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Pesquisas brasileiras avançam no diagnóstico de Alzheimer

Estudos recentes feito por cientistas brasileiros confirmaram o potencial de um exame de sangue para o diagnóstico do Alzheimer. As análises apontam o bom desempenho da proteína p-tau217 como o principal biomarcador para distinguir, por meio desse exame, indivíduos saudáveis de pessoas com a doença. O objetivo das pesquisas, apoiadas pelo Instituto Serrapilheira, é levar os estudos para o Sistema Único de Saúde (SUS) para uso em larga escala.

Segundo Eduardo Zimmer, pesquisador da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), apoiado pelo instituto, atualmente no Brasil existem dois exames capazes de identificar o Alzheimer: o exame de líquor, um procedimento invasivo no qual é feita uma punção lombar utilizando uma agulha bem fina; e o exame de imagem (tomografia). Antes disso, a única forma de detectar a possibilidade da doença era o exame clínico, normalmente feito por um neurologista que fazia diagnóstico baseado nos sintomas do paciente.

“Tanto o exame de líquor quanto a tomografia podem ser solicitados pelo médico para o diagnóstico da doença de Alzheimer assistido por biomarcadores. O problema é que quando pensamos num país como o Brasil, continental, com 160 milhões de pessoas que dependem do SUS, como vamos fazer esses exames em larga escala? Uma punção lombar necessita de infraestrutura, experiência e normalmente é o neurologista que faz. Já o exame de imagem é muito caro para usar no SUS em todo o país”, afirmou.

A pesquisa, assinada por 23 pesquisadores, incluindo oito brasileiros, analisou mais de 110 estudos sobre o tema com cerca de 30 mil pessoas, confirmando que o p-tau217 no sangue é o biomarcador mais promissor para identificar a doença de Alzheimer. Além de Zimmer, o estudo conta com Wagner Brum, aluno de doutorado e membro do grupo de pesquisa na UFRGS, como coautores.

Brasília (DF), 16/10/2025 - Eduardo Zimmer. Foto: Instituto Serrapilheira/Divulgação
Pesquisador brasileiro Eduardo Zimmer, da UFRGS, participa de estudo sobre diagnóstico do Alzheimer – Foto Instituto Serrapilheira/Divulgação

Os resultados foram obtidos em análises de 59 pacientes e os testes foram comparados com o “padrão ouro”, o exame de líquor, apresentando alto nível de confiabilidade, acima de 90%, padrão recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Segundo Zimmer, ao mesmo tempo um grupo de pesquisadores do Instituto D’Or, no Rio de Janeiro, e da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), os professores Sérgio Ferreira, Fernanda De Felice e Fernanda Tovar-Moll, devolveram um estudo praticamente igual e com os mesmos resultados.

“São duas regiões diferentes do país, com genética e características socioculturais completamente diferente e o exame funcionou muito bem”, destacou.

Atualmente, o diagnóstico precoce da doença de Alzheimer é considerado um dos principais desafios de saúde pública no mundo. De acordo com a OMS, aproximadamente 57 milhões de pessoas no mundo vivem com algum tipo de demência — dessas, pelo menos 60% têm o diagnóstico de Alzheimer. No Brasil, o Relatório Nacional sobre Demência, de 2024, estima cerca de 1,8 milhão de pessoas com a doença. A previsão é que o número pode triplicar até 2050.

Baixa escolaridade

No estudo, os cientistas identificaram que a baixa escolaridade parece acentuar mais a doença, reforçando a hipótese de que fatores socioeconômicos e educacionais impactam no envelhecimento do cérebro.

“A baixa escolaridade é um fator de risco muito importante para o declínio cognitivo, ficando acima de idade e sexo. Fizemos esse estudo no Brasil e o primeiro lugar disparado é a baixa escolaridade. No contexto biológico, a gente entende que o cérebro que é exposto a educação formal cria mais conexões. É como se a gente exercitasse o cérebro que fica mais resistente ao declínio cognitivo”, ressaltou o pesquisador.

SUS

O diagnóstico por exame de sangue já é uma realidade na rede privada. Testes realizados no exterior, como o americano PrecivityAD2, são oferecidos no Brasil a um custo que pode chegar a R$ 3,6 mil. Embora apresentem alta precisão, seu preço elevado reforça a importância de desenvolver uma alternativa nacional e gratuita.

O pesquisador explicou que, para que o exame chegue ao SUS, primeiro é preciso entender se ele vai ter a performance necessária. Em segundo lugar estabelecer a estratégia e a logística para a inclusão no SUS.

“Precisamos de várias avaliações para entender onde as análises serão feitas, quando esses exames vão ser utilizados, que população será beneficiada, se vai acelerar ou não o diagnóstico no SUS”, disse.

Entretanto, antes de chegar a essa etapa ainda há um caminho a ser percorrido, o que dificulta colocar uma estimativa dessa disponibilidade. Os resultados definitivos estarão disponíveis em cerca de dois anos. Apesar de a doença ser mais frequente em pessoas com 65 anos, serão iniciados estudos em pessoas com mais de 55 anos.

“Vamos começar os estudos com indivíduos com mais de 55 anos, porque sabemos que existe uma fase que a gente chama de pré-clínica da doença de Alzheimer, que é quando a doença começa a se instalar, mas o indivíduo ainda não tem sintomas. A ideia é conseguirmos mapear também a prevalência desses indivíduos”, acrescentou Zimmer.

De acordo com o Instituto Serrapilheira, a pesquisa foi publicada na revista Molecular Psychiatry, e os resultados foram reforçados em revisão internacional publicada em setembro, no periódico Lancet Neurology. Fonte: Flávia Albuquerque – Repórter da Agência Brasil

Câmara aprova pagamento de piso salarial dos professores para contratos temporários

A Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que garante o piso salarial de profissionais do magistério público da educação básica aos professores contratados por tempo determinado. A proposta será enviada ao Senado.

De autoria do deputado Rafael Brito (MDB-AL), o Projeto de Lei 672/25 foi aprovado nesta terça-feira (14) na forma do substitutivo da deputada Carol Dartora (PT-PR), relatora de Plenário.

Com a redação proposta, o piso será aplicável aos profissionais do magistério público da educação básica contratados por tempo determinado e com a formação mínima determinada pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB).

Segundo a lei modificada, que garante o piso, ele vale inclusive para os que exerçam atividades de suporte pedagógico à docência, como direção ou administração, planejamento, inspeção, supervisão, orientação e coordenação educacionais.

Carol Dartora afirma que a maioria dos estados já paga o piso a professores temporários, usando o Fundeb como principal fonte de custeio dessa despesa. “O projeto não implica em criação de nova despesa ou transferência indevida de encargos aos entes federativos”, declarou.

Tema na Justiça
O Supremo Tribunal Federal (STF) também analisa a aplicabilidade do piso salarial para profissionais do magistério temporários por meio do julgamento de um recurso extraordinário do governo de Pernambuco contra decisão do Tribunal de Justiça daquele estado que concedia a uma professora o direito a receber o piso.

O recurso será julgado com repercussão geral, ou seja, por haver grande número de processos da mesma natureza, a decisão será aplicada a todos os casos.

Correção na lei do piso dos professores

A relatora, deputada Carol Dartora, afirmou que a proposta corrige uma lacuna na lei do Piso Nacional do Magistério. “Em muitos casos, os professores estão sendo contratados de forma temporária, mas atuam por período prolongado”, disse ela, ao citar que 43,6% dos docentes temporários atuam há pelo menos 11 anos como professor. “Ninguém se forma para ser professor temporário, mas pra ser professor”, ressaltou.

Segundo a relatora, isso ocorre porque é mais barato para as redes contratar temporários. Atualmente, há 51,6% de professores temporários e 46,5% de efetivos nas redes de ensino.

Carol Dartora afirmou que, como professora temporária, foi impedida de participar do cotidiano da escola. “Muitas vezes, o professor não tem condições de desenvolver vínculos na escola, com os estudantes. Quando não há vínculo, não há aprendizado”, disse, ao criticar a precarização dessa atividade.

O líder do governo, deputado José Guimarães (PT-CE), disse que participou de reuniões com ministros de diferentes pastas para viabilizar a proposta. “O governo vai encaminhar o voto favorável como forma de homenagear os professores”, declarou.

Debate em Plenário
O deputado Tarcísio Motta (Psol-RJ) afirmou que governos usam a ideia de professor temporário para economizar recursos às custas da qualidade da educação. “Como ele recebe menos, tem de dar aula em vários lugares, não consegue dar atenção necessária para aquelas crianças, jovens e adultos. Os estudantes sofrem, e o governo economiza dinheiro”, criticou.

Porém, o deputado Luiz Lima (Novo-RJ) avaliou que é impossível, de uma hora para outra, igualar os salários de professores temporários e concursados. “Isso é uma ideia fictícia, romântica e impraticável. Os municípios mais pobres vão entrar na Justiça e vão ganhar”, afirmou.

Para o deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB), ainda falta resolver o pagamento do piso nacional dos professores efetivos, antes de estabelecer a mesma medida para os temporários.

Por Agência Câmara de Notícias

Diretor da UPA de Codó está envolvendo a empresa EMSERH e o governador em um grande escândalo.

O atual diretor da UPA de Codó, Pedro Neres, filho do ex-prefeito de Codó, Dr. José Francisco, pode acabar envolvido em uma grande polêmica que ele próprio ajudou a criar. Conhecido por fazer fortes denúncias sobre supostos esquemas de Rachadinha ocorridos na unidade de saúde durante a gestão da direção passada, Neres agora vê o cenário se voltar contra si, após surgirem indícios de que plantões inexistentes estão sendo colocados na folha de pagamento sem que de fato tenha acontecido como mostra o áudio deste funcionário abaixo que é ligado ao próprio diretor, Pedro Neres.

DENÚNCIAS DE NERES PODEM COMPLICÁ-LO

Segundo denúncias feitas por Pedro Neres em suas redes sociais e em parte da mídia local, o ex-vereador Leonel Filho que tinha sua esposa como diretora da unidade até ao ano passado, era conivente com a prática de Rachadinha entre alguns servidores. Dentre eles, a própria sobrinha de Leonel Filho, Camila Araújo. Porém, o que Pedro Neres esquece de explicar é que, a UPA em si, não pode e nem tem autonomia para colocar acréscimos em salários de nenhum servidor, e que suas denúncias podem, inclusive gerar uma grande investigação e colocá-lo numa verdadeira “SAIA JUSTA”

O QUE DIZ A EMPRESA EMSERH ?

A empresa EMSERH que é uma das empresas que administra as unidades de saúde no governo do Maranhão, precisa rever com urgência essas denúncias de Pedro Neres,  filho do ex-prefeito de Codó. São denúncias que colocam em xeque exatamente a atual administração que é o próprio, Pedro Neres. Procurada pelo PORTALDODESA, a empresa EMSERH não disse nada até o fechamento da matéria, mas temos informações de que a referida empresa já mandou chamar o diretor da UPA de Codó, Pedro Neres, para que ele se cale porque uma merda poderá ser jogada no ventilador por ele mesmo e chegar prejudicar o governador Carlos Brandão.

O QUE DIZ A SOBRINHA DE LEONEL FILHO.

O PORTALDODESA esteve em conversa com a enfermeira Camila Araújo, sobrinha de Leonel Filho. Segundo ela, nenhuma das denúncias de Pedro Neres tem fundamento. Confira trechos do que ela disse ao site PORTALDODESA. “Esses valores que ele diz que eu ganhava e mostrou planilhas, é o valor que está no portal da transparência e ele sabe disso. Quem coloca esses valores é a empresa EMSERH, eu nunca ganhei esse valor, vou mostrar aqui os proventos que caiam na minha conta. Se a empresa EMSERH colocava esse valor deve ser de fato investigado para saber porque isso acontece” disse a enfermeira.

Camila Araújo disse ainda que Pedro Neres não tem conhecimento de como funciona a direção da unidade e, por essa razão abre a boca para falar asneiras. “Agora todos querem saber como eu estou no portal da transparência ganhando quase oito mil e na minha conta caia apenas a metade desse valor como mostra aí meus proventos na minha própria conta” concluiu ela.

Confira os valores que eram pagos a sobrinha de Leonel Filho:

Fonte> Portal do de Sá

 

Jundiaí confirma uma morte causada pela intoxicação por metanol

Brasília (DF), 04/10/2025 –Pesquisas de universidades públicas promovem detecção de metanol.
Foto: UFPR/Divulgação

A prefeitura de Jundiaí, no interior paulista, confirmou nesta quarta-feira (15) a morte de uma pessoa no município causada pela intoxicação por metanol após consumo de bebida alcoólica. 

“O caso confirmado refere-se a um paciente que foi internado no dia 3 de outubro, após apresentar sintomas compatíveis com intoxicação, e teve a presença de metanol confirmada em exame”, disse a prefeitura, em nota.

Com a morte em Jundiaí, o estado de São Paulo contabiliza seis mortes decorrentes do consumo do metanol: três registradas na capital, uma em São Bernardo do Campo, uma em Osasco, e uma em Jundiaí.

Segundo dados do governo paulista, foram confirmados, até esta segunda-feira (13), 28 casos de intoxicação no estado. Ainda há outros 100 em investigação. O estado de Pernambuco registrou duas mortes por intoxicação de metanol.

De acordo com a Polícia Civil de São Paulo, 57 pessoas foram presas, desde o início do ano, em razão da venda de bebida alcoólica adulterada. Só nesta terça (14), seis pessoas foram detidas durante operação de combate à falsificação e adulteração de bebidas com metanol.

 

arte-metanol
arte-metanol – Arte/Agência Brasil Fonte: Bruno Bocchini – Repórter da Agência Brasil

STF suspende leis que proibiram ensino de gênero nas escolas

Rio de Janeiro (RJ), 04/06/2025 – Alunos em sala de aula no Centro Integrado de Educação Pública (CIEP) 001, no Catete, na zona sul da capital fluminense. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira (15) suspender leis que proibiram o ensino de matérias sobre identidade de gênero e orientação sexual nos municípios de Tubarão (SC), Petrolina e Garanhuns, em Pernambuco. 

A decisão foi tomada a partir do julgamento de duas ações protocoladas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e pelo PSOL.

As leis municipais vetaram o ensino de gênero em disciplinas obrigatórias, em materiais didáticos e nos espaços escolares. Além disso, a lei de Petrolina ainda proibiu a permanência de livros sobre o tema nas bibliotecas das escolas do município.

Votos

Durante o julgamento, o ministro Alexandre de Moraes defendeu o combate ao discurso de ódio contra a população LGBTIQIA+ e disse que a educação contra discriminação deve ser incentivada.

“Ninguém defende que não se deva preservar a infância, mas preservar a infância não significa esconder a realidade, omitir informações sérias e corretas sobre identidade de gênero”, disse.

O ministro Flávio Dino disse que a cultura da sociedade mudou e não existe somente o modelo de “família tradicional”. Dino também argumentou que somente uma lei federal pode tratar de assuntos ligados à educação.

“O ato de ensinar e aprender é submetido a uma lei, que é a LDB [Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional], argumentou.

Nunes Marques também acompanhou a maioria para suspender as leis, mas ponderou que é necessário que a exposição do tema ocorra conforme a idade dos alunos.

“Preservar a infância não é conservadorismo. É reconhecer que toda liberdade genuína nasce da maturidade e que apressar esse processo significa limitar a liberdade futura do adulto que essa criança se tornará”, completou.

LGBTIQIA+

O Grupo Arco-Íris, um dos principais grupos do movimento LGBTIQIA+, participou do julgamento e citou que o impedimento do ensino de gênero nas escolas tem sido recorrente em diversos estados e municípios.

O advogado Carlos Nicodemos afirmou que a Constituição e normas internacionais garantem que toda pessoa tem direito de ser protegida contra qualquer tipo de discriminação.

“É necessário, hoje, no dia 15 de outubro, Dia do Professor, debater a criação de leis municipais que tentam afetar a liberdade de cátedra na construção de um olhar diverso, plural e inclusivo da educação”, comentou.  Fonte: André Richter – Repórter da Agência Brasil

Mudanças no BPC buscam estímulo ao emprego, diz ministro

Brasília (DF) 15/10/2025 - O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, dá entrevista ao programa Bom Dia, Ministro  Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome e o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) publicaram esta semana portaria conjunta que atualiza as normas do Benefício de Prestação Continuada (BPC).

Entre as novidades está a possibilidade de manutenção do benefício mesmo em caso de variação da renda familiar per capita – o BPC continuará sendo pago sempre que a renda do último mês analisado ou a média dos últimos 12 meses permanecer igual ou inferior a um quarto do salário mínimo.

Outro ponto importante é a conversão automática do BPC em auxílio-inclusão. Sempre que o INSS identificar que a pessoa com deficiência ingressou no mercado de trabalho, com remuneração de até dois salários mínimos, o benefício será convertido de forma imediata, sem necessidade de novo requerimento.

Em entrevista a emissoras de rádio durante o programa Bom Dia, Ministro, produzido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC), o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias, comentou as mudanças.

“A gente está trabalhando o estímulo ao emprego das pessoas do BPC. Para garantir essa condição”, explicou. “Quando elas perdiam o emprego, voltavam para uma fila de perícia. Agora não. Está no BPC, conseguiu o emprego, ganha até dois salários [mínimos], ela recebe metade do BPC mais o salário.”

“Quando ela perde o emprego, automaticamente, ela volta para o BPC”, disse. “A perícia é um problema nosso. A gente, inclusive, cruza os dados dela com o CNIS [Cadastro Nacional de Informações Sociais]. Isso dá um resultado excelente”, concluiu o ministro.

Entenda

O BPC, previsto na Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS), garante um salário mínimo por mês ao idoso com idade igual ou superior a 65 anos ou à pessoa com deficiência de qualquer idade.

No caso da pessoa com deficiência, a condição tem de causar impedimentos de natureza física, mental, intelectual ou sensorial de longo prazo (com efeitos por, pelo menos, dois anos), que a impossibilite de participar de forma plena e efetiva na sociedade, em igualdade de condições com os demais.

O ministério reforça que o BPC não é aposentadoria e que, para ter direito a ele, não é preciso ter contribuído para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Diferentemente dos benefícios previdenciários, o BPC não paga décimo terceiro salário e não deixa pensão por morte. Fonte: Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil

Vendas no comércio crescem 0,2% em agosto, após quatro meses de queda

comércio varejista

As vendas no comércio cresceram 0,2% na passagem de julho para agosto, interrompendo quatro meses seguidos de queda. Já em relação ao mesmo período do ano passado, houve alta de 0,4%.

Os dados fazem parte da Pesquisa Mensal de Comércio, divulgada nesta quarta-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia (IBGE).

Apesar de o desempenho do setor ter ficado no terreno positivo, o IBGE considera o movimento como estabilidade, por ser menor que 0,5%. De acordo com o gerente da pesquisa, Cristiano Santos, “a novidade é que parou de cair” e não representa uma “virada de chave” em relação aos quatro meses anteriores.

Com o resultado, o setor fica 0,7% abaixo do ponto mais alto já registrado (março de 2025) e 9,4% acima do patamar pré-pandemia de covid-19 (fevereiro de 2020).

Em 12 meses, o comércio varejista soma crescimento de 2,2%. Apesar de positivo, o dado acumulado mostra tendência de desaceleração desde dezembro de 2024, quando chegou a marcar 4,1%.

Setores

O IBGE mostra que cinco dos oito segmentos pesquisados apresentaram alta na passagem de julho para agosto:

– Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação: 4,9%

– Tecidos, vestuário e calçados: 1%

– Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria: 0,7%

– Móveis e eletrodomésticos: 0,4%

– Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo: 0,4%

– Livros, jornais, revistas e papelaria: -2,1%

– Combustíveis e lubrificantes: -0,6%

– Outros artigos de uso pessoal e doméstico: -0,5%

Cristiano Santos explica que o desempenho do setor de equipamentos e material para escritório, informática e comunicação foi influenciado positivamente pela desvalorização do dólar ante o real, que deixa produtos com componentes importados mais baratos no Brasil.

No segmento de calçados, as vendas receberam efeitos positivos do Dia dos Pais.

Um dos fatores que ajudaram no desempenho de julho para agosto foi a inflação, segundo Santos, que ficou negativa em agosto (-0,11%).

Santos destaca ainda que, apesar dos juros altos, que encarecem o crédito, houve aumento no volume de empréstimos para pessoas físicas (+1,5% ante julho), o que favorece o consumo.

Atacado

No comércio varejista ampliado, que inclui atividades de atacado ─ veículos, motos, partes e peças; material de construção; e produtos alimentícios, bebidas e fumo ─ as vendas cresceram 0,9% de julho para agosto e sobem 0,7% no acumulado de 12 meses.

A pesquisa do IBGE representa um conjunto de 6.770 empresas em todo o país. De acordo com Cristiano Santos, o levantamento não identifica efeitos aparentes do tarifaço americano, que encarece alguns produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos.

Conjunto da economia

A Pesquisa Mensal de Comércio é a terceira divulgação de três levantamentos conjunturais divulgados mensalmente pelo IBGE. Nos últimos dias, o instituto revelou que o país apresentou alta de 0,1% nos serviços, ampliando recorde do setor, e a indústria cresceu 0,8% em agosto, interrompendo quatro meses seguidos sem crescimento.  Fonte: Bruno de Freitas Moura – Repórter da Agência Brasil

Lula confirma reunião com EUA na quinta para negociar tarifaço

Brasília (DF), 30/07/2025 - O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados e U.S. Department of State

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou uma reunião entre Brasil e Estados Unidos, nesta quinta-feira (16), sobre a taxação extra aos produtos brasileiros exportados para aquele país.

Este será o primeiro encontro entre as autoridades dos dois países após a conversa entre Lula e o presidente Donald Trump, no início deste mês.

“Não pintou química, pintou uma indústria petroquímica”, disse Lula, nesta quarta-feira (15), ao comentar a videoconferência realizada na semana passada com o estadunidense.

Ele brincou com a fala de Trump sobre “a química excelente” entre os dois na ocasião em que se encontraram rapidamente nos bastidores da Assembleia Geral das Nações Unidas, em setembro.

“Amanhã nós vamos ter a conversa de negociação”, contou Lula em evento no Rio de Janeiro.

Após a química nas Nações Unidas e a conversa por telefone, Trump designou o secretário de Estado Marco Rubio para dar sequência às negociações. Rubio, então, convidou o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, para liderar uma delegação brasileira a Washington.

Reunião

Vieira desembarcou nesta terça-feira (14) na capital dos Estados Unidos para a agenda de trabalho.

Em entrevista recente, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que o Brasil vai oferecer os melhores argumentos econômicos para os Estados Unidos, para reverter o tarifaço ao Brasil.

O principal deles, segundo o ministro, é que a medida está encarecendo a vida do povo estadunidense.

Haddad lembrou ainda que os Estados Unidos já têm superávit comercial em relação ao Brasil e muitas oportunidades de investimento no país, sobretudo voltado para transformação ecológica, terras raras, minerais críticos, energia limpa, eólica e solar.

Tarifaço

O tarifaço imposto ao Brasil faz parte da nova política da Casa Branca, inaugurada pelo presidente Donald Trump, de elevar as tarifas contra parceiros comerciais na tentativa de reverter a relativa perda de competitividade da economia dos Estados Unidos para a China nas últimas décadas.

No dia 2 de abril, Trump impôs barreiras alfandegárias a países de acordo com o tamanho do déficit que os Estados Unidos têm com cada nação. Como os EUA têm superávit com o Brasil, na ocasião, foi imposta a taxa mais baixa, de 10%.

Porém, em 6 de agosto, entrou em vigor uma tarifa adicional de 40% contra o Brasil em retaliação a decisões que, segundo Trump, prejudicariam as big techs estadunidenses e em resposta ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado por liderar uma tentativa de golpe de Estado após perder as eleições de 2022.

Entre os produtos tarifados pelos Estados Unidos estão café, frutas e carnes. Ficaram de fora da primeira lista cerca de 700 itens (45% das exportações do Brasil aos EUA) como suco e polpa de laranja, combustíveis, minérios, fertilizantes e aeronaves civis, incluindo seus motores, peças e componentes.

Depois, outros produtos também foram liberados das tarifas adicionais.

Fonte: Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil

Defesa pede soltura de acusado de envenenar 10 pessoas no PI; laudo mostra substância no organismo dele

Francisco de Assis Pereira da Costa, réu pelo envenenamento de 10 pessoas no Piauí — Foto: Reprodução/TV Clube

A defesa de Francisco de Assis da Costa Pereiraréu pelo envenenamento de 10 pessoas no Piauí, pediu a revogação da prisão dele na segunda-feira (13) ao apontar o laudo pericial que comprova a presença da substância terbufós no organismo de Francisco.

Segundo o advogado do réu, Herbert Assunção, o exame atesta que Francisco também foi vítima de envenenamento. Ele está preso desde 8 de janeiro, ao lado da esposa e corré Maria dos Aflitos Silva, e aguarda a Justiça decidir se irá ou não a júri popular.

O advogado afirmou que o laudo já existia no processo e alegou que a Polícia Civil e o Ministério Público omitiram a informação para “incriminar Francisco em relação aos fatos”.

“Na concepção da defesa, houve uma tentativa de alteração dos fatos. A gente entende que o laudo, como prova técnica, comprova que Francisco foi vítima de Maria dos Aflitos”, disse Herbert.

 

“Não há nenhuma prova concreta de que foi Francisco quem colocou o veneno, mas as evidências levam à Maria dos Aflitos, mesmo que ele fosse apaixonado por ela e quisesse protegê-la e não incriminá-la”, comentou o advogado.

Polícia se manifesta

 

Ao g1, a Polícia Civil afirmou que a própria investigação anexou o laudo ao inquérito e, segundo a perícia criminal, o órgão acredita que Francisco sofreu uma contaminação cruzada por meio da pele.

“O terbufós é um veneno tão forte que o contato dele com a pele já deixa vestígios no exame. A gente acredita que ele foi contaminado de forma cutânea, e essa contaminação apresenta uma sintomatologia diferente”, explicou o delegado Abimael Silva, responsável por indiciar o réu.

“Todas as vítimas do envenenamento que morreram tiveram sintomas entre 30 e 40 minutos, mas o Francisco apresentou sintomas quatro horas depois”, completou o delegado.

 

Abimael lembrou que os parentes e vizinhos de Maria Jocilene Silva, envenenada duas vezes, também foram contaminados ao terem contato com o suor dela no dia em que ela morreu. De acordo com o delegado, isso acontece devido à toxicidade da substância.

g1 também procurou o Ministério Público e aguarda um posicionamento do órgão sobre as alegações da defesa.

Relembre o caso

 

Francisco de Assis e Maria dos Aflitos são acusados de envenenarem 10 pessoas — oito familiares, uma vizinha e o filho dela — em Parnaíba, no litoral do Piauí. Eles tiveram as prisões mantidas na audiência de instrução e julgamento, ocorrida em 5 de setembro.

Eles são réus por 11 crimes — oito homicídios qualificados e três tentativas de homicídio qualificado. A Justiça vai determinar se eles irão a júri popular, mas ainda não há prazo para a decisão.

Dessas vítimas, oito morreram entre agosto de 2024 e janeiro de 2025. Veja quem são todas abaixo:

  1. Manoel Leandro da Silva, de 18 anos (filho de Maria dos Aflitos e enteado de Francisco de Assis) – morto;
  2. Francisca Maria da Silva, de 32 anos (filho de Maria dos Aflitos e enteado de Francisco de Assis) – morta;
  3. Ulisses Gabriel da Silva, de 8 anos (filho de Francisca Maria) – morto;
  4. João Miguel da Silva, de 7 anos (filho de Francisca Maria) – morto;
  5. Maria Gabriela da Silva, de 4 anos (filha de Francisca Maria) – morta;
  6. Lauane da Silva, de 3 anos (filha de Francisca Maria) – morta;
  7. Igno Davi da Silva, de 1 ano e 8 meses (filho de Francisca Maria) – morto;
  8. Maria Jocilene da Silva, de 32 anos, (ex-nora de Maria dos Aflitos) – recebeu alta, voltou a ser hospitalizada 20 dias depois e morreu;
  9. Uma adolescente de 17 anos (irmã de Manoel e Francisca Maria) – recebeu alta;
  10. Um menino de 11 anos (filho de Maria Jocilene) – recebeu alta. Fonte: G1-PI