Vídeos mostram trabalhadores usando reservatórios improvisados para beber água, e há imagens de um homem com cólicas aguardando atendimento médico no alojamento.
Essas imagens fazem parte das denúncias feitas por trabalhadores que saíram de Timon e foram para Monte Carlo, em Santa Catarina, para a colheita de maçãs. Eles relatam que as condições de trabalho eram degradantes e que o atendimento médico era insuficiente.
Um dos trabalhadores, Tarson, já retornou a Timon após dias difíceis em Santa Catarina. Ele conta que, durante o período em que esteve lá, foi informado por um representante da empresa que só seria encaminhado para o hospital se estivesse “quase morto”.
“Imagina para quem está doente, ouvir um abuso desses de uma empresa que deveria cuidar de nós”, afirmou Tarson.
A empresa em questão é uma das maiores exportadoras de maçã do Brasil e, anualmente, contrata trabalhadores nordestinos para a colheita. Essa não é a primeira vez que a empresa é denunciada por condições de trabalho precárias. Em 2022, cerca de 200 trabalhadores maranhenses foram dispensados após protestos sobre a falta de atendimento médico.
Em resposta às denúncias, a Prefeitura de Timon informou que está providenciando o retorno dos trabalhadores. A Secretaria Estadual dos Direitos Humanos e Participação Popular (Sedcop) também está envolvida, buscando fornecer apoio a esses trabalhadores.
Além disso, no último dia 16 de fevereiro, sete trabalhadores maranhenses morreram em um acidente de ônibus na BR-153, no interior de São Paulo. Eles estavam indo para Santa Catarina para a colheita de maçãs.Fonte: G1-MA