Blog do Walison - Em Tempo Real

Mais 180 policiais se formam e reforçam a segurança no Maranhão

Mais 180 novos policiais militares se formaram nesta segunda-feira (7) no Maranhão para reforçar a segurança no Estado. Eles passam a integrar a maior tropa policial da história do Maranhão, de 15 mil profissionais.

Formatura de 180 novos policiais (Foto: Gilson Teixeira)

Os novos policiais do Curso de Formação de Soldados 2019 vão atuar tanto na capital quanto no interior.

“A sociedade pode esperar de nossos policiais o tratamento com respeito. A gente preza muito por isso em relação à polícia comunitária: a proximidade e a amizade com a sociedade”, disse a nova policial Taiane Catrine.

A formatura foi na Praça Maria Aragão e teve a presença do governador Flávio Dino, do vice-governador Carlos Brandão, do secretário de Estado de Segurança Pública, Jefferson Portela, e do comandante geral da Polícia Militar, coronel Ismael Fonseca, além de autoridades civis e militares.

“Estamos permanentemente investindo para aprimorar a polícia. Isso inclui a formação, a capacitação e a valorização dos profissionais para que obtenhamos esse resultado. Uma polícia mais eficiente e mais próxima da população e que seja capaz de continuar a redução da violência”, afirmou o governador Flávio Dino.

Ele deu como exemplo, a queda de 72% nos homicídios em setembro de 2019 na Grande Ilha na comparação com o mesmo mês de 2014. Além disso, São Luís é a capital que mais reduziu esse tipo de crime em todo o Brasil.

Inclusão

Formatura de 180 novos policiais (Foto: Gilson Teixeira)

O secretario Jefferson Portela disse que “é mais um dia de glória na história da Polícia. Essa farda declara que os senhores são policiais, com a missão de servir a cidade, atendendo cada cidadão e cidadã que nos procura”.

De acordo com o coronel Ismael Fonseca, os formandos incluem pessoas com deficiência, que vão atuar no setor administrativo. “É uma questão de inclusão social. E vamos reforçar a segurança tanto na capital quanto no interior”, afirmou.

Curso

O curso de formação teve duração de oito meses e foi dividido em duas fases, incluindo São Luís e polos regionais no interior do Estado.

Eles aprenderam disciplinas específicas da atividade do dia a dia, como abordagens, tiro policial, direito penal militar, defesa pessoal e aulas práticas, em diversos ambientes, simulando situações reais de ocorrências policiais. Também houve teorias voltadas para formação intelectual, humanitária e jurídica.

Ascom

Prefeito Nagib entrega à população codoense o novo acesso do Viaduto Adoaldo Gomes

Na manhã desta segunda-feira (7) o prefeito de Codó Francisco Nagib e autoridades municipais inauguraram o segundo acesso do Viaduto Adoaldo Gomes. A obra teve por objetivo melhorar a vida dos codoenses, facilitando a trafegabilidade de veículos e pedestres no centro da cidade. Além do prefeito, na Solenidade de inauguração estavam presentes o secretário de desenvolvimento urbano e rural, Roberto Albuquerque, o vice-prefeito e secretário de educação, Ricardo Torres, o empresário Ricardo Gomes, filho do homenageado, além de secretários de governo, representante do legislativo, servidores e população.

O Viaduto Adoaldo Gomes foi construído em 2007, no entanto apenas uma via de acesso foi concluída. O Governo Mais Avanço, Mais Conquistas, com recursos próprios, conseguiu concluir a obra e entregar a segunda via aos codoenses. Com o segundo acesso aberto e o fluxo do tráfego reorganizado na área, motoristas e pedestres poderão circular com mais segurança no centro de Codó.

É importante ressaltar que o prefeito Nagib vem trabalhando de forma compromissada em melhorar a vida dos codoenses, inovando e reestruturando as áreas urbanas e rurais, reformando praças, escolas, postos de saúde, ruas, estradas vicinais, poços artesianos e tantas outras melhorias. Esta via precisava ser aberta ao público, bem como ser feita a reorganização do trânsito no perímetro. Parabéns a todos por mais esta conquista”, declarou o secretário de desenvolvimento urbano e rural, Roberto Albuquerque.

O Viaduto, que serve como passagem de uma linha férrea e permite acesso de veículos ao centro da cidade, leva o nome do senhor Adoaldo Fernandes Gomes, natural da cidade de Passagem Franca, no Maranhão, mas que nos anos 40 veio para Codó, estabeleceu empreendimento comercial, prosperou, foi presidente da Associação Comercial por vários anos, e foi um dos fundadores do Clube Recreativo Guarapary. O empresário recebeu o título de Cidadão Codoense no ano 2000.

“Iniciamos a nossa semana entregando a conclusão de uma importante obra, que irá fcilitar muito o trânsito de nossa cidade: o Viaduto Adoaldo Gomes. Sem dúvida um cidadão ilustre e uma pessoa que prestou tantos serviços ao município de Codó e nossa comunidade. A conclusão desta obra era há muito tempo aguardada, e hoje temos a satisfação de entregar a população codoense, que terá mais acesso, com toda segurança e trânsito reorganizado, ao centro de Codó, principalmente nos horários de passagem do trem que cruza o nosso município. É como eu sempre digo: Deus abençoando e nós continuamos trabalhando para o nosso povo e o melhor para Codó”, concluiu o prefeito Francisco Nagib.

Ascom – PMC

África terá maioria dos falantes do português até o fim do século

Com cerca de 210 milhões de habitantes e a maior população entre os países-membros da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), o Brasil é hoje, de longe, a nação com o maior número de falantes do idioma. Mais de oito em cada 10 pessoas que falam português no mundo atualmente são brasileiros.

“No entanto, a partir de 2050, essa realidade começará a mudar e o crescimento demográfico de Angola e Moçambique, somado a uma redução da população no Brasil, puxará o pêndulo da língua portuguesa para o continente africano”. A afirmação é do ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Augusto Santos Silva, para quem, até o final deste século, a maioria dos falantes do português estará na África.

Plasticidade e dinamismo

“Quando olho para os números e para os mapas, o que eu vejo é isso: há, neste momento, no mundo, mais de 250 milhões de falantes do português como língua materna ou segunda língua – quatro quintos dos quais são brasileiros. E, quando olho para o futuro, ao longo deste século, o que vai acontecer? O número de falantes vai chegar a 500 milhões e a maioria vai passar a ser de africanos”, afirma Santos Silva.

Ele chama a atenção para a grande plasticidade da língua, que “começou por ser europeia, a língua de Camões. Depois, passou a ser brasileira. A língua portuguesa hoje é, sobretudo, uma língua brasileira. É a língua do Chico Buarque ou da Clarice Lispector. E, ao longo deste século, vai passar a ser uma língua africana. Uma língua de angolanos, moçambicanos, a língua de Mia Couto, a língua do Luandino Vieira ou do Pepetela. É uma língua extremamente dinâmica.”

Em crescimento

Em entrevista recente na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, o ministro português dos Negócios Estrangeiros disse que está otimista com a expansão do idioma lusitano. “A Unesco diz que é uma das três línguas do mundo que mais vai crescer e que mais está a crescer. Isso nos dá uma enorme responsabilidade,” afirmou.

Merece especial destaque na preservação e difusão da língua a Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), integrada por Brasil, Portugal, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. Seis dos nove membros da CPLP são países africanos.

Segundo o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Ernesto Araújo, “a partir dos três pilares da CPLP – a concertação político-diplomática, a cooperação em todos os domínios e a promoção e difusão da língua portuguesa –, surgem iniciativas concretas de cooperação e apoio em casos de crise e estreita coordenação dos nove países nos foros multilaterais”.

Instituto Guimarães Rosa

Dentro do espírito de difusão da língua, Araújo anunciou recentemente o lançamento de um instituto brasileiro para ensino do idioma, nos moldes do Instituto Camões, de Portugal. Trata-se do Instituto Guimarães Rosa, que homenageia o grande escritor e diplomata brasileiro.

“Estamos criando um novo instituto para promoção da cultura brasileira no exterior, que permitirá uma presença mais estruturada do Brasil na área da cooperação cultural e onde um destaque muito especial caberá à nossa cooperação com a África”, frisou Araújo, durante discurso em Brasília, em maio, por ocasião da celebração do Dia da África.

A iniciativa brasileira é celebrada pelo chanceler português Santos Silva, para quem o novo instituto “vai dar mais, digamos assim, artilharia, no sentido bom do termo, à promoção internacional da língua portuguesa”.

Além disso, o ministro português deu três exemplos recentes da expansão da língua portuguesa no mundo. “Primeiro, o sucesso que foi, este ano, o início de aulas de português na Escola de Línguas das Nações Unidas com patrocínio luso-brasileiro. Segundo, o fato de, neste mês de outubro, ser anunciada a primeira escola bilíngue em português e inglês em Londres. Terceiro, um protocolo que firmamos com a Universidade de Sevilha, na Espanha, para ensino da língua portuguesa e que já conta com 130 inscrições.”

Diásporas Lusófonas

Falado no Brasil, em Portugal, no Timor-Leste e em seis países africanos, o português tem ainda milhões de falantes em países como Estados Unidos, França e África do Sul, que concentram grandes diásporas lusófonas.

Segundo o Instituto Camões e o Instituto Português no Oriente, o interesse pelo aprendizado do idioma na China, principalmente na Região Administrativa Especial de Macau, tem aumentado.

O interesse do país asiático pela língua portuguesa está ligado ainda às relações comerciais da China com o Fórum Macau, uma plataforma de cooperação econômica com os países de língua portuguesa, que foi fundada em 2003.

Origens e expansão do idioma

O português foi desenvolvido a partir do latim e está intimamente relacionado ao espanhol moderno. O nome vem de Portugal que, por sua vez, vem do Porto, a segunda maior cidade do país.

A difusão internacional da língua lusa se deu a partir do século XV, com a expansão marítima do império português, que já se estendeu da América do Sul ao Sudeste Asiático, passando pela África e pela Índia. Atualmente, o português é língua oficial em nove países, assim como no território chinês de Macau.

Embora os rankings internacionais difiram, o português está hoje entre as 10 línguas mais faladas do mundo, variando entre a 6ª e a 9ª posição, a depender do enfoque adotado.Por Agência Brasil

IFMA Caxias prorroga inscrições para concurso de inovação na produção de alimentos

O Instituto Federal do Maranhão (IFMA) Campus Caxias prorrogou as inscrições para o Concurso de Inovação na Produção de Alimentos. A iniciativa tem como objetivo despertar o espírito empreendedor e estimular a criatividade de estudantes e profissionais da área de alimentos.

Conforme Edital Nº 294/2019, as inscrições seguem até a próxima quarta-feira (9), de forma on-line, via formulário eletrônico, no site do Campus Caxias (caxias.ifma.edu.br). Para os candidatos que não dispõem de acesso à internet, o IFMA disponibiliza inscrição presencial, devendo ser feita no setor de Protocolo, no horário de funcionamento do setor.

Podem participar da competição estudantes de nível médio, técnico e/ou superior, servidores do Campus Caxias e comunidade externa. Vale ressaltar que as inscrições podem ser realizadas nas modalidades individual ou em equipes com até três integrantes, não sendo obrigatória a participação de um professor-orientador na equipe. A taxa de inscrição custa 20 reais.

No dia 16 de outubro, os professores da área de alimentos do Campus Caxias divulgarão as dez equipes que participarão do concurso.

A competição

O Concurso Inovação na Produção de Alimentos será realizado no dia 31 de outubro, na unidade do IFMA em Caxias, no horário de 14h às 18h.

Em até 10 minutos, a equipe ou candidato deve apresentar o seu produto para uma banca avaliadora, composta por cinco profissionais da área de alimentos, expondo o caráter inovador e o modo de preparação.

Os critérios de avaliação dos alimentos serão: sabor, aroma, aparência, caráter inovador, custo, intenção de compra, modo de preparo, regionalidade, apresentação oral do produto e rotulagem.

As três melhores equipes receberão certificado de láurea científica e premiação em dinheiro em cerimônia solene, que será realizada no Auditório Central do Campus, no dia 31 de outubro, às 19h.Por ASCOM/IFMA

Para mais informações, acesse a página do concurso.

Carreta cai de ponte na BR-135/MA e condutor fica preso nas ferragens

Por volta das 2h da madrugada de domingo, 06 de outubro, no km 24,6 da BR-135, na entrada de São Luís, ocorreu um grave acidente envolvendo uma carreta de cor vermelha, que transportava milho para São Luís, trafegando, portanto, no sentido decrescente da via.

As primeiras informações colhidas pela equipe PRF que atendeu a ocorrência e repassadas ao Núcleo de Comunicação Social da PRF dão conta que a combinação de veículos entrava na Ilha, subiu a ponte Marcelino Machado e quando estava descendo, o veículo derrubou a defensa e caiu entre as duas pontes do Estreito dos Mosquitos ficando na lama embaixo da outra ponte, do sentido crescente.

Equipes da PRF, do corpo de bombeiros e do SAMU foram deslocadas e até as 8h da manhã ainda não haviam conseguido retirar o condutor devido às difíceis condições do terreno (que afunda) e do espaço para trabalhar. O motorista está consciente, mas as pernas dele estão fraturadas e presas nas ferragens. Ele foi medicado enquanto as equipes atuam na retirada dele. Ele aparentemente não corre risco de morrer, porém, não é descartado o risco de amputação de uma das pernas devido a instabilidade do terreno, que afunda, e a oscilação da maré.

O sentido decrescente ficou totalmente bloqueado por algumas horas devido ao milho derramado sobre a ponte. Os agentes da PRF com a ajuda de usuários da rodovia conseguiram retirar o milho e liberar a via parcialmente.

A Polícia investiga as causas do acidente. Mas a princípio o condutor teria dormido ao volante, vez que não foram encontradas marcas de frenagem na ponte.

Outras informações e atualizações sobre o ocorrido poderão ser divulgadas a qualquer momento pela PRF.

Esta edição foi fechada as 8h10 da manhã de domingo.

Fonte: NUCOM PRF

Mulheres e crianças infectadas por Zika desenvolvem imunidade ao vírus

Pesquisa realizada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e pela Universidade Federal Fluminense (UFF) constatou que mulheres e crianças que já foram infectadas pelo vírus Zika podem desenvolver imunidade à doença. Os pesquisadores detectaram que 80% dos 100 pacientes analisados ficaram imunes depois de serem submetidos à infecção.

As crianças nasceram em 2016 e vêm sendo acompanhadas desde então junto às mães pela UFF e pela Fiocruz. Segundo a pesquisadora da Fiocruz Luzia Maria de Oliveira Pinto, a partir de 2018, elas começaram a ter o sangue coletado e analisado para entender a resposta do sistema imunológico delas a uma nova exposição ao vírus.

“A gente começou a avaliar o sangue tanto das mães quanto das crianças para entender um pouco da imunidade delas, ou seja, para entender se, um dia, caso essas pessoas reencontrem o vírus, elas teriam a capacidade de responder a esse vírus e não ficar mais doente, ou seja, adquirindo a imunidade”.

Segundo ela, participam do estudo 50 mães e 50 crianças infectadas pelo Zika e o resultado foi de 80% de imunidade em ambos os casos.

Além do acompanhamento laboratorial desses 100 pacientes, a UFF também faz o acompanhamento clínico de mais de 260 crianças infectadas pelo vírus que nasceram na região de Niterói. O objetivo, segundo a pesquisadora da UFF Claudete Araújo Cardoso, é verificar se elas desenvolvem alguma doença ou complicação ao longo dos cinco primeiros anos de vida.

Nesse acompanhamento, os pesquisadores verificaram, por exemplo, que alguns bebês que nasceram aparentemente saudáveis desenvolveram um quadro de microcefalia de três a seis meses após o parto. Claudete explica que o fenômeno já havia sido constatado em 13 crianças do Nordeste e foi confirmado agora em seis crianças que estão sendo acompanhadas pela UFF.

“Elas nasceram com perímetro cefálico normal, mas, por ação do vírus, o cérebro da criança para de crescer e de se desenvolver. Esse é um alerta que a gente passa para a população: se nasceu durante uma epidemia ou a mãe teve manchas na pele durante a gravidez, tem que ser feito um acompanhamento criterioso na rede básica, no posto de saúde”, disse.Fonte Agência Brasil

CGU suspendeu R$ 812 milhões em editais por suspeita de fraude

O ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Wagner Rosário, disse hoje (4) que entre dezembro de 2018 e agosto deste ano foram suspensas licitações para compras públicas com um valor total de R$ 812 milhões por suspeita de fraude. Segundo o ministro, os indícios foram identificados a partir de problemas ocorridos em contratos anteriores.

“Nós pegamos casos de corrupção confirmados e fomos estudar os editais de licitação. Verificamos que esses editais possuíam características comuns”, disse ao palestrar na universidade Mackenzie. Esses pontos foram usados para elaborar um programa que faz uma triagem nos textos das concorrências públicas. “A partir daí, a turma de TI [tecnologia da informação] desenvolveu um algoritmo que identifica esses casos. Então diariamente agora, 250 licitações de pregão eletrônico vão para o sistema de compras do governo federal”, explicou o ministro.

O uso do processamento digital permite que a CGU consiga analisar a grande quantidade de processos de licitação abertos diariamente. “São em torno de 5 mil páginas de edital de licitação por dia e o algoritmo tentando identificar aqueles problemas que, quando presentes em editais anteriores, ocasionaram casos de fraude. A partir dessa análise nós levantamos os editais que apresentam risco de ocorrência de fraude”, acrescentou.

As licitações com pontos duvidosos são, então, checadas por uma comissão do órgão. “Esses editais vão para a análise de um grupo de três servidores antes da licitação ocorrer. E as recomendações de resoluções de problemas vão antes da licitação ocorrer”, disse.

Atletas de 16 nacionalidades disputam Copa dos Refugiados em São Paulo

Mais de 200 atletas de 16 nacionalidades vão participar da Copa dos Refugiados e Imigrantes, a partir de amanhã (5), em São Paulo. O tema da copa deste ano, que já está em sua sexta edição, é Reserve Um Minuto para Ouvir Uma Pessoa que Deixou o Seu País. O evento foi criado e é organizado pela ONG África do Coração, com apoio da Agência da ONU para Refugiados (Acnur) e da Organização Internacional para as Migrações (OIM).

Os atletas, pessoas em situação de refúgio ou imigrantes, são de Guiné-Bissau, Tanzânia, Líbano, Mali, Venezuela, Camarões, Coreia do Sul, República Democrática do Congo, Togo, Colômbia, Haiti, Gâmbia, Angola, Nigéria, Níger e Benin.

Neste ano, a Copa dos Refugiados aconteceu também em Brasília (DF), Curitiba (PR), Recife (PE), Porto Alegre (RS) e Rio de Janeiro (RJ). Ao todo, a edição de 2019 da competição envolverá aproximadamente 1.120 atletas de 39 nacionalidades. Depois da etapa da copa em São Paulo, a equipe campeã em cada estado irá se enfrentar em um torneio no Rio de Janeiro.

Segundo Abdo JA Rour, da ONG África do Coração, a intenção é que este evento adquira também, no futuro, um caráter internacional, reunindo refugiados e imigrantes de todo o mundo.

“A copa é pela integração dos refugiados na sociedade brasileira, principalmente em São Paulo, que é um estado que acolhe e que tem muita diversidade cultural”, disse Braima Mane, coordenador da Copa dos Refugiados, em São Paulo, em entrevista à Agência Brasil. “Criamos a Copa para a integração, a harmonia e para ajudar a passar a imagem dos refugiados de outra forma, sabendo que o futebol é o maior meio de inclusão social”, acrescentou.

De acordo com ele, a Copa dos Refugiados tenta também dar oportunidade para “aquelas pessoas que tiveram o sonho de ser jogador nos seus países de origem cortado por causa da guerra, perseguição racial ou outros motivos”.

Esse é o caso, por exemplo, do atleta Abdoulaye Traore, 19 anos, do Mali. “Estou atrás de um sonho que tenho desde criança, que é ser jogador de futebol. Vim aqui [para o Brasil] para tentar, para ver se dá certo. Essa Copa pode ser uma oportunidade e vou tentar aproveitar isso. A gente espera ser campeão e que tudo dê certo”.

Já Yacouba Condé, 20 anos, de Guiné-Conacri, vai participar do evento deste ano defendendo a Gâmbia. Ele joga a competição pela segunda vez. Condé chegou ao Brasil há dois anos e meio depois que seu pai foi perseguido politicamente em seu país de origem.

“É um evento que junta refugiados africanos e que, por um tempo, me faz me sentir em casa, jogando com meus amigos e meus irmãos. Se não fosse por esse evento, seria muito difícil esse encontro. A sociedade brasileira não deu muita oportunidade para a gente mostrar nosso talento no campeonato brasileiro, então esta é uma oportunidade para a gente”, disse.

Neste sábado (5), serão realizados oito jogos, a partir das 9h, na Rua Pedro de Toledo 1.651, na Vila Clementino, em esquema mata-mata: quem perde, sai da competição. A quarta-de-final da competição será realizada no domingo (6). Já a semifinal acontece no dia 13. A grande final acontece no Estádio do Pacaembu, no domingo (20), às 14h. A entrada é gratuita.

Além dos jogos marcados para amanhã, o público poderá também, no domingo (6), visitar uma feira cultural, com música, dança, roda de conversa, exposição de produtos e comidas típicas.

Na abertura do evento, que aconteceu na tarde de hoje no Museu do Futebol, o secretário municipal de Esportes e Lazer de São Paulo, Carlos Bezerra Jr, disse esperar que a copa traga visibilidade para os refugiados e migrantes. “Espero que ela dê visibilidade àqueles que se sintam invisíveis. Que ela una os que se sentem sozinhos. Que ela traga alegria quando bater a saudade e a melancolia da falta da casa. Que ela nos mostre e confirme que o esporte é mais do que competição e do que a prática esportiva. O esporte unifica, inclui e transforma socialmente”, disse.Fonte Agência Brasil

Moro diz não ver problema com fiscalização de ações policiais

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, disse não ver problemas na fiscalização da atividade das forças policiais em geral, nem nas ações desenvolvidas no âmbito do programa Em Frente Brasil, cujo projeto-piloto foi lançado pelo governo federal no dia 29 de agosto.

“Não existe nenhum problema com a fiscalização da atuação das forças policiais, sejam elas locais, sejam das forças nacionais”, disse Moro durante uma coletiva de imprensa em São José dos Pinhais (PR), na região metropolitana de Curitiba.

A declaração de Moro, foi motivada por uma pergunta a respeito da fala do presidente Jair Bolsonaro sobre a iniciativa do prefeito de Cariacica (ES), Geraldo Luzia Júnior, de liberar a linha 162, da Ouvidoria Municipal, para receber denúncia contra excessos dos agentes federais que chegaram na cidade para reforçar a segurança pública.  Ao tomar conhecimento do caso, o presidente Jair Bolsonaro disse que sugeriria ao ministro Sergio Moro que a experiência em Cariacica fosse interrompida.

São José dos Pinhais e Cariacica estão entre os cinco municípios com elevados índices de violência que integram o projeto-piloto do programa lançado há pouco mais de um mês, em caráter experimental. Além de São José dos Pinhais, na região Sul, e de Cariacica, no Sudeste; também participam da iniciativa Ananindeua (PA), na região Norte; Paulista (PE), no Nordeste; e Goiânia (GO), no Centro-Oeste.

Bolsonaro destacou que o programa prevê a participação não só da Força Nacional, mas de vários outros órgãos de Estado. Anunciado como uma iniciativa para reduzir a violência e a criminalidade, o Em Frente Brasil envolve os ministério da Justiça e Segurança Pública; da Cidadania; da Educação; da Saúde; do Desenvolvimento Regional; da Economia; da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos; da Casa Civil; além da Advocacia-Geral da União (AGU) e órgãos estaduais e municipais. O foco principal são os crimes violentos como homicídios, feminicídios, estupros, latrocínios e roubos.

De acordo com Moro, a fala desta quinta-feira do presidente Bolsonaro “retrata uma insatisfação” de setores mais amplos. “O grande problema foi a forma como isto foi colocado por quem teve a iniciativa de gerar esta situação”, disse o ministro. “Como se a Força Nacional fosse uma intrusa, fosse algo incômodo, e não estivesse lá para ajudar, servir e proteger as pessoas. A insatisfação do presidente é exatamente com esta iniciativa”, concluiu o ministro.

Prefeitura

Em nota, a prefeitura de Cariacica informou que o canal para que cidadãos que se sintam desrespeitados denunciem eventuais abusos de autoridade já funciona desde 2017, no âmbito da Ouvidoria Municipal. Trata-se do telefone 162.

“Como o Programa Em Frente Brasil de enfrentamento à criminalidade violenta se trata de um projeto-piloto, construído pelos três entes (União, Estado e Município), o município abriu um canal específico voltado à [receber a] contribuição dos cidadãos”, afirma a prefeitura, classificando o episódio como um “desencontro de informações”. “O município acredita no poder resolutivo do programa e por isso aderiu ao mesmo.”

Em um vídeo divulgado pelas redes sociais pouco após o pronunciamento de Bolsonaro, o prefeito Geraldo Luzia Júnior garante que o telefone 162 recebe sugestões, contribuições, reclamações e dúvidas dos munícipes. “Colocamos este mesmo canal à disposição do Programa Em Frente Brasil, oferecido pelo governo federal. [Assim] Todos podem contribuir para termos o sucesso com este programa de enfrentamento à violência criminal. Até agora, não recebemos nenhuma denúncia criticando a Força [Nacional de Segurança Pública] ou as nossas polícias Civil e Militar. Fizemos muita força para que este programa viesse para Cariacica […] e nos colocamos à disposição do governo federal se tivermos que fazer alguma mudança para que este programa continue dando certo.”Fonte Agência Brasil.