Depois de dois adiamentos, o Banco Central (BC) confirmou que, a partir desta segunda-feira (7), começará a funcionar o registro centralizado das receitas de lojistas com as vendas realizadas por cartão.
Segundo a instituição financeira, a medida deve beneficiar principalmente micro e pequenas empresas, que poderão ter acesso a créditos com juros mais baixos ao oferecerem parte do que têm a receber aos bancos.
Em nota, o BC informou que a medida aumentará a concorrência entre as instituições financeiras, permitindo a redução do spread bancário – diferença entre as taxas pagas pelas instituições para captarem recursos e as taxas cobradas dos clientes.
O comerciante poderá dividir as agendas de recebíveis, em lotes de dezenas ou centenas de transações, e negociar com várias instituições financeiras ao mesmo tempo, até conseguir o melhor empréstimo.
Os recebíveis valem tanto para as vendas com cartão de crédito e de débito. Como as empresas credenciadoras vão registrar essas transações, os comerciantes poderão conseguir empréstimos ao oferecer os recebíveis para cobrir eventuais inadimplências ou até revender as receitas que têm direito a receber nas vendas com maquininhas.
Atualmente, existem três empresas autorizadas a atuar como credenciadoras de recebíveis no país: CIP, Cerc e Tag. As companhias, no entanto, alegaram dificuldades na montagem dos sistemas e pediram ao Banco Central os adiamentos da entrada em vigor do registro.
Inicialmente prevista para 3 de novembro do ano passado, a data havia passado para 17 de fevereiro e foi novamente adiada para 7 de junho, data confirmada pelo BC.
Por causa do segundo adiamento, o BC multou uma das companhias em R$ 30 milhões e obrigou a empresa a assinar um termo de compromisso em que prometia resolver as dificuldades tecnológicas até o início de junho.
A autarquia estima que os recebíveis de cartões têm potencial para movimentar até R$ 1,8 trilhão por ano, dos quais R$ 1 trilhão correspondem às transações com cartões de crédito e R$ 800 bilhões ao fluxo com cartão de débito.
O novo sistema também deve aumentar a segurança para as instituições financeiras. Atualmente, um mesmo recebível pode ser dado como garantia para mais de um banco. Com o registro centralizado, isso não será mais possível.Por Agência Brasil
BIE – Teste do pezinho no Hospital Regional de Taguatinga (HRT).
O teste do pezinho, exame feito a partir de sangue coletado do calcanhar do bebê, é uma das principais formas de diagnosticar seis doenças que, quanto mais cedo forem identificadas, melhores são as chances de tratamento. São elas fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, doença falciforme e outras hemoglobinopatias, fibrose cística, deficiência de biotinidase e hiperplasia adrenal congênita.
Para realizar o teste do pezinho, a família deve levar o recém-nascido a uma unidade básica de saúde entre o 3° e o 5° dia de vida. É fundamental ter atenção a esse prazo.
Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado
A sanção do Projeto de Lei n° 5043/2020, que amplia o número de doenças detectáveis pelo teste do pezinho, ocorrida no último dia 26 de maio, representa um benefício para a população brasileira, na avaliação do presidente do Departamento Científico de Genética da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), Salmo Raskin. Em entrevista à Agência Brasil, o pediatra especializado em genética médica afirmou que o teste do pezinho em si mesmo já é um benefício para as famílias, porque permite que todo brasileiro, independentemente de sua condição financeira, possa ser testado ao nascimento para seis doenças que têm, em comum, a peculiaridade de, se não forem detectadas precocemente e tratadas, a pessoa ter um problema sério de saúde, não ter uma vida normal e até morrer. Hoje (6), é comemorado no Brasil o Dia Nacional do Teste do Pezinho.
“Agora, com a lei, isso vai ficar muito melhor porque, além de investigar seis doenças, mais de 50 doenças vão ser possíveis de investigação. Em consequência, muito mais bebês e famílias vão ser beneficiados do que já são hoje em dia”, disse. O pediatra ressaltou que são doenças difíceis de diagnóstico pelo médico sozinho. “Se não fizer (o teste do pezinho) no primeiro mês de vida, essa criança vai ter problemas gravíssimos logo e no resto da vida”.
A nova lei entra em vigor daqui a um ano, tempo necessário para que os centros que fazem o atual diagnóstico do teste do pezinho possam se capacitar e adaptar do ponto de vista técnico, para sair de seis doenças para um grupo de 14 doenças que envolvem cerca de 53 enfermidades.
Doenças raras
Salmo Raskin informou que todas essas doenças são consideradas doenças raras. A doença menos rara afeta um em cada 10 mil nascidos, indicou. As outras são mais raras do que isso. “São doenças terríveis. Podem levar à convulsão, retardo mental, neurodegeneração (a criança regride). São doenças gravíssimas Mas se você faz o teste rapidamente e trata, as crianças podem ter uma vida muito próxima do normal”.
De acordo com o presidente do Departamento Científico de Genética da SBP, o teste do pezinho pode ser feito até o trigésimo dia de vida do bebê. O recomendável, entretanto, é que ele seja feito até o sétimo dia de vida da criança. Raskin explicou que no Paraná, onde reside, o centro que faz o teste é muito organizado. “Toda criança que nasce no Paraná, na hora de sair da maternidade, ela já coleta o sangue. Com dois dias de vida, toda criança já coletou”. Em outros lugares do Brasil, não ocorre o mesmo. Em geral, os pais deixam para fazer o teste quando a criança volta ao posto de saúde para vacinar. O teste é feito gratuitamente na rede pública do Sistema Único de Saúde (SUS).
Salmo Raskin destacou que o principal, além da realização de teste no SUS, é o atendimento médico dessa criança após o diagnóstico, que nem sempre é efetuado na rede privada. “De que adianta fazer o diagnóstico dessas doenças raras e depois não disponibilizar o tratamento, o atendimento dessas crianças?”, indagou. Por isso, o Programa de Triagem Neonatal engloba não só o teste, mas também o acompanhamento de quem for diagnosticado pelo teste, na rede do SUS.
As doenças raras estão ganhando mais atenção da medicina nos últimos tempos, admitiu Salmo Raskin, que trabalha com doenças raras há 28 anos. O teste do pezinho começou a ser feito no Brasil na década de 1970, com uma doença chamada fenilcetonúria, que causa retardo mental. Em junho de 2001, a Portaria 822 do Ministério da Saúde instituiu, no âmbito do SUS, o Programa Nacional de Triagem Neonatal (PNTN), que obriga hospitais públicos e particulares a realizar o teste do pezinho.
Desafio
Para Salmo Raskin, o maior desafio para a realização do teste do pezinho ampliado não é o teste propriamente dito, porque o Brasil possui uma rede vasta de laboratórios, que terão que se adaptar para fazer o diagnóstico de mais de 50 enfermidades. “O desafio será poder dar o atendimento e o tratamento para quem for diagnosticado. Esse vai ser mais desafiante do que o próprio teste”. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), entre 6% e 7% da população mundial têm doenças raras. Isso equivaleria, no Brasil, a algo entre 12 milhões e 14 milhões de pessoas. “É uma estimativa. Não tem nada concreto”.
Erika Moutela teve sua segunda filha, Manuela, no dia 10 de maio passado e fez o teste do pezinho no sexto dia de vida da bebê. Por conta da pandemia do novo coronavirus, ela optou por fazer o teste na rede privada, na própria residência, porque considerou que era “mais seguro, no momento”. Já o primeiro filho, Henrique, de 4 anos de idade, fez o teste do pezinho no SUS. Erika afirmou que o teste do pezinho é eficaz. Elogiou a ampliação do diagnóstico de doenças raras oferecida pela lei. “A gente vai tendo conhecimento da importância (do teste), da quantidade de doenças que podem ser detectadas e que pode ser tratada uma série de problemas. É super importante”.
Conscientização
A presidente da Sociedade Brasileira de Triagem Neonatal e Erros Inatos do Metabolismo (SBTEIM), endocrinologista Tânia Bachega, disse à Agência Brasil que o Dia Nacional do Teste do Pezinho visa à conscientização da população para discutir a necessidade desse exame. No âmbito do SUS, ele é feito dentro do Programa Nacional de Triagem Neonatal (PNTN). Quando há resultado positivo, o bebê faz outro exame e é encaminhado para um especialista, para medicação. “É todo um tratamento. Ele vai além do teste em si”.
Tânia Bachega afirmou que o teste do pezinho serve para detectar doenças que causam complicações graves mas que, nas fases iniciais, o bebê não tem sinais que chamem atenção ao diagnóstico. “A maioria dessas doenças causa deficiência intelectual, podendo levar até à morte precoce”. O exame consiste em uma picada no calcanhar do bebê para coleta de sangue. “É um exame para selecionar casos suspeitos. Para toda doença que o teste der positivo, o bebê é encaminhado para exame confirmatório , mais específico, em laboratório do SUS e, depois, levado para o especialista. É assim que funciona.É um programa de saúde”. A presidente da SBTEIM acredita que a ampliação do teste vai ajudar muito a população. “Agora, a gente tem até 14 grupos de doenças”.
Escalonamento
Tânia Bachega analisou que os centros de diagnóstico no país não estão preparados para efetuar o teste do pezinho ampliado. O projeto original do deputado Dagoberto Nogueira (PDT/MS) previa uma incorporação imediata. Tânia argumentou que o grande problema é que essas doenças envolvem dosagem por um aparelho de alto custo chamado espectômetro de massa e, para colocar os valores de normalidade, a implantação dessa metodologia envolve alta complexidade. “Então, é preciso um tempo para os serviços serem treinados, capacitados. Este projeto nos ensinou muito porque o deputado se uniu a geneticistas, ouviu sociedades médicas e o Ministério da Saúde e essa incorporação é escalonada”. Para Tânia, foi uma grande lição: “o Legislativo, as sociedades médicas e universidades não podem trabalhar sozinhos. Têm que se unir para otimizar as políticas de saúde pública”, disse.
Segundo a presidente da SBTEIM, a grande maioria dos estados do Sul, Sudeste e Centro-Oeste tem condições de ampliar essa triagem de forma escalonada. “Essa lei vai uniformizar as ampliações, mas a gente não pode deixar de ter um olhar para o Norte e Nordeste. Grande parte dos estados não está conseguindo fazer o diagnóstico das doenças iniciais”. Em sua área de atuação, que é a endocrinologia, uma das primeiras doenças incorporadas no teste do pezinho foi o hipotireoidismo congênito que, se não for bem identificado e tratado até 30 dias de vida, pode provocar o cretinismo, uma doença mental grave. “É uma doença que se for tratada antes de 30 dias, nós vamos ter uma criança normal, com remédio barato. Isso não tem preço para a qualidade de vida”.
A médica, que é também professora da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), informou que muitos estados não estão conseguindo fazer essa triagem porque faltam ‘kits’ e o resultado sai com atraso de quatro a cinco meses. “É muito tarde”. Por isso, afirmou que não há condição de o Brasil ampliar a triagem de uma vez. “A gente tem que aproveitar essa ampliação e, primeiro, arrumar a casa no Norte e Nordeste. Este é um problema grave que precisa ser resolvido, para a gente conseguir dar um passo na saúde das nossas crianças”, concluiu a presidente da SBTEIM.
Atualmente, o teste do pezinho realizado no SUS detecta seis doenças: fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, anemia falciforme, hiperplasia adrenal congênita, fibrose cística e deficiência de biotinidase. Com a ampliação do teste do pezinho, poderão ser detectadas doenças como toxoplasmose, além de doenças derivadas de Erros Inatos do Metabolismo (EIM), Erros Inatos da Imunidade (EII) e a Atrofia Muscular Espinhal (AME), entre outras.Por Agência Brasil
Mãe codoense pede desesperadamente ajuda de toda a população por está passando por momentos de grande dificuldade com seus quatro filhos.
Você que é codoense e que tem Deus no coração vá até o endereço dessa família e ajude de alguma forma.
O endereço da família que se encontra em estado de vulnerabilidade é na Travessa da Cerâmica, Casa 03, Bairro São José Trizidela por trás da Cerâmica do Armando.
Alô Vereadores de Codó, vamos ACIONAR a Secretaria de Assistência Social afim de que alguma medida de cunho PROTETIVO e SOCIAL SEJA tomada para amenizar o SOFRIMENTO EXTREMO dessa família codoense.
Meta do Governo é vacinar 100 mil pessoas até domingo (6) (Foto: Gilson Teixeira)
Novos públicos foram incluídos no cronograma de vacinação contra a Covid-19 no Maranhão. Profissionais da comunicação, engenheiros, arquitetos, indústria e construção civil agora estão no grupo de prioridades. A medida do Governo do Estado foi possível com o recebimento de 300 mil doses extras de vacinas e pode se estender a outros segmentos profissionais. Em coletiva, nessa sexta-feira (4), o governador Flávio Dino reforçou a ampliação dos grupos e novas medidas de combate à doença.
Com a ampliação do público, o Governo aumentou o número de postos para imunização. No Shopping Pátio Norte, pessoas com 40 anos ou mais podem vacinar, das 8h às 20h. Em ação parceira com o Governo, o Sesi Araçagy atende arquitetos, engenheiros, construção civil e indústria, nesta sexta, das 8h às 17h; e no sábado (5), das 8h às 12h. Precisa estar cadastrado pelo conselho profissional do qual faz parte. Sesi Móvel e IEMA Cintra também são pontos de vacinação.
As medidas restritivas foram prorrogadas até 14 de junho. Eventos com até 100 pessoas são permitidos até 23h; administração pública estadual e igrejas, funcionando com 50% da capacidade de pessoas; grupos de risco vacinados, exceto gestantes, podem retornar ao trabalho, passados 30 dias; comércio e indústria pode funcionar das 9h às 21h; bares e restaurantes, até as 23h; supermercados, das 6h até meia-noite. Supermercados, academias, salões, bares e restaurantes devem funcionar com 50% da capacidade.
O governador também anunciou a suspensão de eventos do Governo do Estado até domingo (6) e o reforço na fiscalização das medidas sanitárias; eventos privados e municipais, prefeitos decidem conforme realidade local. Em apoio ao segmento da cultura, artes e eventos, o Governo lançará novos editais da Lei Aldir Blanc, com investimentos de R$ 30 milhões. Pela lei, é concedido auxílio financeiro a esse segmento para amenizar os prejuízos com a Covid-19.
Vacinação
O Maranhão já soma 3,23 milhões de doses recebidas e 1,84 milhão aplicadas. Municípios com 85% ou mais de aplicação das doses receberão novas remessas de vacinas. Um total de 123 municípios estão nessa condição e terão novas doses. “Há reserva para a segunda dose da vacina. Estamos mantendo, aproximadamente, 700 mil doses para essa finalidade”, informou o governador Flávio Dino.
A gestão reforça o cronograma com um mutirão de vacinação, que chegará a 11 municípios. A meta é atingir 100 mil vacinados até domingo (6). Para isso, o Governo reforça o esquema vacinal na Grande Ilha, com quatro postos de vacinação: IEMA Cintra, Sesi Araçagi, Shopping Pátio Norte e unidade móvel do Sesi. “São medidas práticas do Governo para auxiliar os municípios e impulsionar a vacinação”, frisou o governador.
Flávio Dino pontuou outros esforços para compra de vacinas, a exemplo das tratativas na aquisição da Sputnik, da Rússia, e anunciou nova reunião com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), prevista para esta sexta-feira (4).
Ocupação de leitos
Na ocupação de leitos, a tendência é de crescimento, tanto na rede privada, quanto pública, informou Flávio Dino. Na rede estadual, os leitos de UTI estão com ocupação em média de 82% e os clínicos, de 64%. Considerando a Grande Ilha, a taxa de ocupação chega a 97%, no caso das UTIs e de 93%, os clínicos. O Governo abre mais leitos de UTI em Grajaú (10) e São Luís (20).
Apesar do cenário, o Maranhão está com taxa de contágio pela Covid-19 abaixo de 1% e se mantém como o estado do país com menos mortes pela doença. “A tendência é que tenhamos uma especialização das UPAs em coronavírus devido à demanda muito alta. Um dos caminhos que temos adotado é a ampliação dos leitos e agora, as UPAs da Ilha para atender coronavírus”, anunciou o governador.Por: Secom/ Governo do Maranhão
Uma pesquisa desenvolvida por Luana da Silva Cordeiro, aluna do curso de Zootecnia, do Instituto Federal do Maranhão (IFMA) Campus Caxias, foi aceita para apresentação oral na 3ª Conferência Internacional sobre Alimentação, Agricultura e Veterinária, que será realizada de 19 a 20 de junho, na Ege University, Turquia. O evento contará com a participação de 26 países. Em função da pandemia, as apresentações serão no formato virtual, e feitas em quatro idiomas: turco, inglês, russo e árabe.
Com o título “Surface Modifications In Desmanthus Virgatus Seeds Through Low Pressure Plasma Treatment”, a pesquisa é orientada pela professora Maria Verônica Meira de Andrade, do IFMA, e conta com a coorientação da professora Dinnara Layza Souza Silva, da Universidade Estadual do Piauí (Uespi) – essa foi a responsável pela submissão do resumo ao evento. “O nosso trabalho foi escolhido para ser apresentado de forma oral. Temos conhecimento que quando é escolhido dessa forma é porque o estudo chamou bastante à atenção dos avaliadores”, disse Luana Cordeiro.
Luana Cordeiro explica que a pesquisa foi desenvolvida no IFMA e na Universidade Federal do Piauí (UFPI). “Na UFPI, foi a etapa para o tratamento das sementes ao plasma com um reator de nitretação iônica. Nós utilizamos, para obtenção dos resultados, o fator tempo (1, 3 e 5 min) e temperatura (30° e 40°). Já a segunda parte, correspondente ao restante de toda a avaliação, foi feita no IFMA Campus Caxias. Aqui, realizamos análise dessas sementes, com a medição de embebição, pH e condutividade”, explica a aluna.
Sobre a relevância do estudo, Luna destaca, inicialmente, o fator-chave, que é a apresentação de dormência nas sementes. “Outras também apresentam, e isso acontece quando mesmo em condições ideais para ocorrer à germinação (luz, umidade, temperatura) elas não conseguem. O método com o plasma é uma tecnologia limpa, sem resíduos, o que não acontece em outros que são utilizados, como, por exemplo, a quebra utilizando o ácido sulfúrico”, frisa.
Essa mesma pesquisa foi selecionada na chamada interna do IFMA para participar do 18º Prêmio Destaque na Iniciação Científica e Tecnológica do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), na categoria Bolsista de Iniciação Tecnológica da grande área de Ciências Exatas, da Terra e Engenharia. O resultado será divulgado pelo CNPq até 15 de junho. A cerimônia de entrega do Prêmio será realizada em julho durante a 73ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). Caso seja vencedora, Luana Cordeiro receberá a seguinte premiação: a) Quantia em dinheiro no valor de sete mil reais; b) Uma bolsa de Mestrado ou de Doutorado, no país; e c) Uma passagem aérea e hospedagem para permitir a participação na 73ª SBPC.
“Neste mês, temos dois momentos importantes. Em relação ao Congresso Internacional, os créditos maiores são a aceitação do trabalho, e logo, logo como publicação no currículo”, afirma Luana. “Em relação ao Prêmio do CNPq, da mesma forma, se não conquistá-lo, estarei realizada em levar o IFMA como indicado a representante do Maranhão”, pondera.
“De modo geral, a aceitação no Congresso e indicação ao Prêmio CNPq indicam a qualidade da pesquisa desenvolvida”, avalia a professora Verônica Meira.Por: Ascom/ IFMA
Essa situação foi de fato BIZARRA, foi algo inimaginável e que nos mostra contundentemente que as coisas na Saúde de Codó não andam nada animadoras, errar na divulgação de um simples boletim com números sobre a COVID-19 deixam claro, notório e evidente o tamanho da fragilidade a qual a saúde municipal tem sido submetida.
Um dia depois do fatídico ocorrido, refizeram o BOLETIM BIZARRO e vez demonstraram os números reais que são de 169 óbitos e não 138 óbitos como tinham divulgado.
Populares tiraram onda nas redes sociais dizendo que Codó tinha acabado de acontecer um MILAGRE com a ressuscitação de mortos por COVID-19.
A Secretaria de Estado da Saúde (SES) recebeu, na sexta-feira (4), o sexto lote de doses da Pfizer contendo 17.550 doses para continuidade da vacinação contra a Covid-19. Os imunobiológicos serão destinados para pessoas com comorbidades, pessoas com deficiência permanente, grávidas e puérperas com comorbidades em 18 municípios sede das Regionais de Saúde e da Grande Ilha.
Com a nova remessa, o Maranhão totaliza 3.252.360 doses recebidas, sendo 1.181.740 doses da CoronaVac, 1.975.850 doses da AstraZeneca e 94.770 doses da Pfizer.
Em razão das condições de resfriamento necessárias ao acondicionamento das doses da Pfizer, a Secretaria tem ampliado a estratégia de distribuição para os municípios por etapas. Desta vez, os imunobiológicos serão distribuídos na Grande Ilha de São Luís, Chapadinha, Rosário, Timon, Caxias, Balsas, Itapecuru, Codó, Imperatriz, Presidente Dutra, Barra do Corda, São João dos Patos, Pedreiras, Zé Doca, Santa Inês, Pinheiro, Açailândia, Bacabal e Viana. Nestas localidades, as Regionais de Saúde dispõem de estrutura para manter o resfriamento das doses.
Assim como foi realizado nos outros municípios, as equipes da Secretaria estão promovendo capacitação prévia com os profissionais das Regionais de Saúde que irão manipular os imunizantes. Durante a semana, a SES também vai acompanhar o processo de aplicação das vacinas nas salas de imunização.
As doses enviadas pelo Ministério da Saúde foram encaminhadas para a Central de Armazenamento e Distribuição de Imunobiológicos do Maranhão (Ceadi-MA), estrutura da Secretaria de Estado da Saúde. Os imunizantes passarão por conferência para que, na próxima semana, seja realizada a distribuição para os municípios maranhenses, juntamente com as 175.500 doses de Astrazeneca recebidas na última terça-feira (2).
Para a distribuição, a SES conta com a parceria do Centro Tático Aéreo (CTA), que faz o transporte das vacinas com o uso de helicópteros e avião, e da Polícia Militar, responsável pela segurança no deslocamento. Para o transporte das vacinas também são utilizadas vans refrigeradas.
O relator do processo de importação das vacinas Sputnik V e Covaxin votou hoje (4) a favor da autorização excepcional e temporária para importação e distribuição dos imunizantes contra a covid-19. Durante reunião da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Alex Machado Campos entendeu que estados e o governo federal podem utilizar os imunizantes, mas de forma controlada e cumprindo várias condicionantes para aplicação na população.
A votação continua. Até o momento, o placar da votação está 2 votos a 1 pelo uso restrito de doses das duas vacinas. No total, cinco diretores da Anvisa vão votar, inclusive o presidente, Antônio Barra Torres.
Pelo voto do relator, a importação deverá ser restrita ao total de doses referente a 1% da população, e a aplicação deverá ser destinada a maiores de 18 anos e menores de 60 anos. O uso por gestantes e pessoas com comorbidades não foi recomendado.
Além disso, a Anvisa deverá ser comunicada sobre eventuais eventos adversos nas pessoas que forem imunizadas. Somente poderão ser utilizadas vacinas oriundas de fábricas inspecionadas pela agência.
O caso é analisado em reunião da diretoria colegiada da agência para analisar pedidos dos estados da Bahia, de Sergipe, do Maranhão, de Pernambuco, do Ceará e do Piaui para importação 37 milhões de doses da Sputnik V, produzida pelo Instituto Gamaleya, da Rússia. A compra de 20 milhões de doses da Covaxin, do laboratório indiano Bharat Biotech, foi feita pelo governo federal.
Campos disse que após a negativa da Anvisa para uso da Covaxin, as pendências sobre as etapas de boas práticas na produção foram resolvidas. No caso da Sputnik V, após a decisão que rejeitou a importação , passou-se a admitir o uso do imunizante, mas com várias condicionantes, a partir da nova documentação apresentada por diversos governadores.
Novas cepas
Para o relator, diante do surgimento de novas cepas e o agravamento da pandemia, a Anvisa deve promover a proteção da saúde da população, mitigando os riscos de segurança, eficácia e qualidade dos imunizantes.
“O contexto sanitário que nosso país atravessa nos põe diante da necessidade de viabilizar o maior número de vacinas e medicamentos. Todo esforço se volta ao propósito de amenizar o sofrimento da população, abrandar angústias dos gestores públicos e combater o esgotamento de nossos profissionais de saúde”, afirmou. Por Agência Brasil
As gestantes e puérperas (mulheres que tiveram filhos há até 45 dias) registra uma taxa de letalidade de 7,2%, mais que o dobro da atual taxa de letalidade do país, que é de 2,8%. O dado faz parte do último Boletim do Observatório Covid-19, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado nesta sexta-feira (4).
Segundo o boletim, um estudo sobre a pandemia nas Américas, publicado em maio pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), verificou que, entre janeiro e abril deste ano, houve um aumento relevante de casos em gestantes e puérperas, e de óbitos maternos por covid-19 em 12 países.
Os especialistas alertam ainda que as gestantes podem evoluir para formas graves da covid-19, com descompensação respiratória, em especial, aquelas que estão em torno de 32 ou 33 semanas de gestação. Em muitos casos, segundo os cientistas, há necessidade de antecipar o parto.
Esse quadro aumenta a preocupação em relação à disponibilidade de leitos de UTI adulto para essas mulheres e de leitos de UTI neonatal para os recém-nascidos, que podem ser prematuros. Os pesquisadores alertam que ambos precisam de cuidados especializados e imediatos. A partir de meados de 2020, começaram a ser publicados artigos sobre a morte de gestantes e puérperas por covid-19 no Brasil, alertando para a necessidade de preparação e organização de toda a rede de atenção em saúde.
De acordo como Observatório Obstétrico Brasileiro Covid-19, os óbitos maternos em 2021 superaram o número notificado em 2020. No ano de 2020, foram 544 óbitos em gestantes e puérperas por covid-19 no país, com média semanal de 12,1 óbitos, considerando que a pandemia se estendeu por 45 semanas epidemiológicas nesse ano. Até 26 de maio de 2021, transcorridas 20 semanas epidemiológicas, foram registrados 911 óbitos, com média semanal de 47,9 óbitos.
O descarte incorreto de lâmpadas usadas pelos consumidores nos domicílios pode provocar problemas ao meio ambiente e à saúde. Para evitar isso isso, desde 2017 a Associação Brasileira para a Gestão da Logística Reversa (Reciclus) vem instalando postos para recolhimento gratuito das lâmpadas em estabelecimentos comerciais.
No final do ano passado, a entidade começou a atuar também em conjunto com condomínios residenciais e instalou pontos de descarte em condomínios de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Pernambuco.
Até agora foram instalados 2.586 pontos comerciais de recolhimento de lâmpadas no país, que são o principal foco do programa Reciclus, que atua em 728 cidades, onde as pessoas podem depositar suas lâmpadas queimadas. Agora, a meta é levar o programa para os condomínios.
””A cidade do Rio de Janeiro está se mostrando super aberta a essa nova vertente, que começará pelas capitais e grandes metrópoles. Vamos expandindo para municípios menores”, disse o analista de Sustentabilidade da Reciclus, Gabriel Monti, entrevista à Agência Brasil.
No estado do Rio de Janeiro, a Reciclus tem 260 pontos de entrega de lâmpadas, com expectativa de colocar muito mais. “É muito dinâmico. Todo mês, temos novas adesões”. Gabriel Monti disse ter sentido muito engajamento por parte do Ministério Público no estado. Ele explicou que, na verdade, o programa é voltado para o descarte exclusivo de lâmpadas que contêm mercúrio.
O metal é considerado altamente tóxico e ocasiona poluição ao meio ambiente, afetando diretamente água, ar e solo, com implicações na saúde humana. Ao ingerir ou inspirar o metal, a pessoa pode desenvolver toxidade nos rins, sistema nervoso e sistema cardiovascular. “Mas, pelo fato de ser voltado para o descarte de consumo doméstico, muitas vezes não há essa diferenciação.”
Do total recolhido, entre 80% e 90% são lâmpadas fluorescentes de mercúrio, e o restante são lâmpadas LED e incandescentes. “A gente acaba recolhendo, dessa forma, praticamente todos os tipos.”
Milhões de lâmpadas
Desde 2017 até agora, já foram recolhidos mais de 16 milhões de lâmpadas. O ranking dos maiores descartadores é liderado pelo Paraná, em um total de 685,42 toneladas recolhidas ou o equivalente a 4,694 milhões de unidades.
Em seguida, aparecem São Paulo, com 638,4 toneladas (4,372 milhões de unidades), e Santa Catarina, com 361,79 toneladas (2,478 milhões de lâmpadas). O estado do Rio de Janeiro vem na décima-primeira posição, com 18,5 toneladas e 126,99 mil lâmpadas pós-uso descartadas. O último colocado é o Acre, com 366 quilos recolhidos, que correspondem a 2,507 mil unidades.
A coleta e a destinação ambientalmente correta desses resíduos cumpre determinação de acordo setorial, que é um instrumentos estipulado na Política Nacional de Resíduos Sólidos, de 2010, e firmado para corroborar responsabilidade compartilhada do ciclo de vida do produto.
“Ou seja, é um contrato que envolve a organização setorial do empresariado; o Poder Público, no caso o Ministério do Meio ambiente; e, muitas vezes, a Confederação Nacional do Comércio. Esse contrato objetiva a criação de uma entidade gestora para viabilizar um sistema de logística diversa”, informou o analista.
O foco do programa são lâmpadas de uso doméstico dos tipos fluorescentes compactas e tubulares; de vapor de mercúrio, sódio ou metálico; e de luz mista. Não há limite nem custo para o descarte, desde que seja realizado por consumidor doméstico. Para saber o ponto de coleta mais próximo de sua residência, acesse o site.
A implantação dos pontos de coleta segue critérios técnicos indicados no acordo setorial, entre os quais número de habitantes, área urbana, densidade populacional, domicílios com energia elétrica, poder aquisitivo, infraestrutura viária e acessibilidade.
Gabriel Monti ressaltou que quando se descarta corretamente uma lâmpada, a pessoa está contribuindo para que a Reciclus possa retornar seus componentes para o setor produtivo como matéria-prima ou insumo, não sendo necessária a extração de novos recursos naturais. Por Agência Brasil