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Brasil tem queda na desigualdade em educação, emprego e meio ambiente

Rio de Janeiro (RJ) 30/04/2024 – Trabalhadores em deslocamento de volta para casa na região da Central do Brasil. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O Pacto Nacional pelo Combate às Desigualdades lançou nesta quinta-feira (28), em Brasília, o terceiro Relatório do Observatório Brasileiro das Desigualdades 2025, produzido pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Do total de 43 indicadores analisados, 25 registraram avanços nos últimos dados disponíveis, com destaque para dados relacionados ao meio ambiente, trabalho, educação e saúde. 

Embora apenas três indicadores da nova edição do relatório tenham apresentado retrocessos (relacionados à saúde e a condições de moradia), oito indicadores não apresentaram mudanças significativas.  Apesar da melhora em alguns aspectos, as análises divulgadas mostram que as desigualdades de raça/ cor, gênero e entre regiões brasileiras persistem no país.

No evento, o deputado Pastor Henrique Vieira (PSol–RJ) comentou as consequências das desigualdades no país, que não devem ser normalizadas. Para ele, os dados do estudo devem resultar em planejamento de ações para reverter as discrepâncias evidenciadas.

“Isso não são números. São pessoas, histórias, memórias, mulheres, trabalhadores e crianças que precisam de um país justo, solidário, fraterno, democrático e soberano.”

Durante a apresentação do documento na Câmara dos Deputados, o representante do Pacto Nacional pelo Combate às Desigualdades, o sociólogo Clemente Ganz Lúcio, destacou que as desigualdades brasileiras são estruturais em várias dimensões e, por isso, representam um ‘problema dramático’. Ele entende, ainda, que mesmo nos processos de melhorias verificados, os avanços ainda são bastante lentos. Clemente Ganz Lúcio destacou os objetivos do trabalho.

“O Observatório tenta registrar a performance de indicadores que materializam, de um lado, um diagnóstico perverso de desigualdade estrutural materializada em várias dimensões, que a gente quer permanentemente mostrar para a sociedade. De outro lado, queremos, anualmente, trazer resultados que mostram como estamos conseguindo, gradativamente, superar [essas diferenças]”, disse o coordenador do relatório.

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Clima e meio ambiente

O Relatório do Observatório Brasileiro das Desigualdades 2025 traz, entre os destaques positivos, a redução das emissões de gás carbônico (CO₂) por pessoa, no Brasil. O país que sediará a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30) em novembro emitiu 12,4 toneladas de dióxido de carbono equivalente (ou tCO₂e), em 2022. Houve queda nas emissões no ano seguinte (2023), para 10,8 tCO₂.

O Brasil também registrou queda de 41,3% na área desmatada entre 2022 e 2024.  Apesar disso, o Acre teve acréscimo de 31% da área desmatada; Roraima, de 8%; e Piauí, alta de 5%.

Representando a sociedade civil na cerimônia, em Brasília, a coordenadora de Clima e Cidades do Instituto de Referência Negra Peregum, Gisele Brito, esclareceu que o aumento dessas emissões de efeito estufa (GEE), nos estados dos biomas da Amazônia e do Cerrado, está intimamente ligado ao desmatamento provocado pelo modelo de desenvolvimento econômico centrado no agronegócio.

“O agronegócio é concentrador de renda e de terras, tem bastante relação com conflitos por água, por terra e outros tipos de conflitos. Além da perda de qualidade de vida, da diversidade, interrupção do extrativismo e de formas de vida que se conflituam com essas desigualdades, como de populações quilombolas e de populações indígenas”, declarou a ativista Gisele Brito.

Educação

Os indicadores educacionais do relatório apontam para o aumento do percentual de crianças de 0 a 3 anos que frequentam creches, entre 2022 e 2024, de 30,7% para 34,6%. Porém, a maioria das crianças nessa faixa etária ainda está fora da escola. O Plano Nacional de Educação (PNE) previa que 50% das crianças de 0 a 3 anos estivessem em creches até 2024.

A taxa de escolarização do ensino médio cresceu de 71,3%, em 2022, para 74,0% em 2024. Quando observado o ensino superior, a taxa passou de 20,1% para 22,1% no mesmo período.

Mas o estudo indica que as matrículas no ensino superior ainda são relativamente baixas, porque a maioria dos jovens na idade esperada (18 a 24 anos) não estão matriculados nas universidades.

As mulheres consistentemente superam os homens no acesso no nível superior, sobretudo as mulheres não-negras. Elas são 32,4%, nas cadeiras da graduação, enquanto as mulheres negras são 20,3% das universitárias.

Renda, riqueza e trabalho

No que se refere ao mercado de trabalho e renda no Brasil, o rendimento médio cresceu 2,9% em 2024: alcançou R$ 3.066, o que representa um crescimento real de 2,9% em comparação ao de 2023.

E a taxa de desocupação atingiu 6,6%, uma redução de 1,2 ponto percentual, em relação a 2023. A queda foi mais expressiva entre as mulheres (de 9,5% para 8,1%) e entre a população negra (de 9,1% para 7,6%).

No entanto, tais avanços “não foram suficientes para alterar significativamente a estrutura desigual da renda no país”, concluiu o estudo. Em 2024, os 1% mais ricos do país tinham um rendimento médio 30,5 vezes superior aos 50% mais pobres, um pouco menor que em 2023 (32,9 vezes).

Outro destaque do documento é a redução da proporção de pobres em 23,4%, em 2024, conforme critérios do programa federal Bolsa Família, coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS).

No campo da segurança pública, a taxa de homicídio registrado de jovens entre 15 e 29 anos (por 100 mil habitantes) apresentou queda entre 2021 e 2023 (de 49,7% para 45,8%).

Saúde

A mortalidade materna apresentou uma redução expressiva de 113 óbitos maternos a cada 100 mil nascidos vivos, em 2021, para 52 óbitos maternos a cada 100 mil nascidos vivos, em 2023.

O destaque negativo, no entanto, foi percebido nas regiões Norte e Nordeste, que registraram resultados piores, quando comparados à média nacional. Em 2023, o Norte teve 71 mortes maternas por 100 mil nascidos vivos. E o Nordeste, teve 59/100 mil nascidos vivos, em 2023.

Transformação

Clemente Ganz Lúcio, integrante do Pacto Nacional pelo Combate às desigualdades, afirmou que o terceiro Relatório do Observatório Brasileiro da Desigualdades aponta possibilidades de transformação em duas frentes: a econômica – como investimentos na geração de empregos de qualidade e no incremento da industrialização; e a vertente das políticas públicas criadas, sustentadas e direcionadas pelo Estado brasileiro.

“Queremos que esse resultado [do relatório] seja usado, alimente, fomente debates que nos qualifiquem a ter, cada vez, mais um crescimento econômico pró-superação das desigualdades e, de outro lado, políticas públicas que sejam capazes de sustentar e acelerar esse processo de transformação.”

Piora nos resultados

Ao apresentar o estudo, a diretora técnica do Dieese, Adriana Marcolino, explicou que o Brasil ainda apresenta desigualdades persistentes, principalmente entre gêneros, regiões e cor/raça.

“A desigualdade é tão grande entre negros e não negros, entre homens e mulheres, entre territórios do Norte-Nordeste e do Sul-Sudeste, que mesmo [em indicadores] que cresceram acima da média, as desigualdades ainda são bastante relevantes”, constatou a técnica .

Entre os indicadores que apresentaram retrocessos, divulgados no documento, está o da violência contra as mulheres, baseada em gênero, que continua a ser grave e crescente. Em 2020, o número de vítimas de feminicídio foi de 1.350. E em 2024, cresceu para 1.492, o que representou 142 casos de feminicídio a mais, na comparação 2020-2024. O número vai na contramão da queda geral das mortes violentas intencionais (que inclui homicídios, latrocínios, etc.).

A taxa total de óbitos por causas evitáveis aumentou no Brasil entre 2021 e 2023, de 30,6% para 39,2%. Em 2023, a taxa de mortes evitáveis foi maior entre negros: 51,8% para homens e 37,8% para mulheres, em comparação a 39,4% e 26,5% entre não negros.

A violência é até mais letal entre os jovens negros (até 24 anos), que foi quase o dobro da mortalidade de não negros (7,2% em comparação a 3,8%). Homens negros concentram óbitos até os 44 anos, muitas vezes por homicídios, acidentes e ausência de cuidados preventivos. Mulheres não negras morrem mais tardiamente. A conclusão do relatório é a de que elas têm melhores condições de vida e mais acesso a políticas públicas.

De acordo com o estudo, no Brasil, em 2023, 7,7% das crianças indígenas estavam com peso baixo ou muito baixo para a idade. No ano anterior, 2022, 6,7% das crianças indígenas sofriam de desnutrição.

Entre 2023 e 2025, o número de pessoas que moravam em áreas de risco aumentou em 7,5% e chegou a 4,3 milhões de pessoas em todo o território nacional.

A coordenadora do Instituto de Referência Negra Peregum, Gisele Brito, voltou a cobrar justiça climática, cidades antirracistas e o combate ao racismo ambiental.

“As pessoas não desaparecem quando são removidas de uma área de risco. Na maioria das vezes, por falta de política pública e acesso desigual aos investimentos públicos, elas vão para outra área de risco, produzindo outra mudança de uso da terra, o que ainda é bastante negligenciado nas nossas políticas públicas.”

Embora tenha havido crescimento, ainda que lento, na renda média dos ocupados em 2024, a diferença de rendimentos entre homens e mulheres se manteve. As trabalhadoras recebem, aproximadamente, 73% do rendimento médio masculino.

Sobre a maternidade precoce, o percentual de nascidos vivos de mães com até 19 anos no Brasil registrou queda entre 2022 e 2023. No entanto, foi verificada a desigualdade racial na maternidade nesta faixa etária. Em 2023, entre as jovens mães negras, o percentual de nascidos vivos foi de 13,8%, contra 7,9% para mães não negras.

Outros resultados

A necessidade de justiça tributária defendida pelo governo federal, com aumento da tributação dos mais ricos e isenção de imposto de renda (IR) para quem ganha até R$ 5 mil por mês, aparece justificada no Relatório do Observatório Brasileiro das Desigualdades 2025.

Os dados demonstram que a progressão do Imposto de Renda ocorre até a faixa de renda de 15 a 20 salários mínimos. Para as pessoas que ganham acima desse valor, a tributação da renda é regressiva, ou seja, a população com maiores rendimentos paga menos imposto de renda. Em evidência no estudo, os contribuintes com mais de 320 salários mínimos tiveram redução na alíquota média do imposto de renda, de 5,43% para 4,87%.

A mortalidade infantil cresceu de 2021 para 2022, mas mostrou estabilidade no ano de 2023. As regiões Norte e Nordeste registraram números acima da média nacional. Os estados de Roraima (23,9%), Amapá (20,9%), Sergipe (18,5%) e Amazonas (17,1%) tiveram as maiores taxas em 2023.

Quando o estudo trata de acesso à creche, as crianças não negras, tanto meninos quanto meninas, têm maiores oportunidades do que crianças negras, com uma diferença de aproximadamente 4,4 % para as meninas e 3,6 pontos percentuais para os meninos, na educação infantil. A disparidade racial é visível em quase todas as regiões do país, exceto no Nordeste e no Centro-Oeste, onde as crianças negras participam em maior proporção.

Soma-se aos dados o indicador de alfabetismo funcional (Inaf) da população entre 15 e 64 anos manteve-se estagnado, entre 2018 e 2024, ficando em 29,4%.Os homens apresentaram taxa maior que as mulheres em todas as regiões do país.

O relatório chega também à conclusão de que os povos indígenas estão invisibilizados e são alvo de violências. Além disso, a falta de dados desagregados por etnia dificultam diagnósticos e políticas adequadas, mesmo em estados com grandes populações indígenas e altos índices de mortalidade evitável.

“Há ameaças ambientais graves, como a contaminação por mercúrio do garimpo, que afeta especialmente gestantes e crianças. Em 2023, ocorreram 208 assassinatos de indígenas”, relata a publicação.

Entre os estados que despontam com os maiores números de assassinatos de indígenas estão: Roraima (47), Mato Grosso do Sul (43), Amazonas (36). A maior parte das vítimas indígenas são homens adultos e jovens.

Pacto Nacional

Compõem o Pacto Nacional pelo Combate às Desigualdades: 

  • Associação Brasileira de Municípios (ABM),
  • Ação da Cidadania,
  • Ação Educativa,
  • Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec),
  • Coalizão Negra por Direitos,
  • Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos (FNP),
  • Fundação Tide Setubal,
  • Instituto Cidades Sustentáveis,
  • Instituto Ethos,
  • Instituto de Referência Negra Peregum,
  • Oxfam Brasil
  • Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais (Sindifisco).Fonte: Agência Brasil

Aeronave faz pouso forçado em canavial de Santa Rita, na Região Metropolitana de João Pessoa

Aeronave experimental, de prefixo PU-GCR, ficou destruída após pouso forçado em canavial da Grande João Pessoa — Foto: Reprodução/TV Cabo Branco

Uma aeronave fez um pouso forçado, na manhã desta quinta-feira (28), em um canavial, na zona rural de Santa Rita, Região Metropolitana de João Pessoa. A torre de transmissão do Aeroporto Internacional Presidente Castro Pinto conseguiu captar o pouso forçado.

A direção do aeroporto informou que a aeronave é teria saído de um aeroclube em São Miguel de Taipu e que o pouso não seria no Castro Pinto. Ainda não há informações sobre qual seria o destino do voo nem as causas do pouso forçado.

Uma equipe do corpo de bombeiros esteve no local. Duas pessoas estavam no avião e tiveram ferimentos leves. A aeronave está aguardando o órgão responsável para fazer a investigação.

Segundo os dados do Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB), de consulta pública no site da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o aeronave trata-se de um girocóptero, com um motor a pistão, com capacidade para um tripulante e um passageiro, de prefixo PU-GCR.

Acidente de aeronave na Grande João Pessoa — Foto: Karine Tenório/TV Cabo Branco

Acidente de aeronave na Grande João Pessoa — Foto: Karine Tenório/TV Cabo Branco

A aeronave é do tipo experimental, de construção amadora, fabricada em 2018, e com situação de aeronavegabilidade normal. O g1 não conseguiu o contato dos proprietários até a última atualização desta reportagem.Fonte: G1-PB

Mulher é presa após confessar plano de matar os pais e fazer ataque armado em escola na PB

Facas, luvas e aparelhos eletrônicos que foram apreendidos com a suspeita durante ação da Polícia Civil — Foto: Polícia Civil/Divulgação

Uma mulher foi presa após confessar o plano de matar os pais, os avós e fazer um ataque armado na escola onde havia estudado, na cidade de Mamanguape, no Litoral Norte da Paraíba. A prisão aconteceu na noite da quarta-feira (27).

De acordo com a Polícia Civil da Paraíba, os planos da suspeita foram denunciados de forma anônima, por meio do telefone 197. A mulher foi localizada pela polícia com apoio da Unidade de Inteligência da Polícia Civil (Unintelpol).

As equipes de polícia localizaram a residência da mulher e levaram todos os familiares à delegacia para esclarecimentos, onde a suspeita confessou o plano e chegou a ameaçar novamente os pais, ainda diante da presença policial.

Na ação, foram apreendidos aparelhos eletrônicos, uma faca, uma balança e luvas que seriam utilizadas na execução dos crimes. De acordo com a Polícia Civil, a mulher tinha um fã-clube dedicado ao autor de um crime semelhante ocorrido em São Paulo no ano de 2024.

Segundo as investigações, o planejamento incluía o assassinato dos pais e avós com a espingarda pertencente ao avô e, depois, um ataque armado na escola onde a suspeita estudava.

A mulher foi presa em flagrante pelo crime de ameaça no âmbito familiar e encaminhada à Delegacia de Polícia de Mamanguape, onde permanece sob custódia, à disposição da Justiça. Fonte: G1-PB

Jovem condenado por matar sogro e tentar matar a companheira é preso no interior do Piauí

Jovem condenado por matar sogro e tentar matar a companheira é preso no interior do Piauí — Foto: Reprodução

Gilmar Soares da Silva, de 29 anos, foi preso na quarta-feira (27) após ser condenado a oito anos e quatro meses de prisão por tentar matar a companheira na zona rural de Valença do Piauí. Ele também já havia sido condenado pela morte do sogro, que era policial militar e pai da vítima.

O crime ocorreu em 1º de janeiro de 2012, na localidade Taboquinha, zona rural de Valença. De acordo com o delegado Maycon Braga, a vítima comemorava o Ano Novo em um restaurante com amigos e familiares quando foi atacada.

“Na ocasião, Gilmar sacou um revólver e apontou em direção à sua companheira, que conseguiu se esconder entre as pessoas. Logo em seguida, o homem efetuou três disparos, que não atingiram a mulher. Não satisfeito, ele agarrou a vítima, derrubou-a no chão e desferiu vários golpes de faca, sendo a vítima salva apenas porque pessoas impediram o homem de continuar com as agressões”, disse.

 

Segundo o delegado, o assassinato do sogro de Gilmar, que era policial militar, ocorreu antes de 2012. A polícia não divulgou detalhes sobre esse caso, mas informou que o réu também foi condenado por esse crime.

Gilmar foi preso em casa e levado para cumprir a pena determinada pela Justiça. Agora se encontra à disposição do sistema penitenciário do Piauí.Fonte: G1-PI

Homem preso como suspeito de estuprar adolescente tem prisão revogada no PI; polícia conclui que ele trabalhava no momento do crime

Tribunal de Justiça do Piauí — Foto: Izabella Lima/g1Piauí

Um homem, identificado pelas iniciais A.S.R., preso na quarta-feira (27) como suspeito de abuso sexual contra uma adolescente de 13 anos em São Raimundo Nonato, teve a prisão temporária revogada nesta quinta-feira (28). Conforme a Justiça, a polícia do Piauí teve acesso a vídeos que mostram que, na data e no horário em que o crime aconteceu, o homem estava no local onde trabalha.

Conforme a decisão, a prisão temporária do homem foi decretada em 25 de agosto e cumprida dois dias depois. No entanto, nesta quinta (28), a polícia do Piauí apresentou os elementos que afastam os indícios de autoria que recaíam sobre o homem e protocolou pedido de revogação da prisão.

A Delegacia de Proteção à Mulher e Grupos Vulneráveis é responsável pela investigação que apura o suposto abuso contra a adolescente. Ao g1, a delegada Cynthia Verena informou que há indícios de que a vítima teria produzido vídeos de conteúdo sexual por iniciativa própria.

Segundo o Conselho Tutelar de São Raimundo, a adolescente foi encaminhada à rede de proteção do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) e recebe acompanhamento psicológico especializado. Fonte: G1-PI

Hytalo Santos e marido vão ficar em ala LGBTQIA+ e só podem receber visitas de familiares; entenda as regras do presídio

O influenciador Hytalo Santos e o marido, Israel Vicente, o Euro, estão no presídio do Róger, em João Pessoa, onde podem receber visitas apenas de familiares e somente cinco dias após a chegada ao local. As regras da penitenciária também determinam quais itens de higiene e roupas podem ser entregues aos detentos.(leia abaixo)

Os influenciadores vão ficar os cinco primeiros dias em uma ala de adaptação no presídio. Depois disso, vão para o pavilhão de pessoas da comunidade LGBTQIA+ e também podem tomar banho de sol.

De acordo com o diretor da unidade prisional, Edmilson Alves, o casal vai dividir o espaço com outros quatro detentos. O pavilhão não possui celas individuais e mede aproximadamente 3 metros de largura por 15 de comprimento.

Hytalo e Euro foram transferidos de São Paulo para a Paraíba nesta quinta-feira (28). Eles deixaram a penitenciária de São Paulo por volta das 11h e chegaram à Paraíba por volta das 17h12. O casal de influenciadores foi levado de carro e com escolta policial para o Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos.

De acordo com o secretário de administração penitenciária da Paraíba, João Alves, os familiares precisam realizar cadastramento presencial para as visitas.

“A família vai ter que vir cadastrar e comparecer ao presídio. Quando terminar o período de reconhecimento, aí, em dia de visitas, eles poderão comparecer e visitar os seus familiares”, disse.

 

De acordo com a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), as visitas ao presídio do Róger são exclusivamente aos domingos, e os visitantes precisam também comprovar vínculo familiar, como cônjuge, companheiro ou parentesco com os detentos.

A unidade prisional em que os dois estão presos é uma das mais importantes da capital paraibana e opera com 190 presos acima da capacidade.

Hytalo e Euro estão presos na Paraíba — Foto: Arte/g1

Hytalo e Euro estão presos na Paraíba — Foto: Arte/g1

Os familiares poderão levar alimentos, roupas e calçados, respeitando as quantidades semanais determinadas pela Seap. Entre os alimentos permitidos estão legumes, frutas em embalagens transparentes, leite, doces e sucos de cores claras. Também é permitido levar um maço de cigarro ou até 500 gramas de fumo in natura, além de biscoitos recheados, água e sal. Não são aceitos alimentos congelados.

No caso de roupas, cada visitante poderá entregar até duas peças de cada tipo, desde que sejam de cor branca ou clara, e um par de chinelos nas mesmas condições.

Produtos de higiene permitidos incluem desodorante cremoso, sabão em barra ou em pó e água sanitária, apenas uma vez por semana. O barbeador de lâmina deve ser descartável, sendo necessário devolvê-lo para receber outro.

Hytalo Santos entra na penitenciária em João Pessoa, onde está preso — Foto: TV Cabo Branco

Hytalo Santos entra na penitenciária em João Pessoa, onde está preso — Foto: TV Cabo Branco

De acordo com as informações da Polícia Civil da Paraíba, os influenciadores chegaram à Paraíba por volta das 17h, seguiram para o Instituto de Polícia Científica (IPC), para realização de exames, e depois foram conduzidos ao presídio do Róger.

Segundo o diretor da unidade prisional, ao chegarem ao presídio, Hytalo e o marido preencheram um formulário sobre condições de saúde e comorbidades, além de registrar foto para o Sistema de Administração Penitenciária da Paraíba.

A unidade prisional é padrão para presos provisórios do sexo masculino, como no caso de Hytalo e Euro. O local conta com 8 pavilhões, incluindo um reservado para a população LGBT.

Caso se declarem homossexuais, o casal será encaminhado diretamente para o pavilhão exclusivo destinado a essa população. No entanto, poderão ser separados caso haja determinação judicial nesse sentido.

De acordo com a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), o presídio abriga atualmente 890 detentos, embora sua capacidade seja de 700 presos, o que representa um excesso de 27%. Apesar do problema, o diretor da penitenciária, Edmilson Alves, garante que a rotina do presídio não é comprometida e afirma que diversas melhorias foram implementadas nos últimos anos.

Penitenciária Desembargador Flósculo da Nóbrega, em João Pessoa, conhecido como presídio do Róger. — Foto: TJPB/Divulgação

Hytalo e Euro respondem a processo da Justiça de Bayeux, na Grande João Pessoa. Eles são investigados por exploração sexual de menores de idade, trabalho infantil e tráfico humano em conteúdos produzidos para as redes sociais. A investigação é feita pelo Ministério Público da Paraíba (MP-PB) e pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) paraibano.

A transferência de Hytalo e de Euro foi determinada pela Justiça da Paraíba.Fonte: G1-PB

Maranhão é o 2º estado com mais focos de queimadas no Brasil, aponta INPE

Maranhão é o 2º estado com mais focos de queimadas no Brasil, aponta INPE — Foto: Divulgação/Equatorial Maranhão

O Maranhão ocupa a segunda posição no ranking nacional de queimadas em 2025, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Até a segunda quinzena de agosto, foram registrados 5.224 focos ativos em todo o estado.

O número representa quase um quarto do total de queimadas registradas em 2024 (22.879) e confirma a tendência de crescimento durante o período mais seco do ano, especialmente nos meses de setembro e outubro.

Além dos impactos à saúde da população e ao meio ambiente, as queimadas também representam riscos diretos à rede elétrica. Mesmo antes das chamas atingirem cabos e equipamentos, a fumaça carregada de fuligem pode se acumular sobre isoladores e cruzetas, comprometendo o desempenho do sistema e aumentando a possibilidade de falhas no fornecimento de energia.

Maranhão é o 2º estado com mais focos de queimadas no Brasil, aponta INPE — Foto: Divulgação/Equatorial Maranhão

Diante desse cenário, a Equatorial Maranhão reforçou suas ações de prevenção e conscientização.

“É fundamental que a população compreenda que as queimadas não afetam apenas o meio ambiente. Quando acontecem próximas à rede elétrica, podem causar danos e até acidentes graves. Nosso trabalho é orientar, conscientizar e reforçar os cuidados para atravessar esse período crítico com segurança e confiabilidade”, destacou Gabriel Vieira, Executivo de Segurança do Trabalho da Equatorial Maranhão.

Campanhas educativas e ações técnicas

 

A distribuidora vem intensificando campanhas educativas junto às comunidades, alertando para os riscos das queimadas e promovendo práticas seguras. Também atua em parceria com órgãos de segurança e defesa civil para apoiar medidas de mitigação e combate aos incêndios, especialmente nas regiões mais críticas do estado.

Além das ações de conscientização, a Equatorial Maranhão realiza medidas preventivas como limpeza das faixas de servidão com roçagem periódica, retirada de material combustível sob as linhas de distribuição, podas preventivas e inspeções técnicas em campo. Tecnologias como drones e sensores são utilizadas para identificar pontos vulneráveis próximos às subestações e demais estruturas.

“O monitoramento em tempo real que realizamos no Centro de Operações Integradas nos permite agir de forma ágil e segura. Com o uso de tecnologia e manobras telecomandadas, conseguimos recompor o sistema automaticamente em casos de desligamentos provocados por queimadas nas proximidades, reduzindo impactos para a população e assegurando a confiabilidade do fornecimento”, explicou Ivan Bazzan, Gerente de Operações da Equatorial Maranhão.

Orientações à população

 

Maranhão é o 2º estado com mais focos de queimadas no Brasil, aponta INPE — Foto: Divulgação/Equatorial Maranhão

Maranhão é o 2º estado com mais focos de queimadas no Brasil, aponta INPE — Foto: Divulgação/Equatorial MaranhãoFonte: G1-MA

Maranhão cria mais de 2,8 mil novos empregos formais em julho, aponta Caged

O Maranhão registrou a abertura de 2.898 empregos com carteira assinada em julho. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgados nesta quarta-feira, 27 de agosto, pelo Ministério do Trabalho e Emprego. No acumulado do ano, entre janeiro e julho de 2025, o Maranhão acumula 20.767 novos empregos formais.

Em julho, o estado apresentou desempenho positivo em quatro dos cinco grandes grupamentos de atividades econômicas avaliados. O destaque foi o setor de Serviços, que gerou 1.548 novos postos. Na sequência aparecem Comércio (588), Construção (538) e Indústria (396). Apenas a Agropecuária registrou desempenho negativo, de -172 vagas.

A capital, São Luís, foi o município maranhense com melhor saldo em julho, com 1.453 novos postos. A cidade tem hoje um estoque de 327,3 mil empregos formais. Na sequência dos municípios com melhores desempenhos no estado aparecem Timon (225), Caxias (144), Imperatriz (142) e Bacabal (130).

As novas vagas com carteira assinada geradas em julho no Maranhão foram ocupadas, em sua maioria, por pessoas do sexo masculino, responsáveis pelo ingresso em 1.693 postos, contra 1.205 vagas ocupadas pelas mulheres. Pessoas com ensino médio completo foram as principais atendidas, com 2.674 postos. Jovens entre 18 e 24 anos formam o grupo com maior saldo de vagas no estado em julho: 1.970.

O Imparcial

Maioria do STF mantém prisão do ex-jogador Robinho

Robinho foi anunciado neste sábado pelo Santos

O Supremo Tribunal Federal (STF) formou nesta quinta-feira (28) maioria de votos contra a soltura do ex-jogador de futebol Robinho, preso no Brasil desde março do ano passado.

Robinho cumpre condenação a nove anos de prisão na Itália pelo envolvimento no estupro de uma mulher, ocorrido dentro de uma boate de Milão, em 2013.

Até o momento, seis dos onze ministros da Corte se manifestaram pela manutenção da prisão. O julgamento virtual do caso começou na semana passada e será encerrado nesta sexta-feira (29).

O STF julga um recurso da defesa contra decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que homologou a sentença da Justiça italiana e determinou a prisão imediata do ex-atleta, em março de 2024.

Os votos favoráveis à manutenção da prisão foram proferidos pelos ministros Luiz Fux, Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, André Mendonça, Cristiano Zanin e Edson Fachin.

O único voto a favor da concessão de liberdade ao ex-jogador foi proferido por Gilmar Mendes. No entendimento do ministro, a prisão de Robinho só poderia ser executada no Brasil após o fim da possibilidade de recursos contra a decisão do STJ.

Robinho está preso no complexo penitenciário de Tremembé, em São Paulo. Fonte: André Richter – Repórter da Agência Brasil

Famílias de 63 vítimas da ditadura recebem atestado de óbito corrigido

Belo Horizonte (MG), 28/08/2025 - Famílias de 63 vítimas da ditadura recebem atestado de óbito corrigido. Foto: William Dias/ALMG

“Morte não natural, violenta, causada pelo Estado brasileiro no contexto da perseguição sistemática à população, identificada como dissidente política por regime ditatorial instaurado em 1964”.

Declarações de óbitos retificadas com esse texto foram entregues, nesta quinta (28), a familiares de 63 pessoas assassinadas pela ditadura militar no Brasil (1964-1985), que haviam sido dadas como desaparecidas. A solenidade ocorreu na Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Foram entregues os documentos de pessoas nascidas, falecidas ou desaparecidas no Estado.

Confira aqui os nomes das vítimas com atestado retificado.

Assassinados

A ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo, disse que o evento foi carregado de um simbolismos e significados. “Esse ato nos diz que houve um dia em que, no nosso país, defender direitos, a liberdade, a dignidade e a cidadania era se opor aos interesses daqueles que dominavam o Estado brasileiro”, afirmou.

Belo Horizonte (MG), 28/08/2025 - Famílias de 63 vítimas da ditadura recebem atestado de óbito corrigido. Foto: Daniel Carneiro/Divulgação
Belo Horizonte (MG), 28/08/2025 – Famílias de 63 vítimas da ditadura recebem atestado de óbito corrigido. Foto: Daniel Carneiro/Divulgação

Macaé Evaristo enfatizou que a repressão matou operários, trabalhadores, intelectuais, estudantes, ativistas sociais, artistas, jornalistas, ambientalistas, humanistas, que ousaram exercer o seu papel crítico e político na vida comunitária, acadêmica e trabalhista.

“O Brasil tem profundas sequelas de períodos históricos nefandos, que vêm desde a escravização até a ditadura militar. E ainda segue hoje em muitas periferias, favelas e no campo brasileiro”, afirmou.

A ministra entende que a retificação faz parte de um processo de cura social. “Estamos vigilantes e certos de que a defesa da democracia é o único caminho possível para a proteção e defesa da dignidade humana, do livre pensamento, da pluralidade e da diversidade de ideias. Só quem vive ou é impactado pelo horror da opressão e da política do medo é quem pode medir o valor desse momento”.

Causas falsas

A presidente da comissão de mortos e desaparecidos políticos, Eugênia Gonzaga, recordou que, antes, as pessoas que morreram naquele período, vitimadas pelo Estado, tiveram certidões de óbito com causas falsas, como suicídio ou acidente automobilístico. “Outras pessoas não receberam nenhum único documento do Estado brasileiro nem satisfação”.

Depois, em 1995, 10 anos desse término formal da ditadura, quase 30 anos depois que as mortes aconteceram, o Estado não reconhece que matou, mas sim que as pessoas morreram sob pressão policial em locais de repressão. “Mas essa certidão foi um avanço. Era melhor do que nada para quem não tinha nenhum reconhecimento”.

Em 2017, houve uma alteração na legislação, mas a comissão foi interrompida em 2019, no início do governo de Jair Bolsonaro. Depois, em 30 de agosto do ano passado, foi reativada. “Um ano depois, essa comissão, fruto da luta de familiares, eu quero que os familiares recebam, juntamente com cada documento, o nosso mais sincero pedido de desculpas”, afirmou.

“Agonia indescritível”

A ministra Maria Elizabeth Rocha, do Superior Tribunal Militar, também presente na cerimônia, disse que participava do evento também como cunhada do desaparecido político Paulo Costa Ribeiro Bastos, capturado pela ditadura em 1972.

“O sofrimento de perder alguém, de desconhecer o seu paradeiro, de saber que foi flagelado e assassinado pelo regime, é uma agonia indescritível”.

Ao final do evento, familiares das vítimas testemunharam a força que o novo documento tinha para eles. Eles testemunharam que o atestado de óbito retificado não chegou a tempo de encontrar vivos avós, pais, companheiros. No entanto, descendentes jovens enfatizaram a necessidade de divulgar a violência da ditadura para o Brasil pelas redes sociais.

A militante Diva Santana, que perdeu a irmã Dinaelza, assassinada pela repressão na década de 1970, afirmou que o evento não deveria significar o fim da luta. “Essa juventude que está aí tem que reagir e lutar. Lutar em defesa da soberania do nosso país. Motivos pelos quais os nossos parentes deram suas vidas”.Fonte: Luiz Cláudio Ferreira – Repórter da Agência Brasil