Blog do Walison - Em Tempo Real

O desafio para jovens não adotados que completam 18 anos

A jovem Lauana Maria Akutsu, de 18 anos, que está morando há 15 dias em uma república jovem no bairro Itaquera, em São Paulo, morou em abrigos desde os 3 anos.

“Nasci em uma família um pouco problemática, minha mãe me largou na maternidade quando era bebê. Fiquei com um pouco com a minha avó e depois voltei. Desde os 3 anos morei em abrigos”, conta a moça, que hoje trabalha na parte administrativa do São Paulo Futebol Clube.

Launa lembra que os anos passados nos serviços de acolhimento não foram fáceis. “Passei por um abrigo em que eu apanhava bastante das meninas de lá. Depois eu morei num abrigo lá do Paraná, aí voltei para São Paulo para morar com a minha avó, mas, ela teve um AVC [acidente vascular cerebral] e acabou falecendo. Aí eu fui para um abrigo de novo. Foi difícil, porque eu precisava do carinho da minha mãe, do meu pai, só que eu não tinha. Eu cresci revoltada por conta disso e sempre achei que eu era o problema de não ter um pai e mãe perto de mim.”

Ela diz que sempre quis entender por que foi abandonada pela mãe, mas que hoje aceita melhor o fato. “Queria entender o motivo pelo qual minha mãe tinha me abandonado, de não ter se importado comigo, então foi meio difícil para mim passar esses anos no abrigo, mas eu aprendi que não tem o que fazer, eu nasci numa família problemática e aqui estou eu.”

Desejo comum das crianças dos abrigos, ela também queria ter sido adotada. “Nos anos finais no abrigo, eu me senti um pouco deprimida porque estava vendo meus amigos indo para adoção e me sentia muito triste porque queria ter uma família perto de mim, queria poder sentir o amor de mãe, de pai, queria ter essa sensação de alguém para me cuidar e gostar de mim e de me apoiar nos meus sonhos”. 

Hoje, ela está esperançosa, mantém os sonhos e pretende batalhar ainda pela guarda do irmão mais novo. “Agora que eu tenho 18 anos planejo terminar o ensino médio, fazer um curso técnico de moda, trabalhar como modelo fotográfica e fazer uma faculdade de estilismo, porque são duas coisas de que eu gosto muito. Também quero conseguir fazer uma casinha para poder pegar a guarda do meu irmão que está lá no abrigo.”

República Jovem

Segundo Lauana, a República Jovem Maria Maria é um bom lugar para viver. “É bastante espaçoso, arejado. Tenho muito o que aprender aqui dentro, muito o que desenvolver, estou gostando de morar na República Jovem porque dá mais oportunidade, mais autonomia. Estou gostando”, afirma a jovem.

As repúblicas jovens são um serviço administrado pela Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social, por meio de parcerias com organizações da sociedade civil (OSCs). A república em que Lauana mora tem capacidade para acolher até seis jovens mulheres, que poderão ser encaminhadas a outros serviços, programas e benefícios da rede socioassistencial e demais políticas públicas. 

A unidade é destinada a atender jovens com idade acima de 18 anos que foram abandonadas por suas famílias ou que têm vínculos fragilizados, estão em situação de vulnerabilidade social e sem condições de moradia. As acolhidas devem ter autonomia financeira para contribuir com as despesas da casa, onde podem permanecer até os 21 anos.

Na república, Lauana e as outras moradoras têm acompanhamento de um profissional para gestão coletiva da moradia, apoio na construção de regras de convívio, definição da forma de participação nas atividades domésticas cotidianas e gerenciamento de despesas.

São Paulo - Lauana Akutsu, Adriana Fernandes e Jessica Dines desenvolvem a autonomia, dividem as atividades domésticas cotidianas e o gerenciamento de despesas na República Jovem Maria Maria, em Itaquera.

Lauana, Adriana e Jessica buscam autonomia, dividem serviços domésticas e gerenciam despesas – Rovena Rosa/Agência Brasil

“Serviços como esses são importantes para que os jovens tenham autonomia e sejam protagonistas de sua história, pois a república tem outra dinâmica de acolhimento, com mais liberdade e responsabilidade, para que se tornem vencedores”, destaca a secretária municipal de Assistência e Desenvolvimento Social, Berenice Giannella.

Existem sete repúblicas jovens em São Paulo, localizadas em Ermelino Matarazzo, Casa Verde, Aricanduva, Lapa, Pirituba, Penha e Itaquera, as duas últimas inauguradas em fevereiro deste ano. No total, são disponibilizadas 90 vagas.

Apadrinhamento afetivo

Matheus Gomes, de 20 anos, também passou por vários serviços de acolhimento desde os 2 anos de idade, junto com os irmãos. Até que em 2012, já com 12 anos, ele conheceu o educador social André Luis Oliveira da Silva, que mais tarde se tornou padrinho dele. “Quando conheci o André, ele era educador do abrigo e assim que a gente se mudou de lá o André acompanhou a gente, ajudou nas lições de escola e algumas outras coisas”, lembra o rapaz.

“Eu trabalhava em um serviço de acolhimento, e ele chegou lá com os irmãos mais novos. Fomos nos conhecendo e, depois de uns dois anos, eles foram transferidos de abrigo. Eu e mais três voluntárias que frequentavam o abrigo decidimos que iríamos acompanhá-los. As três conseguiram formalizar um pedido no Judiciário e tornaram-se madrinhas afetivas. Apesar de não ter participado dessa ação no Judiciário, continuei acompanhando os meninos. Tornei-me um padrinho afetivo também, participando de momentos únicos com eles, como aniversários, festas de final de ano e passeios”, detalha André.

Entre 2012 e 2018, Matheus e os irmãos moraram em quatro abrigos diferentes, sendo o último o SOS Aldeias Infantis, onde ele passou cerca de dois anos. Quando fez 17, começou um trabalho de fortalecê-lo para a saída, descreve o educador social. “Mas acabou que não foi muito eficiente, porque ele estava bem atrasado na escola e não conseguia trabalho, além de não demonstrar amadurecimento sobre a ideia de que sairia do abrigo. Foi um ano bem angustiante”, relembra o educador.

Quando Matheus fez 18 anos, André, as madrinhas e o abrigo fizeram um acordo. “Alugamos uma casa para que morasse sozinho, mas ele ficava mais na minha casa e com um amigo do que na própria casa. Em agosto de 2018, ele conseguiu um trabalho de jovem aprendiz em uma loja de calçados. Ficou evidente que não conseguiria se organizar para dar conta da casa, do trabalho e da escola, mesmo com nosso suporte remoto. Decidimos, eu e ele, que o melhor seria ele morar comigo. Desde então, moramos nós dois juntos.”

Matheus perdeu o trabalho no fim de 2019, porque o contrato venceu e, com a pandemia no ano seguinte, ele continua desempregado. “A boa notícia é que ele conseguiu finalizar o ensino médio, o que foi uma superconquista, mas precisou que eu ficasse monitorando todas as atividades e incentivando ininterruptamente, o que, de certa forma, foi meio cansativo também”, desabafa o padrinho do jovem.

No momento, Matheus está planejando o que fazer da vida. “É legal viver com o meu padrinho, ele me ajuda para caramba, e agora estamos planejando o que quero fazer daqui para a frente: estou fazendo um projeto de vida, mas os meus planos não estão certos ainda, mas sonho ter minha casa, fazer faculdade e viver viajando!”

Legalmente, Matheus não tem nenhum vínculo com André, mas a convivência é a mesma de uma família. “Mesmo com quase 21 anos, ele precisa de muita orientação e incentivo, pois a vivência tão longa em instituições deixou algumas marcas e ‘inabilidades sociais’. É óbvio que nossa relação precisa ser cuidada todos os dias e nem sempre é fácil, mas, é possível ver que ele fez muitos avanços, além de me respeitar bastante e procurar sempre ouvir o que tenho pra dizer – mesmo que no final ele faça certas coisas do jeito dele.”

André diz que conhece muitos jovens que não tiveram a mesma oportunidade que Matheus ou que não conseguiram sustentar esse tipo de relação. “Os irmãos dele são um exemplo disso, pois hoje um tem 18 e outro tem 19, mas acabaram por trilhar outros caminhos.”

O que diz o ECA

Apesar da iniciativa paulista de instalar repúblicas e de histórias como a de Matheus, a realidade não é igual no restante do país, isto porque o próprio Estatuto da Juventude não prevê essas repúblicas como obrigatórias, destaca o advogado Ariel de Castro Alves, especialista em direitos da infância e juventude, membro do Instituto Nacional do Direito da Criança e do Adolescente.

“A legislação é falha ao não obrigar os municípios a manterem repúblicas para jovens. Eles têm direito previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) de ficar nos abrigos até completar 18 anos. Depois acabam sendo excluídos dos serviços de acolhimento e ficam sem qualquer apoio. Todo investimento feito para manter essas crianças e adolescentes dignamente e protegidas nos serviços de acolhimento cai por terra quando são expulsos aos 18 anos dos abrigos. Muitos vão morar nas ruas, outros se envolvem com drogas e crimes e acabam no sistema prisional,”

Para o advogado, são necessárias intervenções e programas sociais que preparem os adolescentes para a emancipação econômica e social e para a autonomia enquanto ainda estão nos abrigos. “Por meio da escolarização, profissionalização, ensino técnico, formação profissional, bolsas de estudos, programas de estágio e aprendizagem. Há também necessidade de trabalhos de reaproximação deles com suas famílias de origem ou com famílias extensas, como avós e tios, ou a inclusão deles em programas de apadrinhamento.”

Na opinião do especialista, o auxílio emergencial adotado na pandemia deveria ser uma política pública permanente de renda básica para jovens egressos de serviços de acolhimento. “Esses jovens deveriam ser incluídos como prioritários para receber o auxílio, isso ajudaria a diminuir a população de rua e do sistema prisional.”

Direito à moradia

Um projeto de lei do Senado, o PL 507/2018, cria a Política de Atendimento ao Jovem Desligado de Instituições de Acolhimento, um serviço de apoio para organizar moradias, nos moldes das repúblicas de estudantes universitários, destinadas a jovens de 18 a 21 anos que precisaram deixar o serviço de acolhimento de adolescentes e que estejam em situação de vulnerabilidade.

De acordo com o projeto, elaborado pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Maus-Tratos, encerrada em 2018, essas repúblicas deverão acolher, separadamente, os jovens do sexo masculino e feminino acima de 18 anos impossibilitados de retornar à família de origem ou de ser acolhidos por família substituta. Também vão abrigar aqueles sem condições de prover o próprio sustento.

As repúblicas serão localizadas em áreas residenciais, seguindo o padrão socioeconômico da comunidade em que estiverem inseridas. O esquema de funcionamento da casa deverá buscar a construção da autonomia pessoal dos jovens, com desenvolvimento da autogestão, autossustentação e independência.

O texto também determina o incentivo à participação dos jovens em atividades culturais, artísticas, esportivas, de aceleração de aprendizagem e cursos profissionalizante para a inserção no mercado de trabalho.

O PL foi recebido pelo senador Paulo Paim (PT-RS), relator na Comissão de Direitos Humanos, com voto favorável à aprovação. Desde novembro de 2020, o PL está pronto para entrar na pauta na comissão.Por Agência Brasil

ONU: 931 milhões de toneladas de alimentos foram para o lixo em 2019

Conferência Green Rio 2015

Cerca de 931 milhões de toneladas de alimentos – 17% do total disponível aos consumidores em 2019 – foram para o lixo de residências, do comércio varejista, de restaurantes e de outros serviços alimentares, segundo pesquisa da Organização das Nações Unidas (ONU). O montante equivale a 23 milhões de caminhões de 40 toneladas carregados, o que, segundo a entidade, seria suficiente para circundar a Terra sete vezes.

O Índice de Desperdício de Alimentos 2021, do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e da organização parceira WRAP, do Reino Unido, divulgado esta semana, analisa sobras alimentares em pontos de venda, restaurantes e residências – considerando partes comestíveis e não comestíveis, como ossos e conchas.

Foram observadas, ao todo, 152 unidades em 54 países. De acordo com o documento, o desperdício de alimentos é um problema global e não apenas de países desenvolvidos. As perdas de alimentos foram substanciais em quase todas as nações onde o desperdício foi medido, independentemente do nível de renda.

A maior parte desse desperdício, segundo o relatório, tem origem em residências – 11% do total de alimentos disponíveis para consumo são descartados nos lares. Já os serviços alimentares e os estabelecimentos de varejo desperdiçam 5% e 2%, respectivamente.

Em termos globais per capita, 121 quilos de alimentos são desperdiçados por consumidor a cada ano. Desse total, 74 quilos são descartados no ambiente doméstico. O desperdício tem impactos ambientais, sociais e econômicos significativos, assinala o relatório. Entre 8% e 10% das emissões globais de gases de efeito estufa, por exemplo, estão associadas a alimentos não consumidos, considerando as perdas em toda a cadeia alimentar.

Mudança climática

A diretora-executiva do Pnuma, Inger Andersen, avalia que a redução do desperdício de alimentos ajudaria a reduzir as emissões de gases de efeito estufa, retardaria a destruição da natureza, aumentaria a disponibilidade de comida e, assim, reduziria a fome, além de contribuir para economizar dinheiro em um momento de recessão global.

“Se quisermos levar a sério o combate à mudança climática, à perda da natureza e da biodiversidade, à poluição e ao desperdício, empresas, governos e cidadãos de todo o mundo devem fazer a sua parte para reduzir o desperdício de alimentos”, disse, ao destacar que a Cúpula de Sistemas Alimentares da ONU deste ano será uma oportunidade de lançar “novas e ousadas” ações para enfrentar o desperdício alimentar.

Segundo a ONU, o total de 690 milhões de pessoas afetadas pela fome ao longo de 2019 deverá crescer de maneira acentuada por conta da pandemia de covid-19. Além dessa parcela da população global, existem também, de acordo com a entidade, 3 bilhões de pessoas incapazes de custear uma dieta saudável.

Uma das sugestões apontadas no relatório é que os países incluam o desperdício de alimentos nas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs, na sigla em inglês) no âmbito do Acordo de Paris, enquanto fortalecem a segurança alimentar e reduzem os custos para as famílias. O documento também defende a prevenção do desperdício de alimentos como uma área primária a ser incluída nas estratégias de recuperação da covid-19.

Cerca de 14 países já possuem dados sobre o desperdício doméstico de alimentos coletados de forma compatível com o índice do Pnuma. Outros 38 países têm dados sobre desperdício doméstico que, com pequenas mudanças na metodologia, cobertura geográfica ou tamanho da amostra, permitiriam a criação de uma estimativa compatível.Por Agência Brasil

Reinaldo Bezerra Faz Duras Críticas ao Atual Modelo de Gestão Adotado Por Zé Francisco e Falsas Promessas de Súper Saúde em Três Meses de Gestão

Três meses para melhorar a saúde de Codó – promessa de Zé Francisco não será cumprida

Faltando pouco mais de três semanas para completar três meses de mandato no cargo de prefeito na cidade de Codó, o codoense ainda não percebeu na prática o que realmente mudou na área que gerou maior expectativa nas nossas vida, haja visto que o ex-prefeito da cidade Francisco Nagib, brincou com a Saúde do codoense, nomeou um advogado para gerir a pasta, tendo o Zé acertadamente nomeado um médico, que é codoense para assumir a missão de oferecer dignidade a todos.

A maior decepção está sendo justamente na Saúde, dois médicos juntos, um prefeito e outro Secretário de Saúde, mas nem mesmo medidas para o enfrentamento ao Novo Coronavírus estamos vendo.

Os leitos de UTI lotados, pacientes sendo transferidos para outras cidades e as mortes sucessivas está sendo a marca da nova gestão.
É ou não é codoense uma decepção?

Não podemos colocar na conta do atual prefeito a culpa do aumento dos casos de Covid 19 em Codó, mas em dois meses já colhemos resultados da omissão do novo governo.

A literatura médica moderna, nos mostra que em duas semanas podemos perceber resultados de omissão ou ações, porém, Zé Francisco não adotou medidas mais pontuais desde que assumiu o governo, mesmo sendo sabedor que, estamos no segundo ano da pandemia.

Na condição de médico e mais ainda como gestor da cidade, não podemos apenas jogar a culpa na sociedade, pois ao cidadão cabe cumprir a Lei e o gestor municipal abriu mão de medidas impopulares para combater a pandemia e hoje nossos irmãos estão perdendo a vida para esse

Veja o Momento Exato em que Coronel da Polícia Militar do Maranhão é Arrastada durante Roubo de Veícilo

Na noite desta sexta-feira 05/03/2021 uma coronel da Polícia Militar do Maranhão, identificada como Edilene Silva, foi vítima de assalto. Os meliantes levaram o seu veículo e ainda arrastaram a coronel por alguns metros durante a fuga que por pouco não aconteceu o pior.

Logo após o triste e lamentável ocorrido a coronel foi encaminha ao hospital com muitas escoriações em várias partes do corpo, a polícia saiu à procura dos criminosos e do carro roubado mais até o momento nenhuma informação sobre o paradeiro dos meliantes.

Conmebol suspende eliminatória sul-americana que seria no fim de março

A Conmebol decidiu neste sábado (6) suspender as próximas datas das eliminatórias sul-americanas para a Copa do Mundo previstas para fim de março devido às dificuldades para a participação de jogadores que atuam na Europa.

As equipes deveriam jogar uma rodada dupla entre 25 e 30 de março do torneio que começou em outubro, mas as partidas estavam em dúvida devido à resistência dos clubes europeus em ceder seus jogadores em meio às restrições de quarentena pela pandemia de coronavírus.

“O Conselho da Conmebol resolveu suspender a rodada dupla das Eliminatórias para Catar 2022 prevista para março. A decisão segue-se à impossibilidade de contar a tempo e forma com todos os jogadores sul-americanos”, disse a entidade em sua conta do Twitter. “A Fifa analisará a reprogramação da rodada, em coordenação com a Conmebol e as associações. Em breve serão estudadas as diferentes opções para a realização das partidas”, completou.

Na quinta rodada estavam previstos os encontros entre Bolivia-Peru, Venezuela-Equador, Chile-Paraguai, Colômbia-Brasil e Argentina-Uruguai. Na sexta rodada deveriam se enfrentar Equador-Chile, Uruguai-Bolívia, Paraguai-Colômbia, Peru-Venezuela e Brasil-Argentina.Por Agência Brasil

Morre o tenente-coronel Adelmam,por complicações de covid-19

Morreu hoje o tenente-coronel Adelmam de Brito Barbosa, que estava internado em consequência da Vocid-19. Ele Era presidente do Clube dos Oficiais PM/ BM.

Confira abaixo a nota de pesar dos integrantes da turma de sargentos PM/BM de 1990 e da Feneme:

NOTA DE PESAR

É com imenso pesar que os integrantes da turma de sargentos PM/BM de 1990 informa a triste partida do nosso irmão tenente Coronel PM Adelman de Brito Barbosa, para os braços de Deus.
Desejamos que deus console a sua família e amigos próximos enlutados!

NOTÍCIA TRISTE – ESTAMOS DE LUTO

Prezados Dirigentes de Entidades Filiadas e demais Oficiais da FENEME

Com muito pesar informamos o falecimeto nesta madrugada do Ten Cel *ADELMAN* Britto Barbosa da PMMA um dos fundadores da FENEME em 15 dezembro 2006 – do então Clube dos Oficiais de Oficisis do Maranhão.

Além disso foi anfitrião do IV ENEME em São Luís – MA e também Conselheiro Fiscal de nossa FEDERAÇÃO.

O Ten Cel Adelman estava internado na UTI e intubado com COVID-19 em estsdo grave e infelizmente não resistiu.

Sentimentos à toda sua família e círculo de amizade.

Sábado muito triste.

Cel Marlon
Presidente da FENEME

História em quadrinhos retrata língua indígena de sinais

Uma história em quadrinhos (HQ) retrata, de forma pioneira, a língua indígena de sinais utilizada pelos surdos da etnia terena, anunciou nesta semana a Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Segundo a universidade, a obra, produzida por Ivan de Souza, em trabalho de conclusão do curso de licenciatura em Letras Libras, tem o propósito de fortalecer o reconhecimento e a preservação das línguas de sinais indígenas e é apresentada em formato plurilíngue, sinalizada também na Língua Brasileira de Sinais (Libras).

A UFPR lembra que comunicação por meio da língua materna é importante pois ajuda a manter viva a cultura, a identidade e a história dos povos indígenas.

Nas aldeias da etnia terena, localizadas principalmente no estado de Mato Grosso do Sul, a língua oral terena é amplamente utilizada. Os surdos dessa etnia também se comunicam com sinais diferentes dos pertencentes ao sistema linguístico utilizado pelos surdos no Brasil (Libras). Após diversas pesquisas, especialistas concluíram que esses sinais constituem um sistema autônomo, chamado língua terena de sinais.

Cultura indígena

O trabalho de conclusão do curso de licenciatura em Letras Libras da Universidade Federal do Paraná (UFPR) teve início em 2017, quando o estudante pesquisava a história dos surdos no Paraná, na iniciação científica.

De acordo com a universidade, todo o processo teve acompanhamento de pesquisadoras que já desenvolviam atividades com os terena surdos, usuários da língua terena de sinais. A comunidade indígena também teve participação ativa no desenvolvimento e depois, na validação da obra junto ao seu povo.

Para a indígena Maíza Antonio, professora de educação infantil continuar pesquisando o tema é importante para que os próprios integrantes das aldeias entendam melhor os sinais utilizados por parte de seu povo.

Indígena da etnia terena, ela trabalha com a língua materna na escola da comunidade. “Nossos alunos têm optado por estudar na cidade, por não estarmos preparados para recebê-los em nossa escola. Essa história em quadrinhos servirá como material didático para trabalharmos com os alunos surdos e como incentivo para que nós, professores, busquemos novas ferramentas de ensino nessa área”, disse, em entrevista ao site da UFPR.

Sinalário

Souza e os especialistas que o auxiliaram no projeto também desenvolveram um “sinalário”, isto é, um registro em Libras dos principais conceitos apresentados na narrativa visual e um glossário plurilíngue abrangendo palavras utilizadas no dia a dia da comunidade. “Levantamos os vocabulários que mais se repetiam e organizamos em uma planilha. Depois buscamos localizar os sinais já existentes em sites e aplicativos. Filmamos os sinais e disponibilizaremos esse material no YouTube, com o objetivo de expandir o conhecimento sobre as línguas sinalizadas e de minimizar a barreira linguística”, explica.

De acordo com o autor, o trabalho tem relevância para os indígenas da comunidade terena e de outras etnias e para a sociedade em geral.

“Esse é mais um material disponível para os terena ensinarem sua história de forma acessível a ouvintes e surdos. É importante também para mostrar à sociedade como existem povos, culturas, identidades e línguas diferentes no país. E que essa diversidade precisa ser respeitada, preservada e valorizada”.

O jovem escritor tem esperança de que o trabalho possa despertar a sensibilidade para com os povos indígenas e para as demais línguas de sinais presentes no Brasil. Outro objetivo do autor é que, com o reconhecimento dessas línguas autônomas de sinais, torne-se possível que surdos indígenas tenham, de fato, o direito de serem ensinados em sua língua materna garantido, assim como apregoado na Constituição Federal. Ele pretende distribuir a HQ em escolas indígenas.

Segundo a UFPR, além de possibilitar a disseminação e a preservação da língua terena de sinais, a história tem o propósito de evidenciar a cultura e a história desse povo. O estudante cita uma das pesquisadoras que trabalhou com ele nesse projeto para definir o que pensa sobre o tema. “Cada língua reflete um modo de ver o mundo, um modo diferente de pensar. Se perdemos uma língua, perdemos possibilidades, perdemos a capacidade de criar, imaginar, pensar de um modo novo e talvez até mais adequado para uma dada situação”, indica Priscilla Alyne Sumaio Soares em sua tese de doutorado intitulada Língua Terena de Sinais. “Só podemos preservar aquilo que é registrado e esse é um dos nossos objetivos, preservar uma pequena parte da história do povo terena por meio da HQ”, afirma Souza.

HQ Língua Indígena de Sinais

Divulgação/UFPR

A história

A obra Sol: a pajé surda ou Séno Mókere Káxe Koixómuneti, em língua terena, conta a história de uma mulher indígena surda anciã chamada Káxe que exerce a função religiosa de pajé (Koixómuneti) em sua comunidade. Ao ser procurada para auxiliar em um parto e após pedir a benção dos ancestrais para o recém-nascido, o futuro do povo terena é revelado e transmitido a ela em sinais. “A história mostra um pouco da rica cultura desse povo, as situações, consequências e resistência após o contato com o povo branco”, revela Souza.

Inspirada na história real do povo terena, a narrativa apresenta a comunidade em uma época em que ela ainda vivia nas Antilhas e era designada pelo nome Aruák.

A pajé Káxe, procurada por uma mulher em trabalho de parto, ajuda no nascimento do pequeno Ilhakuokovo.

HQ Língua Indígena de Sinais

Divulgação/UFPR

Trajetória dos terena

A partir daí, a obra ilustra um pouco da trajetória desses indígenas e da sua instalação em território brasileiro. Buscando caminhos que levasse aos Andes, em meados do século XVI, os espanhóis estabeleceram relações com os terena, à época chamados de Guaná, na região do Chaco paraguaio. A chegada dos brancos acarretou muitas mudanças nas vidas dos indígenas, que procuraram, durante certo período, locais onde pudessem exercer seu modo de vida sem a influência da colonização.

Assim esse povo chegou ao Brasil, no século XVIII, e se instalou na região do Mato Grosso do Sul. Mesmo em outras terras, os conflitos trazidos pela colonização ainda eram um problema. A Guerra do Paraguai envolveu os terena, que foram forçados a participar para garantir seus territórios e, no conflito, perderam muitos membros de sua comunidade. Após a guerra, questões territoriais continuaram causando embates. Nesse período, os terena se viram obrigados a trabalhar nas fazendas da região, situação que ocasionou a servidão dos indígenas.

Segundo a UFPR, com informações da Comissão Pró-índio de São Paulo, algumas famílias dessa população indígena se mantiveram às margens das fazendas, ocupando pequenos núcleos familiares irredutíveis à colonização. Foram essas ocupações que, regularizadas no início de século XX, formaram as Reservas Indígenas de Cachoeirinha e Taunay/ Ipegue.

A orientadora do trabalho e coordenadora do projeto de pesquisa institucional HQs Sinalizadas, Kelly Priscilla Lóddo Cezar, destaca que trabalhar com diferentes línguas envolve conhecimentos históricos com e sem registros escritos.” É necessária uma grande entrega à pesquisa e o Ivan fez isso com louvor. Além de encantar o povo terena com a HQ, os pesquisadores participantes e colaboradores se encantaram com seu empenho e sua autonomia invejável, permeados de humildade”.

As ilustrações da HQ foram feitas por Julia Alessandra Ponnick, que é acadêmica do curso de Design Gráfico da UFPR, autora, ilustradora e roteirista de histórias em quadrinhos. A defesa do TCC de Souza está agendada para o final de março, com o lançamento oficial da história.

HQs sinalizadas

O projeto da UFPR HQs Sinalizadas trabalha com temas transversais dos artefatos da cultura surda – história, língua, cultura, saúde. O objetivo é criar, aplicar e analisar histórias em quadrinhos sinalizadas como uso de sequências didáticas bilíngues para o ensino de surdos. Além da elaboração de materiais bilíngues capazes de auxiliar na aprendizagem, a proposta permite aprofundar os estudos linguísticos como prática social.

Todas as HQs produzidas pelo grupo apresentam vídeos sinalizados, desenhos, ilustrações e escrita do português. “Essas linguagens podem ser utilizadas, especialmente, quando a proposta destina-se a contemplar os temas transversais como ética, orientação sexual, meio ambiente, saúde, pluralidade cultural, trabalho e consumo, congregando professores e pesquisadores de diferentes áreas do conhecimento”, sugere Kelly.

*Com informações da Universidade Federal do Paraná (UFPR)

Mega-Sena deve pagar R$ 22 milhões neste sábado

O concurso 2.350 da Mega-Sena, que será realizado hoje (6) à noite em São Paulo, deverá pagar R$ 22 milhões a quem acertar sozinho as seis dezenas. O sorteio será feito a partir das 20h no Espaço Loterias Caixa, no Terminal Rodoviário do Tietê.

As apostas podem ser feitas até as 19h nas lotéricas de todo o país, pelo portal Loterias Caixa e pelo app Loterias Caixa, disponível para usuários das plataformas iOS e Android. Valor da aposta mínima é R$ 4,50.

Caso apenas um apostador leve o prêmio principal da Mega-Sena e aplique todo o valor na caderneta de poupança, receberá R$ 25,5 mil de rendimento no primeiro mês. Se o ganhador preferir investir em automóveis, o valor seria suficiente para adquirir 42 carros esportivos de luxo, no valor de R$ 520 mil cada.

No último concurso na quarta-feira (3), uma aposta simples de R$ 4,50, de Curitiba (PR), levou o prêmio de R$ 2,7 milhões. 

Por se tratar de concurso com final zero, o prêmio recebe o adicional de acumulações dos cinco sorteios anteriores, conforme regra da modalidade.

* Com informações do site da Caixa

Após Ser Flagrado em Festa com Máscara Pendurada na Orelha e Ter Filho Flagrado Algomerando e Discursando sem Máscara, Zé Francisco Afirma que Codó Não tem mais Leitos de UTI Disponíveis e Pede que População Fique em casa

Depois de mais de uma semana aglomerando pela cidade e zona rural de Codó, Zé Francisco grava vídeo afirmando que os leitos de UTI de Codó estão lotados e pede para que a população fique em casa.

Será que o senhor prefeito Zé Francisco passará a usar máscara frequentemente e deixará de aglomerar nesse momento em que pede para que a população codoense fique em casa?

Será que seu filho Pedro também passará a respeitar as regras e medidas protetivas contra a COVID-19 criadas pelo próprio Zé Francisco e desrespeitadas pelos dois?

É interessante que o senhor prefeito se coloque na condição de vitrine e passe a dar exemplos afim de que toda a população codoense faça o mesmo, precisamos de menas falácias e de mais exemplos, precisamos de mais ações enérgicas por parte do atual gestor municipal de Codó e de sua prole.