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Bolsonaro anuncia filósofo colombiano como ministro da Educação

O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), anunciou o colombiano naturalizado brasileiro Ricardo Vélez Rodriguez como ministro da Educação do futuro governo. O anúncio foi feito por ele pelas redes sociais. “Gostaria de comunicar a todos a indicação de Ricardo Vélez Rodríguez, filósofo autor de mais de 30 obras, atualmente professor emérito da Escola de Comando e Estado Maior do Exército, para o cargo de ministro da Educação”, disse Bolsonaro.

“Vélez é professor de filosofia, mestre em pensamento brasileiro pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio de Janeiro, doutor em pensamento luso-brasileiro pela Universidade Gama Filho, pós-doutor pelo Centro de Pesquisas Políticas Raymond Aron, Paris, com ampla experiência docente e gestora”, afirmou o presidente eleito.

Rodriguez foi chamado às pressas de Juiz de Fora (MG) para conversar com Bolsonaro após reação de evangélicos ao vazamento, na quarta (21), de que Mozart Ramos, diretor do Instituto Ayrton Senna, havia aceitado convite de Bolsonaro. Durante o dia, Bolsonaro afirmou que o procurador Guilherme Schelb era um dos cotados para a vaga. Eles chegaram a se reunir na Granja do Torto nesta quinta, criando expectativa de que seria anunciado.

Indicado como ministro da Educação, Rodríguez é formado em filosofia pela Universidade Pontifícia Javeriana e em teologia pelo Seminário Conciliar de Bogotá. Hoje é professor associado da Universidade Federal de Juiz de Fora (MG). Nascido em 1943, ele é autor de livros como “A Grande Mentira – Lula e o Patrimonialismo Petista” (Vide Editorial). A sinopse do título diz: “O PT conseguiu potencializar as raízes da violência, que já estavam presentes na formação patrimonialista do nosso Estado e que se reforçaram com o narcotráfico, mediante a disseminação ao longo dos últimos treze anos, de uma perniciosa ideologia que já vinha inspirando a ação política do Partido dos Trabalhadores: a “revolução cultural gramsciana””.

A escolha de Rodríguez contou com o respaldo do escritor Olavo de Carvalho que, em outubro, publicou nas redes sociais que era o colombiano quem deveria assumir a Educação. Ele também é apoiado pelos filhos políticos do eleito, em especial do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), que acompanhou a conversa.

O anúncio agradou integrantes da bancada evangélica, para os quais o novo ministro tem um perfil não associado à esquerda. “É um excelente nome. A expectativa é de que ele coloque a educação brasileira nos trilhos e que dê prioridade ao direito constitucional da família de educar”, disse o deputado federal Sóstenes Cavalcante (DEM-RJ), para quem o colombiano impedirá que “a esquerda continue manipulando a educação”.

O futuro ministro foi recebido na tarde desta quinta por Bolsonaro, na Granja do Torto. Esta foi a primeira vez que eles se encontraram. O general Augusto Heleno, que chefiará o GSI (Gabinete de Segurança Institucional), também estava presente. O nome do professor já estava cotado para assumir o ministério desde a campanha. Ele foi procurado por assessores de Bolsonaro na tarde de quarta, depois que a bancada evangélica vetou o nome de Mozart.

Nos bastidores do governo de transição, o nome de Rodriguez já era visto como favorito, mas Bolsonaro também procurou Schelb para fazer um aceno à bancada evangélica, que o apoiou durante a campanha e se sentiu desprestigiada com as indicações ministeriais. O procurador era ainda defendido pelo pastor Silas Malafaia, amigo do eleito. A decisão saiu no início da noite, quando o presidente eleito já se preparava para sair de casa para ir ao casamento de seu futuro chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni.

O eleito também conversou nesta quinta com o senador eleito Izalci Lucas (PSDB-DF), indicado pela bancada evangélica para o MEC. Ainda não foi definido pelo governo de transição qual a estrutura do ministério que será assumido por Rodríguez. A equipe ainda decide se vai unificar a pasta com Cultura e Educação e se Ensino Superior ficará com o MEC ou com Ciência e Tecnologia, que será comandado pelo astronauta Marcos Pontes.

BLOG
Em seu blog, Rodriguez havia escrito um post, com o título Um Roteiro para o MEC, no dia 7 de novembro, em que afirma que já havia sido indicado para o ministério e que havia aceitado a indicação. De acordo com o texto, ele diz que seu nome foi indicado pelo escritor Olavo de Carvalho, pensador conservador que é um dos gurus do bolsonarismo. “Amigos, escrevo como docente que, através das vozes de algumas pessoas ligadas à educação e à cultura (dentre as quais se destaca o professor e amigo Olavo de Carvalho), fui indicado para a possível escolha, pelo Senhor Presidente eleito Jair Bolsonaro, como ministro da Educação.”

No mesmo post, Rodriguez faz críticas ao modelo de gestão que teria se implantado no MEC, à “doutrinação de índole cientificista e enquistada na ideologia marxista, travestida de “revolução cultural gramsciana” e à educação de gênero. O futuro ministro da Educação critica também o Enem. “Na linha dos pré-candidatos ao cargo de ministro da Educação foram aparecendo, ao longo das últimas semanas, propostas identificadas, uma delas, com a perpetuação da atual burocracia gramsciana que elaborou, no INEP, as complicadas provas do Enem, entendidas mais como instrumentos de ideologização do que como meios sensatos para auferir a capacitação dos jovens no sistema de ensino.”

As críticas de Rodriguez ao Enem e ao Inep, órgão do do MEC responsável pela prova, encontram eco nas críticas feitas pelo próprio Bolsonaro. Logo após a realização da primeiro dia de provas deste ano, o presidente eleito criticou uma questão da prova que tratava do “dialeto secreto” utilizado por gays e travestis e disse que sua gestão no MEC “não tratará de assuntos dessa forma”. Na mesma semana, em vídeo publicado na internet, Bolsonaro afirmou que em seu governo “vai tomar conhecimento da prova antes” da realização do Enem pelos estudantes, medida que confronta critérios técnicos e de segurança do exame.

REPERCUSSÃO
Especialistas ouvidos pela reportagem dizem que Rodríguez é pouco conhecido entre entidades que trabalham com educação, e a falta de experiência em gestão no setor público será um obstáculo adicional. Segundo Priscila Cruz, presidente executiva do movimento Todos pela Educação, ele terá pouco tempo para montar um diagnóstico e estabelecer que tipo de política vai priorizar.

“Não o conhecia, mas, pelo que pude ver, é uma pessoa que tem um alinhamento ideológico com o presidente eleito. É um acadêmico, o que é bom de um lado, mas não tem experiência em gestão pública. Isso coloca para ele um desafio profissional em muito pouco tempo, pois ele tem um mês para entender a estrutura do MEC e definir muita coisa”, afirma.

Segundo Priscila, o que a área demanda no país seria mais claro para quem já teve vivência na gestão educacional, seja na esfera federal, estadual ou municipal. “O fato de o futuro ministro não ter essa proximidade com a gestão coloca uma pressão adicional sobre ele.”

“Ele é uma pessoa da teologia, que nunca gerenciou nada no setor público e que terá que administrar um dos maiores orçamentos da União”, disse Claudia Costin, diretora do Centro de Excelência e Inovação em Políticas Educacionais da FGV e ex-diretora de educação do Banco Mundial. Segundo ela, Rodríguez é um intelectual, que até pode ter atuação com a educação superior, mas que não tem experiência com o ensino fundamental e a educação de base.

“Ele está distante em qualquer aspecto da gestão educacional, e há um risco de uma pessoa que não entenda da área querer modificar vários avanços, que, mesmo lentos, ocorreram nos últimos anos. Há um risco de se querer jogar a criança com a água do banho.” Para Costin, o Brasil tem educação de baixa qualidade devido a razões históricas, que precisam ser entendidas e levadas em consideração. Ela cita como exemplo o fato de o país ter sido o último a universalizar o acesso ao ensino fundamental.

“Como a escolaridade dos pais tem forte influência no sucesso educacional dos filhos, ocorreram impactos no aprendizado das crianças. Apesar disso, algumas ações foram iniciadas para tentar tentar modificar esse panorama, como a criação da base comum curricular”, diz. O sociólogo Simon Schwartzman afirmou ter pouco a comentar sobre Rodriguez. “Sei que ele é um filósofo, mas em matéria de educação não tenho conhecimento sobre ele ter experiência. Sei das posições ideológicas dele, mas acho que experiência em gestão pública não tem”, disse.

ENTRAVE
O anúncio do novo ministro da Educação ocorre um dia após a reação da bancada evangélica à indicação do educador Mozart Ramos, diretor do Instituto Ayrton Senna. Mozart é tido como moderado entre funcionários do ministério, mas para os evangélicos não seria alinhado com o Escola sem Partido, bandeira de campanha de Bolsonaro.

Nesta quinta, uma reunião entre Mozart e o presidente eleito foi cancelada. Com a pressão por uma desistência do educador, o colombiano Ricardo Vélez Rodriguez havia sido chamado às pressas de Juiz de Fora (MG) para conversar com Bolsonaro. O nome do professor já circulava entre os cotados para o Ministério da Educação.

Durante o dia, Bolsonaro havia se reunido com o procurador Guilherme Schelb, que também é evangélico. Ligado ao pastor Silas Malafaia, a possível indicação de Schelb havia agradado à bancada evangélica.

A escolha de Rodriguez chama atenção pelo fato de ter nascido na Colômbia. Porém, de acordo com o artigo 87 da Constituição, que dispõe sobre a escolha dos nomes para o primeiro escalão do Executivo federal, “os ministros de Estado serão escolhidos dentre brasileiros maiores de 21 anos e no exercício dos direitos políticos”.Por brasileiros entende-se tanto os natos como os naturalizados. Somente o Ministério da Defesa requer que o titular seja nascido no Brasil. Rodriguez se naturalizou brasileiro em 1997.

Os cargos que precisam ser ocupados exclusivamente por brasileiros natos são o de presidente e vice-residente da República, de presidente da Câmara e do Senado, de ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), de diplomata e de oficial das Forças Armadas.

Fonte: Folhapress

Black Friday 2018: otimismo nas vendas persiste, apesar de esbarrar em descontos e logística

Consumidor ainda tem desconfiança com os descontos da Black Friday, mas organizadores estão otimistas com as vendas – Foto: Divulgação
A Black Friday, que começou oficialmente à 0h desta sexta-feira (23), vem com previsão de aumento de vendas apoiado na retomada da economia e no esforço do varejo em dar credibilidade à data de promoções, que entra em sua 9ª edição.

Projeções da Ebit|Nielsen, empresa global de mensuração e análise de dados, trazem alta de 15% no faturamento do comércio eletrônico em relação à edição do ano passado, chegando a R$ 2,43 bilhões.

Já para Ricardo Bove, idealizador do evento no Brasil e diretor do www.blackfriday.com.br, o crescimento deverá ser de 19%, devendo ultrapassar os R$ 2,5 bilhões.

“A gente vem de uma recessão histórica de dois anos e houve a finalização do processo eleitoral. Essa projeção de aumento nas vendas poderia ser até maior se a conjuntura econômica e política estivesse melhor”, diz Bove.

Para o fundador do evento, a Black Friday ainda está muito atrelada ao comércio eletrônico, com 80% das vendas sendo feitas no ambiente online, mas o crescimento do e-commerce ainda está amadurecendo no Brasil. “O crescimento das vendas continua acontecendo, até 2015 ele praticamente dobrou em termos de valores absolutos”, diz.

Faturamento da Black Friday, segundo Ebit

Para Bove, os consumidores estavam represando compras porque não sabiam o que ia acontecer na eleição, “mas com a definição saiu o medo e veio a vontade de consumir”.

De acordo com Pedro Guiasti, CEO da Ebit|Nielsen, pesquisa feita entre agosto e setembro mostrou aumento de 8 pontos percentuais superior a 2017 na intenção de compra via web para a Black Friday.

“O que deixa mais confiante é que neste ano devemos ter algo como 5 milhões de novos consumidores virtuais, para chegar em 2018 a 60 milhões de e-consumidores, e assim são mais pessoas comprando na Black Friday”, afirma.

Segundo Guasti, 88% dos consumidores virtuais têm a intenção de comprar na Black Friday deste ano, o que para ele “é muito positivo”.

“A expectativa de compra de smartphone é maior que no ano passado tanto como intenção de compra como de gasto, isso faz com que nossa estimativa de aumento de compras e faturamento seja 15% maior”, explica o CEO da Ebit|Nielsen.

Desconfiança ainda persiste
Apesar do otimismo dos organizadores, pesquisas feitas ao longo deste ano apontam que parte dos consumidores reluta em comprar na Black Friday porque desconfia da veracidade dos descontos oferecidos pelo varejo.

Um levantamento do site Reclame Aqui feito na segunda quinzena de outubro mostrou que, para 51% dos entrevistados, a data de descontos é pouco ou nada confiável. Apenas 2,8% acham muito confiável. Outra pesquisa do Google de julho revela que, para 37% dos participantes, a confiança nas promoções ainda é o principal motivo para não participar da Black Friday.

Guasti assegura que essa desconfiança vem diminuindo. Segundo ele, entre os 12% que não pretendem comprar, de acordo com a pesquisa do Ebit-Nielsen, 35% responderam que não acreditam nos descontos. Em 2017 esse número era de 38%, e em 2016 chegou a 41%. “Mas 88% ainda pretendem comprar porque acreditam nos descontos”, diz.

Segundo sites que recebem reclamações de consumidores, como o Reclame Aqui e o Procon, a propaganda enganosa tem sido a principal queixa nos últimos anos.

Promoções na Black Friday em Goiânia, Goiás – Foto: Thalles Pereira/G1
Esse problema recorrente inclui a maquiagem de preços, que levou os consumidores a apelidarem o evento de “Black Fraude” nas edições anteriores. A prática da maquiagem, também conhecida como “metade do dobro”, consiste em aumentar os preços antes da data do evento para depois baixá-los e nomeá-los como “superdescontos”. A propaganda enganosa também inclui a diferença dos preços anunciados no momento da compra e na hora do pagamento do pedido.

O Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), do Ministério da Justiça, está investigando possível aumento de preços no período que antecedia a Black Friday do ano passado. Essa alta pode indicar que boa parte dos descontos anunciados nos sites dessas lojas não representa, de fato, redução.

Bove afirma que os produtos com preços “maquiados” foram muito citados nas edições de 2012 e 2013. “Isso aconteceu quando o varejo não estava preparado para lidar com aquela demanda toda. Agora eles se preparam com antecedência”, diz.

De acordo com Guasti, o planejamento para a data começa já em março e inclui a negociação com os fornecedores para conseguir melhores preços, investimento em tecnologia e reforço de equipe para trabalhar no processo operacional desde o atendimento até o empacotamento do produto.

O fundador da Black Friday diz que algumas redes varejistas chegam a negociar 6 meses antes com os fornecedores. “A gente vê que quase 90% das pessoas que compraram na Black Friday do ano passado ficaram satisfeitas, e 94% delas pesquisaram antes”, defende Bove.

De acordo com Guasti, as lojas e as associações de e-commerce vêm trabalhando para aumentar a credibilidade da data. Uma das iniciativas foi o lançamento de uma cartilha trazendo as boas práticas que o varejo deve ter durante as promoções. Uma das práticas é colocar em destaque os produtos em oferta e incentivar os consumidores a utilizar ferramentas para acompanhar a evolução dos preços.

Bove afirma que os varejistas online divulgam as promoções de duas formas – ou colocam no ar um site só com ofertas da Black Friday ou as promoções vêm com um selo Black Friday. “A maioria traz as duas opções. A marcação de ofertas tem sido muito melhor de dois anos para cá”, afirma.

Descontos e ticket médio

Black Friday em shopping de Macapá, Amapá, no ano passado – Foto: Jéssica Alves/G1
Os descontos dados na Black Friday dependem do valor do produto. Como os mais buscados são os smartphones e os eletroeletrônicos, que representam 60% das vendas, o desconto costuma ser de até 20%. “Os produtos mais buscados são mais caros, então atingir percentual de 20% de desconto numa geladeira é mais relevante do que numa camiseta, por exemplo”, diz Bove.

Segundo ele, o percentual de desconto não é o mais importante, e sim o valor que será pago no final. Bove informa que o ticket médio na Black Friday costuma ser em média 30% acima de um dia normal de vendas devido à compra de produtos mais caros, como smartphones, smart TVs e eletrodomésticos, os campeões de vendas.

“O consumidor precisa entender que nos EUA a data de promoções se trata de queima de estoque para poder comprar novos estoques para o Natal. No Brasil não é só isso, os varejistas decidem com os fabricantes o que vai ter desconto e, no caso dos eletrônicos, dificilmente você vai conseguir grandes descontos em lançamentos, mas sim no que já está há mais tempo no mercado”, diz.

Guasti explica que o ticket médio cresce na Black Friday por esse maior valor agregado dos produtos. Ele foi de R$ 562 na Black Friday em 2017 e agora é de R$ 420 em dias normais de consumo.

“É claro que para conseguir descontos precisa da ajuda da indústria. Somente o varejista queimando margem pode comprometer dar prejuízo para a loja”, diz. Por isso, o executivo defende a importância de os varejistas conseguirem boas negociações com fornecedores e fabricantes. “Mas é claro que não serão todos os produtos estão disponíveis para desconto”, afirma.

Segundo ele, geralmente os grandes descontos são para produtos que estão no mercado há um certo tempo, principalmente no caso dos eletroeletrônicos, para os que tiveram lançamento há um ou dois anos. “Um desconto de 20% a 30% para uma TV de R$ 1,5 mil é muito bom”, diz.

Segundo o Reclame Aqui, ao longo das 24 horas das promoções do ano passado, os consumidores relataram “ofertas com descontos de saldão de fim de ano”, sem os descontos esperados de mais de 50%. Houve aumento no número de reclamações após quedas nas edições de 2015 e 2016, puxado justamente pelas queixas relacionadas aos descontos.

Pessoas entram em loja para comprar logo após a abertura na Black Friday em 2017, em Manhattan, Nova York, EUA. – Foto: Andrew Kelly/Reuters
Frete
De acordo com Bove, o frete ainda tem grande peso no custo da compra pela internet. “Mas é uma questão natural, é assim que funciona, o consumidor deve pesquisar para ver qual é o melhor custo-benefício”, diz.

Pesquisas mostram que o valor do frete pode representar até 40% do valor da compra e variar até 400% de uma loja para outra. Por isso, na última edição da Black Friday, consumidores denunciaram fretes abusivos ou mais caros que os próprios produtos, segundo o site Reclame Aqui. Além disso, o frete continua sendo um dos grandes vilões do e-commerce, responsável por 70% do abandono de carrinho.

Bove prevê que o preço do frete deve se manter no mesmo patamar que vem sendo praticado ao longo do ano. “Isso só pode mudar com a entrada de novas empresas de entrega no mercado”, afirma.

Segundo ele, os grandes lojistas conseguem preços de frete melhores, com prazo melhor e custo menor porque negociam com as empresas de transporte.

Para Guasti, o custo de logística é muito alto no Brasil. Por outro lado, segundo ele, está crescendo entre as empresas a prática do varejo integrado, chamado de omnichannel, em que a compra é online e a retirada é feita na loja. “Elas se esforçam para o consumidor retirar na loja. Isso diminuiu bastante o custo da compra, e o percentual de consumidores que retiram nas lojas só cresce. Atualmente um terço das vendas está sendo feito nessa modalidade”, diz.

Entrega

Netshoes reforçou equipe para a Black Friday de 2017 e contratou 750 trabalhadores temporários em novembro – Foto: Marcelo Brandt/G1
O prazo de entrega ainda é um dos pontos sensíveis da Black Friday e tem a ver com o estoque das lojas. Para Pedro Guiasti, o marketplance, plataforma mediada por empresas que vendem produtos de terceiros, é a modalidade que mais precisa fazer ajustes no serviço.

“Tem que melhorar a velocidade na entrega. O prazo médio de 10 dias úteis é muito longo. Precisamos desenvolver processos automatizados de distribuição, novos players de logística para diminuir o prazo de entrega e também a qualidade do serviço oferecido pelo vendedor”, diz.

Segundo ele, as redes varejistas têm investido em grandes áreas para armazenamento e distribuição para os terceiros. Assim, os lojistas conseguem armazenar o produto no espaço da empresa que é a dona da plataforma de vendas. “O produto é levado para esse espaço do varejista, que entrega ao consumidor. Isso faz com que a entrega seja feita de forma imediata pelo site e o consumidor tem o melhor serviço”, explica.

“Quando não é assim, o vendedor fica responsável por encaminhar o produto para o consumidor e ele usa geralmente os Correios, que tem um prazo determinado para a entrega. As grandes varejistas usam empresas terceiradas privatizadas ou próprias, principalmente nos grandes centros”, diz Guasti. Para oferecer o serviço, as empresas cobram valores pré-determinados ou porcentagem na venda dos pequenos lojistas.

Além de entregar no prazo prometido, o CEO da Ebit|Nielsen destaca que outro grande desafio será manter o site no ar durante o grande volume de vendas. “Em suma, é manter a operação funcionando bem e entregar rápido para manter a reputação”, afirma.

Para Guasti, o e-commerce é muito competitivo, por isso, sai na frente quem oferece o melhor serviço e a melhor experiência de compra, que inclui a venda em si, as opções de pagamento até a entrega.

Data é ‘esticada’

Black Week já faz parte da data de promoções – Foto: Reprodução/TV Fronteira
Guasti diz que as empresas têm se esforçado para esticar cada vez mais a Black Friday. Algumas optaram por lançar o Black November, com promoções diluídas ao longo do mês. A Black Week também tem feito parte das últimas edições, com ofertas ao longo da semana que inclui a sexta-feira, o grande dia de descontos. “No ano passado, a quinta-feira, véspera da Black Friday, já foi bastante forte, com liberação das ofertas às 18h. E muitos varejistas já estenderam para o final de semana após a Black Friday”, diz.

Segundo o CEO da Ebit|Nielsen, os melhores descontos começam a entrar a partir das 18h de quinta, quando as empresas liberam o grosso do estoque que entrará em promoção.

“Claro que nem sempre à meia-noite o consumidor vai achar o produto pelo melhor preço. Se ele encontrar um bom desconto antes desse horário é melhor comprar do que esperar dar meia-noite porque pode ser que não encontre ou o produto acabe logo”, comenta Guasti.

De acordo com Bove, 62% das vendas online ainda são na sexta-feira, e 38% ocorrem entre a quinta-feira e o final de semana até a chamada Cyber Monday (segunda-feira seguinte).

“Em novembro tem algumas ofertas no esquenta. Mas o consumidor deve pesquisar, pois a Black Friday é uma data planejada para compras. A partir de quinta, se ele encontrar o preço que ele quer pagar, deve comprar na hora”, aconselha Bove.

Comércio físico

Os resultados obtidos ao longo dos anos expandiram as promoções para as lojas físicas, que têm aumentado o engajamento a cada ano que passa, segundo a FecomercioSP. Por isso, a entidade recomenda que “o aspecto humano seja reforçado nas lojas físicas para garantir o aumento nas vendas na data”.

Se no comércio eletrônico a data de promoções coletivas é a segunda mais importante no calendário, perdendo apenas para o Natal, no comércio físico a Black Friday fica em 3º lugar, atrás também do Dia das Mães. Por isso, a Black Friday aquece em proporção bem menor as vendas nas lojas. A FecomercioSP atribui a vantagem do comércio eletrônico à facilidade de crédito e na pesquisa de preços.

O presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), Alencar Burti, prevê que as vendas do varejo físico paulistano crescerão até 3% na Black Friday em relação a 2017 e não devem prejudicar o desempenho do setor no fim do ano. “A antecipação de compras na Black Friday que seriam feitas para o Natal pode acontecer principalmente para itens de maior valor, como eletroeletrônicos. Mas, para o comércio, o mais importante é vender, seja em novembro ou dezembro”, comenta.

Segundo ele, a Black Friday é bastante centrada em produtos importados ou fabricados com peças importadas. Com o dólar mais elevado em relação a 2017, é possível que os preços desses itens estejam mais caros. “Por outro lado, o crédito à pessoa física está mais barato, os prazos estão mais longos e a própria economia está melhor, contribuindo para uma expectativa positiva”, diz.

Para Burti, passada a eleição, a confiança do consumidor tradicionalmente tende a subir, o que estimula o consumo como um todo.

Segundo o superintendente de finanças do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), há indícios de que a Black Friday vem impactando o desempenho do varejo no Natal, porém não no volume das vendas, mas no preço dos produtos, especialmente no segmento de eletroeletrônicos.

“A Black Friday não tira as vendas do Natal, mas dependendo do produto, ela obriga o varejista a vender mais barato em uma época que não precisaria, para não perder as vendas”, explica. “Muitos varejistas não gostam da Black Friday porque poderia vender organicamente em novembro sem precisar baixar preços”, diz.

Fonte: G1

Prefeitura de Codó realiza 1ª Conferência do Plano Municipal de Saneamento Básico

Nesta quarta-feira (21) foi realizada em Codó a 1ª Conferência do Plano Municipal de Saneamento Básico, que aconteceu no auditório da Associação Comercial, no bairro São Benedito. Dentre as autoridades presentes estavam o diretor do SAAE, Evimar Barbosa, o Secretário Municipal de Finanças e Meio Ambiente, Ivaldo Silva, o superintendente de Planejamento e coordenador geral da conferência, Ataliba Júnior, o vereador Pastor Max,  dentre outras autoridades.

Com o tema ‘Gestão Integrada do Saneamento Básico’ a conferência contou com a presença de representantes do poder público, de instituições e da sociedade civil organizada. Na ocasião foram discutidos alguns problemas pontuais sobre a situação do saneamento básico no município, a importância de ações da sociedade e do poder público, bem como os debates e sugestões para implementação do Plano Municipal de Saneamento Básico, que deverá ser concluído ainda em 2018.

É um marco para o planejamento de nosso município, justamente para se tratar de um tema tão relevante quanto é o saneamento básico. Sabemos das problemáticas que os municípios encontram nesta área, desde o esgotamento sanitário até a destinação dos resíduos sólidos. Por isso a importante missão desta conferência, que busca, junto à sociedade, soluções para os problemas. Portanto, o prefeito Nagib e todas as equipes das secretarias envolvidas estão de parabéns, pois o Plano Municipal de Saneamento Básico é um grande avanço estrutural para Codó”, declarou o vereador Pastor Max.

A Conferência do Plano Municipal de Saneamento Básico foi pautada em quatro eixos temáticos como: Drenagem e Manejo de Águas Pluviais; Coleta e Tratamento de Esgoto; Abastecimento de Água Potável e Limpeza Urbana e Tratamento de Resíduos Sólidos. De acordo com o Diretor do SAAE Codó, Evimar Barbosa, a realização do plano cumpriu seu cronograma de dez meses, com audiências públicas na cidade e na zona rural. “Estamos concluindo o Plano Municipal de Saneamento Básico de Codó, em um trabalho conjunto do SAAE e secretarias de governo e com a participação da população. o resultado deste trabalho será de grande importância para a melhoria da qualidade de vida no município”.

“Após as discussões com a comunidade, o PMSB deve ser apreciado pelos vereadores e aprovado pela Câmara Municipal. Aprovado, o PMSB passa a ser a referência de desenvolvimento no município, estabelecido as diretrizes para o saneamento básico e fixando as metas de cobertura e atendimento com os serviços de água; coleta e tratamento do esgoto doméstico, limpeza urbana, coleta e destinação adequada do lixo urbano e drenagem e destino adequado das águas de chuva”, concluiu o coordenador geral da conferência, Ataliba Júnior.

Ascom – PMC

Internos fogem de Unidade Prisional de Ressocialização em São Luís

Treze internos fugiram nessa terça-feira (20) da Unidade Prisional de Ressocialização no bairro Olho d”Água, em São Luís. Eles abriram um buraco na quadra de sol da Unidade Prisional e fugiram sem deixar pistas.

De acordo com a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), o grupo escapou na madrugada desta terça. Três presos já foram recapturados pela Policia Militar, que segue nas buscas dos demais foragidos.

A Seap informou ainda que um inquérito já foi aberto para apurar o caso. A Secretaria encaminhou para investigação interna da Corregedoria do Sistema Penitenciário do Maranhão os nomes dos agentes que teriam facilitado a fuga e já solicitou a exoneração imediata deles.

Leia a íntegra da nota:

“A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) informa que 13 internos da Unidade Prisional de Ressocialização do Olho d”Água (UPODA) fugiram, na madrugada dessa terça-feira (20). Três presos já foram recapturados pela Policia Militar, que segue nas buscas dos demais foragidos. A Polícia Civil instaurou inquérito para investigar as circunstâncias da fuga. A Seap encaminhou para investigação interna da Corregedoria do Sistema Penitenciário do Maranhão, os nomes dos quatro Agentes Estaduais de Execução Penal (efetivos). Já para a exoneração imediata, enviou os nomes dos dois Agentes Penitenciários Temporários (contratados) e dos três Auxiliares de Segurança Penitenciária (temporários) que estavam de plantão”.

Fonte: G1 MA

Inscrições para o Programa Mais Médicos começam nesta quarta-feira

As inscrições do Programa Mais Médicos para preencher vagas abertas com a saída dos médicos cubanos começam nesta quarta-feira (21) e vai até o dia 25 deste mês. Conforme o edital publicado nessa terça-feira (20) pelo Diário Oficial da União, poderão se inscrever os médicos brasileiros com CRM Brasil ou com diploma revalidado no país.

De acordo com o Ministério da Saúde, os profissionais habilitados podem se inscrever por meio do site maismedicos.gov.br. O início das atividades está previsto para 3 de dezembro. São ofertadas 8.517 vagas para atuação em 2.824 municípios e 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI), que antes eram ocupadas por médicos da cooperação com Cuba. As vagas serão preenchidas por ordem de inscrição.

“O edital é a medida emergencial adotada pelo governo brasileiro para garantir a assistência em locais que contam com profissionais de Cuba, após o comunicado da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) no qual o governo cubano informa que encerrou a cooperação no programa Mais Médicos”, diz nota publicada pelo ministério.

Gilberto Occhi

Durante entrevista à imprensa na segunda-feira (19), em Brasília, o ministro da Saúde, Gilberto Occhi, detalhou o novo edital do programa e informou que caso as vagas disponíveis não sejam preenchidas elas serão oferecidas, por meio de um novo edital a ser lançado no próximo dia 27.

Entrevista coletiva com o ministro da Saúde, Gilberto Occhi, que fala sobre o programa Mais Médicos. – Valter Campanato/Agência Brasil
“Estamos disponibilizando um sistema que o médico poderá acessar, fazer seu cadastro e escolher o estado e cidade que quer atuar. Se houver vaga, poderá acessar. Vamos dizer que numa cidade há 10 vagas. Os 10 primeiros médicos que acessarem e atenderem aos requisitos vão consumir essas vagas e elas serão retiradas do sistema”, explicou o ministro.

O prazo para que os médicos assumam os novos postos de trabalho é curto, segundo o ministro, para evitar que a população fique desassistida após o anúncio do governo cubano de sair do programa no Brasil, por discordar de exigências feitas pelo governo eleito de Jair Bolsonaro. Com isso, mais de 8 mil médicos cubanos que atuavam no programa vão deixar o país.

Os médicos aprovados deverão se apresentar nos municípios escolhidos a partir do dia 3 de dezembro para homologar a contratação e começar a trabalhar. O prazo final para que os médicos aprovados se apresentem é dia 7 de dezembro, às 18h, ou serão eliminados do processo e a vaga será disponibilizada novamente no sistema de inscrição do Ministério da Saúde.

O ministro informou que na próxima segunda-feira (26) o Ministério vai divulgar um relatório consolidando o interesse dos médicos no programa. “Ao final do dia 26, nós iremos publicar esse resultado com todos os inscritos e as respectivas lotações”, disse Occhi.

Segundo ele, os médicos que se inscreverem no segundo edital também terão que fazer o Revalida, mas poderão trabalhar enquanto isso não acontece mediante a apresentação de cerca de 17 documentos exigidos pelo governo. “O profissional brasileiro formado no exterior que não tenha CRM nem Revalida só poderá exercer sua atividade legalmente no Brasil por meio do Mais Médicos”, explicou.

Fonte: Agência Brasil

Mega-Sena pode pagar R$ 43,5 milhões hoje

O concurso 2.099 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 43,5 milhões para quem acertar as seis dezenas. O sorteio ocorre às 20h (horário de Brasília) desta quarta-feira (21) em Campos Belos (GO).

Para apostar na Mega-Sena
As apostas podem ser feitas até as 19h (de Brasília) do dia do sorteio, em qualquer lotérica do país ou pela internet. A aposta mínima custa R$ 3,50.

Probabilidades
A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para a aposta simples, com apenas seis dezenas, com preço de R$ 3,50, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 15 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 17.517,50, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 10.003, ainda segundo a Caixa.

Fonte: Por G1

IFMA Caxias orienta como criar uma microempresa

O Instituto Federal do Maranhão (IFMA) Campus Caxias promove, de 21 a 23 de novembro, um ciclo de palestras e oficinas para capacitar estudantes da modalidade Educação de Jovens e Adultos (Eja) sobre como constituir uma microempresa e como fabricar produtos de limpeza. A atividade é coordenada pelos professores Pedro Alberto Pavão Pessôa e Raimundo Nonato Assunção de Sousa Filho e conta com o apoio técnico de Sandro Rodrigo Brito, além de acadêmicos do curso licenciatura em Química.

Estudantes do ensino fundamental e médio interessados em participar podem se inscrever na coordenação de Química (sala 14) ou obter mais informações pelo e-mail pedro.pessoa@ifma.edu.br.

Nesta quarta-feira (21), a partir das 19h, no auditório central, o professor Raimundo Filho vai proferir palestra sobre as vantagens e desvantagens dos comércios informal e formal. Ele irá abordar, ainda, o tema “Desburocratizando a formalização de uma empresa”.

Na noite do dia seguinte, Paulo Gilberto, do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), vai ensinar o passo-a-passo da criação do plano de negócio e irá realizar uma simulação de uma microempresa de produtos de limpeza.

Finalizando, na sexta-feira (23), será ministrada uma oficina sobre a produção de produtos de limpeza.

Pedro Pessoa destaca que as atividades fazem parte da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, que nesta edição contempla um dos temas de maior relevância da sociedade: a redução das desigualdades. “Parcela significativa da população se encontra à margem da sociedade em condições sub-humana por falta de renda ou emprego digno”, pondera Pedro Pessoa.

“O principal motivo desse desemprego é a ausência de qualificação ao mercado de trabalho e, também, o abarrotamento de alguns setores que utilizam mão-de-obra com baixa qualificação”, explica Pessoa. Segundo o professor, “muitas pessoas utilizam práticas ilegais e muitas vezes perigosas. Comprar mercadorias sem fiscalização e vender em barracas ou de porta em porta é correr risco de ser presa ou ter toda a mercadoria apreendida, além de não haver direito à previdência”.

As atividades têm o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (Fapema) e da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação (SECTI).

Fonte: Ascom/ IFMA

Pagamento do 5º lote do abono do PIS/Pasep começa hoje

Começa hoje (20) o pagamento do quinto lote do abono salarial dos programas de Integração Social (PIS) e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep) 2018-2019, ano-base 2017.

O lote inclui os trabalhadores da iniciativa privada nascidos em novembro e os servidores públicos com final de inscrição 4.

A estimativa do Ministério do Trabalho é que mais de R$ 1,4 bilhão sejam pagos a aproximadamente 1,8 milhão de trabalhadores.

O PIS é pago na Caixa Econômica Federal e o Pasep, pelo Banco do Brasil. Correntistas da Caixa e do Banco do Brasil tiveram os valores depositados em suas contas respectivamente nos dias 13 e 14.

Quem tem direito
O ministério lembra que tem direito ao abono salarial ano-base 2017 quem estava inscrito no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos, trabalhou formalmente por pelo menos 30 dias naquele ano, com remuneração mensal média de até dois salários mínimos, e teve seus dados informados corretamente pelo empregador na Relação Anual de Informações Sociais (Rais).

O valor do benefício é proporcional ao tempo trabalhado formalmente em 2017. Assim, quem esteve empregado o ano todo recebe o valor cheio, equivalente a um salário mínimo (R$ 954). Quem trabalhou por apenas 30 dias recebe o valor mínimo, que é de 1/12 do salário mínimo, e assim sucessivamente.

Os trabalhadores nascidos entre julho e dezembro recebem o abono ainda este ano.

Já os nascidos de janeiro a junho poderão realizar o saque em 2019. O prazo final de recebimento para todos os trabalhadores favorecidos pelo programa é 28 de junho de 2019.

Fonte: Agência Brasil