A somatropina é a versão sintética do hormônio do crescimento humano. O medicamento é fornecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e, no Maranhão, distribuído pela FEME.
Entre os pacientes estão crianças com síndrome de Prader-Willi, uma doença genética que provoca fraqueza muscular e compromete o desenvolvimento infantil.
Nesses casos, o medicamento não atua apenas no crescimento. Ele também contribui para o desenvolvimento da musculatura, da força e da mobilidade, fatores essenciais para a qualidade de vida.
As últimas doses entregues às famílias garantem apenas mais alguns dias de tratamento. A incerteza sobre a próxima remessa preocupa pais e responsáveis.
“É a falta do medicamento, que já está há dois meses em falta. Ele não pode ficar sem essa medicação para ganhar massa magra, ter mais agilidade e desenvolvimento, porque é uma criança altamente hipotônica”, relatou uma mãe.
O tratamento com somatropina é contínuo e as doses são definidas de acordo com o peso e a necessidade de cada paciente. A aplicação é diária e pode ultrapassar R$ 200 por dose.
Quando o uso é interrompido, os resultados do tratamento podem ser prejudicados, especialmente durante a fase de desenvolvimento. A suspensão por semanas ou meses pode reduzir ou até interromper a velocidade de crescimento. Fonte: G1-MA