Blog do Walison - Em Tempo Real

Mulher é presa suspeita de envenenar três pessoas da mesma família com ovo de Páscoa no MA; criança de 7 anos morreu

Jordelia Pereira Barbosa, de 35 anos, foi presa na cidade de Santa Inês, na região do Médio Mearim. — Foto: Divulgação/Redes sociais

Uma mulher foi presa, na tarde desta quinta-feira (17), suspeita de envenenar um ovo de Páscoa e enviar o chocolate para uma família em Imperatriz, no sudoeste do Maranhão. Uma criança de 7 anos morreu e duas pessoas estão internadas em estado grave após consumir o doce.

Jordélia Pereira Barbosa, de 36 anos, foi presa na cidade de Santa Inês, na região do Médio Mearim. Ela é ex-namorada do atual companheiro de Mirian Lira, de 32 anos, que é uma das vítimas.

Luís Fernando Rocha Silva, de 7 anos de idade, morreu na madrugada desta quinta-feira (17) — Foto: Reprodução/TV Mirante

Luís Fernando Rocha Silva, de 7 anos de idade, morreu na madrugada desta quinta-feira (17) — Foto: Reprodução/TV Mirante

Amostras do ovo foram enviadas para análise no Instituto de Criminalística de Imperatriz (Icrim), para possível comprovação de envenenamento.

Jordélia Pereira foi presa pela Polícia Civil do Maranhão, em uma ação conjunta com o Centro de Inteligência da SSP, dentro de um ônibus interurbano, na cidade de Santa Inês, onde reside.

g1 tentou localizar a defesa de Jordélia Pereira, mas não tinha conseguido até a última atualização desta reportagem. Fonte: G1-MA

Carro fica destruído após sofrer incêndio na Avenida Frei Serafim, em Teresina

Carro fica destruído após sofrer incêndio na Avenida Frei Serafim, em Teresina — Foto: Divulgação/CBMEPI

Um carro ficou destruído após sofrer um incêndio, na manhã desta quinta-feira (17), na Avenida Frei Serafim, Centro-Sul de TeresinaNinguém ficou ferido.

Segundo o Corpo de Bombeiros do Piauí (CBMEPI), uma equipe da corporação foi acionada para combater o fogo que saía do veículo.

Após apagarem as chamas, os bombeiros resfriaram o carro e constataram perda total. O motorista, no entanto, não se feriu.

Ainda de acordo com o CBMEPI, apenas uma perícia poderá determinar o que causou o incêndio.

Ao g1, a Superintendência de Transportes e Trânsito (Strans) de Teresina informou que a via já está liberada. Agentes da pasta limparam os destroços do veículo que ficaram na pista. Fonte: G1-PI

Ex-presidente José Sarney é diagnosticado com Covid-19 aos 94 anos

José Sarney, de 93 anos, natural do estado do Maranhão (MA) — Foto: Agência Senado/Divulgação

O ex-presidente José Sarney, de 94 anos, foi diagnosticado com Covid-19. Ele fez exames de saúde em Brasília e passa bem, segundo assessores.

A TV Globo apurou que o ex-presidente foi encaminhado para atendimento médico após apresentar sintomas gripais.

Ele passou por exames laboratoriais e de imagem para verificar o estado o pulmão, e está em casa, seguindo as recomendações médicas para acompanhamento do quadro.

A expectativa é que Sarney fique bem a tempo do aniversário, na próxima semana. O ex-presidente completa 95 anos na próxima quinta-feira, 24 de abril, e planeja viajar para o Maranhão para comemorar com a família.

Marco da Redemocratização

 

Sarney foi o primeiro presidente após a redemocratização do país. Ele assumiu de forma definitiva a Presidência da República em 1985, e governou até março de 1990.

Foi o primeiro civil a presidir o Brasil em 21 anos – o último havia sido João Goulart, deposto pelo golpe militar de 1964.

A volta da democracia foi um processo cauteloso, que exigiu negociações entre as elites política e militar do país.

A abertura “lenta e gradual” teve início no governo do general Ernesto Geisel (1974-1979) e prosseguiu com o general João Baptista Figueiredo (1979-1985), ambos do Exército Brasileiro.

Um dos marcos do esforço da sociedade civil em busca da democracia foi a campanha das “Diretas Já” para aprovar no Congresso a chamada emenda Dante de Oliveira, que modificava a Constituição e determinava a volta da eleição para presidente pelo voto direto dos brasileiros.

Ex-presidente do PDS, Sarney era senador pelo Maranhão, já havia sido governador do mesmo estado e deixou a legenda para se filiar ao MDB e ser o vice na chapa da oposição, liderada por Tancredo Neves.

Ex-governador de Minas Gerais, político de perfil conciliador, Tancredo superou o candidato governista Paulo Maluf (PDS) na eleição do colégio eleitoral.

  •  Fonte: G1-MA

Caixa eletrônico é arrombado dentro da prefeitura de Massaranduba

Caixa eletrônico é arrombado dentro da prefeitura de Massaranduba — Foto: Ademar Trigueiro/TV Paraíba

A sede da prefeitura de Massaranduba, município localizado no Agreste da Paraíba, foi invadida e teve um caixa eletrônico arrombado. O crime aconteceu na madrugada desta quinta-feira (17).

Inicialmente, a Polícia Civil suspeita que pelo menos uma dupla tenha cometido o crime.

Prefeitura de Massaranduba é invadida e tem caixa eletrônico arrombado — Foto: TV Cabo Branco / Reprodução

Os suspeitos, ainda conforme a polícia, usaram máquinas de corte para arrombar o equipamento.

Todo o dinheiro que estava no caixa eletrônico foi levado. Por enquanto, a empresa responsável pelo equipamento ainda não procurou os policiais e nem divulgou o valor roubado.

Um carro foi encontrado abandonado na cidade de Alagoa Nova. Existe a suspeita de que o veículo tenha sido usado na ação.

Os suspeitos ainda não foram identificados e presos. Fonte: G1-PB

Brasil ultrapassa 1 milhão de casos prováveis de dengue em 2025

Rio de Janeiro (RJ) 13/04/2024 - Epidemia de dengue no Brasil é o tema do Caminhos da Reportagem deste domingo
Frame EBC

O Brasil registrou, desde 1º de janeiro de 2025, 1.010.833 casos prováveis de dengue. De acordo com o Painel de Monitoramento das Arboviroses, o país contabiliza ainda 668 mortes confirmadas pela doença e 724 em investigação. O coeficiente de incidência, neste momento, é de 475,5 casos para cada 100 mil pessoas.

A título de comparação, no mesmo período do ano passado, quando foi registrada a pior epidemia de dengue no Brasil, haviam sido contabilizados 4.013.746 casos prováveis e 3.809 mortes pela doença, além de 232 óbitos em investigação. O coeficiente de incidência, à época, era de 1.881 casos para cada 100 mil pessoas.

>>Saúde anuncia 80 municípios prioritários para ações contra dengue

Em 2025, a maior parte dos casos prováveis se concentra na faixa etária de 20 a 29 anos, seguida pelos grupos de 30 a 39 anos, de 40 a 49 anos e de 50 a 59 anos. As mulheres concentram 55% dos casos e os homens, 45%. Brancos, pardos e pretos respondem pela maioria dos casos (50,4%, 31,1% e 4,8%, respectivamente).

São Paulo lidera o ranking de estados em número absoluto, com 585.902 casos. Em seguida estão Minas Gerais (109.685 casos), Paraná (80.285) e Goiás (46.98 casos). São Paulo mantém ainda o maior coeficiente de incidência (1.274 casos para cada 100 mil pessoas). Em seguida aparecem Acre (888), Paraná (679) e Goiás (639). Fonte: Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil

Brasil terá segunda maior safra de cana, segundo estimativa da Conab

Cana-de-açúcar

O Brasil registrou a segunda maior produção de cana-de-açúcar, durante o ciclo 2024-2025, com um total estimado de 676,96 milhões de toneladas do produto. O resultado é 5,1% menor do que a safra recorde, registrada no ciclo anterior, colhido entre 2023 e 2024.

De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a queda foi “reflexo dos baixos índices de chuvas, aliados às altas temperaturas registradas na Região Centro-Sul, que representa 91% da produção total do país”, aliado à queimada observada nos canaviais. O fogo, segundo a companhia, consumiu vários talhões de cana em plena produção.

“Essas condições adversas registradas ao longo da temporada influenciaram negativamente na produtividade média, ficando em 77.223 quilos por hectares”, registrou a Conab ao anunciar, nesta quinta-feira (17), os resultados do 4º Levantamento sobre a cultura divulgado pela Companhia.

>>Seca extrema derruba produtividade de cana e usinas antecipam colheita

Sudeste e Centro-Oeste

Brasília (DF), 28/03/2025 - Prédio da Companhia Nacional de Abastecimento - Conab.. Foto: Sindsep-DF/Divulgação
Conab divulgou nesta quinta-feira estimativa da safra de cana. Foto-arquivo: Sindsep-DF/Divulgação

Principal região produtora de cana, o Sudeste colheu 439,6 milhões de toneladas, resultado 6,3% inferior ao obtido na safra anterior. Em termos de área, houve um aumento de 7,5% na mesma base de comparação, chegando a um total de 5,48 milhões de hectares

“Esse aumento, no entanto, não foi suficiente para recuperar as perdas registradas pela queda da produtividade de 12,8%, estimada em 80.181 quilos por hectare”, justificou a Conab.

No Centro-Oeste, a colheita não apresentou grandes variações em relação ao resultado da safra recorde, obtida no ciclo anterior. Foram colhidas 145,3 milhões de toneladas (alta de 0,2%), nesta relevante região produtora.

“Assim como no Sudeste, a área cresceu 4%, chegando a 1,85 milhão de hectares, enquanto a produtividade foi 3,7% menor, projetada em 78.540 quilos por hectare”, informou a Conab.

Nordeste, Sul e Norte

A colheita do ciclo 2024/2025 está ainda sendo finalizada na Região Nordeste. Se confirmada a estimativa da companhia, a produção por lá ficará em 54,4 milhões de toneladas, o que representa queda de 3,7% em relação à safra anterior.

De acordo com a Conab, este resultado sofreu influência da restrição hídrica na região, o que reduziu as produtividades médias das lavouras. A área colhida aumentou 1,6%, chegando a 897,5 mil hectares.

A Região Sul apresentou queda tanto em termos de área como produtividade. Estimada em 33,6 milhões de toneladas, a produção ficará 13,2% inferior ao ciclo passado.

Já na Região Norte, o panorama é o oposto, com aumentos de área e produtividade, de 1,4% e 1,1% respectivamente. Segundo a Conab, a colheita está estimada em 4 milhões de toneladas na região.

Subprodutos

A redução do volume de cana colhido resultou também em queda na produção de açúcar. O levantamento indica que a queda ficou em 3,4%, o que corresponde a um total estimado de 44,1 milhões de toneladas.

“Apesar da redução em relação à última safra, a temporada que se encerra apresenta a segunda maior produção do adoçante na série histórica da Conab. Esse bom resultado é reflexo do mercado favorável ao produto, que fez com que boa parte da matéria-prima fosse destinada para a fabricação de açúcar”, explicou.

Etanol

No caso do etanol, houve crescimento de 4,4% na produção total, de 37,2 bilhões de litros. A alta foi obtida mesmo com a queda (de 1,1%) da produção a partir do esmagamento da cana, em consequência da piora das condições climáticas. O total produzido ficou em 29,35 bilhões de litros.

“O bom resultado se deve ao incremento do etanol fabricado a partir do milho. Nesta safra, cerca de 7,84 bilhões de litros têm como origem o cereal, um aumento de 32,4% frente ao ciclo 2024/23”, informa a companhia.

Exportações

De acordo com a Conab, as exportações se mantiveram elevadas, mantendo o Brasil como principal fornecedor mundial do produto.

“No fechamento da safra 2024/25, os volumes de açúcar ficaram estáveis em relação à safra anterior, no patamar de 35,1 milhões de toneladas. Porém, a receita foi de US$ 16,7 bilhões, queda de 8,2% em relação à receita da última safra, fruto do cenário de preços menores”, diz a Conab.

Já a exportação de etanol fechou o ciclo com um total de 1,75 bilhão de litros embarcados. Uma queda de 31% na comparação com o ciclo 2023/24.

A Conab explica que o etanol de milho tem ganhado mais relevância, com aumento tanto de produção em novas unidades como de eficiência das plantas já existentes.Pedro Peduzzi – Repórter da Agência Brasil

Animais domésticos terão direito a RG com cadastro nacional

Pets ensaio Natalino

O sistema do Cadastro Nacional de Animais Domésticos já está em fase final de teste e deve entrar em funcionamento em breve para que os tutores possam registrar seus bichos de estimação e emitir, gratuitamente, o RG Animal. De acordo com o Ministério do Meio Ambiente (MMA), a ferramenta poderá ser acessada pela conta Gov.br, o portal de serviços do governo federal.

Organizações de resgate de animais e prefeituras também poderão cadastrar os bichos sob sua responsabilidade e emitir a carteirinha de identificação, que incluirá um código de identificação (QR Code). Esse código poderá ser fixado na coleira do animal, permitindo que, via câmera do celular, qualquer pessoa consiga localizar o tutor.

Lei 15.046/2024, aprovada em novembro pelo Congresso e sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no último dia 18, autorizou a criação do cadastro pela União. O sistema vai reunir informações sobre os proprietários e os pets, para facilitar o controle de zoonoses e o combate a abandono e maus-tratos de animais. A medida também deve proporcionar mais segurança em transações de compra e venda.

De acordo com a nova lei, o cadastro deve conter identidade, CPF e endereço do proprietário e dados sobre a procedência e características dos animais: raça, sexo, idade real ou presumida, vacinas aplicadas e as doenças contraídas ou em tratamento, além do local onde o animal é mantido. Será dever dos tutores informar sobre a venda, doação ou morte do bicho de estimação, apontando a causa.

Tutores com cães no Parcão, espaço exclusivo para cachorros, na Praça Ayrton Senna do Brasil.
Cadastro deve conter identidade, CPF e endereço do proprietário – Rovena Rosa/Agência Brasil

Caso o animal utilize um microchip subcutâneo que o identifique, o dispositivo poderá ser incluído no cadastro. “Salvo nos casos em que o procedimento for custeado pelo governo federal, a microchipagem não será obrigatória. No entanto, é recomendada como forma de aumentar a segurança e o controle dos animais”, esclareceu o MMA.

O microchip é um dispositivo colocado por veterinários sob a pele dos animais, com um código associado aos dados do proprietário. Para acessar as informações, entretanto, é necessário utilizar um leitor adequado, normalmente disponível em clínicas veterinárias que fazem o procedimento.

Políticas públicas

O cadastro dos animais será realizado prioritariamente pelos tutores responsáveis, no entanto, organizações não-governamentais (OGNs), prefeituras e o Distrito Federal poderão cadastrar animais sob sua guarda, incluindo aqueles que se encontram em abrigos, canis, centros de zoonoses ou em situação de rua. Quando esses animais forem adotados, será feita, pelo sistema, a transferência da tutela.

Além disso, segundo o MMA, municípios e estados que aderirem ao sistema terão acesso a uma área específica, onde poderão visualizar e analisar dados estatísticos regionais. “Essas informações são essenciais para a gestão de programas locais de proteção e manejo populacional ético de cães e gatos, incluindo ações como vacinação, mutirões de castração e microchipagem, campanhas de adoção, entre outros”, destacou a pasta.

O cadastro será acessível ao público via internet e a fiscalização e centralização dos dados será feita pelos estados e pela União. Atualmente, iniciativas semelhantes já existem no país, mas de forma descentralizada.

Os animais voltados à produção agropecuária, para produtos ou serviços, não precisarão ser cadastrados. A lei trata apenas de animais que se destinam à companhia ou são criados como de estimação.

Imposto

Após a aprovação do projeto do Senado, surgiram especulação sobre a possibilidade de criação de imposto a ser pago por quem é dono de animal doméstico, como ocorre em outros países, como a Alemanha. A nova lei, entretanto, não prevê pagamento de nenhum tipo de taxação, apenas autoriza a criação do cadastro, que será gratuito.

“No Brasil, o objetivo é melhorar a gestão e o planejamento de ações, sem impor sanções ou cobranças. O acesso público aos dados será limitado ao necessário para dar suporte a políticas públicas, com garantia de privacidade e proteção dos dados pessoais”, destacou o governo federal, em comunicado. Fonte: Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil

Pretos e pardos têm menos acesso à infraestrutura urbana que brancos

Rio de Janeiro (RJ), 22/02/2023 - Aglomerado de casas das favelas do Complexo do Alemão, zona norte da cidade.  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Pessoas pretas e pardas residem menos em endereços com características adequadas de infraestrutura urbana, quando comparadas à população branca. Esse retrato da desigualdade étnico-racial no Brasil faz parte de um suplemento do Censo 2022, divulgado nesta quinta-feira (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A pesquisa Características Urbanísticas do Entorno dos Domicílios coletou dados como presença de pavimentação, calçadas, bueiros, iluminação pública, pontos de ônibus, rampa para cadeirantes, arborização e sinalização para bicicletas.

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A diferença entre pretos, pardos e brancos pode ser percebida, por exemplo, na parcela dessas populações que moram em ruas pavimentadas.

Entre os brancos, 91,3% residem em vias pavimentadas. Entre os pretos, são 87%; entre os pardos, 86%.

Mobilidade

Caminhar perto de casa também é mais fácil ou mais difícil dependendo da cor da pessoa. Na população branca, 88,2% moram em rua com calçada. Entre os pretos, 79,2%; entre os pardos, 81%.

Mesmo quando há calçada, existem diferenças. Isso porque 63,7% da população branca vive em ruas que têm obstáculos, como buracos, desníveis, entradas para estacionamento irregulares ou trechos quebrados. Entre os pardos, a marca sobe para 67%, superando também a proporção entre os pretos (65,2%).

Outra característica que apresenta a vantagem da população branca é a existência de ponto de ônibus ou van na rua de casa. Entre os pardos, a proporção dos que vivem nessa condição e 7,1%. Entre os pretos, 8,2%. Já entre os brancos, 10,6% ─ acima da média nacional (8,8%).

A presença de sinalização para bicicletas, sejam ciclovias, ciclofaixas, placas ou pinturas no chão, é mais uma característica que está mais presente no cotidiano de pessoas brancas, apesar de ser baixa em todo o país (1,9%). Entre a população branca, 2,5% vivem em locais com essa solução de mobilidade. Para pretos e pardos, a proporção é 1,4%.

Em todo o país, 15,2% da população mora em ruas com rampa para cadeirantes. Mais uma vez, a população branca (19,2%) tem proporção acima da média nacional e das de pretos (11,1%) e pardos (11,9%).

De acordo com o gerente de pesquisas e classificações territoriais do IBGE, Jaison Cervi, os piores índices apresentados por pretos e pardos estão relacionados aos indicadores socioeconômicos desses grupos e ao fato de serem maioria dos habitantes de favelas e comunidades urbanas.

Em novembro de 2024, o IBGE revelou que pretos e pardos são 72,9% dos moradores de comunidades.

“Essas variáveis podem explicar porque pardos e pretos não têm a mesma oferta de equipamentos urbanos das demais categorias de cor e raça”, explicou à Agência Brasil.

Quando a análise é a presença de bueiros nas ruas, a parcela dos brancos é de 60,8%, novamente superando pretos (50,7%) e pardos (47,1%). Na média da população brasileira como um todo, o indicador é de 53,7%.

 

Rio de Janeiro (RJ) 26/03/2024 – Trecho do Rio Joana no Morro do Andaraí, atendido pelo programa Favela Bairro, que completa 30 anos. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Trecho do Rio Joana no Morro do Andaraí Fernando Frazão/Agência Brasil

Indígenas

O IBGE identificou também que a população considerada indígena apresentou menos acesso aos itens de infraestrutura urbana em praticamente todos os itens analisados, quando comparada aos não indígenas.

Em relação à pavimentação de calçada, por exemplo, a proporção entre indígenas é 75,3%, abaixo da média nacional (88,6%).

O analista do IBGE Maikon Roberth de Novaes pondera que é necessário levar em consideração as características sócio-organizacional das populações indígenas.

“Talvez não faça muito sentido haver ponto de ônibus ou calçada nas terras indígenas ou em áreas onde residiam moradores que se declaravam indígenas”, explica.

Busca de informações

Cerca de 30 mil agentes coletaram características dos trechos das vias onde moram as pessoas, delimitação que o IBGE chama de face de quadra. De forma simplificada, cada face pode ser entendida como um “pedaço” da quadra onde fica o domicílio, por exemplo, de uma esquina a outra.

Os agentes censitários verificaram informações de 11,4 milhões de faces de quadra, que abrangem 63,1 milhões de domicílios – 69,56% do total do país. Ao todo, esse universo representa 174,2 milhões de moradores – 85,75% da população brasileira (202,1 milhões de pessoas). Fonte: Bruno de Freitas Moura – repórter da Agência Brasil

 

Caso Braiscompany: Justiça condena três pessoas por envolvimento em esquema bilionário envolvendo criptomoedas

Sede da Braiscompany, em Campina Grande — Foto: Ewerton Correia/TV Paraíba

Três envolvidos no caso Braiscompany foram condenados a penas que somam mais de 170 anos de prisão por crimes como lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta, operação irregular de instituição financeira e organização criminosa. Outras duas pessoas foram absolvidas por falta de provas.

Com sede em Campina Grande, a empresa atuava no mercado de criptoativos e movimentou mais de R$ 1 bilhão em um esquema que prometia falsos retornos financeiros. As três pessoas condenadas são:

  • Joel Ferreira de Souza – 128 anos, 5 meses e 28 dias de reclusão
  • Gesana Rayane da Silva – 27 anos, 10 meses e 10 dias de reclusão
  • Victor Augusto Veronez de Souza – 15 anos de reclusão
  • A defesa de Gesana Rayane da Silva afirmou que irá apresentar recurso contra a decisão. A Rede Paraíba de Comunicação também entrou em contato com a defesa de Joel Ferreira de Souza e Victor Augusto Veronez de Souza, mas não obteve resposta até o momento.

    Os réus Mizael Moreira Silva e Clélio Fernando Cabral do Ó foram absolvidos das acusações após a Justiça Federal considerar que as provas apresentadas foram insuficientes para a condenação.

    A sentença foi assinada pelo juiz federal da 4ª Vara Federal de Campina Grande, Vinícius Costa Vidor. A condenação é resultado de uma ação penal movida pelo Ministério Público Federal (MPF), com base em uma investigação conduzida pela Polícia Federal e pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

    A Justiça considerou provas produzidas ao longo do processo, incluindo a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático, além da análise de materiais extraídos de dispositivos eletrônicos por meio de softwares forenses.

    As condenações

     

    Joel Ferreira de Souza, apontado como um dos principais líderes do esquema, foi condenado a 128 anos, 5 meses e 28 dias de reclusão, além de 6.380 dias-multa, cada um no valor de 15 salários mínimos. Joel deverá cumprir a pena em regime fechado e terá bens confiscados no valor de até R$ 36,59 milhões.

    Gesana Rayane Silva, de acordo com as investigações, tinha papel relevante na estrutura da empresa e responde por cinco crimes de lavagem de dinheiro. Ela foi sentenciada a 27 anos, 10 meses e 10 dias de reclusão, mais 2.075 dias-multa, cada um correspondente a dois salários mínimos. Também foi fixado valor solidário de R$ 36,59 milhões para reparação de danos causados aos investidores.

    Victor Augusto Veronez de Souza recebeu pena de 15 anos de reclusão, com 500 dias-multa, a serem pagos em valor fixado pela Justiça. A pena será cumprida igualmente em regime fechado.

    Além das penas de reclusão, a sentença também determina a expedição de mandados de prisão para os réus após o trânsito em julgado, a suspensão dos direitos políticos dos condenados e a fixação de um valor mínimo de R$ 36,5 milhões para reparação dos danos causados aos investidores, quantia que deverá ser paga de forma solidária entre os envolvidos no esquema. Fonte: G1-PB