orçamento confirma o salário mínimo de R$ 1.518, em vigor desde o início do ano, com aumento real (acima da inflação) de 2,5% em relação ao ano passado. A LOA destina R$ 226,4 bilhões para a educação e R$ 245,1 bilhões para a saúde pública.

Previdência e programas sociais

O Orçamento reserva R$ 158,6 bilhões para o Bolsa Família e R$ 113,6 bilhões para os Benefícios de Prestação Continuada (BPC) e a Renda Mensal Vitalícia (RMV). O maior volume de despesa primária corresponde à Previdência Social, com R$ 972,4 bilhões.

Por causa do crescimento dos gastos com a Previdência e com programas sociais, o governo enviou uma mensagem modificativa ao Congresso em março cortando R$ 7,6 bilhões do Bolsa Família e mais R$ 1,7 bilhão de outras despesas. O dinheiro serviu para ampliar as despesas da Previdência em R$ 8,3 bilhões e em R$ 1 bilhão os gastos com abono salarial, seguro-desemprego e Benefício de Prestação Continuada (BPC). O acordo também permitiu a inclusão do novo Vale Gás e do Pé-de-Meia no Orçamento.

PAC e emendas

Em relação aos investimentos federais, o Orçamento de 2025 destina R$ 166 bilhões. Desse total, R$ 57,6 bilhões correspondem ao Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC).

As emendas parlamentares somam R$ 50,4 bilhões, das quais R$ 24,6 bilhões para as Emendas Individuais (RP 6), R$ 14,3 bilhões para as Emendas de Bancadas Estaduais (RP 7) e R$ 11,5 bilhões para as Emendas de Comissão Permanente do Senado Federal, da Câmara dos Deputados e de Comissão Mista Permanente do Congresso Nacional (RP 8). As despesas primárias discricionárias (RP 2 e 3) dos órgãos do Poder Executivo, totalizam R$ 170,7 bilhões. Fonte: Agência Brasil Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil

Presidente Dutra: Prefeito Raimundinho concede títulos de propriedade para mais de 300 famílias do bairro São José

O prefeito de Presidente Dutra, Raimundinho da Audiolar, realizou esta semana mais uma etapa de um grande projeto de regularização fundiária na história do município. Com a entrega oficial de mais de 300 títulos de propriedade para famílias presidutrenses, o prefeito está concretizando sonhos e tornando realidade o que muitos cidadãos aguardavam há décadas.

O objetivo do programa é desburocratizar o processo de escrituração e regularizar imóveis, facilitando a titularização, principalmente para pessoas carentes e residentes em unidades habitacionais informais. Nesta fase do programa, 303 famílias do Bairro São José foram contempladas com os títulos de propriedade e a segurança jurídica de terem suas residências legalmente reconhecidas.

Para o prefeito Raimundinho, um título de propriedade representa dignidade, estabilidade e o direito de sonhar ainda mais alto. “Ter em mãos o documento que comprova a posse legal da casa onde se vive é mais do que uma formalidade: é um símbolo de dignidade, estabilidade e segurança para planejar o futuro com mais confiança. Nosso compromisso é seguir avançando até que todas as famílias da nossa cidade possam ter suas propriedades legalmente regularizadas. Esse é um passo importante para garantir cidadania e transformar vidas de verdade“, declarou o prefeito.

Entenda: tarifaço de Trump é capaz de reindustrializar Estados Unidos?

28/08/2018. REUTERS/Marcos Brindicci,dólar

A guerra comercial iniciada pelos Estados Unidos (EUA) por meio do tarifaço contra todos os parceiros comerciais é capaz de reindustrializar o país norte-americano, como promete Donald Trump? 

Para especialistas em economia política e desenvolvimento econômico consultados pela Agência Brasil, é improvável que a política de tarifas de Trump possa reverter um processo que começou na década de 1970. Por outro lado, apontam que alguns objetivos de Trump podem ser alcançados devido ao controle que Washington ainda exerce sobre a economia do planeta.

O professor de sociologia econômica e economia política Edemilson Paraná, da LUT University da Finlândia, avalia que a sociedade norte-americana não tem coesão política e ideológica, nem coordenação estatal suficiente para reindustrializar o país.

Brasília (DF), 09/04/2025 - O professor de sociologia econômica Edemilson Paraná, da LUT University da Finlândia. Foto: LUT University/Divulgação
Edemilson Paraná aponta falta de unidade política e ideológica e coordenação estatal insuficiente para reindustrialização – LUT University/Divulgação

“O governo Trump não tem um programa de investimentos em infraestrutura, não tem política industrial coordenada, não tem política racional para os preços macroeconômicos, taxa de juros, câmbio, não tem política fiscal consequente, e você não tem regulações bem articuladas com isso tudo. Uma industrialização precisa de alta mobilização social e esforço político brutal. Não por acaso, muitas vezes, os processos de industrialização são feitos no contexto de unificação, de guerra e de ditadura”, explicou.

Edemilson afirma que a desindustrialização dos EUA foi consequência das políticas neoliberais do republicano Ronald Reagan de desregulamentação dos mercados, avanço da globalização e financeirização da economia, políticas essas aprofundadas pelos demais presidentes.

Entre 2001 e 2023, a produção industrial dos EUA caiu de 28,4% para 17,4% da produção industrial global, segundo dados da Casa Branca.

O especialista em sociologia econômica destaca que a intervenção do Estado é fundamental para qualquer industrialização, mas diz que a contradição ideológica interna do governo com setores ultraliberais limita a capacidade do Estado de coordenar esse processo. “É muita contradição. Como é que você vai fazer isso com Elon Musk [bilionário e chefe do Departamento de Eficiência Governamental dos Estados Unidos], falando que tem que privatizar o Estado?”, questionou Paraná.

Imprevisibilidade

O professor associado de economia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Pedro Paulo Zaluth Bastos disse que não está certo de que as tarifas vão se manter no médio ou longo prazo, o que inibe decisões empresariais.

Brasília (DF), 09/04/2025 - Pedro Paulo Zahluth Bastos, professor do Instituto de Economia da Unicamp. Foto: Antoninho Perri/SEC Unicamp
O professor Pedro Paulo Bastos vê possibilidade de efeito inflacionário de curto prazo com tarifaço de Donald Trump – Foto: Antoninho Perri/SEC Unicamp

 

“As decisões de investimento precisam de um horizonte muito mais amplo de estabilidade, de previsão, e é muito pouco provável que essas decisões sejam tomadas em função dessa grande imprevisibilidade da política dos EUA”, afirmou.

Bastos avalia que as tarifas terão um efeito inflacionário de curto prazo que pode corroer o apoio político de Trump, trazendo de volta os democratas ao poder no Parlamento, nas eleições de novembro de 2026.

“Ele está taxando produtos que os Estados Unidos não têm sequer capacidade de produzir internamente, como o café, o abacate, frutas e legumes. O país importa 60% das frutas e 40% dos legumes. As roupas também não vão ser substituídas em curto prazo porque os EUA perderam a indústria têxtil”, destacou Pedro Paulo.

Para Bastos, ainda que a política das tarifas se mantenha no longo prazo, o efeito de reindustrializar os EUA vai ser relativamente limitado. Talvez setores intensivos em capital, como e de automóveis e alumínio, tenham alguma reindustrialização, disse o professores. Nos setores de semicondutores [chips], porém, vai ser complicado por causa da mão de obra insuficiente nos EUA. “Na China, tem muitos mais engenheiros do que nos EUA. Para formar um conjunto grande de engenheiros, vai levar uns seis anos. Não é de uma hora para outra”, ponderou.

No mês passado, Trump esvaziou o Departamento de Educação e tem promovido demissões em massa de funcionários públicos.

O professor da Unicamp cita ainda obstáculos para reindustrialização de produtos baratos, como os da indústria têxtil. “Os imigrantes estão sendo expulsos. Isso vai aumentar o preço da mão de obra. E o trabalhador branco não quer trabalhar em indústria têxtil”, disse.

Não é estúpido

O professor Edemison Paraná pondera, por outro lado, que a estratégia de Trump “não é completamente estúpida” e que eles esperam conquistar alguns objetivos com o tarifaço.

“As pessoas não são tão burras assim no governo dele. A ideia é que essas tarifas forcem os países a sentarem-se à mesa para negociar país a país. Ele está usando o poder enorme de vantagem dos EUA, do mercado americano, que todo mundo quer acessar, e do poder do dólar, para dobrar os países a fazerem o que ele quer”, analisou.

De acordo com o professor, Trump calcula que ganha de toda forma porque, se o país não aceitar suas demandas, ele vai arrecadar recursos com as tarifas. “A tarifa tem um efeito fiscal na cabeça do Trump. Ele abaixa o imposto para empresas e corporações, de um lado, e arrecada com tarifas, do outro lado. Equilibra-se o déficit fiscal”, afirmou.

Edemilson destacou ainda que é muito alta uma tarifa de 30%, ou até mais, para acessar o mercado americano. “É muita coisa. Às vezes, compensa abrir uma fábrica nos EUA.”

Energia e inflação

Trump espera impulsionar a reindustrialização ainda por meio da redução do valor da energia com a expansão da produção de combustíveis fósseis, que causam o aquecimento da Terra, além da redução de impostos de empresas, como ocorreu no primeiro mandato do republicano, diz Pedro Paulo Bastos, da Unicamp.

“Isso não significa que elas [empresas] vão investir. Se as empresas tiverem mais lucros com redução de impostos, podem simplesmente aumentar a distribuição de dividendos. Para investir, é preciso previsibilidade de longo prazo e crescimento da demanda. No momento de recessão, não vai ter ninguém investindo”, destacou.

Sobre a inflação causada pelas tarifas, Edemilson Paraná diz que o governo norte-americano espera reverter isso com crescimento industrial. “Eles estão dizendo: olha, vai atrair investimento, vai gerar emprego, vai gerar produção, vai gerar demanda, e isso vai segurar a lógica dos preços porque é um choque momentâneo que vai se pagar no médio e longo prazos”, analisou.

Dólar

Outro objetivo da política de Trump para reindustrializar os Estados Unidos é desvalorizar o dólar frente a outras moedas para tornar as exportações do país mais baratas e, por isso, mais competitivas. Para o professor Pedro Paulo Bastos, no entanto, será muito difícil para os EUA executarem uma política que, de fato, reduza o valor do dólar de forma permanente e sustentada para favorecer suas exportações.

“A desvalorização do dólar prejudica os interesses de Wall Street, que poderia deixar de ser o centro do sistema financeiro internacional. Trump não é uma pessoa contrária aos banqueiros. Pelo contrário, ele é muito próximo desse pessoal”, avaliou.

Já o professor Edemilson Paraná explicou que, como o dólar é a moeda padrão do comércio internacional e usada para acumular riqueza, ela dá enorme poder aos EUA, mas, ao mesmo tempo, traz prejuízos para exportações do país.

“Com isso, o mercado consumidor dos Estados Unidos fica enorme. É uma máquina de consumir o mundo. Afinal, consome-se tudo, inclusive a poupança global que flui para os EUA. Estava tudo indo muito bem com esse arranjo, até que a China começou a aumentar suas competências e capacidades em todos os setores de tecnologia de ponta”, afirmou.

Para Paraná, uma coisa é dominar as finanças e a tecnologia, e os outros países produzirem bens materiais; “outra coisa é perder o monopólio sobre essas tecnologias. Isso ameaça o poder econômico dos EUA”.

China

Edemilson Paraná diz que faltam aos EUA a unidade e a capacidade de gestão do Estado chinês, mais estável e previsível e com capacidade ampla de coordenar inúmeras políticas, o que explica o sucesso da industrialização do gigante asiático.

“A China consegue fazer o que os Estados Unidos não vão conseguir. Os Estados Unidos acharam que iam continuar para sempre tendo a China como um sócio menor, que ela seria apenas produtora de bugigangas. Porém, os chineses foram se utilizando dessa posição para ir subindo nas cadeias globais de valor.”

Edemilson pondera que o Estado chinês tem um elevado grau de integração da política industrial, fiscal, macroeconômica, mantendo certo controle sobre as principais variáveis dos preços macroeconômicos, como salários, juros, renda da terra e câmbio, que não é totalmente flutuante na China, mas administrado para justamente privilegiar as exportações.

“O plano de Trump não considera que a economia contemporânea é mais complexa, de um lado, e de outro, que os Estados Unidos já passaram por um processo de desindustrialização de 40 anos. Na década de 70, um a cada cinco empregos americanos eram industriais. Hoje é um em doze”, finalizou. Fonte: Agência Brasil Lucas Pordeus León – Repórter da Agência Brasil

Governo vai propor isenção de energia para até 60 milhões de pessoas

Conta de energia elétrica

O governo federal deve enviar ao Congresso Nacional, ainda neste semestre, um projeto de lei de reforma do setor elétrico brasileiro. Entre as propostas, está a ampliação da tarifa social, que hoje oferece descontos no pagamento da conta de energia para indígenas, quilombolas, idosos que recebem Benefício de Prestação Continuada (BPC) e famílias inscritas no Cadastro Único (CadÚnico) do governo federal com renda até meio salário único.

A ideia é que haja uma isenção de pagamento de tarifa de energia elétrica para essas populações caso elas consumam até 80 kWh por mês, o que chegaria a 60 milhões de pessoas no país.

Atualmente, a isenção completa do pagamento em caso de consumo de até 50 kWh vale para indígenas e quilombolas, enquanto os idosos com BPC e as famílias do CadÚnico têm direito a descontos escalonados de até 65%, caso o consumo seja menor que 220kWh.

“Mais de 60 milhões de brasileiras e brasileiros serão beneficiados com a gratuidade de energia do consumo até 80 gigawatt por mês. Isso representa o consumo de uma família que tem uma geladeira, um chuveiro elétrico, ferro de passar, carregador de celular, televisão, lâmpadas para seis cômodos”, disse o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, em evento no Rio de Janeiro.

O ministro não explicou sobre o que será feito em relação aos descontos escalonados que hoje são aplicados para consumos até 220 kWh. Segundo ele, a ideia é subsidiar a política através da correção de “distorções internas do setor”.

“Se você vê o projeto como um todo, você vai ver que estamos fazendo ali uma completa e possível justiça tarifária, corrigindo as distorções dentro do setor. E isso não impacta praticamente o restante dos consumidores”.

Uma das distorções, de acordo com Silveira, é o pagamento sobre a segurança energética.

“O pobre paga mais que o rico na questão, em especial, da segurança energética, para se pagar Angra 1 e 2 e as térmicas. Só o pobre paga. Boa parte do mercado livre não paga por essa segurança energética ou paga pouco. Então, estamos reequilibrando essa questão do pagamento por parte do pobre, do mercado regulado e da classe média”.

Outra proposta do projeto de lei, que deverá ser encaminhada à Casa Civil da Presidência ainda este mês é dar mais liberdade de escolha para o consumidor, inclusive residencial, em relação à origem da energia que ele irá consumir.

“O cara vai poder comprar energia como compra em Portugal ou na Espanha. Ele escolhe a fonte energética que ele quer comprar, pelo celular. Ele vai poder escolher a fonte, o preço e ele vai poder pagar da forma que ele quiser. Pode pagar tanto através da distribuidora quanto pode emitir um boleto direto ou pagar pela internet”. Fonte: Agência Brasil Vitor Abdala – repórter da Agência Brasil

Polícia do PI identifica sites falsos de leilão de veículos e falsas centrais bancárias; suspeitos são presos em SP

Policia Civil do Piauí — Foto: Andrê Nascimento

Polícia Civil do Piauí (PCPI) deflagrou, na quarta (9) e nesta quinta-feira (10), três operações simultâneas que prenderam sete suspeitos de atuar em sites falsos de leilão de veículos e falsas centrais bancárias para prática de crimes cibernéticos.

As prisões aconteceram em São Paulo, com apoio da Polícia Civil paulista, após investigação da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) da PCPI, que recebeu denúncias de vítimas piauienses.

Conforme a PCPI, as operações, de nomes IllusioFalso Alerta e Especulum, cumpriram 13 mandados de busca e apreensão. Os suspeitos foram presos em plena atividade criminosa, com os sites fraudulentos ainda em funcionamento. Dois dos presos atuavam nos sites e cinco nas falsas centrais.

As investigações apuram a prática do crime de estelionato (Art. 171 do CPB) em ambiente digital e apontam que os alvos atuavam em estruturas criminosas especializadas, utilizando esses sites e centrais bancárias falsas para enganar vítimas e aplicar golpes.

Ao g1, o delegado Humberto Mácula, coordenador da DRCI, informou que esse tipo de golpe é muito característico de crime cibernético, em que os criminosos criam um site falso de leilão e esperam vítimas acessarem esse site para acontecer a abordagem.

“Os usuários da internet, precisam desconfiar de tudo, tomar cuidado por onde navegam na internet”, alertou o delegado.

 

Mácula alertou ainda para os riscos de acessar sites desconhecidos, aceitar ofertas muito vantajosas ou atender ligações de supostas instituições financeiras e lembra que emprestar ou alugar contas bancárias para terceiros pode configurar crime e gerar graves consequências civis e penais.

Fonte: G1-PI *Caroline Rosário, estagiária sob supervisão de Lucas Marreiros.

Aluno tenta roubar vigilante de escola e acaba sendo baleado, em Campina Grande

Aluno tenta roubar vigilante de escola e acaba sendo baleado, em Campina Grande — Foto: Reprodução/TV Paraíba

Um homem de 19 anos foi baleado após tentar assaltar um vigilante na Escola Estadual Antônio Oliveira, localizada no bairro de Santa Rosa, em Campina Grande, na noite desta quarta-feira (9). De acordo com a Polícia Militar, o jovem, que seria aluno da escola, estava acompanhado de outro suspeito durante a ação criminosa.

Segundo as informações repassadas pela PM, os dois homens invadiram a escola com a intenção de roubar o vigilante. Um deles estava com uma espingarda e o outro estava com uma faca. O vigilante reagiu e efetuou dois disparos de arma de fogo contra os suspeitos.

O momento da invasão dos suspeitos foi registrado por uma câmera de segurança da escola. As imagens mostram o instante em que os suspeitos entram no local e a reação do vigilante.

Um dos envolvidos, que é aluno da unidade escolar, foi atingido nas partes inferiores do corpo. Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levado ao Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande. De acordo com boletim médico, passou por procedimento médicos de emergência e está em observação na sala vermelha, consciente e orientado, com quadro clínico considerado estável.

A Polícia Militar esteve no local e realizou diligências para localizar o segundo suspeito, que fugiu após os disparos.

Foi apreendido um estojo de espingarda calibre .20 e uma faca. A Polícia Civil segue investigando o caso.

Por meio de nota, a Secretaria de Estado da Educação da Paraíba informou que a ação dos criminosos não ocorreu na presença de estudantes e que, após a chegada da polícia à escola, todas as salas de aula foram liberadas. As aulas seguem normalmente nesta quinta-feira (10), conforme o calendário previsto, e a equipe do Serviço de Saúde Emocional da Gerência estará na unidade para prestar o devido apoio a estudantes, servidores e familiares. Fonte: G1-PB