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Senado soma 70 pedidos de impeachment contra ministros do STF

O Senado Federal totaliza 70 pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), todos parados e ainda sem análise. A quantidade de pedidos aumentou após a nova ação apresentada em 23 de julho de 2025 pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) contra o ministro Alexandre de Moraes, o mais citado nas representações. Desde o ano de 2021, o Senado vem acumulando essas denúncias, após o ex-presidente da Casa, Davi Alcolumbre, arquivar todos os pedidos feitos anteriormente.

Entre os mais recentes alvos está o ministro maranhense Flávio Dino, indicado ao Supremo pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e empossado no início do ano passado. Mesmo diante de pouco mais de um ano na Corte, Dino já soma três pedidos de impeachment. Um deles foi protocolado pela deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), que o acusa de militância política no exercício da magistratura. Os outros dois pedidos foram apresentados por cidadãos, que argumentam supostos abusos de autoridade e decisões monocráticas polêmicas em processos políticos.

No topo da listagem permanece o ministro Alexandre de Moraes, com 29 pedidos, o que representa 41% da totalidade. Após ele, aparecem Luís Roberto Barroso, atual presidente do STF, com 19, Gilmar Mendes com 7, Dias Toffoli e Edson Fachin com 4 cada, além de Cármen Lúcia, Luiz Fux e Flávio Dino, todos somando 3. Somente três ministros da atual composição não têm pedidos contra si: André Mendonça, Nunes Marques e Cristiano Zanin.

O volume de novos requerimentos elevou consideravelmente no ano de 2025. Nos primeiros sete meses, foram 12 novas petições protocoladas, superando os números registrados em 2024, com apenas 2, e em 2023, com 10. O ano de 2021 segue como o que mais concentrou ações, somando 34. Uma dessas petições pedia que o impeachment dos 11 ministros que compunham o STF naquele momento, dos quais oito ainda permanecem na Corte.

Uma ampla parte desses pedidos de impeachment são frutos das tensões entre setores conservadores da política nacional e o Supremo, especialmente após a atuação mais incisiva da Corte em investigações envolvendo fake news, atos antidemocráticos e ataques às instituições. O ministro Alexandre de Moraes, relator de inúmeros inquéritos polêmicos, como o das milícias digitais e o do 8 de Janeiro, passou a ser um dos principais alvos da oposição bolsonarista.

A Constituição Federal não trata de forma direta do impeachment de ministros do STF, mas define que cabe ao Senado Federal processar e julgar os integrantes da Corte em casos de crimes de responsabilidade.

Caso o presidente da Casa decida seguir com o pedido, a petição é analisada pela Advocacia do Senado. Se considerada viável, é encaminhada à Comissão Diretora e, só então, poderá ser submetida à votação pelos senadores. Não há prazo definido para que essas fases aconteçam. Até os dias atuais, nenhum pedido de impeachment contra ministro do STF foi aprovado.

O Imparcial

Lula sanciona crédito consignado para CLT, incluindo motoristas de app

São Paulo (SP), 28/04/2023 - O motorista de aplicativo Jonas Ferreira fala sobre os prós e contras do trabalho autônomo. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta sexta-feira (25) a lei que institui o Crédito do Trabalhador, voltado a empregados da iniciativa privada com carteira assinada (CLT). Lula também aprovou a inclusão de motoristas e entregadores de aplicativos, feita pelo Congresso Nacional durante a tramitação da matéria. 

A norma foi publicada no Diário Oficial da União, informou o Palácio do Planalto.

O consignado CLT foi instituído por Medida Provisória (MP) do governo federal em março, mas dependia da aprovação final dos parlamentares para não perder a validade.

Desde então, de acordo com dados do governo federal, o programa já movimentou R$ 21 bilhões em empréstimos, por meio de 4.075.565 contratos que abrangem mais de 3,1 milhões de trabalhadores. A média de crédito por trabalhador é de R$ 6.781,69, com prazo médio de 19 meses para pagamento das parcelas.

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) informou que cerca de 60% dos empréstimos estão concentrados em trabalhadores que recebem até quatro salários mínimos, segmento que, segundo a pasta, não tinham acesso a crédito com condições mais vantajosas. Atualmente, a média dos juros cobrados no consignado CLT é de 3,56% ao mês.

Para beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o teto estabelecido é ainda mais baixo, atualmente fixado em 1,80% ao mês. Em outra ponta, o empréstimo pessoal não consignado apresenta taxas médias que variam entre 6,50% e 8,77% ao mês, com uma média geral de 8,1%, valores consideravelmente mais elevados.

Pela lei, o MTE será responsável por fiscalizar se os empregadores estão cumprindo corretamente a obrigação de realizar todos os procedimentos necessários para a operacionalização dos descontos e o repasse dos valores das prestações contratadas em operações de crédito consignado. Segundo a pasta, caso sejam identificados descontos indevidos ou a ausência de repasse dos valores aos bancos, o empregador poderá ser penalizado com multa administrativa.

A nova lei também estabelece a criação do Comitê Gestor das Operações de Crédito Consignado, que definirá parâmetros, elementos, os termos e as condições dos contratos, bem como a execução dessas operações. O Comitê será composto por representantes da Casa Civil, do Ministério do Trabalho e Emprego, que coordenará o grupo, e do Ministério da Fazenda.

Motoristas de aplicativo

No caso do crédito aos motoristas de transporte de passageiros por aplicativo, a concessão dependerá da existência de convênio entre a plataforma à qual o trabalhador está ligado e instituições de crédito. Neste caso, ao contratar empréstimo, o trabalhador oferecerá como garantia os valores recebidos no aplicativo.

Na sanção da nova lei, o presidente da República vetou dispositivos relacionados ao compartilhamento de dados pessoais entre instituições consignatárias, por entender que violam a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Além da sanção, Lula assinou o Decreto n° 12.564, que exige o uso de mecanismos de verificação biométrica e de identificação do trabalhador na assinatura dos contratos, em conformidade com a LGPD. No caso de portabilidade de empréstimos consignados, as novas taxas de juros deverão ser inferiores às da operação original. O trabalhador poderá comprometer até 35% do seu salário com o pagamento das parcelas do empréstimo.

Crédito

O trabalhador que deseja acessar o crédito deverá fazê-lo diretamente no site ou aplicativo dos bancos e na página da Carteira de Trabalho Digital na internet ou no aplicativo de mesmo nome. Ao acessar, o trabalhador pode autorizar o compartilhamento dos dados do eSocial,  sistema eletrônico que unifica informações trabalhistas, para pedir a proposta de crédito.

Após a autorização de uso dos dados, o trabalhador recebe as ofertas em até 24 horas, analisa a melhor opção e faz a contratação no canal eletrônico do banco. A partir de 25 de abril, os bancos também poderão operar a linha do consignado privado dentro de suas plataformas digitais.

As parcelas do crédito consignado serão descontadas na folha do trabalhador mensalmente, por meio do eSocial, até a margem consignável de 35% do salário bruto, incluindo comissões, abonos e demais benefícios. Após a contratação, o trabalhador acompanha mensalmente as atualizações do pagamento.

Além disso, os trabalhadores com outros empréstimos consignados ativos podem migrar o contrato existente para o novo modelo dentro de um mesmo banco e entre bancos diferentes. O relatório diz que nas operações de portabilidade deverá haver “taxa de juros inferior à taxa de juros da operação originária”.

No caso de desligamento, o valor devido será descontado das verbas rescisórias, observado o limite legal de 10% do saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e 100% da multa rescisória.

Se o valor descontado for insuficiente, o pagamento das parcelas é interrompido, sendo retomado quando o trabalhador conseguir outro emprego CLT. Nesse caso, o valor das prestações será corrigido. O trabalhador também poderá procurar o banco para acertar uma nova forma de pagamento.Fonte: Pedro Rafael Vilela – Repórter da Agência Brasil

Conta de luz terá bandeira tarifária vermelha patamar 2 em agosto

Energia elétrica, luz, interruptor

O mês de agosto terá um aumento nas contas de energia devido ao acionamento da bandeira tarifaria vermelha, no maior patamar, o 2, anunciou nesta sexta-feira (25) a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Com isso, os consumidores terão custo extra de R$ 7,87 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.

Segundo a agência, a adoção da bandeira no patamar 2, após ter acionado o patamar 1 em junho e julho, ocorreu diante do cenário de chuvas abaixo da média em todo o país, o que reduziu a geração hidrelétrica.

“O cenário de afluências abaixo da média em todo o país reduz a geração por meio de hidrelétricas. Esse quadro eleva os custos de geração de energia, devido à necessidade de acionamento de fontes mais caras, como as usinas termelétricas”, disse a Aneel.

Em maio, a Aneel acionou a bandeira amarela por conta do baixo volume de chuvas em razão da transição do período chuvoso para o período seco do ano. Além disso, as previsões de chuvas e vazões nas regiões dos reservatórios para os próximos meses ficaram abaixo da média.

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Desde dezembro de 2024, a bandeira tarifária permanecia verde, por causa das condições favoráveis de geração de energia no país. Segundo a Agência, a mudança ocorreu devido à redução das chuvas, com a transição do período chuvoso para o período seco do ano.

“Com o acionamento da bandeira vermelha patamar 2, a Aneel reforça a importância da conscientização e do uso responsável da energia elétrica. A economia de energia também contribui para a preservação dos recursos naturais e para a sustentabilidade do setor elétrico como um todo”, alertou a agência reguladora.

Bandeiras tarifárias

Criado em 2015 pela Aneel, o sistema de bandeiras tarifárias reflete os custos variáveis da geração de energia elétrica. Divididas em níveis, as bandeiras indicam quanto está custando para o Sistema Interligado Nacional (SIN) gerar a energia usada nas residências, em estabelecimentos comerciais e nas indústrias.

Quando a conta de luz é calculada pela bandeira verde, não há nenhum acréscimo. Quando são aplicadas as bandeiras vermelha ou amarela, a conta sofre acréscimos a cada 100 kWh consumidos. Na bandeira amarela, o acréscimo é de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.

Já a bandeira vermelha possui dois patamares. No primeiro, a tarifa sofre acréscimo de R$ 4,463 para cada 100 kWh consumidos. No patamar 2, o valor passa para R$ 7,877 a cada 100 kWh consumidos.

 

Saiba como funcionam as bandeiras tarifárias na conta de energia
Saiba como funcionam as bandeiras tarifárias na conta de energia – Arte/EBCFonte: Luciano Nascimento – Repórter da Agência Brasil

Preta Gil é velada no Theatro Municipal do Rio de Janeiro

Rio de Janeiro (RJ), 25/07/2025 - Familiares, amigos e fãs dão último adeus à Preta Gil, durante velório no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Centenas de pessoas participam do velório da cantora Preta Gil, que está sendo realizado nesta sexta-feira (25), no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Um corredor com grades foi organizado do lado de fora do Theatro para facilitar o acesso do público e algumas ruas do entorno foram interditadas. Em fila, as pessoas passam rapidamente pelo caixão, disposto na entrada principal e têm a oportunidade de se despedir da cantora, que morreu no último domingo (20), aos 50 anos, por complicações de um câncer.

Atendendo a um pedido feito pela própria Preta antes de morrer, o velório está sendo embalado por uma seleção de músicas festivas. A família e os amigos da cantora estão sendo recebidos em uma área reservada do Theatro, sem acesso da imprensa. Por enquanto, apenas o filho da cantora, Francisco Gil, veio à área pública e ficou alguns minutos ao lado do caixão. 

Personalidades como as atrizes Thais Araújo e Arlete Sales e os cantores Thiaguinho, Péricles e Paula Lima já chegaram ao local para a cerimônia. 

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primeira-dama, Janja da Silva também veio ao Rio para o velório representando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O casal também enviou uma coroa de flores foram entregues antes do início da cerimônia, trazendo uma faixa com os dizeres: “Nasceu para voar, fez seu destino, tocou o céu e espalhou só o amor. O Brasil agradece e celebra sua luz.” As frases iniciais fazem referência à uma das músicas de Preta, Só o Amor.

O velório público da cantora segue até as 13h no Theatro Municipal. Depois o corpo segue em cortejo em um carro do Corpo de Bombeiros. Ele vai passar pelas ruas do recém-criado Circuito de Carnaval de Rua Preta Gil, no Centro, e seguirá para o Crematório da Penitência, no Caju. Fonte: Tâmara Freire – Repórter da Agência Brasil

Ato na USP defende soberania nacional diante de tarifaço de Trump

São Paulo (SP), 25/07/2025 - Pessoas participam de ato pela Soberania do Brasil, na Faculdade de Direito da USP. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Representantes de movimentos sociais, partidos políticos, juristas, universidades, centrais sindicais e organizações da sociedade civil realizaram nesta sexta-feira (25) ato em defesa da soberania nacional. O evento foi realizado na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), no Largo São Francisco, no centro da capital paulista.

Um manifesto foi lido durante o ato com as críticas às tentativas de intervenção na democracia brasileira. O ato ocorre diante das tarifas impostas aos produtos brasileiros pelo presidente do Estados Unidos, Donald Trump, sob a justificativa de que o ex-presidente Jair Bolsonaro, réu por tentativa de golpe de Estado no Supremo Tribunal Federal (STF), estaria sofrendo perseguição no país.

O manifesto, assinado pelas organizações participantes do ato, repudia qualquer “forma de intervenção, intimidação ou admoestação” com objetivo de intimidar ou ameaçar o país.

“Intromissões estranhas à ordem jurídica nacional são inadmissíveis. Neste grave momento, em que a soberania nacional é atacada de maneira vil e indecorosa, a sociedade civil se mobiliza, mais uma vez, na defesa da cidadania, da integridade das instituições e dos interesses sociais e econômicos de todos os brasileiros”, diz a carta.

O documento destaca ainda que legislação brasileira permite a todos os acusados o direito à ampla defesa e que os processos são julgados com base em provas, “e as decisões são necessariamente motivadas e públicas”.

“Exigimos o mesmo respeito que dispensamos às demais nações. Repudiamos toda e qualquer forma de intervenção, intimidação ou admoestação, que busque subordinar nossa liberdade como nação democrática. A nação brasileira jamais abrirá mão de sua soberania, tão arduamente conquistada”.

Mais de 100 entidades assinaram o manifesto.

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Tarifaço

O governo federal tem tentado buscar reverter a imposição dos Estados Unidos, mas, segundo as autoridades, a gestão de Trump não tem aberto canais de negociação.

Em cerimônia em Osasco (SP), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se colocou à disposição para negociar a taxação de 50% que os EUA querem impor às exportações brasileiras a partir de 1º de agosto. Lula usou a história do herói nacional Tiradentes, durante a Inconfidência Mineira, para comparar a ação da família Bolsonaro em articulação com Donald Trump, que resultou no tarifaço.

No ato na USP, o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, disse que o banco está pronto para apoiar as empresas que podem ser atingidas pela taxação. Fonte: Agência Brasil

Lula chama Trump “para conversar” e reafirma que Brasil tenta negociar

Osasco (SP), 25/07/2025 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, tendo ao lado o vice-presidente, Geraldo Alckmin, durante cerimônia de anúncio dos projetos habilitados pelo Novo PAC Seleções 2025 - Urbanização de Favelas, no âmbito do Programa Periferia Viva. Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta sexta-feira (25), que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi induzido a acreditar “em uma mentira”, de que o ex-presidente Jair Bolsonaro está sofrendo perseguição no Brasil. “O Bolsonaro não é um problema meu, é um problema da Justiça brasileira”, disse Lula durante evento em Osasco (SP).

“O Bolsonaro não está sendo perseguido, ele está sendo julgado com todo o direito de defesa. Ele tentou dar um golpe nesse país, ele não queria que eu e o [vice-presidente, Geraldo] Alckmin tomássemos posse e chegou a montar uma equipe para matar o Lula, o Alckmin e para matar o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, o Alexandre Moraes. Isso já está provado por delação deles mesmos”, disse o presidente.

Lula se colocou à disposição para negociar a taxação de 50% que os EUA querem impor às exportações brasileiras. “Se o presidente Trump tivesse ligado para mim, eu certamente explicaria para ele o que está acontecendo com o ex-presidente”, afirmou.

Para o presidente, o filho de Bolsonaro, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), se licenciou do mandato na Câmara e foi para os Estados Unidos pedir intervenção no Brasil, “numa total falta de patriotismo”. “Vocês na Câmara tem que tomar uma atitude”, disse Lula aos deputados presentes na cerimônia.

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No último dia 9 de julho, o presidente Trump enviou uma carta a Lula anunciando a imposição da tarifa de 50% sobre todos os produtos brasileiros a partir do dia 1º de agosto. No documento, Trump justifica a medida citando o ex-presidente Jair Bolsonaro, que é réu no STF por tentativa de golpe de Estado; ele pede a anistia a Bolsonaro.

Diálogo

Lula, então, acionou o vice-presidente Alckmin, que também é ministro da Indústria, Comércio e Serviço, e o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, para negociarem uma solução diplomática com o país norte-americano. O governo também criou um comitê para discutir as taxações com o setor produtivo brasileiro.

“Trump, o dia que você quiser conversar, o Brasil estará pronto e preparado para discutir, para tentar mostrar o quanto você foi enganado com as informações que te deram e você vai saber a verdade sobre o Brasil. E quando você souber da verdade, você vai falar: ‘Lula, eu não vou mais taxar o Brasil, vamos ficar assim do jeito que está’. É isso. Mas é preciso conversar. E está aqui o meu conversador número 1”, disse Lula, citando o vice-presidente.

“Ninguém pode dizer que o Alckmin não quer conversar. Todo dia ele liga para alguém e ninguém quer conversar com ele. Este país é o país de um povo generoso. Então, eu quero que o Trump nos trate com a delicadeza e o respeito que eu trato os Estados Unidos e o povo americano”, acrescentou Lula.

O presidente dos Estados Unidos também justifica as taxações citando “ataques contínuos do Brasil às atividades comerciais digitais de empresas americanas” e suposta “censura” contra plataformas de redes sociais dos Estados Unidos, “ameaçando-as com multas de milhões de dólares e expulsão do mercado de mídia social brasileiro”. A pressão dessas empresas contra a regulação do setor no Brasil teria influenciado a decisão do presidente Trump de aplicar as tarifas.

Hoje, Lula reafirmou que vai promover a regulação das chamadas big techs – as gigantes que controlam as plataformas digitais. “Nós vamos fazer regulação porque eles têm que respeitar a legislação brasileira. Não pode ficar promovendo ódio entre os adolescentes, contando mentira, tentando destruir a democracia e o Estado de direito e democrático. Esse país tem lei e mais do que lei, esse país tem um povo que tem vergonha na cara, caráter e coragem para saber se defender”, afirmou.

Outro argumento de Donald Trump para a taxação seria o prejuízo na relação comercial com o Brasil. “A terceira coisa que também o presidente americano foi mal informado”, disse Lula. “Se você pegar serviços e comércio, os Estados Unidos tem um superávit, em 15 anos, de US$ 410 bilhões. Então, quem deveria estar reclamando éramos nós. E nós não estamos reclamando, estamos querendo negociar”, acrescentou.

Por fim, Lula afirmou que está tranquilo, mas que o Brasil vai tomar as suas posições. O governo estuda responder ao tarifaço com a Lei de Reciprocidade Econômica, mas não sem antes esgotar as vias de diálogo.

“Eu não só estou negociando, como estou colocando o meu companheiro, o vice-presidente da República, que é um homem calejado, para ser um negociador. E ele, obviamente, que não fala rouco como eu, não parece bravo como eu, ele é todo gentil. Mas ele sabe que o Brasil tem razão”, disse o presidente em Osasco. Fonte: Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil

Senadores dos EUA falam em “abuso de poder” de Trump contra o Brasil

A 3D-printed miniature model of U.S. President Donald Trump, the Brazil flag and the word

Um grupo de 11 senadores dos Estados Unidos, todos do Partido Democrata, que fazem oposição ao governo de Donald Trump, enviou nesta sexta-feira (25) uma carta ao presidente norte-americano para pedir o fim do tarifaço comercial contra produtos brasileiros. O documento foi uma iniciativa de Jeanne Shaheen, do estado Nova Hempshire, e de Tim Kaine, da Virgínia. Ambos fazem parte da Comissão de Relações Exteriores do Senado dos EUA.

“Escrevemos para expressar preocupações significativas sobre o claro abuso de poder presente em sua recente ameaça de lançar uma guerra comercial com o Brasil. Os Estados Unidos e o Brasil têm questões comerciais legítimas que devem ser discutidas e negociadas. No entanto, a ameaça de tarifas do seu governo claramente não tem esse objetivo”, escreveram os senadores na missiva.

As tarifas anunciadas por Trump preveem uma cobrança de 50% sobre todas as exportações brasileiras ao país e está prevista para entrar em vigor no próximo dia 1º de agosto.

Na avaliação desses senadores, essas ações vão aumentar os custos para famílias e empresas americanas. “Os EUA importam mais de US$ 40 bilhões por ano do Brasil, incluindo quase US$ 2 bilhões em café. O comércio EUA-Brasil sustenta quase 130 mil empregos nos Estados Unidos, que estão em risco devido à ameaça de tarifas elevadas. O Brasil também prometeu retaliar, e o senhor prometeu fazer o mesmo — o que significa que os exportadores americanos sofrerão e os impostos sobre importações para os americanos subirão além do nível de 50% ameaçado”, prossegue o texto.

A carta menciona também a influência crescente da China na América Latina para demover Trump de sanções. “Uma guerra comercial com o Brasil também aproximaria o país da República Popular da China (RPC), em um momento em que os EUA precisam combater de forma agressiva a influência chinesa na América Latina. Empresas estatais ou ligadas ao Estado chinês estão investindo fortemente no Brasil, incluindo múltiplos projetos portuários em andamento, e recentemente o grupo China State Railway assinou um Memorando de Entendimento para estudar um projeto de ferrovia transcontinental”, aponta a carta.

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Intervenção

Em outro ponto da carta, os senadores fazem duras críticas ao que consideram uma intervenção indevida do governo dos EUA ao forçar “o sistema judicial independente do Brasil” a interromper o processo contra o ex-presidente Jair Bolsonaro.

“Interferir no sistema jurídico de uma nação soberana estabelece um precedente perigoso, provoca uma guerra comercial desnecessária e coloca cidadãos e empresas americanas em risco de retaliação. O senhor Bolsonaro é cidadão brasileiro e está sendo processado nos tribunais brasileiros por supostos atos sob jurisdição local. Ele é acusado de tentar minar os resultados de uma eleição democrática no Brasil e planejar um golpe de Estado. Usar todo o peso da economia americana para interferir nesses processos em nome de um amigo é um grave abuso de poder, enfraquece a influência dos EUA no Brasil e pode prejudicar nossos interesses mais amplos na região”, destaca a carta.

 

Ainda na carta, os senadores repudiam as sanções contra autoridades do Supremo Tribunal Federal (STF), que tiveram vistos aos EUA cassados pelo governo Trump. “O anúncio do seu governo em 18 de julho de 2025, de sanções de visto contra autoridades do Judiciário brasileiro envolvidas no caso de Bolsonaro, demonstra — mais uma vez — a disposição de seu governo em priorizar sua agenda pessoal em detrimento dos interesses do povo americano”.

“Os objetivos centrais dos EUA na América Latina devem ser o fortalecimento de relações econômicas mutuamente benéficas, a promoção de eleições democráticas livres e justas e o enfrentamento da influência chinesa. Pedimos que reconsidere suas ações e priorize os interesses econômicos dos americanos, que desejam previsibilidade — e não outra guerra comercial”, conclui o texto.

Além de Kaine e Shaheen, a carta foi assinada pelos senadores Adam Schiff (California), Dick Durbin (Illinois), Kirsten Gillibrand (Nova York), Peter Welch (Vermont), Catherine Cortez Masto (Nevada), Mark R. Warner (Virgínia), Jacky Rosen (Nevada), Michael Bennet (Colorado) e Reverendo Raphael Warnock (Geórgia).Fonte: Pedro Rafael Vilela – Repórter da Agência Brasil

Lula diz que Bolsonaro agiu como o traidor de Tiradentes

Osasco (SP), 25/07/2025 - O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, participa de evento para anúncio do Novo Pac, projeto de urbanização de favelas para Rochdale, Jaguaribe e Favela do Limite. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva usou a história do herói nacional Tiradentes, durante a Inconfidência Mineira, para comparar a ação da família Bolsonaro em articulação com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que resultou no tarifaço de 50% sobre os produtos brasileiros. A declaração foi dada nesta sexta-feira (25), durante agenda sobre o Novo PAC, em Osasco, na Grande São Paulo 

“Vocês sabem por que Tiradentes foi traído? Silvério dos Reis sabia que Tiradentes estava querendo fazer um movimento para fazer a independência, naquela época era independência de Minas Gerais, no dia que o governador anunciasse aumento de imposto. Ele ia fazer o movimento de fazer independência. Apareceu um cara que parecia amigo dele, chamado Silvério dos Reis, e esse cara traiu Tiradentes”, apontou Lula, lembrando de dois personagens centrais daquele momento histórico, ocorrido a partir de 1789, quando o Brasil ainda era colônia de Portugal.

“Por conta dessa traição, Tiradentes foi preso e foi enforcado. Por isso ele é o mais importante herói nacional, porque ele morreu em defesa da independência desse país”, continuou o presidente.

Liderado por intelectuais, religiosos, militares e membros da elite local, a Inconfidência Mineira foi o movimento que pretendia romper com o domínio colonial português, pressionado principalmente pela cobrança da chamada “derrama”, medida fiscal que exigia o pagamento de tributos atrasados sobre o ouro em favor da Coroa europeia. O movimento, no entanto, acabou sendo delatado por Joaquim Silvério dos Reis. Tiradentes foi o único réu condenado à morte e executado em 21 de abril de 1792, no Rio de Janeiro, tornando-se mártir da luta pela independência do Brasil.

“Veja que absurdo. Esses mesmos cidadãos ou cidadãs, que utilizavam a camisa da seleção brasileira e a bandeira nacional, se dizendo patriotas, estão agora agarrados nas botas do presidente dos Estados Unidos, pedindo para ele fazer intervenção no Brasil, numa total falta de patriotismo. Junta a falta de patriotismo com sem-vergonhice, com traição. Estão pedindo para o presidente da República dos Estados Unidos aumentar a taxa das coisas que nós vendemos para eles para poder libertar o pai, ou seja, trocando o Brasil pelo pai”, prosseguiu Lula em seu discurso.

“Que patriota que é esse? Isso é pior do que Silvério dos Reis. Porque Silvério dos Reis traiu o Tiradentes, mas esse cara está traindo a nação, ele está traindo o povo brasileiro”, finalizou.

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A taxação contra os produtos brasileiros foi anunciada por Trump há pouco mais de duas semanas, em uma carta endereçada a Lula, mas publicada diretamente nas redes sociais. Essas tarifas estão previstas para entrar em vigor no próximo dia 1º de agosto, daqui a uma semana. Trump também justificou a medida citando o ex-presidente Jair Bolsonaro, que é réu no Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado. No documento, ele pede a anistia a Bolsonaro.

As sanções norte-americanas contra o Brasil contaram com articulação direta do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente, que chegou a se licenciar do mandato para morar nos Estados Unidos e tentar justamente obter apoio do governo do país na tentativa de barrar o julgamento do pai.

Em diferentes ocasiões desde o anúncio do tarifaço, o presidente Lula disse que o Brasil vai adotar medidas de reciprocidade contra as ações unilaterais dos Estados Unidos, caso elas se confirmem e se mantenham. Até o momento, no entanto, nenhuma decisão específica foi adotada. A expectativa é que qualquer anúncio só ocorra a partir da entrada em vigor das tarifas.Fonte: Pedro Rafael Vilela – Repórter da Agência Brasil

Impasse na coleta de lixo de Teresina: TRT autoriza prefeitura a fazer repasse diretamente para caminhoneiros; entenda

Bairros de Teresina estão sem coleta de lixo; caminhoneiros paralisam atividades — Foto: Eric Souza/g1

O desembargador-presidente do Tribunal Regional do Trabalho do Piauí (TRT-PI), Téssio da Silva Tôrres, emitiu, na noite desta quinta-feira (24/7), decisão que autoriza a Prefeitura de Teresina a realizar o pagamento direto aos trabalhadores que realizam a coleta de lixo urbano em nossa cidade, que estão com os salários atrasados.

A medida, de caráter excepcional, foi adotada diante do atual cenário e visa cumprir com acordo firmado pela administração pública municipal na noite de quarta-feira (23). O valor autorizado foi de R$ 2.297.963,12.

Na prática, isso deve resolver a situação dos serviços de coleta, capina e varrição que está afetado em alguns bairros da capital.

Antes mesmo da decisão, o presidente do Sindicato dos Empregados em Empresas de Asseio (Seeacep), Jônatas Miranda, afirmou que parte da operação já foi retomada.

“Como a Prefeitura já cumpriu outras vezes, decidimos confiar e a coleta de lixo, capina e varrição já voltaram. Os caminhões saíram da garagem [da empresa] ainda ontem [quarta] à noite, por volta das 19h”, disse.

 

Os caminhoneiros tinham paralisado as atividades na manhã da última terça-feira (22). Eles afirmam que estão sem receber salários há mais de três meses. Vários bairros de Teresina estavam sem coleta de lixo desde então.

Em nota, o Consórcio EcoTeresina acusou a Prefeitura de dever cerca de R$ 30 milhões às empresas que o compõem e declarou que os transtornos operacionais enfrentados pela população são consequência da inadimplência do município (veja o posicionamento ao fim da reportagem).

A Eturb nega a dívida e afirma que já tinha feito, para o consórcio, o repasse do dinheiro dos salários dos caminhoneiros.

Caminhoneiros que trabalham na limpeza de Teresina paralisam atividades — Foto: Eric Souza/g1

A chefe da assessoria jurídica da Eturb, Carolina Magalhães, afirmou que o Consórcio EcoTeresina desligou o sistema de GPS dos caminhões que atuam na coleta de lixo da capital. Conforme a assessora, o desligamento ocorreu há mais de dois meses.

“A Prefeitura não tem como saber, de forma a tentar solucionar o mais rápido possível, onde o lixo está acumulado, onde não está havendo a coleta desse lixo”, apontou Carolina.

 

Ela também disse que a Justiça determinou que o contrato com as empresas volte a vigorar. “Já tem uma licitação definitiva para evitar essas prorrogações e essas formalizações emergenciais. Esse processo está em fase interna”, pontuou.

Na terça, os caminhoneiros bloquearam a entrada do aterro sanitário de Teresina e da garagem de uma das empresas do consórcio em protesto contra os atrasos salariais. Entretanto, não houve acordo.

O caminhoneiro e ex-vereador Jonas dos Santos, o Joninha, explicou que um acordo feito entre a Prefeitura de Teresina, as empresas e o TRT-PI garantiu o pagamento dos salários aos trabalhadores. De acordo com ele, as empresas não cumpriram o acordado.

“O maior problema aqui é a gestão do pagamento do mês de maio. Tem gente aí também (sem pagamento) do mês de abril, março e até fevereiro.

Confira a nota do Consórcio EcoTeresina:

 

O Consórcio EcoTeresina, responsável pela coleta e limpeza urbana da cidade, vem, infelizmente mais uma vez a público esclarecer à população de Teresina que os transtornos operacionais enfrentados pela população são consequência direta da inadimplência da Prefeitura de Teresina, que já acumula mais de R$ 30 milhões em dívidas com o consórcio, bem como nos reiterados atos praticados pela ETURB, com vistas a inviabilizar uma boa prestação dos serviços pela empresa.

Mesmo com decisões judiciais determinando os pagamentos, a gestão municipal segue glosando valores do contrato de forma arbitrária, prejudicando gravemente a prestação dos serviços essenciais.

Abaixo, um resumo dos débitos da Prefeitura com o consórcio até a presente data: • Dezembro/2024: A Prefeitura pagou apenas parcialmente — Existe ainda um valor pendente, que está judicializado, e com determinação judicial para pagamento. Mesmo assim a Prefeitura ignora a determinação judicial.

• Janeiro a Junho/2025: descontos injustificados aplicados unilateralmente pela Prefeitura. Atualmente existe uma ação judicial determinando que a Prefeitura não pra que mais o pagamento a menor das medições do consórcio, e mesmo assim a ETURB simplesmente ignora a determinação judicial, com vistas a prejudicar a boa prestação dos serviços em Teresina.

• Junho/2025: valores não pagos, mesmo com ordem judicial de quitação. A ETURB celebrou acordo judicial para pagar e simplesmente não paga, com o intuito claro de prejudicar a prestação dos serviços e poder criar a narrativa de que a empresa não presta um bom serviço e que, portanto, deve ser substituída.

A operação do consórcio mobiliza mais de 3.000 trabalhadores diretos e indiretos, além de centenas de fornecedores, locadores de caminhões e empresas que fornecem insumos essenciais.

Sem os repasses devidos:

  • Salários de trabalhadores são afetados;
  • Fornecedores não recebem;
  • Faltam insumos básicos para a operação;
  • Regiões da cidade deixam de receber os serviços regularmente;

 

A paralisação parcial de hoje, causada pela interrupção de locações de equipamentos, é consequência direta dessa inadimplência da Prefeitura de Teresina.Fonte: G1=PI

Ex-namorado é indiciado por feminicídio de adolescente de 17 anos morta com tiro nas costas no Piauí

Sarah Denise, adolescente de 17 anos foi assassinada no domingo (13) em Beneditinos (PI) — Foto: Reprodução

A Polícia Civil do Piauí (PCPI) concluiu o inquérito que investiga a morte da adolescente Sarah Denise Alves dos Santos, de 17 anos, e indiciou o ex-namorado dela, Fábio Rodrigues Braga, de 35, pelo crime de feminicídio.

O crime aconteceu no dia 13 de julho, no povoado Buriti Alegre, localizado na zona rural de Beneditinos, a 96 km ao Sul de Teresina. A garota estava em um bar quando foi surpreendida e atingida com um tiro na região das costas.

Ao g1o delegado Paulo Roberto, responsável pelo caso, detalhou que Fábio Rodrigues foi indiciado por feminicídio e lesão corporal grave. Ele é apontado como autor do tiro que atravessou o peito da adolescente.

Sarah Denise estava em um bar com amigos, por volta das 14h30, quando foi surpreendida pelo ex-namorado. Ele atirou uma vez na região das costas de Sarah, que caiu imediatamente.

Segundo o delegado Odilo Sena, que atendeu o flagrante, o tiro atravessou o peito da adolescente e chegou a atingir a perna de outra pessoa que estava no estabelecimento.

“O tiro transfixou o corpo dela e atingiu a perna de uma outra pessoa que estava lá. Tinha muita gente no local na hora. Depois, ele apontou a arma pra cabeça e tentou atirar, mas a arma falhou”, disse o delegado.

 

Sarah Denise morreu ainda no local e a outra pessoa atingida pelo disparo foi socorrida e encaminhada para um hospital privado de Teresina.

Ainda segundo o delegado Paulo Roberto, após o crime, o homem foi para casa e tentou tirar a própria vida novamente, mas foi impedido. Ele foi socorrido e chegou a ficar na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

O delegado destacou ainda que a arma utilizada no crime é de posse de um sargento da Polícia Militar, irmão do suspeito. Após o crime, teria ligado para o familiar e informado que havia “feito uma besteira”. A Polícia Civil pediu a prisão preventiva do suspeito.Fonte: G1-PI