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A prisão do policial militar suspeito de matar um homem na BR-101, em Caaporã, no Litoral Sul da Paraíba, foi mantida após audiência de custódia realizada na tarde desta terça-feira (25). O PM foi encaminhado para o Presídio Especial do Valentina, em João Pessoa.
Também passou por audiência de custódia o representante de uma seguradora preso durante a investigação. A prisão dele também foi mantida, e ele foi levado para a Cadeia Pública de Alhandra, também na Paraíba.
O caso envolve a morte de Leonardo Leno Ramos de Araújo, de 35 anos, ocorrida na quinta-feira (20). Inicialmente, a ocorrência foi registrada como uma perseguição a um veículo roubado, seguida de troca de tiros entre policiais e suspeitos. As investigações da Polícia Civil, porém, apontaram divergências em relação a essa versão.
O delegado Túlio Lustosa explicou que imagens de câmeras de segurança analisadas pela equipe de investigação indicam que Leonardo era o proprietário do veículo e estava sozinho no automóvel.
“A equipe de campo pegou câmeras na região e, nessas câmeras, foi possível detectar que não tinha outra pessoa dentro do veículo”, afirmou o delegado.
O delegado Túlio Lustoa afirmou que o policial militar gravou a vítima depois que ela havia sido baleada. Segundo o delegado, o agente chegou a conversar com Leonardo enquanto ele ainda estava ferido.
“Depois que foi atingido, o policial militar chegou a fazer uma gravação dele, falar com ele, falou um pouco com ele e, posteriormente, ele apareceu já morto”, disse o delegado.
Segundo a versão apresentada pelo policial militar, Leonardo estaria em um carro roubado acompanhado de outra pessoa. De acordo com o relato, os dois teriam descido do veículo e o segundo homem teria atirado contra os policiais, dando início a uma troca de tiros.
Ainda conforme essa versão, o outro suspeito teria fugido, enquanto Leonardo foi atingido pelos disparos e morreu no local.
A análise das imagens de segurança, entretanto, levou a Polícia Civil a contestar a presença de uma segunda pessoa no carro.
Ainda segundo a Polícia Civil, a esposa de Leonardo acionou a seguradora do veículo depois que o marido demorou a entrar em contato com ela.
A empresa, então, acionou o policial militar, que prestava serviços para a seguradora, para tentar localizar o automóvel.
A investigação passou a analisar as circunstâncias da localização do veículo e da morte de Leonardo, além dos relatos apresentados pelos envolvidos. Fonte: G1-PB