Blog do Walison - Em Tempo Real

Policiais Militares recuperam motocicleta levada por assaltantes

Na manhã do último sábado (16/05), a Polícia Militar do 17°BPM recebeu uma denúncia pelo 190 de que uma moto Pop vermelha de placa PSP 4344, que foi tomada de assalto na noite do dia 15/05/2020, por volta das 19 h, no bairro São Raimundo  estaria sendo usada para realizar outros assaltos e que teria sido vista nas proximidades do cemitério Monte Sinai, bairro São Raimundo.

Uma guarnição deslocou até o local e constatou a veracidade da informação encontrando o veículo abandonado, que foi levado para o pátio do quartel do 17°BPM.

A pronta resposta foi dada em tempo pelos policiais de serviço, já  que os criminosos passaram a ser procurados assim que levaram a referida motocicleta da vítima.

Mais um desfecho positivo contra a criminalidade foi realizado pelos policiais lotados no Batalhão de Codó-MA, a moto POP será encaminhada para a delegacia para as deliberações da autoridade policial que investigará e identificará os criminosos.

ASSCOM 17º BPM

Mourão entra em isolamento após contato com servidor com coronavírus

O vice-presidente, Hamilton Mourão, e sua esposa, Paula Mourão, foram submetidos hoje (16) a teste para covid-19 e entraram em isolamento no Palácio do Jaburu, residência oficial da vice-Presidência. A decisão veio após a confirmação do teste positivo para a doença de um servidor que esteve próximo de Mourão na quarta-feira (13).

De acordo com a assessoria da vice-Presidência, Mourão não cumprirá expediente na próxima segunda-feira (18) e aguardará os resultados dos testes, previstos para saírem nesse dia.

Até este sábado, o Brasil já registrou mais de 233,1 mil casos de covid-19 e mais de 15,6 mil pessoas morreram da doença, provocada pelo novo coronavírus.

Governo entrega primeiro hospital de campanha do Maranhão

O Governo e a Vale entregaram neste sábado (16) o Hospital de Campanha de Açailândia, o primeiro hospital de campanha da gestão estadual para atendimento às vítimas do novo coronavírus do Maranhão. O hospital construído em 26 dias está localizado nas proximidades do Fórum de Açailândia, no bairro Tropical.

Ao todo, são 60 leitos, sendo 53 de enfermaria e sete de UTI. O hospital contará com o apoio de duas ambulâncias de plantão, ambas equipadas com estrutura de UTI. Cerca de 217 profissionais fazem parte da equipe que dará assistência aos pacientes. A estrutura dará apoio a municípios da região tocantina.

De acordo com o secretário estadual da Saúde, Carlos Lula, o Hospital de Campanha de Açailândia é uma iniciativa que vai ajudar a desafogar outras unidades públicas de saúde. “O hospital de campanha vai servir não só para Açailândia, mas para toda a região. É um hospital moderno, de média complexidade, com 60 leitos, sendo sete de UTI com respiradores. A gente tem certeza de que ele vai salvar muitas vidas. Melhor que abrir, vai ser quando pudermos anunciar que vamos fechar o hospital, porque vai mostrar que vencemos a pandemia”, afirmou o Lula.

A montagem do equipamento contou a importante parceria da Vale. “O hospital de campanha em Açailândia terá papel fundamental na luta contra a Covid-19. Ele está aqui para salvar vidas! Essa parceria demonstra nosso entendimento de que a única maneira de vencer essa pandemia é somando esforços. Além do hospital, a Vale também está disponibilizando duas ambulâncias UTI para suporte dos pacientes. É um esforço conjunto voltado à saúde das pessoas, das comunidades da qual nós também fazemos parte”, destaca o gerente executivo da Vale, João Falcão.

O chefe da Casa Civil, Marcelo Tavares, exaltou os esforços para o combate ao Covid-19 e relembrou que o autocuidado é a melhor solução. “Além de agradecer a todos os parceiros por este hospital, acima de tudo, é fundamental lembrar que o sucesso na luta contra a pandemia depende fundamentalmente das pessoas, da necessidade do isolamento social, dos hábitos de higiene. Sem isso, é impossível vencer essa pandemia”, enfatizou.

O presidente da Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (Emserh), Marcos Grande, explicou como será o funcionamento do Hospital de Campanha de Açailândia. “O hospital é uma unidade exclusiva para pacientes Covid-19 e vai ajudar muito a região. O paciente precisa passar por um filtro em uma Unidade Básica de Saúde que vai regular este paciente para o hospital de campanha, onde receberá todo o suporte necessário”, esclareceu.

Região Tocantina

Os prefeitos de Açailândia, Itinga e de Vila Nova dos Martírios estiveram presentes na entrega do novo equipamento para tratamento de pacientes acometidos pelo Covid-19.
“Quero agradecer ao Governo do Estado, à Vale e a todos os profissionais de saúde que têm se empenhado na luta contra essa doença. Esse hospital vai  ajudar a nossa população e as pessoas dos municípios do entorno”, afirmou Aluísio Silva Sousa, prefeito de Açailândia.

A prefeita de Vila Nova dos Martírios, Karla Batista, também comemorou a entrega. “É fruto do comprometimento do governador Flávio Dino e do secretário Carlos Lula com a saúde de todo o Estado. A prova disso está aqui hoje, com a abertura desta nova unidade exclusiva para Covid-19”, disse.

Novos leitos

Carlos Lula ainda informou que, na próxima segunda-feira (18), será aberto em São Luís o segundo hospital de campanha. A estrutura está sendo montada no espaço Multicenter Negócios e Eventos, do Sebrae, e contará com 200 leitos, sendo 190 para enfermaria e 10 de cuidados intensivos.

O espaço vai receber pacientes oriundos das UPAs da capital.  Além disso, o secretário ressaltou, ainda, que serão abertos novos leitos de UTI e Clínicos em unidades de saúde nas cidades de Caxias, Lago da Pedra, Santa Luzia do Paruá e São Luís até o final de maio.

Ascom

Policiais do 17°BPM prendem dupla com mais de 300 porções de maconha em Codó

Policiais Militares lotados no 17º BPM em Codó realizavam patrulhamento no Bairro Nova Jerusalém, quando se depararam com uma dupla em atitude suspeita que empreendeu fuga quando perceberam a aproximação do Esquadrão Águia.

Ao perceberem a movimentação dos suspeitos, os abnegados policiais do Esquadrão Águia foram sagazes na ação e conseguiram localizar os dois acusados de tráfico de drogas, que durante a fuga abandonaram as sacolas que estavam em poder de cada um. A dupla já vinha sendo monitorada pelo Serviço de Inteligência da PMMA.

Na delegacia após exaustiva conferencia, os policiais contabilizaram 324 papelotes de maconha que estavam em poder dos suspeitos. Imediatamente os dois foram devidamente identificados e levados para a 4ª Delegacia Regional de Codó, onde ficarão à disposição da Autoridade Policial e da Justiça.

ASSCOM 17º BPM

Eslovênia é primeiro país da Europa a declarar fim da epidemia de Covid-19

 (SOPA Images/ Getty Images/Superinteressante)

Pouco mais de dois meses após registrar seu primeiro caso de Covid-19, a Eslovênia declarou o controle da epidemia em seu território. Isso significa que as fronteiras serão reabertas, serviços não essenciais voltarão à ativa e cidadãos poderão deixar o isolamento social. O país do leste da Europa, que tem dois milhões de habitantes, é o primeiro do continente a declarar o fim da epidemia.

A decisão oficial foi comunicada pelo governo esloveno na quinta-feira (14). A nota destaca que entre a primeira infecção pelo novo coronavírus no país, em 4 de março de 2020, até o dia 14 de maio, apenas 1.467 pessoas foram contaminadas e 103 morreram. Só para você ter uma ideia de como esse número é baixo, só o estado de São Paulo registrou 3.189 novos casos nas últimas 24 horas, além de 197 mortos.

Na Eslovênia, o número de novos contaminados se manteve abaixo dos dois dígitos ao longo das últimas duas semanas. Isso quer dizer que a transmissão sustentada da doença – quando as novas infecções acontecem dentro do próprio país, e não por causa de alguém que viajou e voltou trazendo o vírus – estava controlada. “Foram 35 casos ao todo nos últimos 14 dias, e o número de reprodução básico da doença é menor do que 1”, completa o documento.

O chamado “número de reprodução básico” (também conhecido como R0), é usado para dizer o quão contagiosa é uma doença em uma determinada região num dado momento. Se o R0 da Covid-19 em uma cidade é 4, um paciente doente pode fazer, em média, quatro novos infectados. Quando é menor que zero, será preciso que mais de uma pessoa contraia o novo coronavírus para que um caso inédito surja. Isso, na prática, diz que o avanço da doença está sob controle.

Com o fim das restrições e o afrouxamento do isolamento social, residentes da União Europeia poderão passar livremente pelas fronteiras que a Eslovênia forma com a Áustria, Itália e Hungria.  Antes, era preciso ficar isolado ao menos uma semana. Viajantes de fora da UE ainda deverão fazer quarentena de 14 dias para entrar no país, e estrangeiros que apresentarem sinais da doença terão sua entrada negada.

Apesar da maior entrada de pessoas, certas regras da época de pandemia devem seguir valendo para os próximos dias. Eventos públicos com grande aglomeração seguem proibidos, e a cobrança pelo uso de máscara e o distanciamento social em locais públicos também permanece. A ideia é que, fazendo isso, o país possa contar a “segunda onda” de novos casos que países enfrentaram após flexibilizar as medidas de contenção da epidemia.

Serviços como escolas, bares, restaurantes ou eventos culturais estavam paralisados na Eslovênia desde a metade de março. Nos últimos dias, porém, o transporte público voltou a funcionar e, na próxima semana, algumas escolas retomarão as aulas. Hotéis, bares, restaurantes e shoppings eslovenos também poderão reabrir no dia 18, e competições esportivas voltarão a acontecer a partir do dia 23 deste mês. O auxílio financeiro que o governo deu a cidadãos e empresas também deixará de ser pago ao final de maio.

A demanda pelo fim da quarentena na Eslovênia era também uma demanda popular. Há última semana, milhares de cidadãos montados em bicicletas ocuparam Ljubljana, capital do país, para protestar contra o governo. Segundo reportou a BBC, os manifestantes acusavam o primeiro-ministro Janez Jansa de usar da pandemia para restringir liberdades individuais – além de “fazer ataques a jornalistas, fortalecer o discurso anti-imigração e aumentar o poder da polícia”. O governo negou as acusações.Por Superabril.com.br

Enem 2020 já tem 3 milhões de inscritos

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020 já alcançou 3 milhões de inscrições até essa sexta-feira (15), segundo balanço divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Estudantes podem se inscrever, por meio da página do Enem na internet até o dia 22 de maio.

A versão digital das provas tem 99,6 mil inscritos, e as vagas para essa modalidade do exame estão praticamente esgotadas (das 101,1 mil disponibilizadas). Já o Enem impresso recebeu 2,9 milhões de inscrições desde a abertura do sistema, às 10h da segunda-feira (11).

O participante que optar por fazer o Enem impresso não poderá se inscrever na edição digital e, após concluir o processo, não poderá alterar sua opção. As provas impressas serão aplicadas em 1º e 8 de novembro e as digitais estão previstas para os dias 22 e 29 de novembro.

A estrutura dos dois exames será a mesma. Serão aplicadas quatro provas objetivas, constituídas por 45 questões cada, e uma redação em língua portuguesa. A redação será manuscrita, em papel, nas duas modalidades. Durante o processo de inscrição, o participante deverá selecionar uma opção de língua estrangeira – inglês ou espanhol.

Neste ano, será obrigatória a inclusão de uma foto atual do participante no sistema de inscrição, que deverá ser utilizada para procedimento de identificação no momento da prova. O valor da taxa de inscrição é de R$ 85 e deverá ser pago até 28 de maio.

Quem tem direito à gratuidade da taxa de inscrição, por se enquadrar nos perfis previstos nos editais do Enem, terá a isenção automática, a partir da análise dos dados declarados no sistema. A regra se aplica, inclusive, aos isentos em 2019 que faltaram aos dois dias de prova e não tenham justificado ausência. De acordo com o Inep, a medida beneficia quem teve dificuldades em realizar a solicitação de isenção, devido às restrições impostas pelo isolamento social decretado em razão da pandemia de covid-19.

Acessibilidade

O prazo para efetuar a inscrição e solicitar atendimento especializado é o mesmo, até 22 de maio. Para facilitar a compreensão no momento da inscrição, os atendimentos específicos (gestantes, lactantes, idosos e estudantes em classe hospitalar) foram incluídos na denominação “especializado”. Quem teve a solicitação deferida nas edições de 2017, 2018 e 2019 não precisa apresentar nova documentação, desde que se trate do mesmo pedido.

Os resultados serão publicados na Página do Participante em 29 de maio. Para os pedidos que forem negados, está prevista uma fase para apresentação de recursos. O resultado final estará disponível no dia 10 de junho.

Os pedidos de tratamento por nome social serão feitos entre 25 e 29 de maio, com previsão de divulgação dos resultados em 5 de junho. O período para apresentação de recursos será entre 8 e 12 de junho e a disponibilização dos resultados finais em 18 de junho.

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, comentou, em seu Twitter, o número de inscrições no Enem. Por Agência Brasil.

Abraham Weintraub

@AbrahamWeint

Bom dia! Fechamos sexta-feira com todas as 100 mil vagas do Enem Digital preenchidas! E já estamos com 3.167.421 inscritos no Enem tradicional. Em 2019, no mesmo período, foram registradas 3.040.959 inscrições.

3.290 pessoas estão falando sobre isso

Organizações monitoram situação da covid-19 nas favelas do Rio

Para monitorar a real situação da pandemia de covid-19 nas favelas do Rio de Janeiro, diante da subnotificação de casos e discrepância nos dados oficiais, organizações que atuam nestes territórios lançaram iniciativas para fazer o levantamento dentro das comunidades.

O jornal comunitário Voz das Comunidades, do Complexo do Alemão, organizou um painel de dados de contágio com o recorte das favelas da cidade, com base nos dados oficiais. Enquanto o painel da Prefeitura do Rio de Janeiro especifica dez comunidades, a Voz das Comunidades lista, até o momento, 13 favelas com casos de covid-19. Até a noite de ontem (15), o painel contava 443 casos confirmados de covid-19 nas comunidades, com 153 mortes.

Segundo o fundador do jornal, René Silva, o monitoramento é feito com dados colhidos nas clínicas da família e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) das regiões, dando mais precisão do local de moradia do paciente do que as informações da prefeitura.

Vista geral da favela Morro Azul, na zona sul do Rio de Janeiro.
Vista geral da favela Morro Azul, na zona sul do Rio de Janeiro. – Tânia Rêgo

“A prefeitura divulga por bairro e não é possível saber em que lugar é dentro do bairro. A Rocinha, por exemplo, entra muitas pessoas como bairro de São Conrado. Outros entram como Olaria, Ramos, Bonsucesso, não reconhece como Complexo do Alemão”.

Por isso, os dados divergem dos números da prefeitura. Na Rocinha, por exemplo, a favela com mais casos, o Voz das Comunidades registra 98 casos e 40 óbitos. No painel da prefeitura constam 70 casos e 22 óbitos. O Complexo da Maré aparece em segundo, com 67 casos e 17 óbitos segundo o Voz das Comunidades e a prefeitura. Manguinhos tem 44 casos e 12 óbitos de acordo com o jornal e 31 casos com seis óbitos segundo a prefeitura. No Complexo do Alemão, a prefeitura contabiliza apenas dois casos e um óbito, enquanto o painel do jornal comunitário soma 32 casos e 13 óbitos.

René explica que o painel do Voz das Comunidades registra apenas os casos confirmados. Ele adianta que o jornal está criando um painel paralelo para acompanhar os casos de óbitos suspeitos de covid-19, mas que não estão sendo testados nem contabilizados.

“Tem muitas pessoas que sentiram todos os sintomas de covid e tiveram uma morte muito rápida, de três a quatro dias, mas muitas delas não estão sendo testadas, então estão registrando a morte com outras causas, não estão entrando na conta oficial de covid”, diz ele.

O presidente da Associação de Moradores da Rocinha, Wallace Pereira, elogia o trabalho de René e confirma a subnotificação na favela da zona sul.

“O morador entra na UPA com suspeita e é transferido pro hospital de referência. Daí pra frente, chega a falecer mas não sai com o dado de que é da Rocinha, não notifica o endereço da Rocinha. Os casos notificados dentro da Rocinha, eu posso falar pra você que é o dobro ou o triplo, porque nós não temos um dado confirmado pra gente”.

O painel da prefeitura indicava na noite de ontem 2.355 casos de covid-19 sem a identificação de bairro.

Complexo da Maré

No Complexo da Maré, a organização Redes da Maré lançou na semana passada o boletim De olho no Corona!, com atualização semanal dos dados para as 16 comunidades do complexo de favela.

Os números divulgados ontem (15), com dados recolhidos até o dia 9, indicam 136 casos de pessoas com sintomas similares à covid-19 na Maré e 28 mortes suspeitas. Os casos confirmados são 34 e os óbitos oficiais são 17.

O levantamento é feito pela equipe de profissionais da área social da instituição junto à população e será lançado às quintas-feiras. O trabalho aborda também a situação das unidades de saúde que existem no território e acompanha a dificuldade que as pessoas estão encontrando para conseguir uma internação.

“Em levantamento da Redes da Maré, constatou-se que a UPA da Vila do João, única unidade de pronto atendimento da Maré, possui 15 leitos, dos quais dois em sala vermelha (emergência-atendimento imediato) e 13 em salas amarelas (urgente-atendimento em até 60 minutos), sendo destes dez para adultos e três para crianças”, diz o primeiro boletim.

A coordenadora do projeto, Lidiane Malanquini, explica que a necessidade de fazer o levantamento surgiu nos atendimentos feitos pela organização para levar informação aos moradores. Segundo ela, foi constatada a dificuldade das pessoas em terem atendimento adequado na rede de saúde.

“A falta de testagem dificulta a confirmação dos casos, já que as Clínicas da Família só fazem os testes em casos muito graves. Sabemos que muitas pessoas vão pras Unidades Básicas de Saúde e ficam em isolamento com sintomas de febre, dor no corpo, falta de ar. No entanto, estas pessoas não aparecem nas estatísticas como confirmadas, os números não mostram estes casos”.

Lidiane propõe que seja criada uma forma de acompanhamento dos pacientes que não ficam internados, para se ter uma noção mais real do tamanho da pandemia na cidade.

“São urgentes medidas como criação de um polo ou equipe de atendimento que monitore pacientes que, em princípio, não necessitam de internação; a testagem e qualificação dos dados sobre confirmados de covid-19; mais investimento em profissionais, estrutura e equipamentos de saúde e ampliação de leitos hospitalares com a utilização de espaços públicos como escolas e creches”.

Para a diretora do Observatório de Favelas, Isabela Souza, o “efeito gangorra” de contaminação pelo novo coronavírus já está surgindo nas comunidades, mas os dados ainda não apareceram nas estatísticas oficiais. Segundo ela, estimativas apontam um contágio de pelo menos o dobro do que é notificado.

“A taxa de contaminação que era muito grande nos bairros mais ricos agora se desloca para as regiões mais pobres da cidade e com índices de letalidade muito superior às das regiões mais ricas, porque essa regiões mais pobres não tem o mesmo acesso à saúde, as pessoas não tem grana para pagar saúde particular, para se alimentar tão bem e tem a imunidade mais frágil, moram em casas onde habitam muitas pessoas em poucos cômodos”, explicou.Fonte Agência Brasil

Covid-19: Brasil chegou ao total de 14.817 óbitos

O balanço diário do Ministério da Saúde sobre covid-19 registrou 15.305 novos casos confirmados, totalizando 218.223. Foi o maior número registrado em 24 horas desde o início da pandemia no país. O resultado marcou um acréscimo de 7,5% em relação a ontem (14), quando o número de pessoas infectadas estava em 202.918.

O Brasil teve 824 novos registros de mortes nas últimas 24 horas e chegou ao total de 14.817. O resultado representou um aumento de 5,3% em relação a ontem, quando foram contabilizados 13.993 falecimentos pela covid-19. A letalidade (número de mortes pela quantidade de casos confirmados) ficou em 6,8% e a mortalidade (número de mortes pela quantidade da população) foi de 7,1.

Do total de casos confirmados, 118.436 (54,3%) estão em acompanhamento e 84.970 (38,9%) foram recuperados. Há ainda 2,3 mil mortes em investigação. Este último número subiu em relação a ontem, quando eram 2 mil óbitos sendo analisados.

São Paulo se mantém como epicentro da pandemia no país, concentrando o maior número de falecimentos (4.501). O estado é seguido pelo Rio de Janeiro (2.438), Ceará (1.476), Pernambuco (1.381) e Amazonas (1.145).

Além disso, foram registradas mortes no Pará (1.145), Maranhão (496), Bahia (281), Espírito Santo (260), Alagoas (187), Paraíba (170), Minas Gerais (146), Rio Grande do Sul (126), Rio Grande do Norte (122), Paraná (120), Amapá (103), Santa Catarina (79), Goiás (67), Rondônia (62), Piauí (60), Acre (57), Distrito Federal (55), Sergipe (50), Roraima (40), Mato Grosso (26)Tocantins (24) e Mato Grosso do Sul (14).

Já em número de casos confirmados, o ranking tem São Paulo (58.378), Ceará (22.490), Rio de Janeiro (19.987), Amazonas (18.392) e Pernambuco (16.209). Entre as unidades da federação com mais pessoas infectadas estão ainda Pará (12.109), Maranhão (10.739), Bahia (8.128), Espírito Santo (6.198) e Santa Catarina (4.562).Boletim epidemiológico – covid-19 – Ministério da Saúde

Boletim epidemiológico - covid-19.

Teich diz que deixa pronto plano de trabalho para auxiliar estados

O médico Nelson Teich, que deixa o cargo de ministro da Saúde hoje (15), fez um pronunciamento de despedida, no qual fez um balanço da sua curta atuação à frente da pasta

O médico Nelson Teich, que deixou o cargo de ministro da Saúde hoje (15), fez um pronunciamento de despedida, no qual fez um balanço da sua curta atuação à frente da pasta. Ele assumiu há cerca de um mês, no lugar de Luiz Henrique Mandetta. O substituto ainda não foi anunciado pelo governo federal.

Teich disse que escolheu sair, que “deu o melhor” de si e que aceitou o convite “não pelo cargo”, mas “porque queria tentar ajudar as pessoas”. Ele não entrou em detalhes sobre as razões da saída. Havia divergências entre ele e o presidente Jair Bolsonaro sobre temas como o distanciamento social e o uso da cloroquina para o tratamento da covid-19.

Ele agradeceu à sua equipe, que “sempre o apoiou”, e destacou a importância do trabalho conjunto do governo federal com os conselhos de secretários estaduais e municipais de Saúde, lembrando que o Sistema Único de Saúde (SUS) é “tripartite”. Terminou defendendo o Sistema SUS, observando que é “cria do sistema público”.

O agora ex-ministro fez um balanço da sua curta gestão. Começou destacando que “não é simples estar à frente de ministério como este num momento difícil”. Mas ressaltou as ações que realizou, como o plano de diretrizes para o distanciamento, o plano de testagem e as medidaas de apoios aos locais mais afetados.

“Deixo um plano de trabalho pronto para auxiliar os secretários estaduais e municipais a tentar entender o que está acontecendo e pensar próximos passos. Quais são os pontos que precisam ser avaliados, os pontos críticos para considerar na tomada de decisão”, declarou.

Teich elencou também o programa de testagem, que está “pronto para ser implementado”. “Isso vai ser importante para entender a situação da covid-19, o que é fundamental para definir estratégias e ações”, acrescentou.

O ex-ministro enfatizou a importância da ida a locais muito afetados pela pandemia. “É fundamental estar na ponta, entender o que acontece no dia a dia, ver o que está sendo feito. Este entendimento foi importante para desenho de ações implementadas em seguida. Cada cidade que a gente vai a gente está melhor preparado para o desafio”, disse.

Ele lembrou que, para além das respostas à pandemia, atuou também em outros temas. “Traçamos aqui um plano estratégico. As ações foram iniciadas e [isso] deve ser seguido. É importante lembrar que durante este período temos foco total na covid-19, mas temos um sistema que envolve várias outras doenças. Em todo tempo em que a gente trabalhou, trabalha e trabalhou, para solucionar, e passar por este momento da covid-19, todo o sistema é pensado em paralelo.”

Ele terminou agradecendo o presidente Jair Bolsonaro pela oportunidade à frente do Ministério da Saúde e também aos profissionais da área. “Agradeço os profissionais de saúde mais uma vez. Quando você vê o dia a dia das pessoas, você se impressiona. Ao lado dos pacientes, correndo risco”, pontuou.

Repercussão

Após Teich anunciar a saída do cargo, o presidente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), Alberto Beltrame, que é secretário de Saúde do Pará, publicou nota na tarde de hoje (15) manifestando a “mais alta preocupação com a instabilidade no Ministério da Saúde” e na condução das medidas de combate à pandemia. “Estamos diante da maior calamidade na saúde pública, com o maior número de mortos de nossa história recente. Não é o momento de jogar mais dúvidas neste cenário, que tem infligido tanta dor, sofrimento e morte aos brasileiros”, declarou.

O Conselho Nacional de Saúde, órgão de participação social do SUS, divulgou na tarde de hoje nota em que pede “seriedade” e repudia o que classificou como “caos” na pasta. O fórum se posicionou de forma contrária à mudança da estratégia no combate da pandemia.

“As regras não podem ser modificadas sem subsídio científico. A venda da cloroquina de forma irrestrita nas farmácias pode levar pacientes a mais agravos e mortes. Seguiremos exigindo, como órgão legalmente responsável pela fiscalização e monitoramento das ações do Ministério da Saúde e da saúde pública, que o próximo indicado para a pasta mantenha coerência com as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS), reafirmando a necessidade das medidas de isolamento, valorizando a ciência, a pesquisa clínica e social, que trazem evidências eficazes para transformarmos a realidade que vivemos, mas que vêm sendo refutadas pelo presidente”, defendeu o CNS.

Governadores

No Twitter, o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, disse que a saída de Teich mostra “como estamos à deriva no enfrentamento à crise por parte do governo federal”. E completou: “Ou o PR deixa o ministério agir, segundo as orientações da OMS ou vamos perder cada vez mais brasileiros”.

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, publicou em seu Twitter uma mensagem de solidariedade a Nelson Teich. “Governadores e prefeitos precisam conduzir a crise da pandemia e não o senhor, presidente”, acrescentou.

Em entrevista coletiva na sede do governo de São Paulo, o governador João Doria lamentou a saída do ministro“O ministro Nelson Teich demonstrou, ao longo desses dias em que ocupou essa posição, o compromisso com a ciência e o respeito ao isolamento. Lamento que essa troca tenha sido feita e espero que o sucessor do ministro Nelson Teich continue seguindo a orientação da medicina e da saúde e que não incorra no grave erro de seguir orientações ideológicas, partidárias, pessoais ou familiares”.

O governador do Maranhão, Flávio Dino, criticou no Twitter a demissão do segundo ministro da Saúde, após a saída de Mandetta. “O Brasil merece uma gestão séria e competente”, disse.

O governador do Ceará, Camilo Santana, afirmou que a saída do ministro “traz enorme insegurança e preocupação”. Segundo ele, “é inadmissível que, diante da gravíssima crise sanitária que vivemos, o foco do Governo Federal continue sendo em torno de discussões políticas e ideológicas”.

O governador da Paraíba, João Azevêdo, avaliou a gestão de Teich como “um mês sem avanço” e agora “mais um vácuo que será criado na Gestão da Saúde do país, no pior momento da crise sanitária vivida pelo Brasil”.Fonte Agência Brasil.