Blog do Walison - Em Tempo Real

Procon/MA fiscaliza lojas de conveniência em ação conjunta contra aglomerações

Na noite desse sábado (11), equipes do Procon/MA, Superintendência de Vigilância Sanitária (Suvisa), Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Detran e SMTT estiveram em diferentes postos de combustível da Região Metropolitana de São Luís. Em ação conjunta, os órgãos e equipes de segurança pública fiscalizaram lojas de conveniência com o objetivo de evitar aglomerações, garantir a saúde da população e o respeito às medidas de contenção ao coronavírus no estado.

“É antes de tudo uma ação pedagógica, de orientação aos consumidores e também aos estabelecimentos, e o principal ponto a ser verificado é se os protocolos sanitários estão sendo obedecidos e se de alguma forma esses consumidores estão sendo colocados em risco nesses locais”, explicou o diretor de Fiscalização do Procon/MA, Carlos Eduardo Garcia.

A ação é parte de uma série de fiscalizações e inspeções realizadas pelo Governo do Estado, as quais visam o cumprimento de decretos estaduais e das Portarias nº 42 e 43 da Casa Civil, normas que regulam a retomada parcial dos serviços não essenciais e estabelecem medidas sanitárias gerais e específicas para o exercício de atividade econômica.

“O objetivo principal é resguardar a vida, saúde e segurança do consumidor e cidadão nesse período tão complicado de pandemia que nós temos passado”, completou Garcia.

Interdição

Com irregularidades como ausência de demarcação nas filas do caixa, desrespeito ao distanciamento mínimo de mesas, ausência de álcool em gel para higienização dos consumidores, além de do funcionamento fora do horário permitido, conforme Portaria n° 42 da Casa Civil, uma das lojas de conveniência visitadas foi interditada pela Vigilância Sanitária e Procon. As atividades do estabelecimento permanecerão suspensas até a regularização da situação, que será novamente avaliada pelos órgãos responsáveis pela interdição.

Ação integrada

Além do respeito aos protocolos sanitários por parte dos estabelecimentos, a operação integrada contou com equipes do Detran e Batalhão de Polícia Militar Rodoviária (BPRV) que realizaram ações educativas e coercitivas da Operação Lei Seca.

“O objetivo do Detran é a fiscalização e educação. A Operação Lei Seca, em conjunto com a fiscalização dos estabelecimentos, é uma forma de garantir o sucesso dessa operação, já que ela assegura que o cidadão também cumpra sua parte e que respeite as normas de trânsito, principalmente no que diz respeito a não dirigir alcoolizado”, explicou a coordenadora de Educação para o Trânsito, Rositânia Farias.

A fiscalização realizada pelo Governo do Maranhão a diferentes segmentos econômicos é contínua. Até agora, já foram mais de 2 mil ações que visam o cumprimento de medidas sanitárias em combate ao coronavírus, para o retorno das atividades comerciais com segurança.

Ascom

Habilidades socioemocionais poderão ajudar na reabertura das escolas

Sala de aula

Redes de ensino de todo o país apostam em habilidades socioemocionais para ajudar gestores, professores e famílias a lidarem com o retorno às aulas presenciais quando elas ocorrerem. São habilidades como persistência, assertividade, empatia, autoconfiança, tolerância a frustração, entre outras, que podem, de acordo com os especialistas entrevistados pela Agência Brasil, melhorar o aprendizado dos alunos e ser ferramentas importantes para lidar com a pandemia do novo coronavírus.  

“Estamos bastante preocupados com esses estudantes que vão voltar. Vai ter estudante que perdeu familiares, que têm familiares na UTI [unidade de terapia intensiva], a gente tem que estar preparado para isso. Estamos também preocupados com a questão cognitiva. Nem todos os estudantes tiveram as mesmas condições ou estão tendo as mesmas condições para estudar”, diz a presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), Cecilia Motta.

O Consed firmou uma parceria com o Instituto Ayrton Senna, que a partir do dia 16,  irá oferecer uma formação aos educadores, gestores e às famílias interessadas sobre as chamadas competências socioemocionais. Os técnicos e equipes de formação das redes de ensino participarão de reuniões fechadas e, a cada 15 dias, serão feitas lives abertas, pela internet, voltada a professores, famílias de estudantes e demais interessados.

“Estamos vivendo algo sem precedentes na história da humanidade. De uma hora para a outra, tivemos nossas vidas transformadas”, diz o vice-presidente de Desenvolvimento Global e Comunicação do Instituto Ayrton Senna, Emilio Munaro. “Nos deparamos com a situação de escolas fechadas, entre outras. As pessoas perderam o senso do que vai acontecer e se viram diante da imprevisibilidade, o que torna as pessoas ansiosas. Para controlar isso, eu preciso desenvolver minhas habilidades”, acrescenta.

Segundo Munaro, habilidades socioemocionais podem ser aprendidas. Essas competências estão previstas, inclusive, na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), documento que estabelece o que deve ser ensinado em todas as escolas do país. De acordo com a BNCC, os estudantes devem ser capazes de “conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saúde física e emocional, compreendendo-se na diversidade humana e reconhecendo suas emoções e as dos outros, com autocrítica e capacidade para lidar com elas”.

“A ciência mostrou que na hora que se desenvolve competências socioemocionais, se potencializa as competências cognitivas. Se uma criança desenvolve resiliência e combina com abertura ao novo, tem desempenho melhor, por exemplo, em língua portuguesa. Ao invés de ensinar uma única fórmula matemática, eu ensino o aluno a sentar e resolver problemas. Com isso, eu associo a técnica de resolver problemas a qualquer disciplina, a física, química, biologia. Desde que aprenda a estrutura mental de resolver problemas, consigo fazer isso em qualquer disciplina”, diz Munaro.

Durante a pandemia

Em Granja, município cearense localizado a cerca de 300 quilômetros da capital do estado, Fortaleza, o professor de geografia das escolas municipal e estadual José Lira Dutra, defende que desenvolver competências socioemocionais é algo importante de ser feito desde já, mesmo antes do retorno às aulas presenciais.

“Fiz um levantamento junto a meus alunos e conversando com eles, percebi que eles estavam com uma dificuldade enorme, tanto na autogestão – assim como eu, professor, fiquei perdido, o aluno ficou sem saber como organizar sua rotina familiar e escolar – quanto na resiliência. A partir desse levantamento, comecei a trabalhar com eles essas competências”, conta.

Desde antes da pandemia, Dutra desenvolvia, com os estudantes do ensino médio o projeto diretor de turma voltado para o desenvolvimento de habilidades ligadas às emoções. Segundo o professor, com a suspensão das aulas presenciais, a realidade dos alunos mudou muito. Até então, eles eram proibidos de mexer no celular dentro da sala de aula. Agora, precisam da ajuda da tecnologia para aprender. “O aluno precisa se engajar no processo de aprendizagem. E esse processo hoje está mudando”.

Para ensinar nesse novo contexto, Dutra diz que ele mesmo precisou se reinventar e para isso, contar com as habilidades socioemocionais. “O professor precisa hoje se apropriar da tecnologia que está a disposição. É fácil? Não. Tem algumas dificuldades, a verdade seja dita.  A partir daí, tem que mostrar para o aluno que o professor está aberto a aprender a reaprender esses novos conceitos e novas práticas de aulas remotas. O professor estando engajado, o aluno vai entender e vai se engajando também. O professor tem uma força muito grande de engajar o aluno a partir da sua prática e da sua fala”, diz.

Atividades presenciais

Estados e municípios afirma que discutem formas seguras de retomar as aulas presenciais que, na maior parte dos locais, não tem data prevista. Tanto o Consed quanto a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) divulgaram documentos para orientar as redes de ensino a estipular regras para a retomada.

“Nós estamos com muita cautela porque todas as datas que a gente previu que voltaria não deram certo. Estamos discutindo não é quando voltaremos, mas o que faremos quando voltarmos, que tipo de cuidados teremos que ter, com os estudares, famílias. Como a gente vai fazer isso é motivo de debate o tempo todo”, diz Cecilia.

Nesta semana, o Conselho Nacional de Educação (CNE) aprovou um parecer com Orientações Educacionais para a Realização de Aulas e Atividades Pedagógicas Presenciais e Não Presenciais no contexto da Pandemia. De acordo com o parecer, a reabertura das escolas deve ser segura e consistente de acordo com as orientações das autoridades sanitárias locais e das diretrizes definidas pelos sistemas de ensino.

O parecer orienta ainda que as redes capacitem os professores e funcionários, pois “é essencial a preparação socioemocional de todos os professores e funcionários que poderão enfrentar situações excepcionais na atenção aos alunos e respectivas famílias, como também a preparação da equipe para a administração logística da escola”, diz o documento.  Fonte Agência Brasil.

Universidades desenvolvem apoio a diagnóstico de covid-19 com raio-x

A doutora Luciana Souza compara duas radiografias de tórax diferentes de um paciente enquanto conversa com um colega de um hospital de campanha criado para tratar pacientes que sofrem da doença de coronavírus (COVID-19) em Guarulhos, São Paulo

Três universidades do Paraná desenvolveram um método de apoio a diagnósticos de causas de pneumonia empregando inteligência artificial em procedimentos utilizando raio-x. O método pode auxiliar na detecção de covid-19. Até o momento, os pesquisadores conseguiram taxa de assertividade de 90% de detecção da doença.

A investigação está sendo desenvolvida por um grupo de pesquisadores de três instituições: Pontifícia Universidade Católica (PUC-PR), Universidade Estadual de Maringá (UEM) e Universidade Tecnológica Federal do Paraná – Campus Campo Mourão (UTFPR-CM).

Atualmente, exames de tomografias já são adotados como forma de identificar indícios do que pode ser uma complicação no pulmão em decorrência da infecção pelo novo coronavírus. Este tipo de procedimento contribui para a análise clínica que já é admitida como forma de confirmação de casos em mudanças recentes divulgadas pelo Ministério da Saúde.

A diferença do sistema desenvolvido pelos pesquisadores paranaenses é o auxílio de análises realizadas por meio de inteligência artificial para realizar a avaliação do que causou uma pneumonia a partir de raios-x da região do tórax. Dentre as motivações, a tecnologia identificou os casos de covid-19 com taxa de acerto de 90%.

Rodolfo Pereira, idealizador da pesquisa e estudante do Programa de Pós-Graduação em Informática da PUC-PR, explica que a solução foi pensada a partir da demanda de encontrar formas de diagnosticar a covid-19, mas que pode também servir para indicar o quadro relacionado a uma pneumonia e subsidiar a indicação de tratamento pelos médicos.

Ele destaca que o sistema não é uma forma autônoma de diagnóstico, mas um recurso de apoio que pode ser útil uma vez que parte de imagens de raio-x e dispensa o uso de um tomógrafo. “A gente acredite que o sistema não é 100% seguro. Mas a questão é que a máquina de raio-x é presente em muitos postos de atendimento, inclusive em cidades do interior”, salienta.

“Em um cenário mais caótico, um sistema como este poderia ser útil em um momento de primeira triagem. Ou do pessoal que está no interior e precisa ser encaminhado para outros locais para ter diagnóstico mais apropriado. Tomografia é exame mais caro, mais custoso e talvez demore mais”, complementa o professor do Programa de Pós-Graduação em Informática da PUC-PR Carlos Silla, orientador da pesquisa.

Agora as equipes pretendem apresentar o projeto à Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) com vistas a firmar parcerias com hospitais. Isso porque o sistema melhora na medida em que se analisam mais imagens. Até o momento, ele avaliou 1.144 imagens de pneumonias. Mas com o aumento da base de dados a taxa de acerto também pode ser ampliada.

Sirius: acelerador de elétrons revela detalhes do novo coronavírus

O Sirius, nome da nova fonte de luz síncrotron brasileira, do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas (SP), realizou os primeiros experimentos em uma de suas linhas de luz nesta semana. A primeira estação de pesquisa a entrar em funcionamento é capaz de revelar detalhes da estrutura de moléculas biológicas, como proteínas virais.

Cristal da proteína do novo coronavírus coletado para ser submetido à análise
Cristal da proteína do novo coronavírus coletado para ser submetido à análise – Divulgação/CNPEM

Nessas análises iniciais, pesquisadores do CNPEM observaram cristais de uma proteína  imprescindível para o ciclo de vida do vírus SARS-CoV-2, o novo coronavírus. Os primeiros resultados revelam detalhes da estrutura dessa proteína, importantes para compreender a biologia do vírus e apoiar pesquisas que buscam novos medicamentos para a covid-19, doença causada pelo novo coronavírus.

A primeira estação de pesquisa a entrar em funcionamento no Sirius é a linha de luz Manacá, dedicada a cristalografia de proteínas. Usando a difração de raios X esta linha de luz é capaz de revelar a posição de cada um dos átomos que compõem a proteína estudada, o que auxilia os pesquisadores a investigar a sua ação no organismo e sua interação com moléculas que têm potencial para o desenvolvimento de fármacos.

Além do Sirius, há outros aceleradores no mundo estudando as moléculas do coronavírus. “Há mais de 200 estruturas de pedaços do coronavírus depositada no banco de dados internacional, mas a nossa [fonte de luz síncrotron], já é uma das melhores em termos de resolução, já estamos competitivos comparados com outros experimentos. é uma corrida, tem muitos pesquisadores no mundo tentando fazer isso, estamos colhendo pistas, e isto que está sendo feito em vários aceleradores. Os pesquisadores querem olhar a estrutura e testar ligantes que podem ser candidatos a fármacos”, disse a pesquisadora do CNPEM que coordena a primeira estação de pesquisa a entrar em operação, Ana Carolina Zeri.

Neste primeiro experimento no Brasil foi analisada a 3CL Protease, do SARS- CoV-2. “Também conhecida por Mpro, essa molécula, em formato que lembra um coração, é uma das principais proteases do vírus, essencial para seu ciclo de vida. Essas proteases, fundamentais para a replicação viral, são alvos conhecidos para o desenvolvimento de medicamentos, já que, ao inibir essas proteínas, é possível interferir na proliferação do vírus. Inclusive, as primeiras drogas para HIV foram desenvolvidas mirando proteases do vírus e as drogas com essa ação estão presentes nos coquetéis utilizados para HIV, até hoje”, explicou a pesquisadora da força tarefa do CNPEM contra covid-19, Daniela Trivella.

Imagem em 3D de proteína do novo coronavírus obtida no Sirius.
Imagem em 3D de proteína do novo coronavírus obtida no Sirius. – Divulgação/CNPEM

O início dos experimentos nas instalações do Sirius envolve um minucioso processo de testes, no qual milhares de parâmetros são avaliados para garantir a geração de dados precisos. “Para constatar que a estação de pesquisa está dentro dos parâmetros projetados, gerando resultados confiáveis, resolvemos primeiramente a estrutura de proteínas bem conhecidas, como lisozima – uma molécula presente na nossa lágrima e saliva. Reproduzimos as medidas esperadas para essas amostras-padrão e, então, ao verificarmos a boa performance da máquina, seguimos para a coleta de dados de experimentos reais, com cristais de proteínas do SARS-CoV-2”, explica Ana Carolina Zeri.

Primeiros experimentos

A amostra analisada nos primeiros experimentos no Sirius foi a proteína 3CL do SARS-CoV-2. Produzida e cristalizada no Laboratório Nacional de Biocências (LNBio), do CNPEM, a 3CL participa do processo de replicação do vírus dentro do organismo durante a infecção.

“Inicialmente, reproduzimos a estrutura de uma proteína já conhecida para testar os resultados gerados pela Manacá. Com a obtenção de dados confiáveis e competitivos, vamos aprofundar os estudos em biologia molecular e estrutural que integram nossa força-tarefa contra o SARS-CoV-2. Temos vários grupos de pesquisadores mobilizados para investigar os mecanismos moleculares relacionados à atividade dessa proteína, buscar inibidores de sua atividade, estudar outras proteínas virais, gerar conhecimentos que podem apoiar o desenvolvimento de medicamentos contra a doença”, detalhou o Diretor do Laboratório Nacional de Biociências (LNBio), Kleber Franchini.

Os próximos passos da pesquisa do CNPEM integram a Rede Vírus MCTI, comitê de assessoramento estratégico do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações que atua na articulação de Unidades de Pesquisa envolvidas no combate ao coronavírus.

Sirius está aberto aos pesquisadores

“Além do nosso compromisso com a agenda pública de pesquisas com o SARS-CoV-2, coordenada pelo MCTI, o início da operação da Manacá vai beneficiar a comunidade científica de todo o País. Pesquisadores dedicados a estudar os detalhes moleculares relacionados à doença poderão submeter, a partir da próxima semana, propostas de pesquisa para utilizar essa linha de luz”, anunciou o Chefe da Divisão de Materiais Moles e Biológicos do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS) do CNPEM, Mateus Cardoso.

Para utilizar o Sirius, as propostas de pesquisa da comunidade científica passarão por uma avaliação técnica dos especialistas do LNLS. “Neste momento, consideramos que a máquina está em fase de comissionamento científico (fase final de testes), realizando experimentos ainda em condições que impõem algumas limitações. Entretanto, em resposta à crise causada pela covid-19, optamos por disponibilizar antecipadamente essa ferramenta aos pesquisadores que já têm familiaridade com experimentos de cristalografia de proteínas, para que eles possam avançar no entendimento molecular do vírus”, ponderou o Diretor do LNLS, Harry Westfahl Jr.

Dentre as 13 estações de pesquisa do Sirius previstas para a 1ª fase do projeto, duas delas tiveram as montagens priorizadas, desde o início da pandemia, por permitirem estudos sobre o vírus e sua interação com células humanas. Além da Manacá, a equipe do projeto corre contra o tempo para entregar, ainda nos próximos meses, a linha de luz Catereté, voltada a técnicas de Espalhamento Coerente de Raios X, onde será possível produzir imagens celulares tridimensionais de alta resolução.

O diretor-geral do CNPEM e do projeto Sirius, José Roque, destaca que, em resposta à uma situação emergencial, a comunidade científica está sendo chamada a apresentar suas propostas de pesquisa em SARS-CoV-2. “Começamos a oferecer condições de pesquisa inéditas para os pesquisadores do país. Neste momento, em que se fala tanto da importância da ciência e tecnologia para a solução de problemas, estamos diante de uma máquina avançada, projetada por brasileiros e construída em parceria com a indústria nacional. Espero que, cada vez mais, todos os setores da sociedade reconheçam a importância da ciência para a solução dos nossos problemas e as capacidades que temos no país”, conclui.

Sirius

Projetado e construído por brasileiros, o Sirius é uma das fontes de luz síncrotron mais avançadas do mundo. Este grande equipamento científico possui em seu núcleo um acelerador de elétrons de última geração, que gera um tipo de luz capaz de revelar a microestrutura de materiais orgânicos e inorgânicos. Essas análises são realizadas em estações de pesquisa, chamadas linhas de luz. O Sirius irá comportar diversas linhas de luz, otimizadas para experimentos diversos, e que funcionarão de forma independente entre si, permitindo que diversos grupos de pesquisadores trabalhem simultaneamente, em diferentes pesquisas nas mais diversas áreas, como saúde, energia, novos materiais, meio ambiente, dentre outras. Sirius é financiado pelo Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovações.Fonte Agência Brasil.

Mourão: empresários pedem definição de metas para a Amazônia

O vice-presidente Hamilton Mourão se reuniu com representantes empresariais brasileiros nesta sexta-feira (10), no Palácio do Planalto, para debater medidas de combate ao desmatamento na Amazônia. É o segundo dia consecutivo em que Mourão, que preside o Conselho da Amazônia, se reúne com empresários para tratar do assunto. Ontem (9), ele participou de uma videoconferêcia com investidores estrangeiros.

“Todos eles colocam a questão de que a gente tem que ter uma meta, reduzir o desmatamento ao mínimo aceitável, e as pessoas entenderem que não podem desmatar”, afirmou Mourão, após reunião desta sexta.

Segundo agenda oficial, Mourão esteve com Marina Grossi, presidente do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), colegiado que reúne 60 dos maiores grupos empresariais do país, com faturamento equivalente a cerca de 45% do Produto Interno Bruto (PIB, soma de bens e serviços produzidos no Brasil) e responsáveis por mais de 1 milhão de empregos diretos. Também participaram da reunião Marcello Brito, presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG) e Paulo Hartung, presidente da Indústria Brasileira de Árvores (IBÁ). O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, participou por meio de videoconferência.

Os dois encontros de Mourão com investidores foram motivados por uma carta que o governo federal recebeu, em junho, de empresas brasileiras e estrangeiras em que elas manifestam preocupações relacionadas ao desmatamento e pedem a defesa de uma agenda do desenvolvimento sustentável. De acordo com o vice-presidente, o Conselho da Amazônia está desenvolvendo um plano de trabalho que possa apontar metas precisas de redução do desflorestamento na região.

“Eu prefiro que a gente consiga terminar o nosso planejamento e eu dizer que daqui até 2022, a cada semestre, eu vou reduzindo em X por cento, até chegarmos num ponto aceitável. Algo factível, e não ficar fazendo promessa que eu não vou cumprir.”

Mourão também comentou sobre a participação das Forças Armadas nas operações de repressão a crimes ambientais. Um novo decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), assinado pelo presidente Jair Bolsonaro, foi publicado nesta sexta-feira no Diário Oficial da União (DOU), prorrogando a presença das Forças Armadas na Amazônia Legal até 6 de novembro.

“Eu não vejo, no curto prazo, como operar sem o apoio das Forças Armadas. Para trabalhar sem as Forças Armadas eu preciso reconstruir a força de trabalho das agências ambientais”, disse.

Segundo o vice-presidente, órgãos ambientais como Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) operam com cerca de 50% de seu efetivos de servidores e apenas uma fração deles atua diretamente em campo, o que dificulta uma ação mais abrangente.

“Temos menos de 50% do efetivo, sendo que dos 50% existentes, você pode botar que dois terços estão no escritório e um terço que está na rua, e esse um terço que está na rua não está só na Amazônia”, apontou o vice-presidente.  Fonte Agência Brasil

 

Prova de vida de aposentados e pensionistas é suspensa até setembro

O recadastramento anual de aposentados, pensionistas e anistiados políticos está suspenso até 30 de setembro para evitar contaminações por covid-19. O prazo, que acabaria no próximo dia 16, foi prorrogado por causa da pandemia.

A instrução normativa do Ministério da Economia com o adiamento foi publicada na quarta-feira (8) no Diário Oficial da União. As visitas técnicas para comprovação de vida, interrompidas desde março, também continuam suspensas.

Segundo a Secretaria de Gestão e Desempenho de Pessoal do Ministério da Economia, cerca de 700 mil pessoas serão afetadas pelo adiamento. A instrução normativa esclarece que a suspensão não prejudica o pagamento dos benefícios aos aposentados, pensionistas e anistiados.

Realizada todos os anos no mês de aniversário do beneficiário, a comprovação de vida é exigida para a manutenção do pagamento do benefício. A prova de vida exige o comparecimento do segurado ou de algum representante legal ou voluntário à instituição bancária onde saca o benefício.

Desde agosto do ano passado, o procedimento pode ser feito por meio do aplicativo Meu INSS ou pelo site do órgão por beneficiários com mais de 80 anos ou com restrições de mobilidade. A comprovação da dificuldade de locomoção exige atestado ou declaração médica. Nesse caso, todos os documentos são anexados e enviados eletronicamente.Fonte Agência Brasil.

Leitos para coronavírus mantêm baixa ocupação no Maranhão

Os leitos reservados para coronavírus na rede estadual de saúde do Maranhão mantém uma taxa de ocupação sob controle, tanto em relação às UTIs quanto aos clínicos. São centenas de leitos livres.

Muitos Estados brasileiros têm taxa de ocupação acima de 90%, chegando em alguns casos a 100%.

No Maranhão, de acordo com o boletim da Secretaria de Estado da Saúde, 36,63% dos leitos para Covid-19 estão ocupados. Ou seja, mais de seis em cada dez estão livres.

Nos leitos de UTI, a taxa de ocupação é de 65,9%, índice considerado confortável neste momento.

“A ocupação de leitos de UTI e de leitos clínicos, considerando apenas os leitos para coronavírus na rede estadual, tem taxas que, neste momento, mostram o efeito positivo dos investimentos que realizamos”, afirmou o governador Flávio Dino.

Após a rede estadual chegar a 1.800 leitos exclusivos para coronavírus, parte deles na capital está sendo destinada a pacientes de outras doenças, justamente por causa da baixa ocupação.

Atualmente, são cerca de 1.500 leitos reservados para Covid-19 em todas as regiões.

Recuperados

O Maranhão atingiu o número de 73.847 pessoas recuperadas do coronavírus. A quantidade vem crescendo, mas ainda indica preocupação porque o total de casos ativos (que ainda têm a doença) mostra estabilidade. No último boletim, eram 19.119 casos ativos no Estado.

Ascom

Governo do Maranhão inaugura plataforma de comércio online para pequenos empreendedores

O Governo do Maranhão inaugurou, nesta sexta-feira (10), a Rede Solidária de Comércio Virtual (ReSolVi). A plataforma (resolvi.ma.gov) disponibiliza espaço de vendas online a pequenos empreendedores, além do acesso a capacitações e linhas de crédito para impulsionar seus negócios. A solenidade de inauguração ocorreu de forma virtual, com transmissão pelos canais oficiais do Governo.

O vice-governador Carlos Brandão ressaltou o pioneirismo da plataforma, que, para ele, é um bom exemplo de como a gestão do governador Flávio Dino vem agindo durante a pandemia.

“Os momentos de crise sempre exigem muita criatividade, e nós temos buscado soluções constantemente. Aqui nós priorizamos a saúde das pessoas, sem deixar de agir na economia. Prova disso é que o Maranhão foi o estado do Nordeste que menos perdeu emprego durante esse período de crise sanitária”, frisou.

A Rede Solidária de Comércio Virtual é uma iniciativa da Secretaria do Trabalho e da Economia Solidária (Setres) e integra um conjunto de ações desenvolvidas pelo Governo do Maranhão, a fim de minimizar os impactos causados pela Covid-19 aos trabalhadores maranhenses.

“É um trabalho que muito nos orgulha, porque a ReSolVi trouxe otimismo e esperança aos nossos pequenos empreendedores, que estavam sem perspectivas por conta da pandemia. A plataforma já conta com cerca de 1500 empreendimentos cadastrados, que agora poderão comercializar seus produtos e serviços”, destacou o secretário de Estado do Trabalho, Jowberth Alves.

A ReSolVi visa conectar pequenos empreendedores aos consumidores, fortalecendo seus negócios. O site de vendas (resolvi.ma.gov) abrigará uma diversidade de produtos que vão desde vestuário, gastronomia, marcenaria, setores jurídicos e administrativos,  até mesmo serviços de entrega rápida.

Também participaram da solenidade virtual o deputado federal Zé Carlos; o coordenador Estadual de Economia Solidária, Ricarte Almeida; e os secretários estaduais Gerson Pinheiro (Igualdade Racial); Nayra Monteiro (Mulher); Catulé Júnior (Turismo); Luciene Dias (Agricultura Familiar).

Ascom

Equatorial Maranhão realiza manutenção no povoado Cajazeiras

Na última semana, equipes da Equatorial Maranhão intensificaram ações de manutenção na rede elétrica na região do povoado Cajazeiras, zona rural de Codó. Foram realizadas várias podas de galhos de árvores e troca de postes que vão garantir a continuidade e qualidade da energia elétrica.

“Cerca de 211 famílias foram beneficiadas com essas ações que têm o propósito de evitar ocorrências de falta de energia na região”, destacou Ricardo Lima, Líder Regional da Base Integrada.

A Companhia ressalta ainda que em casos de ocorrências, os consumidores devem entrar em contato com a Central de Atendimento 116, com ligação gratuita. Os clientes também podem falar com a Clara, pelo whatsApp, por meio do número 98 2055-0116, quando houver falta de energia.blank

Assessoria de Imprensa da Equatorial Maranhão