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Sexólogos destacam os 5 maiores mitos sobre o orgasmo

Apesar dos avanços nas conversas sobre sexualidade, o orgasmo ainda é cercado por tabus, desinformação e expectativas irreais — especialmente quando se trata do prazer feminino. Para jogar luz sobre o tema, os sexólogos Natali Gutierrez e Renan de Paula, fundadores da sextech brasileira Dona Coelha, elencam os 5 principais mitos sobre o orgasmo e explicam por que é tão importante falar sobre isso com naturalidade.

Toda relação sexual precisa terminar com orgasmo
Mito! Sexo é conexão, intimidade e prazer — e nem sempre envolve um final “com fogos de artifício”. A pressão por atingir o clímax pode, inclusive, atrapalhar a experiência.
“O orgasmo não é um troféu. Quando o sexo vira obrigação, perde-se o melhor dele: a entrega ao momento”, comenta Natali.

Orgasmo vaginal é mais “completo” que o clitoriano
Outro mito comum — e sem embasamento científico. O clitóris é o principal órgão do prazer feminino e está presente na imensa maioria dos orgasmos.
“Não existe orgasmo superior. Essa ideia reforça inseguranças e desconecta as mulheres do próprio corpo”, explica Renan.

Vibradores atrapalham a vida sexual
Pelo contrário: vibradores são aliados. São ferramentas de autoconhecimento, autoestima e conexão com o corpo — individualmente ou em casal.
“A mulher que se conhece se comunica melhor com a parceria. O vibrador pode ser um facilitador de prazer, nunca um problema”, diz Natali.

Homens sempre têm orgasmo durante o sexo
Nem sempre. Estresse, insegurança, pressões externas ou internas podem interferir. O prazer masculino também merece ser acolhido com empatia.
“É hora de desconstruir a ideia de que o homem é uma ‘máquina’ do desejo. Todo mundo tem dias bons e dias difíceis”, lembra Renan.

Falar sobre orgasmo é constrangedor
Só se continuar sendo um tabu. Quanto mais natural for essa conversa, mais leve e saudável será a relação com o corpo, o prazer e o outro.
“O orgasmo é um direito, não um luxo. E conhecimento é o melhor caminho para acessá-lo com liberdade e saúde emocional”, conclui Natali.

O Imparcial

Desemprego recua para 5,8% e atinge menor nível da série histórica, aponta IBGE

A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,8% no segundo trimestre de 2025, atingindo o menor patamar desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), iniciada em 2012 pelo IBGE. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (31).

O resultado supera o desempenho de novembro de 2024, quando o desemprego estava em 6,1%, e do primeiro trimestre deste ano, que registrou 7%. Em relação ao mesmo período de 2024 (6,9%), a melhora também é significativa.

Segundo o levantamento, o país somava 102,3 milhões de pessoas ocupadas e cerca de 6,3 milhões desocupadas até o final de junho. Em comparação ao trimestre anterior, o número de pessoas em busca de trabalho caiu 17,4% — uma redução de aproximadamente 1,3 milhão — enquanto o número de ocupados cresceu 1,8%, com o acréscimo de 1,8 milhão de trabalhadores ao mercado.

Um dos destaques da pesquisa é o número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado, que chegou a 39 milhões, o maior já registrado. Houve ainda crescimento entre os trabalhadores sem carteira, que agora somam 13,5 milhões — aumento de 2,6% em relação ao primeiro trimestre.

Nova metodologia com base no Censo

Essa é a primeira edição da Pnad Contínua a utilizar a nova ponderação baseada nos dados do Censo Demográfico de 2022, o que, segundo o IBGE, refina a representatividade dos dados coletados e é uma prática adotada por institutos de estatística em todo o mundo.

A pesquisa abrange cerca de 211 mil domicílios em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal, investigando a situação laboral de pessoas com 14 anos ou mais em todas as formas de ocupação: com ou sem carteira assinada, por conta própria e trabalho temporário.

Informalidade e desalento em queda

A taxa de informalidade recuou para 37,8% da população ocupada — a menor desde o segundo trimestre de 2020 (36,6%). Esse grupo inclui trabalhadores sem carteira assinada, autônomos e empregadores sem CNPJ, geralmente sem acesso a direitos como férias, 13º salário ou seguro-desemprego.

Outro indicador que apresentou melhora foi o número de desalentados — pessoas que desistiram de procurar emprego por falta de perspectiva. O total foi estimado em 2,8 milhões, o menor desde 2016.

Renda média e massa salarial batem recorde

A melhora no mercado de trabalho também se refletiu no rendimento da população. A renda média mensal alcançou R$ 3.477, maior valor já registrado pela pesquisa. O montante representa alta de 1,1% em relação ao primeiro trimestre de 2025 e de 3,3% em comparação com o mesmo período de 2024.

A massa de rendimentos, ou seja, a soma de todos os salários pagos no país, também bateu recorde: R$ 351,2 bilhões — 5,9% a mais que o registrado no segundo trimestre do ano passado, o equivalente a R$ 19,7 bilhões adicionais injetados na economia brasileira.

*Fonte: IBGE

Mulher é agredida a pauladas, e companheiro é preso em Riachão

Um homem foi flagrado agredindo a própria companheira com um pedaço de madeira, no município de Riachão, na tarde dessa quarta-feira (30). As pauladas deixaram ferimentos na cabeça da vítima.

As cenas são fortes. Após as agressões, Maria da Anunciação Rocha Santos, de 66 anos, foi internada no Hospital Municipal de Riachao, onde foi socorrida e levou quatro pontos na cabeça.

O suspeito das agressões contra ela foi identificado como Luís Ribeiro dos Santos, de 71 anos. Ele foi preso e encaminhado à Delegacia Regional de Balsas.

Os dois teriam discutido pouco antes da vítima receber várias pauladas, segundo testemunhas.

Mulher agredida pelo namorado com 61 socos
O caso de uma mulher, de 35 anos, que foi agredida com mais de 60 socos pelo namorado dentro do elevador do prédio onde mora em Ponta Negra, na Zona Sul de Natal (RN), repercute na imprensa nacional nesta semana e chocou o país.

Em uma publicação nas redes sociais, a vítima agradeceu a ajuda e a solidariedade dos amigos e de desconhecidos que se sensibilizaram com o caso. Ela disse ainda que vai focar na recuperação.

O crime aconteceu no último sábado (26) por voltas das 16h e foi registrado pela câmera do elevador do condomínio. Um vídeo mostra o casal discutindo e, quando a porta do elevador se fecha, Igor parte pra cima da vítima e começa a desferir socos contra ela. A mulher ficou com o rosto completamente ensanguentado.

O agressor passou por audiência de custódia e teve a prisão preventiva decretada pela Justiça do Rio Grande do Norte. Em depoimento na delegacia, Igor Cabral alegou ter claustrofobia.Fonte: Por: Imirante, com informações da TV Mirante

Padrasto e enteado são mortos a tiros por homens que fingiram ser policiais, na Paraíba

Instituto de Polícia Científica no local onde crime aconteceu, na cidade de Esperança, no Agreste da Paraíba — Foto: TV Paraíba/Reprodução

Padrasto e enteado foram mortos a tiros na madrugada desta quinta-feira (31), na cidade de Esperança, no Agreste da Paraíba. O crime aconteceu quando suspeitos armados entraram na casa se passando por policiais.

Segundo a Polícia Civil, a primeira vítima, identificada como Romildo Vieira, de 38 anos, foi assassinada a tiros na cozinha de casa, enquanto seu enteado, Wallisse Florentino, de 22 anos, foi morto em seguida, na sala.

De acordo com a Polícia Civil, as vítimas foram atingidas no rosto. Conforme dito pelo delegado Emanuel Henriques, que investiga o caso, parentes disseram que o padrasto já teria sido preso anteriormente, em São Paulo, onde cumpriu uma pena de sete anos por tráfico de drogas.

Enteado e padrasto foram mortos a tiros na madrugada desta quinta-feira (31), na cidade de Esperança, no Agreste da Paraíba — Foto: TV Paraíba/Reprodução

Ainda segundo a Polícia Civil, a investigação não conseguiu confirmar quantos suspeitos estão envolvidos no crime e o veículo usado para fugir do local. A motivação do caso ainda está sendo investigada.Fonte: G1-PB

Feriado de 5 de agosto: prefeitura de João Pessoa decreta ponto facultativo na segunda-feira

Farol do Cabo Branco, em João Pessoa, capital da Paraíba — Foto: Divulgação/PMJP

Carga de entorpecentes avaliada em R$ 1 milhão é apreendida e duas pessoas são presas em João Pessoa

Carga foi apreendida no bairro do Bessa, em João Pessoa — Foto: Redes Sociais

Um carregamento de entorpecentes avaliado em cerca de R$ 1 milhão foi apreendido pela Polícia Civil na Grande João Pessoa, nesta quinta-feira (31) e duas pessoas foram presas. O material estava dividido entre um veículo abordado no bairro do Bessa e uma granja localizada no bairro de Mangabeira. Veja vídeo acima.

Segundo a polícia, o material apreendido é skank, uma droga com altamente viciante.

De acordo com o delegado João Paulo Amazonas, a operação foi resultado do aprofundamento de uma investigação iniciada na última semana, quando foram apreendidos 50 quilos da mesma substância. A partir dessa primeira apreensão, os policiais identificaram que a droga vinha do Rio Grande do Norte e conseguiram monitorar o trajeto de um dos veículos envolvidos.

“Com o apoio da inteligência, conseguimos interceptar um veículo vindo do RN com essa vasta quantidade do mesmo entorpecente, skank, de alto valor mercadológico. Essa droga seria distribuída na cidade de Bayeux e região metropolitana, mas foi interceptada a tempo por nossa equipe”, explicou o delegado.

 

Uma das pessoas presas, o motorista do carro, natural do Rio Grande do Norte, foi localizado no bairro do Bessa, como mostra as imagens acima. O suspeito já havia sido autuado por tráfico de drogas. Segundo o delegado, ele confessou que receberia um valor para transportar o entorpecente, mas não quis informar quem faria o pagamento nem quem era o dono da carga.

A segunda parte da droga foi localizada em uma granja com o outro suspeito, no bairro de Mangabeira. De acordo com a investigação, ele era responsável por armazenar o material até que alguém o buscasse.

O delegado afirmou que o suspeito, que já tinha passagem por porte ilegal de arma de fogo, também admitiu participação no esquema. “Ele também sinalizou que receberia um valor para receber a guarda, enquanto outra pessoa iria à casa dele retirar os entorpecentes”, relatou.

A polícia estima que o valor de mercado da droga gira em torno de R$ 10 mil por quilo em João Pessoa.

“Apreendemos cerca de 100 kg de skank e, hoje, pelas nossas investigações, 1 kg está sendo vendido em João Pessoa por R$ 10 mil. Um prejuízo de mais de R$ 1 milhão”, declarou o delegado João Paulo Amazonas.

 

As investigações continuam para identificar outros envolvidos e os responsáveis pela remessa da droga. Fonte: G1-PB

Juristas pedem ao STF responsabilização civil de Eduardo Bolsonaro

Brasília (DF) 11/04/2023 Fachada do palácio do Supremo Tribunal Federal (STF) Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil/Arquivo

A Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD) protocolou, no Supremo Tribunal Federal (STF) uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) para barrar omissões do Estado brasileiro diante do cenário de sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos com o tarifaço anunciado pelo presidente Donald Trump

A ação também tem como foco a atuação do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), apontado como um dos articuladores das medidas contra o país e autoridades brasileiras.

A peça, protocolada na quarta-feira (30), diz que a ação é uma resistência jurídica organizada frente a uma escalada de agressões ao ordenamento constitucional brasileiro por atores estrangeiros, tanto estatais, como o governo dos Estados Unidos, quanto privados, como as corporações de tecnologia sediadas naquele país.

Para os juristas, as medidas aplicadas pelos Estados Unidos buscam deslegitimar e subjugar a legislação nacional sob a justificativa de sanções econômicas, pressões diplomáticas ou ameaças de desestabilização, com atuação política significativa de agentes públicos nacionais, como o deputado federal afastado Eduardo Bolsonaro.

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A ação pede ao STF que: 

  • Reafirme a plena soberania normativa, informacional, regulatória e fiscal do Brasil;
  • Obrigue big techs a cumprir integralmente as leis brasileiras;
  • Crie um regime de tributação progressiva sobre essas empresas;
  • Declare nulos os efeitos de sanções estrangeiras que visem interferir na legislação nacional.
  • Responsabilização civil de Eduardo Bolsonaro pelos danos causados ao país.

Eduardo Bolsonaro

A peça sustenta que já há provas materiais e indícios robustos de que o parlamentar praticou coação no curso do processo, obstrução de investigação de organização criminosa e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

O documento aponta que Eduardo Bolsonaro lidera uma retaliação às investigações que atingem seu pai, Jair Bolsonaro, denunciado por liderar uma organização criminosa empenhada em romper a ordem democrática. A atuação do deputado busca ferir a soberania do Brasil, com o objetivo de interferir no julgamento da tentativa de golpe – processo em que Jair Bolsonaro é réu, inclusive buscando sanções para autoridades brasileiras.

“O deputado tem atuado, desde o início do ano, para convencer o governo dos Estados Unidos a impor sanções contra ministros do STF e autoridades da Polícia Federal e assumiu, pelas redes sociais, ter influenciado a decisão do presidente Donald Trump de impor taxação de 50% sobre os produtos brasileiros, além da suspensão do visto dos Estados Unidos de oito ministros da Suprema Corte e do procurador-geral da República, Paulo Gonet, seus parentes e ‘aliados’ da Corte”, diz a ação.

O deputado, que se licenciou do mandato na Câmara dos Deputados e está nos Estados Unidos desde março, disse em nota que trabalhou diretamente nas últimas semanas “para que as medidas fossem ainda melhor direcionadas, atingindo o alvo correto e poupando ao máximo possível o povo brasileiro e o setor produtivo”.

“O objetivo dessas medidas não é comercial, mas sim político e jurídico: punir os responsáveis pela destruição do Estado de Direito no país e preservar valores democráticos fundamentais”, diz Eduardo Bolsonaro sobre as tarifas anunciadas por Trump contra o Brasil

Plataformas digitais

O documento diz ainda que o pacote de retaliações foi uma resposta à atuação soberana do Brasil na regulação das plataformas digitais. A ABJD também aponta que o lobby das big techs, articulado pela Computer & Communications Industry Association (CCIA), busca deslegitimar leis brasileiras como a LGPD e projetos que regulam inteligência artificial, tributação de plataformas e soberania digital.

Para os juristas o “tarifaço” é uma medida de retaliação econômica travestida de ação comercial, tendo por motivação não a defesa do interesse econômico legítimo dos EUA, mas sim a tentativa de coagir o Brasil a recuar em sua soberana atuação jurisdicional, legislativa e regulatória sobre o espaço digital, em especial das big techs.

“O pano de fundo da decisão é inequivocamente político e transborda os limites do direito internacional econômico, invadindo a seara da soberania nacional e da autonomia dos Poderes da República Federativa do Brasil”, diz a ação.

Para a ABJD, os efeitos do tarifaço vão muito além da economia, atingindo setores estratégicos como agronegócio, siderurgia e indústria de transformação, com impacto bilionário no Produto Interno Bruto (PIB) e na vida de milhares de trabalhadores. Além disso, segundo a entidade, a pressão das big techs enfraquece mecanismos de proteção de dados e combate à desinformação, abrindo espaço para manipulação eleitoral e ataques às instituições democráticas.

“Não aceitaremos que o Brasil seja tratado como colônia digital e econômica. Nossa ação exige que o STF reafirme que nenhuma sanção estrangeira, chantagem comercial ou lobby corporativo pode se sobrepor à Constituição e à vontade soberana do povo brasileiro,” disse Tereza Mansi, jurista e integrante da Executiva Nacional da ABJD.Fonte: Luciano Nascimento – Repórter da Agência Brasil

Tesouro dos EUA procura Haddad para agendar reunião sobre tarifaço

São Paulo (SP) 30/04/2024 - Ministro Fernando Haddad durante entrevista a imprensa.

Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

A Secretaria de Tesouro dos Estados Unidos (EUA) procurou o Ministério da Fazenda para marcar uma agenda para debater o tarifaço imposto pelo governo de Donald Trump contra parte das exportações brasileiras. Ainda não há data para reunião. O último encontro entre a Fazenda e o secretário de Tesouro dos EUA, Scott Bessent, foi em maio, antes do anúncio da tarifa de 50%.

“A assessoria do secretário Bessent fez contato conosco ontem [quarta-feira, 30] e, finalmente, vai agendar uma segunda conversa. A primeira, como eu havia adiantado, foi em maio, na Califórnia. Haverá agora uma rodada de negociações e vamos levar às autoridades americanas nosso ponto de vista”, disse nesta quinta-feira (31) o ministro Fernando Haddad.

O ministro destacou que é apenas o ponto de partida das negociações.

“Nós estamos em um ponto de partida mais favorável do que se imaginava. Mas longe do ponto de chegada. Há muita injustiça nas medidas que foram anunciadas ontem”, esclareceu Haddad.

Cerca de 700 produtos ficaram de fora da lista do tarifaço de 50% contra o Brasil. Segundo estimativas, 43% dos valores exportados para os Estados Unidos ficaram de fora do tarifaço. No setor mineral, cerca de 25% dos produtos foram taxados.

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Plano de contingência

Apesar das exceções, Haddad disse que o impacto é dramático para alguns setores, e que nos próximos dias o governo vai divulgar medidas para auxiliar essas empresas prejudicadas pelas tarifas.

“Há casos que são dramáticos, que deveriam ser considerados imediatamente. Nós vamos lançar parte do nosso plano previsto para ser lançado nos próximos dias de apoio e proteção à indústria e aos empregos”, disse.

O pacote de ajuda aos setores afetados deve contar com linhas de crédito e apoio às empresas. Haddad disse que está aliviado pelos setores que foram poupados, mas que é preciso proteger aqueles que ainda são afetados, em especial, os setores menores e mais frágeis.

“Tem setores que, na pauta de exportação, não são significativos, mas o efeito sobre eles é muito grande. Às vezes, o setor é pequeno, mas é importante para o Brasil manter os empregos”, explicou.

Mesmo setores grandes, de importantes matérias-primas [commodities], que têm mercado global, vão precisar se adaptar, avaliou o ministro.

“Obviamente, tem setores afetados cuja solução de curto prazo é mais fácil porque se trata de uma commoditie que o Brasil tem muitos mercados abertos, mas, ainda esses, vão exigir algum tempo de adaptação. Você não muda um contrato de uma hora para outra. Temos que analisar caso a caso e vamos ter as linhas [de crédito] para isso”, disse.

Interferência

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reafirmou ainda que a tentativa de interferir no julgamento da tentativa de golpe de Estado no Supremo Tribunal Federal (STF) não pode entrar na mesa de negociação, até porque o Judiciário é um poder independente do Executivo.

“Talvez o Brasil seja uma das democracias mais amplas do mundo, ao contrário do que a Ordem Executiva [do Trump] faz crer. Nós temos que explicar que a perseguição ao ministro da Suprema Corte [Alexandre de Moraes] não é o caminho de aproximação entre os dois países”, afirmou.Fonte: Lucas Pordeus León – Repórter da Agência Brasil

Setor cafeeiro pode ser forçado a redirecionar produção, diz USP

Pequenas torrefações preparam grãos especiais de café

A partir de 6 de agosto, a exportação do café brasileiro para os Estados Unidos passará a ser taxada em 50%. Enquanto permanece batalhando para ficar de fora da lista de produtos brasileiros que vão ser taxados pelo governo norte-americano, o setor cafeeiro nacional segue marcado por incertezas, informou o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da Universidade de São Paulo (USP).

Segundo pesquisadores do Cepea, por causa dessa alta taxa, os produtores brasileiros poderão ser forçados a redirecionar parte de sua produção para outros mercados, o que deverá exigir “agilidade logística e estratégia comercial para mitigar os prejuízos à cadeia produtiva nacional”.

Os Estados Unidos são o principal destino das exportações de café do Brasil. Em 2024, eles importaram cerca de 23% de café brasileiro, especialmente da variedade arábica, insumo essencial para a indústria local de torrefação.

A Colômbia representou cerca de 17% do total das importações norte-americanas, enquanto o Vietnã contribuiu com aproximadamente 4%.

Para o Cepea, como os Estados Unidos não produzem café, a elevação do custo de importação deve comprometer a viabilidade de toda a cadeia interna, que envolve torrefadoras, cafeterias, indústrias de bebidas e redes de varejo.

“O Cepea avalia que a eventual entrada em vigor da tarifa tende a impactar não apenas a competitividade do café nacional, mas também os preços ao consumidor norte-americano e a formulação dos blends tradicionais, que utilizam os grãos brasileiros como base sensorial e de equilíbrio”, diz comunicado do Cepea.

Tratativas

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, oficializou, ontem (30), a proposta de taxação de produtos brasileiros comercializados com os EUA. Mas a Ordem Executiva trouxe cerca de 700 exceções, como suco e polpa de laranja, combustíveis, minérios, fertilizantes e aeronaves civis.

O café não entrou nessa lista de exceções. Com isso, logo após o anúncio de Trump, o Conselho dos Exportadores de Café (Cecafé) disse que vai seguir em tratativas para que o café seja incluído na lista de produtos brasileiros que vão ficar de fora da taxação.Fonte: Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil

Lula recebe ministros do STF em jantar após sanção dos EUA

Brasília (DF), 03/02/2025 - Presidente do STF Roberto Barroso e o presidente da república Luiz Inácio Lula da Silva durante sessão Solene de Abertura do Ano Judiciário do STF. Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil

presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebe na noite desta quinta-feira (31) ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) para um jantar no Palácio da Alvorada.

encontro foi marcado para demonstrar apoio ao ministro Alexandre de Moraes e à Corte um dia após o governo dos Estados Unidos anunciar sanções financeiras contra Moraes, com base na Lei Magnitsky, norma norte-americana que prevê a aplicação de restrições para quem é considerado violador de direitos humanos.

Todos os 11 membros do STF foram convidados. Estão no jantar o presidente da Corte, Luís Roberto Barroso, e os ministros Gilmar Mendes, Cristiano Zanin, Flávio Dino, Edson Fachin, além de Moraes.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet; o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, e advogado-geral da União, Jorge Messias, também estão presentes.

aplicação da Lei Magnitsky é a segunda sanção aplicada contra Alexandre de Moraes pelo presidente Trump. Na noite de ontem (30), Lula divulgou nota em que afirmou que o Brasil “é um país soberano e democrático, que respeita os direitos humanos e a independência entre os Poderes”. “Um país que defende o multilateralismo e a convivência harmoniosa entre as Nações, o que tem garantido a força da nossa economia e a autonomia da nossa política externa. É inaceitável a interferência do governo norte-americano na Justiça brasileira”, afirmou o presidente.

No dia 18 de julho, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, anunciou a revogação dos vistos do ministro, seus familiares e “aliados na Corte”.

anúncio foi feito após Moraes abrir um inquérito para investigar o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente, pela atuação junto ao governo dos Estados Unidos para promover medidas de retaliação contra o governo brasileiro e ministros do Supremo e tentar barrar o andamento da ação penal sobre a trama golpista.

Em março deste ano, Eduardo pediu licença do mandato parlamentar e foi morar nos Estados Unidos, sob a alegação de perseguição política. A licença terminou no último dia 20.  Fonte: André Richter – Repórter da Agência Brasil