Blog do Walison - Em Tempo Real

Polícia deflagra operação contra esquema de desvio de herbicidas de empresa no Maranhão

A Polícia Civil do Maranhão (PC-MA) deflagrou, nesta quarta-feira (10), a Operação Veneno Proibido, que investiga o desvio de herbicidas usados em plantações de uma empresa de reflorestamento. A ação aconteceu em Cidelândia, a 610 km de São Luís.

 Herbicida é um produto químico (ou biológico) usado para controlar ou matar plantas daninhas (ervas daninhas) que competem com as culturas agrícolas por luz, água e nutrientes, protegendo assim o rendimento e a qualidade da plantação.

Foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão durante a operação. Um suspeito de receptação qualificada foi conduzido à delegacia para prestar esclarecimentos.

As investigações apontaram que os responsáveis pela aplicação utilizavam dosagens inferiores ao recomendado nas áreas de plantio. Em seguida, desviavam os produtos que eram comercializados clandestinamente, dando prejuízo a empresa.

Durante a ação, uma grande quantidade herbicidas desviados foi apreendida, além de uma arma de fogo e dois veículos. A operação contou com o apoio da Delegacia de Açailândia.Fonte: G1-MA

Homens armados assaltam loja de autopeças em Timon, no MA

Uma loja de autopeças em Timon, a 433 km de São Luís, foi assaltada por dois homens de capacete na tarde de terça-feira (9), na Avenida Teresina, no bairro Parque Piauí. Um deles estava armado com um revólver e, após ameaçar funcionários e um cliente, a dupla roubou celulares e fugiu.

Câmeras de segurança registraram toda a ação, incluindo o momento em que os assaltantes rendem funcionários e um cliente dentro da loja .

A Polícia Militar informou que continua à procura dos suspeitos, que ainda não foram identificados. A loja fica em uma das avenidas mais movimentadas da cidade. Fonte: G1-MA

Ex-PM é condenado a mais de 7 anos de prisão por matar tecnólogo em radiologia em Teresina

O ex-policial militar Max Kellysson Marques Marreiros foi condenado, pelo Tribunal Popular do Júri, a sete anos e seis meses de prisão por matar o tecnólogo em radiologia Rudson Vieira Batista da Silva. A pena deve ser cumprida em regime inicial fechado.

A pena inicialmente estabelecida foi de 10 anos, mas houve redução em virtude da confissão de Max Kellysson e porque as provas, conforme a Justiça, não permitiram avaliação sobre o grau de emoção em que se encontrava o acusado no momento do crime. A decisão cabe recurso.

O julgamento ocorreu nesta quarta-feira (10), seis anos após o crime. Familiares e amigos da vítima realizaram uma manifestação em frente ao Fórum, com camisas e cartazes pedindo por justiça enquanto aguardavam o início da sessão.

João Neto, irmão da vítima, afirmou que buscava a condenação do ex-PM, que é acusado de atirar em Rudson após uma discussão em um bar na Zona Norte da capital.

“Nosso sentimento é de querer a justiça, nós queremos a condenação dele. O fato de ter passado seis anos nos revolta, mas entendemos o trâmite da justiça. Meu irmão quando foi assassinado os advogados recorreram até o Supremo. Dois anos depois ele cometeu outro crime, uma tentativa de homicídio contra uma senhora dentro de um condomínio. Não esperamos nada mais nada menos do que a justiça”, disse o irmão.

O que diz a denúncia

 

De acordo com a denúncia do Ministério Público, Rudson estava com amigos no Bar do Gil, no bairro Buenos Aires, zona Norte de Teresina, na noite de 1º de dezembro de 2019. Na ocasião, Max Kellysson, ainda policial militar, estaria importunando mulheres oferecendo bebidas de forma insistente.

A intervenção de Rudson, pedindo que o então policial parasse, teria motivado o disparo que o feriu gravemente. Ele morreu cinco dias depois em um hospital particular. Após o crime, Max foi expulso da Polícia Militar do Piauí.

Antes de enfrentar o júri pelo caso, Max Kellysson foi condenado a 12 anos de prisão por tentativa de homicídio contra a vizinha da ex-namorada, crime ocorrido em 28 de agosto de 2022, em um condomínio na Zona Leste de Teresina. Segundo o processo, ele agredia a então companheira, que escapou e pediu ajuda.

A vizinha tentou protegê-la, mas o ex-PM arrombou a porta do apartamento, iniciou as agressões e a imobilizou com um golpe de mata-leão quando ela tentava fugir pelo elevador. A intervenção de um morador impediu que ela fosse morta. Fonte: G1-PI

Agiotagem: casal de colombianos é preso suspeito de cobrar dívidas com juros de 30%; R$ 5 mi bloqueados

Um casal de colombianos suspeito de agiotagem, lavagem de dinheiro e extorsão foi preso na manhã desta quinta-feira (11) durante a segunda fase da Operação Macondo, em Teresina. Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Piauí, eles cobravam dívidas com juros de mais de 30%. A Justiça bloqueou R$ 5 milhões nas contas deles.

De acordo com a SSP, os suspeitos presos nesta terça estão em um nível hierárquico acima dos 14 colombianos e um venezuelano presos na primeira fase da operação, em 11 de novembro.

O superintendente de Operações Integradas da SSP, delegado Matheus Zanatta, afirma que o casal fazia empréstimos a trabalhadores autônomos e pequenos comerciantes e usava métodos violentos para cobrar as dívidas.

“Eles ofereciam empréstimos sem qualquer formalização contratual [e faziam] ameaças, constrangimentos públicos e intimidação de familiares das vítimas”, descreveu o delegado.

 

Durante a prisão temporária dos dois, eles disseram ao delegado que estão no Piauí há seis anos. As investigações identificaram um fluxo financeiro incompatível com a renda declarada deles.

Ainda segundo a SSP, os relatórios de inteligência financeira apontaram indícios de uso de contas de terceiros para ocultar e lavar dinheiro obtido com a agiotagem.

Além das prisões, os policiais cumpriram dois mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados em Teresina.Fonte: G1-PI

Caminhão tomba nas Três Lagoas, em João Pessoa, e deixa motorista ferido

Um caminhão tombou na região das Três Lagoas e deixou o motorista ferido na manhã desta quinta-feira (11). O trânsito ficou lento no local, que é um dos acessos à BR-230.

O motorista estava consciente, mas apresentava ferimentos. Ele contou à TV Cabo Branco que trafegava em baixa velocidade quando sentiu o caminhão balançar. Em seguida, percebeu que um pneu se soltou e o veículo tombou.

Uma ambulância da Polícia Rodoviária Federal esteve no local e prestou atendimento ao motorista. Fonte: G1-PB

Homem é preso suspeito de estuprar o próprio filho e armazenar imagens de abuso sexual infantil, em João Pessoa

Um homem foi preso na manhã desta quinta-feira (11) suspeito de estuprar o próprio filho e armazenar material de abuso sexual envolvendo crianças e adolescentes, em João Pessoa.

As investigações da Polícia Civil apontaram que o suspeito abusou do filho, que atualmente tem seis anos de idade, e também filmou o crime.

O homem também teria se encontrado com várias crianças e adolescentes para cometer os estupros e registrá-los em vídeos e fotos. Além de produzir as imagens, ele armazenava diversos outros conteúdos de abuso sexual infantil.

O suspeito foi preso e levado para a carceragem da Central de Polícia de João Pessoa, onde aguarda audiência de custódia. Fonte: G1-PB

Justiça suspende benefícios vitalícios durante prisão de Bolsonaro

A Justiça Federal em Minas Gerais determinou nesta quarta-feira (10) a suspensão dos benefícios vitalícios concedidos a Jair Bolsonaro depois que ele deixou a presidência da República.

Com a decisão, assessores e veículos oficiais que foram colocados à disposição de Bolsonaro após ele deixar o cargo, em 2022, deverão ser suspensos pelo período em que o ex-presidente estiver cumprindo pena em regime fechado pela condenação na ação penal da trama que pretendia impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva na presidência..

Bolsonaro está preso em uma sala da Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília, onde cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão.

A decisão foi motivada por uma ação protocolada pelo vereador Pedro Rousseff (PT-MG). O parlamentar pediu a suspensão dos benefícios, que são custeados pela Presidência da República e concedidos a todos os ex-presidentes.

Conforme a Lei 7.474/1986, ex-presidentes têm direito a quatro servidores para atuarem na área de segurança, apoio pessoal e assessoramento, além de dois carros oficiais com motoristas.

Na ação, o vereador argumentou que os gastos com equipe de Bolsonaro no primeiro semestre deste ano foram de R$ 521 mil. Desde 2023, os gastos já somam R$ 4 milhões, segundo o político.

Ao analisar o caso, o juiz federal Pedro Pereira Pimenta entendeu que a continuidade dos benefícios pode provocar prejuízos aos cofres públicos.

“Registra-se que, se se mantém, com ônus para o erário, uma estrutura pessoal e logística desvinculada das finalidades que justificaram sua instituição, como dito, afronta aos princípios da legalidade, da moralidade administrativa”, disse o magistrado.

Cabe recurso contra a decisão. Fonte: André Richter – Repórter da Agência Brasil

CCJ da Câmara aprova cassação de Carla Zambelli

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados rejeitou por 32 votos a 27 o relatório do deputado Diego Garcia (Republicanos-PR), que se posicionou contrário à cassação da deputada Carla Zambelli (PL-SP). 

A decisão levou à escolha e à aprovação de um novo relatório, do deputado Cláudio Cajado (PP-BA), que votou pela perda do mandato de Zambelli. A parlamentar foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 10 anos de prisão, multa e a perda do mandato por invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

A cassação depende do aval do plenário da Câmara, que terá a palavra final sobre o futuro da parlamentar. Para que a deputada seja cassada, é necessária a maioria absoluta de votos favoráveis, o que corresponde a pelo menos 257 votos dos 513 parlamentares da Casa.

Durante o debate da CCJ, Carla Zambelli, que está presa na Itália, fez sua defesa por ligação de vídeo. Antes de ter a prisão decretada, a deputada fugiu para Itália, onde foi presa e aguarda decisão da Justiça italiana sobre o pedido de extradição feito pelo Brasil.

Na terça-feira (2), o relator do processo de cassação da deputada na CCJ, deputado Diego Garcia (Republicanos-PR), emitiu parecer contrário à perda de mandato da parlamentar, com base em um laudo apresentado por perícia contratada pela defesa. Na mesma sessão, o processo de votação do relatório foi interrompido após pedido de vista coletivo.

O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), chegou a declarar que entraria com um mandado de segurança no STF para que a Mesa Diretora cumprisse a determinação da Corte.

Na tarde de terça-feira (9), antes da aprovação do projeto de lei que prevê a redução de penas de pessoas condenadas pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023 e pela tentativa de golpe de Estado, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou que levaria ao plenário os processos contra Carla Zambelli e Delegado Ramagem (PL-RJ), já condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), e o do deputado Glauber Braga (PSOL-RJ), a partir desta quarta-feira (10).

 

* Colaborou Luiz Claudio Fonte: Ferreira Agência Brasil

Motta notifica Eduardo Bolsonaro sobre processo de perda do mandato

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), notificou o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) sobre o processo administrativo contra ele que pode determinar a perda do mandato por número de faltas.

Em março deste ano, Eduardo Bolsonaro pediu licença do mandato por 120 dias e foi morar nos Estados Unidos com a família. Ele alegou perseguição política. Desde o dia 20 de julho, quando a licença terminou, o deputado não comparece às sessões.

Segundo o documento oficial expedido por Motta na terça-feira (9), a decretação de perda do mandato pode ocorrer por ele “ter deixado de comparecer, na presente sessão legislativa, à terça parte das sessões deliberativas da Câmara dos Deputados”. Essa regra está expressa no parágrafo 3º do artigo 55 da Constituição

A notificação indica que o parlamentar pode se manifestar, de forma escrita, no prazo de cinco dias úteis.

Defesa

Em postagem no Instagram, o deputado Eduardo Bolsonaro criticou o processo que pode cassar o mandato dele. Ele afirmou que o processo pode desrespeitar os mais de 700 mil votos que ele teve ao “cassar um parlamentar inocente”.

Eduardo disse que só não está no Brasil porque não pode retornar.

“Isso seria, sim, o bloqueio total do fim que me resta das minhas atividades parlamentares, que está na parte da diplomacia legislativa”, diz.

No vídeo, ele também acusa o ministro Flávio Dino (do Supremo Tribunal Federal) por bloquear as emendas parlamentares de sua autoria, mesmo ainda em mandato.

Réu

O deputado Eduardo Bolsonaro, que pode perder o mandato, é réu no STF pelo crime de coação. Em setembro, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) no inquérito que apurou a atuação do parlamentar junto às autoridades estadunidenses para fazer pressão sobre o julgamento que condenou seu pai por tentativa de golpe de Estado. Fonte: Agência Brasil

Câmara decide suspender Glauber Braga por 6 meses

O Plenário da Câmara dos Deputados decidiu, nesta quarta-feira (10), suspender o mandato do deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) por seis meses. Foram 318 votos contra 141. Houve três abstenções.

Assim foi rejeitada a cassação do parlamentar e ele não perdeu os direitos políticos.

Glauber foi acusado, em abril do ano passado, de ter agredido o integrante do Movimento Brasil Livre (MBL), Gabriel Costenaro.

Para aprovação da medida alternativa ou para a cassação, seriam necessários ao menos 257 votos dos parlamentares. Em uma primeira votação no Plenário, foi aprovada a preferência que substituiu a cassação que torna Glauber inelegível por uma suspensão de seis meses. Houve 226 votos para essa medida e 220 contra.

Diante do cenário, parlamentares que eram a favor de uma cassação entenderam que seria melhor uma conclusão do processo com punição do que uma eventual absolvição.

Suspensão

A suspensão, como punição alternativa, foi proposta pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ).

O destaque foi apoiado também por parlamentares de diferentes partidos, como PSD e MDB.

O deputado Hildo Rocha (MDB-MA) reconheceu que Glauber cometeu um erro, violou o Código de Ética, mas que a punição com perda do mandato seria exagerada.  “Isso não é motivo de cassação”, defendeu.

A deputada Laura Carneiro (PSD-RJ) disse que é oposição a Glauber, mas afirmou que reagiria também a provocações. “Glauber erra muito. Mas a mãe dele estava na UTI. Eu daria também um tapa [se estivesse na situação]”.

Fausto Pinato (PP-SP) também ponderou que Glauber errou, merecia punição, mas não a cassação de mandato.

Por outro lado, o relator da matéria, deputado Paulo Magalhães (PSD-BA), voltou a defender a cassação de Braga e disse que o tema foi exaustivamente debatido na Comissão de Constituição e Justiça e no Conselho de Ética.

“Acredito que nós temos que manter todos os conhecimentos que foram apresentados e debatidos”.

Pouco antes da votação, Magalhães rejeitou emendas propostas por Lindbergh Farias de uma punição alternativa de seis meses de suspensão do mandato e de evitar a inelegibilidade no caso de cassação.

“Uma violência”

Antes da votação, Glauber Braga, emocionado, protestou contra a possibilidade de ter o mandato cassado. O deputado disse que chutou o integrante do MBL após ele ter ofendido sua mãe, que estava em tratamento na UTI.

“Calar o mandato de quem não se corrompeu é sim uma violência”, afirmou.

O deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) lembrou que Glauber não é alvo de nenhum outro processo. “Ele está nas comissões, nas causas e nas lutas”.

Jandira Feghali (PCdoB-RJ) defendeu que não havia base por uma cassação. “Os parlamentares devem colocar a mão na consciência. Não há como comparar o que ele fez para defender a honra da mãe doente com o caso da Carla Zambelli”.

Já o deputado Kim Kataguiri (União-SP) foi a favor da cassação e disse que as imagens não comprovam que Glauber teve a mãe ofendida. “Ele é incapaz de debater o tema no mérito”, disse o parlamentar.

Outra posição pela cassação foi de Nikolas Ferreira (PL-MG). Ele se posicionou que seria correta a reação em caso de ofensas à família. “Mas ele mentiu”. O parlamentar lembrou que Glauber foi favorável à cassação de Daniel Silveira.

Na terça-feira (9), Glauber Braga ocupou a cadeira da presidência da Câmara dos Deputados e foi arrancado à força por agentes da Polícia Legislativa Federal.  A ocupação começou como protesto do parlamentar, após o presidente da Câmara, Hugo Motta, anunciar que levaria ao plenário o pedido de cassação do deputado, juntamente com os processos de Carla Zambelli (PL-SP) e Delegado Ramagem (PL-RJ).  Os casos não têm relação entre si.

“Que me arranquem desta cadeira e me tirem do plenário”, disse o deputado na ocasião.

Conselho de Ética

Em abril, o Conselho de Ética da Câmara dos Deputados aprovou por 13 votos a cinco o parecer pela cassação de Glauber Braga por quebra de decoro parlamentar.

Na ocasião, o partido Novo argumentou que Glauber agrediu Costenaro que participava de manifestação de apoio a motoristas de aplicativo durante o debate de proposta de regulamentação da profissão.

Glauber Braga afirmou, no conselho, que a agressão ocorreu após um histórico de provocações em sequência. Fonte: Luiz Claudio Ferreira – Repórter da Agência Brasil