Blog do Walison - Em Tempo Real

Flávio Dino Afirma: “Estamos apoiando os municípios e reforçando a rede assistencial do governo”

O governador Flávio Dino afirmou em entrevista à TV Mirante nesta quarta-feira (10) que o Estado tem dado apoio aos municípios e reforçado sua rede própria no combate ao coronavírus no Maranhão.

Ele lembrou que, de acordo com o STF, tanto governadores e prefeitos têm competência legal para atuar contra a pandemia.

“Estamos acompanhando a ação dos prefeitos e reforçando a rede assistencial do Governo do Estado, abrindo inclusive ambulatórios para apoiar a atenção básica dos municípios. Além disso, estamos reforçando a presença dos hospitais. Nesta semana, estamos iniciando o atendimento em Lago da Pedra e também iniciaremos na cidade de Pedreiras”, disse.

O Governo do Maranhão já abriu dez ambulatórios especializados para o combate ao coronavírus desde o mês passado.

O governador Flávio Dino afirmou em entrevista à TV Mirante nesta quarta-feira (10) que o Estado tem dado apoio aos municípios e reforçado sua rede própria no combate ao coronavírus no Maranhão.

“Estamos acompanhando a ação dos prefeitos, apoiando os municípios e reforçando a rede assistencial do Governo do Estado, abrindo inclusive ambulatórios para apoiar a atenção básica dos municípios. Além disso, estamos reforçando a presença dos hospitais. Nesta semana, estamos iniciando o atendimento em Lago da Pedra e também iniciaremos na cidade de Pedreiras”, disse.

O Governo do Maranhão já abriu dez ambulatórios especializados para o combate ao coronavírus desde o mês passado.

Leitos

Flávio acrescentou que o Estado faz diariamente o monitoramento da capacidade de atendimento aos pacientes com coronavírus em todas as regiões do Maranhão.

Além disso, são feitas reuniões constantes com a Famem (Federação dos Municípios do Estado do Maranhão).

Atualmente, há uma sobra na ocupação de leitos da rede estadual exclusivos para pacientes com Covid-19.

“Essa queda na ocupação hospitalar se verifica em todas as regiões. Temos leitos vagos na rede estadual em todas as regiões”, disse Flávio.

Ele ressaltou que, embora seja extremamente necessário cumprir as regras preventivas, este é um momento em que não há explosão na ocupação de leitos no Maranhão.

Máscaras

Na entrevista, ele disse que há dados objetivos que permitiram a abertura gradual do comércio no Maranhão. Mas os cuidados continuam.

“Constatamos um êxito importante: a imensa maioria das pessoas usando máscaras. Isso é altamente positivo”, afirmou.

Ele frisou, entretanto, que ainda há aglomerações de pessoas, o que prejudica o combate à doença.

Flávio acrescentou que o Governo do Maranhão segue fazendo fiscalizações e acompanhando as taxas e os dados sobre a evolução da doença.

“Há uma queda no número de óbitos. Se compararmos os primeiros dias de junho com os primeiros dias de maio na Ilha de São Luís, temos uma queda da mortalidade pela metade”, disse.

Ele acrescentou que é imperativo o cumprimento das normas sanitárias, mas ao mesmo tempo há outros aspectos relevantes para compreendermos o momento atual.

“Não vencemos ainda a pandemia, mas temos esforços que podem permitir, neste momento, algum tipo de abertura das atividades privadas, de modo gradual e cumprindo as normas sanitárias.”

Testes

O governador falou ainda sobre o empenho estadual em ampliar o número de testes para a doença no Maranhão.

Já foram feitos mais de 93 mil testes, o que levou o Estado para a terceira posição no ranking nacional.

Mais 170 mil testes chegarão ao Maranhão. Dino reforçou a importância da transparência de dados para o controle da pandemia.

“Enquanto houver a presença do coronavírus no Maranhão, nós vamos fazer testes. Nosso interesse é que as pessoas tenham o seu direito assegurado de saber se elas estão doentes ou não. Computamos em nossos boletins diários todos os resultados de testes que nós recebemos, porque nós queremos transparência e seriedade no combate ao coronavírus”, pontuou o governador.

O Governo do Maranhão já abriu dez ambulatórios especializados para o combate ao coronavírus desde o mês passado.

Ascom

Folha e O Globo destacam iniciativa do Maranhão de ofertar 4º ano opcional a estudantes do Ensino Médio

Veículos de comunicação como a Folha de São Paulo e o Jornal O Globo destacaram, em reportagens publicadas nesta quarta-feira (10), inciativas da educação do Maranhão para minimizar os impactos da pandemia no setor educacional, entre as quais a oferta do 4º ano opcional, em 2021, a estudantes do terceira série do Ensino Médio da rede pública estadual que tiveram as aulas presenciais suspensas em virtude da propagação do coronavírus.

“Os estados de São Paulo e Maranhão estão ‘em estágio avançado’ de elaboração das diretrizes para oferecimento de um quarto ano opcional para alunos do Ensino Médio da rede pública em 2021”, realçou o Globo, que acrescentou: “A medida visa oferecer aos estudantes do terceiro ano a possibilidade de compensar as perdas na formação causadas pela pandemia, evitar a evasão, garantir que tenham melhores condições de prestar exames como o ENEM e continuar a formação no ensino superior”, diz a matéria.

A O Globo, o secretário de Estado da Educação, Felipe Camarão, ressaltou que o projeto está concluído e será encaminhado ao Conselho Estadual de Educação para regulamentação e que os alunos que cursarem o 4º ano terão os mesmos conteúdos que seriam ofertados no terceiro ano sem a pandemia, material didático e alimentação escolar. “Com a medida, vamos mostrar para esse aluno que está concluindo a formação prejudicado que ele ainda terá assegurado seu direito ao ensino e a oportunidade de prestar o ENEM em condições adequadas”, afirmou.

A Folha informou que o Maranhão deve lançar, em 2021, o quarto ano do ensino médio para estudantes da rede pública que queiram recuperar o conteúdo pedagógico perdido em razão da pandemia do coronavírus. “Eles poderão cursar esse ano obviamente sem nenhum custo. Mesmo que o MEC [Ministério da Educação] não nos mande recursos, o governo estadual irá bancar”, destacou a reportagem, enfatizando uma das falas do secretário Felipe Camarão.

Além da oferta do 4º ano do ensino médio, o Maranhão também foi mencionado pelo planejamento de retomada das aulas presenciais de forma gradual, iniciando pelos adultos com a graduação e pós-graduação, depois o ensino médio, até chegar a vez das crianças. “O Maranhão, de acordo com o secretário, deixará as crianças menores por último, por terem menos condições de respeitar os protocolos de segurança contra a transmissão”, explicou o secretário à Folha.

Na segunda-feira (8), o Maranhão também mencionado como referência educacional no enfrentamento à pandemia em podcast da Folha, chamando Folha na Sala, com a matéria: “Como escolas brasileiras estão se preparando para a volta às salas de aula”, que ressaltou o planejamento da Secretaria de Estado da Educação (Seduc) pós-pandemia, com ações como a avaliação diagnóstica de toda rede estadual e para as redes municipais que desejarem, acolhimento de servidores e estudantes, e o reforço de aprendizagem quando as aulas retornarem.

Ascom

Pesquisadores querem usar vacina da pólio no combate à covid-19

Dia D de mobilização da Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite e Sarampo.

Pesquisadores da equipe do Hospital Professor Polydoro Ernani de São Thiago, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), estudam a viabilidade de se usar a vacina contra poliomielite (mais comumente chamada de paralisia infantil) no combate à covid-19. A expectativa é de que a substância seja usada não como imunização contra o novo coronavírus, mas no fortalecimento do sistema imunológico, reduzindo as chances de se contrair a infecção ou, ao menos, atenuando os sintomas graves do quadro clínico. 

Em entrevista concedida à Agência Brasil, o coordenador da pesquisa, Edison Fedrizzi, explicou que a possibilidade vem sendo estudada em todo o mundo, inclusive pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), dos Estados Unidos.

“O que há de pesquisa hoje é, justamente, procurando uma vacina que estimule a produção de anticorpos contra a covid-19. O que estamos propondo agora é utilizar alguma dessas vacinas que temos no nosso meio, já disponíveis, para estimular essa primeira etapa [de defesa do organismo]. Como não é uma vacina contra o novo coronavírus, não vamos produzir anticorpos contra ele. O que queremos é fazer uma barreira protetora, inicial, para que o indivíduo não desenvolva a infecção, caso entre em contato com o vírus. Pensamos que poderíamos, também através desse estímulo de defesa, diminuir a gravidade da doença”, detalhou.

Para avaliar se o método é eficaz, o grupo de pesquisadores da UFSC pretende selecionar 300 voluntários, todos trabalhadores da área da saúde. A escolha desse segmento se deve ao fato de que estão mais expostos à covid-19 e podem ser beneficiados pelo projeto mais diretamente. Metade deles irá receber a vacina oral de poliomielite (VOP) e a outra metade receberá placebo.

De acordo com o pesquisador, como vacina emergencial, foram consideradas outras duas opções: a BCG, que protege contra tuberculose, e a de sarampo. Ambas também já estão sendo testadas por cientistas. “Todas têm como característica o microorganismo vivo, mas atenuado. Esses tipos de vacina provocam uma resposta imunológica, essa que nós queremos estimular, a inata, muito grande, importante, diferente de outras vacinas, em que temos apenas a proteína ou o microorganismo morto, como a de hepatite, a do HPV”, esclareceu Fedrizzi.

“Tínhamos essas três candidatas a essa função. Vimos algumas discussões, principalmente do CDC, do virologista Robert Gallo, falando que a vacina da pólio tem muitas vantagens, porque não seria uma medicação injetável, seria via oral, com rápida resposta, uma vacina barata, segura e com a qual temos grande chance de termos essa proteção”, comentou o coordenador, salientando que a vacina específica contra o Sars-coV-2, como a que está sendo desenvolvida pelo Laboratório de Imunologia do Instituto do Coração (Incor), da Universidade de São Paulo (USP), ainda pode demorar vários meses para ficar pronta.

“O que observamos em outros países é que a vacina de poliomielite passou a ser incorporada junto com outras, no calendário da criança, de forma injetável. Então, perdeu um pouco desse perfil de estimular a imunidade inata que a oral nos dá. Nós temos uma facilidade enorme em relação a países que já trocaram a vacina oral pela injetável: o fato de termos disponível a forma oral, produzida pela Bio-Manguinhos [Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos], que é barata e é oferecida no Programa Nacional de Imunizações. E aqui também temos a indicação dessa vacina para adultos quando vão viajar para algum país que tenha a doença como endêmica. Então, pessoas adultas, quando vão para esses locais, recebem essa recomendação”, acrescentou.

De acordo com o Ministério da Saúde, a poliomielite ainda aparece com alta incidência no Afeganistão, na Nigéria e no Paquistão. Desde 1990, o poliovírus selvagem não é identificado no Brasil e, em outubro de 2019, a Organização Mundial da Saúde (OMS) repercutiu o anúncio, feito por uma comissão independente de especialistas, de que o poliovírus selvagem tipo 3 foi erradicado em todo o mundo, de forma que somente o tipo 1 ainda circula.

Segundo Fedrizzi, a equipe tem conseguido apoio para desenvolver o projeto, mas ainda precisa ampliar o aporte de recursos para iniciar as pesquisas. Para que possa seguir com o cronograma desenhado, aguarda retorno do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e do Ministério da Saúde, a quem submeteu a proposta para obtenção de recursos, e da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep). Até o momento, os pesquisadores se reuniram com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), responsável pela Bio-Manguinhos, e conseguiram verbas da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc). Outro requisito cumprido foi a anuência do comitê de ética da UFSC.

O coordenador ainda destacou que, apesar de estarem contando com o indicativo de que a vacina de poliomielite possa ser empregada para esse fim, é preciso entender que não se trata de uma certeza. “Temos bastante evidências de que isso pode funcionar, mas não podemos dizer que isso vai funcionar”, destacou.

“Não podemos correr o risco de fazer o que a gente vê que está acontecendo, que é quando sai na mídia ‘olha, tem uma medicação que vai ser testada e, possivelmente, tenha uma ação contra o coronavírus’, e as pessoas acabam indo às farmácias e esgotando a medicação. Então, gostaria de que as pessoas tivessem um pouco de calma, porque é um estudo e temos bons argumentos de que possa funcionar. Assim que a gente tiver os resultados, a gente vai divulgar.” Fonte Agência Brasil.

Uso generalizado de máscaras pode prevenir segunda onda de covid-19

O uso generalizado de máscaras poderia manter a transmissão da covid-19 em níveis controláveis de epidemias nacionais, além de prevenir ondas futuras da doença, se combinadas com lockdowns. É o que mostra estudo britânico publicado nesta quarta-feira (10). 

Lderada por cientistas nas Universidade de Cambridge e de Greenwich, a pesquisa sugere que os lockdowns apenas não irão impedir o ressurgimento do novo coronavírus, mas que até mesmo as máscaras caseiras podem reduzir dramaticamente as taxas de transmissão se um número suficiente de pessoas as utilizarem em público.

“Nossas análises apoiam a adoção imediata e universal de máscaras faciais por toda a população”, disse Richard Stutt, um dos coordenadores do estudo em Cambridge.

Ele diz que as conclusões mostram que se o uso generalizado de máscara for combinado com o distanciamento social e algumas medidas de lockdown, isso poderia ser uma maneira aceitável de administrar a pandemia e a reabertura das atividades econômicas muito antes da disponibilização de uma vacina contra a covid-19, a doença respiratória causada pelo novo coronavírus.

Os resultados do estudo foram publicados na revista científica Procedimentos da Sociedade Real A.

A Organização Mundial da Saúde atualizou sua orientação na última sexta-feira (5), recomendando que os governos peçam que todos utilizem máscaras de tecido em áreas públicas onde existam riscos, a fim de reduzir a propagação da doença. Fonte Agência Brasil.

Vereadores aprovam importantes Projetos de Lei em Sessão Extraordinária na sede da CDL de Codó

Vereadores aprovam importantes Projetos de Lei em Sessão Extraordinária na sede da CDL de Codó


Na manhã desta segunda-feira, oito de junho, foi realizada Sessão Extraordinária na Câmara dos Dirigentes Lojistas de Codó CDL, em razão das obras de reformas na Câmara Municipal de Codó. As matérias deliberadas pelos parlamentares foram às prioritárias para a população em tempos de pandemia.
Projetos de Lei de grande relevância foram aprovados em benefício da população, direcionados para o combate ao coronavírus em Codó e em prol da saúde da população, como o Projeto de lei de autoria do vereador Pastor Max, que propõe a suspensão por três meses da cobrança das parcelas de empréstimos consignados contraídos por servidores públicos municipais de Codó junto a instituições financeiras.

Outro relevante Projeto aprovado foi o do vereador Rodrigo Figueiredo, que cria a Licença Maternidade Especial, beneficiando servidoras públicas do município que tenham bebês prematuros.

Importantes Indicações também foram aprovadas em benefício dos codoenses, como do vereador Ivan do Naby e do Itamar Munis.
Na avaliação do presidente da Câmara, vereador Leonel Filho, a sessão extraordinária foi bastante produtiva, com matérias imprescindíveis para a segurança, saúde e qualidade de vida da população codoense “Acredito na força do trabalho em prol da população. Essas matérias precisam ser tratadas de forma a beneficiar o nosso povo”, disse o presidente.

Ascom- CMC

OMS: transmissão de covid-19 a partir de assintomáticos é “muito rara”

Prédio da OMS em Genebra, Suíça

A infectologista e chefe do departamento de doenças emergentes da Organização Mundial da Saúde (OMS), Maria Van Kerkhove, afirmou ontem (8) durante a conferência de imprensa diária sobre o novo coronavírus que a propagação de covid-19 a partir de pacientes assintomáticos é “muito rara.”

Segundo a médica, os dados levantados até agora mostram que pessoas que não apresentam os sintomas da doença possuem pouco potencial infectológico para contaminar indivíduos saudáveis. De acordo com a especialista, deve haver esforços dos governos para identificar e isolar pessoas que apresentam sintomas.

“Nós sabemos que existem pessoas que podem ser genuinamente assintomáticas e ter o PCR (teste realizado para detectar a presença do vírus no organismo) positivo. Esses indivíduos precisam ser analisados cuidadosamente para entender a transmissão. Há países que estão fazendo uma análise detalhada desses indivíduos, e eles não estão achando transmissão secundária. É muito rara,”, afirmou a médica ao ser questionada por jornalistas.

Ainda segundo Kerkhove, é necessário traçar todos os contatos que pessoas que desenvolveram a doença tiveram com outros indivíduos. A infectologista afirmou ainda que é necessário realizar mais estudos para chegar a uma “resposta verdadeira” sobre todas as formas de transmissão do novo coronavírus.Por Agência Brasil

USP desenvolve vacina por spray nasal contra a covid-19

A Universidade de São Paulo (USP) está desenvolvendo uma vacina por spray nasal contra a covid-19. De acordo com a universidade, o modelo de imunização já foi testado – com  resultados positivos – em camundongos contra a hepatite B. 

Para construir a nova vacina, os pesquisadores da USP colocaram uma proteína do novo coronavírus dentro de uma nanopartícula, criada a partir de um substrato natural. A substância resultante é aplicada em forma de spray nas narinas do paciente.

Segundo a equipe que desenvolve a vacina, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP, a expectativa é que o organismo do paciente produza a IgA Secretoram, um tipo de anticorpo presente na saliva, na lágrima, no colostro, no trato respiratório, no intestino e no útero, que atuaria no combate ao novo coronavírus.

A nanopartícula criada pelos pesquisadores e utilizada na construção da vacina permite que a substância permaneça na mucosa nasal por até quatro horas, tempo suficiente para ser absorvida e iniciar uma reposta do sistema imunológico. De acordo com a USP, para garantir a imunização, serão necessárias a aplicação de quatro doses – duas em cada narina, com intervalo de 15 dias.

Os protótipos devem ficar prontos em cerca de três meses – quando será possível iniciar os testes em animais. Os pesquisadores estimam que o produto seja repassado ao público a um custo de R$ 100 reais.

Também estão participando da pesquisa virologistas e imunologistas do Instituto de Ciências Biomédicas da USP, especialistas em nanotecnologia do Instituto de Química da USP, pesquisadores da Plataforma Científica Pasteur-USP, e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).Fonte Agência Brasil.

Dólar tem forte queda e fecha em R$ 4,85

O dólar voltou a cair forte ante o real nesta segunda-feira, renovando mínima em 12 semanas, em mais um dia de notável apetite por risco em todo o mundo diante de otimismo com a recuperação da economia global.

O dólar à vista caiu 2,66%, a R$ 4,855 na venda, menor patamar desde 13 de março (R$ 4,8128).

Na B3, o dólar futuro de maior liquidez cedia 2,40%, a R$ 4,8530, às 17h36.

O mercado acelerou as vendas de moeda no fim da sessão ao mesmo tempo que o dólar ampliou as perdas no exterior e ativos de risco ganharam ainda mais tração, conforme prevalece no mercado percepção de que o pior da crise econômica causada pelo coronavírus já ficou para trás.

Em Wall Street, o índice Nasdaq Composite, com forte peso de papéis do setor de tecnologia, fechou em máxima histórica, confirmando novo “bull market” (mercado em alta). O S&P 500, referência para os mercados acionários dos EUA, apagou as perdas do ano. E o Ibovespa, principal índice das ações brasileiras, teve a sétima alta seguida, mais longa sequência do tipo desde 2018.

Boa parte dessa euforia é explicada ainda pela surpresa positiva com dados de emprego nos EUA divulgados na sexta-feira (5). A expectativa era de perda de postos de trabalho, mas houve geração de vagas em maio, o que fortaleceu esperança de que a economia começa a se recuperar.

O otimismo dos últimos dias pegou um mercado de câmbio no Brasil com posição técnica amplamente comprada em dólar. A virada na moeda forçou desmonte de posições, o que retroalimentou a correção.

Depois de perder no fim de maio a média móvel de 50 dias, o dólar fechou nesta segunda abaixo da linha de 100 dias pela primeira vez desde janeiro. As médias móveis são acompanhadas de perto pelo mercado e quedas sustentadas abaixo delas costumam ser entendidas como indicação de continuação do movimento (no caso, de recuo do dólar).

A próxima média móvel a ser testada é a mais relevante, de 200 dias, atualmente em R$ 4,5511.

Nos últimos 14 pregões, o dólar caiu em 11. A moeda recua 9,09% em junho e 17,73% desde que bateu a máxima recorde para um fechamento (de R$ 5,9012  em 13 de maio).

Mas a magnitude do ajuste, bem como da recuperação dos mercados no mundo, começa a atrair alguma cautela.

“Vejo esse otimismo todo como meio exagerado”, disse Luis Laudisio, operador da Renascença. No entanto, ele ponderou que, mesmo com a exuberante recuperação, o real ainda ocupa o posto de pior desempenho entre as moedas globais neste ano. “Ainda acho que o noticiário sobre fiscal pode atrapalhar (a alta do real), mas, por ora, isso vem sendo ignorado, e não apenas aqui.”

Em 2020, o real ainda perde 17,35%.

O Rabobank vê o câmbio mais pressionado até o fim do ano, com o dólar fechando a R$ 5,45, alta de 12,3% ante o encerramento desta segunda.

“Embora a alta volatilidade de meados de maio tenha diminuído nas últimas duas semanas, ainda vemos incertezas globais e domésticas se aproximando. Com uma volatilidade mais forte e persistente, o Covid-19 e as incertezas fiscais ainda deixarão o real pressionado até o final do ano”, disseram em nota.Fonte Agência Brasil