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Quartararo vê Bagnaia cair e é campeão da MotoGP. Márquez vence em Misano

Fabio Quartararo é o novo campeão do mundo de MotoGP. O piloto da Yamaha terminou o Grande Prêmio da Emilia Romagna, disputado neste domingo (24) no circuito de Misano, na Itália, na quarta posição, mas viu Francesco Bagnaia, o único piloto que ainda podia alcançá-lo, cair na 24ª das 27 voltas, quando era o líder. É o primeiro título de um francês na classe principal do Mundial de Motovelocidade em sete décadas. Marc Márquez, da Honda, venceu a corrida.Quartararo garantiu seu primeiro título na MotoGP. (Foto: MotoGP)© Motociclismo Online Quartararo garantiu seu primeiro título na MotoGP. (Foto: MotoGP)

Na corrida, a Honda ainda completou o 1-2, já que Pol Espargaró completou com a segunda posição, sendo seguido por Enea Bastianini, terceiro com uma Ducati da Avintia ao superar Quartararo na última volta. O francês, que largou da 15ª posição, chegou a cair para 17º, e escalou o pelotão para terminar em quarto, sendo seguido por Johann Zarco, da Pramac Ducati.

Álex Rins, com uma Suzuki, terminou a corrida na sexta posição, sendo seguido por Aleix Espargaró, sétimo com uma Aprilia, depois de andar boa parte da prova em quinto. Maverick Viñales, com a outra Aprilia, foi o oitavo, enquanto Luca Marini, com uma Ducati da Avintia, foi o nono. Valentino Rossi, que fez sua última corrida na Itália na MotoGP, levou a Yamaha da SRT ao décimo lugar.

A MotoGP terá sua penúltima etapa no dia 7 de novembro, com o Grande Prêmio do Algarve, corrida marcada para o Circuito de Portimão, em Portugal.

Confira como foi a corrida

A corrida em Misano começou com Francesco Bagnaia mantendo a primeira posição nos metros iniciais. Miguel Oliveira pulou para a segunda posição ao superar Jack Miller, que ficou com a terceira posição, sendo seguido por Marc Márquez. No pelotão de trás, Fabio Quartararo perdeu duas posições e ficou com a 17ª colocação.

Ainda na primeira volta, o português da KTM acabou superado por Miller e Márquez, caindo para o quarto lugar. O australiano, por sua vez, passou a se defender do piloto da Honda, enquanto Bagnaia seguia na liderança, mas sem abrir vantagem. Quartararo começou a escalar o pelotão, aparecendo na 12ª posição no segundo giro.

Joan Mir foi punido com duas voltas longas por queima de largada, mas não chegou a pagar a penalização, já que sofreu em uma queda junto de Danilo Petrucci, deixando a disputa. Na quarta volta, foi a vez de Miller cair, abrindo caminho para que Márquez partisse para o ataque sobre Bagnaia a partir daquele momento. Na sexta volta, Quartararo entrou no top-10 da prova.

Álex Rins começou a avançar na oitava volta, superando Jorge Martín para tomar a oitava posição. O espanhol da Pramac também foi superado por Quartararo, despencando para o décimo lugar. Takaaki Nakagami caiu no quarto setor, mas conseguiu retornar à corrida, enquanto Álex Márquez deixou a disputa com problemas na Honda da LCR.

As quedas continuaram na sequência da prova. Iker Lecuona caiu com a KTM da Tech3 na curva 1, deixando a disputa na 11ª volta. No mesmo local, dois giros depois, foi a vez de Jorge Martín abandonar. No pelotão intermediário, Aleix Espargaró segurava alguns adversários, e Rins se aproveitou para superar Luca Marini, tomando o sétimo posto. Já Franco Morbidelli errou e despencou na classificação.

Enquanto Bagnaia seguia muito pressionado por Márquez, Quartararo seguiu avançando, tomando o quinto lugar ao passar por Aleix Espargaró, momentos depois de passar por Rins. Na frente, a partir da 23ª volta, Bagnaia passou a abrir vantagem em relação ao espanhol da Honda, enquanto Pol Espargaró seguia em terceiro.

O campeonato acabou na 24ª volta, quando Francesco Bagnaia sofreu uma forte queda, abandonando a disputa. No mesmo momento, Miguel Oliveira também foi para o chão. Assim, Márquez to mou a liderança, seguido por Pol Espargaró e Fabio Quartararo. O francês, já campeão do mundo, passou a receber o ataque de Enea Bastianini.

Na frente, Márquez seguiu para vencer pela terceira vez no ano, sendo seguido por Pol Espargaró e Bastianini, que superou Quartararo na volta final. O francês conquistou seu primeiro título mundial. Por Leonardo Marson

Morte no set: Alec Baldwin recebeu arma com garantia de que era segura

Um assistente da produção do filme Rust havia dito ao ator Alec Baldwin que a arma cenográfica que matou a diretora de fotografia Halyna Hutchins era segura.

Segundo informações do inquérito divulgadas pela imprensa americana, essa garantia foi dada ao astro de 63 anos pouco antes do incidente que custou a vida de Hutchins e feriu o cineasta do longa, Joel Souza.

A arma havia sido entregue a Baldwin pelo assistente de direção David Halls, que, por sua vez, não sabia que o equipamento continha balas de verdade. Halls chegou a dizer “cold gun” (“arma fria”) para o ator.

Em seguida, Baldwin disparou acidentalmente no peito de Hutchins, que acabou morrendo, enquanto Souza, que estava atrás da diretora de fotografia, ficou ferido. A polícia apreendeu todas as armas e munições presentes no set.

A responsável pelo controle das armas nas filmagens era uma jovem de 20 anos, Hannah Gutierrez Reed, que estava em seu primeiro trabalho na indústria cinematográfica, de acordo com a BBC.

O filme

Rust estava sendo gravado em Santa Fé, no Novo México. No filme, Baldwin interpreta um bandido que tenta ajudar o neto adolescente a escapar de uma condenação por um homicídio acidental.

Em um post no Instagram, o astro disse que “não há palavras para descrever” seu “choque e tristeza com o trágico incidente que tirou a vida de Halyna Hutchins”. “Estou de coração partido por seu marido, seu filho e todos aqueles que conheciam e amavam Halyna”, escreveu. O ESTADÃO

Como foi o acidente em que o ator Brandon Lee morreu durante gravação de filme em 1993

No dia em Brandon Lee morreu, a ficção se transformou em tragédia.Brandon Lee tinha 28 anos quando foi morto durante gravação de filme© Getty Images Brandon Lee tinha 28 anos quando foi morto durante gravação de filme

Era 30 de março de 1993. O jovem ator rodava uma das sequências do filme “O Corvo”, baseada em uma história em quadrinhos com o mesmo nome. Brandon era muito famoso pelo seu trabalho na época, assim como o seu pai, Bruce Lee, um fenômeno de filmes de ação e de artes marciais.

Em uma das cenas que gravou naquela noite, o personagem de Brandon deveria entrar em um apartamento e encontrar a sua noiva sendo espancada e estuprada por quatro homens. Um desses criminosos, interpretado pelo ator Michael Massee, deveria disparar à queima-roupa contra o personagem de Brandon e matá-lo.

A gravação da cena ocorreu como o planejado, mas no fim ficou claro que havia algo errado, porque Brandon não se levantou do chão. Ele foi baleado de verdade.

Doze horas depois, o jovem ator morreu em um hospital.

Desde a morte de Lee, a indústria cinematográfica dos Estados Unidos não havia enfrentado um acidente mortal com arma de fogo até o incidente envolvendo o ator Alex Baldwin, que matou de forma acidental a diretora de fotografia Halyna Hutchins durante uma gravação do filme Rust.

Após a repercussão da morte de Hutchins, a irmã de Brandon, Shannon Lee, fez uma publicação em seu Twitter.

“Nossos corações estão com a família de Halyna Hutchins e com Joel Souza e com todos os envolvidos no acidente de Rust”, escreveu, em referência à diretora de fotografia e ao diretor do filme, que também foi ferido.

“Ninguém nunca deveria morrer por uma arma em um set de gravação”, acrescentou.

Mas como foi o acidente em que Brandon Lee morreu?

Um erro fatal

O protagonista de “O Corvo” morreu após ser atingido por uma bala que atravessou o seu abdômen, afetou vários de seus órgãos e ficou alojada em sua coluna.

A arma usada na cena deveria conter balas de festim. Mas em vez disso, o ator foi baleado com um projétil calibre 44.

As balas de festim são essencialmente balas reais modificadas que possuem pólvora, mas não têm o projétil, que é uma ponta perfurante.

Sem o projétil, essa arma causa muitas faíscas e um estampido para causar o impacto de um tiro para alcançar a imagem desejada na gravação, mas nenhuma munição é disparada.O ator Michael Massee ficou abalado com a morte do companheiro de cena© Getty Images O ator Michael Massee ficou abalado com a morte do companheiro de cena

Porém, no caso de “O Corvo”, aparentemente a arma usada para disparar contra Brandon Lee continha um pedaço de projétil que se alojou no cano da arma durante uma cena filmada dias antes, na qual foi usada uma bala semelhante à de verdade, mas que não tinha pólvora. Esse tipo de bala também é usado para passar verdade em algumas cenas.

A arma não foi inspecionada entre uma cena e outra. Naquele fatídico 30 de março quando foi usada contra Brandon Lee, a explosão do cartucho de festim disparou o pedaço de projétil alojado no cano, baleando o ator.

Após uma investigação que durou meses, a promotoria decidiu não aplicar punição a ninguém pela morte de Lee, apesar de parecer claro que haviam cometido algum tipo de negligência.

Em setembro de 1993, o promotor distrital Jerry Spivey anunciou que a investigação policial não havia revelado evidências de nenhum delito contra nenhuma pessoa envolvida nas filmagens nem contra a Crowvision, a produtora do filme.

“Há uma parte de mim que quer denunciar e ter um julgamento, mas seria um ponto de vista puramente legal, não me sentiria cômodo com as circunstâncias, como as conheço, acusando a Crowvision de homicídio culposo (quando não há intenção de matar)”, disse o promotor.

Assim, mesmo com a evidente negligência que teve impacto na morte do ator, o Ministério Público considerou que não foi uma negligência deliberada e gratuita, que poderia implicar em algum tipo de condenação.

Após ser suspensa por um período, a gravação do filme “O Corvo” foi retomada e a produção foi finalizada com alguns truques para que a ausência de Brandon Lee não fosse percebida.

O impacto da tragédia, porém, foi duradouro não apenas para a família do ator morto.

Muito abalado com o que aconteceu, o ator Michael Massee tirou um ano sabático antes de voltar a trabalhar. Em 2005, ele confessou em uma entrevista que levou muito tempo para conseguir seguir adiante com a sua vida.

“Não acho que vou conseguir superar completamente algo assim”, disse Massee, que morreu em 2016 sem nunca ter assistido ao filme.Por BBC NEWS

Estudo aponta redução de atendimentos de saúde mental durante pandemia

Um estudo de pesquisadores brasileiros publicado no periódico internacional The Lancet apontou uma queda do atendimento de saúde mental durante a pandemia. O trabalho indicou o impacto da pandemia da covid-19 sobre este tipo de cuidado, em um momento de crescimento de transtornos mentais, como ansiedade e depressão.

Segundo análise de pesquisadores da Universidade de Brasília, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e do Hospital das Clínicas de Porto Alegre, foram registrados nos primeiros seis meses da pandemia 1,18 milhão de atendimentos ambulatoriais relacionados à saúde mental.

Esse número, segundo os autores, é 28% abaixo do que seria esperado. A expectativa a partir dos dados de períodos anteriores era de uma média de 1,66 milhão de procedimentos deste tipo.

Os atendimentos de grupo tiveram uma queda de 68%. Nos seis meses examinados pelo estudo, ocorreram 102,4 mil atendimentos coletivos. Entretanto, a expectativa a partir das médias de anos anteriores era de 317,8 mil.

A hospitalização psiquiátrica também sofreu com a pandemia, com uma redução de 33%. As internações entre março e agosto de 2020 totalizaram 289,2 mil. Mas a média esperada era de 430,3 mil.

A pesquisa também identificou procedimentos associados à saúde mental que cresceram durante a pandemia. As consultas de emergência nessa área subiram 36%. Já o atendimento domiciliar teve um acréscimo de 52%. Os dados sinalizam a opção das pessoas por evitar o ambiente de clínicas e hospitais e serem atendidas em seus lares.

“Nossos achados mostram uma mudança dramática na assistência à saúde mental durante a pandemia. Esse fenômeno pode agravar a crise de saúde mental e gerar uma pandemia paralela que pode durar por um tempo maior do que a pandemia da covid-19”, concluem os autores no estudo.Por Agência Brasil

Trabalho híbrido pode piorar qualidade do sono, diz pesquisador

A tendência da adoção definitiva do modelo híbrido de trabalho, aquele que alterna entre as atividades presenciais com o home office pode gerar dificuldades para o sono regular das pessoas e até aumentar ou provocar insônia. Segundo pesquisadores do Instituto do Sono, esse modelo de trabalho traz um desafio adicional, que consiste na mudança de horário entre os dias de atividades presenciais com home office. Enquanto nos dias de trabalho presencial, a pessoa precisa de mais tempo entre acordar e chegar ao posto de trabalho, ao ficar em casa é possível estender as horas de sono.

Além de quebrar a rotina do horário de dormir e acordar, o trabalho híbrido pode estragar a qualidade do sono pelo fato de que trabalhando em sistema remoto, as pessoas dividem seu tempo em casa entre trabalho, estudos dos filhos e rotina doméstica, dividindo a jornada de oito horas ao longo do dia para conseguir realizar todas as tarefas, hábito já observado no período da pandemia, quando o trabalho estava sendo desenvolvido só remotamente. “E as empresas flexibilizaram o trabalho que não tiveram mais receio de mandar um e-mail à meia-noite, esperando resposta”, disse o biomédico e pesquisador do Instituto do Sono, Gabriel Natan Pires.

De acordo com ele, para manter uma boa qualidade do sono, o indivíduo precisa seguir uma rotina com horários determinados para lazer, trabalho, alimentação e descanso e não seguir esses hábitos pode resultar até mesmo em reflexos negativos para o sistema imunológico. “É como se o nosso cérebro precisasse de pistas para entender quando chega hora de dormir e a hora de acordar”, comenta.

Segundo Pires, nos dias de home office, o trabalhador pode até dormir um pouco mais porque não precisará enfrentar o trânsito para chegar ao trabalho, mas é importante que inicie e encerre o expediente nos mesmos horários. “Esse esquema dará certo se a corporação zelar pela saúde mental do colaborador e o profissional não abrir mão do seu sono para aumentar a produtividade. Mesmo porque é uma utopia trabalhar até as 23 horas e achar que às 23h05 estará dormindo”.

Ele destaca que outro desafio para o trabalho híbrido é ter em casa um ambiente de trabalho adequado para não prejudicar a saúde e manter a rotina. Aqueles que já têm tendência à insônia precisam manter a regularidade do trabalho e dos hábitos saudáveis, porque qualquer alteração mínima pode piorar o quadro. “É preciso ter um regramento para ver se essa pessoa que está se dispondo ao trabalho híbrido consegue realmente se adequar isso. A ideia é a de que pessoas que não conseguem, prefiram o trabalho no escritório porque se a rotina incerta prejudica o sono, estar no escritório pode ser menos prejudicial”.

Pires ressaltou ser necessário que trabalhador e empresa negociem a forma mais confortável para que a produtividade se mantenha, mas a disponibilidade para isso varia de acordo com a ideologia da direção. “Há empresas que têm uma visão mais tradicional e não aceitam que o funcionário escolha seu horário de trabalho. A flexibilização é importante porque há pessoas com tendência fisiológica de acordar e dormir mais tarde, como há aquelas que acordam e dormem mais cedo. São as pessoas matutinas e as vespertinas. Isso é uma variação normal”.

Trabalho remoto e insônia

Segundo Pires, a pandemia de covid-19 gerou outra pandemia, a de insônia, com pelo menos 60% das pessoas tendo seu sono prejudicado seja por conta da ansiedade devido à crise sanitária ou pelas alterações de rotina. A princípio a percepção era a de que o trabalho em casa poderia auxiliar as pessoas a dormirem melhor, porque teoricamente elas poderiam escolher seus horários de trabalho e não gastariam tempo de deslocamento, o que não ocorreu.

“Uma coisa é trabalhar em casa porque escolheu isso, outra é ter quer trabalhar porque foi imposto, sabendo que não tenho ambiente adequado e que tenho que ficar trancado, assim como meus filhos que não podem ir para a escola. Não foi um trabalho remoto adequado. Isso alterou a rotina e o sono perdeu espaço porque o trabalho em casa sem regra picotou e estendeu a jornada de trabalho, que ficou sem hora para terminar”.

Um dos principais problemas para o sono é quando se leva o trabalho para o quarto, principalmente para quem tem insônia, porque para o sono natural e de qualidade acontecer é preciso que o cérebro desacelere aos poucos. Trabalhando até antes de dormir, leva-se tudo isso para a cama e no momento em que o cérebro deveria desacelerar a pessoa está levando o stress que o reacelera, gerando uma reação parecida com a de stress pós traumático, disse.

“Se eu comecei a levar o celular para a cama e comecei a estressar, com o tempo meu cérebro vai associar a minha cama com um ambiente de stress. No passado eu deitava na minha cama e o sono já vinha porque aquilo era um ambiente de relaxamento, agora não”, explicou.

Pires disse que nenhum tipo de sono induzido é recomendado e que, apesar de sono ser um processo cerebral complexo, é preciso que aconteça naturalmente. Por isso é necessário entender que o sono deve ser uma prioridade na agenda e que a pessoa não seja privada de sono. “Se eu entender que quero dormir por volta das 22h, devo entender que a partir das 20h eu já tenho que começar a desacelerar. O sono tem que ser permitido e natural”.

Piora do sono

Uma pesquisa do Instituto do Sono revelou que 55,1% apresentaram piora do padrão de sono durante a pandemia de covid-19, período no qual predominou o trabalho remoto. Além do aumento das preocupações, a mudança de rotina foi um dos motivos mencionados pelos mais de 1.600 participantes do levantamento, que citaram ainda o medo de adoecer, a insegurança financeira e a distância da família e amigos.

Segundo dados do o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), na fase mais aguda da pandemia, 11% dos brasileiros aderiram ao trabalho remoto, totalizando de 8,4 milhões de pessoas em 2020. Deste percentual, 63,9% eram da iniciativa privada, dos quais 51% eram ligados à educação, 38,8% ao setor financeiro e 34,7% a atividades de comunicação.

Dicas para assegurar uma boa noite de sono

– Mantenha uma rotina: estabeleça horários para o sono, alimentação, exercícios físicos, lazer, trabalho e atividades com a família.

– Arranje um lugar específico para trabalhar: procure um local da casa para desempenhar suas funções profissionais. Se possível, evite escolher o quarto. É importante que o cérebro associe o quarto como um ambiente ao descanso e tranquilidade, não a uma atividade estressante.

– Não leve o notebook ou celular para cama: o excesso de interatividade e a luz das telas desses aparelhos atrapalham o sono.

– Desacelere antes de dormir: pelo menos uma hora antes de se deitar faça uma atividade relaxante: tome banho, leia, ouça música, faça meditação ou qualquer outra atividade que ajude a desacelerar.

– Evite alimentos pesados e bebidas com cafeína: faça refeições leves até duas horas antes de deitar. Não tome café, energéticos e chá preto e outras infusões que contêm cafeína à noite.

– Exponha seu corpo à luz pela manhã: abra as janelas, caminhe pelo jardim ou pelo quintal. Assim você mostra ao seu cérebro que é dia e, portanto, hora de trabalhar.

– Conheça seu cronotipo: o ciclo circadiano, que compreende vigília e sono, dura cerca de 24 horas. Cada pessoa tem seus horários de preferência para dormir e acordar. O cronotipo é o nosso perfil de preferência circadiana. Por Agência Brasil

DJ Ivis é solto após três meses preso por agressão à ex-mulher Pamella Holanda

Momento em que DJ Ivis entra em carro ao sair da prisão — Foto: Rafaela Duarte/Sistema Verdes Mares

O cantor Iverson de Souza Araújo, o DJ Ivis, foi solto na noite de sexta-feira (22), por volta das 22h20, após passar mais de três meses detido no Centro de Triagem e Observação Criminológica (CTOC), na Região Metropolitana de Fortaleza. Advogados e familiares compareceram à penitenciária para aguardar a saída. No fim da tarde, a Vara Única da Comarca de Eusébio concedeu liberdade ao artista.

DJ Ivis estava preso desde o último dia 14 de julho. O cantor foi capturado após serem divulgados vídeos onde ele aparece agredindo a ex-mulher Pamella Holanda, em um apartamento onde ambos residiam em Fortaleza.

DJ Ivis foi transferido a um presídio da Grande Fortaleza após audiência de custódia. — Foto: Reprodução

Negado no Supremo

A liberdade de DJ Ivis só foi concedida após o sétimo pedido de habeas corpus apresentado pela defesa. O último negado foi dado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, em 31 de agosto.

“Pacífico é o entendimento desta Corte no sentido de que constitui fundamento idôneo à decretação da custódia cautelar a necessidade de resguardar a integridade física e psicológica da vítima que se encontra em situação de violência doméstica, como é o presente caso”, destacou a decisão do STF.

A defesa de DJ Ivis argumentou que não há elementos que permitam concluir que ele descumpriria eventuais medidas protetivas diversas da prisão, suficientes para resguardar a integridade psicofísica da vítima. O pedido de revogação da prisão preventiva foi negado no Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) e por ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Em 24 de agosto, desembargadores da 1ª Câmara Criminal do TJCE também indeferiram o pedido dos advogados.

Entenda o caso

Vídeos gravados por câmeras de segurança interna mostraram o produtor musical Iverson de Souza Araújo, conhecido como DJ Ivis, agredindo a ex-mulher na frente da filha de nove meses, da mãe de Pamella Holanda e do amigo Charles.

DJ Ivis tornou-se réu pelas agressões cometidas contra a ex-mulher Pamella Holanda em 16 de agosto, após o Ministério Público do Ceará (MPCE) apresentar denúncia. O cantor foi indiciado pela Polícia Civil do Ceará no fim do mês de julho.

A denúncia apresentada à Justiça e aceita na Vara Única de Eusébio apontou que ele cometeu violência física, psicológica, patrimonial e moral contra a ex-mulher.

‘Assumo meu erro’, disse cantor

Em 17 de julho, o advogado de DJ Ivis divulgou um vídeo em que o cantor pediu desculpas, assumindo o que chamou de “erro”.

“Eu estou vendo sozinho, tentando ser forte, mas não existe mais força. Eu estou passando aqui pra dizer pra cada um de vocês, pra você que é mãe, pra você que é filha, pra você que é pai, pra você que é família, pra você, Pamella: eu errei, assumo meu erro”, afirma DJ Ivis em um trecho da gravação.

Desde que o caso foi revelado, DJ Ivis perdeu contrato com a gravadora Sony e com a produtora Vybbe, teve canceladas parcerias com músicos, e teve as músicas excluídas dos aplicativos mais populares. Por G1

Agende sua Consulta com o Zelador Espiritual Pedro de Oxum

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Pedro de Oxum é conhecido na atualidade como uma das principais referências e expoentes da umbanda codoense, do estado do Maranhão e de todo o Brasil, uma pessoa simples e de gestos nobres que por onde tem passado tem deixado sua marca registrada na arte de ajudar ao próximo, um homem que costumeiramente vivi fazendo o bem sem olhar a quem.

Atualmente o Zelador Espiritual Pedro de Oxum tem feito atendimentos e consultas em todo o Brasil e também em outros países como Espanha, Portugal, Suíça e outros países do continente europeu, fale com o Zelador Espiritual Pedro de Oxum e agende já sua consulta.

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Comarca de Santa Rita inicia série de julgamentos na próxima semana

O Poder Judiciário da Comarca de Vara Única de Santa Rita inicia na próxima semana, uma série de sessões do Tribunal do Júri. Os júris serão presididos pelo juiz titular Thadeu de Melo Alves. No dia 25 de outubro, será levado a julgamento José dos Remédios. Ele é acusado de ter matado o homem João dos Santos. Já no dia 26 de outubro, serão dois réus: Aelson Douglas da Silva Carvalho e Geonilson Marques Lima, acusados de tentativa de homicídio que teve como vítima Diego Carvalho Rios. 

A denúncia do primeiro júri destaca que, em 9 de outubro de 2005, por volta das 3h da manhã no povoado Granja, localidade de Santa Rita, o denunciado José dos Remédios Alves da Silva estava discutindo com David Alves

em uma festa local, momento que a vítima João dos Santos, que presenciava a briga, tentou apartá-los, o que irritou o denunciado que, em ato contínuo, armou-se de uma espingarda tipo ‘ bate-bucha’ e atirou no pescoço da vítima. João dos Santos não resistiu ao ferimento e morreu.

No outro caso, narra a denúncia que em 26 de agosto de 2015, por volta das 21h50min, nas proximidades da Rua do Sol, bairro Centro, a polícia foi informada que os dois acusados tentaram ceifar a vida de Diego Carvalho Rios, utilizando um revólver. Porém, como a arma de fogo falhou, os dois homens teriam começado a espancar a vítima com socos, chutes e panadas de facão, até deixá-la desacordada. Diego Carvalho foi socorrido por policiais que, de imediato, passaram a diligenciar para encontrar os dois homens. O acusado Geonilson foi capturado logo após ser localizado pela polícia e Aelson Douglas foi preso assim que retornou para sua casa. 

Foram encontrados com os denunciados um revólver, uma espingarda e dois facões. Ouvidos perante a autoridade policial, os acusados confessaram a autoria do crime, alegando que o fizeram porque a vítima teria furtado um cordão de ouro que pertencia a Aelson Douglas. Eles foram pronunciados a júri por tentativa de homicídio qualificado, praticado por motivo fútil e à traição, de emboscada, ou mediante dissimulação ou outro recurso que dificulte ou torne impossível a defesa do ofendido.

No primeiro julgamento, os advogados do réu serão Joelson Pinheiro Guimarães e Luís Fernando Gomes da Silva. Já na segunda sessão, atuará novamente o advogado Joelson Pinheiro Guimarães. A promotora que atuará nas sessões será Karine Guará Brusaca Pereira. As duas sessões do Tribunal do Júri serão realizadas na Câmara de Vereadores de Santa Rita.

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Fórum de Corregedores-Gerais do MATOPIBA-MG destaca urgência da regularização fundiária na pandemia

Desembargadores dos estados-membros do Fórum Fundiário dos Corregedores-Gerais da Justiça da Região do MATOPIBA-MG se reuniram em Palmas, na noite de quinta-feira, 21, para discutir o tema “Regularização Fundiária: instrumento de inclusão social no MATOPIBA-MG” (MA – TO – PI – BA e MG), com a presença do governador do Estado em exercício, Mauro Carlesse, magistrados e servidores do Poder Judiciário da região.

A solenidade de abertura da 7ª Reunião do Fórum Fundiário dos Corregedores-Gerais da Justiça da Região do MATOPIBA-MG aconteceu na sede do Tribunal de Justiça do Tocantins (TJTO) e foi transmitida pela internet, pela plataforma youtube. O corregedor-geral da Justiça do Maranhão e presidente do Fórum, desembargador Paulo Velten, se pronunciou na abertura dos trabalhos, resgatando o histórico da entidade na missão de fomentar e formular políticas públicas de regularização fundiária e urbana, nos cinco estados.

Na oportunidade, o corregedor destacou o empenho das corregedorias do Poder Judiciário para a regularização fundiária, com o objetivo de assegurar a paz e a segurança jurídica, de modo que o produtor rural possa contribuir com o superávit da balança comercial e a produção de alimentos para a população nacional, principalmente o pequeno, responsável pela agricultura familiar, que detém 84% de todas as propriedades rurais do país.

“Para que a regularização fundiária rural seja uma realidade, efetivamente produtora de paz social e segurança jurídica, também não podemos esquecer do nosso compromisso com a preservação do meio ambiente, o respeito e a proteção às comunidades tradicionais, e o seu direito de permanência e acesso à terra, o combate a grilagem de terra e a violência de qualquer tipo e origem”, declarou o corregedor maranhense.

GOVERNANÇA DE TERRAS

Para alcançar esses objetivos, disse ser indispensável a “boa governança de terras” e a regularização fundiária urbana, vez que as cidades concentram os maiores e mais graves problemas nessa área, pelo fato de a população brasileira ser predominantemente urbana, concentrando cerca de 50% dos imóveis com alguma irregularidade e 30 milhões deles sem escritura pública.

O corregedor alertou sobre a urgência da regularização fundiária urbana no país, diante do agravamento da situação financeira das cidades durante a pandemia, com o registro da queda de 14,3% no segundo semestre de 2020, quando as prefeituras brasileiras deixaram de arrecadar R$3,76 bilhões.


VISITA TÉCNICA

Na data do evento, o corregedor maranhense fez uma visita técnica à Corregedoria-Geral da Justiça do Tocantins, onde conheceu o trabalho do Núcleo de Prevenção e Regularização Fundiária (Nupref). “[O Nupref] trabalha para o povo, funciona como um indutor de políticas públicas na regularização fundiária e repercute em benefícios para toda sociedade, com inclusão social, educação, saneamento básico, geração de emprego e renda, entre outros”, informou a corregedora tocantinense, Etelvina Maria Sampaio Felinto.

A juíza Ticianny Maciel Palácio, coordenadora do Núcleo de Regularização Fundiária e o juiz Anderson Sobral, responsável pela supervisão do serviço extrajudicial, ambos serviços da CGJ-MA, assessoraram o corregedor durante sua participação nos eventos. Ticianny participa como palestrante do Painel “Reurb-S como instrumento de inclusão econômica social e jurídica no âmbito do MATOPIBA-MA – Projetos Minha Terra, Camboa e o Integra” nesta segunda-feira (22).

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