Blog do Walison - Em Tempo Real

Polícia Federal apreende 265 kg de cocaína no Porto de Natal

Em operação conjunta com a Receita Federal, a Polícia Federal (PF) apreendeu 265 quilos de cocaína, no Porto de Natal, no Rio Grande do Norte, na tarde desse sábado (20).

De acordo com a PF, a droga estava escondida em um carregamento de mangas e tinha como destino o Porto de Roterdã, na Holanda.

A apreensão ocorreu durante uma fiscalização de rotina que envolveu o uso de cães farejadores de drogas. Não houve prisões.

A cocaína apreendida foi recolhida para o depósito da PF, que dará prosseguimento às investigações e irá instaurar inquérito policial para identificar os responsáveis pela ação criminosa. Por Agência Brasil

Covid-19: vacina doada pelos Estados Unidos chega ao Brasil

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou hoje (21) a chegada de 2,1 milhões de doses de vacinas contra a covid-19. Os imunizantes da AstraZeneca foram doados pelo Estados Unidos e entregues nesta manhã no Aeroporto de Viracopos, em Campinas.

Pelas redes sociais, o ministro agradeceu o governo norte-americano pela parceria, resultado de acordo bilateral para o combate ao coronavírus.

“Chegaram agora pela manhã mais de 2 milhões de doses de vacina covid-19 doadas pelos Estados Unidos. Agradeço pela parceria. Juntos, vamos vencer esta pandemia!”, publicou Queiroga.

Em nota, a Embaixada dos Estados Unidos declarou que a doação representa mais um exemplo da vitalidade das relações entre os dois países.

“Os EUA têm estado ao lado do Brasil desde o início da pandemia. Para além das vacinas e outros medicamentos, o governo norte-americano já contribuiu com R$ 110 milhões em assistência direta, o setor privado dos EUA com mais de R$ 412 milhões. Os EUA também doaram mil ventiladores pulmonares, equipamentos de proteção, ofereceram cooperação técnica e muitos outros tipos de assistência ao Brasil”, diz a nota. Por Agência Brasil

Invisibilidade e Registro Civil é tema da redação do Enem 2021

O tema da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) desta edição é “Invisibilidade e Registro Civil: garantia de acesso à cidadania no Brasil”, segundo divulgou o Ministro da Educação, Milton Ribeiro, em suas redes sociais. Nesta edição, de acordo com Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o tema da redação é o mesmo tanto para o Enem impresso quanto para o digital.

A aplicação do Enem teve início hoje (21), com uma prova contendo a redação dissertativa-argumentativa e 90 questões objetivas: 45 delas dos componentes linguagens, códigos e suas tecnologias, e 45 de ciências humanas e suas tecnologias. Os candidatos terão até as 19h para terminar o exame. No próximo domingo (28), terão vez as provas de ciências da natureza e suas tecnologias, e matemática e suas tecnologias.

As notas do Enem podem ser usadas para acesso ao Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e ao Programa Universidade para Todos (ProUni). Para tanto, o candidato não pode tirar nota zero na redação. Os participantes do Enem podem ainda pleitear financiamento estudantil em programas do governo, como o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), e se candidatar a uma vaga em instituições de ensino superior portuguesas que têm convênio com o Inep.

O que os professores acharam

Para o coordenador de Integração Pedagógica do SAS Plataforma de Educação, Vinicius Beltrão, o tema da redação desta edição foi mais difícil do que os temas de edições anteriores do Enem: “Se compararmos com as propostas de redação de anos anteriores, a barra subiu, é um tema bastante complexo, de dificuldade elevada, em especial para o candidato que está saindo do ensino médio. Vamos pensar que essa questão de registro civil para um adolescente de 17, 18 anos, é algo bastante distante uma vez que isso é responsabilidade dos familiares”, diz.

O tema, no entanto, segundo o professor, segue a linha de tratar de uma dificuldade social presente no Brasil. “É um problema muito grave e que merece discussão”. 

A professora de produção textual do colégio Mopi Júlia Langer concorda que a prova seguiu a mesma linha dos anos anteriores. “O Enem é uma prova muito crítica, que fala sobre problemas da nossa sociedade muito intrínsecos, problemas que impedem muitas vezes nosso desenvolvimento enquanto país”, diz. 

A estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) é que cerca de 3 milhões de pessoas não possuam um registro civil, como certidão de nascimento. “Isso impede o acesso à cidadania, uma vez que não consegue acesso ao sistema público de saúde, ao SUS, não consegue registro para programas sociais, não tem acesso à educação, não pode fazer uma matricula numa escola pública, não tem algo básico”, diz Júlia.

Para desenvolver uma boa redação, os professores ressaltam que os estudantes precisam estar atentos aos textos motivadores, que acompanham o tema. O enfoque a ser dado estará definido nos textos. De acordo com a professora de redação na plataforma Explicaê, Cainã Marques Vilanova, o tema é bastante amplo. “Meu receio é que os estudantes não consigam selecionar queriam falar de tudo. Se conseguirem manter a calma, eles vão conseguir, com certeza, escrever direitinho. Mas, tem que ter cuidado”.  

Associação que representa cartórios se manifesta

A Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil), divulgou nota oficial em que disse “ver com orgulho” a escolha do tema da redação deste ano.  “Mais do que chamar a importância para um assunto de extrema relevância para o país afinal é no ato do registro civil de nascimento  que a criança passa a ter nome, sobrenome, nacionalidade, filiação e direitos à saúde e à educação, destaca o trabalho que os registradores civis vem realizando ao longo do tempo, como o registro de nascimento direto em maternidades (chamadas Unidades Interligadas), mutirões de combate ao subregistro (falta de registro) em aldeias indígenas, comunidades quilombolas e de população excluída, que resultaram na queda expressiva da falta de certidão de nascimento no Brasil, que até a década de 2000 estava na casa de dois dígitos e hoje corresponde a 2,1% dos nascidos vivos.”, destacou a entidade em nota.

Motivos para nota zero 

Segundo o edital do Enem, são motivos para zerar a redação: 

• fuga total do tema proposto;

• não obediência ao tipo dissertativo-argumentativo;

• extensão de até sete linhas manuscritas, qualquer que seja o conteúdo, ou extensão de até dez linhas escritas no sistema Braille;

• cópia de texto(s) da Prova de Redação e/ou do Caderno de Questões sem que haja pelo menos oito linhas de produção própria do participante;

• impropérios, desenhos e outras formas propositais de anulação, em qualquer parte da folha de redação;

• números ou sinais gráficos sem função clara em qualquer parte do texto ou da folha de redação;

• parte deliberadamente desconectada do tema proposto;

• assinatura, nome, iniciais, apelido, codinome ou rubrica fora do local devidamente designado para a assinatura do participante;

• texto predominante ou integralmente escrito em língua estrangeira;

• folha de redação em branco, mesmo que haja texto escrito na folha de rascunho; 

• texto ilegível, que impossibilite sua leitura por dois avaliadores independentes.

Veja os temas das redações de anos anteriores: 

Enem 2009: O indivíduo frente à ética nacional

Enem 2010: O trabalho na construção da dignidade humana

Enem 2011:  Viver em rede no século XXI: os limites entre o público e o privado

Enem 2012: O movimento imigratório para o Brasil no século XXI

Enem 2013:  Efeitos da implantação da Lei Seca no Brasil

Enem 2014: Publicidade infantil em questão no Brasil

Enem 2015: A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira

Enem 2016: Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil e Caminhos para combater o racismo no Brasil – Neste ano houve duas aplicações regulares do exame.

Enem 2017: Desafios para formação educacional de surdos no Brasil

Enem 2018: Manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet

Enem 2019: Democratização do acesso ao cinema no Brasil

Enem 2020: O Estigma Associado às Doenças Mentais na Sociedade Brasileira (Enem impresso), O desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil (Enem digital) e A falta de empatia nas relações sociais no Brasil (Enem PPL e reaplicação) Por Agência Brasil

Campanha alerta sobre os riscos do feminicídio

Os riscos do feminicídio é o tema da campanha lançada nesse sábado (20), com o slogan “Violência contra a mulher: sua evolução leva ao feminicídio. Observe os sinais. Denuncie”. A iniciativa, do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH), integra as ações dos 21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres.

A campanha nacional abrange a produção de vídeos, spots para uso em rádio comunitárias e parceiras, cards educativos, enquetes interativas destinadas às redes sociais, cartazes, folders e outras peças de cunho publicitário. Os materiais também têm a proposta de estimular a cultura da denúncia. 

O Ligue 180, a Central de Atendimento à Mulher, é uma das principais ferramentas para iniciar o acionamento de toda a rede de proteção às pessoas em situação de violência.

No que se refere aos números do Ligue 180, apenas de julho do ano passado a novembro deste ano, mais de 97,4 mil denúncias de violência doméstica e familiar contra a mulher foram registradas. Outras violações somaram mais de 24,5 mil casos no período.

Fatores de risco

A secretária Nacional de Políticas para as Mulheres, Cristiane Britto, explica que, segundo o Código Penal brasileiro, o feminicídio consiste no assassinato cometido em razão do sexo feminino. Em resumo, é quando o crime envolve violência doméstica e familiar ou menosprezo e discriminação à condição de mulher.

“Lembro a todos que o feminicídio é o final do chamado ciclo da violência. Até chegar nessa situação, geralmente começa com algo considerado por muitos como simples, seja um empurrão ou agressão verbal, por exemplo. Nós mulheres precisamos estar atentas aos sinais que envolvem violência física, psicológica, moral, sexual, patrimonial e as situações de risco”, alerta a gestora.

Entre os fatores de risco para o feminicídio, estão o isolamento social, a ausência de rede de serviços de saúde e proteção social bem estruturada e integrada, a pouca consciência de direitos, histórico de violência familiar, transtornos mentais, uso abusivo de bebidas e drogas, dependência afetiva e econômica, presença de padrões de comportamento muito rígidos, exclusão do mercado de trabalho, deficiências, vulnerabilidades relacionadas a faixas etárias e escolaridade.

Ativismo

O movimento proposto pela Organização das Nações Unidas (ONU), 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres, ocorre todos os anos em mais de 150 países, com atividades de conscientização e mobilização. No Brasil, os eventos são promovidos durante 21 dias. A programação começa de forma antecipada em 20 de novembro, Dia Nacional da Consciência Negra, e vai até 10 de dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos. Por: Agência Brasil 

Mais de 3,1 milhões de estudantes fazem a prova do Enem neste domingo

A escolha entre cursar medicina ou direito ainda é uma dúvida para a estudante Laura Almeida, de 17 anos, que mora em Rio Branco, no Acre. Mas o caminho para chegar à universidade ela já sabe. Laura está entre os 3,1 milhões de estudantes que vão fazer o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que começa a ser aplicado neste domingo (21) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Ela estuda no colégio da Universidade Federal do Acre (UFAC) e vem se preparando para o Enem desde o primeiro ano do ensino médio. “O Enem é uma prova preparatória e uma prova, também, onde vai estabelecer uma conexão entre a escola e a faculdade, a criação de responsabilidade e o implemento do jovem no mercado de trabalho depois que terminar a graduação. É uma prova muito importante onde ele não vai medir sua inteligência e sim o seu esforço”, destaca a estudante.

Dos 3.109.762 estudantes inscritos, 3.040.871 vão fazer a versão impressa e 68.891, a prova digital.

No primeiro dia do exame, os candidatos vão fazer as provas objetivas de linguagens, ciências humanas, de língua estrangeira (inglês ou espanhol) e a avaliação de redação. Os estudantes têm 5 horas e 30 minutos para responder às questões e fazer a redação.

No segundo dia de prova, dia 28, a avaliação será de matemática e ciências da natureza e os estudantes terão 5 horas para responderem as questões.

Tanto no primeiro quanto no segundo domingo de prova, os portões abrem às 12h e o fechamento está previsto para às 13h (horário de Brasília). O início da prova deve ocorrer às 13h30, após os procedimentos de segurança.

Os locais de prova estão disponíveis no Cartão de Confirmação de Inscrição na Página do Participante (https://enem.inep.gov.br/participante/#!/).

Segurança

O Governo Federal já montou todo o aparato para garantir a segurança da prova.

“O mais importante é assegurar para todos os alunos e pais que a prova será realizada com toda a segurança”, disse o ministro da Educação, Milton Ribeiro.

“A Polícia Federal estará de forma presente, de forma remota, vamos acionar o Centro de Comando e Controle em Brasília também para acompanhar o país inteiro através da Secretaria de Operações Integradas do Ministério. Está tudo pronto, tudo preparado e agora é só aguardar o dia da seleção”, complementou o ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres.

Covid-19

O participante que apresentar sintoma de covid-19 na semana que antecede o primeiro ou o segundo dia do exame não deve comparecer ao local de prova e poderá solicitar reaplicação. O procedimento deve ser realizado pela Página do Participante, no período de 29 de novembro a 3 de dezembro, com anexo da documentação que comprove a condição de saúde do inscrito.

A documentação deve apresentar o nome completo do participante, o diagnóstico com a descrição da condição de saúde do inscrito e o código correspondente à Classificação Internacional de Doença (CID 10), além da assinatura de um médico contendo o registro do Conselho Regional de Medicina (CRM).

Protocolo de biossegurança

Como medida de prevenção à covid-19, o Inep seguirá protocolo de biossegurança durante a aplicação do exame. O uso de máscara de proteção, cobrindo totalmente nariz e boca, será obrigatório durante todo o período em que o participante permanecer no local de aplicação da prova, sendo permitido retirá-la apenas no momento da identificação, antes de acessar a sala de prova, para beber água e para se alimentar.

É permitido que o participante leve máscara reserva para trocar durante a aplicação, além de álcool líquido ou em gel para higienizar as mãos. O Inep também recomenda que cada participante leve sua própria garrafa de água para consumo.

Segunda aplicação

Os participantes isentos que não compareceram ao Enem 2020 e que tiveram nova oportunidade de se inscrever para a edição 2021, no período de 14 a 26 de setembro, farão o Enem nos dias 9 e 16 de janeiro de 2022. A aplicação será nas mesmas datas do exame para Pessoas Privadas de Liberdade ou sob medida socioeducativa que inclua privação de liberdade (Enem PPL). O cartão de confirmação para essa aplicação será disponibilizado em data mais próxima à realização do exame, a ser divulgada.

Enem

O Enem é uma das principais portas de entrada para a educação superior no Brasil, por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e de iniciativas como o Programa Universidade para Todos (ProUni).

As instituições de ensino públicas e privadas também utilizam o Enem para selecionar estudantes. Os resultados são usados como critério único ou complementar dos processos seletivos, além de servirem de parâmetros para acesso a auxílios governamentais, como o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).Por: Governo do Brasil 

Governo do Estado inaugura Restaurante Popular em Caxias nesta segunda-feira

Dando continuidade ao fortalecimento da segurança alimentar e nutricional da população em situação de vulnerabilidade social e seguindo com a ampliação da maior rede do Brasil de restaurantes populares, o Governo do Maranhão, por meio da Secretaria do Desenvolvimento Social (Sedes), entregará nesta segunda-feira (22), às 11h da manhã, o 61º Restaurante Popular do Maranhão, desta vez na cidade de Caxias. Desta forma o Estado passou a ter a maior rede de equipamentos de segurança alimentar e nutricional de todo o País. 

Em Caxias, o Restaurante Popular irá oferecer 1.500 refeições, sendo 1.000 no almoço, 500 jantares.

Ainda como forma de fortalecer ainda mais a segurança alimentar do Estado, o governador Flávio Dino assinou decreto na última quarta feira (17) determinado o valor de R$ 1,00 em todas as refeições nos restaurantes populares no Estado. Este valor será para o almoço e para o jantar. A medida passa a valer a partir desta segunda feira (22). 

Quando o governador Flávio Dino assumiu o Governo do Estado em 2015, o estado contava com apenas 6 restaurantes populares todos na capital. Atualmente a rede de Restaurantes Populares do Estado totaliza 60 equipamentos de segurança alimentar e nutricional. 

“Durante a pandemia demos início aos jantares a R$ 1,00 real em toda a nossa rede de restaurantes, hoje já ofertamos mais de 1 milhão de jantares a R$ 1 real. Não paramos de servir as refeições em nenhum momento da pandemia. Fortalecemos a rede de restaurantes populares nas cidades de menor IDH e hoje já são 29 restaurantes nestes municípios mais carentes”, disse Márcio Honaiser. 

“E agora chegamos a Caxias, que por ser uma cidade polo, recebe moradores de toda a região, como o Restaurante Popular as despesas de alimentação para essas pessoas não será mais problema. Além disso, elas vão poder contar com uma alimentação de qualidade a um preço bastante acessível. O governador Flávio Dino mais uma vez está de parabéns em ter como iniciativa a construção de um equipamento de Segurança Alimentar e Nutricional pensando no bem estar daqueles que realmente precisam”, pontuou o secretário.

O Restaurante Popular se constitui como espaço de vivência da cidadania e da participação social onde se articulam diferentes setores do governo. O público alvo atendido são prioritariamente grupos sociais vulneráveis, em situação de insegurança alimentar e nutricional.

Além do fornecimento diário de refeições, são oferecidos os serviços de avaliação e orientação nutricional, palestras de Educação Alimentar e Nutricional (EAN), e oficinas de Educação Alimentar e Nutricional. Por: Secom/ Governo do Maranhão

Covid-19: proteção da CoronaVac pode ser menor em pessoas com HIV

Um estudo sugere que a proteção da CoronaVac, vacina contra a covid-19, é menor entre pessoas infectadas pelo HIV, vírus causador da aids. Diante disso, a orientação para vacinação tem que ser mantida, inclusive com prioridade para doses de reforço nesse grupo. No entanto, o estudo não analisou como se comportam as outras vacinas que vêm sendo usadas no Brasil.

Pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) compararam a proteção da CoronaVac em pessoas infectadas pelo HIV e aquelas não infectadas. O estudo mostrou que, depois de receber a CoronaVac, uma pessoa sem o HIV tem 3,21 mais chances de desenvolver anticorpos contra a covid-19 que uma pessoa HIV positiva.

“Significa que a resposta à vacina é um pouco pior entre pessoas que vivem com o HIV. Ela [a vacina] é muito importante, mas a potência dela para gerar resposta é inferior em pessoas que vivem com HIV, em comparação àquelas que não têm HIV”, disse uma das autoras do estudo, a professora da Faculdade de Medicina da USP Vivian Avelino-Silva.

Apesar de níveis de proteção menores, isso não quer dizer que pessoas com HIV devam deixar de se vacinar. De acordo com a professora, a menor proteção reforça que esse é um grupo prioritário e que pode precisar de maior reforço no esquema vacinal.

“É o tipo de situação que justamente esclarece para nós que, se tiver alguém para priorizar, seriam as pessoas com HIV. Isso sugere que talvez as pessoas que vivem com HIV precisem de mais reforços, mais precoces ou em maior número, em relação às pessoas que não têm HIV”, disse Vivian.

O número de células de defesa do organismo, chamadas de CD4, pode ajudar a explicar a dificuldade na produção de defesas contra o novo coronavírus. Pessoas com HIV, mas com maior número de células de defesa, têm o dobro de chances (2,26 vezes mais) de desenvolver os anticorpos que pessoas em estágios mais avançados da infecção pelo HIV.

O estudo foi publicado como preprint, que é uma espécie de esboço em que o trabalho permanece aberto para receber a contribuição de outros cientistas antes da publicação definitiva. 

Procurado pela Agência Brasil, o Instituto Butantan informou que dois estudos científicos publicados por pesquisadores do Brasil e da China evidenciaram que a CoronaVac “é segura e capaz de gerar níveis elevados de proteção contra o SARS-CoV-2 em pessoas infectadas pelo vírus HIV, causador da AIDS”. Um desses estudo é o da FMUSP, citado acima.

“Quatro semanas após a segunda dose da vacina, a porcentagem de participantes com positividade para anticorpos neutralizantes SC e NAb foi alta tanto para o grupo com HIV quanto no grupo controle. Nenhuma reação adversa séria foi relatada durante o estudo, seja entre pessoas com HIV ou nos participantes não imunossuprimidos”, diz o informe do instituto.

O Butantan acrescenta, no informe, que os pesquisadores encontraram diferenças nos parâmetros de imunogenicidade entre as pessoas com HIV, sendo que o grupo com o sistema imunológico mais enfraquecido teve imunogenicidade mais baixa contra o vírus da covid-19 quando comparados àqueles com contagem maior de células de defesa, após a aplicação de duas doses da vacina. “Uma abordagem possível é usar uma dose de vacina de reforço ou mesmo administrar títulos de antígeno mais altos por dose de vacina”, divulgou o instituto sobre a conclusão dos pesquisadores. Por Agência Brasil

Petrobras encontra petróleo em poço na Bacia de Santos

A Petrobras anunciou hoje (19) ter identificado a presença de petróleo em um poço do bloco Aram, na camada pré-sal da Bacia da Santos. Nomeado de Curaçao, o poço está localizado há 240 quilômetros da costa da cidade de Santos, em uma profundidade d’água de 1.905 metros.

“O intervalo portador de petróleo foi constatado por meio de perfis elétricos e amostras de fluido, que serão posteriormente caracterizados por meio de análises de laboratório. Esses dados permitirão avaliar o potencial e direcionar as próximas atividades exploratórias na área”, informou em nota a estatal.

A Bacia de Santos é uma bacia sedimentar marítima que se estende desde o litoral sul do estado do Rio de Janeiro até o norte do estado de Santa Catarina. Nessa área, estão localizados diferentes campos com importantes reservas na camada pré-sal.

O bloco Aram é explorado por meio de um consórcio no qual a Petrobras detém 80% de participação e a chinesa CNODC responde pelos outros 20%. Ele foi adquirido sob o regime de partilha em março de 2020, na 6ª rodada de licitação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

De acordo com a Petrobras, o consórcio irá continuar as operações para concluir o projeto de perfuração do poço Curaçao, o que permitirá verificar a extensão da nova descoberta e caracterizar as condições dos reservatórios encontrados. Segundo a estatal, a descoberta mostra o sucesso da estratégia adotada, fortemente baseada em inovações tecnológicas e com a máxima utilização dos dados processados e em tempo real, o que permite a tomada de decisões de forma ágil e segura. Por Agência Brasil

Consumo de açúcar na primeira infância é fator de risco para cáries

Crianças de zero a seis anos que consomem açúcar com alta frequência estão muito suscetíveis ao aparecimento de cáries. Estudo desenvolvido na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), no Rio Grande do Sul, em um ambulatório odontológico mostrou que oito em cada dez crianças atendidas ingeriam alimentos açucarados e tinham cáries. De 86 casos analisados, a doença bucal foi encontrada em 86,2% da amostra.

Segundo os pesquisadores, o consumo de açúcar se dava já a partir dos nove meses, inclusive na mamadeira. “A gente percebia que a maioria nos procurava quando já tinha alguma dor ou quando tinha algum processo para tratar. Na sua maioria, não se procura atendimento de forma preventiva, como orientação, para saber como está a saúde bucal”, aponta Fernanda Ortiz, coautora do trabalho.

Ela explica que, embora sejam dentes de leite, a falta de cuidados nos anos iniciais são também para o futuro. “Prejudica a erupção e a formação do dente permanente, que é o dente de adulto. Ele não vai nascer de maneira imediata, apenas quando for mais velho. Prejudica toda a formação e o nascimento desse dente permanente”, aponta a pesquisadora, que é odontopediatra.

A cárie tem relação direta com o açúcar. “É uma doença comportamental, é um processo complexo que existe com a formação da placa bacteriana. Essas bactérias se alimentam principalmente do açúcar, produzem ácidos e esses ácidos entre aspas corroem o dente e começam o processo de destruição dentário, que é a cárie”, explica Fernanda. Ela destaca que esta é uma das doenças mais prevalentes na infância.

Nesse sentido, tanto a escovação quanto a diminuição ou mesmo a não ingestão de açúcar são os principais meios de prevenção. “A gente comenta que é muito mais fácil conseguir controlar a nutrição da criança e a da família, do que pedir pra essa criança ou a família escovar o dente toda vez que ingerir algum alimento açucarado”, orienta a odontopediatra.

Ela lembra que a recomendação é não ingerir açúcar até os dois anos de idade e depois dessa faixa etária ingerir a menor quantidade possível. E, com o nascimento do primeiro dente, fazer a escovação com creme dental com flúor.

De acordo com divulgação da Agência Bori, o trabalho foi publicado nesta sexta-feira (19) na Revista Gaúcha de Odontologia. Por Agência Brasil

ItaBio inicia escoamento de produção via linha férrea

A ItaBio é uma empresa com olhar voltado para o futuro, atua na cadeia produtiva da cana, que inclui comercialização, logística e distribuição de combustível. Produz etanol e energia limpa que o mercado precisa hoje. Investe em soluções que contribuam para a agenda global e sustentável. 

Nas últimas duas semanas, a ItaBio passou a realizar o carrego do etanol que produz, via linha férrea para o Porto de Itaqui, álcool com a marca de qualidade da Itapecuru Bioenergia, sendo levado para todo o país, com a possibilidade de atender também o mercado externo. A logística do transporte só é possível graças a parceria da empresa com a Transnodestina, responsável por transportar o etanol.

“Transportar via linha férrea para terminal de Itaqui é um importante marco logístico e econômico para a nossa região e para a nossa empresa. Em um momento tão incerto que enfrentamos atualmente, essa nova operação irá gerar empregos e movimentará o setor positivamente, ajudando a economia, reduzindo custos e otimizando processos”, comemora Leonel Coelho, gerente executivo da Itapecuru Bioenergia.Por: Ascom