Blog do Walison - Em Tempo Real

Justiça mantém liminar que derruba imposto na exportação de petróleo

Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) negou recurso da União e manteve a decisão liminar, ou seja, de caráter provisório, que proíbe a alíquota de 12% de imposto de exportação de petróleo.

A decisão é da desembargadora federal Carmen Silvia Lima de Arruda, da Quarta Turma Especializada, em despacho assinado pouco antes das 22h da quinta-feira (9).

A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), órgão jurídico vinculado ao Ministério da Fazenda, havia interposto o recurso, chamado de agravo de instrumento, contra uma decisão de primeira instância, tomada na terça-feira (7).

A decisão liminar atendia o pleito de cinco empresas multinacionais de petróleo: Total Energies (França), Repsol Sinopec (Espanha e China), Petrogal (Portugal), Shell (anglo-holandesa) e Equinor (Noruega).

Ao analisar o agravo de instrumento, a desembargadora Carmen Lima de Arruda entendeu que a Fazenda Nacional “falhou em demonstrar o risco de perigo concreto, grave e atual emergente da manutenção da decisão agravada, não se vislumbrando prejuízo em aguardar o julgamento final”.

O TRF2 ainda não marcou a data do julgamento definitivo da questão.

Entenda o caso

cobrança de 12% de Imposto de Exportação consta na Medida Provisória (MP) 1.340/2026, publicada em 12 de março.

A MP foi editada pelo governo como uma tentativa de conter à escalada no preço de derivados de petróleo no país, notadamente o óleo diesel, em meio à guerra no Oriente Médio, que levou distúrbios à cadeia produtiva do petróleo, diminuindo a oferta do óleo.

O imposto de exportação compensaria a queda de arrecadação provocada pela zeragem das alíquotas do PIS e da Cofins, tributos federais que incidem sobre o óleo diesel. Com alíquota zero, os preços poderiam chegar mais baratos ao consumidor final. Outro efeito seria o desestímulo para que as exportadoras vendessem petróleo para fora do país.

O governo promoveu também subvenção (espécie de reembolso) para incentivar importadores e produtores de diesel que não vendessem aqui no país o diesel a preços maiores que os determinados.

As companhias exportadoras de petróleo que se sentiram prejudicadas alegam que o imposto tinha finalidade “meramente arrecadatória”, ferindo o princípio da anterioridade, que proíbe a cobrança de tributos sem um tempo mínimo determinado.

Em primeira instância, o juiz federal Humberto de Vasconcelos Sampaio, da 1ª Vara Federal do Rio de Janeiro, atendeu o pedido das cinco multinacionais.

Recurso

Ao recorrer da decisão, a Fazenda Nacional argumentou, entre outros pontos, que a cobrança questionada não incorreu em qualquer desvio de finalidade, estando justificada no cenário internacional da guerra deflagrada no Oriente Médio, “diante do aumento drástico do preço do barril de petróleo e da escassez deste produto, com potenciais efeitos deletérios sobre a economia nacional”.

“Tem como função primordial a regulação do comércio exterior e a proteção do mercado interno”, sustenta a Fazenda Nacional.

Inflação de combustíveis

A alta no preço dos combustíveis, pano de fundo da discussão na Justiça Federal, teve uma face revelada nesta sexta-feira pelo termômetro do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a chamada inflação oficial do país.

inflação de março foi de 0,88%, puxada principalmente pelo grupo transportes. O item combustíveis subiu 4,47%. A gasolina, que em fevereiro tinha 0,61%, subiu 4,59% em março. O diesel passou de aumento de 0,23% em fevereiro para 13,90% em março.

Na última segunda-feira (6) o governo lançou um pacote de medidas para conter a alta no preço dos combustíveis. As medidas tratam de subsídios para diesel e gás de cozinha, além da redução de impostos e apoio ao setor aéreo.  Fonte: Agência Brasil

TRE-MA mantém cassação de chapa de vereadores de São Luís do Podemos por fraude à cota de gênero

O Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA) manteve, em sessão realizada na noite de quinta-feira (9), a decisão que cassou a chapa de vereadores do Podemos nas eleições municipais de 2024, por fraude à cota de gênero.

Com a decisão, perdem os mandatos os vereadores Fábio Macedo Filho, Raimundo Júnior e Wendell Martins, todos eleitos pelo partido. A ação que resultou na cassação foi movida por suplentes de partidos adversários, entre eles PL e Republicanos. O julgamento no TRE-MA foi unânime.

Segundo a Corte, foram identificadas irregularidades na formação da chapa, com descumprimento da legislação eleitoral que determina a participação mínima de candidaturas femininas, mecanismo criado para garantir maior equilíbrio de gênero nas disputas eleitorais.

Os parlamentares ainda podem recorrer no TRE e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O que dizem os vereadores?

 

Por meio de nota, publicada em uma rede social, o vereador Fábio Macedo Filho disse que recebeu com serenidade e muita fé a decisão e, afirmou que ainda há caminhos legais no Tribunal Superior Eleitoral e, que a verdade será reafirmada (leia a nota na íntegra abaixo).

Em um vídeo publicado também em uma rede social, o vereador Wendell Martins disse que é alvo de uma injustiça e que o mandato dele está sendo retirado sem ele ter feito nada. O parlamentar afirmou que tem as contas aprovadas e fez uma campanha limpa, respeitando as pessoas.

O vereador Raimundo Júnior não se manifestou sobre o caso até a publicação desta reportagem. Fonte: G1-MA

Maranhão registra 2 mil atas notariais usadas como provas de bullying e cyberbullying em 2025

O Maranhão registrou 2 mil atas notariais usadas para comprovar casos de bullying e cyberbullying em 2025, de acordo com um levantamento do Cartório Notarial do Brasil. O documento pode ser utilizado como prova em situações de agressões presenciais e virtuais.

De acordo com os dados, entre 2020 e 2025, o número de registros passou de 757 para 2.000, o que representa um aumento de 164% no período. Somente em 2024, foram contabilizadas 1.690 atas notariais em cartórios de todo o estado.

Segundo o levantamento, o crescimento na procura pelo documento está relacionado à Lei Federal nº 14.811/2024, que passou a criminalizar o bullying e o cyberbullying. Com isso, a formalização de provas se tornou ainda mais importante, principalmente em casos envolvendo conteúdos digitais, que podem ser apagados rapidamente.

A ata notarial é um documento público previsto no artigo 384 do Código de Processo Civil. Nela, o tabelião registra fatos que presencia ou verifica, atribuindo autenticidade e valor jurídico às informações.

Na prática, o documento pode ser usado para comprovar postagens em redes sociais, mensagens trocadas em aplicativos, vídeos, áudios e outros registros digitais, permitindo a utilização do material em processos judiciais e administrativos.

Plataforma online permite registro imediato de provas

 

Além da ata notarial, outra alternativa para registrar provas é a plataforma e-Not Provas, que permite ao próprio usuário documentar conteúdos digitais de forma imediata.

A ferramenta funciona como complemento ao serviço dos cartórios e pode ser especialmente útil em situações urgentes, como em fins de semana, feriados ou fora do horário de funcionamento das unidades.

Para solicitar uma ata notarial, o interessado pode procurar qualquer Cartório de Notas ou acessar a plataforma e-Notariado, disponível em todo o país.

Durante o procedimento, o tabelião verifica o conteúdo apresentado como páginas da internet, mensagens ou arquivos digitais e faz o registro formal das informações, que passam a ter validade jurídica como meio de prova.

O documento reúne dados como data, hora e local da constatação, além da identificação do solicitante e da descrição detalhada dos fatos, podendo incluir imagens, vídeos e transcrições de áudios. Fonte: G1-MA

TJ-MA leva Conciliação Itinerante a quatro cidades maranhenses; veja como agendar atendimento

O Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) vai levar serviços gratuitos de conciliação e mediação a quatro cidades do estado a partir desta segunda-feira (13). A ação faz parte do projeto Conciliação Itinerante e ocorre em BacuriCururupuSanta Helena e São Bento.

A iniciativa é coordenada pelo Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec) e tem como objetivo facilitar o acesso da população à Justiça, com resolução rápida de conflitos por meio do diálogo.

Durante os atendimentos, os cidadãos poderão resolver tanto demandas que ainda não viraram processo judicial quanto casos que já estão na Justiça, desde que haja possibilidade de acordo. O atendimento será feito por conciliadores do Poder Judiciário.

Entre os serviços oferecidos estão:

  • divórcio consensual;
  • reconhecimento ou dissolução de união estável;
  • reconhecimento espontâneo de paternidade;
  • coleta de DNA para investigação de paternidade;
  • pensão alimentícia;
  • regulamentação de guarda;
  • renegociação de dívidas;
  • outros acordos de natureza consensual.
  • O atendimento pode ser agendado pelo WhatsApp do Nupemec, no número (98) 2055-2283, ou por meio de formulário disponível no portal do TJMA. Quem não fizer agendamento também poderá ser atendido no local.

    Veja os locais e datas dos atendimentos:

    13 de abril – Bacuri

    • Rua da Alegria (em frente ao Fórum Des. Sebastião Leopoldo Mesquita Campos)
    • Horário: das 8h às 17h

     

    14 de abril – Cururupu

    • Praça do Carvalho, s/n, Centro
    • Horário: das 8h às 17h

     

    15 de abril – Santa Helena

    • Avenida Beira Rio, s/n (em frente aos quiosques)
    • Horário: das 8h às 17h

     

    16 e 17 de abril – São Bento

    • Praça de Eventos, s/n, Centro (em frente à Praça José Sarney)
    • Horário: das 8h às 17h Fonte: G1-MA

Justiça do Maranhão condena fazendeiro por ameaçar liderança no Quilombo Onça, em Santa Inês

A Justiça do Maranhão condenou o empresário Franciano Oliveira Sousa por ameaçar de morte um líder quilombola durante um conflito agrário na área conhecida como Negra Maria de Nazaré, zona rural de Santa Inês. Segundo o processo, o crime aconteceu em 29 de outubro de 2023, na Comunidade Quilombola Onça, durante um incêndio.

Franciano Oliveira foi condenado a dois meses e oito dias de detenção, em regime aberto. A pena foi substituída pelo pagamento de dez salários mínimos à vítima. O réu pode recorrer da sentença em liberdade.

A defesa do fazendeiro afirmou que a decisão se baseou em “narrativas parciais” e que a sentença não é definitiva e será revertida (veja, mais abaixo, o que disse a defesa sobre o caso).

Já para o advogado da Comissão Pastoral da Terra (CPT), Rafael Silva, a sentença “marca uma diferença histórica no padrão de impunidade que acomete os povos do campo diante de violências sistematicamente sofridas” e destaca, ainda, que o Maranhão é o estado que, nos últimos 20 anos, mais teve quilombolas assassinados em situações de conflito fundiário (veja, mais abaixo, o que disse o advogado sobre o caso).

Na denúncia feita pelo Ministério Público do Maranhão (MP-MA) consta que um incêndio atingia uma plantação de mandioca, e quilombolas tentavam combater o fogo, quando o empresário chegou ao local acompanhado de cerca de dez homens.

De acordo com o processo, Franciano Oliveira se aproximou da liderança quilombola e levantou a camisa para exibir uma arma de fogo na cintura. Em seguida, fez ameaças: “Eu não sei onde eu tô que eu não mato vocês tudinho agora” e “Vocês vão ver o que eu vou fazer com vocês”, teria dito o empresário, segundo relato registrado na ação.

Em depoimento, o empresário negou as acusações e disse que apenas questionou a situação, reclamando dos prejuízos causados pelo incêndio em sua propriedade. “Jamais cheguei lá ameaçando ele dizendo que ia matar. Eu só falei: Vocês já mataram meu gado todo, já mataram muito gado meu, já fizeram tanta coisa, agora tão botando fogo na terra. Não era para ter feito isso”, declarou.

A Justiça entendeu que o empresário agiu de forma intimidatória ao ir até a área acompanhado de vários homens, em meio a um conflito por terras. Segundo a sentença, essa situação aumentou o medo causado à vítima e aos demais moradores. Por causa da gravidade do caso, a Sociedade Maranhense de Direitos Humanos incluiu as lideranças quilombolas ameaçadas no Programa Estadual de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos (PEPDDH/MA).

A decisão também se baseou nos depoimentos da vítima e de uma testemunha, considerados firmes e coerentes. Eles relataram que o empresário ameaçou sacar uma arma. Um ponto importante foi o fato de que os próprios funcionários dele precisaram contê-lo para evitar que a situação piorasse.

Durante o processo, o empresário negou que estivesse armado no dia, mas admitiu que possui um rifle calibre .22 em sua fazenda. Para o juiz, essa contradição enfraqueceu a versão da defesa.

Com base nas provas, o fazendeiro foi condenado pelo crime de ameaça, previsto no artigo 147 do Código Penal. Na decisão, a Justiça fixou a pena em 2 meses e 8 dias de detenção, a ser cumprida inicialmente em regime aberto. No entanto, a pena privativa de liberdade foi substituída por uma pena restritiva de direitos, conforme prevê a legislação. Com isso, Franciano Oliveira deverá pagar o valor equivalente a 10 salários mínimos, que será destinado à vítima.

O que diz a defesa do fazendeiro

 

A defesa do fazendeiro afirmou que vai recorrer da decisão e contestou a condenação. Em nota, os advogados disseram que a sentença não é definitiva e que será revertida. A defesa também alegou que não há provas materiais contra o empresário e que a decisão se baseou em “narrativas parciais”.

Leia, abaixo, a nota na íntegra:

“A defesa de Franciano Oliveira Souza informa que recorrerá imediatamente da decisão de primeira instância, que não possui caráter definitivo. A condenação é precária e será revertida. A decisão ignorou a absoluta falta de provas materiais e baseou-se em narrativas parciais. É falso que houvesse qualquer arma de fogo no local. A situação limitou-se à justa indignação de nosso cliente ao ver sua propriedade e seu rebanho sendo consumidos por um incêndio. O recurso provará a verdade dos fatos e a fragilidade dessa acusação. Por fim, advertimos que veículos de comunicação que tratarem esta decisão provisória como definitiva ou adotarem tom sensacionalista responderão judicialmente por seus excessos”.

O que diz a Comissão Pastoral da Terra

 

Justiça do Maranhão condena fazendeiro por ameaçar liderança no Quilombo Onça, em Santa Inês — Foto: Reprodução/ TV Mirante

Justiça do Maranhão condena fazendeiro por ameaçar liderança no Quilombo Onça, em Santa Inês — Foto: Reprodução/ TV Mirante

Segundo a Comissão Pastoral da Terra, a região vive um conflito por terra entre fazendeiros e a Comunidade Quilombola Onça, havendo registro de agressões físicas e verbais contra quilombolas. Para o advogado da CPT, Rafael Silva, a decisão da Justiça rompe um padrão de impunidade que atinge os povos do campo.

“Essa sentença marca uma diferença histórica no padrão de impunidade que acomete os povos do campo diante de violências sistematicamente sofridas. O Maranhão é o estado que, nos últimos 20 anos, mais teve quilombolas assassinados em situações de conflito fundiário.

 

Rafael Silva aponta que o Quilombo Onça, fundado em 1905, tem mais de um século de existência e, nos últimos anos, vem sofrendo violências sistemáticas, incluindo agressões físicas contra quilombolas idosos. Por causa desses conflitos, há processos criminais em andamento e atuação de diferentes órgãos.

“Há um conjunto de processos criminais que têm sido decorrentes de uma atuação da Polícia Civil, que tem dado andamento aos termos circunstanciados de ocorrência, aos inquéritos policiais. Uma atuação extremamente diligente do Ministério Público. O Poder Judiciário em Santa Inês, nos processos criminais, tem feito os devidos encaminhamentos de acordo com a legislação processual. E a Polícia Militar também tem feito presença em situações de emergência”, explicou.

O caso também é acompanhado por órgãos de direitos humanos e entidades, como a Secretaria Estadual de Direitos Humanos, o Programa Estadual de Proteção a Pessoas Ameaçadas, o Movimento Quilombola do Maranhão (Moquibom). Quem também se manifestou sobre a situação no Quilombo Onça foi o Alto Comissariado de Direitos Humanos da ONU, que interveio em relação às medidas adotadas pelo Estado brasileiro para proteger os moradores da comunidade.

Rafael Silva destacou, ainda, que a decisão judicial que condenou o fazendeiro é resultado da atuação das instituições estatais.

“Essa sentença, essa decisão, só foi possível porque o Estado brasileiro, através de suas instituições, cumpriu os seus deveres constitucionais em relação a esse caso. Portanto, quando as instituições estatais cumprem suas atribuições legais, nós temos a possibilidade de um pouco de isonomia diante de desigualdades estruturais que acometem populações vulnerabilizadas, exatamente pela omissão estatal. E esse é o caso do Quilombo Onça, foi isso que aconteceu para que se pudesse ter essa sentença que nós devemos celebrar”, concluiu o advogado da CPT. Fonte: G1-MA

Guns N’ Roses confirma força no Brasil e impulsiona expectativa para show em São Luís

A contagem regressiva já começou e a expectativa só aumenta: o show do Guns N’ Roses em São Luís, marcado para o dia 21 de abril, no Estádio Castelão, chega cercado de números impressionantes e consolida o evento como um dos maiores do ano no Brasil.

A nova turnê da banda, intitulada Because What You Want and What You Get Are Two Completely Different Things, já demonstra sua força logo nas primeiras semanas. Com nove apresentações programadas pelo país, mais de 200 mil ingressos foram vendidos, considerando apenas as praças operadas pela Bilheteria Digital, dados revelados recentemente por Guilherme Feldman, CEO da BD ao Portal PopLine.

Com os shows em andamento, esse número já ultrapassa 218 mil ingressos comercializados, com ticket médio de R$ 551,80, reforçando o enorme interesse do público brasileiro. O levantamento não inclui apresentações fora desse circuito, o que amplia ainda mais a dimensão do fenômeno.

Outro dado que chama atenção é o deslocamento dos fãs. Em média, 52,5% do público vem de fora das cidades onde os shows acontecem, sendo 11,5% de outros estados. Em São Luís, o cenário também se destaca: 14,2% do público é formado por fãs de fora do estado, consolidando a capital maranhense como destino de grandes eventos e fortalecendo o turismo de entretenimento.

Para o produtor local da 4Mãos Entretenimento, Marcelo Aragão, o impacto vai além do espetáculo. “É um evento que movimenta toda a cidade. Existe uma procura muito forte, inclusive de pessoas de outros estados, o que fortalece São Luís como rota de grandes shows e gera impacto positivo na economia, no turismo e na rede de serviços”, destaca.

Além da atração principal, o evento contará com a abertura da banda Raimundos, um dos grandes nomes do rock nacional, conhecida por sucessos que marcaram gerações e prometem aquecer o público antes da entrada do Guns N’ Roses.

A programação do dia já está definida: os portões abrem às 16h, o show do Raimundos começa às 18h30, e o Guns N’ Roses sobe ao palco às 20h, em uma noite que promete entrar para a história de São Luís. O acesso ao evento será pela Av. dos Franceses e Av. João Pessoa e os estacionamentos do Estádio Castelão estarão abertos ao público.

SERVIÇO

Guns N’ Roses em São Luís
Turnê: Because What You Want and What You Get Are Two Completely Different Things

Banda de abertura: Raimundos

Data: 21 de abril de 2026 (terça-feira – feriado)
Local: Estádio Governador João Castelo (Castelão) – São Luís

Abertura dos portões: 16h

Raimundos: 18h30
Guns N’ Roses: 20h

Setores:

Setor 2 & 3 e 5 & 6, Cadeira Coberta, Camarote, Área Vip e FrontStage
Classificação Indicativa:

14 anos
Menores de 14 anos somente acompanhados dos pais
De 16 a 17 anos com responsável ou autorização
Espaço Experience (18+):

Serviço premium com whisky 12 anos, vodka importada, gin, cerveja, água e refrigerante, além de open food com pastas, frios, massas, pizzas, sanduíches e snacks. Acesso ao show pelo Front Stage.

Ingressos:

Loja física: 4Mãos Store – São Luís Shopping (sem taxa de conveniência)
Online: www.bilheteriadigital.com
Informações sobre Meia-entrada: www.padrao4maos.com.br

Youtube: https://youtu.be/8SbUC-UaAxE?si=D1ENYnPpuxuiEZ01 / https://www.youtube.com/watch?v=vNzjncc2F5c

O Imparcial

Fechado para reforma, Mercado Central de São Luís é alvo de furtos e depredação

Comerciantes do Mercado Central de São Luís denunciaram uma série de furtos e atos de depredação no prédio, que está fechado há cerca de três meses após o anúncio de uma obra de reforma. Segundo relatos, o local vem sendo alvo constante de criminosos, que retiram portões, grades, partes do telhado e estruturas metálicas.

Vídeos enviados à TV Mirante (veja acima) mostram pessoas retirando portões e outros materiais em plena luz do dia, utilizando escadas para alcançar partes mais altas da estrutura. Comerciantes afirmam que tudo o que aparentava ter algum valor foi levado.

De acordo com os feirantes, após o anúncio da obra, eles foram transferidos para um mercado provisório, mas o prédio do Mercado Central não recebeu tapumes ou qualquer isolamento, como costuma ocorrer em obras públicas. Também não há placas informativas indicando início ou responsáveis pela reforma.

Ainda segundo os relatos, parte do telhado e da estrutura metálica já foi retirada. Comerciantes que trabalham no entorno afirmam que há homens atuando diariamente no local, quebrando paredes e retirando materiais, mas que essas pessoas não usam equipamentos de proteção individual (EPIs) e não possuem identificação ou vínculo visível com a Prefeitura.

Um caminhão que costuma estacionar ao lado do mercado também não teria identificação oficial, o que gera ainda mais dúvidas.

g1 procurou a Prefeitura de São Luís para comentar o caso, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

Os comerciantes dizem temer que o prédio esteja sendo completamente desmontado, sem controle. Eles também alertam que o local passou a ser usado como abrigo durante a noite.

Alguns feirantes reconhecem que pequenas partes da estrutura foram retiradas pelos próprios comerciantes no início da desocupação, mas afirmam que a maioria dos itens foi furtada posteriormente. Fonte: G1-MA

Delegado e mais 5 pessoas ficam feridas em colisão entre viatura e carro em Teresina

Seis pessoas ficaram feridas após uma colisão entre uma viatura da Polícia Civil do Piauí e um carro de passeio, na tarde desta quinta-feira (9). O acidente ocorreu no cruzamento das avenidas Presidente Kennedy e Senador Area Leão, bairro São Cristóvão, Zona Leste de Teresina.

Os feridos são: o delegado Eduardo Aquino; três oficiais investigadores; o motorista da viatura; e um menino, passageiro do carro de passeio. Todos estão em casa e passam bem. O pai da criança, que conduzia o segundo automóvel, não ficou ferido.

Ao g1, o oficial investigador Moizés Diniz informou que a equipe havia saído da sede da Secretaria de Segurança Pública do Piauí, no bairro São Cristóvão, e seguia em direção à 22 ª Delegacia de Polícia Civil, no bairro Santa Maria da Codipi.

“A gente pegou a Kennedy e, quando tava no cruzamento, a gente foi freando de longe, porque o sinal tava fechado pra gente. Só que o sinal começou a piscar, eu não sei se foi uma falha. E o pessoal que estava indo, na direção de quem sai do Sam’s, pra atravessar a Kennedy, foi parando. E eu acho que o motorista [da viatura] confiou e o outro motorista [do carro] meio que acelerou pra tentar pegar o sinal aberto”, explicou.

“Aí ele [motorista do carro] veio em alta velocidade mesmo, acho que ele acelerou bem na hora. E quando ele acelerou, ele pegou a gente bem no meio, que ele bateu bem na minha porta e na porta do Aquino”, completou o oficial investigador.

 

Ainda de acordo com Moizés Diniz, uma viatura da Polícia Militar do Piauí auxiliou no resgate dos feridos e levou a criança ao hospital. O menino teve um corte na boca e precisou fazer uma sutura.

“Após a pancada, eu verifiquei se todo mundo estava bem e estava todo mundo bem, desci do carro e fui ver o pessoal do outro carro. Verifiquei que era um motorista, um senhor, e que ele estava com um filhinho dele, pequenininho, no bebê conforto. Aí pedi pra outra viatura que estava perto da gente, uma viatura da PM, pra levar ele pro hospital”, contou.

Ao g1, o delegado Eduardo Aquino contou que sofreu uma luxação no ombro e uma pancada na cabeça. Ele passou por exames, inclusive por uma tomografia computadorizada.

“A batida foi do meu lado, poderia ter me atingido em cheio e, graças a Deus, não foi pior”, comentou. Fonte: G1-PI

Nova espécie de planta da Caatinga recebe nome em homenagem à arqueóloga Niède Guidon

Uma nova espécie de planta da Caatinga foi identificada por pesquisadores brasileiros e recebeu o nome Machaerium guidone, em homenagem à arqueóloga Niède Guidon, reconhecida pela atuação na preservação do patrimônio histórico e ambiental no Brasil.

Machaerium guidone é uma leguminosa típica da Caatinga, com ocorrência registrada em estados do Nordeste e Sudeste, como Piauí, Bahia, Ceará, Maranhão e Minas Gerais.

A planta pode se apresentar como liana ou arbusto escandente e ocorre em áreas de vegetação seca, incluindo formações de Caatinga arbórea e regiões de transição com o Cerrado.

Liana é um tipo de planta trepadeira, geralmente lenhosa, que cresce apoiada em árvores ou outras estruturas para alcançar a luz, sem conseguir se sustentar sozinha, sendo comum em ambientes como a Caatinga e outras florestas.

A espécie foi descrita em um artigo científico publicado em 2026 por Valner Matheus Milanezi Jordão, Daniela Sampaio e Fabiana Luiza Ranzato Filardi, pesquisadores vinculados à Universidade Estadual Paulista (Unesp) e ao Jardim Botânico do Rio de Janeiro.

O nome da espécie é uma homenagem póstuma a Niéde Guidon, cuja atuação foi fundamental para a criação do Parque Nacional da Serra da Capivara, no Sul do Piauí — área onde estão sítios arqueológicos de relevância mundial.

De acordo com o artigo, a escolha do nome reconhece a contribuição da pesquisadora para o avanço do conhecimento sobre a presença humana nas Américas e para a preservação do patrimônio natural e cultural da região.

Características da espécie

 

Segundo os pesquisadores, a nova espécie contribui para ampliar o número de representantes do gênero Machaerium no bioma, que passa a contar com 14 espécies registradas na Caatinga.

Além da descrição morfológica, o estudo traz informações sobre distribuição geográfica, período de floração (entre outubro e janeiro) e frutificação, que ocorre de fevereiro a agosto.

A espécie foi classificada, de forma preliminar, como de “menor preocupação” em relação ao risco de extinção, embora os autores destaquem a necessidade de mais levantamentos para compreender melhor sua distribuição. Fonte: G1-PI

MPF abre investigação para apurar estruturas de pontes após desabamento na Grande João Pessoa

O Ministério Público Federal (MPF) abriu uma investigação para apurar as condições estruturais e o estado de conservação de pontes o longo da BR-101, no município de Santa Rita, na Grande João Pessoa. Em março, um trecho de uma ponte sobre o Rio Paraíba desabou após o colapso em um dos apoios.

De acordo com o procedimento do MPF, assinado pelo procurador João Raphael de Lima, a investigação também menciona a deterioração na ponte sobre o Rio Mamanguape, com exposição de ferragens e sinais de desgaste na estrutura.

Também é mencionado relatos de deteriorização, o que, segundo o órgão, levanta preocupação quanto à segurança dos usuários da rodovia e ao impacto ambiental na região. O MPF deu um prazo de 10 dias para encaminhar documentos e esclarecimentos sobre a situação das pontes no estado .

g1 entrou em contato com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes da Paraíba (DNIT-PB), mas até a última atualização desta reportagem não obteve retorno.

Conforme o procurador do caso, o objetivo para apurar a situação de todas as pontes ao longo da rodovia é obter informações técnicas atualizadas sobre as condições das estruturas, bem como as medidas de monitoramento, manutenção e eventuais obras de recuperação adotadas pelo órgão responsável.

No desabamento de uma ponte sobre um trecho do Rio Paraíba, o DNIT informou à época que não houve vítimas, já que uma das faixas da ponte estava interditada desde setembro de 2025, quando o órgão iniciou inspeções e intervenções emergenciais na estrutura.

Na época, a faixa direita da ponte foi interditada no sentido Natal–João Pessoa, na altura do quilômetro 77 da rodovia federal, como medida preventiva para avaliação das condições estruturais do equipamento.

Também na época do desabamento, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que não houve alteração no trânsito, já que o tráfego na região já estava sendo desviado devido à manutenção da ponte. Segundo a corporação, equipes estão no local e devem reforçar a sinalização para evitar que motoristas desrespeitem o bloqueio existente. Fonte: G1-PB